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Queimaduras oculares estão sendo tratadas com enxertos obtidos a partir de células-tronco do próprio paciente. Na primeira fase do estudo, realizado em um instituto especializado de Boston, nos EUA, quatro pacientes receberam o tratamento e a segurança da técnica foi confirmada. Os pesquisadores pretendem agora fazer o procedimento em um número maior de pacientes e avaliar sua eficácia. Será avaliado se o uso desta técnica leva a uma visão melhorada por si só ou se ela servirá como um pré-tratamento, permitindo o transplante posterior de córnea.

As células-tronco podem regenerar ou substituir células do olho afetadas por diferentes patologias ou traumas. O olho humano possui várias reservas de células-tronco e uma possibilidade é utilizar essas células que já estão naturalmente presentes a fim de reparar lesões. O Holoclar, por exemplo, é um produto de terapia avançada já aprovado para comercialização na Europa para o tratamento de cegueira causada por queimaduras oculares físicas ou químicas. A substância ativa do Holoclar são as células límbicas do próprio paciente, que incluem células da superfície da córnea e células-tronco da região do limbo ocular.

Nos Estados Unidos, cientistas também estão buscando desenvolver produtos similares ao Holoclar que, por enquanto só tem aprovação na Europa. É nisso que vêm trabalhando os médicos e pesquisadores do Massachusetts Eye and Ear, hospital localizado em Boston, especializado nas áreas de oftalmologia e otorrinolaringologia.

Os pesquisadores substituíram a superfície ocular de quatro pacientes que sofreram queimaduras químicas em um dos olhos usando suas próprias células-tronco retiradas do outro olho saudável, em uma técnica conhecida como “transplante de células epiteliais límbicas autólogas cultivadas” (ou CALEC, do inglês cultivated autologous limbal epithelial cell transplantation). Esses quatro casos, todos parte de um ensaio clínico em andamento apoiado pelo National Eye Institute, representam os primeiros procedimentos desse tipo a ocorrer nos Estados Unidos.

A técnica CALEC consiste na realização de uma pequena biópsia contendo células-tronco do tecido límbico do olho saudável ​​do paciente, sua expansão em laboratório e cultivo sobre um substrato na forma de membrana. Quando as células crescem ao ponto de cobrir a membrana, o enxerto está pronto para transplante. O cirurgião remove primeiramente o tecido cicatricial da córnea e então realiza o procedimento.

O processo de isolamento, cultivo e preparação de células-tronco límbicas para transplante foi desenvolvido em colaboração com pesquisadores do Hospital Infantil de Boston. O processo de fabricação é realizado em um ambiente de sala limpa, com condições controladas para manter a esterilidade do produto. Todo o processo leva aproximadamente 3 semanas antes que o enxerto de células-tronco límbicas esteja pronto para ser enviado para a sala de cirurgia.

Ao todo, quatro pacientes receberam o tratamento CALEC. Três pacientes receberam um transplante após a primeira biópsia. Um paciente não desenvolveu células suficientes na primeira tentativa de biópsia, mas foi submetido a uma segunda biópsia, que teve sucesso no cultivo de células suficientes para um transplante. As células de um paciente adicional inscrito nesta fase do estudo não cresceram bem o suficiente para serem submetidas ao procedimento de enxerto. Os quatro pacientes que receberam o tratamento CALEC não sentiram mais dor devido às lesões químicas iniciais logo após os procedimentos de enxerto da membrana na córnea. Esses pacientes continuarão a ser acompanhados por um longo prazo para monitorar seu progresso.

Agora que a viabilidade da técnica foi estabelecida sem preocupações imediatas de segurança, os pesquisadores começaram a recrutar mais pacientes com danos na córnea para uma segunda fase do estudo, que continuará até 2021 e avaliará a eficácia do tratamento. Nessa etapa futura, será avaliado se o CALEC leva a uma visão melhorada por si só ou se servirá como um pré-tratamento, permitindo o transplante posterior de córnea.

