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Condição se deve à interação entre proteínas que podem ou não estar presentes no sangue da mãe e do feto

A eritroblastose fetal, também conhecida por doença hemolítica do recém-nascido, é uma alteração que acontece quando os glóbulos vermelhos do bebê são destruídos por anticorpos maternos que passam a barreira placentária, atingindo aproximadamente 10% das gestações no Brasil, segundo dados da Fiocruz.

De acordo com Dr. Nelson Tatsui, diretor-técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, esta situação é muito comum na segunda gravidez, pois é necessária uma gestação anterior para que a mãe seja sensibilizada pelo sangue incompatível do bebê, desta forma produzindo uma resposta imune que afetará a gestação subsequente. “Os sintomas vão desde anemia e icterícia leves, a situações graves neurológicas e sistêmicas incompatíveis com a vida”, afirma.

Para identificar os possíveis riscos gestacionais é preciso realizar um exame de sangue no início da gravidez, que avalia o tipo de Rh — proteína encontrada na superfície dos glóbulos vermelhos. Caso a gestante seja Rh negativo, o médico deve pedir que o pai do bebê também realizar o exame de sangue. Se ele também for, não é necessário fazer qualquer tipo de tratamento. Porém, se for constatado Rh positivo, a gestante deverá fazer uso da injeção de imunoglobulina anti-Rh para prevenção da formação de anticorpos contra o sistema Rhelica.

O tratamento com imunoglobulina é uma das maneiras de tratar e evitar a eritroblastose fetal. “A aplicação tem o objetivo de neutralizar essa diferença. Entretanto, cabe um pré-natal completo para detectar a formação de novos anticorpos, seja do grupo Rh ou de outros sistemas que podem causar o mesmo problema” pontua.

Esse tipo de “vacina” age impedindo a exposição do sangue do bebê ao sistema imunológico da mãe, impedindo o início da produção de anticorpos, ou seja, a mãe não terá anticorpos que causam a eritroblastose fetal nas próximas gestações. A injeção é usada há muitos anos, para essa e outras condições, e pode ser aplicada sempre que houver alguma possibilidade de sensibilização do sistema Rh.

Após o nascimento do bebê, a eritroblastose fetal pode ser tratada através de exsanguineo transfusão. “Antes do nascimento, pode ser necessária a transfusão do bebê intrauterina. Este tipo de distúrbio requer atenção multidisciplinar do pediatra, hematologista e obstetra, para tratar a anemia e icterícia, evitando situações que ponham em risco a saúde do bebê”, finaliza.
Sobre a Criogênesis

A Criogênesis está sediada em São Paulo e possui mais de 19 anos de experiência com células-tronco. A clínica é membro institucional da AABB (Associação para o Avanço do Sangue e Bioterapias), sendo referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. 
Fonte: Portal Gazeta da Semana


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Mudanças hormonais deixam a gestante mais predisposta a desenvolver problemas como melasma e cloasma

Cloasma gravídico é o nome dado ao melasma, conhecido como um distúrbio de pigmentação da pele que ocorre, principalmente, em decorrência da gestação. As manchas escuras, caracterizadas por coloração acastanhada, formato irregular e limites bem demarcados, surgem em áreas do rosto, especialmente nas regiões da testa, bochechas e buço.

De acordo com Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra especialista da Criogênesis, a alta carga hormonal decorrente da gestação é a principal responsável pelo aparecimento das manchas. “O aumento da concentração de estrogênio e progesterona durante o primeiro trimestre da gravidez — aliado à exposição solar e à predisposição genética — colaboram para o surgimento do cloasma gravídico”, afirma.

Existem diferentes tipos de melasma, o epidérmico, quando há depósito acentuado de pigmento na camada mais superficial da pele, o dérmico, caracterizado pela concentração de melanina ao redor dos vasos superficiais e profundos, e o misto, decorrente do excesso de pigmentação na epiderme, na derme e em outras regiões.

O especialista explica que cloasma gravídico é caracterizado principalmente por manchas escuras no rosto. “Quando não existe relação com a gravidez, as manchas surgem sem ter um formato específico, são grandes e geralmente aparecem no colo, rosto e nas mãos de pessoas idosas”, esclarece.

