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Você não pode nem sentir o cheiro daquela comidinha que antes era a sua preferida? Corre para o banheiro a cada duas horas? Nada é capaz de parar no seu estômago? Qualquer gestante sabe bem o que é isso.

Nos primeiros meses de gravidez, a alegria e as expectativas são sempre acompanhadas de náuseas e muitos enjôos. Pesquisas apontam que 80% das grávidas sofrem com esse mal estar. Mas, ainda que não dê para evitar, atitudes como controlar a freqüência, a quantidade e a qualidade do que você anda comendo podem amenizar esses sintomas e trazer alívio – afinal, o que você quer mesmo é poder desfrutar deste momento único que é a gravidez.

Os enjôos são ainda mais freqüentes pela manhã, quando o estômago ainda está vazio e podem surgir vômitos e salivação excessiva. Durante a gestação, o corpo lúteo – resto das células do folículo dentro do qual estava o óvulo – produz uma maior quantidade do hormônio progesterona, que combinado com o hormônio HCG (gonadotrofina coriônica humana, eliminado pelo embrião ao se aderir ao útero), faz com que o cérebro fique mais sensível aos estímulos para o enjôo.

Possíveis causas

Além das alterações hormonais, a redução dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, a digestão mais lenta e o aumento na sensibilidade do olfato também deixam a gestante mais predisposta a enjôos. Mas a boa notícia é que, eles desaparecem a partir do quarto mês de gestação.

Alguns pesquisadores relacionam os enjôos, ainda, a causas emocionais. Brigas de casal e de família, por exemplo, sobrecarregam a mente e aumentam as sensações negativas, deixando a grávida mais sujeita ao mal-estar. Isso porque a tensão e a ansiedade do dia-a-dia podem ser refletidas no aparelho digestivo. Uma pesquisa recente realizada na Universidade de Liverpool, na Inglaterra, no entanto, afirmou que os enjôos sentidos durante a gravidez são, na verdade, um mecanismo da natureza para impedir que a gestante coma alimentos pouco saudáveis que possam prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Os cientistas chegaram à conclusão de que as náuseas e os vômitos das grávidas estão associados ao alto consumo de açúcar, álcool, óleos e carne. Em alguns casos, os enjôos tomam tamanha proporção que a gestante acaba tendo seu sono comprometido, perda de apetite, e a vida do neném pode ser colocado em risco. É a chamada hiperemese gravídica: Nesses casos, o vômito se torna uma constante e nada pára no estômago da mulher. Ela pode acabar tendo alterações de eletrólitos (sódios, potássio e cálcio) sendo, necessária sua internação.

Por conta da situação, muitas grávidas param de comer, o que é yotalmente errado. O ideal é que sejam feitas de seis a sete pequenas refeições, sendo uma delas durante a noite, quando a gestante acordar para ir ao banheiro, por exemplo.
Frutas indicadas: abacaxi, kiwi, laranja, limão e água-de-coco

Frutas contra-indicadas: banana, manga, abacate, fruta-do-conde, graviola e pêssego

Dicas para evitar os enjôos

Anote as medidas simples que podem minimizar os enjôos e trazer o bem-estar de volta neste período. Fique atenta:

Evite o estômago vazio ou cheio demais. Faça de seis a sete pequenas refeições por dia, uma a cada duas ou três horas. E reserve uma delas para a noite

Os enjôos são mais freqüentes pela manhã, portanto, ainda na cama, coma alguns biscoitos de água e sal, espere alguns minutinhos e então levante

No café da manhã prefira biscoitos de água e sal, torradas, sucos, frutas e cereais. Eles são de fácil digestão e não sobrecarregam seu estômago. Nos lanches, boas opções são: sorvetes, frutas e barrinhas de cereais

Não escove os dentes logo após o café da manhã. Algumas gestantes afirmam que a prática favorece os enjôos. Tome um banho e só então faça a higiene bucal

Evite comidas quentes, processadas, gordurosas, com muito açúcar e com aroma forte. Elas demandam mais tempo para serem digeridas. Coma alimentos ricos em carboidratos, como arroz, macarrão e batata. Grãos, cereais e alimentos com proteínas também são uma boa alternativa, já que são menos propensos a causar náuseas Não deite após as refeições. O hábito dificulta a digestão e ainda favorece a queda de glicose no sangue