A córnea é a camada mais externa do olho responsável por manter uma superfície lisa para a visão normal. No procedimento de enxertia pela técnica CALEC, o cirurgião retira células-tronco do limbo, a borda externa da córnea, onde um grande volume de células-tronco reside em olhos saudáveis. As células-tronco límbicas ajudam a manter a barreira entre a córnea e a conjuntiva, as áreas brancas nas laterais do olho. Em pacientes com queimaduras químicas no olho, a área límbica costuma ser prejudicada a ponto de não poder mais ser criadas novas células por conta própria. A deficiência de células-tronco límbicas também pode ser causada por infecções, complicações de lentes de contato e várias outras condições.

Além da perda de visão, os pacientes com queimaduras oculares químicas costumam sentir dor e desconforto no olho afetado. As estratégias de tratamento atuais incluem o transplante de uma córnea artificial, que apresenta risco de infecção e desenvolvimento de glaucoma, ou a técnica de enxerto autólogo de limbo conjuntival (CLAU, do inglês conjunctival limbal autograft), que em comparação com CALEC, envolve a retirada de uma porção maior de células da cicatriz.

O objetivo do transplante de células-tronco límbicas, como CALEC e CLAU, é reconstruir uma superfície saudável para o olho danificado usando células do outro olho, evitando o uso de tecido de doador; portanto, ele só pode ajudar pacientes com deficiência de células-tronco límbicas em um dos olhos. Depois que uma superfície saudável foi restaurada, esses pacientes podem receber transplantes de córnea convencionais – um resultado que não seria possível antes do transplante de células-tronco, porque as células-tronco límbicas são necessárias para sustentar o tecido córneo transplantado. Os pesquisadores esperam que alguns pacientes não precisem de transplantes de córnea e possam experimentar a restauração da visão e da superfície ocular apenas com CALEC.

A técnica não traz o risco de rejeição como alguns outros procedimentos porque as células são retiradas do próprio corpo do paciente. Consequentemente, os pacientes que recebem CALEC e CLAU não precisam tomar medicamentos imunossupressores. Além disso, o CALEC pode ser vantajoso em relação ao CLAU, pois apenas uma pequena biópsia do olho do doador é necessária, reduzindo o risco para o olho saudável.

Segundo o Dr. Joan W. Miller, chefe de oftalmologia do Mass Eye and Ear, “esses primeiros casos mostram uma grande promessa de uma opção segura de tratamento para pessoas que perderam a visão devido a queimaduras químicas e infecções da córnea”.

Fonte: portal Tudo sobre células-tronco


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Em um estudo clínico de fase I, pesquisadores de um hospital na Dinamarca mostraram que as células-tronco derivadas do tecido adiposo podem ser usadas para tratar o linfedema – uma condição crônica que geralmente causa inchaço nos braços ou nas pernas. Esta terapia regenerativa pode ser uma nova possibilidade de tratamento para pacientes com linfedema relacionado ao câncer de mama.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente em mulheres no mundo. Só no Brasil, no ano de 2020, foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres. A batalha contra o câncer é árdua, mas, felizmente, muitas mulheres têm saído vencedoras. No entanto, complicações decorrentes do tratamento do câncer de mama podem diminuir muito a qualidade de vida destas mulheres, como é o caso do linfedema – estima-se que uma em cada três mulheres tratadas para o câncer de mama acabam desenvolvendo esta condição crônica e debilitante.

O linfedema é o acúmulo de líquido linfático no tecido adiposo, que causa inchaço (edema) e ocorre mais frequentemente nos braços ou pernas, mas pode acometer também outras partes do corpo. O linfedema relacionado ao câncer é provocado pela remoção de linfonodos durante a cirurgia do câncer ou pelo próprio tumor, que pode bloquear parte do sistema linfático. As consequências do linfedema podem ser físicas (a área inchada pode ficar rígida e / ou dolorida e há uma chance maior de infecção) e cosméticas (a pele pode ficar com cicatrizes e o membro afetado pode ficar muito inchado e deformado). Os tratamentos atualmente disponíveis são apenas paliativos. O foco está no controle da condição por meio de exercícios, roupas de compressão e bombas, drenagem manual, cuidados meticulosos com a pele, terapia e um estilo de vida saudável.

