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Finalmente os pequenos podem descansar, brincar e gastar energia! Para isso, eles precisam de uma alimentação balanceada para aguentar o pique. Ainda assim, o médico nutrólogo e diretor do Departamento de Nutrologia Pediátrica da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida, lembra que férias não é sinônimo de relaxar completamente da rotina e pede que os pais estimulem os filhos a brincarem cada vez mais ao ar livre.

Com uma vasta experiência, Dr. Nogueira comenta que existem dois perfis de crianças: “Temos aquela criança que já é propensa à obesidade e trabalhamos o ano inteiro para controlar, e aquelas que são muito hiperativas e esquecem de comer, pois preferem brincar.” Para o médico nutrólogo, ambos os perfis precisam de muita atenção, principalmente nas férias. “Os pais costumam ser mais permissivos com aquela criança que faz dieta o ano inteiro, e as hiperativas tendem a piorar a sua quantidade de refeições, pois estarão livres para brincar, saindo da rotina. O ideal é encontrar um equilíbrio durante o período”, afirma Dr. Nogueira.

Para o diretor do Departamento de Nutrologia Pediátrica da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a permissividade é preocupante e não deve ser um hábito e, sim, uma exceção. “Pedir uma pizza às terças-feiras é algo pouco saudável durante as semanas ‘normais’. Nas férias, é algo que pode acontecer, mas não deve ser pizza às terças, pastel às quartas, e hambúrguer no sábado”, ressalta. Dr. Nogueira relata ainda que percebe uma transformação no perfil de lazer das crianças.

“Antigamente existia aquela expectativa em sair na rua e se divertir. Atualmente, quando pergunto em meu consultório, as crianças sempre falam primeiro em ‘zerar’ algum jogo, ou, quando mais velhos, terminar determinada série. Só depois disso lembram de fazer algum esporte”, diz. A atividade física durante as férias representa pouco ganho efetivo ao longo do ano. Mesmo assim, é essencial e pode ser uma oportunidade de a criança se engajar com algum esporte. “O ideal é que a criança já realize, de maneira contínua, algum esporte. Vale lembrar que as férias são uma época onde aumenta o número de lesões e pequenos acidentes durante a prática esportiva, muitas vezes causadas pela falta de preparo físico”, alerta o médico nutrólogo.

Fonte: Revista Materlife


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O método para engravidar consiste em unir os gametas fora do útero e transferir o embrião depois

O que é a Fertilização In Vitro (FIV)

A Fertilização In Vitro é uma técnica que consiste na coleta dos gametas para que a fecundação seja feita em laboratório e depois na transferência desses embriões de volta para o útero materno. O método foi usado pela primeira vez na Inglaterra em 1978 e foi trazido ao Brasil em 1983. Nessa época ele era conhecido como bebê de proveta.

Como é feita a FIV

O primeiro passo da Fertilização In Vitro é fazer a coleta dos gametas. Alguns homens não apresentam gametas no sêmen, e nesses casos é preciso fazer uma punção ou biopsia para retirá-los diretamente dos testículos. Nas mulheres é feita uma indução de ovulação, geralmente com injeções subcutâneas (gonadotrofinas), os mesmos medicamentos usados no coito programado. Eles podem ser usados por via oral (citrato de clomifeno) ou por injeções subcutâneas (gonadotrofinas) e normalmente são estimulados até 12 folículos para uma produção maior de óvulos para coleta.

Depois de coletados, é feita uma seleção dos espermatozoides e depois eles e um óvulo são colocados em uma cultura. São usados cerca de 100 a 200 mil gametas masculinos para cada feminino, um deles irá chegar até o óvulo e o embrião depois será formado. O processo é idêntico ao ocorrido dentro do útero, com a diferença que ocorre em laboratório, portanto não há riscos de malformação maiores do que numa fecundação natural.

Quando o embrião já está pronto ele é colocado no útero da mulher. Após 12 ou 14 dias, é feito o exame para detectar se houve sucesso no método.

Duração do tratamento

Contando com a estimulação, a fecundação in vitro, a reimplantação dos gametas e o exame que detectará o sucesso ou não do procedimento, a Fertilização in Vitro costuma durar em torno de 25 dias.

Para quem a Fertilização In Vitro é indicada

Normalmente a técnica é utilizada para casais em que a mulher tenha problemas nas trompas ou endometriose, o que pode dificultar a chegada dos espermatozoides até o óvulo. Também pode ser feita em casos de problemas na produção de gametas no homem.

