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“Ele basicamente renasceu”, disse a mãe

Em 2019, aconteceu mais um caso positivo envolvendo o uso de células-tronco no tratamento de câncer. Jenson Wright, um garotinho de nove anos na época, venceu a leucemia após várias sessões de tratamentos feitos com células-tronco advindas de um cordão umbilical doado.

Jenson foi diagnosticado pela primeira vez com linfoma em novembro de 2013, quando tinha apenas 4 anos de idade. Venceu a doença, mas o câncer retornou pela segunda vez e os médicos descobriram que estavam lidando com a leucemia mielogênica aguda – câncer muito agressivo que se espalhou por 70% do corpo do jovem.

Após mais rodadas de quimioterapia, recebeu a notícia da equipe médica de que o procedimento não funcionou como esperavam e a única opção era um transplante de células-tronco, já que havia um caso semelhante no Texas, que salvou a vida de um cidadão.

Jenson foi então submetido à operação em dezembro de 2016 e os médicos ficaram chocados ao descobrir o quão incrivelmente rápido o corpo do menino havia reagido ao tratamento apenas cinco dias após a cirurgia.

Mais de dois anos após o transplante, ele foi informado de que está completamente curado de câncer.

Carolyn Wright, mãe de Jenson, disse: “A cura chegou completamente do nada, um choque total. Foi muito emocionante quando eles disseram, porque você nunca espera ouvir essas palavras quando está passando por tantas coisas difíceis”.

“Meu filho realmente tem um DNA diferente agora e por causa do transplante de células-tronco, ele basicamente renasceu. Agora nós podemos desfrutar do futuro”, disse a mãe.

Fonte: https://www.goodnewsnetwork.org/boy-cured-of-cancer-thanks-to-stem-cell-treatment-using-donated-umbilical-cord/


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INCA estima 704 mil casos de câncer por ano no Brasil até 2025

Leucemia, câncer de mama, de próstata e de pele são alguns dos 12 tipos de câncer existentes que afetam a vida de milhares de brasileiros. E você, sabe quais são as probabilidades de ter câncer? Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), pelo menos 11 mil brasileiros terão leucemia entre 2023 e 2025 e são esperados 704 mil casos novos de câncer para cada ano do triênio 2023-2025.

O tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%). Em homens, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões, totalizando 72 mil casos novos estimados a cada ano do próximo triênio, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Já nas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente (depois do de pele não melanoma), com 74 mil casos novos previstos por ano até 2025. Nas regiões mais desenvolvidas, em seguida vem o câncer colorretal, mas, nas de menor IDH, o câncer do colo do útero ocupa essa posição.

As informações são da publicação Estimativa 223 – Incidência de Câncer no Brasil, a principal ferramenta de planejamento e gestão na área oncológica no Brasil, fornecendo informações fundamentais para a definição de políticas públicas.

Prevenção

O objetivo da prevenção é impedir que o câncer se desenvolva e existem diversas atitudes que devem ser incorporadas à rotina para reduzir os riscos de ter a doença:

  • Não fumar
  • Alimentação saudável
  • Controle do peso corporal
  • Praticar atividades físicas
  • Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos
  • Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos
  • Evitar comer carne processada
  • Vacina contra hepatite B
  • Evitar a ingestão de bebida alcoólica
  • Evitar a exposição ao sol entre 10 e 16 horas
  • Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho

Células-tronco e câncer

Uma das técnicas promissoras para o tratamento do câncer é o uso de células-tronco e cada vez mais a medicina avança nas pesquisas para comprovar a eficácia.

Os últimos dados divulgados pelo IPCT (Instituto de Pesquisa com Células-tronco) indicam que mais de 30 mil células retiradas do cordão umbilical foram transplantadas, sendo que 57% delas foram utilizadas para tratar malignidades. No caso do combate à leucemia, a terapia celular já é uma das ações adotadas por haver degeneração de tecidos, que é tratada com o apoio do transplante de células-tronco.

Para saber mais cobre a coleta das células-tronco, entre em contato pelo telefone 0800-7732166.

Fonte: Portal Inca


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Experimento em Milão apresentou resultados positivos

O tratamento com células-tronco neurais em pessoas com formas progressivas de esclerosa múltipla é seguro e deu sinais de que pode frear o avanço da doença. É o que aponta um experimento conduzido por pesquisadores do Hospital San Raffaele, de Milão, e publicado pela revista Nature Medicine.

