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Saiba como o pré-natal psicológico contribui para o emocional da gestante e após a chegada do bebê

A gravidez é um momento que traz muitas mudanças para a gestante, tanto físicas como emocionais. Além disso, a chegada do bebê interfere nos papéis desempenhados pela mulher, sendo necessária uma adaptação para a nova realidade como mãe. Para lidar com todas as mudanças desse período, o pré-natal psicológico é indicado.

Essa prática ajuda a lidar com as emoções, angústias e dúvidas comuns dessa fase. Dessa forma, contribui para deixar a mãe e também o pai mais preparados para lidar com esse momento de transição.

O que é pré-natal psicológico?

A prática é um complemento do pré-natal convencional, em que a gestante recebe um acompanhamento médico para verificar sua saúde e a do bebê. O pré-natal psicológico tem como objetivo oferecer um suporte emocional às mulheres durante o período gestacional e o puerpério, de modo a informar e instruir as futuras mães.

Por meio de um acompanhamento psicoterapêutico, tanto a gestante quanto o pai do bebê podem passar por esse processo de preparação psicológica. O atendimento, que é feito para oferecer maior humanização no processo gestacional, ocorre desde o início da gravidez até um semestre após o nascimento da criança. O acompanhamento pode ser de maneira individualizada ou em grupos, permitindo até mesmo a presença de familiares.

O apoio psicológico no pré-natal é feito por profissionais capacitados e especializados nessa área, conhecidos como psicólogos perinatais. Por meio da escuta qualificada, mãe e pai são orientados em relação às suas novas funções, proporcionando seu desenvolvimento emocional e vínculo com o recém-nascido.

As dúvidas mais comuns trazidas pela gestante nesse acompanhamento envolvem questões relacionadas às mudanças que a chegada do bebê trarão à sua vida, além da preocupação se ela será capaz de dar conta de tudo e ser uma boa mãe. Outras dúvidas recorrentes têm ligação com o parto (normal ou cesárea) ou com a amamentação.

Quem pode participar do pré-natal psicológico?

Ao contrário do que algumas pessoas possam imaginar, o acompanhamento psicológico no pré-natal não é direcionado necessariamente para as mulheres que estão passando por dificuldades emocionais. Qualquer gestante que tenha o desejo de compartilhar momentos e sua experiência gestacional ou aprender mais sobre si mesma e instruir-se pode participar.

O atendimento pode ser feito individualmente, assim como acontece em uma sessão de terapia. O pai do bebê e outras pessoas que fazem parte do grupo de apoio da gestante (como os avós e outros familiares) também são convidados a participar. Outra modalidade é o acompanhamento em grupo, que é feito na presença de várias gestantes, que compartilham as suas experiências.

No caso do grupo, ele geralmente conta com cerca de dez pessoas, o que permite uma boa troca entre as gestantes. Nesses encontros, há uma conversa sobre assuntos relacionados à gravidez, com foco em como lidar com a ansiedade e as angústias pela espera e o nascimento do bebê. Assim, além de a gestante poder enxergar a maternidade como realmente é, torna-se capaz de tomar melhores decisões em relação ao parto e pós-parto.

Quais os benefícios desse tipo de programa?

Com o acompanhamento adequado, é possível minimizar e até mesmo evitar o surgimento de agravantes que podem surgir quando o lado psicológico da mulher encontra-se fragilizado na gravidez. Esse período da vida consiste numa transição que traz mudanças complexas em vários setores além do fisiológico, como psicológico, familiar, profissional e socioeconômico.

Além disso, o corpo passa por mudanças, assim como a relação entre o casal, e a mãe precisa lidar com as dificuldades que ocorrem durante e após o parto. Sendo assim, o acompanhamento ajuda a enfrentar a enxurrada de sentimentos e a prevenir diversos problemas, como estresse, ansiedade, depressão pós-parto e psicose puerperal.

Outro benefício está em contribuir para o empoderamento parental e a melhor compreensão das mudanças de identidade e múltiplos sentimentos que a gestante manifesta nesse período. Uma das etapas do trabalho consiste em combater as idealizações associadas à gravidez, ajudando a futura mãe a entender todo o seu processo individual e se preparar da melhor maneira para a chegada do bebê.

Infelizmente, o pré-natal psicológico não está presente em todas as regiões do Brasil e nem todas as futuras mamães têm acesso a esse acompanhamento. Apesar de não existirem psicólogos especializados em todo o país, é importante ressaltar que qualquer profissional empenhado em realizar processos terapêuticos pode realizar esse tipo de direcionamento.

As doulas, por exemplo, são responsáveis por fazer o acompanhamento das mulheres durante todo o período da gestação. Apesar de não serem habilitadas para realizar atendimentos psicológicos, podem oferecer apoio emocional tanto no momento do parto quanto após o nascimento do bebê. Além disso, também podem fornecer informações importantes para as gestantes lidarem com esse momento tão especial da sua vida.

Agora que você conheceu o que significa pré-natal psicológico e sua importância, não deixe de cogitar receber o acompanhamento durante sua gestação. Assim, estará mais preparada emocionalmente para cuidar de si mesma e dar ao seu bebê todo carinho e atenção que ele merece.

