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Segundo o neurocirurgião Mauricio Mandel qualquer queda ou um galo na cabeça do bebê é motivo de pânico para muitos pais e na maioria das vezes devem ser levados a sério. “Se o bebê leva um tombo grande do sofá, da cama, do trocador, da banheira ou do berço, por exemplo, ele deve ser examinado por um médico com muita atenção para verificar se há ou não alguma lesão séria”, explica.

É importante fazer um exame detalhado para analisar se com a queda teve ossos quebrados ou lesões internas. “As quedas podem ser muito graves em bebês, mas a boa notícia é que assim como os ossos são mais flexível, a cabeça do bebê também é mais resistente, o que diminui as chances de traumatismo”, afirma o neurocirurgião.

Se o seu bebê caiu e não chorou e parece estar bem, provavelmente a queda não provocou consequências graves. Mas é importante ficar atenta pelo menos durante as 24 horas seguintes ao seu bebê para verificar alguma anormalidade, especialmente se ele bateu a cabeça. Os pais precisam estar atentos também a intensidade da queda e da pancada, porém, o local onde ela ocorreu também deve ser considerado. “A região moleira é uma das áreas mais sensíveis do bebê, qualquer pancada atrás das orelhas e na lateral da cabeça precisam ser diagnosticadas, pois é ali que as artérias podem se romper e criar hematomas”, revela Mandel. Se houver choque nessa região, observe se a moleira incha ou afunda.

Após a queda pode dormir ou não?

Uma preocupação que aflige muitos pais é se a criança pode dormir ou não depois de uma pancada. Mandel revela que se a criança dorme logo em seguida pode dificultar a identificar os sintomas caso tenha ocorrido uma lesão grave. “Depois de todo o estresse e choradeira da queda, o seu filho pode ficar cansado e querer dormir. Deixe que o seu filho descanse pelo menos durante uma hora, e procure acordá-lo para verificar se está tudo bem”, recomenda.
Mas fique atento ao sono do seu bebê. O que não pode ocorrer é um sono muito profundo por mais de três horas seguidas, em que a criança não acorda logo que você chama ou para mamar.

Conversar é a melhor maneira de prevenir

Se o seu pequeno já sabe se comunicar, após uma queda ou pancada pergunte se ele está tonto, enjoado, onde dói e se está com sono. Caso você não esteja perto na hora do acidente, pergunte para quem viu: o que ele estava fazendo quando caiu, de que altura e de onde caiu, qual parte da cabeça bateu. Agora, se o seu filho ainda é bebê, tome precauções. “Se o seu bebê ainda dorme no berço, regule de maneira correta, conforme seu filho comece a ficar em pé ou se apoiar. O ideal é colocar a grade acima da linha dos mamilos, para evitar quedas, e retire do berço tudo o que pode servir de apoio”, aconselha o neurocirurgião.

Se ele já está grandinho é importante que durma numa cama adequada para a criança e não dividir a cama com os pais. Uma pesquisa da London School of Hygiene and Tropical Medicine apontou que bebês que dormem com os pais têm risco maior de sofrer a síndrome da morte súbita, que é uma das principais causas de morte de bebês com menos de um ano em países desenvolvidos. O estudo analisou dados de mais de seis mil crianças e concluiu que bebês de até três meses estão no principal grupo de risco.

Quando procurar um pronto-socorro?

O neurocirurgião Mauricio Mandel explica em quais situações você deve levar o seu filho com urgência num pronto-socorro para um atendimento médico. Veja quais são elas:

– Quando houver sinais de fratura, braço ou perna desalinhados, pulso torto, dor quando o bebê apoia o braço no chão ou faz algum movimento;
– Se o bebê estiver respirando, mas não reage quando você fala com ele, ou se você não conseguir acordá-lo;

-Se o pequeno estiver sangrando e você não conseguir parar o ferimento;

-Se o bebê desmaiar após a queda ou pancada;

-Se ele continuar chorando e reclamando de dor após uma hora do tombo;

– Se o bebê tiver um corte que pareça profundo, procure imediatamente um atendimento médico.

