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Um bebê de um ano e quatro meses, *Bruno, foi diagnosticado com Meduloblastoma (tumor cerebral maligno) e obteve sucesso no tratamento graças a utilização de suas próprias células-tronco coletadas e congeladas. O paciente passou por cirurgia e quimioterapia antes de realizar o transplante com as suas células-tronco armazenadas desde seu nascimento, na Criogênesis em São Paulo.

O armazenamento das células-tronco de *Bruno, decidido por seus pais, poupou a família da angústia de encontrar um doador compatível de células para o transplante.
O laboratório, responsável pela coleta e armazenamento do material, seguindo protocolos internacionais realizou a liberação das células-tronco e garantiu a entrega segura em um Hospital em São Paulo, onde ocorreu o transplante.

Apesar da forma de tratamento não ser de domínio público, o diretor técnico do grupo Criogênesis e hematologista do HC-FMUSP, Dr. Nelson Tatsui, afirma que mais de 40.000 transplantes já foram realizados com células-tronco. Essas células podem ser utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças, tais como: leucemias, talassemias, anemias, linfomas, entre outros. O caso de Bruno ilustra a importância do avanço da medicina no uso de células-tronco e o seu potencial para salvar vidas.

*O nome do paciente foi alterado para preservar sua identidade.

Sobre a Criogênesis: referência na coleta e criopreservação de células-tronco de Sangue e Tecido do Cordão Umbilical e Polpa de Dente, se consolida como um dos maiores centros de medicina regenerativa de São Paulo. Utilizando tecnologia de ponta investe em segurança, materiais e maquinários de padrões internacionais. Pioneira no Brasil e com duas décadas de operação, a organização oferece ainda, o armazenamento de sêmen, protocolos em terapia celular, Plasma Rico em Plaquetas (PRP) com tecnologia de aférese, fotoférese e plasmaférese. É detentora do certificado e aprovação americana da Associação para o Avanço do Sangue e Bioterapias (AABB), que permite a empresa fazer parte de um seleto grupo mundial de bancos de cordão umbilical, composto por aproximadamente 75 entidades em todo continente. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia por meio de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

Fonte: Portal Saúde Press


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A mãe de Isla, a britânica Emily Duffy e seu marido estão pedindo ajuda financeira para custear o tratamento com células-tronco nos EUA. “Ela só quer poder fazer o que outras crianças de dois anos podem fazer”, disse

Logo após o nascimento, em janeiro de 2021, a pequena Isla Duffy, da Inglaterra, sofreu uma convulsão e, por privação de oxigênio, foi diagnosticada com paralisia cerebral. Por causa da condição, ela ficou incapaz de se comunicar verbalmente e teve sua mobilidade afetada. No entanto, hoje, dois anos depois, a menina está prestes a dar seus primeiros passos graças ao seu irmão Leo, de seis meses. Ela viajará para o Duke University Hospital, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, em agosto, para se submeter a um tratamento com sangue do cordão umbilical do irmão, que é rico em células-tronco.

Essas células são basicamente os blocos de construção do corpo, e podem ser usadas para tratar certos tipos de câncer, deficiências imunológicas e distúrbios genéticos. Espera-se que o tratamento possa ajudar Isla também, com pesquisas pioneiras nos Estados Unidos tendo encontrado alguns resultados promissores. Agora, os pais de Isla, ambos de 32 anos, esperam arrecadar R£ 25 mil (cerca de R$ 155 mil) para o tratamento e posteriormente a fisioterapia. Emily, gerente de projetos de um escritório de advocacia, e Sim, um corretor financeiro ficaram emocionados ao saber que sua filha se qualificou para o tratamento.

“Foi um enorme alívio descobrir que Isla se qualificou. Você precisa de pelo menos 50% de compatibilidade genética — e tivemos a sorte de saber que Leo era uma combinação boa o suficiente. Quando você tem uma criança com paralisia cerebral, você é informado de que não há tratamento ou cura, então acho que tenho grandes esperanças agora que finalmente há algo que podemos fazer. Um tratamento bem-sucedido pode permitir que ela se desenvolva rapidamente. Ela pode nunca ter conseguido falar, mas se o tratamento correr bem, há uma chance de que ela possa. Ela também pode aprender a andar muito mais rápido. Atualmente, Isla não pode sentar-se sozinha, rastejar ou andar”, explicou a mãe.

