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Segundo estudo realizado no Reino Unido, homens que tem filhas meninas são menos machistas! O fenômeno foi estudado na London School of Economics and Political Science (LSE), no Reino Unido, e ganhou até nome: “The Mighty Girl Effect”, o poderoso efeito feminino!

A pesquisa foi publicada na revista Oxford Economic Papers e analisou crianças nascidas entre 1991 e 2012. Pais e mães são afetados de formas diferentes depois do nascimento de uma menina, mas o impacto nos homens é maior. Essa mudança acontece logo que a meninas nasce, mas cresce quando ela entra em idade escolar, pois passa a sofrer com os padrões de gênero da sociedade.

Com isso, os pais tendem a mudar seus pensamentos e ações, passando a acreditar cada vez menos em “papéis tradicionais” de cada gênero e outros conceitos sexistas. Segundo a análise, na escola primária, 8% dos pais de meninas já acreditam que não são os meninos que comandam a casa. Na escola secundária, esse número cresce para 11%.

Segundo Joan Costa-Font, do Departamento de Política de Saúde da LSE (London School of Economics), “o estudo mostra que as atitudes, em vez de fixas ao longo do tempo, podem mudar mais tarde na vida.” Segundo ela explicou a Revista Galileu, a exposição a novas circunstâncias pode mudar comportamentos que antes acreditava-se serem permanentes.


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As crianças precisam diversificar na escolha das atividades físicas como caminhar, brincar, correr, nadar, dançar, pular. A realização dessas práticas, a partir dos cinco anos, ajuda a desenvolver um repertório de movimentos e habilidades que serão úteis no futuro.

A escolha de um único esporte muito cedo pode ser estressante, o que pode levar a criança a desistir da atividade. A partir dos 12 anos dá para começar a definir apenas um único esporte para fazer, o exercício que a criança mais se identifica. Aos 16 pode ser iniciada a especialização, de forma mais aprofundada.

Além da socialização, a atividade física na infância pode trazer inúmeros benefícios psicológicos, de convivência, de relacionamento e também os físicos, que é a melhora da composição corporal, controle de gordura e açúcar no sangue e melhora na função cardiorrespiratória, contou o pediatra Carlos da Silva.

Ele destacou, entretanto, que os exercícios físicos devem ser feitos em locais adequados e com equipamentos apropriados. Segundo o pediatra, o profissional também deve ser qualificado e atencioso.

Um dos fatores mais importantes na hora da escolha da atividade é que a criança opine e concorde. Os exercícios devem ser realizados em local adequado, com equipamentos apropriados e com um bom profissional.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Ela é pequena, com um tamanho que varia de 0,6mm a 2cm, mas pode causar um estrago considerável. Todos os anos, a aranha-marrom pica cerca de 7 mil pessoas no Brasil, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

O veneno dela pode causar necrose da pele, falência renal e até a morte das vítimas. Para diminuir esses problemas, cientistas do Instituto Butantan (IB) desenvolveram uma pomada, cujos efeitos curativos já foram comprovados em testes realizados em cultura celular e animais.

Segundo a pesquisadora do IB, Denise Tambourgi, principal responsável pelo trabalho, a pomada desenvolvida é feita à base de tetraciclina, substância conhecida e já usada como antibiótico. “Utilizamos numa concentração abaixo da que seria microbicida, no entanto”, explica.

“Ou seja, menor do que a necessária para ser considerado antibiótico. Mas a empregamos em uma dosagem capaz de interferir na atividade da esfingomielinase D, proteína que é o componente principal do veneno da aranha e que está envolvida no processo de inflamação e de destruição do tecido (necrose) e outros efeitos.”

Além de lesão cutânea — que ocorre em 80% dos casos e pode levar meses para ser curada —, a picada da Loxosceles também pode provocar, nos outros 20% das vítimas, efeitos sistêmicos, como hemólise (alteração, dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue), agregação plaquetária (que causa coágulos nos vasos sanguíneos, que dificultam ou impedem a circulação), inflamação e falência renal, que podem levar à morte.