Uma equipe de pesquisadores dinamarqueses que conta com o Dr. Mads Gustaf Jørgensen, do Departamento de Cirurgia Plástica do Odense University Hospital, detectou a necessidade de avançar os estudos com células-tronco para o tratamento do linfedema para as clínicas. Segundo o Dr. Jørgensen, “embora faltem opções de tratamentos para melhorar o linfedema, os estudos pré-clínicos sugerem que as células regenerativas derivadas do tecido adiposo podem aliviar a condição.” A equipe realizou um estudo com acompanhamento de longo prazo para avaliar o potencial das células-tronco derivadas do tecido adiposo no tratamento do linfedema.

O principal desfecho avaliado pelo estudo foi a mudança no volume do braço das pacientes após o tratamento com as células-tronco. Os desfechos secundários avaliados incluíram a segurança do tratamento, a mudança nos sintomas do linfedema, qualidade de vida, celulite associada ao linfedema e a necessidade da continuidade do uso de tratamento tradicional.

Para conduzir o estudo, a equipe tratou 10 pacientes com linfedema decorrente de tratamento para câncer de mama, com células-tronco do tecido adiposo. As células-tronco foram coletadas da gordura do abdômen ou das coxas por meio de lipoaspiração e, após mínimo processamento, foram injetadas na região da axila. Os médicos acompanharam cada paciente em intervalos de 1, 3, 6, 12 e 48 meses após o tratamento.

Apesar de não ter sido observada uma redução no volume do braço das pacientes após o tratamento com células-tronco, elas relataram significativa melhora nos sintomas do linfedema. Seis pacientes reduziram o tratamento tradicional, que inclui o uso de roupas que exercem compressão, por exemplo. Cinco pacientes sentiram que seu linfedema havia melhorado substancialmente, e quatro delas afirmaram que refariam o tratamento. Não houve nenhum caso de recorrência do câncer de mama nas mulheres que participaram do estudo.

Segundo o Dr. Jørgensen, os resultados do estudo levaram a equipe a concluir que a administração de células-tronco do tecido adiposo por via axilar para o tratamento de linfedema é segura, viável ​​e melhora os sintomas das pacientes, bem como a função de seus membros superiores. Os resultados foram observados logo após o tratamento e mantidos por até quatro anos.

Ensaios clínicos randomizados são ainda necessários para confirmar os resultados deste estudo e demonstrar a eficácia clínica do tratamento proposto.

Fonte: Conceito e Magnitude do câncer de mama – Instituto Nacional do Câncer, INCA

Linfedema – Instituto Oncoguia

Jorgensen, M.G. et al. Adipose‐derived regenerative cells and lipotransfer in alleviating breast cancer‐related lymphedema: An open‐label phase I trial with 4 years of follow‐up. Stem Cells Translational Medicine (2021).


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O dente de leite é rico em um tipo muito especial de células-tronco, chamadas de células mesenquimais. Essas células, encontradas na polpa do dente de leite, são capazes de regenerar e formar novos tecidos, como ossos, músculos, cartilagem, gorduras, pele, neurônios e vasos sanguíneos. Por isso, as células-tronco do dente de leite têm sido uma das alternativas para a medicina regenerativa. As células-tronco do dente de leite armazenadas hoje poderão ser utilizadas para o tratamento de doenças no futuro.

As células-tronco mesenquimais reduzem inflamações e combatem doenças degenerativas (perda das funções vitais e autoimunes — o sistema imunológico do corpo ataca as células saudáveis), como diabetes, infarto do miocárdio (ataque cardíaco), doenças pulmonares e lesões nos ossos, nas articulações e na pele.

Células-tronco do dente de leite: quando e como armazenar

A troca de dentição da criança costuma ocorrer entre 5 e 12 anos de idade. Quando o dentinho da criança começa a amolecer, os papais já podem se programar para realizar o armazenamento das células-tronco do dente de leite. Esse é o momento ideal para procurar uma empresa especializada* em tecnologia de células-tronco. Quanto mais cedo for realizada a coleta e o armazenado, melhor. Isso porque, à medida que o tempo passa, as células envelhecem.

