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Ao contrário da bronquite, que se desenvolve em crianças maiores e em adultos, a bronquiolite atinge os bebês de até seis meses de idade. O Dr. José Carlos Fernandes (CRM 59316), pediatra do Hospital da Criança, pai de Vinicius e Juliana, esclareceu algumas dúvidas sobre a bronquiolite.

O que é?

Bronquiolite é uma doença inflamatória e infecciosa que atinge o bronquíolo, uma parte específica do pulmão, através de diferentes tipos de vírus e que surge principalmente em crianças de até 6 meses de idade.

Como essa doença se desenvolve? É possível ter mais de uma vez?

A criança começa esse quadro com um resfriado, secreção nasal, podendo ou não ter febre. Os sintomas vão evoluindo e podem durar de 7 a 10 dias. Ela passa a ter dificuldade de se alimentar, a sentir cansaço, falta de ar e respiração acerelada. Eventualmente, pode ter complicações como broncopneumonia. A bronquiolite poderá se manifestar mais de uma vez por ser uma doença viral e respiratória. Outras causas podem ser a falta do leite materno, nascimento prematuro, bebês com cardiopatia ou baixa imunidade e filhos de pais fumantes ou asmáticos. Crianças que têm um quadro pulmonar grave podem apresentar a doença 3 ou 4 vezes por vírus diferentes.

Existe tratamento?

As crianças que apresentam um caso mais leve podem ficar em casa usando antitérmico quando apresentarem febre, fazer inalação e limpar bem o nariz. Cerca de 15% das crianças com bronquiolite grave precisam ser internadas. Algumas recebem oxigênio diretamente no pulmão com fisioterapia intensa.

Como prevenir?

Existem vacinas para cada tipo de vírus. Nosso sistema de saúde fornece vacinas para crianças com indicação, ou que são prematuras, tem doença cardíaca, doença pulmonar crônica e manifestam baixa imunidade. É importante ressaltar que o leite materno possui anticorpos que protegem a criança. No geral, é necessário ter mais cuidados respiratórios durante o inverno, evitar aglomerações, contato com outros doentes e cuidados higiênicos.

Fonte: Dra. Christina R. C. De Paola (CRM 66041), diretora médica responsável pelo Hospital da Criança.


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O bebê é considerado recém-nascido até o 28º dia de nascimento. Neste período, é comum mães e pais ficarem preocupados com a fragilidade e saúde de seus filhos. Por isso, reunimos 17  dicas que fazem parte desta nova rotina.

