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A ciência vive um momento de virada inédito na descoberta de como usar células-tronco para tratar doenças como Parkinson, Alzheimer, diabetes, câncer e problemas cardíacos.

Quem aponta isso é a professora Lygia Pereira, conselheira da Sociedade Internacional de Pesquisa com Células-Tronco e que participou de um simpósio em Ribeirão Preto (SP) no mês passado ao lado de duzentos dos melhores pesquisadores do mundo sobre o assunto.

Qual foi a evolução recente dos estudos? 

O momento dos estudos com células-tronco é considerado de virada, segundo Pereira, porque os testes passarão a ser feitos em maiores proporções em seres humanos, depois de resultados promissores em animais.

“A gente está vivendo um momento super interessante. Depois de muitos anos de pesquisas ousadas, mas responsáveis, em várias áreas da saúde, a gente está conseguindo sair dos testes em animais, camundongos, e começar testes em seres humanos com células-tronco pluripotentes, que podem virar qualquer tipo de tecido do nosso corpo.”

Como as células podem ajudar na prática?

Atualmente, as células-tronco já são usadas em tratamentos contra anemias, por exemplo. A ideia, agora, é avançar para outras terapias.

Como essas células têm a capacidade de se transformar em outras, uma das possibilidades estudadas é que elas sejam usadas como neurônio para tratar o Parkinson. Ou até mesmo transformá-las em produtoras de insulina para evitar a diabetes.

“A gente tem um ensaio clínico importante em Parkinson, alguns em diabetes, outro em regeneração da rotina. É muito bacana a gente ver essa transição, esse avanço para testes em ser humano. Não quer dizer que amanhã seu médico poderá te receitar um tratamento desse, mas é uma manifestação grande do avanço.”

Os tratamentos são seguros?
De acordo com a especialista, os estudos realizados até o momento demonstraram que os tratamentos com células-tronco podem ser realizados de maneira segura, sem o risco de causarem, por exemplo, efeitos reversos aos pacientes.

“A gente já viu nos milhares de camundongos testados que conseguimos fazer essa terapia de uma forma segura. Essa sempre foi uma preocupação, porque essas células-tronco, por elas poderem se transformar em qualquer tipo de célula do nosso corpo, havia sempre o medo de que elas pudessem virar um tumor.

“O que esses anos todos de pesquisa mostraram é que a gente tem a capacidade de domar essas células e fazer com que elas se transformem só do tipo de célula que vai ter um efeito terapêutico no paciente, seja um neurônio do Parkinson ou uma célula produtora de insulina para diabetes.”

O que o encontro de pesquisadores mostrou?

O simpósio em Ribeirão Preto no final de setembro reuniu pesquisadores de vários países e causou boa impressão, segundo a conselheira da Sociedade Internacional de Pesquisa com Células-Tronco.

“Os pesquisadores trouxeram que estão fazendo trabalhos de ponta, desde a pesquisa básica, de a gente entender como uma célula consegue se transformar em um neurônio até usar esses conhecimentos para aplicar na terapia celular”, afirma Pereira.

Quando teremos os resultados dos estudos?

A professora pondera ser difícil estipular um prazo para que os estudos em seres humanos tragam novos resultados.

No entanto, ela demonstrou otimismo ao lembrar do caso de um homem de 64 anos com diabetes que recebeu o transplante de células-tronco nos Estados Unidos e, após três meses, diminuiu em 91% a quantidade necessária de insulina que recebia diariamente (de 34 unidades para apenas 2,9).

“É super promissor. Claro, precisa ver se ele foi um caso único, quantos que foram tratados vão ter esse resultado, quanto tempo esse efeito dura, mas já são os primeiros sinais de que estamos vendo alguma eficácia e, principalmente, segurança desses trabalhos”, finalizou.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2023/10/04/celulas-tronco-testes-em-seres-humanos-aproximam-descoberta-de-tratamentos-contra-parkinson-diabetes-e-cancer-diz-pesquisadora.ghtml


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A SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria classifica o ato de parar de amamentar, também chamado “desmame”, em 4 categorias: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural.

– Desmame abrupto: acontece quando é retirado o peito da criança de um dia para o outro. Segundo a SBP, essa técnica traz inúmeros riscos para ambos os indivíduos. Em seu pequeno pedacinho de amor, pode ocasionar um sentimento de rejeição e insegurança, gerando rebeldia. Já nas mamães, essa interrupção pode ocasionar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de depressão. A SBP também aconselha que caso haja a necessidade do desmame abrupto, este deve ser feito sob orientação de um profissional de saúde.

– Desmame planejado ou gradual: este ato de parar de amamentar acontece devagar, gradativo, e assim, a produção de leite se ajusta ao passar dos dias, diminuindo aos poucos. Gerando menos trauma para a criança e menos desconforto para a mãe.

