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O ambiente inclui uma gravidez tranqüila, uma dieta balanceada, ausência de infecções graves, evitar cigarro, álcool, medicamentos sem orientação especializada, etc. Além de todos esses cuidados, é também recomendado um ambiente rico em vivências e estímulos por todas as vias sensitivas do cérebro do bebê (visão, audição, tato, olfato e o paladar).

O Neurologista explica que: “O cérebro humano é a estrutura mais complexa que se tem conhecimento. Sua estruturação anatômica e funcional se dá de forma progressiva por muitos anos, sendo os 3 primeiros anos de vida a fase mais crítica, dinâmica e intensa desse amadurecimento. O ideal é expor o pequenino a uma ampla gama de estímulos e vivências, de modo a propiciar um ambiente emocional e intelectual favorável ao melhor desenvolvimento cognitivo”.

Vamos passear um pouco pelos principais aquisições mentais nos primeiros 18 meses e dar algumas dicas de estimulação:

Dentro da barriga

O bebê dentro da barriga passa por profundas modificações nos 9 meses de gestação. Ele escuta os ruídos externos e internos da mãe, movimenta-se, engole líquido amniótico, dorme e acorda, boceja, urina e pode até chupar dedo.

Como estimular: Converse bastante com o seu bebê, fale devagar e com voz suave e acolhedora, coloque músicas instrumentais, acaricie a barriga, evite locais com ruído alto.

Primeiros 3 meses

É uma fase de adaptação. O bebê fora da barriga tem acesso a uma infinidade de estímulos táteis e visuais que eram impossíveis dentro da barriga. Procure manter o ambiente do bebê organizado e com decoração suave. Apresente objetos grandes, sem muitos detalhes e coloridos, faça massagens suaves nos membros e nas costas, olhe nos olhos durante as mamadas. Você verá que é uma fase de muita incoordenação motora, sustos e trancos quando surpreendido, muito sono e muita dependência em relação a mãe. Aos poucos ele passará a seguir objetos, dirigir o membro ao alvo e coordenar os olhos e os movimentos do tronco. Abuse de músicas suaves, deixe-o (de vez em quando) apoiado sobre sua barriga ou tórax e sentir a sua respiração, passe segurança e tenha paciência com as noites mal dormidas, a sincronização do sono com a luz solar é novidade para ele e pode demorar alguns meses. Aos poucos você vai perceber que ele vai ficando mais durinho e menos desajeitado.

Três a seis meses

O bebê passa a sustentar a cabeça, dirigir o pescoço e o olhar, dar risadas progressivamente mais seletivas. Nesse período ele aprenderá a sentar com e sem apoio, levará as coisas à boca e aprende a girar o corpo na cama (muito cuidado nessa fase pelo risco de queda, principalmente nas trocas). Nessa fase é fundamental os contatos sociais, com familiares e, se possível, com outras crianças. Brinquedos ainda médios a grandes, com sons e luzes, uma vez que o cérebro nessa fase já é capaz de integrar bem os estímulos. Apresente vídeos, músicas mais complexas, deixe-o perceber as texturas das coisas, tentar alcançar os objetos (evite dar tudo na mão).

Seis meses a 1 ano

O desenvolvimento cerebral está a todo vapor nessa fase. A cada dia uma nova conquista. Ele aprenderá a deslizar no chão para alcançar objetos, distingue cores primárias, sorri apenas quando está feliz e pode fechar o rosto para desconhecidos, aprenderá eventualmente a engatinhar, ficar de pé com apoio, trocar objetos de mão com desenvoltura e segurança, apontar objetos de interesse, etc. As pernas passam por um processo progressivo de ganho de força e coordenação que levará o bebê a andar em pouco tempo. Ele repete sons, brinca com os lábios, faz bolinhas de saliva, reponde a perguntas com sons ainda sem sentido e em breve falará as primeiras palavras definidas.

Nessa fase é fundamental ensiná-lo. Aplaudir quando fizer certo, deixar claro quando fizer algo indevido. Coloque opções de brinquedos, deixe-o escolher. Mostre-o sabores e texturas alimentares diversificadas. Deixe-o comer com as próprias mãos, de vez em quando. Quando apresentar um objeto dizer o nome do objeto em voz alta, clara e pausadamente. Essa fase o bebê faz muitas associações mentais passa progressivamente a desenvolver sua linguagem. Imponha desafios ao bebê no dia-a-dia, esconda um brinquedo com um pano, feche uma caixa, coloque outra coisa na frente, etc. com o tempo você verá que as estratégias mentais do pequeno para atingir seu objetivos vão ficando cada vez mais efetivas e complexas.

