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Células são projetadas em laboratório para secretar proteína que preserva os neurônios motores e transplantadas para a medula espinhal do paciente; expectativa é de que técnica ajude a prevenir a paralisia

Embora o tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) consiga reduzir um pouco a velocidade de progressão do quadro e melhorar a qualidade de vida do paciente, não há uma cura para a doença, que leva a pessoa à morte geralmente de três a cinco anos após o diagnóstico, segundo informações do Ministério da Saúde. Por isso, pesquisadores do Centro Médico Cedars-Sinai, nos Estados Unidos, desenvolvem uma terapia genética com células-tronco para preservar a função das pernas de pacientes com ELA e evitar a paralisia motora característica do diagnóstico, que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa.

Agora, resultados da fase 1 dos testes clínicos, publicados ontem na revista científica Nature Medicine, indicam que o novo tratamento é seguro e abre caminho para a próxima etapa, em que será avaliada a eficácia. O método combina duas estratégias para proteger os neurônios motores na medula espinhal de pacientes, terapia genética com transplante de células-tronco.

Para isso, os cientistas projetam células-tronco específicas geneticamente em laboratório para produzirem uma proteína chamada fator neurotrófico derivado da linha de células gliais (GDNF). Esse componente no corpo consegue promover a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelo movimento e danificados nos quadros de ELA. Em seguida, essas células-tronco produtoras da GDNF são transplantadas para o sistema nervoso central do paciente, onde estão localizados os neurônios motores comprometidos pela doença.

A técnica de transplante aliado à terapia genética está sendo testada porque o GDNF sozinho não consegue atravessar a barreira hematoencefálica — uma estrutura que funciona como uma espécie de filtro para impedir a passagem de substâncias possivelmente danosas do sangue para o sistema nervoso central.

“Então o transplante de células-tronco liberando GDNF é um novo método para ajudar a levar a proteína para onde ela precisa ir para ajudar a proteger os neurônios motores. Como elas são projetadas para liberar GDNF, temos uma abordagem de ‘duplo golpe’, onde tanto as novas células quanto a proteína podem ajudar os neurônios motores que estão morrendo a sobreviver melhor nesta doença”, explica o co-autor principal do estudo e diretor-associado de Medicina Translacional no Instituto de Medicina Regenerativa do Cedars-Sinai, Pablo Avalos, em comunicado.

Agora, no primeiro teste do tipo em humanos, a equipe confirmou que o método é seguro. Nenhum dos 18 pacientes tratados com a terapia teve efeitos colaterais graves após o transplante, o que libera os estudos para a próxima etapa, onde a real eficácia para preservação dos neurônios motores será avaliada.

“O uso de células-tronco é uma maneira poderosa de fornecer proteínas importantes ao cérebro ou à medula espinhal que não podem atravessar a barreira hematoencefálica. Conseguimos mostrar que o produto de células-tronco projetadas pode ser transplantado com segurança na medula espinhal humana. E após um tratamento único, essas células podem sobreviver e produzir uma proteína importante por mais de três anos, que protege os neurônios motores que morrem na ELA”, afirma o autor sênior do estudo, professor de Ciências Biomédicas e Medicina e diretor-executivo do Instituto de Medicina Regenerativa do Cedars-Sinai, Clive Svendsen.

Nos testes, como os pacientes com ELA geralmente perdem a força em ambas as pernas em uma taxa semelhante, os pesquisadores transplantaram as células-tronco geneticamente projetadas em apenas um lado da medula espinhal, para que os efeitos em uma perna pudessem ser comparados diretamente com o outro membro.

Após o procedimento, os participantes foram monitorados por um ano. O objetivo, por ser a fase inicial do estudo, era garantir que não havia impactos negativos do tratamento na perna escolhida, o que foi comprovado durante a comparação com o membro que não recebeu o transplante.

“Estamos empolgados por termos comprovado a segurança dessa abordagem, mas precisamos de mais pacientes para realmente avaliar a eficácia, o que faz parte da próxima fase do estudo. Provar que temos células que podem sobreviver por muito tempo e são seguras no paciente é uma parte fundamental para avançar com este tratamento experimental”, explica o vice-presidente de neurocirurgia do Cedars-Sinai, J. Patrick Johnson.