– Desmame parcial: ocorre quando algumas mamadas são interrompidas, geralmente as noturnas, são mantidas. Neste ato, o parar de amamentar se torna gradativo e gera menos trauma para ambos.

– Desmame natural: neste ato a criança se auto desmama, sob a liderança da mãe. A SBP ressalta os benefícios desta técnica: nestes casos ocorre uma “transição tranquila no processo do aleitamento materno, com menos estresse para a mãe e para a criança; o preenchimento das necessidades da criança até que ela atinja a maturidade suficiente para o desmame; o fortalecimento da relação entre mãe e filho; e a diminuição da ansiedade materna com relação ao desenvolvimento da criança.”

Fonte: https://www.papapa.com.br/artigo/quando-e-como-e-indicado-parar-de-amamentar-o-seu-bebe/141


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Como apoiar o desenvolvimento físico e intelectual do bebé? Como criar o melhor ambiente para estimular o desenvolvimento saudável?
1. Fazer uso de todos os sentidos

Os sentidos são a “porta de entrada” de todos os estímulos, base do desenvolvimento saudável. Sempre que possível, use as atividades diárias para estimular os 5 sentidos do seu bebé:

  • No banho: cheiro, barulho da água, luz, massagem;
  • Na hora de brincar: mostrar objetos, descrevê-lo, usar brinquedos com diferentes texturas;
  • À refeição: cheira os alimentos, tocar, provar.

Como a abordagem multissensorial é a melhor forma de criar memórias no cérebro, tente explorar ao máximo as oportunidades de explorar todos os sentidos.

2. Viver aventuras fora de casa

Brincar ao ar livre tem inúmeros benefícios para as crianças:

  • Mantém a mente sã;
  • Combate a obesidade;
  • Mantém o corpo saudável;
  • Incentiva a criatividade;
  • Múltiplos estímulos e oportunidades de aprendizagem;
  • Observar e aprender muito com a observação da Natureza;
  • As crianças desenvolvem brincadeiras diferentes das que têm em casa;
  • É uma oportunidade para interagir com outras crianças e fazer amigos;
  • O corpo produz a vitamina D de que necessita para dentes e ossos saudáveis.

3. Praticar exercício físico

Viver ativamente o ambiente, também é incentivar a atividade física. Jogar à bola, correr, saltar, saltar à corda, andar de baloiço e de escorrega, … desenvolve não só a parte muscular e a motricidade grossa mas, também, a inteligência.

A coordenação motora e as ações físicas proporcionam novos estímulos ao cérebro e exigem uma grande plasticidade cerebral para perceber os perigos, calcular a velocidade, medir distâncias, perceber o nível de atrito, etc..

4. Explorar e descobrir

Em casa ou no exterior, tudo é uma oportunidade de explorar. Os bebés e as crianças vivem num mundo à parte. Num mundo completamente desconhecido, onde tudo é novidade e descoberta. Onde tudo está à mão de agarrar.

Desde que dá os primeiros passos, o bebé não mais para de procurar, de explorar, de tentar perceber como funciona o seu mundo para melhor o dominar. Mais experiências significam mais aprendizagem, melhor adaptação e um desenvolvimento saudável.

5. Criança ao comando!

Nem sempre é fácil ver a criança a sujar-se toda, a atirar comida para o chão ou a pintar paredes, … mas a verdade é que este tipo de experiências a diverte.

Para minimizar a confusão prepare-se e deixe-se envolver por este ambiente de descoberta. Tape o chão da sala ou da cozinha com um plástico que possa facilmente limpar após as refeições.

Crie um canto só para brincar. Seguro, sem objetos que se possam partir ou magoar o bebé e que possa limpar facilmente. Pinte a parede com tinta-lousa e deixe o seu filho dar asas à imaginação. Coloque um rádio a tocar as músicas preferidas do seu filho.

6. Desfrute também você das brincadeiras

Cative o seu filho para a descoberta. Se ele der mais atenção à caixa do que ao brinquedo, use a caixa. Se o bebé prefere olhar para uma carreiro de formigas no jardim em vez de brincar com a bola, acompanhe-o.

Brinque apenas pelo prazer de brincar, de partilhar. Não queria fazer de todos os momentos que passa com o seu filho um momento de aprendizagem formal. As crianças têm muito tempo para aprender como funciona o universo ou sobre história da arte.

7. Ter tempo para não fazer nada

Dar tempo à criança para não fazer nada, para se deleitar com a ausência de estímulos é igualmente importante. As crianças também precisam de pausas e de oportunidades para libertarem a imaginação e se dedicarem a atividades escolhidas por elas.

Fonte: https://maemequer.sapo.pt/desenvolvimento-infantil/desenvolvimento-fase-a-fase/desenvolvimento/desenvolvimento-saudavel/


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Você já se perguntou o que faz o cabelo e as unhas voltarem a crescer depois de serem cortados? Por que tomamos banho diariamente e a pele não desgasta? Todos esses processos se devem as células-tronco, unidades biológicas capazes de regenerar o corpo.