Fonte: portal BebêMamãe


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Fuja da adultização! A infância tem data para começar e acabar. Então, curta (de verdade!) cada momento dessa fase antes que ela termine

Antes de qualquer coisa, a criança tem o direito de ser criança. E isso significa poder brincar, estudar, fazer amigos e ter o amor e proteção da família. Em alguns lares, é comum vê-las assumindo papéis que não cabem à idade e ao preparo psicológico delas. Seu filho não deveria precisar se preocupar com os problemas do casamento ou financeiros, por exemplo. Por mais maduro que seja, ele não pode assumir alguns pesos e responsabilidades que cabem apenas aos adultos.

Criança ocupada demais deixa de ser criança

Nas últimas décadas, é cada vez mais frequente a preocupação excessiva (mas legítima) dos pais com o futuro dos filhos. O problema não é a preocupação em si – afinal, você deseja sempre o melhor do mundo para o seu filho – mas sim as soluções buscadas. Uma pesquisa feita em 2018 pelo portal médico WebMD, nos Estados Unidos, mostrou que 72% das crianças entre 5 e 13 anos demonstram sinais de estresse e que 60% dos pais não notam. Em meio à correria do dia a dia, temos visto crianças pequenas superatarefadas e estressadas com tantas atividades. É aula de idiomas, robótica, natação, música, esportes, balé, aulas particulares de reforço. Na tentativa de preparar seu filho para o futuro e investir em uma educação de qualidade, você pode acabar esquecendo da verdadeira obrigação dele: ser criança, e não um miniadulto.

 Criança precisa se vestir como criança

A infância é aquele momento gostoso da vida em que somos livres para nos divertirmos e sermos quem quisermos. E as crianças têm que se vestir adequadamente para poder explorar o mundo que estão descobrindo. Afinal, o que queremos dizer é: criança deve se vestir como criança. Nada de adultização e vulgaridade, ok? Tudo tem a idade certa para acontecer. Ensinar seu filho a se vestir e a escolher sua própria roupa é uma tarefa que exige a educação e ajuda dos pais.

Não é tudo que pode e que você deve deixar seu filho usar. É normal para os pequenos o desejo de copiar a roupa e a maquiagem da mãe ou a fantasia daquele personagem de filme, por exemplo. Elas querem imitar quem admiram e brincar de ser gente grande. Mas é exatamente nesta fase que os filhos devem começar a entender que precisam crescer para poder usar ou fazer algumas coisas, como passar um batom forte, pintar as unhas da cor que quiser, usar salto ou gravata. Quando o assunto é roupa das crianças, tudo pode se resumir em conforto e diversão. Seja menino ou menina, seu filho pode usar camisetas e outras peças da cor que preferir. Criança precisa se sentir bem e confortável com a roupa que estiver vestindo, sempre de acordo com a idade que tem.

Brincadeira é coisa séria!

A ciência já comprovou que a criança, nos seus primeiros anos de vida, precisa de um bom tempo para brincar livremente. Pular, correr, imaginar, criar e estar em constante movimento, tanto mental quanto corporal, contribui para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo. “Toda e qualquer brincadeira é benéfica para o desenvolvimento da criança. É um equívoco pensar que as brincadeiras possam ter condições para melhorar um ou outro domínio do desenvolvimento humano”, explica Mônica Caldas Ehrenberg, professora doutora da Faculdade de Educação da USP, especialista em Cultura Corporal.

Pular corda, por exemplo, não é responsável somente pelo desenvolvimento motor. Essa brincadeira também desenvolve as noções de espaço e tempo – afinal, a criança precisa calcular o momento exato de pular – e a capacidade de respeitar regras, já que se ela tirar os pés do chão fora de hora, vai errar o movimento.

Nada melhor do que incentivar esse tipo de atividade longe do tablet e do celular. “Para que as crianças entendam que é preciso saber brincar sem os eletrônicos, os pais devem ser o exemplo, principalmente na primeira infância – que é até os 6 anos. Os pais também devem lembrar de reservar todos os dias, pelo menos meia hora para brincar somente com os filhos. Quando a família direciona esse tempo, o momento fica com cara de férias, a criança vai sentir esse período valorizado e criar uma estrutura emocional”, explica a pedagoga Maibí Mascarenhas.

 Esteja presente (de verdade) na vida do seu filho

Criar filhos é, sem dúvida, a tarefa mais difícil da vida. A família atual mudou muito de configuração e uma nova sociedade foi criada. Mas em meio aos novos papéis, uma coisa nunca muda: seu filho continua precisando do convívio com você. E a importância desse convívio não está na quantidade de tempo dedicado a ele, e sim na qualidade. Os responsáveis devem ser capazes de enxergar nos filhos as suas reais necessidades, e não encher a criança de mimos ou presentes para suprir algum tipo de culpa. “Os pais são a primeira referência das crianças. Sem eles, o filho cresce tentando se adaptar ao mundo sem essas referências. Os pais são o apoio, que ensinam a importância do limite”, explica Renata Bento, psicóloga e psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro.

A criança precisa se sentir amada e assistida, perceber a importância que tem para os pais. Aquela conversa clássica, mas que precisa ser resgatada e mantida, — Como foi o seu dia? O que fez na escola? — faz seu filho perceber que é muito importante para você, independentemente da quantidade de horas que passam juntos por dia.

Criança tem personalidade (e responsabilidade), sim!

