Guia de vacinação da gestante: saiba quais doses são essenciais

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Grávidas que ainda não colocaram a carteira de vacinas em dia devem prestar atenção nas recomendações dos especialistas. Além de ser fundamental para elas, a imunização também é importante para o bebê

Não podem faltar – Segundo Cecilia Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), estas são as obrigatórias – influenza, hepatite B, tríplice bacteriana e covid-19. Conheça alguns detalhes sobre elas:

Influenza (gripe): durante a campanha nacional que ocorre anualmente, em geral, em abril, ela tem grande visibilidade. “Mas é importante saber que essa vacina está disponível para gestantes e puérperas nas UBSs durante o ano todo”, alerta Cecilia Roteli Martins.

Hepatite B: a imunização completa depende de três doses. Por isso, o médico checa na carteira de vacinação. “Se tomou as três, assunto encerrado. Se recebeu duas doses e ainda está no prazo de seis meses da última, toma a terceira. Se essas duas doses foram aplicadas há mais tempo, zera tudo e faz três doses. É possível, inclusive, completar o esquema vacinal, após o parto”, diz Alexandre Pupo Nogueira.

Tríplice bacteriana acelular: protege contra difteria, tétano e coqueluche. Para quem tem as três doses necessárias ou vacinação incompleta, faz-se uma dose de reforço a partir da 20ª semana, quando se tem a maior transferência de anticorpos para o feto, e até a 35ª semana – porque se bebê for prematuro, a transferência não acontece (se a gestante deixa para tomar após esse período). “Essa imunização é importante para proteger mãe e bebê. Até o terceiro mês do nascimento, a criança não tem o esquema vacinal completo para coqueluche, uma doença com alta taxa de mortalidade para recém-nascidos”, diz Cecilia Roteli Martins.

Covid-19: ainda não há dados muito bem definidos para uso em gestantes, mas, diante da situação de pandemia, foi liberada para uso emergencial nesse público. “Ter covid é um risco pior do qualquer evento adverso da vacba que possa ocorrer”, afirma a presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo. Para grávidas e puérperas, os imunizantes recomendados são CoronaVac e Pfizer. Isso porque ambas são produzidas com tecnologia que não utiliza vírus atenuados (que podem passar pela placenta e causar danos ao feto).

Portal: revista Crescer