Fique longe de álcool, cigarro e café. Além de fazerem mal ao bebê, essas substâncias atrapalham o trabalho do estômago

O emocional abalado favorece o mal-estar. Evite os exercícios intensos, mas ocupe a mente com alguma atividade que traga prazer

Os líquidos durante as refeições dificultam a digestão. Procure evitá-los nesse momento

Os alimentos cítricos favorecem a digestão. Experimente colocar algumas gotas de limão na água para diminuir os enjôos

Consulte seu médico sobre a necessidade de suplementos de vitamina B6. A deficiência dessa vitamina causa distúrbio gastrointestinais

Fonte: Revista Materlife


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Mulheres grávidas expostas a altos níveis de poluição do ar – mesmo que por um curto tempo – têm uma chance bem maior de sofrer aborto espontâneo do que quem respira ar puro, segundo um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, publicado na revista científica “Fertility and Sterility” (Fertilidade e Esterilidade).

Os resultados mostram que altos níveis de um poluente chamado dióxido de nitrogênio (NO²) aumentam em 16% o risco de aborto espontâneo. Produzido pela queima de combustíveis fósseis, o NO² é um gás bastante presente em diversos lugares poluídos no mundo.

No Brasil, a contaminação por NO² atinge diversos centros urbanos – São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador –, segundo a Plataforma de Qualidade do Ar do Instituto de Energia e Meio Ambiente.

Estudos anteriores já haviam analisado o risco de aborto em casos em que a exposição à poluição é prolongada, mas essa é a primeira vez que um estudo é publicado com análise de exposição por um curto período.

“Notei um padrão aparente entre a perda da gravidez e a qualidade do ar e resolvi investigar a fundo”, disse Matthew Fuller, um dos autores do estudo.

Na verdade, diz Fuller, respirar um ar muito poluído por um curto tempo no primeiro trimestre da gravidez gera o mesmo perigo de perda do bebê do que fumar tabaco. A pesquisa foi uma análise de casos de aborto entre 2007 e 2015 e envolveu 1,3 mil mulheres do estado americano de Utah. Os pesquisadores analisaram o risco de aborto em um período de três a sete dias depois de picos de concentração de poluentes do ar na região.

A pesquisa foi feita de maneira que as mesmas mulheres foram analisadas em diferentes momentos (um tipo de estudo conhecido como cross-over), assim foi possível excluir outros fatores relativos ao risco de perda do bebê, como idade da mãe, por exemplo. Como analisou casos retrospectivos, o levantamento não foi capaz de analisar a idade do feto no momento do aborto, portanto não conseguiu apontar em que momento o feto fica mais vulnerável à poluição.

A pesquisadora Claire Leiser, que coordenou o estudo, reconhece que os resultados são um retrato restrito do problema e afirma que a questão precisa ser analisada mais a fundo.

Fonte: Portal G1


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Dois milhões de crianças nos Estados Unidos não freqüentam escolas e são educadas pelos próprios pais em suas casas. Em 1999 eram 850 mil.

Esse dado espantoso da Home School Legal Defense Association está deixando educadores e administradores do sistema educacional americano preocupados. Atualmente, nos EUA, uma em cada 25 crianças está fora da escola e são educadas em suas próprias casas.

O direito de ensinar seus filhos em suas próprias casas é legal em 50 estados americanos e 28 deles exigem que essas crianças passem por algum teste oficial. 13 estados simplesmente exigem que os pais informem o governo que estão educando seus filhos em casa.

O mercado de material educacional especialmente dirigido aos pais que ensinam seus filhos em casa soma nada menos que 850 milhões de dólares por ano. Mais de 75% das universidades americanas têm hoje algum tipo de política para lidar com estudantes advindos de sistemas domésticos de educação.

Para resolver o problema do isolamento das crianças que aprendem em suas próprias casas uma rede de novas instituições de apoio tem surgido e os pais têm à disposição laboratórios virtuais e físicos onde os filhos podem participar de experiências em ciências, por exemplo. Times de vários esportes são formados em várias comunidades, somente com crianças que estudam em casa, etc.

