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‘Paciente de Genebra’ é o sexto caso de remissão do vírus, mas recebeu células-tronco sem CCR5-delta32, alteração ligada a êxito em outros cinco episódios

Um homem diagnosticado em 1990 com o HIV, causador da aids, foi anunciado como o sexto caso de “cura” do vírus nesta quinta-feira, 20, durante conferência da Sociedade Internacional de Aids sobre ciência do HIV, realizada em Brisbane, na Austrália. O diferencial do “Paciente de Genebra”, como é chamado, é que ele foi submetido a um transplante de células-tronco sem a rara mutação CCR5-delta32, associada aos outros cinco episódios de remissão.

O novo caso foi apresentado pelos cientistas Asier Sáez-Cirión, do Institut Pasteur, e Alexandra Calmy, dos hospitais da Universidade de Genebra, que informaram que o homem está em remissão do HIV há 20 meses sem fazer uso de antirretrovirais, tratamento que ele iniciou após o diagnóstico e que deixou sua carga viral indetectável a partir de 2005.

Segundo os pesquisadores, o “Paciente de Genebra” recebeu o diagnóstico de câncer, um sarcoma bifenotípico, e foi submetido a quimioterapia seguida de transplante de células-tronco em 2018. Em novembro de 2021, ele interrompeu a terapia antirretroviral e se mantém com a carga do vírus indetectável.

Embora animadores, os resultados são vistos com cautela, pois a ciência já conhece a habilidade que o vírus tem de se esconder e ficar adormecido em “reservatórios” no sistema nervoso central, nos linfonodos e nas mucosas dos tratos gastrintestinal e geniturinário.

“Este caso é inspirador para as pessoas que vivem com HIV e se soma a um número crescente de relatos de casos de cura, que são importantes para ajudar a entender os fatores associados à eliminação de reservatórios persistentes de HIV”, disse, em comunicado, Sharon Lewin, presidente da IAS e diretora do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade da Universidade de Melbourne.

“No entanto, continuo cautelosa, visto que aprendemos anteriormente com os dois pacientes de Boston que mesmo um único vírion (partícula viral infecciosa) pode levar ao rebote viral do HIV. Essa pessoa precisará ser monitorada de perto nos próximos meses e anos”, completa.

Os “Pacientes de Boston”, aos quais se refere, também foram submetidos a transplantes com células-tronco sem a mutação ou do “tipo selvagem”. Dessa forma, eram suscetíveis ao HIV. Os dois pacientes interromperam o tratamento antirretroviral, mas a remissão foi curta para ambos.

Em um deles, o vírus ressurgiu quatro meses depois. No outro, após oito meses.

Fonte: Portal Revista Veja


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Teste do Pezinho deve ser realizado entre o 3º e 5º dia de vida

Como é feito o exame?
O exame consiste na retirada de gotas de sangue do calcanhar do bebê. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido através de uma única punção, rápida e quase indolor. O teste faz o diagnóstico de fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias.

Em breve será possível também o exame de mais duas doenças: a hiperplasia adrenal congênita (desordem genética das glândulas adrenais, produtoras de hormônios) e a deficiência da biotinidase (doença metabólica hereditária na qual há um defeito no metabolismo da enzima biotina).

Quando fazer o teste?
O teste do pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dias de vida. Se, por algum motivo especial, o exame não puder ser realizado neste período, deve ser feito em até 30 dias após o nascimento, pois esta é a única maneira de descobrir estas doenças a tempo de tratá-las e impedir o aparecimento dessas complicações.

Doenças
Fenilcetonúria
 – É uma doença herdada dos pais, em que as crianças não conseguem desmanchar a fenilalanina, uma substância existente no sangue. A doença causa o acúmulo dessa enzima, que poderá afetar o cérebro e levar à deficiência mental. As crianças nascem normais mas à medida que recebem alimentos ricos em fenilalanina (como leite e derivados, feijão, ovos, carnes, entre outros), passam a acumulá-la no corpo sem conseguir metabolizá-la. A frequência dessa doença é de 1 caso em cada 10 mil recém-nascidos.