Criogênesis e dentistas parceiros:

Os dentistas que desejam fazer a coleta das células-tronco e se informar sobre o assunto, que vem sendo cada vez mais procurado pela população, podem firmar parceria com a nossa empresa. A Criogênesis oferece suporte, treinamento e material de divulgação. Basta fazer o cadastro e entrar em contato pelo telefone 0800-7732166.

Fonte: Portal Lillo


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Ferreira segue sem participar das atividades do Grêmio, por conta de dores relacionadas a um problema muscular. O atleta tem acompanhamento constante com diferentes médicos e recentemente, o atacante recebeu uma aplicação de células-tronco no músculo adutor da coxa direita, local das dores.

Em suma, esse é um procedimento utilizado pela medicina regenerativa. Para fazer isso, se retira o líquido da medula óssea e depois se injeta no local da lesão, com a finalidade de acelerar a cicatrização.

Ao se fazer esse procedimento, é preciso ficar em repouso, esperando que o local da lesão se desinflame. Por isso Ferreira não tem feito atividades nas dependências do Grêmio, apesar de estar comparecendo no CT Luiz Carvalho.

Ferreira faz tratamento com células-tronco para retornar ao Grêmio

Esse tratamento não é novidade para Ferreira. O jogador do Grêmio já havia feito esse procedimento para se recuperar de uma fascite plantar, além de uma lesão no joelho.

O empresário, Pablo Bueno, que cuida da carreira do jogador, é quem ficou responsável por financiar o processo. Fazem duas semanas que Ferreira não joga pelo Tricolor, desde que sentiu dores contra o Guarani.

Apesar do jogador sentir dores, os exames não constataram lesão. Por isso, optou-se por esse procedimento, que gera cura em toda uma região.

Fonte: Portal G1


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As células-tronco mesenquimais representam uma rara subpopulação das células-tronco da medula óssea (< 0,01% das células mononucleares da medula óssea) com capacidade de expansão mitótica in vitro. Em decorrência da facilidade em se dividir e proliferar, concluiu-se que as células-tronco mesenquimais seriam as células responsáveis pela manutenção e renovação dos tecidos mesenquimais adultos, incluindo o músculo cardíaco. Esse tipo celular apresenta como uma de suas virtudes considerável atividade imunossupressora, evitando assim efeitos adversos relacionados a rejeição entre o material infundido e o hospedeiro.

As células-tronco mesenquimais vêm sendo cada vez mais estudadas, tanto em ensaios pré-clínicos como clínicos. Acreditamos que, superados alguns desafios em seu isolamento, preparo e modo de infusão, essas células poderão, em futuro próximo, representar o tipo celular ideal para a regeneração cardíaca.

Veja as doenças que a medicina já aprovou e as células-tronco mesenquimais são utilizadas para os tratamentos:

  • Acidente Vascular Cerebral
  • Lesão Cerebral
  • Mal de Alzheimer
  • Reconstituição de Dentes
  • Esclerose Lateral Amiotrófica
  • Esclerose Múltipla
  • Cirrose
  • Doenças Renais
  • Artrite
  • Lesão da Medula Espinhal
  • Doenças de Chohn
  • Doenças na Próstata
  • Diabetes
  • Doenças Cardíacas
  • Doenças Pulmonares
  • Surdez
  • Problemas na Retina
  • Calvície
  • Cartilagem do Joelho
  • Lesão Óssea
  • Queimadura

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Por se dividirem entre diversas ocupações, as mulheres acabam, muitas vezes, negligenciando a própria saúde

O corpo feminino passa por muitas transformações ao longo da vida. Desde à adolescência, com a primeira menstruação, passando pela gestação, até à menopausa. São tantas fases e todas elas impactam diretamente no funcionamento do organismo.

De acordo com Dr. Renato de Oliveira, Ginecologista e Obstetra da Criogênesis, as mulheres precisam ter alguns cuidados com sua saúde e, mesmo quando a rotina parece não deixar espaço para dar a devida atenção ao corpo, é necessário dedicar um tempo para cuidar de si.