Esse movimento de educação dos filhos em casa é ainda mais impressionante quando analisamos dois fatos: o comprometimento dos pais com a educação individualizada de seus filhos num país onde o sistema educacional público é gratuito e em geral, de boa qualidade; o fato de que para educar seus filhos em casa um dos pais (geralmente a mãe) tem que abrir mão de uma renda extra – seu trabalho – para ficar em casa e educar seus filhos. Isso num país onde o desemprego é baixo e as oportunidades de emprego são, portanto, disponíveis.

O fenômeno de educação em casa está tão difundido nos EUA que as lojas J.C.Penney (Lojas Renner, no Brasil), lançaram uma camiseta com os dizeres “Home Schooled” (Educado em Casa) com a figura de um trailler. Houve tanta reclamação por parte de pais que têm seus filhos em escolas públicas que a loja teve que parar de vender as ditas camisetas. A alegação dos que protestaram foi a de que seus filhos, descontentes com a escola pública, poderiam pressionar seus pais pela educação doméstica.

Um dos mais fortes argumentos a favor da educação em casa é que ela provê uma educação individualizada e que a criança pode aprender de acordo com seu próprio ritmo de aprendizagem em vez de ter que aprender no ritmo de uma “maioria” da classe. Outro argumento – dos mais fortes – é o de que com a educação doméstica os pais podem passar a seus filhos os valores que realmente desejam que seus filhos tenham e não deixar que eles fiquem à mercê dos valores de professores com formação duvidosa. Enfim, eles acreditam que uma educação doméstica é, simplesmente, melhor que uma educação pública.

E os números vão a favor dos defensores da educação em casa. A Universidade de Harvard – uma das mais difíceis de entrar nos EUA – já tem alunos brilhantes provenientes de educação doméstica. O primeiro, segundo e terceiro colocados no ano 2000 no concurso nacional de “soletrar” (muito prestigiado nos EUA pela dificuldade em se soletrar corretamente palavras na língua inglesa) foram crianças educadas por seus próprios pais. Já há até uma universidade – Patrick Henry College – na Virgínia – onde quatro em cada cinco estudantes são advindos de sistemas domésticos de educação.

Fonte: Revista Materlife


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É fundamental mantê-lo à mão durante os nove meses, pois nessa fase, a mulher fica muito suscetível aos sinais devido à alteração hormonal, que estimula as células a produzirem mais pigmento. “Quem tem pintas corre ainda mais risco, pois a combinação “gestação e sol” pode transformar um sinal benigno em maligno!”, alerta o dermatologista, Fernando Passos de Freitas.

Para evitar problema, a gestante deve aplicar um filtro 30 ao sair na rua ou ir à praia e em casa, nunca deixe de usar um fator 15, afinal as lâmpadas fluorescentes também queimam. E nada de passar uma vez, ao acordar, e considerar que está com a pele protegida pelo dia inteiro. A reaplicação tem de ser uma rotina também. “Se estiver em um ambiente fechado, aplique uma vez pela manhã e outra na hora do almoço. Caso esteja na rua, retoque de duas em duas horas. E se for à praia, faça isso de uma em uma hora”, ensina o médico.

Outra dica importante é aplicar cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, embora algumas marcas já tenham fórmulas mais modernas, com absorção quase imediata. Mas, melhor não arriscar! Lembre-se: sua saúde e de seu bebê estão em jogo. Com relação à quantidade, não é preciso economizar demais, tampouco se lambuzar. Cerca de seis colheres de chá são suficientes para o corpo.

Na hora da escolha

Em 2010, um estudo publicado por pesquisadores suíços confirmaram a suspeita de que substâncias presentes em alguns tipos de protetores solares são absorvidas pelo organismo e excretadas no leite materno. Como tais substâncias podem permanecer na gordura corporal por semanas, os especialistas afirmam que é mais seguro evitar seu uso durante a gestação.

São elas: 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC). Por isso, ao comprar seu protetor solar, peça ao farmacêutico, produtos livres delas!

Fonte- Dermatologista Fernando Passos de Freitas (CRM-106.504)


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O teste mais convencional em uso, o da amniocentese, que consiste no uso de uma agulha para retirar líquido do útero, pode causar abortos e danos ao feto.
Com o novo teste, cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos,
conseguiram identificar, com sucesso, vários casos de síndrome de Down, segundo um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

O teste consiste em uma análise genética de uma amostra do sangue da mãe, pois ele pode detectar a presença de cópias extras do cromossomo 21.
A Síndrome de Down é causada quando a pessoa possui uma cópia extra do cromossomo – condição genética conhecida como trissomia do 21.

