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“Eu não acho que os professores recebem o suficiente pelo que fazem”, escreveu o menino de 9 anos no bilhete que entregou junto com o dinheiro. O caso aconteceu na Flórida, EUA

O estudante Parker Williams, 9 anos, conseguiu surpreender tão positivamente sua professora, Mary Hall Chambers, de uma forma que nenhuma nota dez conseguiria. Há poucos dias, ele chegou na escola Gorrie Elementary School em Tampa, na Flórida, Estados Unidos, e entregou a ela um envelope. Em vez do dinheiro para um passeio, ela encontrou US $ 15 e um bilhete que dizia: “Eu não acho que os professores recebem o suficiente pelo que fazem, então você aceita esse presente? Meu próprio dinheiro”. O menino ofereceu o dinheiro que havia recebido como presente de aniversário para compor o salário da professora. Emocionada e agradecida, Mary respondeu: “Não posso aceitar isso, mas aprecio o gesto, Parker. Estudantes como você são a razão de eu ensinar”.

Em entrevista ao site Today, a mãe de Parker, Jennifer Williams, disse que o gesto do filho também a pegou de surpesa. “Ficamos tão surpresos e impressionados. Na verdade, fiquei com formigamentos nos braços e brotou lágrimas dos meus olhos, pois você nunca sabe, como mãe, se as coisas que tenta ensinar aos seus filhos são realmente certas, e esse foi um ato de bondade aleatório, que ele fez sozinho, sem consultar mais alguém”, contou. “Temos uma regra em nossa casa que, quando você recebe um presente de aniversário, deve dar 10% à caridade”, revela a mãe, que tem mais outros dois meninos. No entanto, ela contou também que ele já havia doado parte e o restante, em vez de gastar com ele, resolveu dar para sua professora.

Ela diz que o filho, além de ser extremamente inteligente, é muito hiperativo e, por isso, as coisas nunca foram muito fáceis pra ele. “Ele teve um momento muito difícil na 1ª e 2ª série”, explicou ela. “Ele tinha excelentes professores, mas a Mary realmente fez um esforço extra este ano para ajudar cada criança em sua sala de aula. O fato de ele ter uma professora que o entende tanto e realmente se esforça o fez querer fazer algo por ela”, completou.

“Quando Parker sorri, ele pode, literalmente, iluminar a sala”, disse a professora. “Ele é um ótimo aluno, obviamente muito atencioso. Sei que ele iniciou um grupo filantrópico com seus dois irmãos mais velhos. Você pode dizer que todos eles estão aprendendo a ser gentis e a mudar este mundo com gestos reais como este. Os professores se esforçam o tempo todo. Costumamos levar trabalho para casa, nosso dia não termina quando a campainha toca. É tão bom que Parker percebeu que fazemos muito mais”, declarou Mary, que leciona há 16 anos. “Qualquer um pode fazer um pequeno ato de bondade para fazer alguém se sentir bem. Foi o que ele fez por mim”, finalizou.

Fonte: Revista Crescer


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Estima-se que 400 mil bebês nascem todos os anos de reprodução assistida

De acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde), a infertilidade afeta de 50 a 80 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, cerca de 8 milhões de pessoas podem ser inférteis. Entre os fatores que afetam a fertilidade estão a idade, mulheres com menstruações de freqüência irregular e doenças como síndrome dos ovários policísticos (SOP) e endometriose, doença que atinge 10% das mulheres mundialmente. Porém, infertilidade não é um problema apenas da mulher. Um terço dos casos estão relacionados ao homem – mais de 90% dos casos de infertilidade masculina são causados pela baixa contagem de espermatozóides, baixa qualidade espermática ou ambos – e outro terço está ligado a uma combinação de problemas com o casal ou dificuldades desconhecidas.