A expectativa é que o novo estudo, com mais participantes, tenha início em breve. O objetivo é recrutar pacientes em estágios iniciais da doença, para que o efeito da terapia na progressão da ELA seja melhor analisado. A equipe do Cedars-Sinai também utiliza as células- tronco projetadas para secretar a GDNF em outro ensaio clínico para ELA, que está no começo da fase 1, em que as células são transplantadas para uma região específica do cérebro, chamada córtex motor, que controla o início do movimento das mãos.

Fonte: Portal O Globo


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A placenta é o principal elo de comunicação entre a mãe e o bebê, sendo exclusivo e essencial na gestação.

De acordo com Luciana Marques, enfermeira obstetra da Criogênesis, é um órgão incrível, responsável por fornecer absolutamente tudo que o bebê precisa. Veja algumas curiosidades:

Quanto cresce a placenta?

Cerca de 10 dias após a concepção, tão logo o óvulo fertilizado se implanta no útero, o córion se forma. O córion é um órgão embrionário que precede o desenvolvimento da placenta.

Ela desenvolve-se totalmente entre a 18ª e a 20ª semana da gestação, mas continua a crescer para prover o oxigênio, a nutrição e as necessidades imunológicas ao bebê. O suprimento sanguíneo da mãe fica totalmente conectado com a placenta em desenvolvimento a partir da 14ª semana de gestação.

Quando a placenta “assume o controle”?

No início da gestação, um grupo de células nos ovários, chamado corpo lúteo, é responsável por produzir o estrogênio e a progesterona necessários.

No entanto, uma vez que a placenta se desenvolve completamente, entre as semanas 18ª e 20ª, ela pode assumir a produção, e o corpo lúteo se dissolve. Esse processo pode ser entendido como o momento em que a placenta “assume o controle”.

Muitas mulheres percebem uma redução nos enjoos matinais e um aumento na energia depois que isso acontece, geralmente no segundo trimestre.

Quais são as funções da placenta?

A placenta possui duas funções principais: atuar como meio para troca de fluídos entre a mãe e o bebê e funcionar como uma camada protetora para o feto, além disso oferece:

1. Nutrição e proteção

A placenta tem a função de alimentar o feto e garantir as trocas metabólicas entre este e a mãe durante a gravidez: representa o fígado, os intestinos e os rins do bebé até ao momento do nascimento.

Os nutrientes, anticorpos e oxigénio passam da corrente sanguínea da mãe para a do bebé e fluem para dentro do corpo dele através da veia umbilical.

2. Garante das trocas metabólicas

Os produtos de eliminação e o sangue sem oxigénio são removidos através das artérias umbilicais. Estes produtos de eliminação passam para a corrente sanguínea da mãe e são eliminados através dos rins.

3. Manutenção da gestação

A placenta produz uma certa quantidade de hormonas que impedem a formação de novos óvulos nos ovários, estimulam o crescimento do útero e, numa fase mais avançada da gestação, estimulam a produção de leite nas glândulas mamárias.

Você sabia?

A placenta no pós-parto é retirada totalmente e seus anexos são destinados para descarte. Contudo, a placenta, assim como o cordão umbilical, possui uma grande fonte de células-tronco que já são utilizadas para tratamentos de diversas doenças, como leucemia, anemias, linfomas, entre outras.

O descarte da placenta também depende da cultura de cada mulher, pois algumas decidem comer a placenta, enterrar, fazer uma pintura dessa placenta ou guardar de recordação.

Referências:

 Livro de Embriologia UFRGS http://www.ufrgs.br/livrodeembrio/ppts/5.desenvhumano.pdf

https://ivi.net.br/blog/funcao-da-placenta/

https://www.tuasaude.com/a-placenta/

https://maemequer.sapo.pt/estou-gravida/como-cresce-o-bebe/dentro-do-ventre/placenta/


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Pesquisadores da Johns Hopkins University descobriram que a remoção de uma membrana que reveste a parte de trás do olho pode melhorar a taxa de sucesso do transplante de células-tronco para a regeneração de células nervosas danificadas por doenças que causam cegueira.

As descobertas têm como objetivo desenvolver novas maneiras de reverter a perda de visão causada pelo glaucoma e outras doenças que afetam o nervo óptico.