Trata-se apenas do primeiro passo dos testes em humanos, mas os resultados dão esperanças na luta contra a doença. A tentativa de utilizar células-tronco para enfrentar a esclerose múltipla não é nova, mas desta vez os cientistas usaram aquelas provenientes do sistema nervoso. “Esse tipo de célula já foi testado contra diversas patologias, como a esclerose lateral amiotrófica ou a doença de Huntington, com o objetivo de substituir as células danificadas”, disse à ANSA Gianvito Martino, diretor científico do San Raffaele e coordenador do estudo.

De acordo com ele, as células-tronco são implantadas através de uma punção lombar diretamente no líquido cefalorraquidiano, de onde migram para a área afetada pela esclerose e agem secretando moléculas neuroprotetoras. A primeira fase do experimento, iniciada em 2017, envolveu 12 pacientes com esclerose múltipla progressiva e nos quais os tratamentos disponíveis haviam se mostrado pouco ou nada eficazes. Os pacientes receberam diferentes dosagens de células-tronco, e os exames realizados dois anos depois mostraram uma redução da perda de tecido cerebral naqueles que tiveram as maiores doses. O próximo passo será verificar a eficácia do tratamento em um estudo mais amplo, com cerca de 100 pacientes. “Serão necessários de quatro ou cinco anos para termos novos dados”, acrescentou Martino.

Fonte: Agência ANSA


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Durante a infância, o metabolismo das crianças está a todo o vapor. Isso significa que há muitas reações, ocorrendo a todo o instante, garantindo que o crescimento dos pequenos ocorra de maneira adequada e mantendo tudo em perfeito equilíbrio. Para isso, no entanto, há uma alta demanda energética e nutricional.

Como as crianças estão sempre brincando, se movimentando e aprendendo, as células de todo o organismo precisam de energia constante. Para tal, é fundamental que a alimentação seja bastante equilibrada e com todos os nutrientes necessários. Os mais importantes incluem:

  • proteínas;
  • carboidratos;
  • sais minerais;
  • vitaminas;
  • fibras;
  • gorduras boas.

Uma alimentação bem equilibrada e diversificada é o suficiente para garantir que todos esses nutrientes façam parte da dieta infantil. Pratos coloridos e bem variados são a chave para o sucesso, que pode ser obtido até mesmo em alimentações restritivas. Por isso, crianças com alergias alimentares ou vegetarianos, por exemplo, também podem ser tão saudáveis quanto qualquer outro indivíduo.

Além disso, dê preferência para as bolachas simples, como as de água e sal e, ainda, prepare algumas receitas caseiras, como pão de queijo, cookies e bolos secos. A escolha dos ingredientes também faz toda a diferença na montagem de uma boa lancheira. Confira, a seguir, algumas opções interessantes de lanches saudáveis para levar para a escola.

  • Frutas picadas
  • Cookies caseiros
  • Suco natural
  • Iogurte
  • Palitinhos de tapioca
  • Bolo de banana
  • Mini sanduíches
  • Torrada integral
  • Frutas secas e oleaginosas
  • Cupcake saudável
  • Palitinhos de vegetais (cenoura, pepino, etc)

Fonte: Blog Colégio Arnaldo


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Pesquisadores clínicos na Alemanha relataram recentemente o primeiro tratamento bem-sucedido da hipertensão arterial pulmonar (HAP) usando uma terapia derivada de células-tronco mesenquimais do cordão umbilical humano (HUCMSC).

A HAP é uma doença progressiva caracterizada por pressão sanguínea cronicamente elevada na circulação pulmonar que pode levar ao aumento e à insuficiência do lado direito do coração. Em estágios avançados, a HAP é considerada incurável.

Investigadores da Hannover Medical School (MHH) trataram uma menina de três anos com HAP e telangiectasia hemorrágica hereditária com infusões intravasculares de meios condicionados de HUCMSCs alogênicos cinco vezes ao longo de seis meses. Eles avaliaram o estado clínico e a hemodinâmica invasiva no início, após 2 meses e novamente após 6 meses.

De acordo com os investigadores, o tratamento melhorou acentuadamente os parâmetros clínicos e hemodinâmicos e diminuiu os marcadores de plasma sanguíneo de fibrose vascular, lesão e inflamação em 6 meses. Não houve eventos adversos.

“O tratamento levou a uma melhora significativa no crescimento, tolerância ao exercício e variáveis ​​cardiovasculares clínicas e reduziu o número de marcadores plasmáticos no sangue que podem ser detectados na constrição e inflamação vascular”, disse Georg Hansmann, MD, PhD, chefe do Translational Grupo de pesquisa de Biomedicina Cardiopulmonar e médico responsável pelo Departamento de Cardiologia Pediátrica e Medicina Intensiva do MHH.