Confira abaixo algumas dicas do especialista para manter a saúde feminina em dia:

Alimente-se bem – Embora seja uma recomendação universal, é válido ressaltar que para quem busca uma melhor qualidade de vida, ter uma alimentação balanceada e saudável é fundamental. “As mulheres possuem maior tendência a acumular gorduras em partes do corpo, fazendo com que a escolha correta do cardápio faça toda a diferença na hora de controlar níveis de colesterol e açúcar no sangue, por exemplo”, garante.

Cuide da higiene íntima – É fundamental priorizar a saúde da região íntima, evitando infecções comuns e até mesmo problemas mais sérios. “Nunca use produtos que não sejam recomendados e desenvolvidos especialmente para cuidados com a área. Além disso, evite usar roupas muito apertadas, biquíni ou roupa íntima molhadas e nunca compartilhe objetos de uso pessoal. Também encaixe sempre em sua rotina a visita ao ginecologista e não permita que a saúde da vulva seja deixada de lado, principalmente com o passar dos anos”, aconselha.

 Faça exame preventivo – Check-ups anuais são fundamentais para diagnosticar doenças mais precocemente, obter orientações e tratamentos corretos. Para conservar a saúde em dia, é essencial fazer pelo menos uma vez por ano, os exames indispensáveis na vida da mulher, como Papanicolau e mamografia, além dos de rotina. “A frequência desses procedimentos vai variar de acordo com histórico familiar, idade ou outros fatores de risco”, reitera.

Pratique exercícios regularmente – Praticar atividades físicas de forma regular é uma excelente medida para quem busca cuidar da saúde. Não é necessário viver na academia ou malhar constantemente, mas a prática de um exercício moderado durante 30 minutos, preferencialmente cinco vezes na semana, contribui, e muito, para o bom funcionamento do corpo. “Procure algum esporte que mais combine com você. O que vale é mexer o corpo e garantir que o sedentarismo fique longe da sua vida. Pode ser yoga, hidroginástica, natação, caminhada, corrida leve, ciclismo, dança ou outra modalidade de sua preferência”, explica.

Tenha uma boa noite de sono – É durante o sono que o organismo exerce as principais funções restauradoras do corpo, como a reposição da energia muscular e a introdução de proteínas. “Um sono de qualidade e por tempo adequado pode proporcionar diversos benefícios à saúde do organismo em geral, já que ele ajuda a fortalecer o sistema imunológico, libera a produção de alguns hormônios e consolida a memória”, certifica.

Conheça seu corpo – Uma das partes mais importantes para cuidar da saúde é conhecer seu próprio corpo. “Conhecer os ciclos menstruais e até mesmo próprio órgão sexual é de extrema importância para saber quando é necessário consultar um médico, já que a anatomia feminina torna as mulheres mais propensas à contração de doenças e infecções”, finaliza.


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Cientistas do Instituto Babraham iniciaram uma nova pesquisa utilizando células-tronco: a tentativa busca rejuvenescer as células da pele. De acordo com os cientistas, o objetivo da nova técnica é retroceder o relógio biológico celular em cerca de 30 anos, porém a pesquisa está em fase inicial.

A biologia regenerativa visa reparar ou substituir células, incluindo as antigas e uma das ferramentas mais importantes na biologia regenerativa é a capacidade de criar células-tronco ‘induzidas’. O processo é resultado de várias etapas, cada uma apagando algumas das marcas que tornam as células especializadas. Em teoria, essas células-tronco têm o potencial de se tornar qualquer tipo de célula, mas os cientistas ainda não são capazes de recriar de forma confiável as condições para rediferenciar as células-tronco em todos os tipos de células.

Para mostrar que as células foram rejuvenescidas, os pesquisadores procuraram mudanças nas características do envelhecimento. Conforme explicado pelo Dr. Diljeet Gill, um pós-doc no laboratório de Wolf Reik no Instituto que conduziu o trabalho como estudante de doutorado: “Nossa compreensão do envelhecimento em nível molecular progrediu na última década, dando origem a técnicas que permitem aos pesquisadores medir mudanças biológicas relacionadas à idade nas células humanas. Conseguimos aplicar isso ao nosso experimento para determinar a extensão da reprogramação alcançada pelo nosso novo método”.