Fonte – Mauricio Mandel (CRM 116095), neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)


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A gestante precisa sim acrescentar um maior número de calorias durante as refeições, mas não deve exagerar na alimentação. A dieta ideal deve ser individualizada para cada gestante, levando em conta nível de atividade física, idade, peso, tipo de gestação e presença de patologias.

As mudanças hormonais contribuem para deixar a mamãe mais ansiosa nesse período. Fique atenta aos sintomas que podem desregular o seu sistema nervoso, eles influenciam na compulsão alimentar. Tal qual te confundi na hora de saber se você realmente está com fome, ou se está somente com vontade de comer. As situações são diferentes. Na segunda opção, não existe uma necessidade verdadeira de alimentar-se, é um desejo psicoemocional e não de estado fisiológico que requer consumo alimentício.

“Algumas mulheres, inconscientemente, tiram a responsabilidade delas próprias sobre o controle da alimentação e despejam na gravidez, dizendo que são obrigadas a comerem muito”, comenta Liliane.

Isso é resultado do aspecto psicoemocional provocado pelas emoções adversas. Preocupação com o corpo e se o filho vai nascer saudável, dor no parto, cuidados e responsabilidades que vão ser adquiridas daqui para frente, são muitas das dúvidas que afligem as mulheres ao longo dos nove meses, estimulando esse estado emotivo desmesurado.

No pré-natal o médico irá orientar qual a melhor maneira para controlar o peso, por isso é importante um acompanhamento especializado. Mas para não abusar da comida, o ideal é fazer pelo menos de 6 a 7 refeições leves por dia. Esse pequeno intervalo de tempo entre um lanche e outro impede que a mãe coma uma grande quantidade de alimentos. O adequado é comer nesses horários um pouco de queijo; leite; frutas; gelatina (renova o colágeno). Nos desjejuns prefira incluir na dieta uma lista sugestiva de legumes, proteína e vegetais: carne vermelha magra, frango ou peixe.

Quando tiver algum desejo, preste atenção no que vai ingerir, pois não é apropriado consumir alimentos gordurosos, então nada de doces, bolos, sorvetes, entre outros. Isso só vai fazer seu peso duplicar e não vai ser bom nem para você e muito menos para o bebê.

A obesidade na gravidez aumenta a possibilidade do filho ter alguma doença congênita. Para ter uma gestação saudável, o ideal é ganhar de 9 a 12 quilos. Um ou dois por mês.

Fonte- Nutróloga Liliane Oppermann


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Em pelo menos 30% das grávidas ocorrem deformações, aparentemente irreparáveis, como é o caso da diástase abdominal, uma separação dos músculos mais superficiais no abdômen, os retos abdominais. Quando o útero empurra a barriga para frente na gestação, o movimento afasta os músculos, entre eles há um tecido branco chamado fáscia e esse tecido não é elástico, ou seja, ele fica esgarçado após esse movimento e, por isso, a barriga no pós-parto não volta ao normal.

“O estiramento da musculatura abdominal é indispensável para permitir o crescimento uterino, mas às vezes ocorre uma separação muito grande dos feixes dos músculos retos abdominais, ocasionando a formação da diástase dos músculos retos abdominais. Ela não provoca desconforto nem dor e pode ser resolvido com um tratamento cirúrgico”, explica o cirurgião plástico, Dr. Luiz Eduardo Mendonça Pereira.

A abdominoplastia é a cirurgia plástica mais indicada para reverter a diástase abdominal. O procedimento remove o excesso de gordura e de pele e restaura os músculos enfraquecidos ou separados, criando um perfil abdominal mais suave e tonificado.

