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Henrique, uma criança portuguesa com quatro anos de idade, está fazendo um importante tratamento para anemia aplástica grave, após transplante autólogo com células estaminais provenientes de sangue do cordão umbilical.

O tratamento foi realizado na Unidade de Transplante de Medula, do Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO).

Após o transplante, o paciente foi submetido à quimioterapia e outros tratamentos. De acordo com os médicos, logo em seguida a infusão das células estaminais do sangue do cordão umbilical verificou-se uma rápida recuperação das contagens de glóbulos brancos e de outros parâmetros da recuperação hematológica. Henrique recebeu alta hospitalar um mês após o transplante, está sob vigilância da equipa médica e tem apresentado uma evolução positiva ao longo dos últimos meses.

A amostra, utilizada para o tratamento da anemia aplástica grave, torna-se, assim, a 10ª amostra liberada para transplante pela Crioestaminal de uma criança portuguesa. A diretora médica da Crioestaminal, Alexandra Machado, alerta que “a Crioestaminal é o laboratório português com mais experiência na liberação de amostras de sangue do cordão umbilical para o tratamento de várias doenças, tratadas no IPO do Porto, no IPO de Lisboa, no Hospital Universitário de Duke, nos EUA e no Hospital San Rafael em Madrid”.

A anemia aplástica é uma doença rara e grave que ocorre quando a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas suficientes, provocando anemia, hemorragias e infecções. A incidência é de 2-7 casos/milhão de pessoas/ano. A doença é rara durante o primeiro ano de vida, mas com uma incidência progressiva até os 20 anos. Os especialistas acreditam que a anemia aplástica surge quando o sistema imunitário ataca e destrói as células estaminais da medula óssea necessárias para a renovação das células sanguíneas. A produção de células sanguíneas pode ser recuperada por terapêutica imunossupressora e nos casos mais graves com recurso a transplante de células estaminais hematopoiéticas, nomeadamente do sangue do cordão umbilical.

Fonte: Portal Crioestaminal – ciência para a vida


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Apesar de terem sintomas parecidos, alguns detalhes diferenciam as três doenças

Pré-eclâmpsia: A pré-eclâmpsia caracteriza-se pelo aumento de pressão associado à presença de proteína na urina ou a uma disfunção de órgãos.

Eclâmpsia: A eclâmpsia é a evolução para o estágio mais grave, com desenvolvimento de convulsões em pacientes com pré-eclâmpsia e sem diagnóstico prévio de doenças neurológicas.

Hipertensão: A hipertensão pode ser crônica/pré-gestacional ou hipertensão gestacional. Quando ocorre antes das 20 semanas ou a paciente já tem histórico de pressão alta, é chamada de crônica. Quando acontece depois das 20 semanas, sem associação com alterações de órgãos ou proteína na urina, é a gestacional.

Fonte: Revista Crescer


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Oficialmente, não se sabe qual é o estado de saúde de Michael Schumacher desde que o ex-piloto sofreu um acidente de esqui, em 2013. No entanto, de acordo com o jornal Le Parisien, o heptacampeão mundial de Fórmula 1 passou por um tratamento experimental com células-tronco na última terça-feira, em Paris, e pode ser liberado já nesta quarta-feira.

De acordo com a publicação, o alemão teria realizado o procedimento no hospital Georges Pompidoue, Paris, e, consciente, já pode ser liberado para retornar a sua casa, em Lausanne, na Suíça. A assessoria da família de Schumacher, contudo, prefere não comentar as notícias e mantém tudo no mais absoluto sigilo.

O ex-piloto teria chegado ao local sob forte esquema de segurança, com sua maca coberta por um pano azul, a fim de realizar um experimento com células-tronco com o médico francês, Philippe Menasche. O objetivo seria reduzir inflamações causadas pelo estado em que se encontra. Além disso, a publicação afirma que Schumacher recebeu a visita de Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) no hospital.

Fonte: Portal Terra


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Jornal francês diz que técnica experimental está sendo usada no ex-piloto

O ex-piloto alemão Michael Schumacher chegou nesta semana a um hospital de Paris para realizar um tratamento sigiloso, de acordo com o jornal Le Parisien. A reportagem diz que o heptacampeão da Fórmula 1 vai passar por transfusões de células-tronco, o que funcionaria como uma ação anti-inflamatória sistêmica.