O nervo óptico é uma estrutura essencial para que possamos enxergar. Sua função é conectar os olhos ao cérebro, funcionando como uma um “fio condutor”. Por meio desse nervo, as informações visuais captadas no olho são enviadas a áreas do cérebro responsáveis por processá-las e traduzi-las, formando as imagens que enxergamos. As chamadas células ganglionares da retina (CGRs) são as responsáveis por transmitir os sinais vindos das células coletoras de luz, ou fotorreceptores, localizadas na retina, para o cérebro. As CGRs projetam longos braços, ou axônios, que se agrupam com outras projeções de células semelhantes, formando o nervo óptico.

Algumas doenças podem atingir o nervo óptico, ameaçando seriamente a visão do indivíduo. Essas doenças podem ocorrer de forma isolada ou fazer parte de um quadro neurológico ou sistêmico e dentre elas estão o papiledema, decorrente de hipertensão intracraniana, e a neurite óptica, geralmente resultado de processos inflamatórios.

Mas uma das principais doenças que afetam o nervo óptico é o glaucoma, uma doença causada principalmente pela elevação da pressão intraocular, que provoca lesões no nervo óptico e, consequentemente, pode levar à cegueira. Essa doença, que é uma das principais causas de perda de visão no mundo.

Quando o olho é submetido a alta pressão, como ocorre no glaucoma, as células ganglionares da retina são danificadas e acabam morrendo. Em outras condições, como em casos de inflamação, bloqueio de vasos sanguíneos ou tumores, essas células também podem morrer, e esse processo é irreversível – uma vez mortas, as CGRs não se regeneram.

Pesquisadores do Wilmer Eye Institute, na Faculdade de Medicina da Johns Hopkins University, nos EUA, estão em busca de maneiras de regenerar o nervo óptico danificado por meio da integração de novas células ganglionares ao tecido da retina.

A equipe do Dr. Thomas Johnson, professor associado ao instituto, cultivou retinas de camundongos em placas no laboratório e monitorou o que acontecia após adicionar CGRs humanas, derivadas de células-tronco embrionárias humanas, à superfície das retinas de camundongos. Os pesquisadores descobriram que a maioria das células humanas transplantadas eram incapazes de se integrar ao tecido da retina, que contém várias camadas de células. Ao invés de se dispersarem umas das outras como em uma retina natural, as células transplantadas se aglomeraram.

No entanto, os pesquisadores descobriram que um pequeno número de CGRs transplantadas foi capaz de se estabelecer uniformemente em certas áreas da retina do camundongo. Analisando mais de perto, eles observaram que as áreas onde as células transplantadas se integraram correspondiam aos locais onde precisaram fazer incisões nas retinas dos camundongos para que ficassem planas na placa de cultura. Nestes pontos de incisão, algumas das células transplantadas foram capazes de se infiltrar na retina e se integrar no local adequado dentro do tecido.

Com este resultado, a equipe inferiu que havia algum tipo de barreira à penetração das células, que acabou sendo quebrada pelas incisões. Então, começaram a pensar em maneiras de remover esta barreira. De fato, a barreira existe e é uma estrutura anatômica bem conhecida da retina, chamada de membrana limitante interna. É um tecido conjuntivo translúcido criado pelas células da retina para separar o fluido contido no olho da retina em si.

Depois de usar uma enzima para soltar as fibras conjuntivas da membrana limitante interna, os pesquisadores removeram a membrana e aplicaram as células humanas transplantadas nas retinas. Eles descobriram que a maioria das CGRs transplantadas proliferou em um padrão mais normal, integrando-se melhor ao tecido. As células transplantadas também mostraram sinais de estabelecer novas conexões nervosas com o resto da estrutura retiniana, quando comparadas com retinas que tinham membranas intactas.

O prof. Dr. Johnson afirma que as descobertas sugerem que alterar a membrana limitante interna pode ser uma etapa necessária para alcançar o objetivo de regenerar novas células em retinas danificadas. Os pesquisadores planejam continuar investigando o desenvolvimento de células ganglionares da retina transplantadas para determinar os fatores de que elas precisam para funcionar, uma vez integradas na retina.

Fonte: Portal Tudo sobre células-tronco

 


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1. Limpar o rosto do bebê

Com o bebê ainda vestido, para evitar a perda de calor do corpo, deve-se limpar o rosto, bem como ao redor das orelhas e dobras do pescoço, o que pode ser feito com uma bola de algodão ou paninho molhado com água morna.