Tanto o cloasma gravídico como o melasma não têm cura, mas é possível controlá-los por meio de tratamentos específicos. “Durante a gestação, podem ser utilizados tratamentos tópicos, com cremes clareadores, vitamina C, peelings e até mesmo ácidos, conforme orientação médica. Após o parto, também é possível submeter-se a sessões de laser e outras opções terapêuticas”.

O especialista enfatiza que, “independente da escolha do tratamento, é importante realizar o procedimento com o acompanhamento de um médico dermatologista e fazer uso diário de protetor solar, lembrando de reaplicar o produto a cada duas horas –mesmo quando as luzes forem artificiais, a fim de prevenir ou amenizar os efeitos da condição”, finaliza.

Fonte: Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra especialista da Criogênesi – Criogênesis está sediada em São Paulo e possui mais de 19 anos de experiência com células-tronco. A clínica é membro institucional da AABB (Associação para o Avanço do Sangue e Bioterapias), sendo referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

Fonte – Portal Guia do Bebê


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“Ele basicamente renasceu”, disse a mãe

Em 2019, aconteceu mais um caso positivo envolvendo o uso de células-tronco no tratamento de câncer. Jenson Wright, um garotinho de nove anos na época, venceu a leucemia após várias sessões de tratamentos feitos com células-tronco advindas de um cordão umbilical doado.

Jenson foi diagnosticado pela primeira vez com linfoma em novembro de 2013, quando tinha apenas 4 anos de idade. Venceu a doença, mas o câncer retornou pela segunda vez e os médicos descobriram que estavam lidando com a leucemia mielogênica aguda – câncer muito agressivo que se espalhou por 70% do corpo do jovem.

Após mais rodadas de quimioterapia, recebeu a notícia da equipe médica de que o procedimento não funcionou como esperavam e a única opção era um transplante de células-tronco, já que havia um caso semelhante no Texas, que salvou a vida de um cidadão.

Jenson foi então submetido à operação em dezembro de 2016 e os médicos ficaram chocados ao descobrir o quão incrivelmente rápido o corpo do menino havia reagido ao tratamento apenas cinco dias após a cirurgia.

Mais de dois anos após o transplante, ele foi informado de que está completamente curado de câncer.

Carolyn Wright, mãe de Jenson, disse: “A cura chegou completamente do nada, um choque total. Foi muito emocionante quando eles disseram, porque você nunca espera ouvir essas palavras quando está passando por tantas coisas difíceis”.

“Meu filho realmente tem um DNA diferente agora e por causa do transplante de células-tronco, ele basicamente renasceu. Agora nós podemos desfrutar do futuro”, disse a mãe.

Fonte: https://www.goodnewsnetwork.org/boy-cured-of-cancer-thanks-to-stem-cell-treatment-using-donated-umbilical-cord/


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INCA estima 704 mil casos de câncer por ano no Brasil até 2025

Leucemia, câncer de mama, de próstata e de pele são alguns dos 12 tipos de câncer existentes que afetam a vida de milhares de brasileiros. E você, sabe quais são as probabilidades de ter câncer? Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), pelo menos 11 mil brasileiros terão leucemia entre 2023 e 2025 e são esperados 704 mil casos novos de câncer para cada ano do triênio 2023-2025.

O tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%). Em homens, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões, totalizando 72 mil casos novos estimados a cada ano do próximo triênio, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Já nas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente (depois do de pele não melanoma), com 74 mil casos novos previstos por ano até 2025. Nas regiões mais desenvolvidas, em seguida vem o câncer colorretal, mas, nas de menor IDH, o câncer do colo do útero ocupa essa posição.

As informações são da publicação Estimativa 223 – Incidência de Câncer no Brasil, a principal ferramenta de planejamento e gestão na área oncológica no Brasil, fornecendo informações fundamentais para a definição de políticas públicas.

Prevenção

O objetivo da prevenção é impedir que o câncer se desenvolva e existem diversas atitudes que devem ser incorporadas à rotina para reduzir os riscos de ter a doença:

  • Não fumar
  • Alimentação saudável
  • Controle do peso corporal
  • Praticar atividades físicas
  • Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos
  • Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos
  • Evitar comer carne processada
  • Vacina contra hepatite B
  • Evitar a ingestão de bebida alcoólica
  • Evitar a exposição ao sol entre 10 e 16 horas
  • Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho

Células-tronco e câncer

Uma das técnicas promissoras para o tratamento do câncer é o uso de células-tronco e cada vez mais a medicina avança nas pesquisas para comprovar a eficácia.