“A paralisia cerebral a limita muito. Ela também não é verbal e tem suspeita de autismo, o que torna a comunicação com ela extremamente difícil. Ela adora livros, especialmente livros sensoriais, e adora brincar ao ar livre. Ela realmente adora acariciar animais como cães e brincar na água também. Ela só quer poder fazer o que outras crianças de dois anos podem fazer”, disse. “Espero que o tratamento lhe dê um novo fôlego de vida, mesmo que pequenas coisas, como poder brincar com outras crianças e com o Leo. No início, ela não estava tão interessada em Leo, mas à medida que ele ficou mais velho, os dois começaram a brincar com os mesmos brinquedos e a virar páginas de livros que estão lendo juntos. Tem sido lindo vê-los se aproximando e, com sorte, o tratamento também ajude nisso”, completou.

“No momento, não há cura para a paralisia cerebral”, disse o pai. “Mas é a deficiência motora mais comum em crianças, afetando uma em cada 400 no Reino Unido. É um processo muito difícil e longo, levamos seis meses e muita sorte para nos classificarmos. Nos EUA eles são muito rigorosos em relação às correspondências — o tipo sanguíneo tem que ser compatível e a correspondência genética entre o doador e o paciente tem que ser próxima. Tínhamos isso em mente quando decidimos ter outro filho e, por isso, quando Leo nasceu, em novembro, fizemos questão de salvar o sangue do cordão umbilical dele. As células-tronco têm propriedades realmente regenerativas — você as lança no corpo de uma criança e espera que elas substituam, fixem e rejuvenesçam as células de seu corpo”, continuou.

“A melhor parte é que nem é uma cirurgia assustadora ou extensa, é apenas administrada por gotejamento intravenoso na corrente sanguínea e leva apenas 20 minutos. Os efeitos podem ser incríveis. No caso da Universidade Duke, todas as crianças tiveram ganhos aumentados de movimento após o tratamento, e há relatos de crianças na Austrália que até conseguiram andar ou falar”, finalizou.

Fonte: revista Crescer


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A corajosa Aubrey Austin, de apenas 4 anos de idade, salvou a vida do irmão mais novo, Carey, ao se submeter a uma cirurgia para doar células-tronco.

Aos 8 meses de idade, Carey foi diagnosticado com leucemia mielomonocítica juvenil, um tipo raro e agressivo da doença cujo único tratamento disponível é o transplante de medula. Os irmãos moram com os pais em East Sussex, na Inglaterra.

Em entrevista ao Mirror, a mãe das crianças, Naomi, contou que Carey adoeceu em novembro de 2021. A princípio, ela e o marido, Simon, acharam que se tratava de bronquite. Para o espanto dos pais, no entanto, o bebê foi diagnosticado com leucemia mielomonocítica juvenil após ser levado às pressas para um hospital, sofrendo dificuldades respiratórias. “Eu estava histérica. Fiquei tentando dizer aos médicos que não era câncer, era bronquite. Eu não podia aceitar o que estava acontecendo”, lembrou Naomi.

Quando o resultado do teste mostrou compatibilidade entre Aubrey e Carey, a família ficou eufórica. “Eu não conseguia parar de chorar, foi tão emocionante. Pensar que Carey teria uma chance de sobrevivência graças à sua irmã mais velha foi a resposta às nossas orações”, relatou ela. “Nós nos sentimos culpados por colocá-la no procedimento, mas quando falamos com ela sobre isso, tudo o que ela queria fazer era ajudar. Estávamos tão orgulhosos dela”, continuou.

O transplante aconteceu no dia 15 de março, data em que Carey comemorava um ano de idade. Durante o procedimento de duas horas de duração, os cirurgiões retiraram as células-tronco de Aubrey e as colocaram no corpo de Carey por meio de um gotejamento.

“O fato de o transplante ter ocorrido no aniversário de Carey foi tão significativo – ela estava dando a ele uma segunda chance de vida naquele dia especial”, avaliou Naomi. Apesar de ter saído da operação com perfurações nas costas, onde as células-tronco foram retiradas, Aubrey nunca reclamou de dor e apenas ficou feliz por poder ajudar o irmão.

Quando os irmãos se viram pela primeira vez após a cirurgia, toda a equipe médica e a família choraram de emoção. “Eles se abraçaram e ficaram emocionados de estar juntos. Carey e Aubrey sempre foram próximos, mas agora o vínculo deles é mais forte do que nunca”, contou a mãe. O mais novo precisou ficar 7 semanas em observação no hospital e agora se recupera em casa. Ele está em remissão, sem sinais das células cancerosas em seu corpo.