Muito mais do que uma faixa etária, a infância é uma etapa de grandes aprendizados. Ser criança também é ter o direito da autenticidade. Apesar de estar sob a responsabilidade dos pais, cada criança é única, com o direito de se descobrir individualmente e desenvolver sua personalidade. Seu filho precisa se sentir guiado, protegido e acompanhado, e não apenas comandado. “Os pais devem cuidar, educar, dar autonomia e limite. Tudo isso é proteger. Ao mesmo tempo em que essas crianças vão viver dentro de casa, elas também vão viver no mundo. Ser aberto não significa ser permissivo. Existe um equilíbrio”, aconselha Renata. A linha que separa a autonomia e o limite é bem tênue. A geração de hoje é uma das mais inteligentes, mas também uma das mais frágeis. Por isso, um bom caminho é ser aberto ao diálogo, oferecer apoio e carinho, mas também deixar que seu filho tenha contato com erros e frustrações sozinho. “O papel dos pais não é somente formar um filho feliz, mas sim preparado também para as perdas e angústias”, explica Camila Cury, psicóloga e especialista na Teoria da Inteligência Multifocal.

Fonte: revista Crescer


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Veterinários ainda não sabem se animal poderá retornar à vida selvagem

Atingida por um dardo com tranquilizador, a onça-pintada enjaulada se ergue com um rosnado angustiado nas patas queimadas e enfaixadas. A fêmea, batizada de Amanaci, é uma das incontáveis vítimas dos piores incêndios já registrados no Pantanal, o maior pântano do mundo. Verdadeira joia de biodiversidade, a região abriga a maior população de onças-pintadas da Terra.

Amanaci foi uma das sortudas. Resgatada por voluntários, ela foi levada a uma fazenda de Goiás administrada por uma ONG que se dedica a proteger felinos selvagens ameaçados de extinção. Ela está sendo tratada com a medicina veterinária mais avançada, recebendo injeções de células-tronco que aceleram a recuperação de tecido queimado e a regeneração de novos tecidos.

“O resultado é surpreendente. A gente espera colher ainda mais frutos positivos e vê-la se apoiando nas quatro patas, andando e comendo, com a qualidade de vida restabelecida dentro de pouco tempo”, disse a veterinária Patricia Malard.

As células-tronco foram tiradas de Amanaci duas semanas antes e cultivadas em um laboratório antes de a primeira injeção ser dada no sábado. Enquanto ela estava desacordada, seus curativos foram trocados. “O que eu sinto de ver os animais assim é revolta e muita tristeza por ver o que eles passam e por quanto eles sofrem e também um estranhamento de por que as coisas chegam nesse ponto? Por que não há uma prevenção?”, disse Cristina Gianni, fundadora do santuário Instituto NEX (No Extinction), onde 23 onças-pintadas estão sob cuidados.

“Com as queimaduras nas patas é fácil a gente se colocar no lugar e imaginar a dor que é estar pisando em brasas”, disse ela em uma entrevista.

Gianni disse que nunca viu tantas mortes e sofrimento causados à vida selvagem como os dos incêndios no Pantanal neste ano, e acusou as autoridades brasileiras de não fazerem o suficiente para evitá-los. O Pantanal ocupa mais de 150 mil quilômetros quadrados e se estende à Bolívia e ao Paraguai.

Os incêndios são os piores desde que os registros tiveram início, em 1998, e ameaçam a vida selvagem da região, que inclui antas, pumas, capivaras e onças-pintadas. A entidade World Wildlife Fund diz que o Brasil pode ter cerca de metade das 170 mil onças-pintadas que se acredita ainda viverem.

De acordo com a médica, o caso de Amanaci é de observação e cedo para dizer se ou quando ela poderá voltar à vida selvagem.

Fonte: portal G1


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1 – Nada de bojo

Um dos primeiros sinais da gravidez é o aumento dos seios, que pode começar duas semanas após a concepção. Aliás, mesmo antes de saberem que estão grávidas, é comum as mulheres perceberem que alguma coisa diferente está acontecendo no corpo ao sentirem as mamas mais sensíveis e inchadas. O crescimento é impulsionado pela deposição de gordura e pelos hormônios, principalmente o estrogênio, que tem ação sobre o desenvolvimento das glândulas mamárias, fazendo com que elas se preparem para produzir leite. E o tamanho dos seios pode ficar ainda maior no pós-parto por causa da prolactina, responsável pela produção efetiva do leite. Agora, quanto eles vão aumentar varia em cada caso: algumas mulheres vão do sutiã 40 para o 42, outras do 38 para o 44. Não há um padrão. Mas uma coisa é certa: a maioria sente uma falta imensa dos seios grandes depois. Então, abuse dos decotes enquanto puder!

2 – Redondamente feliz

Sabe aquela história de “encolhe a barriga e endireita as costas”? A partir do quarto mês de gravidez, esqueça a primeira parte. Nesse período, já é possível notar uma barriguinha saliente, pois o útero, que fica na região pélvica, sobe para a região abdominal umbilical. E, vamos combinar, uma das vantagens mais deliciosas da gestação é sair por aí exibindo os novos contornos como se você tivesse o rei (ou a rainha…) na barriga.  Para registrar esse momento de tanto orgulho, vale fazer ensaio de fotos do seu estilo para mostrar o barrigão e as roupas do bebê.