Origem da pomada

A história das pesquisas de Denise que levaram à criação da pomada é longa. Ela começou o trabalho para decifrar os principais componentes da toxina da aranha-marrom em 1994. Para isso, ela e sua equipe lançaram mão da engenharia genética. Como cada Loxosceles produz muito pouco veneno — apenas cerca de 30 microgramas — seria muito difícil conseguir a quantidade necessária para os estudos. Então, os pesquisadores inseriram um gene dela na bactéria Escherichia coli, criando assim uma biofábrica da esfingomielinase D, passando a produzi-la em volume suficiente para as pesquisas.

Ao longo do trabalho, Denise e sua equipem descobriram que o veneno da aranha-marrom pode causar, além de efeitos já conhecidos, reações secundárias, que são desencadeadas principalmente pela proteína esfingomielinase D.

“Costumo dizer que o veneno só dá o ‘start’ e a proteína altera as células”, explica. “Depois, ocorre uma desregulação do organismo, que leva à produção de proteases — enzimas cuja função é quebrar as ligações químicas de outras proteínas, o que, por sua vez, causa a morte celular e a necrose. São essas proteases, portanto, que devem ser inibidas pela pomada.”

Resumindo, o estudo coordenado por Denise decifrou o mecanismo de ação do veneno lançado pela aranha-marrom e também a forma sistêmica e cutânea da doença.

Fonte: Portal G1


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Um brigadeiro em festa de aniversário, açúcar no morango ou um gole de refrigerante… Pode parecer inofensivo, mas não é nada indicado para crianças – principalmente as que são muito novas, mas nem sempre essa recomendação é seguida. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 32,3% dos bebês com menos de 2 anos já consomem refrigerantes ou sucos artificiais.

Fabricantes começaram a substituir gorduras por açúcares em 1990, quando surgiu a tendência de consumir alimentos sem ou com baixo teor de gordura. Ou seja, é possível encontrá-lo até em molhos de saladas, pães de hambúrguer e batatas fritas. Nem mesmo as comidas feitas especialmente para bebês estão de fora dessa lista: uma pesquisa feita pela Universidade de Calgary, no Canadá, mostrou que alguns alimentos como iogurte cereais específicos para essa faixa etária continham pelo menos 20% de açúcar em sua composição. O ideal é que crianças de até 2 anos não consumam nada com esse ingrediente.

Essa contra-indicação foi recomendada pela American Heart Association, em uma pesquisa feita em 2016. A partir do segundo ano de vida, o ideal é limitar a ingestão total de açúcar a 25g por dia – o equivalente a 5 colheres de chá. Para completar, a Organização Mundial de Saúde recomendou que seu consumo máximo deve ser de 10% das calorias encontradas nas refeições diárias (lembrando que esse valor serve também para adultos). É importante reforçar que o contato com açúcares e doces industrializados nos primeiros anos de vida afeta o organismo da criança causando obesidade e outros problemas de saúde.

READAPTANDO O CARDÁPIO

De acordo com uma pesquisa feita pela Publich Health England, crianças entre 4 e 10 anos consomem mais de 10g de açúcar todas as manhãs.

NADA DEMAIS É BOM

Além de sobrecarregar crianças com problemas de saúde geralmente encontrados em adultos, o excesso de açúcar está colocando o corpo delas sob um estresse enorme, de acordo com David Ludwig, diretor do Centro de Prevenção de Obesidade no Hospital Infantil de Boston. Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, quase 40% das crianças de 5 a 9 anos na região Sudeste do país estão com sobrepeso, diretamente atrelado a problemas de saúde como hipertensão e diabetes – um número muito alto e preocupante.

