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O tubo viajou do Texas até a Inglaterra salvar a vida de Jenson

Depois de ter enfrentado o câncer duas vezes com apenas nove anos, o britânico Jenson Wrigh finalmente recebeu a notícia que está curado. A vitória na batalha contra à doença foi conquistada graças a um cordão umbilical que estava congelado no Texas e foi doado ao tratamento do menino. Jenson foi diagnosticado aos 4 anos com Leucemia e mesmo depois de nove meses de quimioterapia intensiva, o câncer voltou e tomou 70% do corpo da criança.

A mãe percebeu um inchaço no pescoço do filho e o levou imediatamente ao hospital. Depois de fazer alguns exames de imagem, os médicos pediram uma biópsia de urgência. Os especialistas diagnosticaram a doença e iniciaram o tratamento. Como a quimioterapia é agressiva, ele perdeu o cabelo e precisou usar uma sondapara se alimentar. O tratamento não foi o suficiente e o câncer acabou voltando. O corpo médico disse que a única chance do garoto era o tratamento com células tronco de um cordão umbilical. O tudo foi doado por anonimamente e a família nunca saberá quem ajudou o garoto a ser curado. Jenson começou esse tratamento alternativo em 2016 e depois de apenas cinco dias já apresentava melhoras. O resultado deixou os médicos surpresos.

Hoje, um pouco mais do que 2 anos depois do início do tratamento com células tronco, o menino recebeu a notícia de que está completamente curado. A mãe, Carolyn, de 46 anos comentou sobre isso: “Nós temos muita sorte, ele era tão novo na época em que foi diagnosticado. Então Jenson realmente não entendia como um adulto faria. Foi um choque quando disseram que ele estava curado e que não queriam vê-lo novamente – é realmente surreal. Ele pode ser como qualquer outra criança de novo agora”, disse à Agência de Notícias de South West.

Fonte: Revista Pais e Filhos

 


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Em pelo menos 30% das grávidas ocorrem deformações, aparentemente irreparáveis, como é o caso da diástase abdominal, uma separação dos músculos mais superficiais no abdômen, os retos abdominais. Quando o útero empurra a barriga para frente na gestação, o movimento afasta os músculos, entre eles há um tecido branco chamado fáscia e esse tecido não é elástico, ou seja, ele fica esgarçado após esse movimento e, por isso, a barriga no pós-parto não volta ao normal.

“O estiramento da musculatura abdominal é indispensável para permitir o crescimento uterino, mas às vezes ocorre uma separação muito grande dos feixes dos músculos retos abdominais, ocasionando a formação da diástase dos músculos retos abdominais. Ela não provoca desconforto nem dor e pode ser resolvido com um tratamento cirúrgico”, explica o cirurgião plástico, Dr. Luiz Eduardo Mendonça Pereira.

A abdominoplastia é a cirurgia plástica mais indicada para reverter a diástase abdominal. O procedimento remove o excesso de gordura e de pele e restaura os músculos enfraquecidos ou separados, criando um perfil abdominal mais suave e tonificado.

Sob raquianestesia, peridural ou anestesia geral, é feita uma incisão horizontal orientada na área entre a linha do púbis e umbigo, através da qual os músculos abdominais enfraquecidos são reparados e suturados, enquanto o excesso de gordura, de tecidos e de pele são removidos. Uma segunda incisão, em torno do umbigo, pode ser necessária para remover o excesso de pele na parte superior do abdômen. Para um melhor resultado, pode ser feita simultaneamente à cirurgia da dermolipectomia abdominal, a plástica de abdômen.

O cirurgião Luiz Pereira explica que a cirurgia é rápida, dura até três horas, e o período de internação é de um dia “A abdominoplastia pode contribuir para uma recuperação mais rápida e eficaz destas alterações mecânicas que incomodam a mulher física e emocionalmente depois do parto. Mas, embora os resultados sejam tecnicamente permanentes, o resultado positivo pode diminuir muito se houver oscilações significativas no peso. Por esta razão, quem está planejando perder peso ou mulheres que ainda pretendem ter outras gestações são aconselhadas a deixar a cirurgia para mais tarde”, alerta Pereira.

