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Entre e a esperança e o rigor científico, especialista comenta avanço histórico no tratamento da doença neurodegenerativa
O Japão autoriza terapia celular com iPS para Parkinson, marcando avanço crucial. Apesar da esperança de restaurar funções motoras, o hematologista Nelson Tatsui alerta para a vigilância científica rigorosa, destacando que a segurança e eficácia a longo prazo exigem mais estudos e controle técnico para evitar riscos.

Ao longo de 30 anos dedicados à hematologia e hemoterapia, aprendi que, na medicina, o tempo é o melhor juiz da eficácia. Vi terapias promissoras desaparecerem por falta de sustentação científica e vi o transplante de medula óssea, inicialmente cercado de incertezas, tornar-se um pilar de cura.

Hoje, a terapia celular para a doença de Parkinson vive um momento semelhante. Os avanços vindos do Japão com células iPS (células-tronco pluripotentes induzidas) são notáveis, mas exigem de nós, médicos e sociedade, um olhar que equilibre a esperança com a necessária vigilância técnica.

Recentemente, o Japão aprovou de forma condicional o uso clínico de uma terapia baseada em células iPS para pacientes com doença de Parkinson, marcando um passo relevante na aplicação da medicina regenerativa em doenças neurodegenerativas.

O tratamento consiste no transplante de células precursoras capazes de se diferenciar em neurônios produtores de dopamina, com o objetivo de restaurar funções motoras comprometidas pela progressão da doença. Embora ainda em fase de consolidação clínica, essa autorização reacende o debate sobre o papel das terapias celulares no tratamento de condições crônicas e de difícil manejo.

O Parkinson é uma patologia de perda: a morte progressiva de neurônios na substância negra reduz a oferta de dopamina, o neurotransmissor que coordena a harmonia do movimento. A medicina regenerativa propõe cessar o papel de apenas “repor quimicamente” o que falta e passar a “restaurar biologicamente” a unidade produtora.

A técnica japonesa, liderada pela Universidade de Quioto, utiliza células iPS, células adultas reprogramadas para um estado de pluripotência, para gerar novos neurônios dopaminérgicos.

No entanto, como especialista, reforço: a ciência não admite atalhos. O que torna o modelo japonês respeitável não é apenas o sucesso motor dos pacientes, mas o rigor do controle. A utilização de marcadores como anticorpos para filtrar as células é o que separa um tratamento sério de uma aventura biológica.

Sem esse nível de purificação, o risco de formação de tumores ou de movimentos involuntários aberrantes, discinesias, é real. Trabalhos sem o devido controle técnico ou que pulam etapas de validação são perigosos e podem comprometer décadas de pesquisa séria.

Os resultados de 2025 mostram que, em ensaios controlados, pacientes transplantados com células de doadores, alogênicas, tiveram melhora de cerca de 35% nos escores motores e um aumento comprovado de 45% na captação de dopamina via PET Scan. É um dado robusto, mas ainda estamos em fases iniciais. A diferenciação entre o uso autólogo, do próprio paciente, e o alogênico, de doadores, também é uma questão de logística e segurança que o meio médico ainda debate intensamente.

Enquanto o autólogo evita a rejeição, o alogênico permite uma padronização e escalabilidade fundamentais para que o tratamento chegue a quem precisa.

A indicação atual é restrita a casos onde a terapia medicamentosa convencional esgotou suas possibilidades. Não estamos diante de uma “cura milagrosa” de prateleira, mas de uma nova fronteira terapêutica que demanda mais estudos de Fase 3, multicêntricos e com acompanhamento de longo prazo. O excesso de confiança em trabalhos não controlados é o maior inimigo da inovação segura.

O Japão nos oferece hoje um mapa, mas a jornada ainda exige prudência. Para nós, que lidamos com a vida humana na beira do leito, o entusiasmo deve ser sempre acompanhado pelo ceticismo saudável que caracteriza o bom exercício da medicina. A regeneração celular é o futuro, mas só chegaremos lá se respeitarmos, com paciência, os tempos da ciência.