  1. Quando esperamos um bebê, começamos a imaginar como ele será. As mãozinhas, os pezinhos, a cor do cabelo e, é claro, a cor dos olhos. Muito bebês costumam nascer com os olhos claros e, depois, mudam de cor.
  2. O cabelo do bebê tem a mesma função dos pelos do braço de um adulto: serve para mantê-lo aquecido, já que é o maior órgão do corpo e também o que mais dispersa calor. É por isso também que os prematuros costumam ter mais pelos no corpo. É importante, porém, saber que o cabelo do seu recém-nascido pode cair e isso é completamente normal.
  3. Quando o bebêchora ao tomar vacinas, ficamos com dó, mas é preciso ter consciência de que elas são muito importantes para evitar o desenvolvimento de doenças que podem se tornar grave.
  4. Um dos maiores dilemas para os pais de recém-nascidos têm são as cólicas. Sim, a palavra vai no plural, porque ela não acontece por um único motivo! Infelizmente, essa dor é normal e costuma ocorrer entre duas e três semanas de vida e parar por volta dos três ou quatro meses.
  5. Falando em cólica, quando o bebê começa a chorar e nada resolve, alguns pais recorrem a alguns métodos para minimizar as dores. Algo que pode resolver e ainda é gostoso de fazer, é uma massagem caseira!
  6. Cuidar do umbigo do recém-nascido é algo essencial, mas muitos pais sentem medo! O coto umbilical não é esse terror todo, não precisa ter tanto receio. Ele não dói, porque não tem nervos, é só um pedaço da pele da mãe.
  7. Um dos hábitos que as mães de recém-nascidos precisam adotar com os bebês é o famoso banho de sol. Ele é essencial para ativar a vitamina D, recebida pelo leite materno, no corpo da criança.
  8. Se você é mãe de uma menina, provavelmente já deve ter tido alguma dúvida em relação a brincos: Furar ou não a orelha do bebê? Se optar por colocar o brinco enquanto bebê, não se esqueça de limpar a orelha da criança usando cotonete e álcool 70%, sempre depois do banho, até cicatrizar. É recomendável também girar o acessório uma vez por dia e se atentar na hora de tirar e colocar a roupa, para não enroscar na peça. Caso os cuidados não sejam tomados, a orelha pode infeccionar. Ao observar qualquer um dos sintomas, não tire o brinco por conta própria. Antes disso, é melhor consultar o pediatra para que ele avalie o caso.
  9. Toda grávida já deve ter ouvido falar sobre o famoso teste do pezinho. Mas, afinal, por que ele é tão relevante? Esse exame diagnostica doenças que costumam causar consequências graves à saúde do recém nascido. “O teste é importante, porque é feito numa fase precoce, quando o bebê ainda não apresenta manifestações evidentes ao exame físico que ajudem na detecção da doença”, explica a endocrinologista, professora de medicina da USP, Tânia Sanchez Bachega.
  10. Não precisa se preocupar: a moleira não é tão frágil assim. Mesmo não sendo tão frágil quanto parece, é preciso ficar atenta às mudanças na moleira do bebê até que elas se fechem.
  11. É normal que o recém-nascido tenha gases. A frequência dos gases não é necessariamente motivo de preocupação e  um bebê agitado pode ser perfeitamente comum
  12. Seu bebê parece muito frágil, mas conforme as semanas passam ele te dará algumas dicas de que tudo está bem, como quando ele se acalma com seu toque e o som da sua voz, você troca as fraldas de 8 a 10 vezes por dia e seu filho continua ganhando peso, etc.
  13. Ainda na maternidade seu bebê passa por 5 exames tradicionais que são importantes para diagnosticar precocemente doenças que podem ser tratadas. São eles, teste do pezinho, teste da orelhinha, teste do coração, olhinho e linguinha.
  14. Você sabia que alimentar ou balançar seu bebê para dormir é uma das armadilhas que você deve evitar na hora de treinar o sono do bebê?Ele pode se acostumar e depender do hábito em todas as horas do soninho.
  15. Os bebês recém-nascidos chegam a nos deixar ansiosas. Eles são tão pequenininhos, acabaram de nascer, são frágeis e dependem de nós para tudo. Quanto mais nos sentirmos seguras, melhor. Por isso, o cueiro pode ajudar bastante na hora de colocar para dormir os bebês mais agitados. Além de deixar o corpinho seguro, controla a ansiedade, porque embrulha como um abraço de mãe.
  16. O choro começa desde o nascimento do bebê e costuma fazer parte do dia a dia do bebê por muito tempo. Com o passar dos dias você vai conhecendo mais o bebê e ele também vai se acostumando mais com os adultos que o cercam. Durante essa fase, preste atenção nos gestos, posições, músicas que ele gosta e mais se acalma.
  17. “Os 10 primeiros dias são dias de caos! Não tem regras, tudo que facilitar a vida dos pais é permitido. É a fase da livre demanda na qual o bebê mama quando quiser e dorme quando quiser”, diz Stéphanie Sapin-Lignières, que escreveu um manual para os pais cuidarem do bebê no primeiro ano de vida.

Fonte: Portal Pais e Filhos

 


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No Brasil cerca de 15 mil pessoas morrem por ano em decorrência da doença 

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) lançou em novembro sua campanha global para a mobilização da sociedade em torno do Dia Mundial contra a AIDS, celebrado a cada 1º de dezembro. A campanha este ano “Minha saúde, meu direito” busca explorar os desafios que as pessoas em todo o mundo enfrentam no exercício de seus direitos à saúde e no combate ao preconceito.