Fonte: portal Science Daily


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Na hora do parto, é possível, com planejamento prévio, realizar esse procedimento, que não traz riscos para a mãe e bebê e ainda pode ser uma mão na roda no futuro

Acredite se quiser, é possível, atualmente, fazer a coleta das células-tronco do Sangue e Tecido do Cordão Umbilical. Essa prática que é realizada no nascimento do bebê, desde o surgimento há 25 anos nos Estados Unidos, países asiáticos e europeus, tem se mostrado uma importante ferramenta diante da necessidade de futuros transplantes.

No Brasil, a técnica é oferecida desde 2003 e um dos responsáveis por implantar ela, o Dr. Nelson Tatsui, médico hematologista e hemoterapeuta da Faculdade de Medicina da USP e diretor técnico do laboratório de biotecnologia Criogênesis, pai de Luis Fernando e João Pedro, tira todas as dúvidas sobre esse tema.

Células-tronco e seu papel Antes de tudo ele esclarece o que são as famosas células-tronco: “Os cientistas têm mostrado que algumas células do corpo têm uma potência, uma missão de regeneração, uma vez que possuem a capacidade de se dividir em células iguais a ela que são duplicadas, que por sua vez são duplicadas até formar tecidos diferentes, desde ósseo até neurológico. Elas foram nomeadas de células-tronco”. Após essa descoberta, os cientistas perceberam que poderiam usá-las no tratamento de doenças degenerativas ou até auxiliar no tratamento do câncer, por exemplo.

Com o avanço da ciência, atualmente, é possível usá-las para transplante com a mesma finalidade citada acima, além de outras doenças sanguíneas, como leucemia e linfoma, e não sanguíneas, como diabetes, paralisia cerebral e autismo. Porém, já é de conhecimento que a fila de transplante é uma barreira para estes pacientes, portanto, ter o próprio armazenamento de células-tronco é, sim, benéfico. Para garantir isso ao seu filho, de acordo com o Dr. Nelson Tatsui, é necessário que o casal, até cerca de um mês antes do nascimento previsto do bebê entre em contato com o banco de Sangue de Cordão Umbilical. “Para realizar o procedimento, é preciso fazer uma documentação baseada nas novas legislações de proteção de dados, provar que a mãe leu e autorizou a coleta, provar para a Vigilância Sanitária que estou seguindo os protocolos, então demanda um tempo”, explica.

A coleta em si Mas além destas questões burocráticas, não há nenhuma preparação que a mãe ou bebê precisam. É importante frisar que esta técnica não traz riscos nem para a grávida nem para o recém-nascido. O procedimento, como já mencionado, acontece imediatamente após o parto, independente dele ter sido normal ou cesariana. No caso da coleta de sangue, “depois da separação do bebê aos cuidados pré-natais, é feita uma punção na veia umbilical e o sangue é drenado para bolsa, que contém nutrientes e anticoagulantes. Com a placenta dequitada e removida, ela também é colocada em cima de outra mesa esterilizada em que pode, eventualmente, fazer mais uma coleta de sangue”, conta o médico. Já para a coleta do tecido do cordão, que nada mais é que aquele cordão umbilical que fica entre o umbigo do bebê e o corpo da placenta, “é realizado um corte de 10 a 20 centímetros e esse material é colocado em uma garrafa pequena com um líquido que mantém ele vivo”, acrescenta. O Dr. Nelson ainda enfatiza: “Esse procedimento leva em torno de 5 minutos, então não prolonga o ato cirúrgico”. Ambos materiais coletados são enviados para um laboratório em até 48 horas e mantidos a uma temperatura em torno de 8°C durante o transporte.