Sob raquianestesia, peridural ou anestesia geral, é feita uma incisão horizontal orientada na área entre a linha do púbis e umbigo, através da qual os músculos abdominais enfraquecidos são reparados e suturados, enquanto o excesso de gordura, de tecidos e de pele são removidos. Uma segunda incisão, em torno do umbigo, pode ser necessária para remover o excesso de pele na parte superior do abdômen. Para um melhor resultado, pode ser feita simultaneamente à cirurgia da dermolipectomia abdominal, a plástica de abdômen.

O cirurgião Luiz Pereira explica que a cirurgia é rápida, dura até três horas, e o período de internação é de um dia “A abdominoplastia pode contribuir para uma recuperação mais rápida e eficaz destas alterações mecânicas que incomodam a mulher física e emocionalmente depois do parto. Mas, embora os resultados sejam tecnicamente permanentes, o resultado positivo pode diminuir muito se houver oscilações significativas no peso. Por esta razão, quem está planejando perder peso ou mulheres que ainda pretendem ter outras gestações são aconselhadas a deixar a cirurgia para mais tarde”, alerta Pereira.

Recomendações pré-operatórias:

  1. Obedecer às instruções dadas para a internação
  2. Comunicar qualquer anormalidade que eventualmente ocorra, quanto ao seu estado geral
  3. Estar “em jejum absoluto” de no mínimo 8 horas e não trazer objetos de valor para o hospital
  4. Ir acompanhada para a internação
  5. Evitar uso de brincos anéis, alianças, piercings, esmaltes coloridos nas unhas, etc
  6. Evitar uso de medicações que contenham ácido acetil salicílico ou salicilatos em sua fórmula. Evitar uso de Ginko Biloba, Arnica e Vitamina E. Todos devem ser suspensos 10 dias antes da cirurgia ou a critério médico. Comunique a equipe médica em caso de necessidade de medicação diferente da habitual
  7. Suspender uso de medicação inibidora de apetite (anorexígenos) 15 dias antes da cirurgia
  8. Não fumar

Recomendações pós-operatórias:

  1. Evitar esforços por 14 dias
  2. Levantar-se tantas vezes quanto lhe for recomendado por ocasião da alta hospitalar, obedecendo aos períodos de permanência sentada, assim como evitar escadas longas
  3. Não se exponha ao sol ou friagem, por um período mínimo de duas semanas
  4. Andar curvada, com ligeira flexão do tronco, e manter passos curtos, por um período de 10 a 15 dias
  5. Obedecer à prescrição médica
  6. Voltar ao consultório para os curativos subseqüentes, nos dias e horários estipulados
  7. Não molhar curativos. Mantê-los limpos e secos
  8. Dormir de “barriga para cima” por duas a três semanas
  9. Vestir modelador adequado e confortável
  10. Em caso de dúvida entre em contato com seu médico

Fonte: Dr. Luiz Eduardo Mendonça Pereira (CRM- 114141), médico cirurgião plástico


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A perda dos fios após o nascimento dos bebês é uma reclamação comum entre as mães. Descubra por que isso acontece e como amenizar o problema

Uma queixa constante entre as mulheres que acabaram de se tornar mães é a queda de cabelo no período inicial da amamentação, logo após o nascimento do bebê. Esse quadro tem até nome técnico: eflúvio telógeno pós-parto.

Trata-se de uma inflamação aguda dos folículos capilares comum nesse momento da vida. De acordo com a dermatologista Carla Bortoloto, de São Paulo, há dois grandes motivos para isso.

O primeiro e principal é a diminuição súbita na concentração de certos hormônios. Carla explica que, durante a gravidez, existe um aumento da quantidade de hormônios femininos, como a progesterona e o estrógeno. Só que eles caem bruscamente depois do parto – e demoram em torno de três meses para níveis normais.