Hipotireoidismo Congênito – É uma doença causada pela ausência ou pela reduzida produção do hormônio da tireoide, importante para o amadurecimento e funcionamento de vários órgãos, em especial o sistema nervoso central. A falta do hormônio provoca retardo neuropsicomotor acompanhado de lesões neurológicas irreversíveis, além de outras alterações corporais. O diagnóstico precoce pode prevenir o retardo mental das crianças que apresentam esta doença através de um tratamento simples de reposição de hormônios.

Fibrose Cística – Também chamada de mucoviscidose, a fibrose cística é uma doença genética transmitida pelo pai e pela mãe (embora nenhum dos dois manifeste a doença). Ela compromete o funcionamento das glândulas exócrinas (que produzem substâncias como muco, suor ou enzimas pancreáticas). O paciente tem má absorção de nutrientes e não ganha peso, apesar de alimentar-se bem.

Quanto ao aparelho respiratório, o pulmão produz muco espesso que pode ficar retido nas vias aéreas e ser invadido por bactérias. Outros sintomas são tosse com secreção produtiva, pneumonias de repetição, bronquite crônica. Estimativas do Ministério da Saúde apontam um milhão e meio de portadores dessa doença no Brasil, muitos ainda sem diagnóstico.

Doença Facilforme – É uma doença transmitida pelos pais, em que os glóbulos vermelhos, diante de certas condições, alteram sua forma tornando-se parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Estes glóbulos alterados grudam-se uns nos outros, dificultando a passagem do sangue nos pequenos vasos do corpo, levando ao aparecimento de dor e inchaço nas juntas, anemia, infecções, entre outras consequências. O portador da doença falciforme, desde que diagnosticado precocemente e acompanhado periodicamente pela equipe de saúde, pode ter uma vida normal.

Fonte: Portal Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul


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Novo estudo reforça importância dessa substância, que é fundamental para o desenvolvimento do cérebro do bebê

Se você está grávida, já teve filhos ou está planejando ter, provavelmente já ouviu falar em ácido fólico. Também conhecida como vitamina B9 ou M, essa substância é fundamental para a formação da coluna e desenvolvimento do cérebro do bebê. Agora, um estudo publicado no periódico científico The Journal of the American Medical Association associou o consumo de ácido fólico a um menor risco de autismo.

Os pesquisadores utilizaram dados de 85.176 crianças norueguesas nascidas de 2002 a 2008. Elas foram acompanhadas até março de 2012, e ao final do período, 270 haviam sido diagnosticadas com transtornos do espectro autista, sendo 114 com autismo, 56 com síndrome de Asperger e 100 com transtorno global do desenvolvimento.

No grupo das crianças cujas mães tomaram suplemento de ácido fólico um mês antes de engravidar e nos dois primeiros meses de gestação, 0,1% foram diagnosticadas com autismo. Já no grupo das crianças cujas mães não ingeriram a substância, 0,21% foram diagnosticadas com o transtorno. Na conclusão, os pesquisadores afirmaram que não podem estabelecer uma causalidade, mas que o estudo reforça a importância do suplemento de ácido fólico pelas grávidas.
“Apesar de não sabermos ainda exatamente o porquê, está claro que o ácido fólico é muito mais importante para o sistema nervoso do que já sabíamos. O que já estava comprovado para os defeitos de fechamento do tubo neural, agora dá mostras de uma utilidade ainda maior”, comentou o obstetra Abner Lobão, da Unifesp, a respeito do estudo.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a suplementação de ácido fólico previne a maioria dos casos de anencefalia e também outros Defeitos Abertos do Tubo Neural (DATN) no feto. Há ainda outros estudos que apontam que ele reduz também o risco de problemas cardíacos congênitos no bebê e a chance de um parto prematuro.