Para limpar os ouvidos nunca se deve usar cotonetes, pois existe o risco de perfurar o ouvido do bebê. Ainda, uma gaze umedecida com soro fisiológico pode ser utilizada para limpar as narinas do bebê, ação muito importante para não prejudicar a respiração. Por fim, os olhos devem ser limpos também com um pano umedecido e os movimentos devem ser sempre no sentido nariz-orelha para evitar o acumulo de sujeira e remelas. Confira as principais causas de remela nos olhos do bebê e como limpar.

2. Lavar a cabeça

A cabeça do bebê também pode ser lavada com ele ainda vestido, sendo adequado segurar o corpo com o antebraço e a axila do bebê com a mão. Deve-se lavar a cabeça da criança primeiro com água limpa e depois podem ser utilizados produtos como sabonete ou shampoo próprio para o bebê e ir massageando os cabelos com a ponta dos dedos.

Nessa etapa do banho é necessário muito cuidado pois a cabeça do bebê possui regiões moles, que são as fontanelas, que devem fechar até os 18 meses e por isso não se deve apertar nem fazer pressão sobre a cabeça para não machucar. Entretanto, deve se lavá-la bem com movimentos de frente para trás, com cuidado para evitar que a espuma e a água entrem nos ouvidos e olhos e em seguida secar bem com uma toalha.

3. Limpar a região íntima

Após lavar o rosto e a cabeça do bebê, pode-se despi-l e ao retirar a fralda, limpar a região íntima com um pano molhado antes de colocá-lo na banheira para não sujar a água.

4. Lavar o corpo do bebê

Ao colocar o bebê na água, não se deve colocar todo o corpo do bebê de uma vez na água, mas sim ir colocando por partes, começando pelos pés e apoiando a cabeça no antebraço e com essa mão segurando a axila do bebê.

Com o bebê já na água, deve-se ir ensaboando e enxaguando bem o corpo do bebê, limpando bem as dobras nas coxas, pescoço e pulsos e não esquecer de limpar as mãos e os pés, já que os bebês adoram colocar essas partes na boca.

A região íntima deve ser deixada para o final do banho, sendo que nas meninas é importante ter o cuidado de limpar sempre de frente para trás para não contaminar a vagina com fezes. Já nos meninos, é necessário manter sempre a área à volta dos testículos e por baixo do pênis limpas.

5. ​Secar o corpo do bebê

Após terminar de enxaguar o bebê, deve-se retirá-lo da banheira e colocá-lo deitado sobre a toalha seca, envolvendo o bebê para que ele não fique molhado fora da água. Depois, usar a toalha para secar todas as partes do corpo do bebê, não esquecendo das mãos, pés e das dobrinhas, pois se acumular umidade podem aparecer feridas nessas regiões.

6. Secar a região íntima

Após secar todo o corpo, deve-se secar a região íntima e verificar se apresenta assaduras, complicação comum nos bebês.

Com o bebê limpo e seco, deve-se pôr a fralda limpa para que ele não suje a toalha.

7. Passar hidratante e vestir o bebê

Como a pele do bebê é mais seca, principalmente nas primeiras semanas de vida, é essencial a hidratação que pode ser feita com pomadas, óleos, cremes e loções próprios para o bebê, sendo que o momento ideal para sua aplicação é após o banho.

Para passar o hidratante, deve-se começar pelo peito e braços do bebê e vestir a roupa da região de cima, em seguida, passar hidratante nas perninhas e vestir a parte inferior da roupa do bebê. É importante ficar atento aos aspectos da pele do bebê e se apresenta alterações na cor ou na textura, pois pode significar problemas de alergia.

Por fim, pode-se pentear os cabelos, verificar a necessidade de cortar as unhas e calçar as meias e sapatos, no caso de o bebê já conseguir andar.

Fonte: Portal + Tua Saúde


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Já imaginou se fosse possível extrair um pouco de gordura do seu corpo, modificá-la no laboratório e com isso produzir células capazes de regenerar lesões no seu organismo? Parece muito um roteiro de algum filme de ficção científica, não? Pois saiba que pesquisadores da University of New South Wales (UNSW), na Austrália, estão cada vez mais perto de tornar essa ideia uma realidade.