Para ajudar casais com problemas em engravidar naturalmente, Tratamentos de Reprodução Assistida (TRA), como Fertilização In Vitro (FIV) e Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI) são realizados. Estima-se que, globalmente, 400 mil bebês nascem todos os anos de aproximadamente 1,6 milhão de ciclos de TRA. As tecnologias de reprodução assistida cresceram nos últimos anos, mas ainda assim, a ciência não conseguiu impedir o declínio da qualidade ovular que se acentua a partir dos 35 anos de idade.

A Criogênesis oferece serviços de terapia celular e medicina reprodutiva de excelência, estimulando o desenvolvimento da biotecnologia através de diversas pesquisas. Nossa equipe é formada exclusivamente por profissionais da área da saúde com ampla vivência na área de regeneração de tecidos e hemoterapia. Podemos ser contatado durante 24 horas, sete dias por semana, pelos diversos meios de comunicação indicados abaixo. A Vigilância Sanitária, por meio de publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 2003, concedeu ao Grupo Criogênesis a Licença Sanitária para atuar na Coleta e Processamento de Células-Tronco Hematopoéticas.

Tire suas dúvidas sobre fertilização in vitro, coleta e armazenamento de células-tronco no telefone (24 horas) 0800-7732166.

Porque a vida merece todas as chances!

Fonte: Revista Exame


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A chegada de um segundo filho muda toda a dinâmica da família – e principalmente para o mais velho. Confira como passar por esse período – sem estresse

No meio de tantas perdas e ganhos, decorrentes do desenvolvimento do seu filho, pode ser que você tenha outro bebê. Um “tratamento de choque” rumo à maturidade para o mais velho, digamos assim. Porque, de um dia para o outro, ele perde a exclusividade. O resultado é um misto de ciúme com regressão (ele pode pedir para mamar ou voltar a  fazer xixi na cama, por exemplo) e, às vezes, um pouco de orgulho por ter se tornado o irmão mais velho.

Para tornar o processo (um pouco) menos dolorido, o jornalista Leandro Nigre, 36, pai de João Guilherme, 7, e João Rafael, 2, envolveu o filho mais velho, desde a gravidez, tanto na escolha do enxoval quanto na decoração do quarto que ambos dividem hoje. “Na volta da maternidade, compramos presentes para eles trocarem entre si como um sinal de carinho, e também pedimos às visitas que dedicassem uma atenção especial ao João Guilherme”, conta o pai. Sempre que possível, Leandro dava um jeito de ficar com o bebê para a mãe passear com o primogênito, sozinhos. Os cuidados surtiram o efeito desejado pelos pais: além do nome, os irmãos compartilham a amizade.

A chegada de um irmão pode coincidir, ainda, com a retirada das fraldas, o que se dá entre o segundo e o terceiro ano, normalmente. Mas algumas podem deixá-las um pouco depois, e não há nada de errado nisso. “Quando ela avisa que quer fazer ou já fez xixi ou cocô na fralda, é sinal de que está pronta para começar o desfralde”, afirma o pediatra Nisenbaum.

Por falar em sinais, em teoria, quando o bebê começa a escalar e a pular as grades do berço, é um indicativo de que chegou a hora de mudá-lo para uma cama – de preferência infantil e com proteção lateral. Geralmente, ele já é capaz de sair dali por volta dos 12 meses. No entanto, um estudo publicado na revista científica Sleep Medicine, no ano passado, recomenda a transição somente aos 3 anos. Isso porque, ao analisar dados de quase 2 mil famílias com bebês entre 18 meses e 3 anos,  descobriu-se que aqueles que continuam em berços dormem por mais tempo, pegam no sono antes e vão para a cama mais cedo. Para a pediatra Normeide, da SBP, não existe uma idade ideal para a transição. Isso vai depender da agilidade (e curiosidade) do seu filho. Muitas vezes, ele tem de dar o espaço para o irmão que está para chegar. E, caso ele deixe a cama nova no meio da noite e vá para o quarto dos pais, o que é comum nessa fase, ela recomenda que o pequeno seja levado de volta e que o adulto o aguarde pegar no sono. “Converse com paciência, para que ele compreenda que não se trata de uma ‘expulsão’ e, sim, uma conquista”, conclui.