12 a 18 meses

Nessa fase o bebê geralmente já anda e domina um pequeno vocabulário de cerca de 5 a 10 palavras fáceis, como: papai, mamãe, acabou, cadê, oi, quero, me dá, etc. Aos poucos ele aprende a subir e descer escadas, andar para traz, girar em torno de seu eixo, etc. Nessa fase, começam a entender mais claramente o que os pais pedem. Se disser para a criança abrir a boca bem grande para escovar os dentes, ele abrirá. Se pedir um objeto ele vai buscar e trazer de volta. Ele pode ajudar a recolher brinquedos, aprende a auxiliar na hora de se vestir, convida pessoas para uma brincadeira, pode se jogar no chão quando contrariado, etc.

Para estimulá-los é fundamental dar independência, permitir o erro, sem perder a segurança. Brincadeiras coletivas, danças, jogos com cubos e bolas são boas pedidas. O vocabulário vai aumentando progressivamente, assim como a melodia da comunicação e o entendimento do que lhe é dito ou solicitado. Geralmente eles entendem mais do que são capazes de expressar nessa fase. Eles já apresentam uma personalidade própria (mesmo que ainda em formação) e aprendem com muito facilidade, principalmente atividades repetitivas.

Fonte- Neurologista Leandro Teles (CRM 124.984)


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De acordo com o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha, formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme, o pé torto congênito é uma deformidade que se forma durante o crescimento do bebê no útero da mãe. “Os pés dos bebês são gerados após a quarta semana de gravidez. À medida que se desenvolvem vão se posicionando até um pouco antes do nascimento, mas em alguns bebês, isso não acontece de maneira normal, o que chamamos de pé torto congênito”, explica.

Apesar do nome, os pais não devem se sentir culpados pelo problema que a criança apresenta ao nascer. Não se sabe exatamente porque a condição ocorre, mesmo existindo varias teorias, por isso, se convencionou chamar de pé torto congênito, ou seja, de nascimento. Os casos variam desde leves até graves. “Nos casos mais leves os pés do bebê ainda são flexíveis, favorecendo o tratamento. Já nos mais graves, os pés são de difícil posicionamento e requer um acompanhamento prolongado devido a alguma alteração dos ligamentos, dos tendões ou do osso”, afirma o ortopedista.

Atenção especial aos pés do bebê no segundo trimestre

A partir do segundo trimestre de gestação algumas alterações no posicionamento dos pés podem ser percebido nos exames de imagem que a mulher faz ao longo da gravidez. “Quando são vistos problemas no posicionamento dos pés, os pais ficam assustados e preocupados com as alterações visualizadas. Nesse momento, o médico deve tranqüilizar a família e esclarecer que é preciso esperar o bebê nascer para se avaliar a criança, saber se existe realmente um problema ou se é somente uma alteração postural e iniciar o tratamento caso seja necessário”, diz.

“A maioria dos casos é corrigido antes do terceiro mês de vida. O ideal é que o pé esteja totalmente corrigido antes que a criança dê os primeiros passos”, ressalta o médico.

A correção dos pezinhos tortos

O tratamento de ser precoce, logo nas primeiras semanas após o nascimento do bebê para evitar que o desenvolvimento da criança fique comprometido, podendo levar a problemas funcionais e em alguns casos até psicológicos. A primeira tentativa para a correção é a manipulação manual dos pés e trocas de gesso. “A maioria dos casos de pé torto congênito são resolvidos com o uso de imobilizações, que consistem em gessos seriados, deixados por uma semana a cada imobilização. Assim, aos poucos a deformidade vai sendo corrigida dependendo da intensidade da deformidade e de fatores associados”, acrescenta o ortopedista.