Os últimos dados divulgados pelo IPCT (Instituto de Pesquisa com Células-tronco) indicam que mais de 30 mil células retiradas do cordão umbilical foram transplantadas, sendo que 57% delas foram utilizadas para tratar malignidades. No caso do combate à leucemia, a terapia celular já é uma das ações adotadas por haver degeneração de tecidos, que é tratada com o apoio do transplante de células-tronco.

Para saber mais cobre a coleta das células-tronco, entre em contato pelo telefone 0800-7732166.

Fonte: Portal Inca


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Experimento em Milão apresentou resultados positivos

O tratamento com células-tronco neurais em pessoas com formas progressivas de esclerosa múltipla é seguro e deu sinais de que pode frear o avanço da doença. É o que aponta um experimento conduzido por pesquisadores do Hospital San Raffaele, de Milão, e publicado pela revista Nature Medicine.

Trata-se apenas do primeiro passo dos testes em humanos, mas os resultados dão esperanças na luta contra a doença. A tentativa de utilizar células-tronco para enfrentar a esclerose múltipla não é nova, mas desta vez os cientistas usaram aquelas provenientes do sistema nervoso. “Esse tipo de célula já foi testado contra diversas patologias, como a esclerose lateral amiotrófica ou a doença de Huntington, com o objetivo de substituir as células danificadas”, disse à ANSA Gianvito Martino, diretor científico do San Raffaele e coordenador do estudo.

De acordo com ele, as células-tronco são implantadas através de uma punção lombar diretamente no líquido cefalorraquidiano, de onde migram para a área afetada pela esclerose e agem secretando moléculas neuroprotetoras. A primeira fase do experimento, iniciada em 2017, envolveu 12 pacientes com esclerose múltipla progressiva e nos quais os tratamentos disponíveis haviam se mostrado pouco ou nada eficazes. Os pacientes receberam diferentes dosagens de células-tronco, e os exames realizados dois anos depois mostraram uma redução da perda de tecido cerebral naqueles que tiveram as maiores doses. O próximo passo será verificar a eficácia do tratamento em um estudo mais amplo, com cerca de 100 pacientes. “Serão necessários de quatro ou cinco anos para termos novos dados”, acrescentou Martino.

Fonte: Agência ANSA


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Durante a infância, o metabolismo das crianças está a todo o vapor. Isso significa que há muitas reações, ocorrendo a todo o instante, garantindo que o crescimento dos pequenos ocorra de maneira adequada e mantendo tudo em perfeito equilíbrio. Para isso, no entanto, há uma alta demanda energética e nutricional.

Como as crianças estão sempre brincando, se movimentando e aprendendo, as células de todo o organismo precisam de energia constante. Para tal, é fundamental que a alimentação seja bastante equilibrada e com todos os nutrientes necessários. Os mais importantes incluem:

  • proteínas;
  • carboidratos;
  • sais minerais;
  • vitaminas;
  • fibras;
  • gorduras boas.

Uma alimentação bem equilibrada e diversificada é o suficiente para garantir que todos esses nutrientes façam parte da dieta infantil. Pratos coloridos e bem variados são a chave para o sucesso, que pode ser obtido até mesmo em alimentações restritivas. Por isso, crianças com alergias alimentares ou vegetarianos, por exemplo, também podem ser tão saudáveis quanto qualquer outro indivíduo.

Além disso, dê preferência para as bolachas simples, como as de água e sal e, ainda, prepare algumas receitas caseiras, como pão de queijo, cookies e bolos secos. A escolha dos ingredientes também faz toda a diferença na montagem de uma boa lancheira. Confira, a seguir, algumas opções interessantes de lanches saudáveis para levar para a escola.

  • Frutas picadas
  • Cookies caseiros
  • Suco natural
  • Iogurte
  • Palitinhos de tapioca
  • Bolo de banana
  • Mini sanduíches
  • Torrada integral
  • Frutas secas e oleaginosas
  • Cupcake saudável
  • Palitinhos de vegetais (cenoura, pepino, etc)

Fonte: Blog Colégio Arnaldo


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Pesquisadores clínicos na Alemanha relataram recentemente o primeiro tratamento bem-sucedido da hipertensão arterial pulmonar (HAP) usando uma terapia derivada de células-tronco mesenquimais do cordão umbilical humano (HUCMSC).