Atualmente, grande parte das pesquisas que visam estudar o potencial terapêutico das células-tronco está focada nas células-tronco mesenquimais (CTMs), pois elas podem ser facilmente obtidas a partir de tecidos adultos, podem ser multiplicadas em laboratório, são capazes de gerar diferentes tipos de tecidos e não causam tumores quando transplantadas. Mas, alguns pesquisadores estão apostando em abordagens alternativas.

Um grupo de cientistas liderado pelo professor John Pimanda publicou, em abril de 2016, no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), um trabalho descrevendo o desenvolvimento de uma célula denominada célula-tronco multipotente induzida (iMS). Essa célula consiste basicamente em um tipo de célula-tronco capaz de se adaptar ao ambiente da lesão e reparar diferentes tecidos danificados. Essas células são produzidas por meio da exposição de células humanas de gordura a duas substâncias: a 5-azacitidina (AZA), um medicamento usado para terapia contra câncer de sangue, e o fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF-AB) – um fator de crescimento de ocorrência natural que estimula o crescimento celular e a reparação de tecidos. O tratamento com esses compostos faz com que os adipócitos percam sua identidade e se transformem em iMS em cerca de duas a três semanas.

O próximo passo do desenvolvimento dessa tecnologia, que faz com ela esteja cada vez mais próxima de ser aplicada em humanos, foi publicado na Science Advances. Os experimentos consistiram no transplante das iMS humanas em camundongos. Essas células mantiveram-se dormentes e, somente quando os animais sofreram alguma lesão, elas transformaram-se no tecido que precisava ser curado, independentemente se esse tecido era músculo, osso, cartilagem ou um vaso sanguíneo. As células basicamente seguiram as pistas moleculares do local da lesão e se misturaram ao tecido que precisava de reparo, sem gerar nenhum tipo de célula indesejada, demonstrando o incrível potencial terapêutico das iMS.

A aplicação clínica potencial dessa tecnologia poderá seguir dois caminhos: o primeiro é a aplicação direta das iMS em alguma lesão no paciente, já o segundo é a possibilidade de combinar a AZA e a PDGF-AB em uma minibomba instalada no corpo, como se fosse um marcapasso. Essa minibomba poderia ser colocada perto de alguma lesão a ser tratada e passaria a liberar doses reguladas dos compostos para produzir novas iMS.

Embora os resultados sejam animadores, muitas avaliações ainda precisam ser realizadas, especialmente para garantir a segurança do tratamento. Se os estudos futuros forem bem sucedidos, os pesquisadores acreditam que esse tipo de terapia pode passar a ser aplicada no mundo real em cerca de 15 anos.

Fonte: Portal Tudo sobre células-tronco


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Confira dicas do que fazer para manter seu filho mais saudável e evitar as infecções

Durante o outono e o inverno, é comum que as crianças fiquem mais doentes – há mais vírus circulando, as temperaturas podem cair bruscamente de um dia para o outro e a permanência em ambientes fechado fica mais frequente. Além disso, o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras e a volta depois de praticamente dois anos em que os pequenos ficaram longe do convívio escolar agravaram a situação. De acordo com os dados das secretarias municipais de saúde e de hospitais privados, nas últimas semanas, as doenças respiratórias voltaram a ser responsáveis por leitos lotados em alas infantis.

Mas, então, como ajudar seu filho a se manter saudável? Não existe uma fórmula mágica que o deixe longe das infecções, mas algumas medidas podem ser bastante eficazes. As especialistas Brianna Nicolletti e Aline Scarabelli explicam a importância de cada uma delas. Confira:

1. Mantenha a vacinação da criança em dia
Já está mais do que provado cientificamente que as vacinas são essenciais para prevenir e até erradicar doenças. Isso porque, quando feitas em uma maioria da população, reduzem de forma significativa a transmissão entre as pessoas. “A vacinação infantil é uma etapa fundamental para o desenvolvimento saudável de todas as crianças, é a maneira de guardar memória imunológica (sem ter de fato as doenças ou tendo quadros mais leves)”, explica Brianna Nicolletti, especialista em alergia e imunologia pela Universidade de São Paulo.

2. Garanta que toda a família se vacine contra a gripe
A vacina contra gripe é um instrumento capaz de reduzir a circulação do vírus Influenza entre a população, especialmente no início do outono e do e do inverno. A imunologista lembra que a fórmula é refeita anualmente, de acordo com análises que indicam quais subtipos do vírus mais circularão na próxima temporada – tanto no Hemisfério Norte como no Sul.