Segundo Michel Sidibé, diretor executivo da UNAIDS, “todas as pessoas, independentemente de idade, gênero, de onde vivem ou de quem amam têm direito à saúde. Não importa quais são suas necessidades de saúde, todos precisam de soluções de saúde disponíveis e acessíveis, de boa qualidade e sem discriminação”.

O direito à saúde está consagrado no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966, o que inclui o direito de todos à prevenção e ao tratamento da saúde debilitada, à tomada de decisões sobre a própria saúde e ao tratamento com respeito e dignidade.

Por isso, a campanha deste ano alerta que todos nós temos o direito à saúde destacando a importância de se acabar com as desigualdades.

Os materiais produzidos para a campanha incluem sugestões de tweets, cartazes e cards para redes sociais.

No Brasil, números preocupantes

O número de contaminação do vírus HIV entre adultos tem aumentado. Essa constatação da Unaids foi divulgada recentemente, alertando que a prevenção à Aids precisa urgentemente ser mais eficaz.

O Brasil foi pioneiro na década de 1990 no fornecimento de tratamento gratuito para pessoas com HIV, tendo se tornado, por isso, referência mundial. Por causa dessa política de acesso universal ao tratamento, o país viu uma queda acentuada na taxa de mortalidade associada à Aids, devido à abrangente cobertura de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de média e baixa renda: mais da metade (64%) dos brasileiros que tem o HIV recebe TARV, enquanto a média global em 2015 foi de 46%, segundo dados da revista Veja.

Entretanto, dados da Unaids  indicam um aumento no número de casos de Aids no Brasil. Os registros de 2010 apontavam aproximadamente 43 mil novos casos da doença, enquanto em 2015 o número subiu para 44 mil.  Além disso, o problema continua. Entre 2010 e 2015, a população infectada também aumentou: de 700 mil para 830 mil pessoas – um aumento de 18%. No país, anualmente cerca de 15 mil pessoas morrem em decorrência da doença.

Os jovens brasileiros são os que mais se infectam com o vírus HIV, parcela da população que ainda não era nascida quando o Brasil se tornou modelo no combate à Aids. Outros casos de doenças sexualmente transmissíveis também têm aumentando entre os mais jovens, como sífilis e gonorreia.

Fonte: Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids)


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Segundo a Fundação Pró-Sangue, uma bolsa pode salvar 4 vidas

Doar sangue não faz parte da cultura brasileira e esse pode ser um dos principais motivos para os baixos estoques do País. A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que de 3% a 5% da população seja doadora, mas no Brasil, a porcentagem é de apenas 1,8%. No último sábado (25/11), foi celebrado o Dia Nacional da Doação de Sangue, com o objetivo de conscientizar a população sobre o gesto que pode salvar quatro vidas com apenas uma bolsa, segundo a diretora da Fundação Pró-Sangue, Susana Lambert.

Em São Paulo, a taxa é de 2,3%, considerando a alta complexidade no sistema de saúde do Estado, pois o consumo é alto. Ainda de acordo com a Fundação, se alcançássemos a porcentagem da OMS, o problema estaria resolvido.

O primeiro motivo para a baixa porcentagem é a falta de histórico de doação. “Em alguns países que passaram por guerras, por exemplo, a população foi sensibilizada e, em algum momento, foi convocada a doar sangue para os demais. Sistematicamente, transfere-se essa cultura”, explica Susana.

O brasileiro também não associa a doação de sangue com o sistema de saúde. Ele não sabe que uma cirurgia cardíaca ou de próteses, como exemplos, podem precisar de bolsas reservas de sangue. Imagina uma pessoa na espera por uma cirurgia eletiva — que não é urgente — descobrir que o procedimento foi adiado porque não tem sangue, sendo que já é tão difícil conseguir cirurgias pelo sistema público de saúde.

Segundo Susana, geralmente, as pessoas ouvem falar em doação de sangue quando algum familiar ou amigo está internado. “Não ouvimos isso nas escolas. A doação de sangue tem que entrar no nosso cotidiano como um hábito”.

