Outono e as alergias respiratórias

Veja como os probióticos podem ajudar e onde encontrá-los
Os últimos anos têm levado pesquisadores médicos, nutricionistas, biólogos e farmacêuticos à busca de novas fronteiras que envolvam a prática de alimentação saudável, fazendo com que as doenças sejam prevenidas ou mesmo tratadas.
Um conceito novo é o dos alimentos funcionais. Estes podem ser considerados alimentos que, além de fornecerem a nutrição básica, promovem saúde graças a mecanismos não previstos através da nutrição convencional.
O tubo digestório é sem dúvida o meio pelo qual nosso organismo entra em contato de maneira mais completa com o meio externo, expondo-se a uma variedade enorme de agentes infecciosos, sejam bactérias, fungos, vírus ou arqueias, que apresentam carga genética cem vezes maior do que a nossa, exercendo uma série de atividades, fazendo com que sejam considerados em conjunto, um verdadeiro órgão extra em nosso organismo.
Tais microorganismos podem ser divididos em três tipos. Os comensais, os patobiontes e os simbiontes. A convivência com eles é possível graças a participação de nosso sistema imunológico. Este regime de harmonia é conhecido como eubiose (equilíbrio), que está diretamente associado ao que chamamos de saúde. Havendo desiquilíbrio surge a disbiose, que pode estar diretamente relacionada com o surgimento de várias afecções e sintomas intestinais e extra intestinais.
O que são probióticos?
As bactérias do bem são chamadas de probióticos, definidos pela Organização Mundial da Saúde como “organismos vivos, que quando consumidos em quantidades adequadas, fazem bem para nossa saúde”. A influência benéfica dos probióticos sobre a microbiota intestinal humana inclui funções estruturais, metabólica, protetora e imunológica.
Os tipos e o número de bactérias que nós carregamos são determinados por vários fatores, sendo os dois primeiros anos de vida cruciais. Assim, crianças nascidas de parto cesária, que não receberam aleitamento materno, ou que fizeram uso de antibióticos principalmente no primeiro ano de vida, podem desenvolver uma população bacteriana alterada que vai lhes acompanhar por toda a vida, tornando-as por exemplo mais propensas a doenças alérgicas e autoimunes. Uma maneira de modificar esta alteração é o uso de probióticos.
Os probióticos vão deslocar bactérias ruins, competir por espaço e por nutrientes, ocupar seus receptores, produzir substâncias com poder bactericida (por ex: reuterina), manter a função estrutural de mucosa através de estímulos para produção adequada de muco e anticorpos como a Imunoglobulina A, além da manutenção da estrutura celular intestinal. Essa microbiota pode ainda secretar substâncias benéficas para nosso organismo com ácido fólico e vitamina B12.
Os probióticos promovem através de fermentação de fibras ingeridas, produção de ácidos graxos de cadeia curta (butirato, propionato, lactato) que tornam nosso intestino mais ácido, dificultando multiplicação de bactérias ruins, mantendo a integridade e a trofia da mucosa e, ao serem absorvidos, interferem de maneira positiva no metabolismo por exemplo da glicose e do colesterol. Estas bactérias chegando ao intestino são reconhecidas por células especiais (dendríticas) que vão dependendo do tipo de bactéria reconhecida, determinar qual a resposta imunológica nosso organismo vai ter, se boa ou ruim para nós mesmos. Assim sendo, é possível o tratamento e prevenção das mais variadas doenças através da suplementação com probióticos.
Onde existem probióticos:
- Iogurte natural
- Leite fermentado
- Alimentos fermentados à base de soja
- Chucrute
- Kombucha
Fonte: Revista Materlife