“Como o Influenza é um vírus com constantes mutações e novas cepas, a vacina é anual, e tem a função de reduzir o número de quadros de gripe, principalmente dos mais graves”, alerta.

Essa vacina é recomendada a partir dos 6 meses de vida, portanto, garantir que toda a família esteja vacinada é mais uma forma de proteger os pequenos – principalmente para pais e mães que têm bebês ainda abaixo dessa idade. Proteger-se é, também, proteger os filhos.

3. Não falhe nas consultas pediátricas
Desde o parto – idealmente, desde o planejamento da gravidez – as consultas com um especialista são fundamentais para garantir a saúde da mãe e do bebê. Após o nascimento, a frequência de idas ao pediatra também precisa se manter de forma regular, a fim de monitorar a criança e garantir um crescimento saudável.

4. Mantenha o uso de máscara quando achar necessário
Nós sabemos que, depois de tanto tempo, a ideia de respirar sem máscara pode ser um alívio. Mas a verdade é que, em alguns casos, talvez seja interessante manter esse hábito, como neste período em que há tantos casos de doenças respiratórias entre as crianças. “Diante do aumento dos casos nos últimos dias, é pertinente que se utilize máscara de proteção em ambientes fechados, principalmente se tiver pouca ventilação e grande circulação de pessoas”, orienta Aline Scarabelli, Infectologista Consultora Médica do Labi Exames.

5. Ofereça uma alimentação equilibrada
Quem, quando criança, não ouviu que era preciso “comer bem” para não ficar doente? Pois nossas avós sempre tiveram razão, como explica Aline. “Para proteger a a nossa saúde e garantir o bom funcionamento do sistema imunológico, a alimentação de todas as pessoas, inclusive das crianças, deve ser baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como verduras, frutas, grãos integrais e legumes. Quanto menos alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e nuggets, mais saudável é a dieta”, lembrando que, quanto mais colorido for o prato, melhor.

E como a alimentação influencia no sistema imunológico? Brianna Nicolletti lembra que, quando um agente invasor, como vírus ou bactéria, entra em contato com o organismo, o sistema imune envia um exército de células, como anticorpos, para combatê-lo, evitando a infecção ou permitindo que o corpo se recupere.

Fonte: Portal Bebê.com.br


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Cada vez mais observa-se que as crianças têm começado mais cedo a troca dos dentes decíduos, ou de leite, pelos permanentes. “A cronologia da erupção, como é chamada a época em que os permanentes irrompem na cavidade bucal, sofre influência de fatores genéticos e ambientais, e varia de uma criança para outra”, ensina Carla Vecchione Gurgel, professora adjunta e coordenadora do colegiado de graduação da Faculdade de Odontologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

“Pode-se afirmar que aos 5 anos é uma perda precoce. Em média, os dentes de leite começam a cair por volta dos 6”, fala Haroldo Amorim de Almeida, professor da Faculdade de Odontologia da UFPA (Universidade Federal do Pará) e coordenador do curso de especialização em ortodontia da mesma instituição.

A troca da dentição é um processo natural, apesar disso, os pais ficam bastante ansiosos. Segundo os especialistas, é preciso ter em mente que, na maioria das vezes, não são necessárias intervenções.

Os dentes de leite desempenham função primordial para o desenvolvimento da mastigação e servem como guia para o crescimento dos permanentes. “São os da frente, chamados de incisivos inferiores e superiores, que caem primeiro. O permanente absorve a raiz do de leite, fazendo com que ele fique mole até cair e, na sequência, ocorre a erupção do permanente”, descreve Almeida.

Um cuidado é observar se o permanente não começou a erupcionar enquanto o dente de leite correspondente ainda está na boca. “Quando isso acontece, o permanente tende a mudar sua direção para algum lugar que esteja livre, provocando uma alteração na posição. Ao ocorrer isso, é preciso ir ao odontopediatra para avaliação, já que, muitas vezes, é inevitável extrair o que ainda não caiu”, explica Ana Lidia Ciamponi, professora de odontopediatria da FOUSP (Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo).

Escovação e fio dental

Durante a troca dos dentes, a área onde estava o de leite que caiu deve ser higienizada com cuidado, água limpa, sem bochechar e, ao escovar, sem colocar força no local para não irritar.