Como em todas as transições, é preciso entender que cada criança tem o seu ritmo. Vamos valorizar cada momento e conquista: não há por que acelerar a infância. Os ganhos são para todos, acredite.

Fonte: Revista Crescer


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Terapia com células-tronco é alternativa de tratamento

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, nos últimos 20 anos, o número de novos casos de câncer em crianças com idade até 14 anos cresceu 13% no mundo. Nessa faixa etária, os cânceres mais comuns são as leucemias (doença que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (que atinge o sistema linfático). De acordo com Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, habitualmente o câncer infanto-juvenil não apresenta uma causa específica em que se possa atuar preventivamente.

“Ao contrário de muitos cânceres em adultos, os casos em crianças e adolescentes não estão ligados ao estilo de vida e a fatores de risco ambientais. Dessa forma, os responsáveis devem estar atentos a quaisquer sinais relacionados a nódulos ou inchaços, convulsões, dores progressivas, febres persistentes, perda de peso ou alterações súbitas de visão, assim como qualquer outro mal-estar persistente”.

Uma importante inovação para o tratamento de alguns tipos da patologia é a utilização do sangue do cordão umbilical, que assim como a medula óssea, é rico em células-tronco que podem originar diversos tipos de tecidos.

“As células-tronco são células ‘mães’, capazes de criar os componentes do sangue humano e do sistema imunológico do corpo. A partir dessas células, formam-se glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos; glóbulos brancos, que combatem infecções; e plaquetas, que atua na coagulação”, explica.  

Para Tatsui, ter as células-tronco armazenadas é uma forma de prevenção. Além disso, nos casos de família com histórico de doenças graves, sobretudo câncer, é recomendável fazer o congelamento. “É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, finaliza. 

Sobre a Criogênesis  A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 16 anos de experiência com células-tronco, é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.


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Material apresenta grande potencial no tratamento de lesões ósseas, doenças pulmonares, doenças cardíacas e diabetes

Quando as crianças iniciam a fase da troca de dentição, muitos pais incentivam os pequenos a colocarem o dente embaixo do travesseiro à espera da fada do dente. No entanto, esse episódio também pode ser muito importante para a saúde do seu filho e da sua família.

De acordo com Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, a polpa do dente de leite contém células-tronco do tipo mesenquimal, que apresentam grande potencial de multiplicação para possíveis aplicações em futuras terapias. “Além de secretar inúmeras substâncias sinalizadoras de regeneração, as células mesenquimais têm capacidade de se transformar em uma variedade de outras células para a reparação de tecidos, como muscular, nervoso, ósseo, além de cartilagem, pele e outros tecidos epiteliais. Para o futuro, pesquisas indicam a possibilidade de tratamento em doenças como a diabetes tipo 1, lesão medular, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, lesões da córnea e doenças neurológicas como Parkinson”, revela.

O especialista ainda ressalta que a coleta é um processo não-invasivo, pois a queda do dente ocorre naturalmente nas crianças entre 5 a 12 anos de idade. “Por tratarem-se de células jovens e com ótima qualidade, o material encontrado no dente de leite é multipotente e imunotolerante, ou seja, servem tanto ao doador como para a sua família”, complementa Tatsui.

Coleta e armazenamento – Para que as células-tronco do dente de leite possam ser aproveitadas, a retirada deve ser realizada por um dentista. “O material deve ser acondicionado em um kit específico de transporte e enviado imediatamente à clínica para o devido processamento laboratorial. No entanto, caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte para o acondicionamento correto”, finaliza o especialista.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 16 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br  


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“A alimentação é um dos poucos fatores de risco para doenças neurológicas passível de ser modificável e controlável”, afirmou o médico Gurutz Linazasoro, porta-voz da Sociedade Espanhola de Neurologia

Uma alimentação de qualidade é peça-chave para nossa saúde em geral, e para o nosso cérebro, em particular.