Outra situação em que o tratamento é indicado ocorre quando é preciso que seja feita a doação de óvulos, no caso de mulheres que não o produzem mais ou em casos de casais homossexuais masculinos.

Fonte: Portal Minha Vida


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 Cientistas dizem ter identificado os primeiros sinais da doença de Parkinson no cérebro – encontrados de 15 a 20 anos antes dos sintomas aparecerem. Exames realizados em um pequeno número de pacientes considerados de alto risco mostraram disfunções no sistema de serotonina do cérebro, que controla o humor, o sono e o movimento.

Os pesquisadores do King’s College London que conduziram o estudo dizem que a descoberta pode levar a novas ferramentas de monitoramento e tratamentos. Mas, de acordo com especialistas, é necessário realizar estudos mais amplos antes e tornar os exames mais acessíveis.

O Parkinson é uma condição neurológica degenerativa progressiva que afeta cerca de 200 mil pessoas no Brasil. Entre os principais sintomas da doença, estão tremores, movimentos involuntários e rigidez – depressão, problemas de sono e memória também são comuns.

Tradicionalmente, acredita-se que a doença esteja ligada a uma substância química chamada dopamina, em falta nos cérebros de pacientes com a doença. Embora não haja cura, há tratamentos para controlar os sintomas – e eles se concentram em restaurar os níveis de dopamina.

Mas os pesquisadores do King’s College sugerem, em artigo publicado na revista científica Lancet Neurology, que as mudanças nos níveis de serotonina no cérebro acontecem primeiro – e podem agir como um sinal de alerta precoce.

Os pesquisadores analisaram os cérebros de 14 pessoas de vilarejos remotos no sul da Grécia e na Itália, todos com mutações raras no gene SNCA, o que torna quase certo que desenvolvam a doença.

Metade desse grupo já havia sido diagnosticado com Parkinson, enquanto a outra metade ainda não apresentava nenhum sintoma, fazendo deles candidatos ideais para estudar como a doença se desenvolve.

Ao comparar o cérebro deste grupo com o de outros 65 pacientes com Parkinson e 25 voluntários saudáveis, os pesquisadores conseguiram identificar mudanças cerebrais precoces em pacientes na faixa de 20 e 30 anos.

As alterações foram encontradas no sistema da serotonina, substância química que tem muitas funções no cérebro, incluindo a regulação do humor, apetite, cognição, bem-estar e movimento.

‘Poderia abrir portas’

O principal autor do estudo, Marios Politis, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College, afirma que as anormalidades foram identificadas muito antes dos distúrbios de movimento começarem e antes dos níveis de dopamina terem mudado.

“Nossos resultados sugerem que a detecção precoce de alterações no sistema de serotonina poderia abrir portas para o desenvolvimento de novas terapias para retardar e, finalmente, prevenir a progressão da doença de Parkinson”, explica.

Derek Hill, professor de diagnóstico por imagens da University College London (UCL), no Reino Unido, diz que a pesquisa forneceu alguns conhecimentos valiosos, mas também apresenta algumas limitações. “Os resultados podem não ser escalados para estudos maiores”, avalia.

“Em segundo lugar, o método de imagem usado é altamente especializado e limitado a um número muito pequeno de centros de pesquisa, por isso ainda não é útil para ajudar a diagnosticar pacientes ou até mesmo para avaliar novos tratamentos em grandes estudos clínicos.”

“A pesquisa encoraja, no entanto, a abordagem de tentar tratar o Parkinson o mais cedo possível, o que é provavelmente a melhor oportunidade de impedir o crescente número de pessoas cujas vidas são destruídas por essa doença hedionda.”

Beckie Port, gerente de pesquisa da instituição Parkinson’s UK, no Reino Unido, ressalta que são necessários estudos complementares. “Mais pesquisas são necessárias para entender completamente a importância desta descoberta – mas se for capaz de revelar uma ferramenta capaz de medir e monitorar como o Parkinson se desenvolve isso pode mudar inúmeras vidas”.

Fonte: Portal G1


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Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn, em Mount Sinai, constataram que as células-tronco derivadas da placenta, conhecidas como células Cdx2, podem regenerar células cardíacas saudáveis após ataques cardíacos em modelos animais. Os resultados, publicados na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências ( PNAS ), podem representar um novo tratamento para a regeneração do coração e de outros órgãos.

“As células Cdx2 foi historicamente pensada em gerar apenas a placenta no início do desenvolvimento embrionário, mas nunca antes foram mostrados a capacidade de regenerar outros órgãos, razão pela qual isso é tão excitante. Essas descobertas também podem abrir caminho para a terapia regenerativa de outros órgãos além do coração”, disse o pesquisador e diretor de Medicina Cardiovascular Regenerativa na Escola de Medicina Icahn, Hina Chaudhry.