“A rotina é fundamental para uma boa saúde bucal, com escovação de duas a três vezes ao dia, com pastas indicadas ao público infantil, que contém a quantidade ideal de flúor. Incentivar o uso do fio dental, pelo menos, uma vez ao dia, e manter hábitos alimentares saudáveis, evitando refrigerantes e outras bebidas e alimentos que provocam prejuízos, são outras orientações”, esclarece Almeida.

Fonte: Portal UOL


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Mais uma pessoa está sem o vírus da Aids depois de se submeter a um transplante de células-tronco para tratamento de leucemia. O homem de 66 anos é o quarto paciente do mundo a se beneficiar do procedimento, e o mais velho deles. O caso foi anunciado por cientistas do Hospital City of Hope, dos Estados Unidos, na conferência Aids 2022, em Montreal, no Canadá. No evento, pesquisadores espanhóis também relataram que uma mulher está em remissão viral, com baixos níveis de HIV na corrente sanguínea, em decorrência de um tratamento medicamentoso experimental.

O paciente do City of Hope foi diagnosticado em 1988, está em remissão viral há mais de 17 meses e não faz mais uso da terapia antirretroviral. Há três anos, o homem passou por um transplante de células-tronco para tratar uma leucemia mieloide aguda. Segundo Jana K. Dickter, professora da Divisão de Doenças Infecciosas da instituição, que apresentou o resultado em uma coletiva de imprensa, trata-se da pessoa mais velha com HIV e câncer a se submeter ao procedimento e alcançar remissão nas duas condições.

O doador da medula óssea do paciente de 66 anos tem uma mutação genética rara, a CCR5 delta 32, que torna as pessoas resistentes à maioria das cepas do HIV. O CCR5 é um receptor presente nas células de defesa do organismo, e o vírus o utiliza para entrar e atacar o sistema imunológico. A rara variante, porém, bloqueia o caminho, impedindo a replicação do patógeno.

Segundo o hematologista do City of Hope Ahmed Aribi, o paciente recebeu três terapias diferentes para entrar em remissão antes de receber o transplante. “Ele tinha um alto risco de recaída de leucemia mieloide aguda, tornando sua remissão ainda mais notável”, disse Aribi, em nota. De acordo com ele, desde a recuperação do procedimento, o homem não mostrou nenhuma evidência de ter o vírus HIV replicante no organismo, seja em amostras de sangue ou de tecidos. Ele parou de tomar os medicamentos antirretrovirais em 2021 e, desde então, tem sido monitorado de perto.

Para Jana K. Dickte, a experiência abre novas possibilidades terapêuticas. “Como esse paciente viveu mais tempo com HIV antes de seu transplante e recebeu a terapia menos imunossupressora (do que os três que o antecederam), agora temos evidências de que, se o doador de células-tronco certo for encontrado para pacientes que vivem com HIV que desenvolvem câncer no sangue, podemos usar opções de regime de quimioterapia mais recentes e menos intensivas para tentar alcançar uma remissão dupla”, disse. “Isso pode abrir novas oportunidades para pacientes mais velhos que vivem com HIV e câncer no sangue.”

Apesar de promissor, o tratamento não é indicado para pessoas que não têm cânceres no sangue. Mas, teoricamente, seria possível utilizar as ferramentas de edição genética para induzir mutações semelhantes à que beneficiou os quatro pacientes até agora considerados curados do HIV. “É teoricamente possível injetar, no braço, uma enzima que entrará nas células e eliminará o CCR5 e o vírus. Mas isso é ficção científica por enquanto”, disse, à agência France-Presse de notícias (AFP), Sharon Lewin, presidente eleita da Sociedade Internacional de Aids.

Com medicamento

Na conferência de Montreal, pesquisadores do Hospital Universitário de Barcelona também apresentaram um caso de remissão após o uso de medicamentos. Porém, a paciente, uma mulher que convive com o micro-organismo há mais de 15 anos, ainda tem, no organismo, HIV capaz de fazer novas cópias viáveis dele mesmo. A carga viral, contudo, é indetectável no sangue, e ela não precisa mais tomar antirretrovirais.