“A alimentação é um dos poucos fatores de risco para doenças neurológicas passível de ser modificável e controlável”, afirmou à BBC News Mundo (serviço da BBC em espanhol) o médico Gurutz Linazasoro, porta-voz da Sociedade Espanhola de Neurologia.

Os especialistas sinalizam que não há alimentos mágicos, mas que é importante manter um padrão de dieta equilibrada.

“A dieta mais estudada atualmente é a mediterrânea. Sabe-se que ela diminui os riscos de desenvolver Alzheimer e Parkinson, além de doenças cardiovasculares e obesidade, que indiretamente também incide sobre a saúde cardiovascular.”

Uma dieta mediterrânea típica inclui bastante vegetais, frutas, legumes, cereais e produtos ricos em carboidratos como pão integral, massas e arroz integral. Há também quantidades moderadas de pescados, carne branca e alguns produtos lácteos, e cozimentos com azeite de oliva.

Mas o especialista insiste que “a chave é comer alimentos saudáveis, com equilíbrio e moderação”. Tendo em vista essas recomendações, do ponto de vista do funcionamento do cérebro há diversos nutrientes e alimentos importantes. Veja alguns deles:

Pescado azul: O sistema nervoso, e concretamente o cérebro, tem tecidos muito ricos em água, mas também contêm um componente lipídico (ácidos graxos) bastante importante, explica o nutricionista Ramón de Cangas. Os pescados azuis são ricos em ácido graxo ômega-3, e uma dieta rica neste nutriente “tem demonstrado trazer uma série de benefícios, como um menor declínio cognitivo e um menor risco de doenças como Alzheimer”.

Cítricos e verduras: São alimentos ricos em vitamina C, que segundo diversos estudos estão associados a um melhor desempenho cognitivo. “Talvez seja devido à sua função antioxidante e em razão de participar da produção de neurotransmissores, as biomoléculas responsáveis pela transmissão de informações de um neurônio para outro”, explica o nutricionista. O mesmo ocorre com as bananas, ricas em piridoxina, uma forma de vitamina B6 que participa do metabolismo dos neurotransmissores.

Cacau puro e canela: São alimentos ricos em polifenóis, que “tem demonstrado resultados interessantes na prevenção da perda cognitiva por seu efeito antioxidante que protege os neurônios”, afirmou Cangas.

Abacates: Esse alimento, junto do azeite de oliva e de outras fontes de gorduras monoinsaturadas, é “interessante para a prevenção da deterioração cognitiva justamente pela riqueza deste tipo de ácido graxo e também de certos fitoquímicos”, afirmou o nutricionista.

Nozes: As nozes são excelentes fontes de proteínas e gorduras saudáveis. São ricas em um tipo de ácido graxo ômega-3 chamado ácido ácido alfa-linolênico, que ajuda a reduzir pressão arterial e protege as artérias. Isso é bom tanto para o coração quanto para o cérebro, afirma a Escola de Medicina da Universidade Harvard.

Os três inimigos do cérebro: O nutricionista ouvido pela reportagem insiste que a chave de tudo é a variedade, mas sem deixar de lado a moderação. “Não existem alimentos milagrosos nem dietas milagrosas, mas há sim inimigos para o cérebro, como o sal, o açúcar e as gorduras trans (encontradas em alimentos processados).”

Fonte: Portal G1


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Cientistas sugerem que as bactérias intestinais e suas interações com células imunológicas e órgãos metabólicos, incluindo tecido adiposo, desempenham um papel fundamental na obesidade infantil

Novas informações publicadas por cientistas da Wake Forest Baptist Health sugerem que as bactérias intestinais e suas interações com células imunológicas e órgãos metabólicos, incluindo tecido adiposo, desempenham um papel fundamental na obesidade infantil.

“A comunidade médica costumava pensar que a obesidade era resultado do consumo excessivo de calorias. No entanto, uma série de estudos na última década confirmou que os micróbios que vivem em nosso intestino não estão apenas associados à obesidade, mas também são uma das causas”, disse Hariom Yadav, o principal autor do estudo e professor assistente de medicina molecular na Wake Forest School of Medicine.