Schumacher chegou ao Hospital Europeu Georges-Pompidou à tarde, trazido em uma ambulância com placa de Genebra, na Suíça. Ele foi levado para dentro da unidade em uma maca, coberto com um pano que impedia que fosse visto e cercado por dez seguranças.

O tratamento será conduzido pelo cirurgião cardíaco Philippe Menasché, que é pioneiro no uso de terapia celular contra a insuficiência do coração. O cirurgião particular do ex-piloto, Gérard Saillant, também acompanha o procedimento.

Menasché, que é pioneiro no uso de células cardíacas embrionárias em pacientes, faz parte do conselho de administração do Instituto do Cérebro e da Médula Óssea do Hospital Pitié-Salpêtrière. O Le Parisien afirma que o médico faz experimentos com um coquetel de secreções terapêuticas preparados a partir de células cardíacas derivadas de células-troncos. O coquetel com as células ultrajovens é injetado de maneira intravenosa.

O tratamento não foi confirmado pela direção do hospital. Na França, a imprensa diz que o ex-piloto já esteve em Paris duas vezes este ano para fazer um tratamento.

Schumacher, de 50 anos, sofreu um acidente praticando esqui em dezembro de 2013, no sul da França. Ele caiu e bateu a cabeça em uma rocha. A família do ex-piloto mantém o estado de saúde dele sob sigilo forte. Ele vive na Suíça e tem cuidado intensivo em casa.


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Independentemente de valorizar carboidrato, proteína ou gordura, uma alimentação saudável reduz o risco de problemas cardiovasculares, segundo pesquisa

Qual a melhor dieta para perder peso e prevenir ou controlar doenças? Eis um dos principais debates atuais da saúde. Pois um novo estudo, conduzido pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, indica que se concentrar em gordura, proteína ou carboidrato não faz diferença quando o cardápio como um todo é saudável (pelo menos do ponto de vista do coração).

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam os efeitos de três dietas populares e balanceadas, mas que privilegiam um ou outro desses macronutrientes:

  • Uma valorizava os carboidratos, de maneira semelhante à DASH.
    • Outra trocava 10% das calorias provenientes de carboidratos por proteínas.
    • A última também substituía 10% das calorias vindas de carboidratos, mas com fontes de gordura insaturada (considerada benéfica quando ingerida em moderação). Abacates, peixes e oleaginosas possuem essa substância.

Todos os esquemas tinham baixos níveis de gordura saturada, maneiravam no sódio e incluíam entre quatro e seis porções de vegetais ao dia. Eles então foram distribuídos a 150 participantes com idade média de 53,6 anos e níveis elevados de pressão alta. Contudo, nenhum tomava medicamentos para hipertensão ou colesterol alto. Os voluntários passaram por um período de seis semanas em cada dieta, com intervalos entre duas e quatro semanas entre elas.

O efeito na saúde foi medido com exames de sangue, que verificavam marcadores relacionados ao risco de uma pane cardíaca antes do experimento e durante os períodos de “descanso” entre um plano alimentar e outro.

No fim das contas, a simples adesão a um menu mais equilibrado acarretou resultados positivos nos testes sanguíneos, independentemente do macronutriente privilegiado. Os especialistas observaram menores concentrações de moléculas por trás da insuficiência cardíaca, por exemplo.

Para os autores, o trabalho é importante por dois motivos. Primeiro porque mostra que o perigo ao coração pode ser amenizado em pouco tempo com ajustes no cardápio. Ora, seis semanas não é um período tão longo assim. Só um detalhe: se após esse mês e meio você voltar a comer de maneira desregulada, provavelmente o risco cardiovascular voltará a subir.

Outro ponto importante é que, pelo bem do peito, talvez seja melhor focar na qualidade da dieta do que em um ou outro macronutriente. “Uma alimentação rica em vegetais, carnes magras e fibras e com menos carnes vermelhas, bebidas açucaradas e doces não só diminui fatores de risco cardiovascular como pode reduzir danos diretos ao coração”, comentou, em comunicado para a imprensa, Stephen Juraschek, médico e um dos autores da investigação.