Onde encontrar o ácido fólico

É possível encontrar a forma natural do ácido fólico (folato) nos alimentos de folhas verde-escuras, como couve, brócolis e espinafre, além de feijão, lentilha, ervilha, milho, amendoim e morango. Ele também é encontrado no suco de laranja e na carne de fígado. No Brasil, é obrigatória a adição de ferro e ácido fólico nas farinhas de trigo e de milho industrializadas.

Porém, segundo a Febrasgo, além da quantidade consumida por meio da alimentação, recomenda-se a ingestão de 400 microgramas de ácido fólico sintético, todos os dias, especialmente 30 dias antes da data em que se planeja engravidar até o final do 3º mês de gestação.

“Muitas mulheres não têm o cuidado de procurar um obstetra quando decidem engravidar. Isso impede que elas recebam várias orientações importantes, entre as quais está iniciar o uso de ácido fólico independentemente de a gravidez ter começado ou não”, afirma Lobão. Para quem está tentando engravidar ou pretende ter mais filhos, vale ficar de olho.

Fonte: revista Crescer


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Os cientistas dizem ter criado com sucesso modelos de embriões projetados para apoiar a pesquisa sobre o desenvolvimento humano inicial.

Os modelos são feitos de células-tronco – células simples do corpo que podem se transformar em uma das muitas células especializadas. Os pesquisadores dizem que os modelos de embriões não podem se transformar em bebês. Mas eles devem ser completos o suficiente para fornecer informações sobre o que pode estar acontecendo no embrião durante a gravidez.

A utilização de modelos de embriões permite aos cientistas realizar pesquisas sem as preocupações éticas ligadas a experimentos com embriões reais.

Vários grupos estão trabalhando na pesquisa. Equipes dos Estados Unidos e da Inglaterra compartilharam seus trabalhos em dois estudos que apareceram recentemente na publicação Nature . Outros cientistas em Israel e na China publicaram estudos sobre seu trabalho no início deste mês. Esses estudos, no entanto, ainda não foram examinados por uma comunidade mais ampla de cientistas.

Insoo Hyun é especialista em ética e diretor de ciências da vida no Museu de Ciências de Boston. Ele também é membro do Centro de Bioética da Harvard Medical School.

Hyun disse à Associated Press que pesquisas anteriores se concentraram em um processo que cria “pré-embriões” projetados para se comportar como embriões reais. Mas as últimas criações modelam um embrião depois que ele atinge o útero . Os embriões humanos reais podem ser extremamente difíceis de ver nesse ponto do processo porque eles se fixam profundamente no útero.

Os modelos de cada equipe diferem em quão completos são, disse Hyun. Para esses tipos de modelos, os cientistas usam um tipo de célula-tronco capaz de se transformar em muitos tipos diferentes de células ou tecidos do corpo. Eles podem ser formados a partir de embriões ou reprogramados a partir de tecidos adultos.

Os autores de vários estudos descreveram modelos que se parecem com embriões humanos nove a 14 dias após a fertilização.

Berna Sozen estuda biologia de células-tronco do desenvolvimento na Universidade de Yale, em Connecticut. Ela disse à Associated Press: “Se pudermos modelar experimentalmente esse período, podemos finalmente começar a fazer perguntas sobre como o desenvolvimento humano ocorre naqueles estágios iniciais que normalmente estão ocultos no corpo da mãe”.

Sozen acrescentou que os cientistas devem ser capazes de usar os modelos para estudar falhas embrionárias, distúrbios do desenvolvimento e perdas gestacionais. Atualmente, os cientistas não entendem muito sobre como essas coisas acontecem, disse ela.

Outro estudo foi liderado por Magdalena Zernicka-Goetz, especialista em biologia de células-tronco do Instituto de Tecnologia da Califórnia e da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ela disse que o modelo com o qual seu grupo trabalhou parece semelhante ao desenvolvimento do embrião até 14 dias após a fertilização.