“O ciclo capilar é muito influenciado pelos hormônios. Qualquer irregularidade ou desequilíbrio, como a que ocorre na gestação e logo após ela, pode provocar queda de cabelo”, completa a especialista em dermatologia clínica e cirúrgica.

A outra razão, no caso das mamães que passaram por cesárea, é o estresse cirúrgico, uma reação que ocorre em todo tipo de operação invasiva. “A perda dos fios ocorre devido ao procedimento em si e aos medicamentos, como os anestésicos”, afirma Carla.

Normalmente, as mechas começam a cair a partir do terceiro mês depois do nascimento do bebê. Isso porque os danos provocados no couro cabeludo demoram um tempo para terminarem em cabelos no chão. A intensidade do problema e o tempo de duração variam de mulher para mulher.

Mas não para por aí. Anemia proveniente de eventuais sangramentos durante o nascimento, depressão pós-parto, alterações na tireoide e doenças autoimunes também culminam em rareamento das madeixas. Por isso, sempre procure o dermatologista para que ele faça um bom diagnóstico.

Dá para amenizar a perda de cabelo

Cada caso deve ser analisado individualmente. O tratamento às vezes envolve suplementos alimentares, remédios anti-inflamatórios ou até uso de laser. “O laser de baixa energia, LED ou fotobiomodulação reduz a liberação de moléculas que causam o estado inflamatório”, informa Carla.

Além disso, a regra básica é cuidar especialmente bem dos fios durante os nove meses para que eles resistam ao momento do parto. Atitudes como baixar a temperatura do secador, ficar longe da chapinha, pentear as madeixas com delicadeza e dar preferência para penteados “mais soltos” são bem-vindas. Assim, você evita que o calor excessivo e o puxa e repuxa que prejudiquem a cabeleira.

Fonte: Revista Saúde


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Na última quarta-feira (15) aconteceu o Dia Mundial do Sangue de Cordão Umbilical 
Você tem conhecimento da importância do sangue de cordão umbilical? Sabe quantas doenças podem ser tratadas por conta dele? Pensando nisso, no dia 15 de novembro foi criado o Dia Mundial de Sangue do Cordão Umbilical com o intuito de conscientizar a população sobre os benefícios do armazenamento do material, que é rico em células-tronco, e na sua quase totalidade é descartado no momento do parto.
No Brasil, assim como em todo o mundo, centros de pesquisa desenvolvem constantemente estudos sobre células-tronco. Para o médico hematologista da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, a terapia celular é uma realidade e tem um futuro promissor: “em 1988, o professor Hal Broxmeyer fez o primeiro transplante usando o sangue de cordão umbilical e provou, já naquele ano, que pode ser usado com segurança em doenças oncohematológicas. Nos últimos anos, o campo da medicina regenerativa tem crescido de forma importante. Em virtude da falta de doador compatível, é imprescindível que a mãe considere a coleta de sangue de cordão umbilical para doação ou para guardar para própria família”, alerta o especialista.

Apesar do tema ser recorrente, muitos questionamentos ainda surgem. Abaixo, Dr. Nelson esclarece as principais dúvidas que cercam o assunto.

 Quais doenças podem ser tratadas com o sangue do cordão umbilical?
Segundo a Fundação Parent’s Guide to Cord Blood, o sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de 80 tipos de doenças. Dentre as principais estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids.
  Quanto tempo o cordão pode ficar congelado?
Não há tempo máximo definido pela literatura. Há relatos que indicam unidades congeladas há aproximadamente 25 anos, que ainda demonstram viabilidade celular adequada.
 Como sei que meu cordão continua viável durante o armazenamento?
Há criopreservadas amostras de sangue de cordão umbilical,que foram estocadas no mesmo ambiente físico (temperatura, umidade e pressão atmosférica) que as amostras de nossos clientes. Anualmente as amostras são descongeladas e avaliadas quanto a viabilidade celular.
 Como os pacientes receberão as células-tronco?
Após o tratamento quimioterápico e/ou radioterápico ou no preparo do paciente para o transplante, o sangue de cordão umbilical é descongelado e infundido na veia como se fosse uma transfusão de sangue.