Embora os resultados sugiram que a terapia derivada de HUCMSC tem o potencial de se tornar um tratamento eficiente para as formas mais graves de HAP clínica, a equipe assume que tal terapia deve ser repetida em intervalos regulares para ter sucesso a longo prazo. Os investigadores acreditam que estudos clínicos prospectivos são necessários para confirmar e explorar ainda mais os benefícios da terapia derivada de HUCMSC para HAP.

Fonte: https://www.aabb.org/news-resources/news/article/2022/07/13/cord-blood-derived-stem-cells-may-help-treat-pulmonary-hypertension


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As probabilidades de usar o sangue do cordão umbilical do seu bebê são iguais à probabilidade do seu bebê ou de um familiar próximo ter uma doença que possa ser tratada com o sangue do cordão umbilical. Os bancos de sangue do cordão umbilical informam aos pais que existem 80 doenças para as quais os transplantes de células-tronco são um tratamento padrão.

Nos Estados Unidos, a probabilidade líquida de uma criança precisar de qualquer tipo de transplante de células-tronco aos 20 anos é de 3 em 5.000 ou 0,06%. Portanto, as chances de uso para transplante de uma criança são de apenas 3 em 5 mil para todas as 80 doenças combinadas.

Quando o sangue do cordão armazenado em bancos familiares tem chances significativas de uso?

Membros da família: À medida que as pessoas envelhecem, as taxas de câncer aumentam e a probabilidade cumulativa de fazer um transplante de células-tronco aumenta. Nos Estados Unidos, 1 em 217 pessoas, ou 0,46%, fará um transplante de células-tronco (não apenas precisa de um, mas terá um) aos 70 anos.

Portanto, o sangue do cordão umbilical que os pais armazenam de seu bebê pode ser útil para um membro imediato da família daqui a alguns anos. É mais provável que o sangue do cordão corresponda a parentes de primeiro grau: irmãos completos e pais.

Distúrbios hereditários: As chances de uso citadas para a pessoa média nos Estados Unidos não se aplicam a algumas famílias e não se aplicam de forma alguma em outros países. Por exemplo, alguns pais querem bancos de sangue do cordão umbilical porque têm muitos parentes com uma doença autoimune como a esclerose múltipla, e sabem que os transplantes de células-tronco são promissores para doenças autoimunes.

Nos países asiáticos, onde a talassemia é uma doença hereditária do sangue, os bancos de sangue do cordão umbilical estão preenchendo uma necessidade de saúde pública.

As famílias podem armazenar o sangue do cordão umbilical de um bebê saudável para fornecer um transplante de sangue do cordão umbilical para uma criança mais velha com talassemia. Na Tailândia, algumas famílias estão usando a tecnologia de reprodução assistida para conceber um irmão salvador compatível para uma criança mais velha com talassemia. Na África, os bancos de sangue do cordão umbilical poderiam atender a uma necessidade de saúde pública, fornecendo transplantes de sangue do cordão umbilical para doenças falciformes e armazenando células-tronco que possuem uma mutação genética que pode combater o HIV.

Medicina regenerativa: é mais provável que os pais precisem do sangue do cordão umbilical de seus bebês para tratar distúrbios neurológicos diagnosticados nos primeiros anos de vida. Estes incluem autismo, paralisia cerebral, encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), apraxia, ataxia, hidrocefalia, acidente vascular uterino, lesão cerebral traumática e condições semelhantes.

Ninguém quer imaginar que seu filho possa nascer com uma lesão cerebral, mas a realidade é que a paralisia cerebral (PC) ocorre em 2 em cada mil nascimentos a termo, e entre os prematuros é 10 vezes mais comum em 2 em 100 prêmios ou 2% têm paralisia cerebral.

Outra condição relativamente prevalente que pode se beneficiar dos testes de terapia com sangue do cordão são os transtornos do espectro do autismo (ASD), que afetam 1 em 44 crianças nos EUA em 2018.

Como serviço público, disponibilizamos para download uma planilha de todos os ensaios clínicos que tratam PC ou TEA com terapia celular que foram registrados mundialmente de 2017 a 2021. https://parentsguidecordblood.org/en/faqs/what-are-odds-we-will-need-our-cord-blood

Fonte: Portal Foundation Parent’s Guide to Cord Blood


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Cresce o uso de células retiradas dos próprios pacientes para tratar doenças como esclerose múltipla, lesões articulares e incontinência urinária

As células-tronco, responsáveis pela origem de todas as outras células e tecidos do corpo humano, têm grande importância para o tratamento de doenças. Ao receber estímulo de substâncias específicas, podem originar células especializadas de determinados órgãos e tecidos. Elas podem ser classificadas como embrionárias ou adultas e têm sido amplamente estudadas pela ciência.