“Ter um filho com câncer é uma das piores coisas que podem acontecer. Nós não percebemos que era leucemia, então estamos gratos por ter sido detectado a tempo. Nos sentimos tão sortudos que Carey passou por isso e parece um milagre tê-lo conosco agora”, concluiu a mãe.

 

Fonte – Revista Crescer


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É muito comum associar a infertilidade às mulheres, afinal, 50% dos casos de infertilidade estão relacionados exclusivamente a um fator feminino. Porém, os homens também são afetados. Na realidade, 50% dos casos de infertilidade compreendem a infertilidade masculina, seja de forma exclusiva (30%) ou associada a um fator feminino (20%).

E uma das causas mais comuns da infertilidade masculina é a azoospermia, isto é, a ausência de espermatozoides na ejaculação. Ela está presente em cerca de 1% do público masculino. O problema é que muitos homens demoram para buscar um especialista por ainda pensarem que a infertilidade é um problema exclusivamente feminino ou que a condição interfere em sua virilidade. A azoospermia pode ocorrer por interferências na produção, armazenamento ou transporte dos espermatozoides. Caso o problema esteja na produção dos espermatozoides, denomina-se azoospermia não obstrutivo, quadro mais comum.

As causas da condição podem incluir, no caso da azoospermia não obstrutiva, defeitos genéticos, doenças como varicocele, tumores e danos externos, incluindo traumas e maus hábitos de vida.  A azoospermia obstrutiva, por sua vez, também pode ocorrer devido a doenças genéticas, além de infecções e procedimentos como vasectomia.

Assintomática, não causando impotência sexual, a azoospermia é diagnosticada através do espermograma e, em caso de alteração, pode ser feita uma biópsia testicular para confirmação. Mas é possível que homens com azoospermia tornem-se pais, principalmente porque, em 30% dos casos, os espermatozoides podem ser encontrados nos testículos ou epidídimos, onde são produzidos e armazenados, respectivamente.

Em casos de azoospermia obstrutiva, pode ser realizada punção dos testículos para coleta dos espermatozoides diretamente do epidídimo. Em seguida, é feita a Fertilização In Vitro (FIV). Já nos casos de azoospermia não obstrutiva, são realizados exames para verificar a chance de obter espermatozoides durante o procedimento de micro-TESE, que consiste em uma cirurgia realizada por meio de microscópio para abrir os testículos e capturar os espermatozoides que serão utilizados na FIV. Caso os espermatozoides não sejam localizados, a FIV ainda pode ser realizada com sêmen de um doador.

O tratamento ideal é indicado após o diagnóstico, sendo importante que casais que estejam tentando engravidar há mais de um ano sem sucesso busquem um especialista para avaliação da saúde reprodutiva feminina e masculina.

Fonte: Portal Veja


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Este tratamento foi realizado com a colaboração da BebéVida e da Duke University.

Salvador, um menino português de cinco anos diagnosticado com transtorno do espectro do autismo, passou recentemente por um tratamento com células-tronco do próprio sangue do cordão umbilical com o objetivo de melhorar sua condição.

O procedimento foi realizado em agosto de 2022, no Duke University Hospital, nos Estados Unidos da América (EUA), no âmbito do Protocolo de Acesso Expandido (EAP). Estima-se que, em Portugal, uma em cada mil crianças em idade escolar viva com perturbação do espetro do autismo 1. (Nota do editor: no final de 2022, o programa de Acesso Expandido parou de matricular crianças com autismo.)

“Desde que Salvador passou pelo tratamento, temos experimentado várias melhorias, tanto em casa quanto na escola. Percebemos que ele está mais atento e concentrado e esperamos que nos próximos meses a evolução seja ainda mais visível e significativa”, afirma Liane, mãe do menino Salvador.

No final de 2019, Liane, enfermeira profissional e mãe de dois meninos, entrou em contato com a Duke University, na Carolina do Norte, por ter conhecimento do protocolo de Acesso Expandido que estava sendo executado paralelamente aos ensaios clínicos para o diagnóstico de espectro autista e paralisia cerebral com infusão de células-tronco do cordão umbilical.

Nas duas vezes em que foi mãe, Liane decidiu criopreservar células estaminais do sangue do cordão umbilical através de um banco português de tecidos e células estaminais, o BebéVida. “Foi, de certa forma, essa decisão que motivou o esperançoso contato com a Duke University”, reflete Liane. No início de 2022, após muita persistência, entre várias tentativas de contato nos últimos três anos e vários laudos médicos exigidos, a mãe de Salvador finalmente conseguiu que o caso fosse aceito no Protocolo de Acesso Expandido (EAP) da Duke University. O laboratório de criopreservação, onde estavam armazenadas as células-tronco de Salvador desde seu nascimento, foi contatado por Liane para liberar a amostra.