De acordo com o médico endocrinologista Tercio Rocha, especialista em medicina regenerativa e anti-aging, a fecundação dos seres humanos vem dessas células e estamos vivos “graças à capacidade de reestruturar todo e qualquer órgão o tempo todo”.

“Tecido nervoso, renal, pulmonar, cardíaco, muscular, vascular, ou seja, toda e qualquer estrutura que temos no nosso organismo pode ser regenerada pelas células-tronco. Logo, toda e qualquer patologia, como doenças inflamatórias, degenerativas, necrosas e sofrimentos celulares, podem ser tratados com essas unidades biológicas”, explica o membro fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME).

Entre os tratamentos que elas podem auxiliar está o de reduzir as linhas de expressão que aparecem com a chegada dos anos.

Tercio explica que o organismo é composto por trilhões de células-tronco desde o dia em que nascemos, mas, com o passar dos anos, esse número vai caindo.

“Dos 2 anos de idade até o dia que paramos de crescer, elas ainda tem um número realmente imenso, e começa a declinar. A partir dos 19 anos, quando acabamos de crescer até a nossa maturidade, perdemos uma quantidade expressiva de células-tronco, bem como a sua pujança”, elucida.

Com essa diminuição franca e abrupta, a terapia regenerativa pode ser uma grande aliada, à medida que a idade avança. “A partir dos 25 anos, elas começam a cair vertiginosamente, então, a reposição estratégica é capaz de repor esses estoques freando em um percentual muito grande o nosso grau de envelhecimento”, explica o médico graduado pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

O expert acrescenta que essa terapia endovenosa — ministrada diretamente na veia — é “extremamente estratégica e inteligente”, porém, precisa ser alinhada com hábitos de exercícios físicos, dieta, sono regulado, hidratação e suplementação adequadas.

Como as terapias regenerativas são feitas?

As aplicações devem ser feitas em hospital ou clínicas especializadas e podem ser introduzidas, segundo Rocha, de duas maneiras: locais ou sistêmica.

“Nas locais, por exemplo, se eu quero regenerar a minha face posso aplicar 100 milhões no lugar, se quero regenerar o meu joelho, posso aplicar 30 milhões de células-tronco em cada um. Na sistêmica, o número de células vai depender da idade, da altura, do peso, e das situações de comorbidade, como diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão, problemas articulares, dores, entre outros”, esclarece.

Na maioria dos casos, a técnica sanduíche é a mais usada no tratamento. “A aplicação via venosa é feita para que haja um efeito de dentro para fora e de fora para dentro, fazendo um ‘sanduíche de células’ e uma regeneração ampla e total de todas as estruturas do tecido que visa tratar”, diz Tercio.

Para as terapias, podem ser utilizadas células-tronco autólogas do tecido gordurosos que, segundo o especialista, tem um terço da nossa idade e, no geral, já perderam parte da sua força e capacidade de regeneração total. A melhor opção são as retiradas da primeira porção do cordão umbilical de bebês recém-nascidos.

“São extremamente seguras, catalogadas e de pujança máxima, porque são as de 0 dias, aquelas capazes de transformar o que era uma célula em indivíduo completo. São consideradas as ‘Ferrari’ das células-troncos”, explana o membro da Sociedade Francesa de Medicina Estética desde 1992.

A aplicação, segundo o endocrinologista, é simples, e o indivíduo deve estar com o PH sanguíneo estável.

É necessário que o paciente faça alguns exames de sangue e de imagem para afastar qualquer possibilidade de câncer. “Se não houver tumor sólido em atividade não há contraindicação para aplicar células-tronco. Todo e qualquer pessoa, independente da idade, do sexo, do tamanho, da altura e do peso, pode fazer”, esclarece.

Evitar a má alimentação, cigarro e uso de drogas são fundamentais. “Uma vez respeitado esses parâmetros, consumindo bastante líquido, uso de suplementos alimentares e com seus hormônios em dia, o método pode ser feito”, pondera.

Tratamento de outras doenças

Como explicado pelo profissional, todos nós estamos vivos por conta dessas unidades biológicas que se regeneram diariamente, pois o corpo é formado por tecidos vivos. “Quando acabam os estoques das células-tronco, recebemos o diagnóstico que nos assusta, que é a falência múltipla de órgãos, porque não existe mais o que regenerar”, enuncia.

Alzheimer, autismo, síndromes pós-Covid, perda de massa muscular, cansaço, fibromialgia, depressão, insônia e várias situações clínicas estão entre os tipos de enfermidades que podem ser tratadas com as células-tronco. “A única função delas é regenerar as estruturas presentes em nós que se encontram inflamadas ou em processo de degeneração ou em processo necrótico”, afirma Tercio.