Cresce o uso de células retiradas dos próprios pacientes para tratar doenças como esclerose múltipla, lesões articulares e incontinência urinária, por exemplo. A CNN Sinais Vitais mostra como pesquisas e técnicas avançam em hospitais brasileiros.

“A criatividade dos pesquisadores é grande. Se você pensar nas células multipotentes adultas, que não viram músculo mas fazem reparação, podemos tirar da medula óssea, mas também tiramos da gordura da barriga”, explica o médico José Eduardo Krieger, professor da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Incor.

Um dos principais tratamentos a partir de células-tronco é o de transplante de medula óssea, conhecido também como transplante de células hematopoiéticas. No procedimento, são retiradas as células-tronco dos indivíduos, que podem ser encontradas na medula óssea.

“Hoje, conseguimos não só usar da medula óssea, temos formas de mobilizar a célula e sair da medula óssea e ir para o sangue. Você coleta sem a necessidade de puncionar a medula para retirá-las. Você pode usar o sangue umbilical porque ele é muito rico em células-tronco e usar essas células, por exemplo, para fazer alguns tecidos, como as células mesenquimais. Você pode usá-las para fazer as células de cartilagem, os condrócitos, e usar isso em pessoas quem têm artrose”, explica Nelson Hamerschlak, coordenador de hematologia e transplante de medula do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

O programa mostra que na ginecologia é possível usar células-tronco no tratamento de mulheres com incontinência urinária. A doença tem como característica uma lesão do esfíncter uretral e a terapia tem como função restabelecer os tecidos lesados.

“Quando se utiliza uma terapia celular biopsiando um músculo dessa mulher ou extraindo células-tronco da medula óssea e injetando na uretra, isso faz com que a gente reestabeleça tanto o esfíncter como o suporte uretral”, diz Rodrigo de Aquino Castro, ginecologista e chefe do setor de uroginecologia e cirurgia vaginal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Avanços

As células-tronco podem ser usadas para uma infinidade de terapias e tratamentos. Os sistemas que compõem o organismo humano contam com cerca de 200 tipos diferentes de células e todas elas dão origem aos diversos tipos de tecidos humanos.

O episódio mostra como é possível testar substâncias para a multiplicação de células presentes no coração, por exemplo.

“Quem sabe isso vire um tratamento para o infarto, em que não tenha que injetar célula nenhuma naquele coração, mas essa substância que descobri trabalhando com células-tronco possa colocar essa substância no coração da pessoa infartada”, afirma Lygia Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias da USP. “Você tem uma quantidade de aplicação dessas células para a pesquisa, para a pesquisa básica para entendermos como é o que o ser humano funciona”, completa.

O episódio mostra também como famílias puderam vencer desafios por meio das células-tronco.

“Ela nasceu com uma doença hereditária e eu descobri que a única forma de cura era o transplante de medula. Para acontecer, o doador tem que ser aparentado, no caso irmão. Soube de um tratamento de fertilização com seleção de embrião, onde a gente conseguiria ter uma irmãzinha sem a doença, já que é hereditária. Fizemos a fertilização e a Catarina nasceu. As células-tronco salvaram minha outra filha”, relata Janaína Cruz, mãe beneficiada pelo tratamento com células-tronco.

Fonte: Portal CNN


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Você sabe o que são os terrible twos? De uma hora para a outra, aquele anjinho ou anjinha, que até outro dia era só amor e carinho, decide que a sua nova palavra favorita é “não”. Além disso, desenvolve alguns hábitos um tanto quanto difíceis de lidar, como se jogar no chão ou fazer a maior birra diante de uma frustração! 😩 Seja por não conseguir colocar as próprias meias, não poder escalar um móvel da casa ou não ganhar uma comida que deseja, por exemplo.

Se você se identificou com alguma dessas situações, é provável que seu pequeno ou pequena esteja passando pela adolescência dos bebês, fase também conhecida como terrible twos ou os terríveis dois anos. Por isso, vamos conversar sobre o tema e descobrir como lidar com essa fase tão desafiadora do desenvolvimento infantil? Acompanhe!

O que são os terrible twos?

De forma geral, os terrible twos podem acontecer entre 1 ano e meio e 3 anos de idade, quando os pequenos e pequenas ainda são chamados de toddlers. No entanto, essa fase costuma ter seu auge justamente quando os bebês completam 2 anos.