O Centro Médico da Universidade Duke irá realizar em maio uma nova pesquisa envolvendo 12 crianças com Desordem do Espectro Autista (ASD) que receberão por digestão enzimática célul2as mesenquimais do tecido do cordão umbilical. O estudo será conduzido por Joanne Kurtzberg, Geraldine Dawson e Jessica Sun e t
em como principal objetivo tratar o autismo com células provenientes de tecido do cordão umbilical ao invés do sangue do cordão.

A Universidade afirmou que se os estudos forem bem-sucedidos, será esperada a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, para então estabelecer a nova terapia como um produto uniforme e disponibiliza-lá aos autistas.

De acordo com Joanne, através da iniciativa, os pacientes provavelmente terão acesso a terapias mais eficazes e valores mais acessíveis. “Isso poderia levar a múltiplos centros de saúde que tentam atender a comunidade que atualmente é de 1 entre 68 crianças nos Estados Unidos”, disse.

Em 2014, a Universidade fez uma pesquisa com 25 crianças autistas que receberam por infusão autóloga células estaminais do sangue do cordão umbilical. O estudo foi positivo e publicado pela Stem Cells Translatio1nal Medicine e pela rede de TV Americana, CNN.

Durante a última década, Duke estabeleceu uma estimativa de ensaios de medicina regenerativa para paralisia cerebral que evoluiu do sangue de cordão umbilical autólogo para o sangue de cordão alogênico, mas até então, os ensaios da Universidade sempre tiveram como origem a utilização das células do sangue do cordão umbilical.

Por conta do aumento de pesquisas envolvendo pessoas com distúrbios neurológicos, Duke decidiu se tornar o primeiro centro acadêmico no oeste dos Estados Unidos para registrar um ensaio de terapia para autistas.

O primeiro ensaio registrado para tratar o autismo com células mesenquimais de tronco / estroma do cordão umbilical foi em 2014, em uma clínica no Panamá. Na Polônia, um grupo liderado por Polski Bank Komórek Macierzystych, também está realizando estudo sobre o tratamento de crianças autistas com tecido de cordão umbilical e apresentará seu trabalho no International Cord Blood Symposium, em junho de 2017.

Fonte: https://celltrials.org/news/featured-advanced-cell-therapy-trial-2017-march-msc-autism



GRAVIDEZ TARDIA AUMENTA OS RISCOS DA PATOLOGIA

Adiar a gravidez é uma escolha muito comum na atualidade. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que o número de mulheres que foram mães após os 40 anos de idade subiu 49,5% em 20 anos, passando de 51.603 em 1995 para 77.138 em 2015. No entanto, é preciso atenção. Com o avançar da idade, aumenta-se a probabilidade de desenvolvimento da Síndrome de Down, uma vez que o oócito (gameta feminino) possui a idade da mãe, ficando mais suscetível, com o passar do tempo, às alterações genéticas e erros na divisão celular quando fecundado.

“De um modo geral, pacientes com 35 anos apresentam uma chance de 0,5% de terem seus filhos com esta síndrome. Aos 40 anos, 1%. Com 45 anos de idade, 3 a 4% das mulheres grávidas terão filhos acometidos pela Síndrome de Down e, apesar de a chance de gravidez ser baixa aos 49 anos, quando ocorre, aproximadamente 10% das mulheres terão sua prole com a Síndrome de Down. Deve-se ressaltar que a natureza, ou seja, o próprio organismo é eficaz em evitar a evolução da maioria das alterações genéticas não compatíveis com a vida extrauterina, motivo que justifica o aumento do risco de aborto com o avançar da idade”, explica Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.