Recomendações pré-operatórias:

  1. Obedecer às instruções dadas para a internação
  2. Comunicar qualquer anormalidade que eventualmente ocorra, quanto ao seu estado geral
  3. Estar “em jejum absoluto” de no mínimo 8 horas e não trazer objetos de valor para o hospital
  4. Ir acompanhada para a internação
  5. Evitar uso de brincos anéis, alianças, piercings, esmaltes coloridos nas unhas, etc
  6. Evitar uso de medicações que contenham ácido acetil salicílico ou salicilatos em sua fórmula. Evitar uso de Ginko Biloba, Arnica e Vitamina E. Todos devem ser suspensos 10 dias antes da cirurgia ou a critério médico. Comunique a equipe médica em caso de necessidade de medicação diferente da habitual
  7. Suspender uso de medicação inibidora de apetite (anorexígenos) 15 dias antes da cirurgia
  8. Não fumar

Recomendações pós-operatórias:

  1. Evitar esforços por 14 dias
  2. Levantar-se tantas vezes quanto lhe for recomendado por ocasião da alta hospitalar, obedecendo aos períodos de permanência sentada, assim como evitar escadas longas
  3. Não se exponha ao sol ou friagem, por um período mínimo de duas semanas
  4. Andar curvada, com ligeira flexão do tronco, e manter passos curtos, por um período de 10 a 15 dias
  5. Obedecer à prescrição médica
  6. Voltar ao consultório para os curativos subseqüentes, nos dias e horários estipulados
  7. Não molhar curativos. Mantê-los limpos e secos
  8. Dormir de “barriga para cima” por duas a três semanas
  9. Vestir modelador adequado e confortável
  10. Em caso de dúvida entre em contato com seu médico

Fonte: Dr. Luiz Eduardo Mendonça Pereira (CRM- 114141), médico cirurgião plástico


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Problemas afetam muitos casais que querem ter filho

Muitos casais desejam ter filho mas acabam esbarrando em dois problemas comuns: esterilidade e infertilidade. Segundo o urologista Silvio Pires, da Criogênesis, é preciso entender os fatores que diferenciam esses dois conceitos. “Tecnicamente, a infertilidade é resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores ou dos gametas. Já a esterilidade é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas [óvulos e espermatozóide] ou zigotos [fusão dos gametas] viáveis. Desta forma, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando há incapacidade de gerar filhos”, explica o especialista.

O médico ressalta ainda que, estatisticamente, a infertilidade representa 30% dos casos de casais que têm problemas para gerar filho. “A principal causa de infertilidade masculina é desconhecida [idiopática]. No entanto, infecções que levam à inflamação dos testículos, o uso de drogas, álcool e a exposição a substâncias tóxicas, como medicamentos usados em quimioterapia e a radiação ionizante, são fatores indutores da infertilidade. Dentre as causas de infertilidade nas mulheres, podemos destacar a endometriose e a tentativa de gravidez tardia, uma vez que após os 35 anos a fertilidade feminina tende a diminuir naturalmente”, comenta o urologista.

Atualmente as técnicas de reprodução assistida têm permitido, a um grande número de casais, a realização do sonho de ter filho. Entretanto, para que essas técnicas dêem resultados, é fundamental que o diagnóstico adequado, seja de infertilidade, seja de esterilidade, já que determinará o tratamento que deverá ser realizado. “Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade, como a ultrassonografia transvaginal e o espermograma, que visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, vitalidade e morfologia dos espermatozóides”, diz Silvio Pires.