De acordo com os cientistas, se um feto possui três cópias do cromossomo, ao invés de apenas as duas normais, haverá também um aumento na quantidade de cromossomos 21 no sangue da mãe, já que o DNA consegue atravessar a placenta do bebê para o corpo da mãe. Segundo a pesquisa, o exame de sangue desenvolvido em Stanford é capaz de identificar e contar os fragmentos de DNA e é sensível o bastante para detectar até um pequeno aumento no número de cromossomos 21.

Pesquisa

Para realizar o estudo, os cientistas testaram o exame em 18 mulheres grávidas e identificaram com sucesso nove casos de Síndrome de Down entre as participantes e dois casos de outras anomalias genéticas conhecidas como aneuploidias, definidas por uma perda ou ganho de material genético.

Stephen Quake, que coordenou o estudo, afirma que será necessário repetir os exames em um número maior de mulheres. Ele explica que está confiante de que o novo exame de sangue poderá ser usado de forma rotineira em hospitais dentro de alguns anos.

Um dos modos mais comuns para diagnosticar se um bebê possui ou não a Síndrome de Down é a amniocentese, um método invasivo que consiste em introduzir uma agulha no útero para retirada de um líquido para análise genética. Segundo informações do Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha, cerca de uma em cada 100 mulheres que realiza o teste acaba perdendo o bebê como resultado da prática invasiva. Quake esclarece que “o exame não-invasivo será muito mais seguro que as práticas atuais”.

Para Lyn Chitty, especialista em genética e medicina fetal da University College, em Londres, o exame é um “desenvolvimento interessante para a prática de métodos menos invasivos e mais seguros para detectar a Síndrome de Down”.

Fonte: Revista Materlife


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Sorvete de iogurte ajuda a diminuir as cólicas

Os obstetras e os nutricionistas têm muitos motivos para recomendar o consumo de iogurte. Além de ser uma fonte de cálcio, o produto ajuda a prevenir a obesidade e regularizar a flora intestinal e atua como um complemento para a nutrição tanto da mulher quanto do bebê.

“O iogurte ajuda a combater os incômodos durante a gestação, como a prisão de ventre, além de enriquecer a alimentação da gestante”, afirma Graziela Yang, nutricionista da rede Tutti Frutti Frozen Yogurt.

A proteína e o cálcio são os dois principais nutrientes do iogurte, mas o alimento também é fonte de vitaminas A, do complexo B e zinco, nutrientes que contribuem na formação ou reparação de tecidos corporais, ossos e dentes, combaterem radicais livres e reforçam a imunidade.

Além disso, o iogurte auxilia no controle do peso durante a gravidez, já que o valor calórico não é alto. Alimento versátil, o iogurte pode ser misturado a diversos outros alimentos saudáveis, como pedaços de frutas, mel, gengibre, canela e sementes oleagenosas.

O mel e a canela, por exemplo, têm componentes com ações antibacterianas e que agem como antibióticos naturais. A laranja, a acerola, o cacau, a framboesa preta, a amora, o morango, o kiwi, a banana, o gengibre, a castanha-do-pará, a castanha e a amêndoa também são importantes aliados do sistema imunológico.

“A banana, por exemplo, é rica em fibras, potássio, cálcio e vitaminas A, C e do complexo B”, indica a nutricionista.

Essas misturas podem ser excelentes substitutos de doces nas sobremesas, nos intervalos entre as refeições e reforços do café da manhã.

“Deve-se ter cuidado apenas com as versões light e diet do iogurte, pois podem conter adoçantes, cujo consumo não é recomendado durante a gravidez”, completa Graziela.

Dica de receita:

Banana ao forno com canela e frozen de gengibre

Corte ao meio no sentido vertical uma banana – pode ser a terra ou a nanica. Leve ao forno, coberta com extrato de agave e canela em pó, deixe até que a banana quase derreta. Sirva ainda quente com o frozen de gengibre.

Obs: A banana pode ser substituída pela pêra, que também fica bem saborosa com o frozen.