* Nelson Hidekazu Tatsui é hematologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e diretor científico do laboratório Criogênesis

Veja Negócios – 13/04/2026

 


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Armazenamento de Sêmen para homens com doenças crônicas, como diabetes ou esclerose múltipla, doenças essas, que podem afetar a fertilidade ao longo do tempo

Visão geral

O congelamento de sêmen (criopreservação seminal) é tradicionalmente associado a pacientes que serão submetidos à vasectomia ou oncológicos antes de iniciar o tratamento ¹,⁹. No entanto, evidências científicas recentes destacam sua importância crescente para homens com doenças crônicas, como diabetes mellitus, esclerose múltipla, doenças autoimunes e neurológicas³,⁷.

Doenças crônicas e fertilidade masculina

Condições crônicas podem comprometer a fertilidade masculina por diferentes mecanismos, entre eles:

  • Alterações hormonais³
  • Disfunção testicular progressiva³
  • Comprometimento da espermatogênese³,⁸
  • Efeitos adversos de medicamentos de uso contínuo¹,⁷
  • Disfunções ejaculatórias e sexuais⁶

Esses impactos nem sempre são imediatos, o que torna o planejamento reprodutivo precoce fundamental ¹,⁷

Diabetes Mellitus

Estudos demonstram que homens com diabetes, especialmente quando mal controlado ou de longa duração, podem apresentar:

  • Redução da motilidade espermática⁴
  • Aumento da fragmentação do DNA do espermatozoide⁴,⁵,¹⁰
  • Disfunção erétil e ejaculatória⁴
  • Alterações no volume e na qualidade seminal⁴

A criopreservação do sêmen em fases iniciais da doença pode garantir material genético de melhor qualidade para uso futuro em técnicas de reprodução assistida ⁷,¹⁰.

Esclerose Múltipla

Na esclerose múltipla (EM), a fertilidade pode ser afetada tanto pela doença quanto pelo tratamento. Entre os fatores descritos na literatura estão:

  • Alterações neurológicas que interferem na ejaculação⁶
  • Uso de fármacos imunomoduladores com potencial impacto reprodutivo⁶,⁷
  • Fadiga, dor e alterações emocionais que dificultam a vida sexual⁶

O congelamento seminal surge como uma estratégia preventiva, especialmente antes do início ou da mudança de terapias⁷.

Criopreservação seminal: uma estratégia de preservação da fertilidade

A criopreservação de sêmen é um método seguro, consolidado e eficaz, permitindo:

  • Preservar a fertilidade antes da progressão da doença¹,⁷
  • Oferecer autonomia reprodutiva ao paciente¹
  • Reduzir ansiedade relacionada ao futuro reprodutivo⁷
  • Possibilitar o uso em inseminação intrauterina ou fertilização in vitro²,¹⁰

As técnicas de congelamento e descongelamento garantem altas taxas de viabilidade espermática, mesmo após longos períodos de armazenamento ².

Importância da abordagem multiprofissional

A literatura reforça a necessidade de que médicos, enfermeiros, embriologistas e equipes de reprodução assistida incluam a preservação da fertilidade no cuidado integral de homens com doenças crônicas ¹,⁷.

A orientação precoce e individualizada permite decisões precisas e alinhadas aos projetos de vida do paciente ¹.

Conclusão

A preservação da fertilidade masculina em homens com doenças crônicas ou não deve ser entendida como parte do cuidado integral e longitudinal ¹,⁷.A criopreservação seminal oferece segurança reprodutiva, autonomia e qualidade de vida, permitindo que decisões reprodutivas sejam tomadas de forma consciente ¹,¹⁰.