Fonte: Portal Metrópoles

https://www.metropoles.com/colunas/claudia-meireles/tratamento-com-celulas-tronco-pode-desacelerar-o-envelhecimento


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Cresce o uso de células retiradas dos próprios pacientes para tratar doenças como esclerose múltipla, lesões articulares e incontinência urinária

As células-tronco podem ser classificadas como embrionárias ou adultas e têm sido amplamente estudadas pela ciência.

Responsáveis pela origem de todas as outras células e tecidos do corpo humano, as células-tronco têm grande importância para o tratamento de doenças. Ao receber estímulo de substâncias específicas, elas podem originar células especializadas de determinados órgãos e tecidos.

“A criatividade dos pesquisadores é grande. Se você pensar nas células multipotentes adultas, que não viram músculo mas fazem reparação, podemos tirar da medula óssea, mas também tiramos da gordura da barriga”, explica o médico José Eduardo Krieger, professor da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Incor.


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Estudo de Rio Preto para uso de células-tronco contra a Doença de Crohn é aprovado por câmara técnica do CFM, o que abre caminho para tratamento ser expandido

Estudo realizado pelo hematologista Milton Ruiz e pelo proctologista Roberto Luiz Kaiser Junior no hospital Beneficência Portuguesa, em Rio Preto, abriu caminho para inclusão do transplante de células-tronco para tratamento da Doença de Crohn (DC), que causa inflamação intestinal crônica e não tem cura. Neste mês, a Câmara Técnica de Hematologia do Conselho Federal de Medicina (CFM) deu parecer favorável à inclusão do procedimento no rol de tratamentos autorizados na prática médica. Desde 2013, o transplante é realizado como procedimento experimental, dentro de protocolos clínicos de pesquisa.

Pioneiro no transplante de medula óssea (TMO) para remissão da Doença de Crohn na América Latina, em dez anos o médico Milton Ruiz realizou 71 procedimentos dos 80 documentados no País.

“Durante uma década acompanhamos todos os pacientes, documentando a evolução do quadro de saúde. A pesquisa indicou que, em um ano, 90% deles não precisaram tomar nenhum medicamento para tratamento dos sintomas da Doença de Crohn. As queixas desapareceram, comprovando a remissão e devolvendo a qualidade de vida aos pacientes”, afirma Ruiz.

Considerada uma doença autoimune, ou seja, resultado de uma resposta desordenada do sistema imunológico, a DC causa diarreia persistente, cólicas abdominais, anemia e até perfurações intestinais.

“Após cinco anos de doença, mais de 40% dos pacientes já terão sido submetidos a algum tipo de procedimento cirúrgico. Em dez anos, esse índice ultrapassa 80%”, destaca o hematologista.

O transplante de medula óssea, segundo o especialista, é indicado para condições em que o sistema imunológico do paciente apresenta pouca resposta às terapias convencionais. O método consiste em estimular a produção de glóbulos brancos e realizar a punção por meio de cateter na veia do pescoço. As células progenitoras (com capacidade para se reproduzirem) são separadas em laboratório e, após o período de criopreservação, são reintroduzidas no organismo através do mesmo cateter. No período de sete a dez dias do tratamento, o paciente permanece internado em leito de unidade de terapia semi-intensiva, com acompanhamento de equipe multidisciplinar que inclui gastroenterologista e nutricionista.

O vendedor Maurício Livorati, de 45 anos, que é morador de Jales, foi um dos pacientes acompanhados pelo hematologista Milton Ruiz.

“Recebi o diagnóstico da Doença de Crohn em 2014 com o doutor Kaiser. Até 2022 tentei quatro tipos de medicação injetável para tratar a inflamação intestinal. Eu tinha diarreia, fraqueza e muita dor abdominal. É uma doença incapacitante. Quando o médico me sugeriu o transplante, eu abracei na hora”, diz.

Ele realizou o procedimento no ano passado em Rio Preto, se libertou dos medicamentos e comemora o retorno ao mercado de trabalho.

Pode chegar ao SUS

Por enquanto, o transplante de medula óssea para tratamento da DC é ofertado apenas no Hospital Beneficência Portuguesa a pacientes com plano de saúde por meio de autorização judicial. Com o parecer favorável da Câmara Técnica do CFM, ele poderá ser incorporado ao rol de procedimentos autorizados pela Agência Nacional de Saúde Complementar, responsável pela regulamentação, controle e fiscalização das atividades relativas à saúde privada no Brasil.

Após a publicação de resolução pelo CFM, reconhecendo o TMO como tratamento para a DC, a pesquisa realizada em Rio Preto poderá ser encaminhada para Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para ser disponibilizada pelo SUS.