Durante esse período, a mãe precisa ficar muito atenta ao filho e, se ele manifestar algum sintoma de desconforto, levá-lo ao médico, para que a imobilização seja reavaliada e refeita se for necessário. Em alguns casos mesmo com o inicio precoce do acompanhamento a correção total pode não ser atingida nesses casos a cirurgia pode ser indicada. “Quando o gesso não resolve, podemos recorrer à cirurgia. O objetivo do procedimento é a melhora da aparência e da movimentação do pé e da perna, mas devemos ressaltar que dependendo da causa da deformidade e o momento em que foi iniciado o tratamento, alterações residuais podem existir. Com isso, pode haver redução da mobilidade das articulações dos pés e estes podem tornar-se dolorosos ao longo dos anos”, conclui.

Depois da correção das deformidades, indica-se o uso de orteses. O tratamento pode ser demorado e causar desconforto ao bebê, mas os pais devem saber que todo esse esforço vale a pena, devido aos enormes benefícios para a vida dessa criança, pois o objetivo primordial é que a criança possa ter uma vida normal, podendo correr, pular e brincar.

Fonte -Ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha (CRM-SP 111559), formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico da Clínica Healthme


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Os dados são do NHS Digital, o Centro de Informações de Saúde e Assistência Social da Inglaterra. Segundo os especialistas, a falta de acompanhamento dentário pode resultar em problemas por toda a vida

Fazer os pequenos escovarem os dentes é quase que uma luta diária para os pais. Seja pela dificuldade da tarefa ou pelo fato de os dentes ainda estarem nascendo, muitos acabam relaxando e não sendo tão rígidos com os hábitos dentários. No entanto, é importante não só manter uma rotina de cuidados em casa como fazer consultas periódicas ao dentista.

Depois de analisar os dados do NHS Digital – que é o Centro de Informações de Saúde e Assistência Social, a Faculdade de Cirurgia Dentária, Royal College of Surgeons, da Inglaterra, chegou a conclusão de que 57,5% das crianças com menos de 4 anos não compareceram a uma consulta com o dentista em 2018. Na faixa etária de 5 a 9, esse índice cai para 41,4% e de 5 a 9, 32,7%.

Qual é a orientação?

Na Inglaterra, os pais são aconselhados a levar seus filhos a uma consulta odontológica assim que os primeiros dentes aparecerem. Depois disso, eles devem agendar outro check-up com 1 ano de idade, e depois os acompanhamentos acontecem a cada 12 meses. Caso contrário, os riscos associados não só poderiam ser um obstáculo para os dentes de leite, como também teriam conseqüências a longo prazo, de acordo com os especialistas.

“É decepcionante que quase 5 entre 10 crianças de 1 a 4 anos não tenham consultado um dentista no ano passado. As crianças que apresentam cárie dentária na primeira infância são muito mais propensas a desenvolver problemas subseqüentes, incluindo um risco maior de deterioração adicional tanto nos dentes de leite quanto nos permanentes”, explica o professor Michael Escudier, reitor da Faculdade de Cirurgia Dentária do Royal College of Surgeons. Segundo ele, isso ocorre, em parte, porque os grandes danos aos dentes de leite podem causar abscessos que prejudicam os dentes permanentes, que se desenvolvem no interior das gengivas.

“É importante que as primeiras interações da criança com o dentista sejam para check-ups simples, em vez de um tratamento mais sério. Fazer um filho habituar-se a abrir a boca para um dentista é uma prática útil para o futuro. Se ele só visita o dentista pela primeira vez depois de ter um problema, a experiência pode causar medo e levar a um mau atendimento odontológico durante toda a vida”, completa o especialista.

“Infelizmente, o número de crianças que visitam um dentista é o mesmo das estatísticas de adultos. De um modo geral, isso significa que, se um dos pais não vai ao dentista, o filho também não”, finaliza Nigel Carter OBE, diretor executivo da Oral Health Foundation.

Brasil: cuidados desde a barriga

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou, recentemente, o Guia de Saúde Bucal Materno-Infantil, com orientações para prevenção dos principais problemas que comprometem a dentição de gestantes e crianças.

De acordo com o guia, o ideal é que os cuidados com a saúde dental da criança comece com o nascimento do primeiro dente – o que normalmente ocorre a partir do sexto mês – e, a partir daí, as visitas ao dentista devem ser realizadas a cada seis meses. Antes disso, a limpeza da gengiva deve ser feita com gaze e água. E, assim que nascer o primeiro dentinho é hora de começar com a escova.