 Entre em contato e saiba mais:  (11) 2186-8060

 

Referências Bibliográficas

  1. Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine (ASRM).
    Fertility preservation in patients undergoing gonadotoxic therapy or with conditions affecting fertility. Fertility and Sterility. 2019;112(6):1022–1033.
  2. World Health Organization (WHO).
    WHO laboratory manual for the examination and processing of human semen. 6th ed. Geneva: World Health Organization; 2021.
  3. Agarwal A, Baskaran S, Parekh N, et al.
    Male infertility. The Lancet. 2021;397(10271):319–333.
  4. La Vignera S, Condorelli RA, Vicari E, et al.
    Diabetes mellitus and sperm parameters. Journal of Andrology. 2012;33(2):145–153.
  5. Mallidis C, Agbaje IM, Rogers DA, et al.
    Distribution of the nuclear DNA fragmentation in human spermatozoa. Human Reproduction. 2004;19(4):933–939.
  6. Calabrò RS, Polimeni G, Bruschetta D, et al.
    Sexual dysfunctions in multiple sclerosis: Clinical and therapeutic aspects. Journal of Neurology. 2014;261(10):1907–1915.
  7. Rives N, Milazzo JP, Perdrix A, et al.
    Fertility preservation in men with chronic diseases. Human Reproduction. 2012;27(3):779–785.
  8. Oehninger S, Ombelet W.
    Limits of current male fertility testing. Fertility and Sterility. 2019;111(5):835–841.
  9. Dohle GR.
    Male infertility in cancer patients: Review of the literature. International Journal of Urology. 2010;17(4):327–331.
  10. Esteves SC, Roque M, Garrido N, et al.
    Clinical relevance of sperm DNA damage in assisted reproduction. Human Reproduction Update. 2021;27(1):1–26.

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Existe um conflito biológico que pode ocorrer dentro do organismo após um transplante de medula óssea. Ele acontece quando as células doadas não reconhecem o novo corpo e passam a atacá-lo. É a DECH (doença do enxerto contra o hospedeiro). Esse diagnóstico traz à tona o conceito mais vital da medicina moderna, mas que muitos ainda desconhecem: a compatibilidade biológica absoluta.

Em um transplante alogênico (quando as células vêm de um doador, mesmo que seja o pai ou a mãe), pode ocorrer uma espécie de reação de estranhamento. As células de defesa do doador não reconhecem o corpo do paciente e passam a reagir contra ele. É o enxerto contra o hospedeiro. A medicina luta bravamente contra essa reação com imunossupressores, mas o risco é inerente ao uso de células de terceiros.

O divisor de águas: 100% de compatibilidade
É aqui que a importância do armazenamento de células-tronco próprias (autólogas) se torna evidente. Quando um paciente utiliza suas próprias células, guardadas no parto (cordão umbilical) ou na infância (polpa do dente de leite), o risco de DECH é ZERO. Não há conflito, nem rejeição; o corpo reconhece as células como suas e as utiliza para a regeneração de forma plena.
Motivo para armazenar.

Ter suas próprias células-tronco 100% compatíveis à disposição é como possuir um “back-up” biológico exclusivo. É garantir que, se o futuro exigir um tratamento de alta complexidade, você terá a ferramenta mais poderosa da medicina moderna: uma fonte de vida que seu corpo nunca irá rejeitar.

Na Criogênesis, nossa missão é ser a guardiã desse potencial. Porque no fim do dia, a maior certeza que podemos oferecer é a segurança de que a sua biologia estará sempre ao seu favor.
Porque a Vida Merece Todas as Chances!


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Akshoy, um menino indiano de 7 anos, nasceu com uma condição severa: Talassemia Beta-zero Homozigótica.

Para sobreviver, ele era dependente de transfusões de sangue constantes, o que trazia riscos graves de sobrecarga de ferro em seus órgãos. A cura definitiva exigia um transplante de medula, mas encontrar o doador ideal era um desafio contra o tempo.
A resposta veio através do programa “Save The Sibling”, um marco da medicina regenerativa que une três pilares fundamentais: Fertilidade, Genética e Criopreservação.

Como o processo funcionou?

Planejamento Genético: Através da Fertilização In Vitro (FIV), os médicos utilizaram os diagnósticos PGD e PGM. Isso permitiu identificar um embrião que fosse, simultaneamente, livre da Talassemia e 100% compatível com Akshoy.

