Os cientistas acreditam que essas descobertas podem levar a melhorias no processo de FIV, aumentando as chances de gravidez
Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e da London Women’s Clinic, no Reino Unido, revelou que acidentes genéticos são a principal causa de paralisação de embriões na fertilização in vitro (FIV).
O estudo, que analisou dados de quase 1.000 embriões, mostrou que quase metade deles sofreu paralisação no desenvolvimento devido a problemas genéticos nas fases iniciais do desenvolvimento.
Como os erros genéticos ocorrem?
Os pesquisadores compararam embriões de FIV que não conseguiram se desenvolver nos primeiros dias após a fertilização com embriões que sobreviveram, buscando diferenças genéticas.
Os resultados revelam como alguns embriões começam a crescer adequadamente quando o material genético materno pré-carregado no óvulo controla a divisão celular. As falhas se concentram quando os genes do embrião “assumem o controle”.
As células humanas normalmente recebem 46 cromossomos, 23 de cada progenitor. A equipe descobriu que os embriões não viáveis começaram com o conjunto de 46 cromossomos, mas então transmitiram números incorretos de cromossomos à medida que as células se dividiam.
“Não importa realmente se há cromossomos extras ou faltantes no início, porque a maquinaria materna está controlando as coisas”, disse McCoy. “Quando o genoma do embrião é ativado, é aí que as coisas dão errado.”
O que isso significa para a fertilização in vitro?
As descobertas dos pesquisadores podem levar a melhorias no processo de FIV, aumentando as chances de gravidez.
Os cientistas planejam realizar testes adicionais em células específicas de embriões com paralisação para rastrear a origem dos cromossomos e verificar se as divisões celulares anormais estão ligadas à genética materna ou paterna. Eles também desejam entender melhor se fatores como a composição química no ambiente onde os embriões são cultivados podem melhorar as chances de sobrevivência.
“Poderíamos potencialmente corrigir muitas dessas questões entendendo mais sobre a maquinaria que causa a paralisação do embrião”, disse o coautor Michael Summers, consultor sênior em medicina reprodutiva na London Women’s Clinic.
“O problema pode ser que a composição química do meio de cultura comumente utilizado não permite que todos os embriões cresçam, e que as divisões celulares anormais estão relacionadas ao estresse no óvulo e no embrião inicial, o que causa as divisões anormais associadas a anormalidades cromossômicas”.
Fonte: https://olhardigital.com.br/2023/10/02/medicina-e-saude/fertilizacao-in-vitro-descoberta-pode-aprimorar-tecnica-entenda/