FIQUE DE OLHO

Mesmo procurando por opções que não sejam processadas, ainda assim a substância responsável por adoçar passa por algum tipo de industrialização, como a cana-de-açúcar e a beterraba, matérias-primas para a sacarose. Por isso, é importante ficar de olho no rótulo das embalagens. “Se olhar a lista do que seu filho mais gosta verá que, em quase 100% dos casos, o ingrediente com maior quantidade é o açúcar. Mas nem sempre ele vem com o nome mais famoso, muitas vezes vem disfarçado”, avisa a médica endocrinologista Giulianna Pansera, do G-Realfit.

Por outro lado, as frutoses encontradas em frutas e vegetais não são problema, já que têm fibras e saciam bem mais do que qualquer outro doce e, por isso, não costumamos comê-las em grandes quantidades. Além disso, o processo de digestão é mais lento por conta das fibras, o que não sobrecarrega o fígado. E para completar: não existe limite no consumo desses alimentos. Na verdade, o ideal é que as crianças comam bastante frutas e vegetais, assim como cereais e grãos integrais – mas nada processado! E pode ficar tranquila em relação ao açúcar nas frutas: você teria que comer três maçãs pequenas para obter a mesma quantidade de frutose que existe em 600ml de refrigerante.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Foram confirmados 10.163 casos de sarampo no Brasil desde o início de 2018, conforme o novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. O país enfrenta dois surtos da doença, um no Amazonas e outro em Roraima.

Uma força-tarefa foi feita em Manaus para tentar verificar os casos em investigação da doença. Mais de sete mil suspeitas de sarampo precisavam ser esclarecidas, mas, de acordo com a pasta, o Amazonas zerou a “fila” dos registros. O pico do número de infecções do estado ocorreu entre os meses de julho e agosto; em Roraima, entre fevereiro e abril.

Ainda segundo o boletim do Ministério, três estados apresentaram mortes pela doença: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará. Os surtos ocorridos no Brasil estão ligados à importação do genótico do vírus (D8) da Venezuela, país vizinho com um alto número de casos desde 2017.

Casos de sarampo em 2018:

ESTADO CASOS CONFIRMADOS
AMAZONAS 9.695
RORAIMA 347
SÃO PAULO 3
RIO DE JANEIRO 19
RIO GRANDE DO SUL 45
RONDÔNIA 2
BAHIA 2
PERNAMBUCO 4
PARÁ 41

 

Meta de vacinação

O Brasil atingiu a meta geral de vacinação de crianças contra sarampo e poliomelite estabelecida pelo Ministério da Saúde. A taxa proposta pelo governo era vacinar 95% do público-alvo (crianças de 1 a cinco anos).

Segundo o balanço final, a cobertura vacinal ficou em 95,4% para a pólio e 95,3% para sarampo, totalizando 10,7 milhões de crianças vacinadas.

Porém, 516 mil crianças não receberam as doses recomendadas. A única faixa etária que não chegou ao índice de 95% foi a de um ano de idade, cuja cobertura está em 88%. Apesar do fim da campanha, a vacina continua disponível o ano inteiro nos postos de saúde.

Fonte: Ministério da Saúde

Portal G1


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Nesta terça-feira (27/11), é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Segundo o médico rádio-oncologista da Radioterapia Irradiar, Ismar Rezende, a data é importante para lembrar a necessidade de se fazer exames de rotina para a detecção precoce da doença. “Se descoberto no início o tratamento, geralmente, é menos agressivo e com maior possibilidade de cura”, afirmou.

Rezende lembra que existem cerca de 23 tipos de cânceres sendo que este mês, conhecido como Novembro Azul, reforça a relevância dos homens procurarem o médico para fazerem exames. “Em relação aos cânceres masculinos o câncer de próstata é o que possui mais evidência, pois tem uma alta incidência com estimativa este ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer, de mais de 68 mil casos no Brasil”, disse.