O Papel das Células-tronco: No nascimento deste “irmão salvador”, as células-tronco do cordão umbilical foram coletadas e processadas pela Cordlife, em Singapura. Esse material biológico era a “peça” que faltava para a cura.
A Técnica “Haplo-cord”: O transplante foi inovador. Foram utilizadas as células do cordão do irmão suplementadas com células da mãe (haplo-cord), o que permitiu que o sistema imunológico de Akshoy se recuperasse em impressionantes 15 dias.

Hoje, Akshoy tem níveis de hemoglobina normais e está curado. Esse caso não é apenas uma história de esperança, mas uma prova de que a ciência, quando guiada pela ética, pode planejar a saúde das próximas gerações.

Na Criogênesis, reforçamos que o armazenamento de células-tronco e o acesso a diagnósticos genéticos são ferramentas de segurança biológica fundamentais para o planejamento familiar moderno.

Fonte: https://parentsguidecordblood.org/en/news/cordlife-save-sibling-project-saves-akshoy

 


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A Criogênesis teve a honra de participar de um artigo científico realizado em parceria com o Hospital das Clínicas de São Paulo, liderado pelo Dr. Eduardo Angeli Malavolta e com a colaboração do Dr. Nelson Tatsui, médico hematologista da empresa.

O estudo descreveu um protocolo inovador de utilização de células-tronco mesenquimais, obtidas da medula óssea, como adjuvante biológico em cirurgias de reparo do manguito rotador (que é um conjunto de quatro músculos e seus tendões que estabilizam o ombro e permitem movimentos amplos, como levantar e girar o braço).
Atualmente é uma lesão comum no ombro que afeta milhões de pessoas no mundo.

Como foi realizada a Pesquisa Clínica?

Três pacientes foram submetidos à cirurgia para reparo da lesão, recebendo a aplicação das células-tronco na região tratada. As células, previamente expandidas em laboratório de terapia celular, foram aplicadas diretamente na interface entre o tendão e o osso.

Os resultados:
  • Todos os pacientes apresentaram melhora significativa na função do ombro.

  • Houve cicatrização completa dos tendões em todos os casos.

  • Nenhum paciente apresentou complicações relacionadas ao procedimento.

Esses resultados reforçam o potencial das células-tronco mesenquimais na aceleração da cicatrização e na melhora dos resultados funcionais em procedimentos ortopédicos.

Por que isso é importante?

A participação da Criogênesis neste estudo demonstra nosso compromisso com a pesquisa clínica e o avanço da medicina regenerativa, trazendo evidências concretas do uso seguro e eficaz das células-tronco em aplicações reais.

Com iniciativas como esta, seguimos firmes em nosso propósito: transformar ciência em qualidade de vida e abrir novas possibilidades de tratamento para milhares de famílias.

Acesse o artigo completo:

https://www.scielo.br/j/aob/a/zKcfWy5DwGS8qv8XhbTJvsb/?format=html&lang=en

 


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Diabetes e Células-Tronco

O diabetes é uma das condições crônicas mais comuns, que exige atenção diária e tem impacto direto na qualidade de vida. O tratamento tradicional segue essencial (alimentação, exercícios, medicamentos e, quando indicado, insulina). Mas a medicina regenerativa está abrindo novas possibilidades: apoiar o organismo a controlar melhor a glicose com a ajuda das células-tronco mesenquimais (MSCs) presentes justamente nas fontes que muitas famílias preservam conosco: sangue e tecido do cordão, além da polpa dentária.

O estudo comentado

O artigo é uma meta-análise (estudo que reúne resultados de várias pesquisas) com 13 ensaios clínicos publicados até novembro de 2023, envolvendo 302 participantes.

Os resultados, em linguagem simples:

  • pacientes que receberam MSCs tiveram melhor controle do “açúcar no sangue” (queda de HbA1c, que reflete a média da glicose nos últimos 2–3 meses);
  • houve redução da necessidade de insulina nos primeiros 3 a 12 meses;
  • em alguns casos, pacientes conseguiram ficar um período sem aplicar insulina;
  • os efeitos colaterais relatados foram leves e passageiros (como febre baixa e mal-estar), sem eventos graves atribuídos ao tratamento — um sinal inicial de segurança.
Como funciona?