Esperança para a dona de casa Elis Knack, de 26 anos, diagnosticada em 2020 e que depende do serviço público de saúde. “Além da dificuldade de acesso a um especialista, já gastei mais de R$ 3 mil por mês em medicamentos para tratar as complicações da inflamação no intestino. Tive que parar de trabalhar porque nas situações de crise vou até 15 vezes ao banheiro por dia”, lamenta.

A doença

Doença de Crohn é uma doença inflamatória do trato gastrointestinal. Ela afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino
grosso (cólon), mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.

É crônica e provavelmente provocada por desregulação do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo.

Principais sintomas

Artrite: as articulações correm o risco de inchar, causando dor e endurecimento. Desaparece quando a inflamação intestinal é controlada.

Aftas e feridas na boca: seu desenvolvimento ocorre, geralmente, durante os períodos de inflamação ativa do intestino.

Sintomas de pele: aparecem erupções cutâneas ou doenças fúngicas, as
quais provocam dor e vermelhidão nas pernas.

Dor abdominal: geralmente no quadrante inferior direito, estando associada à diarreia (com ou sem sinais de muco e sangue).

Febre: indica alguma inflamação. Ela pode durar semanas ou até meses antes do aparecimento dos sintomas de Crohn, desaparecendo quando a inflamação intestinal é tratada.

Fadiga: o paciente pode sentir-se cansado facilmente.

Perda de peso e de apetite: as dores abdominais, juntamente com a
cólica, fazem o paciente perder o apetite. Com isso, ele acaba perdendo bastante peso.

Diarreia: um sintoma bastante comum para os pacientes de Crohn, a diarreia intensifica as cólicas intestinais e provoca fezes moles.

Cólicas e dor abdominal: o que leva o paciente a sentir cólicas é a inflamação e a ulceração, pois afeta o movimento normal dos conteúdos que passam pelo sistema digestivo.

Fezes com sangue: é comum, também, o paciente de Crohn apresentar sangue nas fezes, de cor vermelha ou mais escura, e até mesmo sangramento que o paciente pode não conseguir visualizar.

Enfraquecimento: ocorre por causa da dificuldade para absorver os nutrientes.

Sintomas oculares: os olhos ficam avermelhados, feridos e sensíveis à luz (fotofobia).

Doença perianal: pode haver dor ou drenagem perto ou ao redor do ânus por
causa da inflamação de um túnel na pele (fístula).

Tratamento convencional

  • Se volta para reprimir o processo inflamatório desregulado. Os medicamentos disponíveis atualmente reduzem a inflamação e controlam os sintomas, mas não curam a doença

Transplante com células-tronco

  • São retiradas células-tronco hematopoiéticas (produtoras de sangue) da medula óssea do próprio paciente
  • As células-tronco conseguem produzir anticorpos que não atacam o intestino, por isso são utilizadas novamente no paciente para substituir as células com a doença

Fonte: https://www.diariodaregiao.com.br/cidades/saude/conselho-federal-de-medicina-aprova-tratamento-de-doenca-de-crohn-com-celula-tronco-1.1897628


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Na gestação, certos desconfortos acompanham a mamãe por todo o período gestacional, como: inchaço, enjoo, azia e sonolência. Por exemplo, a retenção de líquidos pode ser um problema para muitas mulheres e, portanto, vale saber quando o inchaço na gravidez não é normal.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo especialmente para quem se pergunta “como saber se o inchaço na gravidez é normal”. Se você quer conhecer o assunto e descobrir o que fazer para aliviar o incômodo, siga a leitura até o final.

O que é o inchaço da gravidez?

Os inchaços são o resultado da retenção de líquidos corporais. “Durante a gestação, a mulher tem uma proteína do sangue, a albumina, que é reduzida, provocando a retenção de líquidos”, explica Luciana Costa, nutricionista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Além disso, o crescimento do bebê e do útero tendem a ser um fator complicante nos três trimestres. Isso acontece porque, nos primeiros meses, há um aumento do volume sanguíneo para receber o feto.

Já no segundo trimestre, o útero começa a comprimir a veia cava localizada na barriga da mulher, o que promove uma má circulação sanguínea das pernas. E, assim, aumenta o inchaço e a retenção de líquidos nesta região.

Por sua vez, no terceiro trimestre, essa condição costuma ser constante, pois o crescimento da barriga congestiona o retorno da circulação dos membros inferiores para o coração. Isso ocasiona a dilatação do sistema vascular periférico e o aumento da retenção de líquidos.

Porém, todas essas alterações ainda são consideradas normais para o período. Mas, então, quando o inchaço na gravidez não é normal? Confira!

Afinal, quando o inchaço na gravidez não é normal?

O inchaço da gravidez não é normal quando vem acompanhado de muita dor, desconforto, vermelhidão, calor na região afetada ou elevação da pressão. Isso porque tais sinais de alerta podem sugerir algumas condições mais graves.