Os pesquisadores dizem que o modelo contém tecidos embrionários e outros tecidos que podem produzir estruturas ao redor do embrião, como a placenta e o material da gema. A placenta é uma estrutura que se desenvolve na gravidez e se liga à parede uterina.

No futuro, Zernicka-Goetz disse que os pesquisadores poderiam usar modelos de embriões humanos para explorar os efeitos do meio ambiente e produtos químicos no desenvolvimento humano inicial.

Sozen, da Universidade de Yale, disse que os cientistas também podem testar drogas em modelos de embriões e combiná-los com germes em experimentos que atualmente não podem ser feitos em mulheres grávidas.

Fonte: https://learningenglish.voanews.com/a/stem-cells-used-to-create-embryo-models-to-study-early-human-development/7161770.html


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Pacientes com leucemia agudas são os mais impactados, segundo pesquisa do Hospital Moinhos publicada na Elsevier

O Brasil tem o terceiro maior banco de doadores de medula do mundo, com mais de seis milhões de doadores. O tempo para encontrar um doador compatível demora de duas a quatro semanas e todos os pacientes aguardando leito para a realização de transplante de células-tronco hematopoiéticas têm doador aparentado ou não-aparentado.

Apesar do encaminhamento de pacientes do SUS para a realização de transplante de células-tronco hematopoiéticas acontecer de maneira organizada e rotineira, infelizmente, há poucos leitos para a realização deste procedimento para a população necessitada, fazendo com que o tempo na fila de espera se prolongue.

O estudo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, do Ministério da Saúde, liderado pela coordenadora da Unidade de Terapia Hematológica do Hospital de Moinhos de Vento, Cláudia Astigarraga, e divulgado na publicação digital Elsevier apontou que, quanto maior o tempo na fila de espera, maior o risco de mortalidade, principalmente nos pacientes adultos com leucemia aguda.

Projeto Mais TMO

“Na prática, nós já sabíamos disso. Mas é importante colocar em números porque precisamos de mais leitos via SUS para reduzir o tempo de espera”, disse a especialista, head da pesquisa. O TCTH refere-se ao transplante de células-tronco de várias fontes. (medula óssea e sangue periférico estimulado por fator de crescimento) para o tratamento de doenças hematológicas, autoimunes e genéticas malignas e não-malignas.

O estudo envolveu pacientes na fila de espera para a realização do transplante via SUS e parte deles realizou o procedimento no Hospital de Moinhos, via projeto Mais TMO, do Proadi -SUS. O tempo médio entre o diagnóstico da doença hematológica foi de 19 meses, sendo seis meses gasto em lista de espera. Além disso, o tempo de espera influenciou a sobrevida de pacientes adultos. “Quanto maior o tempo de espera, maior a mortalidade. Em menos de três meses de espera, a sobrevida é melhor. Pacientes com mais de um ano na fila morrem mais do que no período de menos de um ano”, observa a head da pesquisa.

Para Cláudia, é fundamental o gerenciamento da saúde pública. “A questão não é apenas o leito, mas a disponibilização de uma equipe multidisciplinar preparada para o tratamento (médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas). Profissionais que saibam lidar com o paciente. É prioritário o investimento em recursos humanos e a melhora do repasse de recursos pelo SUS para esse tipo de procedimento”, relata.

Fonte: Portal www.setorsaude.com.br


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Essa é uma pergunta bem complexa. Afinal, diferente das maneiras de estimular o raciocínio lógico infantil e a matemática que já abordamos aqui no blog, a criatividade se refere a algo menos mensurável e mais abstrato. Porém, ainda assim, é possível seguir algumas dicas interessantes, como as seguintes:

  • Deixe as crianças questionarem as coisas. Por que o céu é azul? Por que o oceano tem ondas, mas os rios e lagos não têm? Como a gravidade funciona? Essas são algumas das infinitas perguntas que podem estimular a criatividade infantil
  • Ensine várias formas de resolver problemas. Seja um problema de matemática da escola ou alguma questão socioemocional, é importante que os pais e cuidadores mostrem que há diferentes soluções, o que evidencia uma vantagem de ser criativo: poder escolher a melhor solução.
  • Instigue sua curiosidade. As crianças já nascem curiosas, e é papel dos pais e cuidadores indicar aos pequenos que eles podem direcionar sua curiosidade para diferentes alvos, da preservação do meio ambiente à melhor forma de concluir uma jogada de xadrez ou a qualquer outro assunto que seja de seu interesse.
  • Dê a elas tempo livre e espaço. A liberdade é importante para explorar a imaginação. Deixe as crianças gastarem algumas horas em casa sem nenhuma atividade marcada, de modo que elas possam explorar o ambiente sem objetivos específicos e, assim, deixar a imaginação fluir no que estiverem fazendo.
  • Evite recompensar as crianças por mostrarem sua criatividade. Ao invés de dar incentivos aos pequenos por suas atividades criativas, prefira mostrar como é prazeroso dominar tais atividades. Assim, evita-se que elas queiram usar a criatividade apenas para obter recompensas tangíveis, o que poderia reduzir a qualidade do processo.

Fonte: Portal Quindim.com.br


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Você já se perguntou o que faz o cabelo e as unhas voltarem a crescer depois de serem cortados? Por que tomamos banho diariamente e a pele não desgasta? Todos esses processos se devem as células-tronco, unidades biológicas capazes de regenerar o corpo.

De acordo com o médico endocrinologista Tercio Rocha, especialista em medicina regenerativa e anti-aging, a fecundação dos seres humanos vem dessas células e estamos vivos “graças à capacidade de reestruturar todo e qualquer órgão o tempo todo”

“Tecido nervoso, renal, pulmonar, cardíaco, muscular, vascular, ou seja, toda e qualquer estrutura que temos no nosso organismo pode ser regenerada pelas células-tronco. Logo, toda e qualquer patologia, como doenças inflamatórias, degenerativas, necrosas e sofrimentos celulares, podem ser tratados com essas unidades biológicas”, explica o membro fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME).

Entre os tratamentos que elas podem auxiliar está o de reduzir as linhas de expressão que aparecem com a chegada dos anos.

Tercio explica que o organismo é composto por trilhões de células-tronco desde o dia em que nascemos, mas, com o passar dos anos, esse número vai caindo.

“Dos 2 anos de idade até o dia que paramos de crescer, elas ainda tem um número realmente imenso, e começa a declinar. A partir dos 19 anos, quando acabamos de crescer até a nossa maturidade, perdemos uma quantidade expressiva de células-tronco, bem como a sua pujança”, elucida.

Com essa diminuição franca e abrupta, a terapia regenerativa pode ser uma grande aliada, à medida que a idade avança. “A partir dos 25 anos, elas começam a cair vertiginosamente, então, a reposição estratégica é capaz de repor esses estoques freando em um percentual muito grande o nosso grau de envelhecimento”, explica o médico graduado pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

O expert acrescenta que essa terapia endovenosa — ministrada diretamente na veia — é “extremamente estratégica e inteligente”, porém, precisa ser alinhada com hábitos de exercícios físicos, dieta, sono regulado, hidratação e suplementação adequadas.

Como as terapias regenerativas são feitas?

As aplicações devem ser feitas em hospital ou clínicas especializadas e podem ser introduzidas, segundo Rocha, de duas maneiras: locais ou sistêmica.

“Nas locais, por exemplo, se eu quero regenerar a minha face posso aplicar 100 milhões no lugar, se quero regenerar o meu joelho, posso aplicar 30 milhões de células-tronco em cada um. Na sistêmica, o número de células vai depender da idade, da altura, do peso, e das situações de comorbidade, como diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão, problemas articulares, dores, entre outros”, esclarece.

Na maioria dos casos, a técnica sanduíche é a mais usada no tratamento. “A aplicação via venosa é feita para que haja um efeito de dentro para fora e de fora para dentro, fazendo um ‘sanduíche de células’ e uma regeneração ampla e total de todas as estruturas do tecido que visa tratar”, diz Tercio.