A BebéVida enviou a amostra para o Hospital Pediátrico da Duke University of Medicine, seguindo as mais exigentes condições de armazenamento para não comprometer o material biológico. Semanas após a amostra chegar aos EUA, o procedimento foi agendado. A infusão das células estaminais demorou menos de uma hora e, como não houve efeitos secundários nas primeiras 24 horas, o menino teve alta e pôde regressar a Portugal.

A utilização de um produto biológico, ou seja, células-tronco do sangue do cordão umbilical, é uma abordagem clínica experimental para o tratamento do espectro do autismo. Se o tratamento for bem-sucedido, espera-se que, cerca de 6 a 12 meses após a infusão do próprio sangue do cordão umbilical, o menino apresente melhoras na fala. A primeira avaliação ocorreu em fevereiro de 2023, quando já se passaram 6 meses após a infusão.

Nos últimos anos, vários ensaios clínicos mostraram que o uso de sangue e tecido do cordão umbilical não é apenas um procedimento seguro, mas também tem benefícios terapêuticos em algumas crianças diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo. Os benefícios se manifestam na redução dos sintomas clínicos da patologia, observa-se aumento da conectividade neuronal, além de melhorias comportamentais e fisiológicas, como habilidades sociais e de comunicação.

A criopreservação consiste em um procedimento simples após o momento do parto, não invasivo e sem riscos, indolor tanto para a mãe quanto para o bebê, que consiste na coleta de células-tronco do sangue do cordão umbilical, que depois são devidamente armazenadas mantendo suas propriedades originais por muitos anos. Estima-se que 50 mil portugueses tenham perturbações do espectro do autismo 2. Segundo a Associação Psiquiátrica Americana, os transtornos do espectro do autismo são considerados uma síndrome neurocomportamental originada de alterações no sistema nervoso central que afetam o desenvolvimento normal da criança 3. O autismo é chamado de espectro devido à variabilidade de sintomas, desde as manifestações mais leves até as formas mais graves, que podem ser distribuídos em três grandes domínios de perturbação: social, comportamental e de comunicação. Os sintomas geralmente ocorrem nos três primeiros anos de vida, porém podem não se manifestar plenamente até que as interações sociais ultrapassem o limite das capacidades da criança 4. Embora não haja cura, terapia comportamental ou medicamentos ou uma combinação de ambos podem ajudar a melhorar o desempenho diário.

Fonte: https://parentsguidecordblood.org/en/news/salvadors-story-expanded-access-autism


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De acordo com Octávio Pontes, a terapia celular neural pode oferecer esperança para pacientes com epilepsia resistente a medicamentos que não respondam a terapias convencionais

Segundo o professor Octávio Pontes Neto, a epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) é um tipo de epilepsia que se origina no lobo temporal do cérebro. É chamada de mesial  por que as convulsões começam em uma região específica do lobo temporal, chamada de mesial, que inclui o hipocampo e a amígdala.

“A ELTM é a forma mais comum de epilepsia resistente a medicamentos em adultos e pode causar convulsões complexas, que afetam a consciência e a memória. A causa do distúrbio não é completamente compreendida, mas acredita-se que seja devido a uma combinação de fatores, como lesões cerebrais, histórico familiar de epilepsia, infecções ou inflamação do cérebro e condições médicas como a esclerose mesial temporal”, ressalta.

O seu tratamento geralmente envolve medicação antiepiléptica para controlar as convulsões. No entanto, cerca de 30% das pessoas não respondem a esses medicamentos e precisam de outras opções de tratamento, como cirurgia ou estimulação cerebral profunda.

Sobre as novidades no tratamento, o professor explica que, em estudo apresentado na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, a terapia celular neural experimental mostrou ser segura e eficaz na redução de crises epilépticas em dois pacientes com epilepsia de lobo temporal mesial resistente a medicamentos. Para Octávio Pontes, embora a terapia ainda esteja em estágio experimental, os resultados preliminares são promissores e indicam que ela pode oferecer uma nova abordagem para o tratamento de pacientes com ELTM. No entanto, ressalta o professor, “mais pesquisas são necessárias para determinar a eficácia da terapia em um grupo maior de pacientes e avaliar seus possíveis efeitos colaterais e riscos a longo prazo. Ainda assim, a terapia celular neural pode oferecer esperança para pacientes com epilepsia resistente a medicamentos que não respondam a terapias convencionais”.