Fonte: Revista O Encontro


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O ambiente inclui uma gravidez tranqüila, uma dieta balanceada, ausência de infecções graves, evitar cigarro, álcool, medicamentos sem orientação especializada, etc. Além de todos esses cuidados, é também recomendado um ambiente rico em vivências e estímulos por todas as vias sensitivas do cérebro do bebê (visão, audição, tato, olfato e o paladar).

O Neurologista explica que: “O cérebro humano é a estrutura mais complexa que se tem conhecimento. Sua estruturação anatômica e funcional se dá de forma progressiva por muitos anos, sendo os 3 primeiros anos de vida a fase mais crítica, dinâmica e intensa desse amadurecimento. O ideal é expor o pequenino a uma ampla gama de estímulos e vivências, de modo a propiciar um ambiente emocional e intelectual favorável ao melhor desenvolvimento cognitivo”.

Vamos passear um pouco pelos principais aquisições mentais nos primeiros 18 meses e dar algumas dicas de estimulação:

Dentro da barriga

O bebê dentro da barriga passa por profundas modificações nos 9 meses de gestação. Ele escuta os ruídos externos e internos da mãe, movimenta-se, engole líquido amniótico, dorme e acorda, boceja, urina e pode até chupar dedo.

Como estimular: Converse bastante com o seu bebê, fale devagar e com voz suave e acolhedora, coloque músicas instrumentais, acaricie a barriga, evite locais com ruído alto.

Primeiros 3 meses

É uma fase de adaptação. O bebê fora da barriga tem acesso a uma infinidade de estímulos táteis e visuais que eram impossíveis dentro da barriga. Procure manter o ambiente do bebê organizado e com decoração suave. Apresente objetos grandes, sem muitos detalhes e coloridos, faça massagens suaves nos membros e nas costas, olhe nos olhos durante as mamadas. Você verá que é uma fase de muita incoordenação motora, sustos e trancos quando surpreendido, muito sono e muita dependência em relação a mãe. Aos poucos ele passará a seguir objetos, dirigir o membro ao alvo e coordenar os olhos e os movimentos do tronco. Abuse de músicas suaves, deixe-o (de vez em quando) apoiado sobre sua barriga ou tórax e sentir a sua respiração, passe segurança e tenha paciência com as noites mal dormidas, a sincronização do sono com a luz solar é novidade para ele e pode demorar alguns meses. Aos poucos você vai perceber que ele vai ficando mais durinho e menos desajeitado.

Três a seis meses

O bebê passa a sustentar a cabeça, dirigir o pescoço e o olhar, dar risadas progressivamente mais seletivas. Nesse período ele aprenderá a sentar com e sem apoio, levará as coisas à boca e aprende a girar o corpo na cama (muito cuidado nessa fase pelo risco de queda, principalmente nas trocas). Nessa fase é fundamental os contatos sociais, com familiares e, se possível, com outras crianças. Brinquedos ainda médios a grandes, com sons e luzes, uma vez que o cérebro nessa fase já é capaz de integrar bem os estímulos. Apresente vídeos, músicas mais complexas, deixe-o perceber as texturas das coisas, tentar alcançar os objetos (evite dar tudo na mão).

Seis meses a 1 ano

O desenvolvimento cerebral está a todo vapor nessa fase. A cada dia uma nova conquista. Ele aprenderá a deslizar no chão para alcançar objetos, distingue cores primárias, sorri apenas quando está feliz e pode fechar o rosto para desconhecidos, aprenderá eventualmente a engatinhar, ficar de pé com apoio, trocar objetos de mão com desenvoltura e segurança, apontar objetos de interesse, etc. As pernas passam por um processo progressivo de ganho de força e coordenação que levará o bebê a andar em pouco tempo. Ele repete sons, brinca com os lábios, faz bolinhas de saliva, reponde a perguntas com sons ainda sem sentido e em breve falará as primeiras palavras definidas.