A descoberta reforça ainda que é possível flexibilizar a composição do prato de quem está em maior risco de acordo com as preferências individuais. Até porque os regimes avaliados, embora focassem um pouco mais em um ou outro nutriente, não propunham cortes radicais de carboidratos, gorduras ou proteínas.

Os achados foram publicados recentemente no International Journal Of Cardiology, um periódico científico reconhecido internacionalmente.

Fonte: Revista Saúde


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Um estudo de bactérias no intestino identificou diferenças nas pessoas com pressão alta e depressão, de acordo com uma pesquisa preliminar apresentada nas Sessões Científicas de Hipertensão 2019, da American Heart Association.

“As pessoas são ‘meta-organismos’ constituídos por números aproximadamente iguais de células e bactérias humanas. A ecologia das bactérias intestinais interage com a fisiologia e o cérebro do corpo, o que pode levar algumas pessoas a desenvolver pressão alta e depressão”, disse Bruce R. Stevens , Ph.D., principal autor do estudo e professor de fisiologia e genômica funcional, medicina e psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida. “No futuro, os profissionais de saúde podem direcionar seu intestino para prevenir, diagnosticar e tratar seletivamente diferentes formas de pressão alta”.

Stevens disse que há potencial para esta pesquisa descobrir abordagens de tratamento que possam melhorar os resultados em pessoas com hipertensão resistente ao tratamento. Quase 20% dos pacientes com pressão alta não respondem bem ao tratamento, mesmo com vários medicamentos.

Os pesquisadores isolaram o DNA (ácido desoxirribonucleico, transportador de informações genéticas) das bactérias intestinais obtidas das amostras de fezes de 105 voluntários. Eles usaram uma nova técnica envolvendo software de inteligência artificial para analisar as bactérias, que revelou quatro tipos distintos de genes bacterianos e moléculas de assinatura.

Surpreendentemente, os pesquisadores descobriram padrões únicos de bactérias de pessoas com pressão alta e depressão; pressão alta sem depressão; depressão com pressão arterial saudável; ou indivíduos saudáveis sem depressão ou pressão alta.

Stevens disse que os resultados sugerem diferentes mecanismos médicos de pressão alta que se correlacionam com moléculas de assinatura produzidas por bactérias intestinais. Pensa-se que estas moléculas afetam o sistema cardiovascular, metabolismo, hormônios e sistema nervoso.

“Acreditamos que descobrimos novas formas de pressão alta: ‘Hipertensão Depressiva’ (pressão alta com depressão), que pode ser uma doença completamente diferente de ‘Hipertensão Não Depressiva’ (pressão alta sem depressão), que são cada uma diferente de ‘Depressão não-hipertensiva'”, disse Stevens.

Fonte: Science Daily News


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Como evitar engasgos em bebês? O que fazer se o meu filho bater a cabeça? Por que não devo colocá-lo no andador? Veja respostas

  1. Como tornar a casa mais segura para o meu filho?

Existe uma série de medidas importantes, como colocar redes em janelas, instalar grades em escadas, guardar medicamentos e produtos de limpeza fora do alcance e manter as portas da cozinha e do banheiro fechadas, para começar. Mas nada substitui a supervisão dos adultos.

  1. Como evitar engasgos em bebês e o que fazer nessa situação?
    A primeira coisa é retirar objetos pequenos, como moedas, brinquedos e pilhas, do alcance dela – até mesmo balões (vazios) podem ser perigosos. O bebê deve comer sempre sentado, com supervisão de um adulto. Corte os alimentos em pedaços pequenos e estimule o seu filho a mastigá-los direito. Ao notar que o bebê está com dificuldade para respirar, não tente sacudi-lo ou tirar o corpo estranho com a mão, pois ele pode mudar de lugar e obstruir ainda mais a passagem de ar. Segure o bebê no colo, de frente para você e ligue para a emergência. É possível que ele volte a respirar normalmente ao tossir. Casos mais graves exigem conhecimento de algumas manobras de salvamento, por isso,a recomendação é que todos os pais e cuidadores façam o curso de primeiros-socorros.
  1. Meu filho bateu a cabeça, e agora? Posso deixá-lo dormir depois do acidente ou é lenda?