Fonte: https://jornal.usp.br/radio-usp/colunistas/octavio-marques-pontes-neto/terapia-celular-mostra-resultados-promissores-para-epilepsia-focal/


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Os cuidados relativos à saúde dos bebês e das crianças incluem idas ao otorrino pediatra. Esse profissional é capaz de identificar problemas acerca do ouvido, nariz e garganta e promover tratamento adequado caso seja identificada alguma patologia.

Essa parcela da população costuma ser mais suscetível a desenvolver infecções no ouvido e na garganta. Quanto ao nariz, hipertrofia de adenoide (a popular “carne esponjosa”), por exemplo, pode resultar em respiração oral e gerar outras complicações. Logo, consultar-se com um otorrino pediatra pode melhorar a qualidade de vida dos pequenos.

Por mais que os pais façam o acompanhamento periódico da saúde das crianças junto a um pediatra, a complementação com atendimento especializado de um otorrinolaringologista ajuda na identificação de condições, como a surdez, de forma precoce, por exemplo.

Para tornar o entendimento da necessidade desse atendimento otorrinolaringológico, a Dra. Renata Christofe Garrafa, otorrino pediatra da Clínica Garrafa, listou sete motivos que devem servir de alerta aos pais para uma consulta com um otorrinolaringologista especializado no atendimento ao público infantil. Confira.

1.      A criança não passou no teste da orelhinha na maternidade

A triagem auditiva neonatal, popularmente chamado de teste da orelhinha, ajuda a identificar alguma deficiência auditiva em recém-nascidos, tendo de ser realizado preferencialmente até três dias após o nascimento e ainda na maternidade. Ele é obrigatório, assim como o teste do pezinho.

O teste, feito por um fonoaudiólogo, contempla dois tipos de exame: Emissões Otoacústicas Evocadas e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, e a indicação de qual será realizado, depende da existência de fatores de risco para perda auditiva.

Caso algum desses exames apresente alteração, o bebê é encaminhado para atendimento junto a um otorrino pediatra, que orientará os próximos passos, incluindo exames a ser repetidos ou novos a serem realizados, além de possíveis tratamentos se necessário.

2.      Criança tem por hábito respirar apenas pela boca

É importante salientar que a respiração pela boca não deve ser considerada uma ação comum. Logo, assim que os pais ou tutores identificarem que a criança passou a ter respiração oral, ou seja, respirar pela boca, é necessário procurar por um otorrino pediatra e averiguar o que está acarretando nesse hábito ruim.

A presença de respiração predominantemente oral, acarreta alterações no crescimento facial e implica em distúrbios odontológicos.

Além disso, essa parcela da população torna-se mais suscetível a desenvolver quadros de infecção, uma vez que o ar não é filtrado pelo nariz (como deveria ocorrer).

3.      A criança apresenta dificuldade em desenvolver a fala e a dicção

A criança começa a falar as primeiras palavras a partir dos 12 meses. Aos dois anos, espera-se que a criança fale frases curtas juntando duas palavras e, aos 3 anos, a fala deve ser inteligível.

Algumas crianças podem demorar um pouco mais para falar, mas é de extrema importância que assim que os pais identifiquem esse atraso na fala, ou até mesmo dificuldade (a criança parece falar enrolado) um otorrino pediatra seja consultado. Algumas afecções precisam de rápido tratamento para o adequado desenvolvimento do bebê e da criança.

4.      Dificuldade de aprendizado na fase escolar

Diversos fatores podem colaborar para que a criança apresente dificuldade de aprendizado. Isso pode estar relacionado a fatores orgânicos, quando a criança não consegue escutar de forma clara, ou quando a criança apresenta ronco e má qualidade do sono. Porém, alterações mais silenciosas também podem comprometer o aprendizado, dificultando principalmente a alfabetização, como é o caso da Desordem do Processamento Auditivo Central.

Em uma consulta com o otorrino pediatra é possível identificar o que tem causado esse transtorno e iniciar um tratamento que visa melhorar a situação.

5.      Ronco e sono agitado

Dormir bem é essencial para o desenvolvimento e crescimento da população infantil. São nos estágios mais profundos do sono que o hormônio do crescimento (o GH) é liberado e são neles em que a memória e o aprendizado são consolidados.