“Eles quase parecem uma população supercarregada de células-tronco, na medida em que podem atacar o local de uma lesão e viajar diretamente para o local através do sistema circulatório e são capazes de evitar a rejeição pelo sistema imunológico do hospedeiro”.

Esta equipe de pesquisadores do Monte Sinai já havia descoberto que uma população mista de células estaminais da placenta do rato pode ajudar os corações das fêmeas grávidas a se recuperar após uma lesão que poderia levar à insuficiência cardíaca. Nesse estudo, eles mostraram que as células-tronco placentárias migravam para o coração da mãe e diretamente para o local da lesão cardíaca. As células-tronco se programaram como células cardíacas para ajudar no processo de reparo.

O novo estudo teve como objetivo determinar que tipo de células-tronco fez as células do coração se regenerarem. Os pesquisadores começaram examinando as células Cdx2, o tipo de célula-tronco mais prevalente na população mista previamente identificada, e descobriram que elas abrangem a maior porcentagem (40%) daquelas que ajudam o coração a partir da placenta.

Para testar as propriedades regenerativas das células Cdx2, os pesquisadores induziram ataques cardíacos em três grupos de ratos machos. Um grupo recebeu tratamentos com células-tronco Cdx2 derivadas de placentas de camundongos de gestação final, um grupo recebeu células de placenta que não expressaram Cdx2 e o terceiro grupo recebeu um controle de solução salina. A equipe usou imagens de ressonância magnética para analisar todos os ratos imediatamente após os ataques cardíacos, e três meses após a indução com células ou soro fisiológico. Eles descobriram que todos os ratos do grupo com tratamentos com células-tronco Cdx2 tiveram melhora significativa e regeneração de tecido saudável no coração. Por três meses, as células-tronco migraram diretamente para a lesão cardíaca e formaram novos vasos sanguíneos e novos cardiomiócitos (células do músculo cardíaco). Os camundongos injetados com solução salina e as células não-Cdx2 placenta entrou em insuficiência cardíaca e seus corações não tinham evidências de regeneração.

Os pesquisadores observaram duas outras propriedades das células Cdx2: elas têm todas as proteínas das células-tronco embrionárias, que são conhecidas por gerar todos os órgãos do corpo, mas também proteínas adicionais, dando-lhes a capacidade de viajar diretamente para o local da lesão. algo que as células-tronco embrionárias não podem fazer, e elas parecem evitar a resposta imune do hospedeiro. O sistema imunológico não rejeitou essas células quando administrado da placenta para outro animal.

“Estas propriedades são críticas para o desenvolvimento de uma estratégia de tratamento com células-tronco humanas, na qual embarcamos, já que esta poderia ser uma terapia promissora em humanos. Nós temos sido capazes de isolar células Cdx2 de placentas humanas também.” agora esperamos que possamos projetar um melhor tratamento com células-tronco humanas para o coração do que já vimos no passado “, explicou o Dr. Chaudhry.

“Estratégias passadas testadas em humanos não se basearam em tipos de células estaminais que realmente se mostraram células do coração, e o uso de células estaminais embrionárias para este objetivo está associado a preocupações de ética e viabilidade. As placentas são rotineiramente descartadas em todo o mundo e fonte ilimitada”.

“Esses resultados foram muito surpreendentes para nós, já que nenhum outro tipo de célula testado em testes clínicos de doença cardíaca humana mostrou tornar-se células cardíacas em placas de petri, mas eles sabiam exatamente para onde ir quando injetamos circulação “, disse o pesquisador Sangeetha Vadakke-Madathil, PhD, pós-doutorado em Medicina (Cardiologia) na Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai.

Fonte: Science Daily


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Você conhece aquela foto perfeitinha: mãe bem plena, sorrisão no rosto, saindo da maternidade com o bebê nos braços enrolado no cobertor. A pele tá linda, o cabelo penteado e a barriga, vejam só, desinchou nos poucos dias no hospital. A gente já viu no cinema, nas novelas, na realeza – e quiçá, até já idealizou de maneira ingênua – mas a realidade, bem, ela não é assim.

Logo depois de parir, o corpo, que passou por mudanças ao longo dos 9 meses, está diferente. A mulher está passando por modificações físicas, transformações internas e adaptações de rotina, onde nada está estabelecido. Conhecido como puerpério, esta fase exige muito da mãe recém-parida.