Nessa fase é fundamental ensiná-lo. Aplaudir quando fizer certo, deixar claro quando fizer algo indevido. Coloque opções de brinquedos, deixe-o escolher. Mostre-o sabores e texturas alimentares diversificadas. Deixe-o comer com as próprias mãos, de vez em quando. Quando apresentar um objeto dizer o nome do objeto em voz alta, clara e pausadamente. Essa fase o bebê faz muitas associações mentais passa progressivamente a desenvolver sua linguagem. Imponha desafios ao bebê no dia-a-dia, esconda um brinquedo com um pano, feche uma caixa, coloque outra coisa na frente, etc. com o tempo você verá que as estratégias mentais do pequeno para atingir seu objetivos vão ficando cada vez mais efetivas e complexas.

12 a 18 meses

Nessa fase o bebê geralmente já anda e domina um pequeno vocabulário de cerca de 5 a 10 palavras fáceis, como: papai, mamãe, acabou, cadê, oi, quero, me dá, etc. Aos poucos ele aprende a subir e descer escadas, andar para traz, girar em torno de seu eixo, etc. Nessa fase, começam a entender mais claramente o que os pais pedem. Se disser para a criança abrir a boca bem grande para escovar os dentes, ele abrirá. Se pedir um objeto ele vai buscar e trazer de volta. Ele pode ajudar a recolher brinquedos, aprende a auxiliar na hora de se vestir, convida pessoas para uma brincadeira, pode se jogar no chão quando contrariado, etc.

Para estimulá-los é fundamental dar independência, permitir o erro, sem perder a segurança. Brincadeiras coletivas, danças, jogos com cubos e bolas são boas pedidas. O vocabulário vai aumentando progressivamente, assim como a melodia da comunicação e o entendimento do que lhe é dito ou solicitado. Geralmente eles entendem mais do que são capazes de expressar nessa fase. Eles já apresentam uma personalidade própria (mesmo que ainda em formação) e aprendem com muito facilidade, principalmente atividades repetitivas.

Fonte- Neurologista Leandro Teles (CRM 124.984)


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Embora seja raro, é possível engravidar quando está menstruada e tem uma relação desprotegida, especialmente quando se tem um ciclo menstrual irregular ou quando o ciclo tem menos de 28 dias.

Num ciclo regular de 28 ou 30 dias essas chances são quase nulas porque, após o final do período menstrual ainda faltam cerca de 7 dias até à ovulação e os espermatozóides sobrevivem, no máximo, 5 dias dentro do corpo da mulher, não chegando a ter contato com o óvulo liberado. Além disso, mesmo que ocorresse fecundação, durante a menstruação, o útero já não se encontra preparado para receber o óvulo fecundado e, por isso, as chances de engravidar são muito baixas.

Porém, caso tenha ocorrido o contato íntimo desprotegido, a melhor forma de confirmar se se está grávida é fazendo o teste de farmácia, que deve ser feito a partir do primeiro dia do atraso menstrual.

Porque é possível engravidar num ciclo curto ou irregular

Ao contrário do que acontece num ciclo regular de 28 ou 30 dias, a ovulação de um ciclo mais curto ou irregular pode acontecer em até 5 dias após o final da menstruação e, por isso, existem maiores chances de algum espermatozóide, que tenha sobrevivido, conseguir chegar no óvulo, gerando uma gravidez.

Assim, idealmente, mulheres que têm um ciclo curto ou irregular devem utilizar sempre um método contraceptivo, caso não estejam a tentar engravidar, mesmo durante a menstruação.

Quais as chances de engravidar antes ou depois da menstruação?

As chances de engravidar são maiores quanto mais tarde ocorrer a relação desprotegida e, por isso, é mais fácil engravidar após a menstruação. Isso porque a relação ocorre mais perto da ovulação e, assim, os espermatozóides conseguem sobreviver tempo suficiente para fecundar o óvulo.