Fonte: Revista Crescer


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Tudo porque a gestação é um estado no qual muitas alterações ocorrem no organismo da gestante, o que a diferencia do ponto de vista das técnicas de massagem das demais pessoas

A fisioterapeuta Mariana Moraes, garante que, se feita corretamente, a massagem relaxante alivia as dores lombares, diminui o inchaço nas pernas e auxilia o retorno venoso estimulando a circulação sanguínea e linfática. “São realizadas manobras terapêuticas específicas como amassamento, deslizamentos e percussões. Essa terapia tem o intuito de melhorar a circulação sanguínea, aumentar o fluxo de nutrientes, além de aliviar a dor e facilitar a atividade muscular”, explica.

A massagem relaxante é uma técnica de manipulação suave diretamente sobre os músculos, que alivia a tensão sobre eles. A tensão muscular é provocada, no caso das gestantes, pelo desconforto postural, aumento de peso, alteração de humor, que é comum na gestação, aumento do stress e cansaço. Portanto, são recomendadas sessões de massagem relaxante durante os nove meses para que a futura mamãe possa ter uma gestação tranquila e suave, associada a drenagem linfática manual.

“Recomendamos a técnica a partir do terceiro mês de gestação por conta do risco de aborto espontâneo que é maior no primeiro trimestre. Uma sessão de massagem por semana é o suficiente para aumentar o bem-estar. Essa periodicidade já ajuda a diminuir a dor nas costas e a ansiedade. É também uma massagem no ego: você está se cuidando e cuidando do bebê”, diz a fisioterapeuta.

Benefícios da massagem relaxante na gravidez

  • Facilita o processo psicológico da gestação, por fortalecer o trabalho do coração, aumentar a respiração celular, reduzir o edema, e contribuir para a sedação do sistema nervoso simpático.
  • Alivia a sobrecarga nas articulações de suporte de peso e estruturas músculo-fasciais (articulação sacro-íliaca, coluna toraco-lombar, quadris, músculos eretores da espinha).
  • Alivia e reduz dores no pescoço e nas costas causadas por postura inapropriada, fraqueza muscular e desequilíbrio.
  • Provê suporte emocional e físico (particularmente para as mulheres que estão sozinhas nesta etapa).
  • Desenvolve a consciência sensorial necessária para o processo do parto cinestesicamente (após o parto, a musculatura das costas, o abdômen e o assoalho pélvico devem relaxar para permitir que o útero trabalhe sem resistência).
  • Facilita o realinhamento estrutural da coluna e pelve no pós-parto e a reabilitação dos músculos abdominais.

Fonte – Mariana Moraes, fisioterapeuta


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Pesquisadores acreditam que a convivência com os adultos pode ser tão importante quanto a genética

Pais que querem que os filhos tenham um bom desempenho acadêmico devem passar mais tempo com eles, aponta um novo estudo da Universidade de Ohio. Os pesquisadores analisaram os resultados no “vestibular” de 22 mil crianças israelenses que perderam um dos pais antes de completar 18 anos, cerca de 77 mil com pais que se divorciaram e 600 mil que não passaram pelo falecimento de um progenitor, nem passaram por um processo de separação.

Eles descobriram que o nível de educação do adulto que permanecia com a criança tinha um impacto muito maior no sucesso acadêmico dela do que o do parceiro que faleceu ou perdeu a guarda. “Descobrimos que, se uma mãe morre, sua educação se torna menos importante para o filho passar no vestibular e, ao mesmo tempo, a educação do pai se torna mais importante. Se o pai morre, o contrário acontece”, disse o professor Mark L. Weinber, um dos autores do estudo. “Quanto mais cedo um dos pais falece, mais forte é essa relação. O sucesso do aluno não vem apenas de pais inteligentes que têm filhos inteligentes”.

Fonte: Revista Crescer


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Meninos são os mais afetados

Manter-se em um casamento infeliz pelo bem-estar dos filhos nos primeiros anos de vida é um equívoco, de acordo com as descobertas de um novo estudo da Universidade College London, na Inglaterra. Os pesquisadores analisaram o comportamento de seis mil crianças depois da separação dos pais e concluíram que os pequenos entre três e sete anos sofriam um impacto emocional negativo menor do que os mais velhos.

As crianças nessa faixa etária não demonstraram uma piora de comportamento quando comparadas ao grupo controle, com pais que permaneceram casados.