3 – Dez anos mais jovem

Durante a gestação, as células de gordura ficam mais inchadas, já que a mulher tem uma tendência maior a acumular líquidos. Ao mesmo tempo, elas se multiplicam mais rapidamente, com o objetivo de estocar reservas de energia para a mãe, sobretudo para o período de amamentação. Isso significa que a gestante deve abusar do hidratante na regiões que sofrem crescimento rápido, como seios e abdômen, para evitar estrias. Mas também quer dizer que a pele, quando bem cuidada, vai ficar muito mais bonita. “Como as células de gordura estão em maior número e mais gordinhas, a cútis tende a ficar mais esticada, o que causa um efeito de luminosidade e a deixa com uma aparência viçosa”, explica Amanda Alvarez, obstetra do Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia. O problema é que, se você tiver pele oleosa, pode desenvolver espinhas – se for o seu caso, o tratamento é lavar o rosto várias vezes ao dia com sabonete neutro, uma vez que, durante a gravidez, os ácidos devem ser evitados. Também é importante se precaver em relação à exposição solar, pois há tendência à hiperpigmentação. Isso ocorre porque existe uma ativação dos melanócitos, as células produtoras de melanina, que dão cor a pele. São elas que deixam os mamilos das gestantes mais escuros e que também podem produzir manchas profundas que não saem mais, chamadas de melasmas. Portanto, mesmo que a sua pele já esteja lindíssima, hidratante e protetor continuam indispensáveis.

4 – TPM, me esquece!

Cólicas, irritabilidade e um desejo incontrolável de devorar caixas de chocolate. Qualquer mulher conhece esses sintomas de cor: é a tensão pré-menstrual. As gestantes conseguem uma trégua de todo esse incômodo durante as 40 semanas e dá para ficar tão bem acostumada que algumas delas não querem mais abrir mão dessa felicidade. “Após o parto, é comum as mulheres procurarem métodos anticoncepcionais que evitam a menstruação, como o uso contínuo de progestagênios”, explica Jurandir Piassi Passos, obstetra da Unifesp, em São Paulo.

5 – Cabelo muso

Durante os nove meses, parece que você vai morar em uma propaganda de xampu: seus cabelos crescerão mais depressa e ficarão mais volumosos e brilhantes. Com o metabolismo acelerado, todo organismo funciona em ritmo mais rápido e, consequentemente, todas as funções que ele desempenha também aumentam de velocidade. Por isso, não estranhe se as visitas ao cabeleireiro ficarem mais frequentes para cortes. Além do mais, no período de gestação, a taxa de queda dos fios também diminui. Com o cabelo crescendo mais rápido e caindo menos, não é de se estranhar que o volume aumente. Já o fato de os fios ficarem mais brilhantes se deve à ação do estrogênio, que age sobre as glândulas sebáceas, aumentando a oleosidade dos fios. Vai ser duro encontrar um produto capaz de fazer tudo isso ao mesmo tempo pelo seu cabelo depois!

6 – Mulher de garra

Com o aumento da circulação sanguínea e do metabolismo, as unhas também passam a crescer mais rápido. A maioria das grávidas passa os nove meses com unhas fortes, porém algumas mulheres podem experimentar o efeito contrário – mas os médicos não sabem o motivo. Se esse for o caso, invista em bases fortalecedoras. Vale lembrar que não há restrições: grávidas podem usar esmaltes e acetona e tirar a cutícula sem problemas. Só é necessário ter cuidado com a higienização de alicates e empurradores, que devem ser esterilizados. E perto do dia previsto para o parto, evite esmaltes escuros e prefira uma base transparente. Se precisar de anestesia, um dos meios de acompanhar a paciente é colocando um monitor nos dedos – e a cor forte atrapalha.

7 – Libido em alta

No sexto mês de gravidez, um volume de sangue 50% maior do que o normal já está circulando pelo corpo feminino. Esse aumento está diretamente relacionado a uma maior vascularização na mulher e, com isso, a vagina fica mais sensível à estimulação. Sendo assim, a lubrificação ocorre com mais facilidade, ajudada também pela intensa atividade glandular. Além disso, ocorre também um aumento da flora e da espessura da mucosa vaginal, o que acaba facilitando a penetração. Será que precisa de algum outro incentivo para que a sua vida sexual fique a todo vapor? OK, temos mais um: para as grávidas, não existe preocupação em tomar a pílula direitinho, em ver se a camisinha estourou ou se está no período fértil. Como fica mais relaxada, a gestante consegue aproveitar (bem) mais o sexo. Mesmo no final da gravidez, quando a barriga já estiver grande, dá para manter a vida sexual numa boa (desde que a sua gestação não seja de risco) – só é preciso ter um pouco mais de paciência e criatividade para encontrar posições confortáveis! A mais recomendada é de lado, com a barriga apoiada em um travesseiro, pois o peso da barriga não atrapalha tanto e a mulher consegue controlar melhor a penetração.

8 – Passe livre para sonhar

Esqueça a insônia, os comprimidos para dormir e o chá de camomila antes de ir para a cama. Principalmente no primeiro trimestre, quando a mulher tende a ficar mais sonolenta por causa da queda de pressão. Então, aproveite para colocar o sono em dia e descansar bastante (você vai precisar dessa energia extra depois do parto!). Além disso, enquanto você dorme, os hormônios liberados pelo seu corpo facilitam o desenvolvimento do bebê. Já no último trimestre, o peso da barriga pode deixá-la mais cansada, porém vai ser difícil arrumar uma posição para o sono. Se tiver uma poltrona reclinável, vale experimentá-la, pois, às vezes, ficar semissentada pode ser mais confortável. Ou experimente dormir do lado esquerdo, o que ajuda a circulação a fluir melhor e evita o ronco. E aposte nos travesseiros: um entre as pernas, outro fininho embaixo da barriga e outro nas costas.