Há, no entanto, uma glamurização ao redor da maternidade, onde premiamos e elogiamos quando uma famosa surge linda e sarada poucos dias após dar à luz. O desserviço está prestado. A mulher real, que acabou de parir, está ali se perguntando: “Por que ainda estou inchada e esta pessoa está com a barriga chapada? Por que eu estou confusa, com dores e ela ali postando fotos incríveis?”. Isto cria uma série de pressões e comparações que se somam às outras que a maternidade já traz. Parece simples escapar desta armadilha, mas pode acontecer.

“Pensar na boa forma no pós-parto é uma questão que nem deveria ser considerada. Socialmente tem um culto à magreza, onde a gente chega ao absurdo de achar que mulheres grávidas têm que estar magras”, comenta Gabriela Malzyner, psicóloga e membro efetivo da Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN). “É inconcebível exigir isso de uma mulher neste momento. O pós-parto é muito importante pra vida psíquica da mãe e do bebê. Querer que ela se ocupe disto- e saia sem barriga do pós-parto – é oprimí-la, é ignorar um lado biológico da coisa”.

Em primeiro lugar, cada corpo tem seu tempo de recuperação. Quem diz é a medicina mesmo. “Na gravidez, existe um aumento de peso, que é necessário para saúde da mulher e do bebê. Tem também um aumento de líquidos pelo corpo, ao mesmo tempo em que há uma dificuldade na circulação e no retorno venoso pela presença de um útero pesando sobre o assoalho pélvico. Tudo isso faz com que fiquemos inchadas”, explica a obstetra Fabiana Garcia, uma das fundadoras do Espaço MAE, dedicado ao atendimento integral da mulher e da gestação.

Segundo ela, não existe uma medida de quantos quilos exatos a mulher perde depois de dar à luz. Para a maioria, o corpo estará recuperado em até seis meses, mas a perda de peso adquirido na gravidez pode acontecer em até 1 ano após o nascimento do bebê. “Depende de cada mulher, do tipo de parto, se teve alguma doença ou problema na gravidez. É bem individual”, explica a obstetra.

A psicóloga Gabriela concorda. “Cada corpo funciona de um jeito e cada mulher tem o seu tempo de voltar ou, quem sabe, nunca voltar ao corpo de antes. Se tem uma coisa que a maternidade produz na gente é mudança. Achar que vamos passar por uma gravidez e um pós-parto sem marcas é irreal”, pontua.

Guarde a capa de heroína, tá tudo bem!

Dar conta de amamentar, cuidar da criança, alimentar-se de maneira saudável, tentar dormir e, ainda por cima, estar com uma aparência padronizada de beleza é muita pressão. Dar conta de tudo é tentar ser uma heroína, aquele lugar, que bem sabemos, só traz frustração. “É preciso tempo para uma adaptação. O corpo leva 9 meses para gestar uma criança, não vai poder voltar ao que era antes em 1 dia. A experiência do pós-parto conta pra gente de um corpo novo que funciona de outra maneira. As pessoas precisam ter um pouco de paciência ou tolerância consigo”, conta Gabriela.

E, olha, tá tudo bem se você quiser emagrecer ou ter o corpo que deseja. Como já foi dito pelas profissionais, é preciso respeitar as particularidades de cada mãe e como ela se sente em relação à própria aparência. O que está em questão é impor limites e saber reagir diante da pressão social para se ter um padrão de beleza em um tempo que não respeita a sua individualidade.

“Seria bom que ela pudesse ir perdendo este peso com tranquilidade, lentamente, sem nenhuma exigência que seja ditada pela mídia. Com acompanhamento da nutricionista para não deixar de comer aquilo que ela e o nenê precisam”, explica a obstetra, que recomenda a importância da amamentação e das atividades físicas leves na perda do peso.

Aqui entra também a questão da criticada – e tão utilizada – cinta. Neste período do pós, não deveria ser tratada como um acessório estético de chapar a barriga, mas como um aliado para uma reclamação comum das mães recentes: segurança. “Depois que o nenê nasce, muitas mulheres sentem como se tudo estivesse meio solto dentro do abdômen, então a cinta traz uma segurança, de organização dos órgãos, mas ela é só uma sensação”, explica a obstetra. Segundo ela, é preciso usar com moderação para que não substitua o trabalho do músculo retro-abdominal, deixando-o relaxado.

Mas por que a barriga flácida incomoda tanta gente?