As células-tronco mesenquimais não substituem o pâncreas. Elas ajudam de outra forma:

  • reduzem a inflamação,
  • protegem as células que produzem insulina,
  • e liberam moléculas que melhoram o ambiente metabólico.

É como dar suporte para que o corpo retome parte de sua função natural.
Ainda assim, é importante ter expectativas realistas: os resultados variam entre os estudos, podem diminuir ao longo do tempo, e precisamos de pesquisas maiores e mais longas para definir a melhor forma de uso.

O que isso significa para você?

Para quem já armazenou material autólogo, significa estar um passo à frente.
Ter células próprias, compatíveis e prontas pode facilitar a participação em protocolos futuros e, em médio prazo, abrir portas também para o uso de fatores celulares e exossomos em terapias personalizadas.

A filosofia autóloga preserva uma oportunidade exclusiva da sua família hoje e no futuro.

Porque a Vida Merece Todas as Chances!

Fonte: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11116613/pdf/fendo-15-1380443.pdf

 


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As células-tronco do sangue do cordão umbilical (SCU), coletada de forma segura logo após o nascimento do bebê, é uma valiosa fonte de células-tronco hematopoiéticas. responsáveis pela formação de todas as células do sangue, como glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Utilizado em transplantes há mais de três décadas, ele tem proporcionado uma nova chance de vida a milhares de pacientes com doenças hematológicas graves em todo o mundo.

Entre as principais doenças tratadas com transplantes com as células-tronco do sangue do cordão umbilical, destacam-se: Leucemias (como leucemia mieloide aguda e leucemia linfoblástica aguda), Linfomas (de Hodgkin e não-Hodgkin), Anemias hereditárias, como a anemia de Fanconi e a anemia falciforme, Síndromes mielodisplásicas e Imunodeficiências congênitas

Desde o primeiro transplante bem-sucedido de células-tronco do cordão umbilical, realizado em 1988 em Paris, França pela Dra. Eliane Gluckman em Mattew Farrow, criança de 5 anos, com anemia de Fanconi, mais de 60 mil transplantes com sangue de cordão umbilical foram realizados no mundo. Atualmente, estima-se que cerca de 2.000 a 2.500 transplantes com SCU sejam feitos anualmente, de acordo com dados da World Marrow Donor Association (WMDA) e de instituições como a Parent’s Guide to Cord Blood Foundation.

O sangue do cordão umbilical apresenta vantagens importantes em relação a outras fontes de células-tronco, como a menor exigência de compatibilidade, o menor risco de doença do enxerto contra o hospedeiro e a disponibilidade imediata para uso, quando armazenado previamente em bancos públicos ou privados.

Ensaios clínicos em andamento usam o sangue do cordão umbilical para o tratamento de paralisia cerebral e distúrbios similares, lesões cerebrais e da medula espinhal, autismo e diabete tipo 1. O sangue de cordão umbilical segue sendo uma fonte promissora para terapias hematológicas e regenerativas, com centenas de estudos clínicos em andamento.

O sangue de cordão umbilical representa uma alternativa terapêutica segura, eficaz e promissora para o tratamento de doenças hematológicas. Seu uso crescente e os avanços na tecnologia de expansão celular reforçam seu papel essencial na medicina atual e futura.

Entre em contato e saiba mais sobre a coleta de células-tronco.

 


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A terapia com células CAR-T é uma das maiores inovações da medicina nos últimos anos, principalmente no tratamento de alguns tipos de câncer no sangue, como leucemias e linfomas. Ela faz parte do que chamamos de terapia celular, uma área que utiliza células vivas para tratar doenças.

O que é a terapia CAR-T?

Essa terapia usa células de defesa do próprio paciente, chamadas linfócitos T, que são retiradas do corpo e levadas para um laboratório. Lá, essas células são modificadas para que consigam identificar e atacar as células do câncer com mais eficiência. Depois disso, essas células “turbinadas” são colocadas novamente no corpo do paciente, onde começam a agir contra o tumor.