Neste momento, a criança passa a se perceber como um indivíduo, com desejos e opiniões próprias. Por isso, ela sente uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si mesma. E isso faz com que, muitas vezes, os pequenos e pequenas se oponham às solicitações dos adultos.

Contudo, como os bebês ainda estão compreendendo suas emoções e sentimentos, ser contrariado também pode ser motivo para espernear, choramingar, se irritar e até gritar, por exemplo. Nesse sentido, a tranquilidade de outrora costuma ser substituída por uma explosão de rebeldia! 

Ao mesmo tempo, o pequeno ou pequena se desenvolve tão depressa, que você se pega o tempo todo surpreendido(a) com sua autonomia, não é mesmo? Ou, então, com suas frases e perguntas espertas, que deixam qualquer adulto encantado. Por tudo isso, os terribles twos costumam ser uma fase desafiadora, mas muito importante para o desenvolvimento infantil!

Veja 4 dicas para lidar com essa fase:

1. Organize a rotina com as crianças

A chance dos pequenos e pequenas ficarem irritados, e até explodirem em uma birra, é maior quando eles estão cansados, com fome ou frustrados. Por isso, manter uma rotina saudável e organizada diminui o estresse e a agitação dos bebês. Sobretudo, aquelas que estão passando pelos terrible twos.

Dessa forma, uma sugestão é estar sempre prevenido(a), com lanchinhos e frutas na bolsa. Principalmente, se vocês forem ficar muito tempo fora de casa. Além disso, procure planejar o dia a dia da família, para que seu pequeno ou pequena não fique muito tempo sem dormir ou sem comer. Com certeza, isso deixará seu bebê mais tranquilo!

2. Acalme os pequenos e pequenas

Quando o bebê ficar irritado, por qualquer que seja o motivo, escolha conversar com calma. É fundamental manter a tranquilidade no momento de lidar com alguma birra ou frustração dos pequenos e pequenas. Afinal, você é o adulto e deve administrar a situação como maturidade, tudo bem? 

Para isso, explique com clareza que você entende os sentimentos da sua criança. Se possível, se abaixe e olhe nos olhos dos pequenos e pequenas. No entanto, explique por que ela não pode fazer determinada ação, já que pode se machucar, por exemplo. Então, ofereça alternativas, se coloque à disposição para ajudá-la ou tente distraí-la com músicas ou histórias.

Lembre-se de que o diálogo é sempre o melhor caminho para resolver conflitos, seja com adultos ou crianças. Além disso, conversar e não “bater de frente” ajuda o bebê a se acalmar e, aos poucos, compreender melhor suas próprias emoções.

3. Seja paciente e respeitoso(a)

Por mais difícil que seja manter a calma, é muito importante se esforçar para ser paciente com as crianças, sobretudo durante uma crise. Afinal, os terrible twos são apenas uma fase e muitos bebês passam por ela para construir sua identidade. Portanto, apesar de cansativa, é também uma fase fundamental para o desenvolvimento infantil.

Por isso, saiba que o seu pequeno ou pequena não age de tal forma apenas para te provocar, como se agisse de propósito. Faz parte do processo testar os limites dos pais, mães e pessoas responsáveis e buscar autonomia e independência, ainda que nas pequenas ações do cotidiano. Como ao se vestir, comer ou tomar banho sozinho(a), por exemplo.

Então, quando o bebê fizer uma birra, trate-o com respeito e carinho. Tente ver a situação através da sua perspectiva e lembre-se de acolher os pequenos e pequenas. Gritar, ameaçar e até agredir as crianças são comportamentos violentos e não devem fazer parte do dia a dia de nenhuma família.

4. Não poupe carinhos, abraços e beijinhos

Em alguns casos, o bebê pode ficar tão nervoso e frustrado que machuca os outros e a si mesmo. Nesse momento, uma opção que pode funcionar é abraçar, pegar no colo e confortar os pequenos e pequenas. Reforce que você entende que ela está sofrendo e que você está ali para ajudá-la. Então, faça carinho e dê beijinhos. Pouco a pouco, ela irá se tranquilizar.

No entanto, se você tentar trazer a criança para os seus braços e ela continuar agitada, deixe-a se acalmar. Se ela não estiver confortável, permita que ela fique mais afastada e não force os pequenos e pequenas a nada, ok?