Pense nisso: quando estamos grávidas, a barriga vai crescendo ao longo dos 9 meses e temos este tempo pra nos acostumar. No entanto, temos a consciência de que é transitório, logo este barrigão não fará mais parte deste corpo. Só que quando o bebê nasce, magicamente parecemos ter a obrigação de voltar ao corpo inicial e isto não é uma conta simples. Acrescente aí, cólicas por conta do útero retornando ao tamanho normal (100 vezes menor do que o tamanho que fica na gravidez), sangramentos, dores da cirurgia (caso, tenha sido cesárea), rachaduras nos seios por conta da amamentação…tudo deve ser levado em consideração no puerpério. “A barriga denuncia uma humanidade. Não é nem a barriga de grávida, sagrada, e nem o corpo que você tinha antes. É um outro corpo que você não teve tempo de se acostumar ainda”, explica a psicóloga.

O conselho que une psicologia e medicina é: tenha paciência, amiga. Tudo tem seu tempo e você ainda está se adaptando à tarefa de ser mãe e de cuidar de uma nova vida. Seja gentil com você. Em todos os sentidos.

Fonte: Portal Me de Mulher


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Especialista esclarece as principais questões que permeiam o assunto

A medicina regenerativa possui um grande potencial na cura de doenças. Neste cenário, um dos métodos mais estudados para o tratamento de diversas patologias tem sido a terapia com células-tronco. “Congelar as células-tronco é uma forma de prevenção, principalmente para quem possui histórico de enfermidades graves na família, como câncer e algumas doenças imunológicas. Vale ressaltar que além de serem compatíveis com o próprio bebê, o material possui uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos”, revela Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Por tratar-se de técnicas especificas, é comum surgirem diversas dúvidas. Abaixo, o especialista esclarece as principais questões que permeiam o assunto. Confira

Quais as formas de aplicação de células-tronco?  

A terapia celular possibilita duas possíveis formas de aplicação de células-tronco. Uma delas é o transplante autólogo, no qual as células do próprio paciente, previamente armazenadas, são utilizadas. Já no transplante alogênico, as células são provenientes de outro indivíduo. A opção entre as duas formas de utilização dependerá da doença e da existência de um material compatível com o doente/receptor.

As células-tronco do sangue do cordão são as mesmas do dente de leite e do tecido do cordão?

Atualmente há 3 grandes fontes de células-tronco: sangue de cordão umbilical, tecido de cordão umbilical e a polpa do dente de leite. “O sangue de cordão umbilical possui uma maior quantidade de células-tronco do sistema hematopoiético, ou seja, células capazes de regenerar o tecido sanguíneo e imunológico. Já por sua vez, o tecido de cordão e a polpa possuem maior quantidade de células-tronco do sistema mesenquimal, que são capazes de regenerar tecidos epiteliais”, explica o especialista.

Quais são as doenças tratadas com células-tronco?

Segundo a Fundação Parent’s Guide to Cord Blood, o sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. Dentre as principais estão a Leucemia, Talassemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids. A mesma fundação demonstra a importância e o aumento expressivo na coleta do tecido do cordão que pode ser realizada imediatamente após a coleta do sangue do cordão.

Qual a forma de armazenamento?

No Brasil quem opta por armazenar o material em um Banco Público está doando sangue do cordão umbilical. Este material poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessitar. A doação corre sob sigilo e a família não poderá reivindicar, a qualquer tempo, o próprio sangue de cordão doado. No caso do Banco Privado, somente a família terá acesso às células-tronco congeladas. “Armazenar no Banco Privado é um ato preventivo. Este procedimento custa, inicialmente, cerca de R$ 3 mil. Anualmente, também é cobrada uma taxa de manutenção da estocagem. Obviamente, estes valores podem variar entre os bancos privados, assim como os custos relacionados a transporte”, indica Tatsui.

 Para que o tratamento seja eficaz, há um prazo de uso do material?

Não há tempo máximo definido pela literatura. Há relatos que indicam unidades congeladas há mais de 25 anos que demonstram viabilidade celular adequada. Isso sugere que, se o processamento e a estocagem forem realizados adequadamente (mantidos em temperatura inferior a -150 C), a expectativa é que as células-tronco continuem viáveis por décadas.

Fonte: Portal Rosa Choque


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Nozes e castanha de caju são algumas indicações

De acordo com Suzete Motta (CRM-SP 93004), médica com prática ortomolecular e formação estética médica, as oleaginosas são ricas em nutrientes, sendo fonte de proteínas, gordura monoinsaturada, gordura poliinsaturada, vitamina E, magnésio, selênio, zinco e manganês, entre outros.