Como ela funciona?
  1. Os médicos coletam o sangue do paciente para separar os linfócitos T.
  2. Em laboratório, essas células são programadas geneticamente para reconhecer um marcador específico que existe nas células do câncer.
  3. Depois da modificação, as células são multiplicadas (aumentadas em número).
  4. Por fim, elas são devolvidas ao paciente por meio de uma infusão, como se fosse uma transfusão de sangue.

Essas novas células passam a “patrulhar” o corpo, buscando e destruindo as células cancerígenas.

Evolução da terapia CAR-T

Desde que foi criada, essa terapia passou por várias melhorias:

  • 1ª geração: Foi a primeira versão, mas tinha ação limitada.
  • 2ª geração: Incluiu reforços para que as células funcionassem melhor e por mais tempo.
  • 3ª geração: Usou dois reforços ao mesmo tempo, deixando as células ainda mais potentes.
  • 4ª geração: Adicionou genes que ajudam a melhorar o ambiente ao redor do tumor, facilitando o trabalho das células.
  • 5ª geração: É a versão mais moderna, que busca tratar também outros tipos de câncer, inclusive tumores sólidos (como os de pulmão ou intestino), com mais segurança e eficácia.
Quais são os benefícios?
  • Alta precisão: As células CAR-T atacam apenas as células doentes, protegendo as saudáveis.
  • Resultados duradouros: Em muitos casos, apenas uma aplicação já traz bons resultados por muito tempo.
  • Opção para casos difíceis: Pode funcionar mesmo quando outros tratamentos, como quimioterapia, não deram resultado.
  • Futuro promissor: A tecnologia está sendo estudada para tratar outras doenças, como cânceres mais difíceis, doenças autoimunes e infecções.
Conclusão

A terapia CAR-T é um grande avanço na medicina moderna. Ela representa uma nova forma de tratar doenças graves, com foco na personalização e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Embora ainda esteja em expansão e disponível em alguns centros especializados, ela já trouxe esperança para milhares de pessoas ao redor do mundo.

 

Referências 

CASTELLARIN, M.; SUNDARARAJAN, V.; ZHONG, X. et al. A rational mouse model to study CAR T cell therapy efficacy and toxicity. Nature Communications, [s.l.], v. 12, n. 1, p. 1-12, 2021. DOI: https://doi.org/10.1038/s41467-021-21681-9.

FEUCHT, J.; SINGH, S.; MAUERMANN, N. et al. Engineering CAR-T cells with inducible cytokine expression to improve the tumor microenvironment. Nature Biomedical Engineering, [s.l.], v. 6, p. 1019–1033, 2022. DOI: https://doi.org/10.1038/s41551-022-00876-7.

GARDNER, R. A.; GRUPP, S. A.; MAUERMANN, M. L. CAR-T cell therapy: past developments and future directions. Blood Advances, [s.l.], v. 5, n. 1, p. 100–109, 2021. DOI: https://doi.org/10.1182/bloodadvances.2020003251.

MAURO, F. R.; PALOMBO, F.; BONINI, C. CAR-T cell therapy: current perspectives and future challenges in hematologic and solid tumors. Frontiers in Oncology, [s.l.], v. 13, 2023. DOI: https://doi.org/10.3389/fonc.2023.1144721.

STERNECKERT, J.; ZHANG, Y.; SCHIRMER, D. et al. CAR T cell therapy: design principles, challenges and clinical outcomes. Cancer Immunology Research, [s.l.], v. 10, n. 5, p. 423–434, 2022. DOI: https://doi.org/10.1158/2326-6066.CIR-21-0945.


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Pesquisadores desenvolveram um tratamento experimental chamado zimislecel, utilizando células-tronco pluripotentes, capazes de se transformar em diversos tipos de células do corpo.

Nesse estudo, as células foram programadas para virar células produtoras de insulina, semelhantes às que temos no pâncreas. As células-tronco que os cientistas induziram a se transformar em células de ilhotas pancreáticas, as responsáveis por produzir insulina e regular os níveis de glicose no sangue. As novas células foram infundidas e chegaram ao pâncreas, onde se estabeleceram. Após serem infundidas, elas conseguiram se estabelecer e ajudar na regulação da glicose em pacientes com diabetes tipo 1.