No laboratório

Seguindo os protocolos internacionais, após encaminhar o sangue de cordão umbilical e tecido de cordão umbilical ao laboratório, as amostras passam por rigorosos testes de qualidade, como contagem de número absoluto de células-tronco, a viabilidade celular e testes de contaminação, para verificar a presença de bactérias ou quaisquer agentes anômalos. O processamento do tecido de cordão umbilical consiste em fragmentar a amostra em pedaços de aproximadamente 1 mm quadrado, depois ocorre a digestão enzimática para expor as células-tronco do tecido para a placa de cultura celular e possibilitar a expansão dessas células.

Após o processamento, as amostras são resfriadas a uma temperatura de -196°C, e armazenadas em vapor de nitrogênio, que garante analogicamente, que os materiais “adormeçam” diminuindo o metabolismo celular e resultando no não envelhecimento das células, podendo assim, serem utilizados quando necessário no futuro. Sobre o prazo para uso, o médico comenta: “É um tema difícil, já que é complicado testar a viabilidade disso. Porém, o sangue de cordão mais antigo a ser utilizado em um humano, teve 12 anos de estocagem. Já sobre os testes in vitro, as pesquisas indicam que o mais antigo que surtiu efeito com a técnica ficou 23 anos na estocagem”. Quando for retirar o material, basta ter a solicitação médica para uso e a garantia que aquela condição que apresenta está dentro das normativas experimentais ou técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com cuidado novamente no momento do transporte, os materiais são levados para a sala cirúrgica onde ocorre o procedimento. O gasto com a coleta fica em torno de R$ 4 mil e anualmente há um investimento que varia de R$ 800 a mil.

Por que fazer essa coleta?

O Dr. Nelson destaca três motivos principais para fazer a coleta. De acordo com ele, o fato do Brasil ser um país miscigenado é muito rico culturalmente, porém dificulta quando o assunto é encontrar alguém compatível para o transplante. Dessa forma, ter um banco para uso familiar pode ajudar muito nesta questão, assim como reduzir os riscos de efeitos colaterais após a cirurgia. Como segundo ponto, o médico aponta a redução no tempo de espera para o transplante, ao não ter que entrar na fila. Isso é ainda mais essencial quando a média de tempo de espera na fila supera a história natural da doença de sobrevivência. O terceiro e último apontamento dele é aproveitar o desenvolvimento da medicina com uso da terapia gênica. “Ou seja, ao invés de procurar alguém compatível para aquele ser humano, investir em terapia gênica, utilizando a própria célula-tronco para corrigir o erro”. Além disso, a literatura tem mostrado que uma célula-tronco de um bebê costuma ser mais segura, em termos de livre de doença quando comparada a de um adulto, que já sofreu diversas intempéries do ambiente, como a própria alimentação; e também apresenta maior potência de desenvolvimento no momento da terapia gênica. Mas para realizar essa coleta, armazenamento e cirurgia de forma realmente segura é fundamental procurar uma instituição de credibilidade, com acreditação internacional, como é o caso da Criogênesis, uma empresa de pesquisa e biotecnologia. A contratação do serviço pode ser feita por meio do 0807732166, pelo Whatsapp (11 5536-9246), ou site.


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Especialista da Criogênesis indica motivos para preservação de células, capazes de tratar diversos tipos de doenças

Com o passar dos anos, o progresso dos estudos no campo da medicina regenerativa ampliou a possibilidade do uso clínico das células-tronco do sangue de cordão umbilical em doenças que até hoje são consideradas como incuráveis ou de difícil tratamento. Esse é um dos benefícios adquirido pela família que escolheu armazenar o material, cuja coleta é efetuada imediatamente após o parto.

Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, explica que, a falta de informação e os mitos em torno do tema dificultam a tomada de decisão e procura pelo serviço. “O grande potencial dessas células concentra-se na possibilidade delas transformarem-se em diferentes outros tipos celulares. E é exatamente, por isso, que elas são fundamentais para a medicina regenerativa. O público que, em geral, realiza o armazenamento, são pais que já pesquisaram, conhecem o assunto e têm o intuito de garantir a qualidade de vida dos filhos no futuro”, afirma.