Já se o contato íntimo acontecer imediatamente antes do período menstrual as chances também são quase nulas, sendo ainda inferiores ao que acontece quando a mulher está menstruada.

Como evitar a gravidez?

A forma mais segura de evitar uma gravidez indesejada é utilizando um método contraceptivo, sendo que os mais eficazes são:

  • Preservativo masculino ou feminino;
  • Pílula anticoncepcional;
  • DIU;
  • Implante;
  • Anticoncepcional injetável;

O casal deve selecionar o método que melhor se adapta às suas necessidades e manter seu uso enquanto não desejem engravidar, mesmo durante a menstruação.


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Pesquisadores dizem que um homem de Londres parece estar livre do vírus da Aids após um transplante de células tronco. É o segundo caso de sucesso, depois que o “paciente de Berlin”, Timothy Ray Brown, foi curado há quase 12 anos.

Tais transplantes são perigosos e falharam em outros pacientes e as novas descobertas foram publicadas pela revista Nature. Os detalhes serão divulgados em uma conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas em Seattle.

O paciente de Londres não identificado, foi diagnosticado com HIV em 2003 e, após desenvolver câncer, concordou com um transplante de células-tronco para tratar essa doença em 2016.

Seus médicos encontraram um doador com uma mutação genética que confere resistência natural ao HIV. O transplante mudou o sistema imunológico do paciente de Londres, dando a ele a resistência do doador ao HIV, segundo a Associated Press. Publicamente, os cientistas ainda se referem ao caso como uma “remissão de longo termo” e alguns não garantem que o vírus não irá retornar ao organismo do paciente.

Segundo o “New York Times”, muitos especialistas chamam os casos de “a cura”, com a ressalva de que é difícil saber como definir a palavra quando há apenas duas instâncias conhecidas.

Embora afirmem que o transplante não é uma opção viável para o tratamento da Aids, médicos acreditam que o caso do paciente de Londres é um grande avanço. “Isso vai inspirar as pessoas que a cura não é somente um sonho”, disse Annemarie Wensing, virologista do Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, ao “NY Times”. “É alcançável.”

Paciente de Berlim

O primeiro caso conhecido de cura foi o de Timothy Ray Brown, relatado em 2007. Inicialmente, ele ficou conhecido apenas como o “paciente de Berlim”. Brown, que hoje tem 52 anos e vive em Palm Springs, na Califórnia, teve leucemia e foi submetido a quimioterapia.

Quando esse tratamento não funcionou, ele foi submetido a dois transplantes de medula óssea e seu doador também tinha uma mutação genética em uma proteína chamada CCR5, que repousa sobre a superfície de certas células do sistema imunológico. O H.I.V. usa a proteína para entrar nessas células, mas não consegue aderir à versão mutante.

Brown recebeu drogas imunossupressoras que não são mais usadas e teve sérias complicações após a cirurgia. Ele quase morreu, mas depois de se recuperar totalmente os médicos constataram que ele estava curado da infecção pelo HIV. O paciente de Londres sofria de linfoma de Hodgkin e também recebeu um transplante de medula óssea de um doador com mutação genética na CCR5, em maio de 2016.

Fonte: Portal G1


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De acordo com o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha, formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme, o pé torto congênito é uma deformidade que se forma durante o crescimento do bebê no útero da mãe. “Os pés dos bebês são gerados após a quarta semana de gravidez. À medida que se desenvolvem vão se posicionando até um pouco antes do nascimento, mas em alguns bebês, isso não acontece de maneira normal, o que chamamos de pé torto congênito”, explica.

Apesar do nome, os pais não devem se sentir culpados pelo problema que a criança apresenta ao nascer. Não se sabe exatamente porque a condição ocorre, mesmo existindo varias teorias, por isso, se convencionou chamar de pé torto congênito, ou seja, de nascimento. Os casos variam desde leves até graves. “Nos casos mais leves os pés do bebê ainda são flexíveis, favorecendo o tratamento. Já nos mais graves, os pés são de difícil posicionamento e requer um acompanhamento prolongado devido a alguma alteração dos ligamentos, dos tendões ou do osso”, afirma o ortopedista.