O câncer de próstata possui baixa letalidade e agressividade, mas segundo o médico isso não exclui a necessidade de um diagnóstico precoce para que seja indicado o melhor tratamento ao paciente. “A orientação é que a partir dos 50 anos os homens procurem o médico para fazer os exames de rotina como PSA e o toque. Caso haja incidência da doença na família é necessário procurar um médico a partir de 45 anos”, ressaltou Rezende.

Sintomas

De acordo com o rádio-oncologista na maioria das vezes a doença não apresenta sintomas, mas podem aparecer dor e dificuldade ao urinar ou dor óssea em casos mais avançados.

O tratamento de câncer de próstata pode ser realizado por cirurgia ou radioterapia. Conforme Rezende, na radioterapia o procedimento é um pouco mais prolongado que o período de uma cirurgia, entretanto, os efeitos colaterais são menores, com menor possibilidade de incontinência e impotência, sem ter o risco cirúrgico já que a radioterapia é um tratamento ambulatorial.

Fonte: Portal Saúde


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O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

A data foi instituída com os seguintes objetivos:

– estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil;
– promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer;
– apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer;
– difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil;
– apoiar as crianças com câncer e seus familiares.

Data instituída pela Lei nº 11.650/2.008
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11650.htm

Fonte: Ministério da Saúde


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Nesta quarta-feira, 21 de novembro, é comemorado o Dia Nacional da Homeopatia e, além da data homenagear a instauração da técnica da no Brasil, serve para informar as pessoas sobre os benefícios do tratamento homeopático.

A homeopatia é um método da medicina que estimula a cura “de dentro para fora”, agindo no organismo humano como um todo e não apenas sobre os sintomas apresentados por determinada doença.

Os medicamentos homeopáticos são produzidos em farmácias de manipulação e têm como matéria-prima ervas naturais, ou mesmo raízes, minerais, animais entre outras fontes provenientes da natureza.

Origem do Dia Nacional da Homeopatia

O dia 21 de novembro comemora o Dia Nacional da Homeopatia porque foi nesta data que a medicina homeopática começou a ser praticada no Brasil. Ou melhor, foi no dia 21 de novembro de 1840 que chegava ao Brasil o homeopata francês Dr. Benoit Jules Mure, responsável pela criação do Instituto Homeopático do Saí – o primeiro que tratava os pacientes com técnicas homeopáticas no país.

Dr. Benoit, conhecido no Brasil por Bento Mure, foi salvo de uma tuberculose através da homeopatia, pelo Conde Dr. Sebástien des Guidi, que por sua vez era discípulo direto do médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, criador da homeopatia.

Fonte: Ministério da Saúde


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A primeira ida da criança ao dentista deve acontecer assim que os primeiros dentinhos começarem a surgir — dessa forma, o odontopediatra consegue avaliar a dentição e a saúde bucal do bebê antes que aconteça algum problema.

Além disso, essa atitude evita que seu filho tenha o famoso medo de dentista no futuro. Segundo a odontopediatra Fabiana Turkieniez, o futuro da odontologia está diretamente centrado na saúde bucal do bebê de hoje.

Muitas vezes, o medo dos próprios pais acaba sendo refletido nos filhos, que podem reproduzir o comportamento quando crescem. Por isso, o ideal é que pais e dentistas saibam como ajudar as crianças que querem fugir do consultório e reforçar a importância do cuidado bucal desde os primeiros anos de vida.

“Um ambiente familiar pode ajudar a diminuir a ansiedade, além de promover um bem-estar emocional, maior interesse, motivação e cumplicidade no tratamento proposto”, explica Fabiana.

Um cuidado mais humanizado

Cada dentista tem seu recurso para ajudar a criança em momentos de aflição e ansiedade. “De forma lúdica e criativa, eu consigo me aproximar ainda mais do paciente infantil, proporcionando benefícios com os cuidados da saúde bucal”, conta Fabiana.