Nos Estados Unidos, a porcentagem de crianças e adolescentes afetados pela obesidade mais do que triplicou desde a década de 1970, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. A obesidade está aumentando a uma taxa de 2,3% a cada ano entre crianças em idade escolar, o que é inaceitavelmente alto e indica perspectivas preocupantes para a saúde da próxima geração, afirma o artigo.

O manuscrito de Yadav, publicado na edição atual da revista Obesity Reviews, revisou estudos existentes sobre como a interação entre o microbioma intestinal e as células do sistema imunológico podem ser transmitidas de mãe para bebê desde a gestação e podem contribuir para a obesidade infantil.

O estudo também descreveu como a saúde da mãe, dieta, nível de exercício, uso de antibióticos, método de nascimento (natural ou cesárea) e método de alimentação (fórmula ou leite materno) podem afetar o risco de obesidade em seus filhos.

“Essa compilação de pesquisas atuais deve ser muito útil para médicos e nutricionistas discutirem com seus pacientes, porque muitos desses fatores podem ser alterados se as pessoas tiverem informações suficientes”, disse Yadav. “Também queríamos identificar lacunas na ciência para pesquisas futuras”.

Além disso, entender melhor o papel do microbioma intestinal e da obesidade nas mães e nos filhos ajudará os cientistas a projetar estratégias preventivas e terapêuticas mais bem-sucedidas para verificar o aumento da obesidade em crianças, disse ele.

Fonte: Portal Science Daily


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Estima-se que 1% da população feminina adulta entre em menopausa antes dos 40 anos

Geralmente o fim da fase reprodutiva da mulher acontece entre 45 e 55 anos, a qual é denominada menopausa. Porém, para algumas mulheres, a queda na produção de hormônios e fim do ciclo reprodutivo chega com antecedência, configurando um quadro de menopausa precoce. “Esse período é conhecido como insuficiência ovariana prematura (IOP), onde os ovários deixam de produzir hormônios de maneira adequada para a reprodução e não há liberação de gametas femininos, os oócitos, o que configura a infertilidade”, comenta Renato de Oliveira, ginecologista e infertileuta da Criogênesis.

Abaixo, o especialista revela as dúvidas mais comuns sobre menopausa precoce. Confira:

Quais os sintomas da menopausa precoce?

Alguns sintomas podem alertar para esse problema, dentre eles: a parada ou diminuição na frequência menstrual ou ciclos menstruais mais curtos, “ondas de calor” denominadas fogachos, sudorese noturna, insônia, alterações do humor, secura vaginal, indisposição, perda da libido e dor no ato sexual.

Quais as causas?

Além das desconhecidas, denominadas idiopáticas, podemos citar as genéticas, como a síndrome do X frágil e a síndrome de Turner, além de doenças relacionadas com alterações de receptores hormonais, autoimunes, deficiências enzimáticas, cirúrgicas, pós quimioterapia e radioterapia pélvica.

Qual o tratamento?

Na maioria dos casos, o tratamento da menopausa precoce é feito com reposição hormonal. No entanto, não são todas as mulheres que podem fazer este tipo de tratamento. “Aquelas com histórico de câncer de mama, mulheres com câncer de útero ou sangramento vaginal sem diagnóstico durante o climatério necessitam de outras formas de tratamentos. “Portanto, é imprescindível consultar um especialista, pois o tratamento deve ser individualizado, avaliando sempre os fatores de risco da reposição hormonal”, alerta Oliveira.

Quais as chances de engravidar?