Atenção especial aos pés do bebê no segundo trimestre

A partir do segundo trimestre de gestação algumas alterações no posicionamento dos pés podem ser percebido nos exames de imagem que a mulher faz ao longo da gravidez. “Quando são vistos problemas no posicionamento dos pés, os pais ficam assustados e preocupados com as alterações visualizadas. Nesse momento, o médico deve tranqüilizar a família e esclarecer que é preciso esperar o bebê nascer para se avaliar a criança, saber se existe realmente um problema ou se é somente uma alteração postural e iniciar o tratamento caso seja necessário”, diz.

“A maioria dos casos é corrigido antes do terceiro mês de vida. O ideal é que o pé esteja totalmente corrigido antes que a criança dê os primeiros passos”, ressalta o médico.

A correção dos pezinhos tortos

O tratamento de ser precoce, logo nas primeiras semanas após o nascimento do bebê para evitar que o desenvolvimento da criança fique comprometido, podendo levar a problemas funcionais e em alguns casos até psicológicos. A primeira tentativa para a correção é a manipulação manual dos pés e trocas de gesso. “A maioria dos casos de pé torto congênito são resolvidos com o uso de imobilizações, que consistem em gessos seriados, deixados por uma semana a cada imobilização. Assim, aos poucos a deformidade vai sendo corrigida dependendo da intensidade da deformidade e de fatores associados”, acrescenta o ortopedista.

Durante esse período, a mãe precisa ficar muito atenta ao filho e, se ele manifestar algum sintoma de desconforto, levá-lo ao médico, para que a imobilização seja reavaliada e refeita se for necessário. Em alguns casos mesmo com o inicio precoce do acompanhamento a correção total pode não ser atingida nesses casos a cirurgia pode ser indicada. “Quando o gesso não resolve, podemos recorrer à cirurgia. O objetivo do procedimento é a melhora da aparência e da movimentação do pé e da perna, mas devemos ressaltar que dependendo da causa da deformidade e o momento em que foi iniciado o tratamento, alterações residuais podem existir. Com isso, pode haver redução da mobilidade das articulações dos pés e estes podem tornar-se dolorosos ao longo dos anos”, conclui.

Depois da correção das deformidades, indica-se o uso de orteses. O tratamento pode ser demorado e causar desconforto ao bebê, mas os pais devem saber que todo esse esforço vale a pena, devido aos enormes benefícios para a vida dessa criança, pois o objetivo primordial é que a criança possa ter uma vida normal, podendo correr, pular e brincar.

Fonte -Ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP 111559), formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme


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Os dados são do NHS Digital, o Centro de Informações de Saúde e Assistência Social da Inglaterra. Segundo os especialistas, a falta de acompanhamento dentário pode resultar em problemas por toda a vida

Fazer os pequenos escovarem os dentes é quase que uma luta diária para os pais. Seja pela dificuldade da tarefa ou pelo fato de os dentes ainda estarem nascendo, muitos acabam relaxando e não sendo tão rígidos com os hábitos dentários. No entanto, é importante não só manter uma rotina de cuidados em casa como fazer consultas periódicas ao dentista.

Depois de analisar os dados do NHS Digital – que é o Centro de Informações de Saúde e Assistência Social, a Faculdade de Cirurgia Dentária, Royal College of Surgeons, da Inglaterra, chegou a conclusão de que 57,5% das crianças com menos de 4 anos não compareceram a uma consulta com o dentista em 2018. Na faixa etária de 5 a 9, esse índice cai para 41,4% e de 5 a 9, 32,7%.

Qual é a orientação?