9 – Emoção boa

Muitas vezes, a gravidez mantém as mulheres em um estado de nirvana permanente. A felicidade em estar gerando uma nova vida é tão grande que muitas futuras mães dizem se sentirem inabaláveis durante a gestação, como se nada fosse motivo para mau humor ou aborrecimentos. Por outro lado, a sensibilidade pode aumentar bastante, deixando as gestantes mais emotivas. A expressão “chorar de alegria” nunca fez tanto sentido!

Fonte: revista Crescer

 


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Até o final de 2020, 66.280 mil novos casos da doença serão diagnosticados no Brasil. Falar sobre a importância de descobrir o problema precocemente, a partir de exames, pode diminuir a mortalidade em até 30%

Câncer de mama é papo sério e durante todo o mês de outubro é falado sobre a importância de identificar precocemente a doença. De acordo com dados da American Cancer Society, uma em cada oito mulheres que viveram até os 75 anos serão diagnosticadas e até o final de 2020, estima-se que 66.280 mil novos casos sejam identificados no Brasil.

Priscila Beatriz Oliveira dos Santos, mastologista e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, orienta que realizar exames de rotina é uma forma de identificar o problema cedo: “É sempre bom ressaltar que a mamografia é essencial para o diagnóstico precoce. Por isso, não deixe de realizá-la, já que este exame pode diminuir a mortalidade em até 30%, quando feito periodicamente”.

Segundo uma pesquisa recente realizada pelo Ibope Inteligência, a pedido da Pfizer, felizmente, cerca de 72% das mulheres entrevistadas vão ao ginecologista ou mastologista pelo menos uma vez ao ano. Entretanto, uma a cada quatro disseram que não falam com o médico sobre prevenção e não recebem orientações sobre a importância de um checkup anual ou de como realizar o autoexame.

Quais sinais preciso ficar de olho?

  • Edema da pele
  • Inchaço em uma parte ou em toda a mama, mesmo que não seja um nódulo
  • Vermelhidão na pele
  • Assimetria das mamas
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo
  • Secreção saindo pelos mamilos
  • Dor no mamilo ou na mama

É possível prevenir?

O câncer de mama, a partir de uma prevenção primária, pode estar relacionado à fatores hereditários e também àqueles que são modificados com o tempo como, por exemplo, inatividade física, consumo de álcool, terapia de reposição hormonal e excesso de peso corporal, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Na maioria dos casos de tumor na mama, cerca de 90% a 95% não estão associados a causas genéticas. A partir de hábitos de vida mais saudáveis, com uma alimentação adequada, nutrição e prática regular de exercícios, os riscos do desenvolvimento da doença podem ser diminuídos. Além disso, é recomendado também a amamentação como um fator protetor, segundo o instituto.

Como ficam os tratamentos em meio à pandemia?

Mesmo com a covid-19, é muito importante não adiar exames e consultas, como aconselha a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine. “Embora o momento exija cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, atrasar consultas e exames pode significar se expor a riscos desnecessários. O monitoramento da saúde precisa permanecer em dia, pois alguns tipos de cânceres mais agressivos podem se desenvolver rapidamente. Além disso, estamos falando de uma doença na qual um mês pode fazer toda a diferença no tratamento”.

Autoexame: como fazer?

De acordo com as orientações do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC), o autoexame deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação. Existem duas formas de fazer o autoexame, são elas:

No chuveiro ou deitada:

  • Coloque a mão direita atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda a mama Repita o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

Diante do espelho:

  • Levante os braços, colocando as mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico
  • Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração
  • Finalmente, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai qualquer secreção. A observação de alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos e de secreções mamárias não significa necessariamente a existência de câncer.

Fonte: revista Pais e Filhos


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A partir do procedimento, os materiais biológicos como, óvulos, tecido ovariano, espermatozoides e embriões são congelados em -196ºC para serem usados posteriormente pelos casais. Veja como funciona!

Ter filhos, hoje em dia, é uma escolha e o sonho de diversos casais. Apesar dos mais variados métodos, as técnicas de reprodução assistida ajudam quem tem dificuldades fisiológicas a realizar esse momento tão especial. Não é diferente com a criopreservação, focada no congelamento de materiais biológicos como, óvulos, tecido ovariano, espermatozoides e embriões em -196ºC.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 15% da população mundial enfrenta problemas de fertilidade, sendo a criopreservação uma opção de reprodução humana. Para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto, te contamos tim-tim por tim-tim do procedimento.

Para quem a criopreservação é indicada – Segundo Luiz César Espirandelli, anestesista e diretor da Criogênesis, a criopreservação é indicada “para quem: deseja preservar os seus gametas, sejam masculinos ou femininos, para futuras tentativas de concepção; por conta de tratamentos que prejudicam o sistema reprodutor, como a quimioterapia ou radioterapia; ou também por causa da idade avançada; essa técnica assegura a possibilidade de fecundação segura e eficaz. Além disso, permite o armazenamento de células que serão doadas à casais que não possuem óvulos ou espermatozoides saudáveis”.