É importante ressaltar que toda e qualquer alteração deve ser acompanhada pelo médico especialista, visto que podem significar alterações importantes. Isso inclui as seguintes doenças:

  • síndrome hipertensiva gestacional;
  • pré-eclâmpsia (aumento significativo da pressão arterial);
  • trombose.

Essas patologias que podem acometer as gestantes também manifestam esse inchaço quando estão em fase inicial. Justamente por isso, é fundamental saber quando o inchaço na gravidez não é normal a fim de evitar qualquer desfecho negativo.

Infelizmente, não há como evitar totalmente o sintoma de inchaço, mas você pode ficar atenta a qualquer mudança repentina do quadro clínica. E lembre-se: faça o pré-natal e conte com seu médico durante esse período mágico que é a gestação.

Fonte: https://www.promatre.com.br/saiba-quando-o-inchaco-na-gravidez-nao-e-normal-e-o-que-fazer/


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A cada dez mulheres, duas desenvolvem a doença, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). É a complicação mais comum que se tem numa gravidez

Antes de engravidar, a analista de FP&A Debora Watanabe, gostava muito de comer mais alimentos salgados do que doces. “Entre um brigadeiro e uma coxinha, eu sempre escolhia o salgado”, relembra. Grávida de um menino, com 34 semanas, ela diz que antes de ter um bebê nunca pensou em fazer dieta ou controlar níveis de açúcar na alimentação. Mas foi na foi na 24ª semana, no exame da curva glicêmica, que Debora foi diagnosticada com diabetes gestacional.

“Na hora eu fiquei bem assustada, porque eu tive de controlar a ingestão de açúcar, eu fiquei preocupada principalmente com o que poderia causar no meu filho. Até então, eu estava aproveitando essa fase. Eu comia doces, tentava controlar a dieta, mas não me pressionava tanto. Eu evitava alimentos mais industrializados, como coca-cola, pra não prejudicar o bebê, mas começou a me dar muita vontade de comer açúcar e quando eu recebi esse diagnóstico eu fiquei bem preocupada e bem culpada achando que eu tinha me descuidado e causado isso”, relembra ela.

Débora faz parte dos 18% das gestantes que chegam a desenvolver diabetes gestacional, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). A cada dez mulheres, duas desenvolvem a doença. É a complicação mais comum que se tem numa gravidez. A doença acontece quando há alteração de glicemia na gestante. Segundo a médica obstetra Victória Gontijo, da Clínica Theia, em virtude do estado de alteração física do organismo, a gravidez predispõe a mulher ao diabetes gestacional. “Quando a gente engravida o nosso corpo quer que sobre açúcar para o bebê, pra alimentar essa criança. Então quando nos alimentamos de glicose, carboidratos e doces, ficamos com açúcar no sangue e precisamos que ele entre nas células para virar energia. O pâncreas vai produzir insulina, que é o hormônio que consegue colocar o açúcar pra dentro das células e transformá-lo em energia”.

A médica continua explicando como funciona no corpo de uma mulher grávida esse processo. “Quando estamos gestantes, a gente desenvolve uma resistência a essa insulina, exatamente pra não colocar toda glicose pra dentro das células e sobrar para o bebê. Isso causa a resistência. Quem tem tendência a ter diabetes, geralmente tem pais que já tiveram a doença ou são pacientes com obesidade, mais velhas, quem ganha muito peso durante a gestação. Fatores de risco associados também contribuem para o desenvolvimento de diabetes se há uma resistência a insulina”, ensina.

O diabetes gestacional é uma doença quase assintomática. Seus sintomas se assemelham aos indícios de gravidez, por isso é difícil detectar a doença. A melhor forma de descobrir a complicação é fazendo o rastreamento através dos exames de pré-natal. “Diabetes em si geralmente é uma doença que para dar sintomas tem de estar bastante descontrolada, aí ela vai dar muita fome, muita sede, muita vontade de urinar, mas isso é algo que geralmente as gestantes já sentem, então não é uma forma de ajudar no diagnóstico. Por isso é tão importante realizar exames de rastreamento na rotina da mulher”, alerta Victoria.

Como tratar o diabetes gestacional?

“Quando uma gestante tem diagnóstico de diabetes gestacional, é importante explicar que ela vai ter uma alimentação saudável e que ela não irá fazer restrição de carboidratos. Muitas delas pensam isso e não é assim, elas precisam consumir esse tipo de alimento, mas a gente vai ajustar a qualidade. A alimentação dela terá de tudo. Proteína, gordura, só vamos trabalhar em fazer os ajustes gerais. O que vamos evitar? Alimentos refinados, açúcar, farinha branca, pães brancos, arroz branco, alimentos que sejam feitos com esses ingredientes. Vamos substituir, por exemplo, por tubérculos, cereais integrais, pão integral, alimentos com aveia, quinoa. O que acontece é uma troca por carboidratos complexos”, ensina Laís.