Quando a queda é da mesma altura do bebê, fique tranquilo. Basta aplicar gelo no local da batida e observar o comportamento da criança nas primeiras 12 horas. Mantenha a rotina dela normalmente, incluindo as sonecas. Mas caso ela apresente algum sintoma, como vômito, irritação ou sonolência em excesso, leve-a ao PS para checar se está tudo bem. O mesmo vale para quedas de alturas maiores, principalmente a partir de 1,30 m.

  1. É arriscado mesmo ter protetores no berço do meu filho?
    Sim, pois a sufocação acidental é uma das principais causas de morte por lesões em bebês, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças americanos. Cerca de 70% das mortes por sufocamento envolvem travesseiros, cobertores e outros objetos macios, de acordo com o levantamento.
  1. Por que não devo colocar o meu filho no andador?
    A SBP contraindica o uso do acessório por causa do risco de quedas e traumatismos. Isso sem falar que ele interfere no desenvolvimento motor ao impedir que o bebê apoie os pés corretamente no chão ao se deslocar.
  1. Preciso levar a cadeirinha de carro do meu filho ao pegar táxi com ele?
    Ainda que a medida não seja obrigatória nesse tipo de transporte, para garantir a segurança do seu filho, leve-a sempre que possível. Um novo estudo da SBP, em parceria com a Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), apontou que o uso de cadeirinhas em veículos reduziu em 33% o número de crianças vítimas do trânsito.

Fonte: Revista Crescer


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No último final de semana, a equipe da Criogênesis participou do Congresso “Terapias avançadas células e genes”, que teve como objetivo discutir métodos de terapias, a regulamentação e desafios no Brasil quanto à terapia celular, principalmente sobre o novo tratamento chamado CAR – T Cell – CAR (Chimeric Antigen Receptor). A novidade ocorre basicamente quando há uma alteração genética in vitro das células de defesa do organismo, que no caso são os linfócitos T, (parte daí o nome CART), e através de receptor-antígeno as células tumorais, começam os ataques e a eliminação dessas células.

Nos EUA, foram aprovados em 2017, a Kymriah e a Yescarta, ambos para terapia celular CAR-T para tratamento de algumas doenças hematológicas, como a leucemia linfóide aguda. No Brasil, os estudos clínicos ainda estão para acontecer e estudos pré-clínicos já estão em andamento. Com esse avanço rápido de terapia à base de células, a ANVISA desenvolveu a RDC 214/2018, para boas práticas em células humanas para uso terapêutico e a RDC260/2018 para realização de ensaios clínicos com produto de terapia avançada.

As novidades são um grande alicerce e proporciona significativa ajuda para as empresas e universidades desenvolverem estudos na área de terapia celular. Por se tratar de uma terapia nova, o farmacêutico da Criogênesis, Thiago Minami Sheguti, acredita que seja necessário ter cautela, por conta da responsabilidade dos laboratórios de pesquisa. “Ainda não sabemos os efeitos colaterais a longo prazo e é necessário grandes estudos para aumentar a especificidade da terapia no alvo específico, além de aumentar a gama de doenças, como tumores sólidos. Enfim, temos um grande desafio pela frente”.


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Pesquisa indica que o consumo de tabaco influi negativamente na reprodução feminina

Não é novidade que o cigarro prejudica a saúde de quem fuma e de quem está ao redor, o chamado fumante passivo. Porém, quando se trata das mulheres, as consequências são ainda mais graves. Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), revelou que mulheres que fumam e não fazem uso de métodos contraceptivos hormonais apresentam uma redução de 75% para 57% na taxa de fertilidade, duas vezes mais possibilidade de atrasos durante o processo de concepção e 30% mais chances de serem totalmente inférteis.

De acordo com Renato de Oliveira, ginecologista e infertileuta da Criogênesis, o cigarro reduz a capacidade ovulatória da mulher. “A fumaça do cigarro é uma mistura de inúmeros produtos químicos, dos quais mais de 60 são conhecidos ou suspeitos de atuarem como agentes cancerígenos ou tóxicos para a reprodução. Dessa forma, o tabagismo é um perigo à fertilidade, pois associa-se ao envelhecimento prematuro do sistema reprodutivo, o que interfere no desenvolvimento embrionário e, consequentemente, reduz a taxa de gravidez”.