Já as crianças entre sete e 14 anos apresentaram mais problemas comportamentais e emocionais como tristeza, ansiedade e desobediência do que o restante. Meninos, particularmente, demonstraram mais comportamentos negativos do que as meninas na mesma situação.

Os pesquisadores acreditam que o divórcio dos pais tem impacto negativo maior em crianças mais velhas porque elas compreendem melhor as dinâmicas sociais e são mais sensíveis a interações negativas nos relacionamentos. Eles também apontam que elas são mais afetadas por mudanças na escola e no círculo de amigos.

O estudo sugere também que as crianças são atingidas de forma similar pelo divórcio dos pais, independente da classe social. Os pequenos de famílias ricas apresentaram a mesma chance de ter problemas mentais depois da separação que os de classe baixa.

O que fazer, então?

“O rompimento de um casamento consolidado significa um luto para a criança e para o casal, já que haverá a perda da rotina e dos papéis construídos dentro do contexto familiar”, explica a psicanalista Giselle Groeninga.

A questão é como atravessar esse período de turbulência?

“O final desejável de uma separação é que os pais não confundam o casal conjugal desfeito com o parental, que continua para sempre. Misturar os papéis implica vivenciar um divórcio de forma melancólica, insegura e instável”, completa.

Para os filhos, a separação representa uma mudança fundamental e, muitas vezes, traumática, já que reflete a perda de sua família. A principal dificuldade, no entanto, é entender, na prática, como a sua vida vai mudar. “Por isso, é fundamental conversar com as crianças, independentemente da idade. Elas sentem necessidade de nomear, ou seja, encontrar um significado para o que estão vivendo”, diz a psicóloga Rita Calegari.

Vale explicar claramente o que está acontecendo. Como? Procure reunir a família assim que algumas decisões já estiverem tomadas.

Fonte: Revista Crescer


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Embora raro, as drogas utilizadas durante o procedimento podem causar malformações e até mesmo a interrupção da gestação. Por isso, deve ser considerada quando existe a suspeita de doenças potencialmente graves para a mãe e para o feto, como hemorragia digestiva e colangite (infecção das vias biliares), que justificam o exame endoscópico em qualquer fase da gestação.

Segundo o médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello, a realização da endoscopia no primeiro trimestre da gestação é muito perigosa. O ideal é que ela seja feita a partir do segundo trimestre e que o uso do sedativo seja evitado para não prejudicar o bebê.

“Quanto mais precoce o exame mais danos pode trazer à gestação. O feto é particularmente sensível a hipóxia (baixo teor de oxigênio), sendo, portanto, qualquer oscilação da oximetria (quantidade de oxigênio no sangue) da mãe, ou hipotensão mais prolongada, causando danos fetais. Alem disso, os riscos de produção e desenvolvimento de anomalias no feto, oferecidos pelas medicações, nos leva a ponderar sobre a realização ou não do procedimento endoscópico”, explica.

Para que a endoscopia em gestantes seja segura é necessário sempre ter uma forte indicação, particularmente em gravidez de alto risco; postergar a endoscopia para depois do segundo trimestre, se possível; consentimento informado incluindo riscos ao feto e à mãe; usar o mínimo de medicamentos sedativos; e diminuir o tempo de procedimento e a exposição à radioatividade. No entanto, quando há complicações obstétricas, como descolamento prematuro da placenta, parto expulsivo, ruptura das membranas ou eclâmpsia, a endoscopia está totalmente contra indicada.

Barrichello explica que durante a amamentação a endoscopia diagnóstica e terapêutica também não muda em termos de indicação, preparo prévio, monitorização, exposição à radiação e equipamento endoscópico. As precauções são necessárias na utilização de certos medicamentos, devido à transferência ao lactente através do leite. “Nesse aspecto, quando há passagem do fármaco através do leite, a mãe deve ser avisada para retirar o leite e descartar, de acordo com o tempo de ação do agente referido”, alerta.

Como é realizado o procedimento?

O exame consiste na entrada de um tubo flexível e fino pela boca chamado endoscópio. O aparelho transmite imagens nítidas de dentro do esôfago, estômago e duodeno, permitindo que o médico examine esses órgãos cuidadosamente.