Esses foram alguns dos ajustes que Debora fez em sua alimentação, que não beneficiou somente sua gravidez, mas também a saúde de seu marido. A analista explica que seu pai é portador de diabetes, o que confirma uma das possibilidades de desenvolvimento da doença por fatores genéticos. Com o apoio de psicólogos e da família, ela começou uma mudança radical em sua alimentação. “Meus pais ajudam meu marido e eu com algumas marmitas na semana e começaram a preparar arroz integral, legumes, carnes. No mercado nós começamos a comprar mais frutas, coisas que a gente não tinha o hábito de comer ou consumia poucas vezes. Nós fizemos um caderninho com todas as coisas que comemos. O bebê está bem, a diabetes não afetou ele, está com um bom percentil de crescimento”, Débora ressalta que o apoio da nutricionista em seu pré-natal está sendo fundamental nas combinações ela deve fazer e no caso de específico, a cortar rigorosamente doces.

“Logo nos primeiros dias, quando eu cortei o açúcar, senti muito sono, muita irritação, foi bem estranho”, relembra a analista. Passada a adaptação, ela diz que conseguiu se adequar com a ausência de doces na alimentação e até o açúcar natural de alguns alimentos seu paladar já se acostumou a sentir.

Tratar a diabetes gestacional além de evitar que a mãe tenha pré-eclâmpsia, evita também o risco da gestante expor o bebê a doenças genéticas, parto prematuro e a macrossomia fetal, que é uma complicação caracterizada pela criança nascer grande demais em virtude do excesso de açúcar que a mãe transferiu para ele na gestação, geralmente bebês com essa complexidade nascem pesando acima de 4 quilos. É um fator de risco para o recém-nascido, pois pode causar alguns problemas como distocia de ombro, trauma durante o parto, imaturidade respiratória, risco da criança ir para uma unidade de terapia intensiva (UTI), entre outras complicações.

Dieta e atividade física são as primeiras medidas a serem adotadas. Caso o quadro necessite de mais atenção, a gestante precisará utilizar a medicação. A mais prescrita é a insulina, ministrada de forma subcutânea. A própria grávida pode fazer. O controle da diabetes gestacional é muito importante. Somente com ele é possível mapear os níveis de glicemia e indicar as melhores recomendações e tratamentos.

“Realizar mudança de vida, prática de atividade física e controlar ganho de peso. Não é que não vai ganhar peso, mas esse ganho de peso precisa ser adequado. Toda a parte do metabolismo da mulher altera muito. Se tem muito enjoo, vamos aliar os cuidados. Com sintomas específicos, como náuseas, eu preciso trabalhar muito bem com fracionamento de alimentos, tentar consumir num tempo melhor. Muitas mulheres tem um costume de ficar muito tempo em jejum, até pelo que é difundido, mas pra gestante não é uma estratégia que a gente pode usar”, alerta Laís.

Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/bem-estar/diabetes-gestacional-confira-dicas-para-evitar-a-doenca/

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A chegada do(a) filho(a) é sempre cheia de expectativas e dúvidas. Você, que está passando por esse momento, pode até se perguntar: “como cuidar de um bebê?”, “quando é a hora certa de levar a criança a uma consulta com pediatra?”, “como vai ser a rotina a partir de agora?”, além das outras mil questões que vêm à cabeça.

 

Dúvida, alegria e ansiedade vão aparecer e isso é normal. Afinal, trata-se de uma mudança. Até mesmo quem já tem filhos vê esse momento como algo transformador em todos os sentidos.

A boa notícia é que existe um(a) profissional que pode ajudar na tarefa de cuidar da saúde da criança: o(a) pediatra. Então, para você saber como deve ser esse contato, respondemos 12 perguntas sobre o assunto

1. O que é pediatria?

A pediatria é a especialidade médica responsável por fazer a assistência da criança desde o nascimento até a adolescência.

2. O que é puericultura?

A puericultura é um acompanhamento médico feito por um pediatra com foco na prevenção, contribuindo para minimizar os riscos que possam interferir no desenvolvimento mental e físico das crianças e dos adolescentes. Podemos dizer que ela é uma subespecialidade dentro da pediatria.

3. Quando deve ser a primeira consulta ao pediatra?

A primeira consulta ao pediatra deve ser feita pela mulher ainda durante a gravidez. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que ela aconteça no 3º trimestre de pré-natal da gestante.

4. O que acontece na consulta com o pediatra ainda durante a gestação?

Esse primeiro contato entre a mãe e o pediatra pode ser para tratar de diversos assuntos, como: amamentação, prevenção de doenças infecciosas em crianças, quais exames de triagem neonatal devem ser realizados, como ocorre a assistência pediátrica na sala de parto e outros assuntos que deixam a gestante angustiada.

5. O que perguntar ao pediatra na primeira consulta?

Na primeira consulta, a mãe está ainda cheia de dúvidas sobre amamentação, como cuidar do coto umbilical, dar banho no bebê, fazer prevenção de assaduras, lidar com as cólicas, entre vários outros questionamentos que serão sentidos após o nascimento do bebê.