Para as terapias, podem ser utilizadas células-tronco autólogas do tecido gordurosos que, segundo o especialista, tem um terço da nossa idade e, no geral, já perderam parte da sua força e capacidade de regeneração total. A melhor opção são as retiradas da primeira porção do cordão umbilical de bebês recém-nascidos.

“São extremamente seguras, catalogadas e de pujança máxima, porque são as de 0 dias, aquelas capazes de transformar o que era uma célula em indivíduo completo. São consideradas as ‘Ferrari’ das células-troncos”, explana o membro da Sociedade Francesa de Medicina Estética desde 1992.

A aplicação, segundo o endocrinologista, é simples, e o indivíduo deve estar com o PH sanguíneo estável.

É necessário que o paciente faça alguns exames de sangue e de imagem para afastar qualquer possibilidade de câncer. “Se não houver tumor sólido em atividade não há contraindicação para aplicar células-tronco. Todo e qualquer pessoa, independente da idade, do sexo, do tamanho, da altura e do peso, pode fazer”, esclarece.

Evitar a má alimentação, cigarro e uso de drogas são fundamentais. “Uma vez respeitado esses parâmetros, consumindo bastante líquido, uso de suplementos alimentares e com seus hormônios em dia, o método pode ser feito”, pondera.

Tratamento de outras doenças

Como explicado pelo profissional, todos nós estamos vivos por conta dessas unidades biológicas que se regeneram diariamente, pois o corpo é formado por tecidos vivos. “Quando acabam os estoques das células-tronco, recebemos o diagnóstico que nos assusta, que é a falência múltipla de órgãos, porque não existe mais o que regenerar”, enuncia.

Alzheimer, autismo, síndromes pós-Covid, perda de massa muscular, cansaço, fibromialgia, depressão, insônia e várias situações clínicas estão entre os tipos de enfermidades que podem ser tratadas com as células-tronco. “A única função delas é regenerar as estruturas presentes em nós que se encontram inflamadas ou em processo de degeneração ou em processo necrótico”, afirma Tercio à Coluna Claudia Meireles.

Fonte: Portal Metrópoles


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Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos EUA, estão testando novo tratamento experimental que pode levar à cura do diabetes tipo 1 e das formas mais graves do tipo 2.

O experimento trata-se de transplante de células-tronco do estômago de um ser humano, permitindo o controle normal dos níveis de açúcar no sangue. Com o transplante, o uso de insulina seria desnecessário.

Em testes pré-clínicos, realizados especialmente em camundongos diabéticos, a equipe obteve resultados promissores;

Se os testes derem mesmo certo, a forma como a medicina lida com a doença seria mudada para sempre.

Diferenças entre diabetes tipos 1 e 2
A diabetes tipo 1 se caracteriza por desregular o sistema imune, que destrói as células beta. Já o tipo 2 grave se dá quando há poucas células para muito açúcar. Em ambos os casos, é necessário aumentar a capacidade do sistema.

Tratamento experimental
As células do corpo do próprio paciente seriam as utilizadas;

Por meio de uma endoscopia, os médicos coletariam células-tronco do estômago do paciente;

Na sequência, as células são reprogramadas para serem semelhantes às pancreáticas secretoras de insulina, chamadas de betas;

Cultivadas em laboratório e transplantadas, as novas células, em tese, agem eficazmente no controle do açúcar e substituem o grupo que já não conseguia mais cumprir a função.

Os cientistas entendem que não haverá problemas de compatibilidade e rejeição, pois o material biológico seria do próprio paciente – ao menos, isso foi observado nos roedores.

Os testes indicaram que os roedores responderam bem ao tratamento, com as novas células secretando insulina corretamente ao identificar aumento de açúcar no sangue.

Foram seis meses de testes, período no qual a estratégia sempre funcionou e se revelou grande chance de ser cura para a diabetes, apesar da necessidade de mais testes.