“A lista dos benefícios é grande. Nessas frutas secas, há a presença de componentes como ferro, fibras, vitamina E, proteína, zinco, cálcio, potássio, ácido fólico e, principalmente, selênio, que ajuda a equilibrar a tireóide, evitando que o peso oscile. A castanha-do-pará, por exemplo, é famosa por deixar o sistema imunológico mais fortalecido”, explica.

Por isso, as mulheres podem apostar sem medo no consumo das frutas oleaginosas durante a gravidez. “Essas frutas podem ter um efeito protetor para o bebê. Quando a mãe consome as oleaginosas as paredes do intestino do bebê tornam-se mais permeáveis, o que permite que mais substâncias alimentares e bactérias passem para a corrente sanguínea, fazendo com que o sistema imunológico produza anticorpos. Reduzindo os riscos de a criança ter problemas com alergia”, afirma Suzete Motta.

Além de proteger o bebê das alergias, essas frutas também podem beneficiar as mães. A médica Suzete Motta aponta como essas frutas secas fazem bem à saúde:

Castanha-do-pará
É rica em ômega 3, magnésio e selênio, poderosos antioxidantes. Ajuda a equilibrar os níveis de colesterol, previne Diabetes, mal de Alzheimer, doenças cardíacas e melhora a função cardiovascular. Além de melhorar a aparência da pele e aumentar a sua elasticidade “A gestante só não deve exagerar na quantidade, pois as oleaginosas possuem grande quantidade de gordura e isso pode gerar ganho de peso indesejado”, alerta a médica.

Castanha de caju

Fonte de zinco, ferro, proteínas e vitamina E potencializa a produção de glóbulos brancos, reduz o colesterol ruim (LDL) e evita doenças como anemia. “A carência de ferro pode atingir mais de 50% das gestantes, provocando anemia. Caso essa doença não seja tratada, pode aumentar as taxas de parto prematuro, depressão pós-parto, o bebê pode nascer com baixo peso e pode interferir no seu desenvolvimento físico e motor, ao longo da infância”, diz Suzete.

Amêndoas
Têm alta concentração de potássio, vitamina E, cálcio, fibras e gordura monoinsaturada. Também é importante fonte de proteína. Possui poucas calorias se comparada às outras oleaginosas.

Nozes
A vitamina E é o principal destaque, mas ela é também é rica em zinco, magnésio, vitaminas do complexo B e potássio. Previne contra diversos tipos de câncer, controla a pressão arterial e diminui a vontade de comer doces. “As nozes são excelentes antidepressivos e ajudam a mãe a manter a calma em situações de estresse. Além disso, garante ainda pele, cabelos e unhas saudáveis. Mas não abuse, pois têm muitas calorias”, acrescenta a médica.

Lembre-se: o crescimento e o desenvolvimento do feto dependem exclusivamente da nutrição materna. Por isso, é importante a mãe ficar de olho no que consome para garantir que o seu bebê cresça saudável e longe de alergias.

Fonte- Revista Materlife


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Além dos dentes de leite infantil, os permanentes também podem ser úteis em pesquisas científicas

Depois de perder um dente ao cair enquanto brincava, a professora Tamiris de Souza Rodrigues, na época com 12 anos, recebeu atendimento na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ao ser avaliada, os dentistas informaram à menina que o dente não poderia ser recolocado e seria substituído por um de resina.

“Os dentistas me explicaram, então, que eu poderia doar meu dente para pesquisas na universidade, e eu o doei”, lembra Tamiris. O dente permanente da professora infantil foi para um Banco de Dentes Humanos, uma instituição sem fins lucrativos vinculada às universidades, que utilizam dentes humanos para desenvolverem estudos como parte de cursos de graduação, mestrado e doutorado.

“Inúmeras pesquisas utilizam dentes em seus estudos. As mais comuns são: endodontia (tratamentos de doenças e lesões da polpa dentária), dentística (odontologia estética e restauração), ortodontia (alinhamento dos dentes), odontopediatria, próteses e implantes”, explica o professor José Carlos Imparato, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.

“Nos dentes dos Bancos de Dentes Humanos, aprimoramos técnicas com os alunos e pesquisadores para tratar canais, testamos materiais, como as massinhas para cobrir buracos deixados por cárie e etc”, prossegue Imparato. “São graças às pesquisas com dentes cariados, por exemplo, que hoje é muito menos invasivo retirar uma cárie.”

Atualmente, Tamiris é mãe de um menino de cinco anos que acabou de perder o primeiro dente de leite. Em vez de jogar o dente no lixo ou deixá-lo para a “fada do dente”, Tamiris mais uma vez doará o dente às pesquisas.