6. Com quantos dias devo levar o recém-nascido ao pediatra?

O recém-nascido deve ter a sua primeira consulta com o pediatra entre 7 e 10 dias de vida.

7. Qual é a frequência de consultas com pediatra puericultor ideal?

A frequência da visita da criança a esse especialista varia. Na tabela abaixo, você verá qual é a quantidade de consultas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):


Idade Número de consultas com pediatra puericultor
Entre 0 e 6 meses Mensal
De 6 a 12 meses Bimestral

(1 a cada 2 meses)

Entre 12 e 18 meses Trimestral

(1 a cada 3 meses)

De 1 ano e meio e 5 anos Semestral

(1 a cada 6 meses)

Entre 5 e 18 anos Anual

8. Quais são as vacinas e exames recomendados pelos pediatras após o nascimento do bebê?

Assim que o bebê nasce, é preciso aplicar a vacina BCG e a vacina contra a hepatite B. No período entre 2 e 5 dias de vida da criança, deve ser feito o Teste do Pezinho (triagem neonatal). Esse exame serve para rastrear doenças endócrinas, metabólicas e/ou genéticas.

9. Como achar um bom pediatra?

A escolha do pediatra é individual, sendo importante que ele esteja acessível à mãe nos momentos de dúvidas e nas intercorrências que podem surgir no crescimento do bebê. Além disso, é bom saber se ele possui certificado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

10. O que esperar de um pediatra?

Os pais devem esperar que o pediatra escolhido faça toda a avaliação clínica minuciosamente, com um bom exame físico, respondendo a todos os questionamentos da família, além de ter muito carinho pela criança.

Fonte: Portal www.beep.com.br


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Sabia que a fertilidade e qualidade de espermatozoides diminui com a idade?

Enquanto a maternidade em idades avançadas é discutida dentro e fora dos círculos médicos, pouco se falar sobre a fertilidade dos homens. É fato que os homens produzem espermatozóides até o fim da vida, entretanto, a qualidade não é a mesma a partir dos 40 anos: a paternidade tardia eleva o risco de doenças para os bebês, segundo uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Saúde da Mulher da University College London, na Inglaterra e apresentada em junho deste ano no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Viena, na Áustria.

A pesquisa britânica analisou os registros de 4.271 indivíduos do sexo masculino envolvidos em 4.833 ciclos de tratamento de fertilização in vitro (FIV) e injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) entre 2009 e 2019. Eles foram subdivididos em grupos por faixas etárias: até 35 anos, 36 a 40, 41 a 44, 45 a 50 e mais de 51 anos. Homens e mulheres com idade inferior a 35 anos foram classificados como grupos de referência para comparação.

Portanto, o relógio biológico deles também deve ser considerado. “Enquanto as doenças genéticas estão associadas à maternidade tardia, o envelhecimento masculino está relacionado a transtornos como esquizofrenia, depressão e autismo”, comenta Vinícius Stawinski, ginecologista e obstetra especialista em medicina reprodutiva, de São Paulo.

Congelamento de sêmen

Menos conhecido do que o método para preservar a fertilidade da mulher, o congelamento de sêmen existe e é extremamente mais simples. “Diferentemente do processo de congelamento de óvulos, em que a mulher necessitará de uso de medicações que visam aumentar a ovulação, anestesia, punção ovariana para aspiração de óvulos, a obtenção dos espermatozóides se dá através da masturbação, onde no laboratório serão congelados e mantidos em nitrogênio líquido”, explica Vinicius. O armazenamento na clínica tem um em torno de R$ 1.000. Há uma taxa de manutenção mensal ou anual também é cobrada.

Antes, paciente passa por uma avaliação médica, faz alguns exames, principalmente algumas sorologias que são obrigadas pela vigilância sanitária. Normalmente se recomenda que sejam feitas várias coletas para ter uma quantidade grande de materiais congelados. O procedimento é realizado por médicos especializados em reprodução humana, após a indicação do urologista.

Quando o assunto é infertilidade, é importante ressaltar que homens e mulheres têm peso nesse diagnóstico. “Em até metade dos casos, o fator masculino está presente. Dos outros 90%, 1/3  é sobre um fator feminino isolado, 1/3 sobre o fator masculino e outro 1/3 é uma associação de fatores, tanto feminino, quanto masculino. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser examinados em caso de infertilidade, destaca Roque. Por isso, é tão aconselhável para o homem realizar um acompanhamento médico quanto para a mulher. “Há alterações corrigíveis que podemos descobrir e potencializar as chances de gravidez do casal”.

Fonte: https://gq.globo.com/Corpo/Saude/noticia/2019/10/congelamento-do-semen-existe-e-nos-explicamos-tudo-sobre.html