Como o processo é feito?

Na mulher: o anestesista explica que o primeiro passo é realizar exames para descartar qualquer possibilidade de doenças que comprometem a fertilidade. Depois disso, a estimulação ovariana é feita com medicamentos para aumentar o número de óvulos no corpo. “A coleta é feita, sob sedação, através de uma espécie de agulha acoplada a um aparelho de ultrassom. Eles são armazenados em nitrogênio líquido por tempo indeterminado e quando a mulher decide engravidar, a amostra é retirada”.

No homem: neste caso, é checado a quantidade de espermatozoides a partir de um espermograma. “Após o resultado médico, o material é colhido através da estimulação. Homens que possuem ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado devido alguma obstrução, como por exemplo, vasectomia, podem coletar através de um procedimento médico de punção testicular”, comenta Luiz.

Depois que o sêmen é recolhido, parte da amostra é separada e outra congelada. Em seguida, inicia-se o processo de cristalização, que com um congelamento contínuo chega à temperatura de -100ºC, armazenando o material em nitrogênio líquido.

Embriões: o processo é realizado quando se passa por uma tentativa de fertilização in vitro e os excedentes são de boa qualidade. Durante a criopreservação, é analisado também os embriões que possuem alto potencial de se desenvolverem.

As células do cordão umbilical podem prevenir doenças – Por causa da alta capacidade de se regenerarem e dividirem infinitamente, as células tronco do sangue do cordão umbilical podem se transformar em células nervosas, cardíacas, do sangue, entre outras. Além de terem uma grande importância, são usadas para tratar doenças oncológicas, hemoglobinopatias, imunodeficiências, doenças metabólicas e deficiências medulares.

Transplante autólogo – Como forma de tratamento, o paciente também pode receber a própria medula óssea. Antes do procedimento de quimioterapia, por exemplo, as células tronco hematopoiéticas são recolhidas e criopreservadas para serem usadas logo após o término da intervenção.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Pesquisas demonstraram recuperações significativas de movimentos em ratos e macacos com algum tipo de paralisia. Para isso, os cientistas criaram uma espécie de novo circuito neural com células-tronco

Os neurônios são as células mais especializadas e complexas do corpo humano. É por isso que quando eles sofrem algum tipo de trauma, o processo para recuperá-los é difícil e deixa sequelas, até agora, vitalícias. Há séculos, cientistas pesquisam tratamentos eficazes que auxiliem paraplégicos e tetraplégicos a recuperar os movimentos e a sensibilidade. No entanto, foi a partir do final do século XX que os estudos mais avançaram e começaram a apresentar resultados promissores.

É o caso da pesquisa com células-tronco do biólogo Paul Lu e do neurologista Mark Tuszynski, que ao longo de 15 anos dedicaram-se a investigar mecanismos de regeneração da medula espinhal. A motivação da pesquisa para eles é ainda mais pessoal, já que Paul Lu sofreu um acidente de carro no Natal de 1996, deixando-o paraplégico.

A medula espinhal é um meio de comunicação do cérebro com o corpo humano, repleta de neurônios. Quando partes específicas dela são danificadas, o corpo dos neurônios (chamado de axônio) rompe e para de enviar os estímulos do cérebro para o resto do corpo. Assim, Paul Lu se questionou se era possível usar um relé neuronal para estimular o crescimento de axônios na área danificada e reconectar corpo e cérebro.

Resultados promissores em ratos e macacos

Como explica o neurocirurgião pediátrico Eduardo Jucá, as células-tronco são as mais primitivas no corpo humano. Isso significa que elas têm potencial para se transformar em qualquer célula do organismo. A partir dessa lógica, a equipe de Lu e Tuszynski começou a testar o uso de células-tronco para estimular a regeneração de axônios e criar um novo circuito neural.

Em 2012, eles publicaram um artigo no periódico científico Cell demostrando uma intensa regeneração dos axônios e recuperação funcional de um rato paraplégico. Para isso, eles usaram células-tronco de fetos de ratos e as enxertaram no rato com paraplegia. É importante ressaltar que esse enxerto tinha várias intervenções para proteger as células-tronco e estimular o crescimento delas.

Segundo Walace, essa resposta “mudou para sempre a história da neurociência”. Afinal, além da regeneração das células, houve também o surgimento de novos neurônios – justamente o tal relé neuronal.

Em outra pesquisa, em 2018, eles fizeram o mesmo procedimento com um macaco rhesus semitetraplégico. No experimento, o macaco teve metade do corpo paralisado e em até dez dias após o trauma recebeu o transplante do enxerto de células-tronco humanas. “No macaco, eles encontraram que cerca de 300 mil novos axônios saíram do enxerto”, conta o neurocientista.

Os resultados começaram a surgir após nove meses de tratamento: o macaquinho já conseguia apertar uma laranja e movimentar os dedos. Para saber que o avanço foi influência direta das células-tronco, os cientistas compararam os resultados com o de um macaco controle, no qual as células do enxerto não sobreviveram. Ele ainda não conseguia se movimentar, diferente do macaco com células-tronco.