Fonte: Revista Donna


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De acordo com a ginecologista e obstetra Erica Mantelli (CRM 124.315), os cuidados com o coto umbilical são essenciais para a higiene do bebê. “É muito comum que pais de primeira viagem tenham receio de machucar o bebê ao cuidar do coto umbilical, mas ele não tem terminações nervosas, ou seja, não dói durante a limpeza. Se o bebê chorar durante o curativo pode ser devido ao incômodo da situação, frio ou fome, mas não à dor”, explica.
A região do umbigo deve permanecer seca e limpa para assegurar a cicatrização e evitar qualquer tipo de infecção. “O coto umbilical pode ser lavado com água filtrada e sabão neutro, sendo necessário fazer uma boa secagem”, afirma a ginecologista. Mantelli recomenda que a higienização do coto umbilical deva ser feita pelo menos duas vezes ao dia, após o banho e a cada troca de fraldas, para evitar infecção. “Se houver algum tipo de secreção ou sangramento o curativo deve ser feito até três vezes”, disse.
Quanto tempo o cordão demora a cair?

A queda do coto umbilical deve acontecer entre 10 e 21 dias depois que o bebê nascer. “Quando esse dia chegar, o coto umbilical vai secar, ficar preto e cair, por isso, a mamãe não precisa se assustar. Depois vai ficar uma pequena ferida, que leva de uma semana a 10 dias para ocorrer a cicatrização”, acrescenta a ginecologista.
Mas o dia da queda do umbigo varia muito de criança para criança. Às vezes, o cordão pode demorar até mais do que 21 dias para cair, sem que haja maiores problemas. Em caso de demora, procure um médico para ter certeza de que não há nenhum problema com a criança.

Como fazer o curativo?

A mamãe deve elevar o coto umbilical suavemente e, com um chumaço ou uma haste de algodão, deve limpar bem o coto e ao redor onde ele se insere na barriga. É importante retirar qualquer secreção. Enquanto você estiver limpando o umbiguinho do bebê e algodão sair escuro, repita a limpeza com um novo algodão. Utilize uma gaze embebida em álcool 70% para limpar e outra para secar, caso o coto fique molhado em excesso. “Após o bebê completar 15 dias o coto ficará mais endurecido, seco e escuro e aos poucos ele vai cair“, revela Mantelli.

Após a limpeza, a fralda deve ser colocada abaixo do coto umbilical, para evitar que a região fique úmida, com cuidado para que a fralda não fique apertada e machuque o coto umbilical.

Lembrando que a mesma higienização deve continuar sendo feita por pelo menos dez dias depois de cair o coto umbilical, sendo que o tecido ainda está em fase de cicatrização. “Depois que o coto umbilical cair, a cicatriz do umbigo pode inchar e vazar um pouco, o que é comum. Em alguns casos pode surgir também uma protuberância na região do umbigo, chamada hérnia umbilical, que geralmente desaparece antes da criança completar cinco anos”, alerta a ginecologista e obstetra.

Atenção mamães: evitem usar mercúrio ou merthiolate depois que o coto umbilical cair. Esses medicamentos intoxicam e escondem uma possível inflamação.
Secreção ou pus no umbigo do bebê é perigoso?
Se você notar uma secreção amarelada, parecida com pus no umbigo do pequeno, isso não significa que o coto está infeccionado, porém é necessário ficar atenta a outros sinais, como vermelhidão e calor local. “Pode aparecer um pouco de sangue na fralda ou na roupinha quando o bebê ainda estiver com o coto”, destaca Mantelli. Caso a secreção aumente a cada dia, procure o pediatra imediatamente.

Fonte – Ginecologista e Obstetra Erica Mantelli (CRM 124.315)
Site – www.ericamantelli.com.br


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Apesar da importância do aleitamento exclusivo materno até os seis meses de vida para a saúde do bebê, nem sempre ele acontece. O aleitamento materno possui todos os nutrientes necessários ao recém-nascido, nas quantidades adequadas, além de fornecer componentes importantes que fortalecem o sistema imunológico.

No entanto, algumas vezes o aleitamento não é possível devido à presença de determinadas doenças da mãe ou do bebê. Sendo assim, como deve ser feita a alimentação da criança até o sexto mês de vida?

Atualmente já existem diversas fórmulas infantis destinadas à alimentação de bebês até os seis meses de vida e dos seis meses em diante. A composição dessas fórmulas busca atender as necessidades nutricionais das crianças, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento adequado.