Mitos atrapalham

Alguns mitos atrapalham ainda mais esse quadro. Os mais famosos são: que doar sangue engorda, se doar uma vez vai ter que doar sempre ou que vai ficar com anemia. Veja mais mitos desmistificados abaixo:

– O doador não perde nem ganha peso

– O doador não corre risco de contrair doenças

– Mulheres podem doar mesmo no período menstrual

– O sangue não engrossa nem afina

– A retirada do sangue demora apenas entre cinco e oito minutos

– Doar sangue não vicia

– Homens repõem ferro em oito semanas e podem doar a cada 60 dias

– Mulheres levam 12 semanas para repor ferro e só podem doar a cada 90 dias

Ainda segundo a especialista, outras pessoas também fogem da doação por medo de agulha. “Por isso, é importante divulgar informações para conscientizar a população de que existe uma pessoa na outra ponta que precisa de sangue”.

“Uma bolsa de sangue pode ajudar pelo menos quatro vidas porque separamos os componentes deste sangue para doar apenas o que o paciente precisa, seja hemácia, plaqueta etc. E não há nada que substitua o sangue, não existe medicamento ou qualquer outro produto que possa ser colocado no lugar”, disse Susana, diretora da Fundação Pró-Sangue.

Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)

Fundação Pró-Sangue


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Doença pode ser tratada com células-tronco

  1. O que é Lúpus?

Trata-se de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos.

  1. É uma doença rara?

Pesquisas apontam que a prevalência do lúpus varia entre 1 a cada 2 mil pessoas e 1 a cada 10 mil. Não há estudos epidemiológicos feitos no Brasil, mas especialistas acreditam que os números sejam os mesmos de outros países.

  1. O lúpus atinge mais o sexo masculino ou feminino?

“90% dos casos são em mulheres, principalmente naquelas entre 15 e 45 anos de idade”, informa a médica Emilia Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso porque é nessa faixa etária que os hormônios estão mais atuantes. E, nesse caso, o estrógeno chama a atenção. “Ele é um facilitador de linfócitos, células produtoras de anticorpos”, explica a reumatologista.

  1. O que pode desencadear o lúpus?

Fatores genéticos, hormonais e também ambientais – a exposição ao sol, por exemplo, é um deles. “É que a luz ultravioleta pode ativar o lúpus”, conta Emilia. Além disso, outros elementos podem servir de pontapé para o aparecimento do problema, como infecções virais e até medicamentos.

  1. Quais são os sintomas?

Nem todas as pessoas manifestam o lúpus da mesma maneira, pois os sintomas variam de acordo com a fase em que a enfermidade se encontra (atividade ou remissão) e o local onde ocorre a inflamação. Mas é comum que pacientes com LES apresentem cansaço, desânimo, febre e perda de peso nos períodos em que a doença está ativa. Além disso, são comuns:

  • Dor e inchaço nas articulações (principalmente nas mãos);
  • Manchas vermelhas na pele, em especial nas maçãs do rosto e que pioram ao tomar sol;
  • Inchaço ou dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins;
  • Dores no peito ou para respirar decorrentes de inflamações nas membranas que recobrem os pulmões e o coração;
  • Problemas neurológicos, como convulsão e psicose -, em virtude de comprometimento do sistema nervoso central.
  1. Como é feito o diagnóstico?

A identificação do lúpus é baseada em manifestações clínicas e alterações notadas em testes laboratoriais, principalmente os de sangue. Não há um exame que tenha alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do LES.

  1. Existe um tratamento?

Por ser uma doença crônica, o lúpus não tem cura. No entanto, é possível controlá-lo não só com medicamentos, mas também com a adoção de certos hábitos. “Entre eles, evitar exposição ao sol, prevenir-se de infecções e praticar atividade física nas fases em que a doença não estiver ativa”, recomenda a reumatologista Lilian Tereza Lavras Costallat, professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

Quanto aos remédios usados no tratamento, os pacientes devem tomar hidroxicloroquina, substância que previne a doença de entrar em atividade. Já os corticoesteroides são indicados para a fase inflamatória aguda do lúpus. Se mesmo assim não houver controle, a indicação é associar outro medicamento que ajude a atenuar o processo inflamatório ou a reduzir a resposta imunológica do organismo. “Mas o tratamento depende muito das manifestações que o paciente apresenta”, pondera Lilian Costallat.