Abaixo veja os principais motivos para realizar a coleta e armazenamento do material:

Uso comprovado pela medicina

As células-tronco do sangue do cordão umbilical podem ser utilizadas no tratamento de mais de 89 tipos de patologias. “Atualmente existem diversas pesquisas em curso, nos principais centros do mundo, para investigar o uso em casos de doenças comuns na nossa população como paralisia cerebral, AVC, autismo, problemas cardíacos, cirrose hepática, lesões nos ossos, entre outras”, destaca.

Não envelhecem após o armazenamento

O sangue, que contém células-tronco, coletado depois do parto é examinado, processado, criopreservado e armazenado em baixas temperaturas para que retenha suas características iniciais. “Caso venha apresentar doenças no futuro, o indivíduo contará com esse material biológico, que foi congelado ainda saudável. É como se as células-tronco retirada do cordão umbilical fosse um carro zero-quilômetro e as demais células presentes no corpo desde o nascimento, que não foram preservadas, um veículo seminovo. À medida que o tempo passa, as células armazenadas não envelhecem, não perdem o poder proliferativo e de diferenciação, além de ficarem protegidas dos efeitos ambientais nocivos”, expõe.

Uso em Terapia celular

A terapia celular consiste na substituição de células doentes por células saudáveis para serem utilizadas no tratamento de diversas doenças. “O procedimento visa tratar, restaurar ou modificar as células usando o próprio material do paciente durante a técnica. As células são cultivadas ou modificadas fora do corpo antes de serem injetadas no paciente e podem se originar dele próprio ou de um doador. Seu uso é benéfico, pois possibilita que lesões difíceis de serem restabelecidas sejam tratadas”, finaliza.

Procedimento é realizado de forma indolor

As células-tronco estão presentes em abundância no cordão umbilical do bebê e na placenta, sendo que devem ser coletadas logo após o clampeamento – momento em que o médico rompe a ligação do feto à mãe. Desse modo, não há risco para a mãe e o bebê.  “Como o cordão e placenta são descartados posteriormente ao parto, esse é o único momento em que é possível coletar o material para a criopreservação, de modo totalmente indolor”, declara.


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Pesquisadores da University of New South Wales, na Austrália, desenvolveram uma tecnologia que transforma células de gordura em um novo tipo celular: a célula-tronco multipotente induzida. Essas células versáteis possuem a capacidade de regenerar lesões em diferentes tipos de tecidos. Mas, apesar de o potencial terapêutico dessas células ser promissor, muitos estudos ainda precisam ser realizados com objetivo de avaliar a segurança de sua aplicação no ser humano

Atualmente, grande parte das pesquisas que visam estudar o potencial terapêutico das células-tronco está focada nas células-tronco mesenquimais (CTMs), essas células são encontradas no tecido do cordão umbilical e na polpa do dente de leite. Elas podem ser facilmente obtidas a partir de tecidos adultos, podem ser multiplicadas em laboratório, são capazes de gerar diferentes tipos de tecidos e não causam tumores quando transplantadas. Mas, alguns pesquisadores estão apostando também em abordagens alternativas.

O próximo passo do desenvolvimento dessa tecnologia, que faz com ela esteja cada vez mais próxima de ser aplicada em humanos, foi descrito no artigo publicado na Science Advances. Os experimentos consistiram no transplante das iMS humanas em camundongos. Essas células mantiveram-se dormentes e, somente quando os animais sofreram alguma lesão, elas transformaram-se no tecido que precisava ser curado, independentemente se esse tecido era músculo, osso, cartilagem ou um vaso sanguíneo. As células basicamente seguiram as pistas moleculares do local da lesão e se misturaram ao tecido que precisava de reparo, sem gerar nenhum tipo de célula indesejada, demonstrando o incrível potencial terapêutico das iMS.

Embora os resultados sejam animadores, muitas avaliações ainda precisam ser realizadas, especialmente para garantir a segurança do tratamento. Se os estudos futuros forem bem sucedidos, os pesquisadores acreditam que esse tipo de terapia pode passar a ser aplicada no mundo real em cerca de 15 anos.

Fonte: Portal www.tudosobrecelulastronco.com.br