Uma pesquisa feita recentemente analisou a necessidade do fornecimento de alguns nutrientes específicos, como no caso do ferro para crianças menores de seis meses, que moram em cidades industriais. O estudo verifica a suplementação de ferro como prevenção de sua deficiência. Os resultados mostram que, apesar da prevalência de deficiência de ferro ser baixa entre as crianças desta faixa etária, a suplementação pode ser uma ação a ser considerada, uma vez que foi bem tolerada entre a população em estudo.

Outro estudo abordou os benefícios do fornecimento de fórmulas infantis à base de leite e de soja, enriquecidas com ômega 3. Os resultados indicam que não existe diferença entre a composição de leite ou soja das fórmulas, podendo ser benéfica pelo enriquecimento fornecido pelo ômega 3.

“Na impossibilidade de amamentar, recomenda-se a utilização das fórmulas infantis para atender às necessidades especiais do lactente nos primeiros seis meses de vida. O nutricionista deve informar as mães quanto à utilização de fórmulas infantis, caso seja necessária esta intervenção, pois o leite materno supre 100% das necessidades nutricionais das crianças, permitindo crescimento e desenvolvimento normais”, explica a nutricionista e tutora do Portal Educação, Ana Paula Leão Rossi.

Portal: Revista Materlife


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Apesar de o esquecimento ser muito comum na gravidez, as mamães não precisam se preocupar: não é um problema médico e sim de origem física. Segundo o neurologista Leandro Teles (CRM 124.984), os hormônios podem ser os responsáveis por esse esquecimento na gestação. “As alterações do hormônio progesterona na gravidez deixa o metabolismo lento e, consequentemente, o reflexo da gestante fica devagar. A gestante demora um pouco mais para ter atenção no que está fazendo”, explica.
Muitas mulheres notam que a mente não funciona como antes.

A função cognitiva pode ser comprometida e por isso as mamães não conseguem manter a concentração e memórias de curto prazo. “Não só as gestantes, mas todo o ser humano deve aprender a priorizar as informações mais relevantes, de modo que o próprio cérebro consiga diferenciar um dado importante de outros que não têm problema de serem esquecidos. Dessa forma, o cérebro vai saber escolher o que apagar”, afirma o neurologista.

Fatores que influenciam a perda de memória:

A perda de memória pode ser somente para palavras e pensamentos, ser parcial, o que significa não se lembrar de um determinado grupo de itens. Veja os fatores que podem comprometer a memória na gestação:

  • O stress da vida moderna. Ele provoca um desgaste demasiado grande no corpo e na mente de qualquer pessoa, incluindo a gestante;
  • A má alimentação ou a alimentação com poucas substâncias nutritivas não consegue nutrir o corpo de elementos químicos importantes para a saúde física e mental da mãe e também do bebê que está a caminho;
  • Bebidas alcoólicas e cigarro podem prejudicar a memória da gestante;
  • A depressão atinge de 10% a 20% das mulheres grávidas e geralmente associada a níveis baixos de serotonina, um neurotransmissor ligado ao sistema de excitação. A concentração e o foco são afetados, prejudicando a capacidade de armazenar novas memórias.

Para não cair no esquecimento:

O neurologista Leandro Teles aconselha as futuras mamães sobre o que fazer para manter a memória na ativa. Veja quais são as dicas:

  • Carregue na bolsa um caderninho ou bloco e escreva lembretes a qualquer momento. Depois, consulte todos os dias essas anotações.
  • Faça um calendário bem detalhado, com suas atividades nas datas correspondentes.
    • Acostume-se a colocar itens que usa com frequência, como chaves e óculos, no mesmo lugar.
  • Fale em voz alta coisas que não quer esquecer, para memorizá-las melhor.
    • Aproveite o esquecimento durante a gravidez para simplificar sua vida.
    • Não se imponha tarefas demais antes do nascimento do bebê e inclua tarefas prazerosas na rotina, como tomar banho com calma, conhecer um novo restaurante ou ir ao cinema.

Fonte: Neurologista Leandro Teles (CRM 124.984)


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A lista de doenças infecciosas, causadas por micro-organismos como vírus, bactérias, protozoários e fungos, é enorme. Para muitas existem vacinas, mas uma parte significativa não conta com proteção – apenas medidas paliativas de prevenção.