De forma geral, as birras acontecem porque o pequeno ou pequena não consegue lidar com suas próprias emoções, extravasando sua exaustão com choros e gritos. Por isso, depois que a criança estiver mais calma, aproveite este momento para conversar sobre seus sentimentos e ajude-a a compreendê-los melhor. Em seguida, proponha uma atividade ou uma brincadeira, como a leitura compartilhada de um livro especial, que envolva toda a família! 

Fonte: Portal Leiturinha


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Procedimento evoluiu nos últimos 35 anos, trazendo esperança para pacientes com doenças até então consideradas incuráveis, como leucemia e linfoma

Há pouco mais de três décadas, descobrir alguns tipos de doenças hematológicas ou imunológicas era sinônimo de um tratamento complicado com transplante de medula óssea, que poderia exigir a ingestão, pelo paciente, de mais de cem comprimidos de medicação por dia, e, que, em muitos casos, tinha poucas chances de sucesso. Tudo mudou com o desenvolvimento da técnica, que permitiu realizar transplantes de forma cada vez mais segura, com soluções que trouxeram maior chance de cura para doenças como leucemia e linfoma e que continuam evoluindo a cada dia.

No Brasil, o primeiro transplante do tipo foi realizado em 1979, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 1987, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi a primeira organização privada do país a fazer um transplante de medula óssea e, nos últimos 35 anos, além de realizar quase 2.000 procedimentos, trouxe para o Brasil avanços como a tecnologia do congelamento da medula, o transplante autólogo – com células-tronco do próprio paciente – e o transplante de células de cordão umbilical de doadores não aparentados.

“A medicina vem avançando a uma velocidade enorme. Quando começamos, era preciso ter um irmão HLA [sigla para antígeno leucocitário humano, que indica a compatibilidade entre células, tecidos e órgãos] idêntico. Depois, passamos para os registros de doadores. Hoje, o Brasil tem um dos maiores bancos do mundo”, afirma Nelson Hamerschlak, coordenador do Programa de Hematologia, Transplantes de Medula Óssea e Terapia Celular do Einstein.

O transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de promover a reconstituição saudável das células-tronco. De acordo com o Ministério da Saúde, o procedimento pode beneficiar o tratamento de mais de 80 enfermidades, como doenças hematológicas, imunológicas, onco-hematológicas, genéticas hereditárias e autoimunes.

A quimioterapia e a radioterapia, que também pode ser necessária, atuam no sentido de eliminar doenças dentro do tutano do osso – forma como a medula óssea é chamada. Esse tratamento inicial também abre espaço dentro dos ossos para receber, através do próprio cateter, células capazes de se multiplicarem para formar uma nova medula óssea.

Nos últimos anos, o transplante de medula evoluiu. Novos medicamentos e modalidades terapêuticas foram inseridos no escopo do tratamento. “O principal remédio que se usava na época era um medicamento oral que o indivíduo tinha que tomar de 30 a 40 comprimidos a cada seis horas. Depois, se transformou em uma medicação endovenosa aplicada uma vez por dia. Nesse cenário, os antibióticos e antifúngicos também melhoraram muito”, conta Hamerschlak.

Avanços no tratamento

No Brasil, o Einstein foi pioneiro em realizar o transplante autólogo, onde as células-tronco do próprio paciente são coletadas, congeladas e utilizadas posteriormente. A inovação propiciou o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo, linfomas e alguns tipos de cânceres pediátricos no país.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a probabilidade de haver doador idêntico na mesma família é, em média, de 25% a 30%. Quando não há parentescos, a probabilidade diminui ainda mais: a chance de encontrar alguém 100% compatível fora
da família pode chegar a um em 100.000 mil. Nesses casos, se faz necessária a busca por doadores no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), responsável por reunir informações de voluntários.

Com mais de 6 milhões de doadores cadastrados, o Redome é o terceiro maior registro do mundo. Para se tornar um doador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde e não ter doença infecciosa ou incapacitante. Também não pode apresentar doenças neoplásicas, hematológicas ou do sistema imunológico. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, existiam 107 hemocentros e cem centros para transplantes de medula óssea distribuídos por todo o Brasil.

Outra evolução importante foi o desenvolvimento da tecnologia do congelamento da medula, a fim de possibilitar a utilização posterior para novas fases do tratamento. O Einstein foi responsável não só por implementar a técnica no Brasil, mas também por difundi-la. “Aprendemos no exterior e, depois, trouxemos equipamentos, iniciamos o procedimento e treinamos outros centros no país”, conta Hamerschlak. Em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, o Einstein também foi pioneiro, no país, em transplantes em pacientes com doenças autoimunes, como esclerose múltipla, esclerose sistêmica e casos selecionados de Lúpus Eritematoso Sistêmico.