“Para a realização do exame de endoscopia, o estômago e duodeno devem estar limpos. É rápido, indolor e o paciente poderá alimentar-se algumas horas após o procedimento”, diz Barrichello. Apesar de o exame ser um procedimento rápido, seguro e de baixo índice de complicações, ele deve ser feito após avaliação clínica adequada, principalmente em pacientes com doenças cardíacas, pulmonares e em idosos.

Preparo:
– Fazer o jejum adequado, pois o útero ocupa grande parte da cavidade abdominal, podendo comprimir o estômago aumentando o risco de refluxo e aspiração do conteúdo gástrico;

– Manter a paciente deitada do lado esquerdo com um apoio para a barriga. Esse procedimento impede a compressão de vasos sanguíneos pelo útero, sendo muito importante para o bem estar do feto;

– Procedimentos que usam o eletrocautério, preferencialmente devem ser evitados já que o liquido amniótico pode conduzir a corrente comprometendo o feto;

– Antibióticos, se necessário, devem seguir as indicações de paciente não gestante, sendo que as categorias do medicamento devem ser previamente selecionadas para evitar teratogenias (anomalias).

Indicações para endoscopia na gravidez

  1. Hemorragia significante ou contínua
  2. Náusea intensa ou refratária, vômitos ou dor abdominal
  3. Disfagia ou Odinofagia
  4. Suspeita forte de massa colônica
  5. Diarréia intensa com exames negativos
  6. Pancreatite biliar, coledocolitíase ou colelitíase
  7. Lesão biliar ou do ducto pancreático

Fonte – Médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301)


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O surgimento da acne é muito comum e normalmente ocorre entre a terceira e a quarta semanas de vida da criança, podendo perdurar até seis meses. Além disso, ela está presente em cerca de 30% dos recém-nascidos.

De acordo com o dermatologista, Fernando Passos de Freitas, acne neonatal surge devido à predisposição genética, após os hormônios maternos serem liberados durante a gestação e no estágio pós-parto.

“Esse tipo de quadro provoca o surgimento de espinhas e pequenos cravos, mas não é aconselhável espremê-los, sendo que não são graves e não deixam cicatrizes. Normalmente, os cravos são pretos ou brancos e as espinhas são avermelhadas e elas podem desaparecer facilmente. E mães, não usem óleos ou pomadas para tratar as acnes no bebê, esses produtos podem agravar o estado da pele”, explicou o dermatologista.

As acnes que surgem durante os 30 dias de vida do bebê se apresentam com mais intensidade do que a acne infantil que pode aparecer depois do terceiro mês de vida. Esse tipo de acne ocorre por causa do entupimento do folículo pelo excesso de sebo produzido pelas glândulas sebáceas, esse fechamento é levado para a superfície da pele ocasionando as espinhas e cravos no rosto ou nas costas.

É importante a realização de um diagnóstico com o pediatra para verificar se o caso é grave. “Se aparecerem bolhas, espinhas com pus, o bebê deve ser examinado para descobrir causas, incluindo herpes viral. Caso, as espinhas continuem no rosto da criança, o correto é buscar ajuda de um dermatologista pare receitar medicamentos leves que possam contribuir e amenizar o problema”, orientou o dermatologista, Fernando Passos de Freitas.

As espinhas também podem aparecer em crianças menores de oito anos. Neste caso, procure um dermatologista para desvendar as causas da acne ou se pode existir algum problema hormonal. A acne também é menos persistente nas crianças e desaparece igual à acne neonatal. O tratamento para a acne infantil é muito diferente em relação aos bebês. Em algumas crianças os procedimentos variam de reposição hormonal á utilização de produtos que diminuam o espessamento da pele. Assim como nos adolescentes, o tratamento da acne infantil envolve limpeza e cuidado diário da pele.
Meu bebê tem espinhas, como tratar?

Os pais não precisam se preocupar, pois as acnes somem facilmente após o período de seis meses e também não deixam cicatrizes no rostinho da criança.
“O tratamento da acne neonatal dependerá da idade e da intensidade das espinhas. Caso ela estiver inflamada e incomodando, pode exigir de um tratamento. Para cuidar da pele do bebê, use cremes a base de peróxido de benzoíla ou ácido retinóico (baixas concentrações). Mas, só use esses produtos com a recomendação de um especialista”, observou o dermatologista Fernando Passos de Freitas.