Fonte: Portal O Povo


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O exame de espermograma tem como objetivo avaliar a quantidade e qualidade dos espermatozoides do homem, sendo principalmente solicitado para investigar a causa da infertilidade do casal, por exemplo. Além disso, o espermograma também é normalmente solicitado após cirurgia de vasectomia e para avaliar o funcionamento dos testículos.

O espermograma é um exame simples que é feito a partir da análise de uma amostra de sêmen que deve ser colhida pelo homem no laboratório após masturbação. Para que o resultado do exame não sofra interferências, é recomendado que o homem não tenha relações sexuais 2 a 5 dias antes da relação do exame e, em alguns casos, pode ser recomendado que a coleta seja feita em jejum.

Como é feito – Para realizar o exame é necessária uma amostra de sêmen, que deve ser coletada, preferencialmente, no próprio laboratório por meio da masturbação, e, em alguns casos, pode ser recomendado o jejum, cujo tempo deve ser determinado pelo médico. O material ejaculado é depositado em um recipiente próprio fornecido pelo laboratório e em seguida encaminhado para a análise.

É importante que o homem não pratique relações sexuais ou qualquer outra ação que provoque ejaculação 2 a 5 dias antes de realizar o exame, pois pode influenciar na quantidade total de espermatozoides presentes no sêmen. Além disso, a masturbação para a coleta não deve ser feita com o auxílio de lubrificantes, pois podem interferir no resultado do exame.

Normalmente, os laboratórios não aceitam o esperma que não tenha sido colhido na própria clínica e não é recomendado que o esperma seja colhido após o coito interrompido e nem através do preservativo, pois também pode interferir no resultado do exame.

O que é analisado – A análise do sêmen ocorre em duas etapas, sendo a primeira uma análise macroscópica e a segunda uma análise microscópica. Ambas as etapas são fundamentais para avaliação da qualidade e quantidade de espermatozoides capazes de fertilizar um óvulo, indicando, assim, a capacidade reprodutiva do homem.

A análise macroscópica, ou seja, a olho nu, leva em consideração a avaliação de critérios como viscosidade, cor, pH, volume e tempo que o sêmen leva para se tornar completamente líquido, chamado de liquefação. A análise microscópica envolve a análise de critérios que só podem ser visualizados com o auxílio de um microscópio, como concentração de espermatozoides por mL e por volume total ejaculado, motilidade, vitalidade e morfologia.

A partir das análises realizadas em laboratório, é liberado um laudo contendo todos os parâmetros relacionados ao exame de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

Para que serve – Normalmente o espermograma é indicado pelo urologista quando o casal possui dificuldades para engravidar, sendo, assim, investigado se o homem é capaz de produzir espermatozoides viáveis e em quantidades suficientes. Além disso, pode ser indicado quando o homem apresenta algum sinal genético, físico ou imunológico que possa interferir na fertilidade masculina.

Assim, o espermograma é feito para avaliar o funcionamento dos testículos e integridade do epidídimo, analisando, assim, qualidade e quantidade de espermatozoides produzidos pelo homem.

Exames complementares

A depender do resultado do espermograma e condição clínica do homem, o urologista pode recomendar a realização de exames complementares, como:

  • Espermograma sob magnificação, que permite uma análise mais precisa da morfologia do espermatozoide;
  • Fragmentação de DNA, que verifica a quantidade de DNA que é liberado dos espermatozoides e fica no líquido seminal, o que pode indicar infertilidade dependendo da concentração de DNA;
  • FISH, que é um teste molecular realizado com o objetivo de verificar a quantidade de espermatozoides deficientes;
  • Teste de carga viral, que normalmente é solicitado para homens que possuem doenças causadas por vírus, como HIV, por exemplo.

Além desses exames complementares, o congelamento seminal pode ser recomendado pelo médico caso o homem irá realizar ou está realizando tratamento quimioterápico.

Fonte: Portal + Tua Saúde


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No Brasil, este termo é inadequado, pois aqui só se pode praticar a “barriga solidária

Quem nunca ouviu a expressão “barriga de aluguel”? O título já foi até tema de novela e é cercado de questões éticas e culturais. Ele é um tratamento utilizado quando a mulher não pode engravidar, seja por não ter útero ou pela presença de doenças graves que contraindicam a gravidez, mesmo tendo óvulos capazes de gerar um bebê.

Nesta situação, este casal gera o embrião através de técnicas de fertilização in vitro (FIV) e, este embrião, é transferido para o útero de outra mulher, que “carrega” o bebê por nove meses e dá a luz. Após o nascimento, o bebê é devolvido aos pais. O termo “barriga de aluguel”, apesar de muito utilizado, é inadequado, pois implica uma relação comercial que não é permitida em nosso país. No Brasil, denominamos “doação temporária do útero ou gestação de substituição”. Agora vamos a uma questão importante: o termo “barriga de aluguel”, apesar de ser muito utilizado, é um termo inadequado, pois implica relação comercial que não é permitida em nosso país. No Brasil, denominamos “doação temporária do útero” ou “gestação de substituição”. Veja como funciona:

Quais são as principais indicações?

  • ausência de útero: mulheres submetidas à retirada do órgão (histerectomia)
  • defeitos congênitos como malformações uterinas ou alterações que impeçam a gravidez
  • doenças maternas com alto risco de morte durante a gestação, como doenças cardíacas, pulmonares ou renais graves
  • inúmeras falhas de implantação prévias: quando há transferência de embriões, mas não ocorre gestação.