Crianças que roncam e que têm o sono muito agitado podem apresentar distúrbios das vias aéreas superiores. Essa suspeita é ainda mais evidente nos casos de apneias presenciadas pelos pais.

Caso sejam identificados esses sintomas, os pais devem consultar a criança com um otorrino pediatra para avaliação criteriosa do quadro e indicação de protocolo de tratamento.

6.      Otite de repetição

A ocorrência de otite média aguda é uma das doenças mais prevalentes na faixa etária pediátrica. O problema é quando a condição se torna recorrente, sendo denominada de otite de repetição. Quadros repetidos de otite média, além de expor a criança a uso excessivo de antibióticos, pode comprometer a audição e até resultar em otite crônica.

O acompanhamento junto a um otorrino pediatra pode ajudar a evitar a recorrência e as complicações das otites médias agudas.

7.      Criança fala alto e demora para responder

Caso seja identificada tais situações, é necessário aconselhamento junto a um otorrino pediatra, que prontamente indicará a avaliação auditiva própria para a situação e para a idade.  Essa criança pode apresentar alguma perda auditiva e quanto mais precoce a sua identificação, melhor o prognóstico, minimizando alterações do desenvolvimento.

Fonte: Portal Clínica Garrafa

7 motivos para levar a criança ao otorrino pediatra

 


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Veja como os probióticos podem ajudar e onde encontrá-los

Os últimos anos têm levado pesquisadores médicos, nutricionistas, biólogos e farmacêuticos à busca de novas fronteiras que envolvam a prática de alimentação saudável, fazendo com que as doenças sejam prevenidas ou mesmo tratadas.

Um conceito novo é o dos alimentos funcionais. Estes podem ser considerados alimentos que, além de fornecerem a nutrição básica, promovem saúde graças a mecanismos não previstos através da nutrição convencional.

O tubo digestório é sem dúvida o meio pelo qual nosso organismo entra em contato de maneira mais completa com o meio externo, expondo-se a uma variedade enorme de agentes infecciosos, sejam bactérias, fungos, vírus ou arqueias, que apresentam carga genética cem vezes maior do que a nossa, exercendo uma série de atividades, fazendo com que sejam considerados em conjunto, um verdadeiro órgão extra em nosso organismo.

Tais microorganismos podem ser divididos em três tipos. Os comensais, os patobiontes e os simbiontes. A convivência com eles é possível graças a participação de nosso sistema imunológico. Este regime de harmonia é conhecido como eubiose (equilíbrio), que está diretamente associado ao que chamamos de saúde. Havendo desiquilíbrio surge a disbiose, que pode estar diretamente relacionada com o surgimento de várias afecções e sintomas intestinais e extra intestinais.

O que são probióticos?

As bactérias do bem são chamadas de probióticos, definidos pela Organização Mundial da Saúde como “organismos vivos, que quando consumidos em quantidades adequadas, fazem bem para nossa saúde”. A influência benéfica dos probióticos sobre a microbiota intestinal humana inclui funções estruturais, metabólica, protetora e imunológica.

Os tipos e o número de bactérias que nós carregamos são determinados por vários fatores, sendo os dois primeiros anos de vida cruciais. Assim, crianças nascidas de parto cesária, que não receberam aleitamento materno, ou que fizeram uso de antibióticos principalmente no primeiro ano de vida, podem desenvolver uma população bacteriana alterada que vai lhes acompanhar por toda a vida, tornando-as por exemplo mais propensas a doenças alérgicas e autoimunes. Uma maneira de modificar esta alteração é o uso de probióticos.

Os probióticos vão deslocar bactérias ruins, competir por espaço e por nutrientes, ocupar seus receptores, produzir substâncias com poder bactericida (por ex: reuterina), manter a função estrutural de mucosa através de estímulos para produção adequada de muco e anticorpos como a Imunoglobulina A, além da manutenção da estrutura celular intestinal. Essa microbiota pode ainda secretar substâncias benéficas para nosso organismo com ácido fólico e vitamina B12.

Os probióticos promovem através de fermentação de fibras ingeridas, produção de ácidos graxos de cadeia curta (butirato, propionato, lactato) que tornam nosso intestino mais ácido, dificultando multiplicação de bactérias ruins, mantendo a integridade e a trofia da mucosa e, ao serem absorvidos, interferem de maneira positiva no metabolismo por exemplo da glicose e do colesterol. Estas bactérias chegando ao intestino são reconhecidas por células especiais (dendríticas) que vão dependendo do tipo de bactéria reconhecida, determinar qual a resposta imunológica nosso organismo vai ter, se boa ou ruim para nós mesmos. Assim sendo, é possível o tratamento e prevenção das mais variadas doenças através da suplementação com probióticos.