Em 1997, o hospital fez o primeiro transplante de células de cordão umbilical não aparentado – de doadores não familiares – no Brasil, com o apoio da entidade norte-americana New York Blood Center (NYBC). “Posteriormente surgiu a possibilidade de utilização de doadores familiares chamados haploidênticos, isto é, que carregam 50% de carga genética compatível com o paciente. Mais uma vez o Einstein foi pioneiro nesta modalidade” relembra o médico. “Estas duas novas formas de transplantar trouxeram a possibilidade de romper a barreira da compatibilidade”, completa.

O sangue do cordão umbilical é considerado uma fonte promissora de células-tronco, e o Einstein implementou no início dos anos 2000 um banco de cordão umbilical, contribuindo para a execução de transplantes não aparentados. O Programa de Hematologia e Transplantes de Medula Óssea do Einstein foi, em 2012, o primeiro fora da América Latina a receber o certificado da Foundation for the Accreditation of Cellular Therapy (FACT), dos Estados Unidos, que atesta padrões de qualidade e excelência no procedimento de terapias celulares.

Os avanços obtidos nos últimos 35 anos beneficiaram pacientes do serviço público e do privado. “O transplante nasceu no serviço público e hoje nós, por exemplo, no Einstein, também atendemos a área pública por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), onde recebemos pacientes regulados através do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde”, conta Hamerschlak.
Paciente como protagonista.

Para o sucesso do tratamento, no entanto, garantir um tratamento humanizado por toda uma equipe médica e multidisciplinar, que torne o paciente protagonista durante todo o processo, é tão importante quanto a evolução da técnica do transplante. “Os pacientes que apresentam doenças onco-hematológicas, hematológicas e genéticas graves, ou que possuem imunodeficiências e doenças autoimunes complexas são essencialmente fragilizados. Por isso, é extremamente importante dar o suporte necessário para que eles possam superar a agressividade de um procedimento desse tipo, ganhando qualidade de vida”, aponta Hamerschlak.

O advogado G.R*, conhece na prática a importância desse cuidado. Aos 75 anos, ele sofreu um pequeno desmaio em sua fazenda. Quando se consultou, foi diagnosticado com uma mielodisplasia, distúrbio que acomete a produção e o amadurecimento das células da medula. Graças ao transplante e ao apoio recebido, alcançou a cura.

“Comecei com uma quimioterapia que não surtiu os resultados esperados. Então, apareceu a oportunidade de fazer um transplante de medula óssea. Depois dos exames e de termos encontrado um doador, fizemos o procedimento. Foi muito trabalhoso e cauteloso, por conta da minha idade”, relembra.

Segundo ele, receber o apoio de familiares e amigos, assim como dos profissionais de saúde, permitiu que sua esperança se mantivesse sempre firme, apesar dos momentos difíceis – especialmente no período de isolamento, com grande consumo de medicação e de fisioterapia.

O paciente J.L* também faz parte dos pacientes que venceram o câncer. Diagnosticado com Síndrome de Sézary, um linfoma cutâneo de células T, ele recorda que o primeiro sintoma da enfermidade foram as intensas coceiras pelo corpo.

“Tiraram a medula do meu filho e, no mesmo dia, fizeram uma transfusão. A partir disso, eu tive que esperar um tempo, até acontecer o que os médicos chamam de pega da medula”, diz. A “pega” marca o momento em que a medula já consegue produzir sozinha as células do sangue em quantidades suficientes”, comenta. “Foram 15 dias de suspense e em que eu senti muita dor, o que é uma coisa normal após o transplante de medula, mas depois, finalmente, recebi a notícia de que o procedimento havia funcionado”, destaca.

Fonte: Portal Correio Braziliense


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Tratamento experimental pode ter salvado a vida de bebê que nasceu com defeito cardíaco congênito.

Um cirurgião cardíaco diz que “provavelmente salvou a vida” de um bebê ao realizar uma operação “inédita” usando células-tronco da placenta. Massimo Caputo, do Bristol Heart Institute, no Reino Unido, usou um pioneiro “andaime” de células-tronco para corrigir o defeito cardíaco do bebê, chamado Finley. Ele espera desenvolver a tecnologia para que crianças nascidas com doenças cardíacas congênitas não precisem ser submetidas a tantas operações. Finley, agora com dois anos, é “um menino feliz em desenvolvimento”.