Quais são os passos do tratamento?

O tratamento é semelhante à FIV tradicional: utilizamos medicações para estimulação dos ovários da mãe, realizamos a captação dos óvulos no momento ideal e a fertilização destes pelos espermatozoides do parceiro. No entanto, os embriões formados são transferidos no útero de substituição (da mulher doadora), que é previamente preparado com hormônios.Vale ressaltar que tanto o casal quanto a mulher que irá doar o útero devem passar por uma consulta especializada, sendo solicitados exames como sorologias e tipagem sanguínea.

O que diz a Legislação

A nova resolução do Conselho Federal de Medicina (2.013/13) determina que as doadoras temporárias do útero devem ser parentes de até quarto grau, ou seja, mãe, filha, irmã, avó, tia ou prima da doadora genética (mãe biológica).Os demais casos, como ausência de mulheres com esse grau de parentesco, devem ser autorizados pelo Conselho Regional de Medicina. Como já apontado, a doação temporária do útero não deve ter caráter lucrativo ou comercial. É importante ressaltar que a relação entre as pessoas que participam deste tratamento é exatamente oposta ao que temos na doação de óvulos. No tratamento com útero de substituição, as pessoas tem que ter um vínculo prévio (parentes ou amigos), para se evitar problemas futuros. Já a doação deve ser anônima, pelo mesmo motivo.A nova resolução determina que “é permitido o uso de técnicas de Reprodução Assistida (FIV) para relacionamentos homoafetivos”, o que não era explícito na resolução de 2010. Assim, fica mais transparente o acesso desses tratamentos aos casais homossexuais.

Por fim, ressalto que esse é um tratamento um pouco diferente e que necessita de grande generosidade entre as mulheres envolvidas.

Fonte: Portal Minha Vida


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Apesar de ser comum, a tosse é um sinal de alguma coisa não vai bem no nosso organismo. Veja o que ela pode indicar e como amenizá-la

A tosse de uma criança pode significar muitas coisas diferentes. Por isso mesmo, às vezes é difícil identificar logo de cara qual é a origem do problema. Mas existem alguns sinais que podem nos ajudar nessa missão. Antes de ligar para o pediatra ou procurar um serviço de pronto-atendimento, é preciso ter calma e observar se seu filho apresenta, ao mesmo tempo, algum outro sintoma.

A tosse das crianças pode ter muitos significados – Quando o nosso corpo se sente “ameaçado”, ele acende o sinal de alerta e o sistema imunológico entra em ação. A tosse é apenas mais um reflexo natural do nosso organismo. Ela vem justamente para proteger o sistema respiratório e expelir corpos estranhos e secreções. Acontece que ela pode ter características bem diferentes, dependendo da causa do problema.

Tosse seca: o que pode ser? Um dos tipos de tosse mais comuns entre bebês e crianças é a tosse seca. Ela é bem fácil de reconhecer: é frequente, mas não vem acompanhada de catarro ou secreções. Em alguns casos, é tão persistente que provoca até vômitos e dificuldade para dormir. De tanto tossir, as vias aéreas ficam irritadas e a garganta pode começar a doer.

A tosse seca é muito comum em bebês e crianças – Se perceber que seu filho também está com o nariz escorrendo, pode ser sinal de uma gripe ou resfriado comum. Nesse caso, a tosse seca costuma durar mais ou menos 7 dias e melhora de forma espontânea. “Se demorar mais do que isso, a criança deve ser avaliada pelo pediatra, especialmente quando a tosse vai aumentando de intensidade ou o intervalo entre uma tosse e outra passa a ser muito curto. Na presença de febre, o tempo para o exame médico deve ser menor”, explica o pediatra Claudio Len.

É sempre bom ficar de olho nos outros sinais que a criança dá, porque há situações em que a tosse seca pode, sim, indicar algo mais grave. É só seu filho começar a correr e brincar que ela aparece? À noite ela fica mais frequente? Se a resposta for sim, é preciso procurar um especialista o quanto antes. Essas podem ser pistas de um quadro irritativo crônico, como de asma, por exemplo. Com as vias aéreas mais estreitadas, aparece muco nos pulmões e, consequentemente, vêm os quadros de tosse.

Como aliviar a tosse seca – Não existe uma única fórmula capaz de aliviar todos os tipos de tosse. Em boa parte dos casos, é questão de tempo até passar. Mas isso não significa que você deve ficar de braços cruzados. A solução varia de pessoa para pessoa – tudo depende do quadro apresentado pela criança e da recomendação do pediatra. A boa notícia é que, com algumas medidas simples, já dá para amenizar um pouco o desconforto.

Em casa, você pode começar mantendo a hidratação em dia. Ofereça água e sucos para o seu filho com frequência. A ingestão de líquidos é uma boa aliada nessas horas. Lavar as narinas com soro fisiológico ou inalar um pouco de vapor depois do banho quente também ajuda. Além disso, manter a casa limpa e arejada é fundamental.

Se a tosse for persistente e começar a irritar a garganta, você pode buscar outras alternativas – sempre consultando o pediatra antes, é claro. Compostos naturais, feitos a partir de mel, limão e própolis são uma boa. Com supervisão de um médico, medicamentos específicos para tosse seca e irritativa podem ser outra opção.

Fonte: revista Pais e Filhos