Manter os cuidados diários pode ajudar a amenizar as espinhas como lavar o rosto do bebê uma ou duas vezes ao dia com sabonete hidratante específico para bebês e secar cuidadosamente. Jamais esprema ou cutuque e evite o uso de produtos gordurosos ou oleosos na área afetada.

Fonte- Dermatologista Fernando Passos de Freitas


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Desde julho de 2018, o Ministério da Saúde recebeu 682 notificações suspeitas de febre amarela. Dessas, 554 foram descartadas, 12 foram confirmadas e 116 seguem em investigação. Todos os casos comprovados foram registrados em São Paulo – incluindo as cinco mortes devido à doença.

As suspeitas estão concentradas nos estados de São Paulo e Minas Gerais – são 74 casos dos 116 ainda em análise pelo Ministério da Saúde. O número representa 63% dos registros recebidos pela pasta até agora.

Os casos da doença são contabilizados em ciclos anuais que ocorrem de julho a junho do ano seguinte. Entre os anos de 2018 e 2019, o primeiro caso de febre amarela foi registrado em outubro do ano passado – o paciente acabou morrendo devido à infecção.

O local do registro foi o município de Caraguatatuba, litoral norte, onde 8 epizootias da doença (adoecimento ou morte de macacos devido ao vírus) foram registradas.

As epizootias são uma forma de detectar precocemente a circulação do vírus e estabelecer medidas de controle contra a febre amarela. A vacina é a estratégia mais efetiva de prevenção: está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e é recomendada para todo o território nacional. Uma dose é válida por toda a vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Fonte: Portal G1


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Algumas ações podem favorecer a gestação e a boa formação do bebê


Aproveitando o início do ano, muitos casais costumam planejar a gravidez. Afinal, a decisão de ter um filho é a mais importante para homens e mulheres. “A preparação antes da gravidez é extremamente importante. Algumas precauções são essenciais para que a mulher esteja mais preparada para a gravidez, minimizando o risco de algumas potencias complicações”, comenta o ginecologista Renato de Oliveira, da Criogênesis, de Sâo Paulo (SP).
Consulte o ginecologista

É um ótimo momento para fazer uma avaliação geral de sua saúde e esclarecer todas as dúvidas. Converse com o médico sobre seu antecedente de doenças pessoais, além de possíveis gestações anteriores.
Evite bebidas alcoólicas e cigarro

O consumo excessivo de álcool pode alterar o ciclo menstrual e dificultar a ovulação. “Em relação ao tabagismo, ressalta-se que, além de diminuir a fertilidade, aumenta o risco de complicações naquelas que engravidaram, mesmo sendo fumantes. Portanto, o abandono do vício deve ser uma medida permanente”, orienta Renato.

Suplemento de ácido fólico

É indicada uma suplementação vitamínica de ácido fólico no mínimo 30 dias antecedentes à concepção – ou se possível nos três meses anteriores à gravidez. Conforme o especialista, isso pode reduzir o risco de defeitos no fechamento do tubo neural do bebê, que corresponde à coluna e à parte da cabeça. Mas, antes de tomar o nutriente, procure orientação profissional.

Hábitos mais saudáveis

Estudos mostram que é mais difícil engravidar quando se está fora do peso ideal. “Além disso, mulheres que mantêm um estilo de vida saudável estão menos suscetíveis ao risco de desenvolver diabetes gestacional, por exemplo”, diz o ginecologista. A prática de exercícios físicos é fundamental para o fortalecimento da musculatura, que se torna apata às alterações do corpo durante a gravidez.

Histórico familiar

É importante investigar se há casos na família de anemia falciforme, fibrose cística, atrasos de desenvolvimento, defeitos congênitos ou problemas de coagulação. Esse processo é necessário para prevenir complicações da gestação e avaliar a possibilidade de riscos para o bebê.

Vacinação
Verifique e atualize a caderneta de vacinação. É recomendado estar em dia com imunizantes contra rubéola, sarampo, coqueluxe, hepatite B e tétano. “As três últimas podem ser tomadas na gravidez, se necessário. A vacina contra Influenza [vírus da gripe] está indicada para todas as gestantes. Existem períodos certos para a vacinação, sendo necessário, portanto, seguir a orientação médica”, afirma Renato Oliveira.

Fonte: Revista O Encontro