Mas a Medicina tem avançado bastante, principalmente nos tratamentos da infertilidade, muito popular entre mulheres que já atingiram 35 anos ou mais. Para aquelas que optam pela fertilização in vitro, é possível identificar o risco de anomalias genéticas antes do embrião ser implantado. “Na técnica chamada PGD (Diagnóstico Genético Pré-implantacional), por exemplo, uma célula é retirada do embrião para a análise de anomalias. Assim, muitos problemas podem ser diagnosticados e até mesmo evitados pela escolha dos embriões não acometidos pelas alterações genéticas investigadas. Mas, se a gestação já tiver ocorrido, a mulher deve passar por um rastreamento de anomalias, com exames de sangue e de ultrassom que apontam o risco de algumas doenças genéticas”, explica.

 Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 13 anos de experiência com células-tronco, é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

 



Pesquisam indicam que o material pode ser utilizado com eficácia na reversão de doenças degenerativas.

A troca dos dentes de leite faz parte de uma fase muito importante da vida da criança. Geralmente, o momento é cercado de crenças, como jogar o dente em cima do telhado em troca da realização de um pedido ou guarda-lo embaixo do travesseiro para a fada do dente.  Porém, infelizmente, poucos familiares sabem que aquele dente pode servir para o tratamento de diversas doenças.
De acordo com Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, a polpa do dente de leite é fonte de células-tronco, que se destaca das outras pela grande concentração celular e pela facilidade de obtenção. “O grande diferencial do dente de leite é a presença de células-tronco do tipo mesenquimal. Estas células têm a capacidade de, em laboratório, se transformar em uma variedade de outras células destinadas a reparação de tecidos. Além disso, por serem muito jovens, multiplicam-se com mais velocidade. Seu potencial é tão grande que apenas um dente já é suficiente para que as células se estabeleçam em cultura”.
Por que a coleta de células-tronco da polpa de dente de leite é tão importante? Para Tatsui, trata-se de um investimento no futuro. “Tal como acontece há mais tempo já com o armazenamento das células-tronco do sangue e do tecido do cordão umbilical, a polpa do dente de leite segue o mesmo caminho promissor. Diversas pesquisas estão em andamento e indicam a capacidade do material de originar vários tecidos humanos como osso, gordura, cartilagem e músculo. Cabe ainda continuar os estudos clínicos nesta área, no entanto, os resultados iniciais já são suficientes para trazer enorme otimismo”.
COLETA E ARMAZENAMENTO
Por se tratar de um processo natural, pois a queda do dente ocorre na maioria das crianças entre 5 e 12 anos de idade, o momento da coleta é indolor. É importante lembrar, porém, que para que as células-tronco do dente de leite possam ser aproveitadas, a retirada deve ser realizada por um dentista, como explica o Dr. Gabriel Politano, responsável pela área de células-tronco da polpa do dente de leite da Criogênesis: “retiramos as células-tronco da polpa do dente daquele pedacinho de carne que está grudado no dente. Assim que a polpa é removida, enzimas são aplicadas para retirar as células da mesma. O material deve ser acondicionado em um kit específico de transpor te e enviado imediatamente à clínica de armazenamento para o devido processamento laboratorial. No entanto, caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte para  o acondicionamento correto”.
Investimento – Para realizar o procedimento, o custo é de cerca de R$ 2.000 pela coleta das células e uma anuidade que varia de R$ 300 a R$ 400 para a conservação delas. “Muitos acham que o procedimento é caro, mas esquecem das condições atuais do país, como a crise que afeta os programas de saúde pública. Neste cenário, os diversos estudos e investimentos na área fazem da coleta um investimento preventivo para as famílias. Além disso, por serem células imunocompatíveis, podem servir não só ao doador, mas também a outras parentes, como um irmão, por exemplo”, destaca Tatsui.
Serviço
Os interessados em informações sobre a extração do dente para a coleta de células-tronco podem se informar pelo telefone 0800 773 2166.
Sobre a Criogênesis
A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 13 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br