Fonte – portal Olhar Digital, Nature Cell Biology e Weill Cornell Medicine


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Pesquisadores não usaram espermatozóides ou óvulos; embrião, porém, ainda é incompleto

Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e Reino Unido afirma ter criado, pela 1ª vez na história da ciência, versões sintéticas de embriões humanos a partir de células-tronco sem o uso de óvulos ou espermatozóides.

Porém, embora se assemelhem a embriões reais em estágio inicial de desenvolvimento, esses modelos não possuem todas as características de um embrião natural: não têm um coração em funcionamento nem estrutura cerebral, mas possuem células que, em gestações humanas, mais adiante levariam à formação da placenta, do saco vitelino e do próprio embrião.

Contudo, ainda não se sabe se essas estruturas seriam capazes de continuar se desenvolvendo caso implantadas em um útero humano – ademais, no Brasil, tal procedimento seria ilegal. A equipe por trás do experimento diz querer entender por que gestações falham, preocupação crescente em meio à popularização de métodos de fertilização assistida. Há ainda a expectativa de que os resultados possam contribuir para o estudo de doenças genéticas.

O estudo é chefiado por Magdalena Żernicka-Goetz, da Universidade de Cambridge e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e foi apresentado na 4ª feira (14.jun.2023) em Boston (EUA) durante uma reunião da ISSCR (Sociedade Internacional para Pesquisa em Células-Tronco, na sigla em inglês).

Fonte: Portal Poder 360


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E quais os mais recomendados? No Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, especialista explica que a mutação genética pode causar problemas de saúde e retardo no crescimento. Entenda

Hoje é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. A doença, que é ainda pouco conhecida, causa a alteração do formato das hemácias (células vermelhas do sangue). Normalmente, as hemácias são flexíveis e redondas, permitindo que fluam facilmente pelos vasos sanguíneos. No caso da anemia falciforme, elas se tornam rígidas e adquirem um formato semelhante ao de uma lua crescente ou foice (daí o nome “falciforme”), o que pode causar o bloqueio do fluxo sanguíneo, resultando em diversos problemas de saúde devido à falta de oxigenação adequada dos tecidos. E nesse caso, fazer exercícios ajuda ou atrapalha?

Ajuda, e muito! Abaixo, vamos entender o porquê, quais os melhores tipos de atividade física e saber melhor o que é a anemia falciforme, seus sintomas e tratamento.

O que é?

A enfermidade é causada por uma mutação genética que afeta a hemoglobina, a proteína que carrega o oxigênio nas células vermelhas do sangue. Ela é hereditária, sendo transmitida de pais para filhos. Os fatores de risco incluem ter ambos os pais com traço ou anemia falciforme. As pessoas de ascendência africana, do Oriente Médio, da Índia e do Mediterrâneo são as mais atingidas. No Brasil, devido à miscigenação existente, a doença é extremamente prevalente.

Sintomas e características

Os sintomas variam de leves a graves. Alguns dos mais comuns incluem:

  • Anemia crônica
  • Episódios de dor
  • Infecções frequentes
  • Inchaço e dores nas articulações
  • Retardo no crescimento ou na puberdade
  • Problemas de visão

Geralmente, a condição é descoberta no nascimento durante a triagem neonatal, uma série de testes que identifica diversas condições.

As pessoas que têm o traço falciforme podem passar o gene da enfermidade para os seus filhos. Por isso, é fundamental a realização de testes genéticos antes de engravidar, sobretudo se o traço falciforme já é conhecido e foi diagnosticado dentro da família.

– Até o momento, não é possível prevenir a anemia falciforme. A única medida a ser tomada nesta situação é receber todas as informações disponíveis durante o planejamento familiar. Passada essa fase, o diagnóstico pode ser realizado através da pesquisa da presença da hemoglobina S, que causa a deformação do glóbulo vermelho, por um exame chamado eletroforese de hemoglobina – indica o médico hematologista e hemoterapeuta Nelson Tatsui.