A iniciativa pode ser repetida por qualquer pessoa, explica Imparato – que é coordenador do BioBanco de Dentes da Faculdade de Odontologia da USP.

“Quaisquer dentes são aproveitados nos Bancos de Dentes Humanos tanto para a pesquisa como para o ensino: dentes sadios, restaurados, cariados, fraturados, permanentes ou decíduos (dentes de leite). Até o dente do siso serve para pesquisas e pode ser doado”, explica Imparato.

Além das pesquisas odontológicas, nos anos 1990 a comunidade científica mundial descobriu que a polpa dentária era rica em células-tronco e, desde então, os dentes também têm sido usados em pesquisas sobre regeneração óssea e doenças genéticas, como o autismo.

Células-tronco do dente

No Brasil, desde os anos 2000, os dentes humanos também são utilizados em alguns laboratórios que desenvolvem pesquisas com células-tronco da polpa dentária. É o caso do BDH da UEFS.

“Nosso BDH tem bolsistas que iniciaram pesquisas sobre as vantagens e desvantagens em utilizar células-tronco encontradas na polpa dos dentes, uma vez que temos uma estrutura física que favorece a retirada e armazenamento das células-tronco dentária”, explica Pereira.

Uma vantagem de se utilizar a célula-tronco da polpa dentária está na facilidade e no procedimento minimamente invasivo em remover dos dentes estas células quando comparada às outras fontes de células-tronco, como o tecido adiposo, cordão umbilical e medula óssea.

Fonte: Portal G1


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É perfeitamente seguro que uma gestante possua um gato de estimação; bactéria surge em 24 horas de fezes do animal exposta

A toxoplasmose é uma doença sistêmica causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, parasita que tem o gato doméstico como seu hospedeiro definitivo. A maior parte das infecções causadas por ele em adultos e crianças saudáveis e imunocompetentes é assintomática ou passa por uma gripe branda e, após o controle da infecção no sangue, o parasita pode ocupar diversos tecidos do organismo. Contudo, quando há um comprometimento imunológico por parte da pessoa doente, a doença pode se agravar para quadros mais graves, com acometimento neuro e oftalmológico. Uma vez incorporado, existe a chance de um cisto se reativar, gerando uma nova infecção.

Em gestantes que contraem a infecção primária, o parasita pode atravessar a placenta e infectar o feto, ocasionando neste último graves alterações neurológicas ou até abortamento.

Os gatos são os únicos que excretam, nas fezes, a forma infecciosa da doença. No entanto, a maior parte da infecção de humanos é creditada ao consumo de oocistos contidos na carne de animais infectados quando consumida mal cozida ou em alimento que tenha sofrido contaminação de carne crua. Nos EUA, a carne de porco fresca é referida como a principal fonte de infecção. Animais de abate como suínos, bovinos e aves, contaminam-se através do consumo dos oocistos infectantes, liberados por gatos nas fezes, ou também através da ingestão de carne de algum hospedeiro contaminado.

Os oocistos liberados nas fezes dos gatos necessitam de, aproximadamente, 24 horas em temperatura ambiente para se tornarem infecciosos, ou seja, a remoção diária e o descarte apropriado das fezes da caixa sanitária do gato impedirão o desenvolvimento do estágio infeccioso e a ocorrência da doença, mesmo se estiverem sendo eliminados oocistos, o que pode ocorrer apenas por 3 semanas após a infecção primária do felino. Assim, desde que haja bom senso e cuidados com higiene, a chance de infecção da mãe gestante é praticamente nula. Ainda contribui para isso o fato de o gato se limpar constantemente, impedindo que o oocisto tenha tempo de se tornar infectante.

Dessa forma, é possível afirmar que é perfeitamente seguro que uma gestante possua um gato de estimação, no que tange a contaminação pelo Toxoplasma afirma o Dr. Cauê Toscano, do Vet Quality Centro Veterinário 24h. A chance de infecção é sabidamente ínfima, sendo o consumo de alimentos contaminados um fator de risco muito mais significativo. Recomenda-se, por excesso de cautela, que a gestante evite o contato com as fezes do gato, deixando essa tarefa para outra pessoa. Contudo, se não houver essa possibilidade, basta que ela use luvas, troque a caixa mais de uma vez por dia e lave as mãos de maneira rigorosa após a manipulação do gato ou de qualquer coisa potencialmente contaminada pelas suas fezes.

É possível que a gestante faça um teste sorológico para toxoplasmose, de forma a saber se já teve contato prévio com a doença, o que permitirá inferir a existência de memória imunológica contra o agente, reduzindo ainda mais a chance de infecção.