Durante anos em atendimentos em consultório com crianças, a especialista percebeu que seria muito melhor fazer o atendimento inicial em ambientes que elas mais ficam à vontade — na própria casa. “Ensino a técnica de escovação, uso de escova dental, escova dental elétrica, quantidade de pasta apropriada, uso do fio dental, profilaxia profissional, aplicação de flúor, conversa com os pais sobre as principais dúvidas em relação à formação dentária do filho, brincadeiras, e finalizamos a consulta com uma lembrancinha, um presente que deixa o paciente feliz, e os pais mais ainda por não precisarem sair de casa para fazer a prevenção na saúde bucal do filho”, explica Fabiana.

Dessa forma, a especialista também defende que a vida corrida não é mais uma desculpa para não levar a criança ao dentista. “Além disso, a criança fica em um ambiente em que se sente mais confortável. Existe um aconchego maior, que cria mais intimidade para eu desenvolver meu trabalho nesse primeiro contato. Depois, nós levamos ao consultório para procedimentos maiores”.

Higiene bucal logo cedo

Fabiana também reforça que é preciso colocar a higiene bucal como um hábito diário e fácil de ser feito. “Muitas vezes ela é esquecida. Tudo que a gente traz para as crianças em forma de educação, elas levarão para o futuro, assim como uma alimentação saudável.

Se feito da forma certa com as crianças logo no começo da vida, o cuidado bucal evita doenças como gengivite, além da cárie. “Quando se tem hábitos corretos, a cárie raramente aparece. É um descontrole entre má alimentação e escovação. Se a criança se alimenta corretamente, dificilmente vai ter cárie”.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Dois estudos inéditos trazem evidências de que mulheres previamente infectadas pelo vírus da dengue têm uma maior chance de ter filhos com consequências graves da infecção pelo zika – e vice-versa. As pesquisas foram publicadas na revista científica “Cell Host & Microbe”.

O vírus da zika e da dengue são transmitidos com a ajuda do mosquito Aedes aegypti – são endêmicos no Brasil, com maior número de casos de suas respectivas doenças no verão e são do mesmo gênero flavivírus. A ciência ainda busca criar uma vacina segura para proteger contra as duas infecções.

Estudos anteriores mostraram que, em alguns casos, o vírus da zika consegue ultrapassar o tecido da placenta da mulher durante a gestação e atingir o feto, causando uma síndrome congênita – um conjunto de problemas que atingem o bebê, como a microcefalia. As células de Hofbauer, mais numerosas no ínicio da gravidez na placenta da mãe, são os alvos do vírus da zika.

Mehul Suthar, da Universidade Emory, em Atlanta (EUA), lembra que ainda não está claro como o vírus da zika ultrapassa essa barreira da placenta para chegar ao bebê e nem qual é o papel dos anticorpos – proteínas de defesa criadas pelo corpo em casos de infecção. Muitas vezes, existem reações cruzadas entre os anticorpos com a chegada de um vírus: uma doença pode ser mais intensa se a pessoa já foi infectada previamente por outro micro-organismo “primo” ou “irmão”.

Sabendo de tudo isso disso, Suthar e sua equipe da Emory resolveram investigar se a existência de anticorpos da dengue – resultado de uma infecção anterior – aumentaria a chegada do zika às células da placenta da mãe e descobriram que, sim, uma infecção prévia por dengue pode ajudar no acesso da zika às células de Hofbauer. Consequentemente, um maior efeito do vírus sobre o feto durante o desenvolvimento.

Como eles fizeram isso? Introduziram os anticorpos da dengue no tecido placentário e analisaram sua relação com o zika. Eles e o vírus se ligaram devido às semelhanças de suas proteínas, mas o estímulo do corpo de proteção contra a dengue não conseguiu barrar o zika. Muito pelo contrário: transportou até as células da placenta.

“Nosso estudo revela que os flavivírus têm uma maneira potencialmente única de atravessar a barreira da placenta”, disse Suthar. “Essa dependência dos anticorpos mostra um desafio para a prevenção de doenças”.

Fonte: Portal G1