Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado em 2 de abril, sendo criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2007. Essa data é uma oportunidade para promover a inclusão e o respeito as pessoas autistas, destacando a importância de criar um ambiente mais acolhedor e acessível.
Estudos sobre o autismo estão em constante evolução, novas pesquisas estão sendo realizadas para entender melhor a condição e desenvolver intervenções mais eficazes, como: terapia comportamental, terapia ocupacional, programas educacionais, terapias de integração sensorial e também o uso de células-tronco do sangue do cordão umbilical tem sido amplamente estudado em diversos ensaios clínicos.
Um estudo conduzido por Kurtzberg et al. (2020), foi um ensaio clínico randomizado e comparado com placebo, que avaliou a segurança e eficácia da infusão de sangue do cordão umbilical em crianças com transtorno do espectro autista. Os resultados indicaram que, a infusão foi segura, bem tolerada e uma subanálise revelou que algumas crianças mostraram melhora nas habilidades de comunicação.
Outra pesquisa realizada por Wong et al. (2024) investigou a segurança e a eficácia da infusão autóloga de sangue do cordão umbilical em crianças autistas, utilizando um estudo aberto, no qual todos os envolvidos tinham conhecimento sobre o tratamento realizado. Os resultados mostraram que a infusão é geralmente segura, com poucos eventos adversos. Em termos de eficácia, alguns participantes apresentaram melhorias nos sintomas.
Outro estudo importante, Chez et al. (2018) também explorou a segurança e os efeitos clínicos da infusão autóloga de sangue do cordão umbilical em crianças com autismo, em um estudo por placebo e crossover (cada participante utilizou tanto o tratamento experimental quanto o controle, em períodos distintos).
As pesquisas clínicas têm mostrado resultados promissores sobre o uso do sangue do cordão umbilical no tratamento do autismo. Acredita-se que as células-tronco presentes nesse sangue possam ajudar a modular o sistema imunológico e reduzir a inflamação no cérebro, contribuindo para a melhora dos sintomas. Os resultados podem variar em algumas crianças apresentando melhorias significativas e outras não, dependendo de fatores como idade, gravidade do autismo e dose de células-tronco utilizadas.
O armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical é conveniente, pois essas células podem ser importantes para o tratamento do autismo no futuro, assim como é atualmente para diversas doenças hematológicas e outras patologias.
O cordão umbilical é uma fonte rica de células-tronco hematopoiéticas, que podem ser coletadas e armazenadas logo após o nascimento, representando uma oportunidade valiosa para as famílias. A preservação dessas células pode abrir portas para tratamentos inovadores à medida que a ciência avança, tornando-se um investimento para o futuro da saúde da criança.
Fonte:
1.Autologous Umbilical Cord Blood Infusion for the Treatment of Autism in Young Children: A Within-Subjects Open Label Study on Safety (Assessed via Caregiver Report) and Efficacy.
Wong CM, Tan CS, Riard N, et al.
Autism Research : Official Journal of the International Society for Autism Research. 2024;17(8):1721-1734. doi:10.1002/aur.3187.
New Research
2.A Phase II Randomized Clinical Trial of the Safety and Efficacy of Intravenous Umbilical Cord Blood Infusion for Treatment of Children With Autism Spectrum Disorder. Dawson G, Sun JM, Baker J, et al.
The Journal of Pediatrics. 2020;222:164-173.e5. doi:10.1016/j.jpeds.2020.03.011.
3.Safety and Observations From a Placebo-Controlled, Crossover Study to Assess Use of Autologous Umbilical Cord Blood Stem Cells to Improve Symptoms in Children With Autism.Chez M, Lepage C, Parise C, et al.
Stem Cells Translational Medicine. 2018;7(4):333-341. doi:10.1002/sctm.17-0042.
https://autismcenter.duke.edu/content/duke-autism-clinic-providers