Mulheres com menopausa precoce apresentam uma chance inferior a 10% de engravidar. No entanto, com o avanço da ciência, o sonho da maternidade é possível. “De forma natural a mulher não engravida na menopausa precoce, pois os ovários estão comprometidos e não liberarão os gametas para serem fecundados pelos espermatozoides. Entretanto, se a gravidez é um desejo, poderá recorrer aos procedimentos de reprodução assistida como, por exemplo, a Fertilização in vitro (FIV), utilizando óvulos doados ou utilizando-se dos seus próprios oócitos para serem fertilizados, caso já tenha realizado congelamento prévio”, finaliza.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 16 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br


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Mais do que entreter a criançada, o brincar alicerça as aprendizagens dos elementos mais complexos de nossa psique

Geralmente dizemos essa frase para referir a algo simples de ser feito, coisa fácil e desimportante. De modo geral, brincar significa o que a criança faz quando tem tempo sobrando, “quando não tem nada para fazer”. É bastante comum perceber que nas escolas o lúdico passou a ser sinônimo de divertido, de legal, como se o seu único propósito fosse entreter. Contudo, traremos outro olhar sobre o brincar. A ideia é desconstruir a forma como a ludicidade habita o cotidiano dos professores. No mundo dos textos acadêmicos, termos como “lúdico”, “brincar” e “brincadeiras” já foram longamente discutidos, mas esse universo não é o mesmo das salas de aula e das crianças de verdade. Lá, a academia raramente vai e, quando vai, carrega uma visão simplória da brincadeira, consagrando seu lugar de acessório divertido no imaginário do sistema escolar. Neste texto, mostraremos o quanto o brincar é fundamental, imprescindível e determinante para o desenvolvimento infantil.

Todos nós já experimentamos o prazer do brincar na infância, quando a imaginação é limitada somente pelo desejo de até onde sonhar. A boneca de pano que transita do choro ao sorriso e emite sons como um recém-nascido; o carrinho de plástico que faz o barulho característico de um automóvel em movimento e emite o som agudo trepidante ao fazer uma curva com grande velocidade estão presentes na imaginação das crianças, que as materializam verbalmente em suas brincadeiras de faz de conta. Da mesma forma, as crianças jogam futebol em um campo de várzea “ouvindo os aplausos e gritos de incentivo” de uma torcida imaginária, sussurrando exclamações diante da execução de uma grande jogada. Nesse contexto, elas verbalizam as falas de um narrador, também imaginário, que descreve com grande exatidão o evento esportivo. Assim, a criança transita entre o jogador, a torcida e o narrador, alterando a intensidade e o timbre da sua voz. Muitas vezes, a criança incorpora também o adversário imaginário por ela driblado com maestria.

O desejo da criança de fazer coisas que os adultos rea­lizam no cotidiano a faz inventar situações para brincar daquilo que gostaria de fazer na vida real. No campo da psicologia, muitas teorias dedicaram-se à consideração do papel da brincadeira para o processo de desenvolvimento das crianças. Desde a psicanálise até as abordagens interacionistas, o chamado lúdico caracterizou o faz de conta como a possibilidade de que esses pequenos seres pudessem expressar a inconsciência e o egocentrismo que os distinguiam dos adultos.

Nos caminhos e descaminhos entre a psicologia e a história, o historiador da família e da infância Philippe Ariès demonstrou que a consideração das crianças como pequenos adultos relegava a compreensão dos processos de desenvolvimento humano aos seus atributos externos. E assim, enquanto não alcançava o comportamento que a caracterizava como adulto, a criança ocupava-se de jogos e brincadeiras que, aos poucos, definiram o sentimento de infância. Com isso, as teorias psicológicas produzidas principalmente na Áustria e na Suíça constituíram a gênese das concepções que associaram a brincadeira a uma espécie de “passagem de tempo” que conduziria o egocentrismo infantil aos moldes do funcionamento psíquico adulto.

