Crianças menores são menos impactadas por divórcio dos pais, diz estudo

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Meninos são os mais afetados

Manter-se em um casamento infeliz pelo bem-estar dos filhos nos primeiros anos de vida é um equívoco, de acordo com as descobertas de um novo estudo da Universidade College London, na Inglaterra. Os pesquisadores analisaram o comportamento de seis mil crianças depois da separação dos pais e concluíram que os pequenos entre três e sete anos sofriam um impacto emocional negativo menor do que os mais velhos.

As crianças nessa faixa etária não demonstraram uma piora de comportamento quando comparadas ao grupo controle, com pais que permaneceram casados.

Já as crianças entre sete e 14 anos apresentaram mais problemas comportamentais e emocionais como tristeza, ansiedade e desobediência do que o restante. Meninos, particularmente, demonstraram mais comportamentos negativos do que as meninas na mesma situação.

Os pesquisadores acreditam que o divórcio dos pais tem impacto negativo maior em crianças mais velhas porque elas compreendem melhor as dinâmicas sociais e são mais sensíveis a interações negativas nos relacionamentos. Eles também apontam que elas são mais afetadas por mudanças na escola e no círculo de amigos.

O estudo sugere também que as crianças são atingidas de forma similar pelo divórcio dos pais, independente da classe social. Os pequenos de famílias ricas apresentaram a mesma chance de ter problemas mentais depois da separação que os de classe baixa.

O que fazer, então?

“O rompimento de um casamento consolidado significa um luto para a criança e para o casal, já que haverá a perda da rotina e dos papéis construídos dentro do contexto familiar”, explica a psicanalista Giselle Groeninga.

A questão é como atravessar esse período de turbulência?

“O final desejável de uma separação é que os pais não confundam o casal conjugal desfeito com o parental, que continua para sempre. Misturar os papéis implica vivenciar um divórcio de forma melancólica, insegura e instável”, completa.

Para os filhos, a separação representa uma mudança fundamental e, muitas vezes, traumática, já que reflete a perda de sua família. A principal dificuldade, no entanto, é entender, na prática, como a sua vida vai mudar. “Por isso, é fundamental conversar com as crianças, independentemente da idade. Elas sentem necessidade de nomear, ou seja, encontrar um significado para o que estão vivendo”, diz a psicóloga Rita Calegari.

Vale explicar claramente o que está acontecendo. Como? Procure reunir a família assim que algumas decisões já estiverem tomadas.

Fonte: Revista Crescer


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