Entre as principais, ainda com alta incidência no Brasil, estão Aids, hanseníase, hepatite C, malária e sífilis. A boa notícia é que elas têm tratamento e com os prognósticos podem ser acompanhadas a evolução da doença e do quadro clínico.

A seguir, saiba o que são exatamente essas patologias e formas de evitá-las.

Aids

O que é: trata-se de uma infecção sexualmente transmissível (IST) provocada pelo HIV, um retrovírus que ataca o sistema imunológico. Ele é transmitido pelo sexo vaginal, anal e oral sem camisinha, uso de seringa e instrumentos perfurocortantes contagiados, transfusão de sangue contaminado e de mãe infectada para o filho durante a gravidez, no parto ou na amamentação.

É importante destacar que ter HIV não é o mesmo que ter Aids – há muitas pessoas soropositivas (que possuem o vírus em seu corpo) e que passam anos sem apresentar qualquer sintoma e sem desenvolver a doença. A sigla “Aids” significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, e refere-se à doença criada pelo vírus.

Prevenção: uso de preservativos (feminino ou masculino) em todas as relações sexuais, realização de pré-natal no caso das gestantes, e utilização de seringas e agulhas descartáveis e luvas para manipular feridas e líquidos corporais.

Hanseníase

O que é: antigamente conhecida como lepra, é uma doença crônica, infectocontagiosa, curável e que acomete, principalmente, pele e nervos periféricos. Ela é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão ocorre pelo contato com a tosse e o espirro, e pelo contato próximo e prolongado com pessoas infectadas.

Prevenção: para não contrair hanseníase é fundamental evitar o contato com pessoas infectadas. Fora isso, quando a doença já está presente, a melhor forma de prevenir a instalação de deficiências e incapacidades físicas é o diagnóstico precoce.

Hepatite C

O que é: causada por vírus (HCV), a hepatite C provoca inflamação no fígado. Sua transmissão se dá pelo contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos contaminados. Também pode ocorrer em procedimentos cirúrgicos, odontológicos, hemodiálise, transfusão e endoscopia quando as normas de biossegurança não são aplicadas e, menos comumente, no parto e durante o sexo desprotegido.

Prevenção: evitar a doença é até fácil: basta não compartilhar itens pessoais, como escova de dente, aparelho de barbear, alicate, seringa e agulha; certificar-se de que os objetos que serão utilizados em salões de beleza e de tatuagem, por exemplo, foram devidamente esterilizados e usar preservativo. Fora isso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar a patologia.

Malária

O que é: trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, não contagiosa, causada por protozoários Plasmodium – há mais de 100 tipos –, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles.

Prevenção: ainda não existe vacina contra a malária, mas um grupo de pesquisadores do Centro de Terapia Celular e Molecular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) está desenvolvendo uma para combater a forma com maior distribuição geográfica e maior prevalência nas Américas, a vivax.

Enquanto ela não é lançada, o importante é evitar a todo custo ser picado pelo mosquito transmissor – sobretudo na região da Amazônia, onde são registrados 99% dos casos no Brasil. As recomendações pessoais são não se expor no fim da tarde sem proteção; usar roupas de cores claras e que cubram a maior extensão possível do corpo; não passar perfume; aplicar repelente de ação prolongada e instalar mosquiteiro para dormir e telas nas janelas e nas portas. Fora isso, é fundamental desmantelar os locais com água parada, que são os criadouros dos mosquitos.

Sífilis

O que é: Infecção Sexualmente Transmissível (IST) exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. A patologia tem diferentes estágios (primário, secundário, latente e terciário) e dois tipos: adquirida, quando é transmitida pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada, e congênita, quando é passada para o bebê durante a gestação ou o parto.

Prevenção: a sífilis é prevenida com o uso regular de camisinha (feminina ou masculina) e acompanhamento das gestantes.

Vacina

De acordo com o Ministério da Saúde, neste momento não há perspectiva de oferta de vacina para qualquer uma dessas doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois ainda não existem no país produtos devidamente registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota, o MS explica que as estratégias de vacinação no Brasil, bem como a inclusão de novas vacinas no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o estabelecimento de grupos populacionais a serem cobertos, são decisões respaldadas em “bases técnicas, científicas e logísticas, evidência epidemiológica, eficácia e segurança”, somadas à garantia da sustentabilidade da estratégia adotada para a vacinação e de custo-benefício econômico.

Fonte: Portal G1