Contudo, em uma abordagem diametralmente oposta, Anton Tchekhov, um eminente escritor russo e um dos maiores contistas do mundo, escreveu um belíssimo texto intitulado A brincadeira. Há muito tempo, em algum lugar da Rússia, Nadja Petrovna e seu amigo brincavam de deslizar sobre morros gelados, por cima da neve espelhada e escorregadia. O convite feito por ele para descer de trenó do topo à planície é grandioso, mas desperta medo. “Só uma vez Nadja, eu te suplico, garanto que vamos ficar sãos e salvos. Nadja acaba cedendo, como se cedesse à própria vida, e o ‘trenó’ voa como uma bala, o ar chicoteia o rosto, silva nos ouvidos, belisca com raiva, até doer, os objetos que nos cercam fundem-se num só longo risco que corre vertiginoso e eu digo a meia voz: eu te amo Nadja!”.

No conto russo, dia após dia a brincadeira acontece no trenó, brincar de voar, brincar de ouvir e de dizer. “Aquelas palavras foram pronunciadas ou foi o vento?” Os encontros cotidianos de Nadja e seu amigo misturam a fantasia e a realidade e avançam vida afora até que qualquer reviravolta das circunstâncias os interrompe e separa.

Pois é nesse contexto que Lev Vigotski – psicólogo, dramaturgo, conterrâneo e leitor de Tchekhov – cria as bases daquela que seria uma teoria do desenvolvimento humano oposta às tradicionalmente estabelecidas. Essa teoria considera o brincar como atividade constitutiva do psiquismo e a brincadeira como objeto-unidade que delimita a gênese dessa constituição.

Fonte: Revista Educação


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Cientistas do Brasil e dos Estados Unidos usaram técnica de ponta para mapear estruturas ligadas ao começo da doença

Essa é mais uma boa notícia que vem da ciência brasileira. Jerson Lima Silva e Guilherme A. P. de Oliveira, ambos professores do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), identificaram estruturas proteicas ligadas ao início da Doença de Parkinson. O estudo foi feito em parceria com pesquisadores da University of Virginia School of Medicine, nos EUA – onde Guilherme se encontra atualmente – e publicado na revista “Communications Biology”.

O Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva. Um dos grandes desafios da ciência é mapear os estágios iniciais da enfermidade, porque, hoje em dia, ela só é detectada quando surgem os sintomas que mostram que o cérebro já foi afetado. “As doenças neurodegenerativas surgem cerca de dez anos antes dos primeiros sintomas se manifestarem”, explica o professor Jerson Lima Silva. “O objetivo da pesquisa era entender o que ocorre nas etapas iniciais, porque assim poderemos, no futuro, intervir precocemente, talvez retardando o desenvolvimento do Parkinson”, acrescentou.

E foi o que os cientistas fizeram. Utilizando uma técnica de ponta, pela primeira vez foram observadas como variantes da alfa-sinucleína, proteína associada à doença, interagem ao longo do tempo, formando agregados conhecidos como filamentos amiloides. O professor Silva se vale de uma imagem de fácil compreensão para detalhar o que acontece: “a proteína é pequena, podemos compará-la com uma uva, mas os agregados são como uma plantação de videiras. Para essas ‘uvinhas’ se unirem, elas formam estruturas intermediárias, chamadas oligômeros. Os oligômeros competentes são aqueles capazes inclusive de passar de uma célula para a outra a fim de cumprir essa tarefa. Quanto mais soubermos sobre o processo, mais perto estaremos da possibilidade de neutralizar essa competência dos oligômeros”.

Os cientistas recorreram ao que há de mais moderno em bioimagem, o que permitiu visualizar os diversos estágios de associação da proteína. Também desenvolveram condições que possibilitaram observar estruturas que antes não eram mostradas. O marcador fluorescente utilizado permite ver dois estágios: sem agregação, quando as moléculas estão escuras, e com agregação, quando estão iluminadas. Oliveira e Silva conseguiram conferir gradação à luminosidade – como num filme, foi possível mapear os oligômeros correspondentes num estágio intermediário. “Isso nos abre um leque de possibilidades”, afirma o professor Silva. “Os próximos passos incluem buscar uma molécula capaz de bloquear essa multiplicação, para depois realizarmos testes em modelos animais e, posteriormente, testes clínicos em humanos”. O estudo foi financiado por Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biologia Estrutural e Bioimagem.

Fonte: Portal G1