Na Inglaterra, os pais são aconselhados a levar seus filhos a uma consulta odontológica assim que os primeiros dentes aparecerem. Depois disso, eles devem agendar outro check-up com 1 ano de idade, e depois os acompanhamentos acontecem a cada 12 meses. Caso contrário, os riscos associados não só poderiam ser um obstáculo para os dentes de leite, como também teriam conseqüências a longo prazo, de acordo com os especialistas.

“É decepcionante que quase 5 entre 10 crianças de 1 a 4 anos não tenham consultado um dentista no ano passado. As crianças que apresentam cárie dentária na primeira infância são muito mais propensas a desenvolver problemas subseqüentes, incluindo um risco maior de deterioração adicional tanto nos dentes de leite quanto nos permanentes”, explica o professor Michael Escudier, reitor da Faculdade de Cirurgia Dentária do Royal College of Surgeons. Segundo ele, isso ocorre, em parte, porque os grandes danos aos dentes de leite podem causar abscessos que prejudicam os dentes permanentes, que se desenvolvem no interior das gengivas.

“É importante que as primeiras interações da criança com o dentista sejam para check-ups simples, em vez de um tratamento mais sério. Fazer um filho habituar-se a abrir a boca para um dentista é uma prática útil para o futuro. Se ele só visita o dentista pela primeira vez depois de ter um problema, a experiência pode causar medo e levar a um mau atendimento odontológico durante toda a vida”, completa o especialista.

“Infelizmente, o número de crianças que visitam um dentista é o mesmo das estatísticas de adultos. De um modo geral, isso significa que, se um dos pais não vai ao dentista, o filho também não”, finaliza Nigel Carter OBE, diretor executivo da Oral Health Foundation.

Brasil: cuidados desde a barriga

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou, recentemente, o Guia de Saúde Bucal Materno-Infantil, com orientações para prevenção dos principais problemas que comprometem a dentição de gestantes e crianças.

De acordo com o guia, o ideal é que os cuidados com a saúde dental da criança comece com o nascimento do primeiro dente – o que normalmente ocorre a partir do sexto mês – e, a partir daí, as visitas ao dentista devem ser realizadas a cada seis meses. Antes disso, a limpeza da gengiva deve ser feita com gaze e água. E, assim que nascer o primeiro dentinho é hora de começar com a escova.

Fonte: Revista Crescer


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Tudo porque a gestação é um estado no qual muitas alterações ocorrem no organismo da gestante, o que a diferencia do ponto de vista das técnicas de massagem das demais pessoas

A fisioterapeuta Mariana Moraes, garante que, se feita corretamente, a massagem relaxante alivia as dores lombares, diminui o inchaço nas pernas e auxilia o retorno venoso estimulando a circulação sanguínea e linfática. “São realizadas manobras terapêuticas específicas como amassamento, deslizamentos e percussões. Essa terapia tem o intuito de melhorar a circulação sanguínea, aumentar o fluxo de nutrientes, além de aliviar a dor e facilitar a atividade muscular”, explica.

A massagem relaxante é uma técnica de manipulação suave diretamente sobre os músculos, que alivia a tensão sobre eles. A tensão muscular é provocada, no caso das gestantes, pelo desconforto postural, aumento de peso, alteração de humor, que é comum na gestação, aumento do stress e cansaço. Portanto, são recomendadas sessões de massagem relaxante durante os nove meses para que a futura mamãe possa ter uma gestação tranquila e suave, associada a drenagem linfática manual.

“Recomendamos a técnica a partir do terceiro mês de gestação por conta do risco de aborto espontâneo que é maior no primeiro trimestre. Uma sessão de massagem por semana é o suficiente para aumentar o bem-estar. Essa periodicidade já ajuda a diminuir a dor nas costas e a ansiedade. É também uma massagem no ego: você está se cuidando e cuidando do bebê”, diz a fisioterapeuta.