Onde existem probióticos:

  • Iogurte natural
  • Leite fermentado
  • Alimentos fermentados à base de soja
  • Chucrute
  • Kombucha

 

Fonte: Revista Materlife


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As vitaminas para gestante tornam-se, muitas vezes, essenciais para garantir a saúde da mamãe e do bebê. Para saber mais sobre o assunto, entrevistamos a ginecologista e obstetra Fernanda de Andrade (CRM 5268030-3), que nos contou sobre as melhores opções na gravidez e esclareceu as principais dúvidas. Acompanhe!

1 – Vitamina B6 – A vitamina B6 é encontrada em grãos integrais, gérmen de trigo, miúdos e legumes. Uma de suas ações é que a vitamina B6 auxilia no metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídeos. Fernanda explica que essa vitamina promove o alívio das náuseas, quando utilizada no primeiro trimestre.
2 – Ácido fólico – Para as gravidinhas e, até mesmo, antes da gravidez, se você está planejando uma gestação, o ácido fólico é superimportante! Ele atua no processo de divisão celular e na formação da placenta e do embrião. E não para por aí: segundo Fernanda, a falta dessa vitamina pode trazer sérias consequências para o bebê em formação, como a anencefalia, que é a ausência de cérebro. Mas em qual época começar a tomá-la? A ginecologista comenta que deve ser suplementada antes da gestação e nos primeiros três meses.
3 – Vitamina K – Dentre as vitaminas para gestante, a vitamina K é indicada por ser importante para a coagulação. É também um tratamento para grávidas com epilepsia. “O tratamento das grávidas com epilepsia abrange a medicação crônica para prevenção das crises, a sua terapêutica aguda e a suplementação com ácido fólico e vitamina K”, como aponta o artigo da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, Centro Hospitalar de Lisboa Central. Fernanda cita que essa essa vitamina deve ser suplementada principalmente no terceiro trimestre da gravidez.
4 – Vitamina D – A vitamina D é produzida a partir da exposição solar e a sua ação está envolvida no metabolismo ósseo, além de no crescimento e no desenvolvimento do bebê. Ao ser suplementada no período da gravidez, é possível diminuir as chances de parto prematuro, bem como é fundamental para auxiliar no peso do bebê durante a sua formação.Fernanda esclarece também que estudos demonstram que a vitamina D colabora para a diminuição da incidência de hipertensão na gravidez. A ginecologista recomenda-a principalmente para vegetarianas e para as que evitam a exposição solar.

5 – Vitamina A – Essa vitamina colabora com o sistema imunológico e combate infecções, além de ajudar no crescimento e no desenvolvimento dos fetos. “A vitamina A é necessária para diferenciação celular e proliferação para desenvolvimento das vértebras, medula espinhal, membros, coração, olhos e ouvidos, bem como regulação da expressão do gene”, explica Fernanda. Essa suplementação costuma ser receitada principalmente no primeiro trimestre da gestação. A ginecologista alerta que se deve ter cautela ao começar o tratamento, pois a vitamina A é teratogênica – podendo causar, em excesso, malformações cardiovasculares e craniofaciais.
6 – Vitamina E – A vitamina E possui propriedades antioxidantes que protegem as células dos radicais livres. A falta dessa vitamina pode trazer algumas como sequências, como apontam informações de uma publicação do Spandidos Publications: “baixos níveis de vitamina E podem levar ao excesso de radicais livres, resultando em envelhecimento da placenta, lesões endoteliais vasculares, aumentando a incidência de doenças hipertensivas na gravidez”.A vitamina E pode ser suplementada desde o início da gravidez, mas os níveis devem ser monitorados pelo médico, para não ocorrer uma ingestão excessiva.

7 – Vitamina C – A vitamina C é uma queridinha que não poderia faltar na nossa lista! Ela tem inúmeras funções, como a sua ação para reduzir os radicais livres. Outros benefícios estão relacionados à formação de colágeno, à absorção de ferro e ao fortalecimento do sistema imunológico. Fernanda aponta que essa vitamina pode ser suplementada durante toda a gravidez, de acordo com as necessidades.