Se afetar o rim, por exemplo, é possível que a pessoa tenha de passar por um transplante. Foi o que aconteceu com a cantora americana Selena Gomez, para citar um caso famoso.

  1. A pessoa com lúpus precisa de cuidados especiais?

Sim. Entre eles estão evitar exposição ao sol; parar de fumar, já que o cigarro reduz a ação da hidroxicloroquina; fazer exercícios; adotar uma dieta rica em cálcio para prevenir a osteoporose, associada ao uso de corticoesteroides; e não consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, afastando, assim, os picos de colesterol e triglicérides e o risco de aumento da glicemia, também ligado a esses medicamentos.

  1. A mulher com lúpus pode ter filhos?

Sim, desde que a doença esteja controlada por, no mínimo, seis meses e a paciente não faça uso de medicamentos que possam fazer mal ao feto. Mesmo assim, a gravidez precisa de cuidados e acompanhamento médico mais rigorosos. “Pessoas que ficaram com disfunções importantes em órgãos como rim, coração ou pulmão não devem engravidar”, alerta Emilia Inoue Sato.

Fonte: Portal Saúde


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Saiba a diferença entre o aumento da próstata e o câncer

Neste mês de “Novembro Azul”, dedicado ao combate do câncer de próstata, discute-se bastante o número de mortes registradas por conta da doença. Para evitá-la, os homens a partir dos 45 anos devem ir ao médico regularmente e é importante alertar a população sobre a diferença entre o aumento da próstata e o câncer. Segundo o médico urologista Diego Miranda, as pessoas costumam fazer confusão. “É muito comum o aumento benigno da próstata, que não é o câncer, e acontece quando a glândula aumenta e fecha o canal urinário. Já o câncer de próstata surge nas extremidades, sem relação com o canal urinário”, explicou.

No estágio inicial o paciente não tem sintomas, por isso é importante ir ao médico com frequência, pois somente através de exames é que a doença pode ser detectada. A dificuldade dos homens está na necessidade do exame de toque retal, que é a única forma de sentir o nódulo. Segundo o médico, muitos pacientes chegam ao consultório com certo receio de serem tocados, e muitas vezes terminam a consulta sem realizar o exame.

De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha “Novembro Azul” incentiva os homens a procurarem os médicos urologistas e quanto antes saberem o diagnóstico positivo, há mais chances de cura.

O que é a próstata

A próstata é uma pequena glândula localizada entre a bexiga e a pélvis do homem, responsável por produzir parte do líquido que forma o esperma, também ajuda a alimentar e proteger os espermatozoides.

Fonte: Estadão


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O recente problema de próstata do presidente da república, Michel Temer, junto com o início do mês de novembro, o da prevenção do mais grave problema que atinge o homem, o câncer, nos lembra o tema e sua ligação com o esporte. Não existe dúvida de que o esporte ou mesmo qualquer atividade física, quando praticados com regularidade mostram diminuição sensível no surgimento de alguns tipos de câncer, principalmente o de próstata.

No entanto, sabemos que determinados esportes que causam traumas crônicos na bacia (pelve masculina), como o ciclismo, seja de lazer ou esportivo, têm incidência aumentada de problemas da próstata. Os resultados de pesquisas sobre o aparecimento dos vários tipos de câncer revelam que as pessoas sedentárias, além do risco cardiovascular aumentado, tem maior risco de surgimento de câncer.

O contrário também foi constatado. Os mais ativos fisicamente, principalmente os idosos que se exercitam em quantidades mínimas de 6 a 9 km por semana foram favorecidos com longevidade saudável com menos casos de câncer. Essa redução do risco, foi espetacular pois chegou a uma redução entre 10-30%.