Benefícios da massagem relaxante na gravidez

  • Facilita o processo psicológico da gestação, por fortalecer o trabalho do coração, aumentar a respiração celular, reduzir o edema, e contribuir para a sedação do sistema nervoso simpático.
  • Alivia a sobrecarga nas articulações de suporte de peso e estruturas músculo-fasciais (articulação sacro-íliaca, coluna toraco-lombar, quadris, músculos eretores da espinha).
  • Alivia e reduz dores no pescoço e nas costas causadas por postura inapropriada, fraqueza muscular e desequilíbrio.
  • Provê suporte emocional e físico (particularmente para as mulheres que estão sozinhas nesta etapa).
  • Desenvolve a consciência sensorial necessária para o processo do parto cinestesicamente (após o parto, a musculatura das costas, o abdômen e o assoalho pélvico devem relaxar para permitir que o útero trabalhe sem resistência).
  • Facilita o realinhamento estrutural da coluna e pelve no pós-parto e a reabilitação dos músculos abdominais.

Fonte – Mariana Moraes, fisioterapeuta


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A Universidade de Minnesota Medical School continua seu legado de avançar terapias de substituição de células com um avanço científico que destaca a promessa de terapias celulares para a distrofia muscular.

O laboratório de Perlingeiro, ao longo de vários anos, foi pioneiro no desenvolvimento de células tronco / progenitoras musculares a partir de células-tronco pluripotentes in vitro (ou seja, em um prato de cultura e não em humanos ou animais). Estas células são capazes de gerar novos músculos funcionais após o transplante em camundongos com distrofia muscular, e também preencher criticamente este novo músculo com novas células-tronco musculares também derivadas das células-tronco pluripotentes, permitindo que o novo músculo se repare se for lesado.

Agora, os pesquisadores avançaram essas descobertas para identificar pela primeira vez a assinatura molecular das células-tronco musculares geradas no prato, em comparação com as células-tronco musculares recém-geradas que povoam o músculo recém-formado.

Eles também compararam esses perfis a células-tronco musculares isoladas de camundongos em diferentes estágios de desenvolvimento (embrionário, fetal, neonatal e adulto). Estes estudos revelaram que as células musculares geradas no prato são de natureza embrionária, no entanto, após o transplante, a população de células estaminais que fornecem ao novo músculo muda notavelmente para uma assinatura molecular pós-natal, mais semelhante a células estaminais adultas e neonatais.

“Embora as células-tronco musculares enxertadas não parecessem idênticas às células musculares adultas, elas não mais se pareciam com células embrionárias, o que nos diz que elas estão mudando depois de serem transplantadas para o ambiente muscular”, disse Incitti. Os pesquisadores também re-transplantaram as células-tronco musculares enxertadas e descobriram que um número muito pequeno dessas células tinha um tremendo potencial de regeneração muscular após o transplante secundário. “Agora estamos perguntando – quais são as sugestões ambientais que estão mudando nossas células?”

“Queríamos saber mais sobre as células nas quais temos trabalhado nos últimos 10 anos”, disse Perlingeiro. “Este estudo nos traz mais conhecimento sobre o mecanismo por trás de seu tremendo potencial regenerativo”.

“Sabíamos que novas células-tronco musculares estavam presentes após o transplante, mas entender o papel do ambiente e entender que as células são realmente remodeladas pela exposição ao ambiente muscular é uma descoberta estimulante”, disse Perlingeiro. “O conhecimento no nível molecular e funcional do que acontece com essas células após o transplante é particularmente importante para fornecer a justificativa para futuras aplicações terapêuticas”.

A pesquisa foi publicada na revista Proceedings da Academia Nacional de Ciências (PNAS) e os autores foram Tania Incitti, Ph.D., Pós-Doutorada Associado e Rita Perlingeiro, Professora do Departamento de Medicina, membro do Instituto do Coração de Lillehei, Stem Cell. Institute e Wellstone Muscular Dystrophy Center, da Universidade de Minnesota Medical School.

Fonte: University of Minnesota Medical School