8 – Vitamina B1 – Essa vitamina, chamada de tiamina, tem ação no desenvolvimento cerebral do bebê e é também indicada em casos de vômito excessivo. “A deficiência nutricional de tiamina é rara em pessoas que consomem uma dieta moderadamente variada que contém grãos inteiros. No entanto, o vômito excessivo na gravidez pode causar depleção de tiamina, caso em que as vitaminas pré-natais contendo tiamina e outras vitaminas B podem ser benéficas”, segundo estudo publicado na Oxford Medicine Online.

9 – Vitamina B2 – A falta dessa vitamina está entre as causas de anemia e de diabetes, por exemplo. Ela atua também na formação do feto, o que inclui ossos, músculos e nervos. É importante, inclusive, na lactação e no desenvolvimento do bebê, como sugere um artigo da Oxford Academic. Há indicações da vitamina B2 para gestantes a partir dos 3 meses e, até mesmo, durante a lactação.

10 – Vitamina B3 – A niacinamida pode prevenir diversos defeitos congênitos e malformações, como demonstrou um estudo publicado no New England Journal of Medicine. Além disso, oferece benefícios para o sistema nervoso da mamãe, e uma matéria do jornal Science traz ainda novas informações sobre o assunto: “É possível que o B3 extra nas vitaminas pré-natais padrão já seja útil. O excesso de niacina pode causar tontura, náusea e diarreia, mas doses baixas não apresentam efeitos colaterais conhecidos”.

Lembrando que é imprescindível consultar um profissional habilitado antes de ingerir qualquer tipo de suplementação ou de vitaminas para gestante, hein! E, se você tem mais dúvidas sobre o assunto, dê uma olhadinha no próximo tópico!

Fonte – https://www.dicasdemulher.com.br/vitaminas-para-gestante/


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“Quando eu, Kathryn Cross, tinha 3 anos, e meu irmão Andrew, tinha apenas 1 aninho, quase se afogou e isso transformou sua vida: foi diagnosticado com paralisia cerebral de funcionamento extremamente baixo. Os médicos chegaram a considerá-lo um “vegetal”. Depois que meu irmão foi diagnosticado com paralisia cerebral, minha família começou a procurar tratamentos para ajudá-lo. Encontramos esperança no sangue do cordão umbilical, especificamente os ensaios clínicos liderados pela Duke University, que descobriram que as crianças estavam obtendo melhorias nas habilidades motoras e sociais após receberem seu próprio sangue do cordão umbilical.

No entanto, infelizmente, meus pais não salvaram o sangue do cordão umbilical de meu irmão e não conseguimos encontrar um doador compatível para ele no registro público. Sendo meio asiático e meio branco, sempre esperávamos que um dia Andrew pudesse ser um paciente em um estudo de sangue do cordão umbilical para paralisia cerebral, mas ele acabou envelhecendo e não sendo elegível para o tratamento, faleceu aos 19 anos.

Isso me inspirou a fundar a Anja Health, uma empresa que visa tornar os bancos de sangue do cordão umbilical mais acessíveis para a última geração de pais. Aqueles que nasceram entre 1996 e 2010 são chamados de “Geração Z” e crescemos como nativos digitais. Nossas vidas foram moldadas pela ansiedade climática e pelas pressões financeiras, e temos nossa própria perspectiva sobre as prioridades da vida. Como CEO da instituição, reconheço que a base de consumidores para bancos de sangue de cordão umbilical está mudando para a minha geração à medida que mais de nós começamos a constituir famílias. O banco de sangue do cordão umbilical é uma maneira de os pais da Geração Z investirem na saúde de seus filhos, armazenando células-tronco potencialmente salvadoras de seus filhos e familiares. Essa abordagem proativa para a saúde se alinha com os valores dessa geração de responsabilidade social e ação para criar um futuro melhor. Além disso, a Geração Z tem o potencial de estar mais informada sobre os bancos de sangue do cordão devido ao seu maior acesso à informação por meio de canais digitais.

Também é importante reconhecer os desafios e pressões únicos enfrentados pelos pais atualmente. Muitos deles estão sobrecarregados com dívidas de empréstimos estudantis e um mercado de trabalho competitivo, o que pode afetar sua capacidade de sustentar financeiramente suas famílias. Além disso, a pandemia do COVID-19 criou muita incerteza e estresse em relação ao início de uma família.

Cada célula-tronco tem aplicação potencial única no tratamento médico, variando de condições relacionadas ao sangue a problemas relacionados a órgãos e tecidos”.

Fonte: https://parentsguidecordblood.org/en/news/making-cord-blood-banking-more-accessible-gen-z-parents