Outras formas de a gestante prevenir a doença consistem em evitar contato com o solo, por conta da possibilidade de contaminação, e não consumir carnes cruas. Luvas devem ser utilizadas para lidar com horticultura e vegetais devem ser rigorosamente lavados. Se tiver de manipular carne crua, a gestante deve ser meticulosa quanto a limpeza de suas mãos e dos utensílios e superfícies da cozinha, durante e após o preparo, evitando, assim, a transferência de cistos viáveis do alimento para a boca. Vale ressaltar novamente a importância de não serem consumidos alimentos crus, visto que o Toxoplasma é totalmente eliminado após o cozimento do alimento (mais de 68,3 ⁰C).

Para evitar que seu gato seja infectado pela toxoplasmose, é importante que eles sejam sempre alimentados com ração comercial ou com alimentos bem cozidos. Não deve ser fornecida carne crua (independente da espécie de origem), vísceras ou ossos. Ainda, é conveniente que os gatos sejam mantidos dentro de casa, visando impedir que pratiquem caça ou revirem lixos.

Fonte: Portal Guia do Bebê


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As células-tronco hematopoiéticas respondem aos estrógenos, hormônios femininos

Das células-tronco podíamos esperar qualquer coisa menos que tivessem sexo. Pois, provavelmente elas têm. Cientistas de Dallas, demonstraram em ratos que um tipo de células mãe (as hematopoiéticas, que geram os glóbulos vermelhos e brancos do sangue) respondem aos estrógenos, a principal classe de hormônios femininos. Mostraram também que isto faz com que proliferem mais que suas colegas masculinas. Os níveis de estrógeno aumentam durante a gravidez, o que acelera a produção de células do sangue para satisfazer a voraz demanda do novo inquilino.

As células-tronco das que ouvimos falar há 15 anos são as pluripotentes, que são capazes de se converter em qualquer tecido ou órgão do corpo. Mas o desenvolvimento humano — como o de qualquer animal— se baseia em uma especialização progressiva, e isso inclui as células-tronco, que passam da pluripotência a uma versatilidade cada vez mais restringida. O melhor exemplo conhecido são as células-tronco hematopoiéticas, que residem na medula óssea e já não podem se converter em estômago ou cérebro, mas sim em toda uma gama de células vermelhas e brancas que constituem o sangue e o sistema imunológico. Estas são as células-tronco que são reguladas de forma diferente em machos e fêmeas, segundo a pesquisa apresentada por Sean Morrison e seus colegas do Southwestern Medical Center da Universidade de Texas, em Dallas, na revista Nature.

Por estudos anteriores, se sabia que as células-tronco poderiam diferir em machos e fêmeas, mas só nos órgãos sexuais e nos tecidos sexualmente dimórficos, como as mamas. Estes tecidos, como muitos outros, contêm células-tronco que vão se auto-renovando e vão gerando os tipos celulares diferenciados adequados para a manutenção do órgão em questão. Se o tecido difere entre sexos, parece lógico que as células-tronco que o renovam se comportem de maneira diferente em cada sexo.

O desenvolvimento do sangue, no entanto, se considerava igual em machos e fêmeas, como o de qualquer outro tecido não dimórficos sexualmente, que são a maioria. Se as células-tronco destes tecidos neutros, ou epicenos, eram capazes de discernir o sexo do organismo no qual residem era “uma questão fundamental que não foi explorada”, reconhecem em Nature Dena Leeman e Anne Brunet, da Universidade de Stanford.

As células pluripotentes são capazes de converter em qualquer tecido ou órgão 

O dimorfismo sexual do sangue não tinha sido descoberto anteriormente porque a medula óssea de machos e fêmeas contém uma proporção muito similar de células-tronco hematopoiéticas. Não é sua proporção, mas sim sua taxa de divisão a que responde aos estrógenos. Estas divisões são assimétricas: uma célula-tronco se divide para dar outra célula-tronco idêntica a primeira e uma célula diferente, mais diferenciada (ou especializada).

As altas taxas de proliferação não costumam ser gratuitas na biologia. Parte da preservação das células-tronco em sua condição original, imatura ou virginal, deve-se precisamente às baixas taxas de divisão: formam uma população celular quiescente, pouco ativa. Cada ronda de divisão implica em replicar o genoma inteiro, e o processo acumula erros seqüenciais. Além disso, quantas mais células-tronco num organismo gasta durante sua juventude, menos células sobrarão para a maturidade. Os cientistas examinarão agora se estes problemas podem ter também um componente sexual.

Fonte: Jornal El País