Mas ele nasceu com as principais artérias do coração invertidas e, com apenas quatro dias de vida, foi submetido a sua primeira cirurgia cardíaca de peito aberto no Bristol Royal Hospital for Children, no Reino Unido. Infelizmente, a cirurgia não resolveu o problema, e sua função cardíaca se deteriorou significativamente, com o lado esquerdo do coração sofrendo uma grave falta de fluxo sanguíneo. “Fomos preparados desde o início de que as chances de ele sobreviver não eram boas”, diz a mãe, Melissa, que é de Corsham, no condado de Wiltshire, no Reino Unido.

“Depois de 12 horas, Finley finalmente saiu da cirurgia, mas precisou de uma máquina de circulação extracorpórea cardíaca e pulmonar para se manter vivo, e sua função cardíaca havia se deteriorado significativamente”. Depois de semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), parecia que não havia uma maneira convencional de tratar a condição de Finley —e ele dependia de medicamentos para manter seu coração funcionando.

Mas um novo procedimento foi tentado, envolvendo células-tronco de um banco de placenta. Caputo injetou as células diretamente no coração de Finley, na esperança de que ajudassem os vasos sanguíneos danificados a se recuperar. As chamadas células “alogênicas” foram cultivadas por cientistas do Royal Free Hospital, em Londres, e milhões delas foram injetadas no músculo cardíaco de Finley. As células alogênicas têm a capacidade de se transformar em tecido que não é rejeitado —e, no caso de Finley, regeneraram o músculo cardíaco danificado.

“Nós o desmamamos de todas as drogas que ele estava tomando, nós o retiramos da ventilação”, conta Caputo. “Ele recebeu alta da UTI e agora é um menino feliz em desenvolvimento.” Por meio de uma bioimpressora, é feito um andaime de células-tronco para reparar anormalidades nas válvulas dos vasos sanguíneos e para remendar buracos entre as duas principais câmaras de bombeamento do coração. Normalmente, um tecido artificial é usado para reparos cardíacos em bebês, mas pode não funcionar e não crescer com o coração —então, à medida que as crianças crescem, precisam de mais operações.

Caputo espera que seja realizado um ensaio clínico com os “curativos” de células-tronco nos próximos dois anos, após um trabalho de laboratório bem-sucedido. O ensaio clínico do curativo de células-tronco oferece esperança para pacientes como Louie, do País de Gales, que tem vários defeitos cardíacos congênitos. O menino de 13 anos foi submetido a sua primeira cirurgia cardíaca de peito aberto com Caputo quando tinha apenas duas semanas de vida, e depois novamente aos quatro anos para substituir o material que reparava seu coração. Mas como os materiais não são completamente biológicos, eles são incapazes de crescer com o paciente, e ele precisa repetir as operações.

Assim como Louie, cerca de 13 bebês são diagnosticados todos os dias no Reino Unido com um defeito cardíaco congênito —condição que se desenvolve antes do nascimento do bebê, de acordo com a British Heart Foundation. Como os materiais usados para reparar o coração podem ser rejeitados pelo sistema imunológico do paciente, eles podem causar cicatrizes no coração que podem levar a outras complicações, e podem gradualmente parar de funcionar em apenas alguns meses ou anos.

Uma criança pode, portanto, ter que passar pela mesma cirurgia cardíaca várias vezes durante a infância —cerca de 200 operações repetidas para defeitos cardíacos congênitos são realizadas todos os anos no Reino Unido. Louie espera que a descoberta reduza significativamente o número de operações que ele enfrenta, graças à tecnologia de células-tronco e tecidos capazes de crescer com seu corpo. “Não gosto de passar pelos procedimentos”, diz ele. “Não é bom a longo prazo, saber que a cada dois anos preciso de uma cirurgia, então isso me deixaria muito mais relaxado”.

Caputo e sua equipe dizem que a tecnologia de células-tronco pode economizar ao NHS, sistema público de saúde do Reino Unido, cerca de £ 30 mil (cerca de R$ 193 mil) para cada operação que não for mais necessária, economizando milhões de libras a cada ano. Stephen Minger, especialista em biologia de células-tronco e diretor da SLM Blue Skies Innovations Ltd, aplaudiu a pesquisa. “A maioria dos estudos que conheço em adultos com disfunção ou insuficiência cardíaca mostram apenas um benefício terapêutico mínimo com a infusão de células-tronco”, diz ele.

“Estou feliz que a equipe clínica vai fazer um ensaio clínico padrão que deve nos dizer se este foi um caso de sucesso isolado, e também nos dar uma melhor compreensão dos mecanismos por trás disso”.

Fonte: Portal UOL