 Para as mulheres que têm o sonho da maternidade, o especialista recomenda o início de uma terapia orientada por um médico, além da mudança de estilo de vida, adoção de hábitos alimentares saudáveis, prática de exercícios físicos e, acima de tudo, abandono do vício. “É aconselhável deixar o fumo seis meses antes de engravidar, mas o ideal seria um ano. Não adianta voltar a fumar logo depois que o bebê nasce, pois a exposição da criança aos malefícios do cigarro, principalmente durante o período de amamentação e nos primeiros meses de vida, podem causar danos para a saúde do bebê. Caso o parceiro também fume, é muito importante que este processo seja realizado a dois. Diversos estudos demonstram que há mais recaídas, sobretudo após o nascimento da criança, no caso das mães cujos cônjuges continuam a fumar”, finaliza.


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Crianças podem ser veganas e vegetarianas desde que a família tome alguns cuidados, como o de garantir que elas consumam três porções de proteína ao longo do dia. Essa é uma das recomendaçãoes no novo Guia Alimentar da Fundação de Nutrição Britânica (BNF).

De acordo com a diretora científica da organização, Sara Stanner, pais que tomam a decisão de adotar dietas vegetarianas ou veganas para os filhos precisam estar cientes de como equilibrar a alimentação e usar suplementos, se necessário, para garantir que as crianças consumam todos os nutrientes de que precisam para crescer saudáveis. “Pode ser difícil para as crianças pequenas obterem vitamina A e B12 em quantidade suficiente, além de riboflavina, ferro, zinco, cálcio e iodo”, diz o guia. A especialista reforçou também que, apesar de este tipo de dieta priorizar alimentos saudáveis, é fundamental fazer um acompanhamento com um nutricionista.

Proteínas: elas são fundamentais

O guia britânico ressalta a importância de incluir três porções diárias de proteína no cardápio das crianças. Isso porque o macronutriente é essencial para o crescimento, além de participar da formação de ossos e músculos e influenciar no desenvolvimento das crianças. As principais fontes do nutriente são as carnes, mas crianças veganas e vegetarianas podem obter proteínas também das leguminosas, como feijão, lentilha, soja, quinoa e grão de bico, que são boas fontes; e das oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas.

Vegetarianos também podem obter a proteína através dos laticínios e do ovo, que podem ser incluídos no cardápio no café da manhã, por exemplo, com um ovo mexido e um iogurte. Já em relação a quantidade, a nutriciconista Fernanda Mariz,  especializada em atendimento à gestante, lactante e criança, da Casa Curumim (SP), diz que é difícil apontar as quantidades ideais porque cada criança tem uma necessidade calórica diferente. “A quantidade diária de proteína recomendada fica em torno de 10% a 15% do valor calórico total da dieta”, diz.

Cuidados para o bom aproveitamento dos nutrientes

As dietas vegana e vegetariana podem ser seguidas pelas crianças, mas além de oferecer alimentos saudáveis aos filhos, os pais devem se atentar à absorção dos nutrientes. “As leguminosas, por exemplo, devem ficar de molho por 12 horas para reduzir os compostos antinutricionais, como o ácido fítico, que atrapalha a absorção dos nutrientes”, conta. Espinafre e acelga são outros alimentos que merecem atenção: por serem ricos em ácido oxálico, eles inibem a absorção de cálcio. Daí a recomendação de não comer esses alimentos com frequência. “Recomendo consumi-los apenas uma vez por semana”, diz a nutricionista.

A dica da nutricionista é oferecer três vezes por semana os vegetais de cor laranja (cenoura, abóbora, batata-doce) para atingir a necessidade de betacaroteno, rico em vitamina A. Já os  vegetais verde-escuros (brócolis, rúcula, agrião, mostarda, couve), devem ser oferecidos quatro vezes por semana. Outra sugestão é dar à criança uma fruta rica em vitamina C, como a laranja ou a mexerica, após as principais refeições, o que ajudar a aumentar absorção de ferro no organismo. Quanto à vitamina B12, ela está presente apenas em alimentos de origem animal e em alguns produtos enriquecidos. “Ela precisa ser suplementada para todas as crianças vegetarianas e veganas”, diz Fernanda. O ideal é conversar com o pediatra ou nutricionista do seu filho sobre o assunto. Os demais minerais e vitaminas devem seguir a mesma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Fonte: Revista Crescer