Em relação à periodicidade dos exames e quais devem ser feitos, continua a recomendação de se fazer a consulta urológica e dosagem do PSA anualmente ao redor dos 50 anos de idade. Quem tiver antecedentes de pai ou irmão com câncer de próstata deve fazer essa avaliação urológica a partir de 10 anos menos da idade em que surgiu a doença no familiar (se o pai teve aos 55 anos, os filhos devem fazer a partir dos 45 anos). O indicado é fazer sempre os dois exames, o clínico (toque retal) e o laboratorial. Assim a chance de acerto é maior que 90%.

Fazer muito esporte por longo tempo e depois parar, muda o prognóstico? Sem dúvida o conceito científico adquirido pelas pesquisas médicas é bem claro. O esporte ou o exercício físico regular só é benéfico enquanto for praticado! Não existe poupança de benefícios acumulados pelo esportista ou atleta. Se foi ativo enquanto jovem para um futuro com poucas ou nenhuma doença, não pare.

Como costuma-se dizer nas aulas de medicina, “o exercício não é vacina para todo o sempre”. A fisiologia nos ensina que a duração dos efeitos positivos dos exercícios físicos na prevenção das doenças é curto, dura em média 48 a 72 horas. Por tudo isso que a atividade física regular deve ser constante, enquanto se puder fazer.

Fonte: Nabil Ghorayeb (CRM SP 15715), Doutor em Cardiologia pela FMUSP, Chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia.


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Não cuidar do coração faz com que ele aumente de tamanho para compensar o esforço

Má alimentação, sedentarismo, diabetes, hipertensão…são alguns dos problemas cada vez mais presentes no dia a dia dos brasileiros em razão das condições de vida da nossa sociedade. Todas as pressões do cotidiano e maus hábitos acabam maltratando nosso coração, que aos poucos vai perdendo sua capacidade de funcionar corretamente e acaba aumentando de tamanho para compensar a necessidade de maior esforço. Essa disfunção é o que chamamos de insuficiência cardíaca

Atualmente é comum ver pessoas passarem por um infarto e seguirem com as suas vidas – algo mais raro antigamente.  E é por isso que aumentam os números de indivíduos com insuficiência cardíaca.

A insuficiência não se resume somente ao crescimento do tamanho do coração ou à falta de fôlego para subir escadas, mas também está relacionada a um alto volume de mortes e debilitações. Muitos acabam acreditando que a vida após um infarto, ou de uma pressão alta mal controlada, é extremamente restrita ou que ter um “coração inchado” é sinônimo de apresentar dificuldades para realizar as tarefas do dia a dia. Isso só mostra, porém, quanto a insuficiência cardíaca não está sendo tratada corretamente.

Estudos internacionais apontam um aumento no número de pessoas com a doença nos últimos anos. Segundo a Associação Americana do Coração, 5,7 milhões conviveram com a doença entre 2009 e 2011. O número subiu para 6,5 milhões no período até 2014. E a previsão é que esses casos cresçam 46% até 2030, chegando à marca de 8 milhões de pessoas.

É preciso mudar os hábitos para que a insuficiência cardíaca deixe de impor uma significativa perda na qualidade de vida entre os milhões de brasileiros que convivem com a doença ou ainda a terão. É de extrema importância cuidar da sua pressão arterial e do seu estilo de vida hoje para que a insuficiência cardíaca não se manifeste amanhã.

Fonte: Dr. Manoel Canesin, professor de cardiologia da Universidade Estacual de Londrina (UEL), PhD pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Rede Brasileira de Insuficiência Cardíaca (REBRIC).


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A rotina dele muda e a sua também

Seu filho pode ter o costume de sair constantemente do berço durante a noite, seja porque começou a usar o penico sozinho ou porque chegou um irmão na casa, mas uma hora ele terá que passar para uma cama definitiva. Há muitas coisas que você pode esperar que aconteça. Aqui estão 7 delas:

1- Animação e choro.Seu filho vai ficar muito animado em dar mais um passo para a vida adulta e se mudar para uma cama de gente grande. Afinal de contas, uma cama maior significa mais bichos de pelúcia para acompanhar durante a noite, um travesseiro maior e edredons e lençóis novos. Mas pode começar a chorar quando perceber essa grande mudança porque o tamanho, a altura, a proteção, tudo é diferente. Pode acontecer o mesmo com você, porque o seu bebê está crescendo.