“Os outros casos de cura estão associados ao transplante de medula óssea ou a pacientes excepcionais que apresentam vírus defeituosos ou fatores genéticos associados a uma potente resposta imune ao HIV”, destacou Josep M. Miró, principal autor do estudo, em nota. A paciente, porém, não tem qualquer fator genético associado ao controle do HIV. “Além disso, apresentava infecção grave em fase aguda”, disse o cientista.

Em 2006, ela entrou em um ensaio clínico de inibição viral com quatro terapias, utilizadas por 11 meses. Essas drogas prepararam o corpo da paciente para que o próprio sistema imunológico lutasse com maior eficiência contra o vírus, contou Núria Climent, bióloga que apresentou o resultado no congresso.

Há 15 anos, a mulher não toma antirretrovirais e está com a carga viral suprimida, disse Climent. “A grande novidade do estudo é que caracterizamos as células que conseguem o controle do vírus”, afirmou a pesquisadora. Os cientistas descobriram que dois tipos de linfócitos que fazem parte do sistema imune inato foram estimulados, particularmente, pelo tratamento experimental. Segundo Climent, o resultado “de cura funcional abre as portas para o desenvolvimento de novas estratégias potenciais de tratamento para aumentar a atividade das células envolvidas na resposta inata do paciente ao vírus”.

Fonte: portal Tudo sobre células-tronco


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Essa dúvida é comum e frequente, porém não há um valor fixo, pois cada caso é um caso.

Isso pode variar de acordo com:

– O tipo de células armazenada

– A região que será feita a coleta

– A distância que o transporte irá fazer entre o laboratório e o hospital

O valor do investimento inclui:

– Uma taxa para cobrir os custos dos equipamentos e da coleta, incluindo o procedimento no hospital na hora do parto, o material, o transporte, o processo no laboratório e todos os testes.

– Uma taxa para o armazenamento das células-tronco, que normalmente é paga anualmente

Como dissemos, cada caso é um caso. Para saber o valor exato do seu, entre em contato conosco.

Será um prazer atendê-los!


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De acordo com Dr. Renato de Oliveira, Ginecologista e Obstetra da Criogênesis, o choro por conta da cólica é persistente e expressa aflição, sofrimento e muita irritabilidade, o que o torna diferente dos demais. “A queixa pode vir acompanhada de outros sinais importantes e que merecem atenção, como gases, barriga endurecida e punhos fechados, que são reflexos do bebê à dor intestinal”, afirma.

O especialista explica que, normalmente, os bebês que têm cólicas sofrem com as dores entre o final da tarde e o início da noite. “As cólicas são piores ao final da tarde e início da noite, quando os pais já estão mais cansados e estressados, o que pode ser um dos fatores desencadeantes das dores. Quando o ambiente está mais relaxado, os pais conversam com a voz baixa e evitam discussões, fazendo com que o bebê se sinta mais seguro e menos estressado, o deixando menos propenso a ter problemas de digestão”, alerta.

Dr. Renato garante que, de modo geral, as cólicas ocorrem por causa da prematuridade do sistema digestório, que nos primeiros meses de idade não processa de forma perfeita os alimentos ingeridos, mesmo que somente o leite materno. “Certos fatores como deficiência na absorção de nutrientes, falha no desenvolvimento do sistema digestivo e alimentação por fórmula podem aumentar as chances de incômodo abdominal”, declara.

O médico afirma que outro fator colaborativo ao o surgimento das dores é o nascimento prematuro. “Quando a criança nasce de parto normal e no tempo previsto, ele passa pela vagina e já entra em contato com a flora vaginal da mãe. Já nos casos de prematuridade ou cesariana, se nasce em um ambiente estéril, sem o contato com bactérias benéficas ao organismo, fazendo com que tenha mais riscos de sofrer com cólicas”, explica.

O obstetra informa que há, no entanto, algumas medidas que podem auxiliar na diminuição das dores. “Nos casos de flora intestinal pobre, há probióticos específicos, que devem ser recomendados por um médico, e contribuem à colonização do intestino. Massagens também podem ser feitas para amenizar a dor, assim como exercícios com as pernas para eliminação dos gases. Além disso, até os seis meses de vida, o único alimento indicado para os bebês é o leite materno. A crença popular de que dar um pouco de chá, como o de camomila, é bom para alívio da cólica não passa de um mito, além de ser contraindicado para crianças muito pequenas”, finaliza.