Importante
Esse é um estudo em andamento, ainda em fase experimental, mas representa um passo importante na medicina regenerativa e no potencial terapêutico das células-tronco.

Na Criogênesis, acompanhamos de perto os avanços da ciência, reforçando o valor de armazenar células-tronco hoje para cuidar do futuro.

Fonte: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2506549


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Avanços no tratamento da paralisia cerebral
Pesquisas recentes mostram que usar células-tronco do sangue cordão umbilical pode beneficiar crianças com paralisia cerebral, melhorando habilidades motoras significativas entre 6 a 12 meses após o tratamento

Primeiro tratamento aprovado na Austrália
Em junho de 2025, Zara se tornou a primeira criança na Austrália a receber infusão de células-tronco do próprio cordão para tratar paralisia cerebral, sob acesso compassivo .

Dados apoiam o uso clínico

  • Uma análise de dados individuais (IPDMA) publicada recentemente confirma que crianças com paralisia cerebral, especialmente com menos de 5 anos e que já andavam, apresentam mudanças clínicas notáveis após a terapia com sangue de cordão umbilical.
  • Estudos mostram resultados reais: quem já andava antes do tratamento geralmente tem melhores resultados.

  • O uso dessas células-tronco já está sendo aplicado como tratamento médico em alguns casos.

  • O acesso a essas terapias, como aconteceu na Austrália, cresce ao redor do mundo.

Qual o impacto desse avanço na medicina?

  • Opção complementar de tratamento: para famílias com histórico de paralisia cerebral, armazenar sangue de cordão pode abrir portas para um tratamento personalizado no futuro.

  • Importância dos bancos de sangue de cordão: a coleta acontece logo após o parto e os bancos preservam este material valioso.

  • Avaliação individual: cada caso é único, conversar com o obstetra ou especialistas em medicina regenerativa ajuda a entender os benefícios potenciais.

    Tratamentos com células-tronco do sangue de cordão estão sendo utilizados em todo mundo, especialmente na paralisia cerebral. Pesquisas mostram efeitos reais, e casos como o de Zara dão esperança para as famílias.

    Para mais informações sobre armazenamento, entre em contato.

    Michelle Forrest e Fiona (pais de Zara), Professor Michael Fahey (neurologista pediátrico responsável pelo tratamento de Zara), Zara (criança de 6 anos com paralisia cerebral, receptora de células-tronco UBD), Paul Mercurio AM (palestrante interino vitoriano e membro de Hastings)

  •  

    Fonte:

[1] Booth, S. (2025). ‘Já melhorando’: Primeira criança australiana recebe tratamento de ponta para paralisia cerebral . https://www.heraldsun.com.au/health/conditions/already-improving-first-aussie-child-receives-top-cerebral-palsy-treatment/news-story/7f5e9b0bbab8bcf802aaa4e9e282d9ab

[2] Instituto Hudson de Pesquisa Médica. (2025).  A Hudson Cell Therapies facilita o primeiro tratamento australiano com células-tronco do SCU para paralisia cerebral . https://www.hudson.org.au/news/hudson-cell-therapies-facilitates-australian-first-ucb-stem-cell-treatment-for-cerebral-palsy/

[3] Aliança para Paralisia Cerebral. (2025).  Sangue do cordão umbilical e paralisia cerebral . https://cerebralpalsy.org.au/advocacy/umbilical-cord-blood/

[4] Finch-Edmondson, M., et al. (2025). Tratamento com sangue do cordão umbilical para crianças com paralisia cerebral: meta-análise de dados individuais de participantes. Pediatria , 155(5), p.e2024068999. doi:https://doi.org/10.1542/peds.2024-068999

[5] Guia para pais sobre o sangue do cordão umbilical (2025).  Sangue do cordão umbilical comprovadamente eficaz para paralisia cerebral.  https://parentsguidecordblood.org/en/news/cord-blood-proven-effective-cerebral-palsy

https://cells4life.com/2025/06/first-cord-blood-treatment-for-cerebral-palsy-australia/