2- Brincar de subir e descer da cama. Quando seu filho perceber que ele pode sair e voltar para a cama sempre que desejar, isso significa que ele realmente fará isso. A criança pode começar a aparecer depois do horário de dormir só porque ele consegue. Então espere por essa brincadeira incansável por um tempo.

3- Hora da história com conforto.Não é mais necessário aquele carinho fora do berço, agora você pode se aconchegar do lado dele com o livro e bater um papo antes de dormir.

4- Sonâmbulo. Mesmo que eles não queiram sair da cama, podem acabar fazendo sem consciência disso, principalmente se já estão acostumados a ir ao banheiro sozinhos. Se seu filho começar a andar pela casa enquanto dorme, você precisa se preocupar com a segurança dele. Coloque uma barreira na escada, se tiver, e tire coisas perigosas do meio do caminho.

5- Cair da cama.Isso é um fato! Ele vai cair algumas vezes, porque não está acostumado a dormir sem as barras do berço. Você pode optar por barras temporárias.

6- Novos medos.Uma cama grande pode ser assustadora para crianças, especialmente porque ainda são pequenos. Seu filho pode se sentir inseguro e vulnerável. Também podem surgir medos como do escuro ou da porta fechada. Então prepare-se para ser chamado algumas vezes durante a noite até ele se sentir confiante e independente

7- Muitos sustos (seus).  Imagina a cena: você está dormindo, é meio da noite e, do nada, surge alguém do lado da sua cama. Pode demorar um pouco até você acordar de fato e perceber que a pessoa é seu filho. Tente não se assustar muito e lembre-se de fechar a porta caso ele não possa entrar no quarto depois da meia-noite.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Estudo não encontra benefícios e afirma possível infecção

Muito comum no reino animal, em que cabras, búfalos e cachorros comem a placenta logo após o nascimento de seus filhos, a atitude vem se tornando popular entre a recentes mamães, porém, um novo estudo afirma que não foram encontrados benefícios tanto para a mãe quanto ao bebê e ambos ficam expostos a infecções.

Como a placenta contém hormônios como prostaglandina e oxitocina, algumas pessoas acreditam que consumir o órgão pode aliviar a depressão pós-parto ou aumentar a produção de leite para o bebê. Em algumas culturas, a placenta pode ser consumida crua ou cozida em outros alimentos. Nos EUA, o método mais popular é desidratar, aquecer e encapsular a placenta na forma de pílula. Mas, independentemente da forma, há poucas evidências de benefícios adicionais.

“Não coma a placenta do seu bebê”, disse Dr. Amos Grünebaum, professor de obstetrícia clínica e ginecologia no Weill Cornell Medical College, de Nova York e autor sênior do estudo. “Não há benefícios, e existem riscos potenciais, como infecções. Isso pode ocorrer porque as toxinas podem se acumular na placenta durante a gravidez e a ingestão dessas toxinas colocam em risco a mamãe e o recém-nascido, especialmente se há amamentação”.

Outra fonte de contaminação pode ser feita durante a preparação da placenta para consumo. No início deste ano, um bebê teria tido infecções, cuja origem provinha de pílulas de placenta contaminadas consumidas pela mãe. O caso levou os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) a emitir uma advertência formal contra a alimentação de placenta.

“O que podemos dizer neste momento é que a decisão depende de cada mãe. Mas é importante que elas e os prestadores de cuidados médicos estejam conscientes de que existe um potencial risco infeccioso”, disse o Dr. Amos Grünebaum.

No reino animal, a alimentação da placenta é conduzida pela necessidade de nutrientes após o estresse do nascimento. Alguns cientistas também teorizam que ao comer a placenta, o animal vulnerável está removendo vestígios de sangue que, de outra forma, poderia ser uma trilha para presas.

Fonte – Portal Labroots