A HAP é uma doença progressiva caracterizada por pressão sanguínea cronicamente elevada na circulação pulmonar que pode levar ao aumento e à insuficiência do lado direito do coração. Em estágios avançados, a HAP é considerada incurável.

Investigadores da Hannover Medical School (MHH) trataram uma menina de três anos com HAP e telangiectasia hemorrágica hereditária com infusões intravasculares de meios condicionados de HUCMSCs alogênicos cinco vezes ao longo de seis meses. Eles avaliaram o estado clínico e a hemodinâmica invasiva no início, após 2 meses e novamente após 6 meses.

De acordo com os investigadores, o tratamento melhorou acentuadamente os parâmetros clínicos e hemodinâmicos e diminuiu os marcadores de plasma sanguíneo de fibrose vascular, lesão e inflamação em 6 meses. Não houve eventos adversos.

“O tratamento levou a uma melhora significativa no crescimento, tolerância ao exercício e variáveis ​​cardiovasculares clínicas e reduziu o número de marcadores plasmáticos no sangue que podem ser detectados na constrição e inflamação vascular”, disse Georg Hansmann, MD, PhD, chefe do Translational Grupo de pesquisa de Biomedicina Cardiopulmonar e médico responsável pelo Departamento de Cardiologia Pediátrica e Medicina Intensiva do MHH.

Embora os resultados sugiram que a terapia derivada de HUCMSC tem o potencial de se tornar um tratamento eficiente para as formas mais graves de HAP clínica, a equipe assume que tal terapia deve ser repetida em intervalos regulares para ter sucesso a longo prazo. Os investigadores acreditam que estudos clínicos prospectivos são necessários para confirmar e explorar ainda mais os benefícios da terapia derivada de HUCMSC para HAP.

Fonte: https://www.aabb.org/news-resources/news/article/2022/07/13/cord-blood-derived-stem-cells-may-help-treat-pulmonary-hypertension


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O material tem como base o hidrogel e pesquisa é bem-sucedida

Impressionante a nova pesquisa feita por cientistas do Instituto Nacional do Olho dos Estados Unidos (NEI). Utilizando células-tronco de um paciente e uma impressora 3D, o grupo criou em laboratório uma parte de tecido ocular. Segundo os pesquisadores, a técnica permite que doenças que afetam os olhos, como a degeneração macular ligada à idade (DMRI), que leva à perda da visão, sejam melhor estudadas e que, eventualmente, novas terapias sejam desenvolvidas.

No estudo, publicado na revista científica Nature Methods, os responsáveis coletaram células-tronco da coróide, uma camada com vasos sanguíneos que fica antes da retina para vascularizá-la. Ela é importante pois a retina é um tecido no fundo do olho responsável por transformar os estímulos luminosos em nervosos para o cérebro, ou seja, por de fato criar a imagem na mente.

Os cientistas do NEI combinaram três tipos de células-tronco da coróide em um hidrogel, que então foi impresso de forma 3D para dar origem à barreira hematorretiniana. Essa é a parte da coróide que é diretamente ligada à vascularização da retina. Em poucos dias, a estrutura começou a se desenvolver na rede capilar do tecido, até ficar pronta 42 dias após ter sido impressa. Eles buscaram reproduzir a barreira justamente por saber que é ali que tem início o quadro de DMRI, uma doença sem cura que é a principal causa de perda de visão entre pessoas acima de 50 anos.

“Sabemos que a DMRI começa na barreira hematorretiniana externa. No entanto, os mecanismos de iniciação e progressão da DMRI para estágios secos e úmidos avançados (tipos de evolução da doença) permanecem pouco compreendidos devido à falta de modelos humanos fisiologicamente relevantes”, explica o chefe da seção do NEI de Pesquisa Translacional de Células-Tronco e Oculares, Kapil Bharti.

Porém, o material impresso em 3D a partir do hidrogel feito de células-tronco foi bem-sucedido em representar a estrutura da região, e os problemas envolvendo a degeneração macular. “Análises de tecido e testes genéticos e funcionais mostraram que o tecido impresso parecia e se comportava de maneira semelhante à barreira hematorretiniana externa nativa. Sob estresse induzido, o tecido impresso exibiu padrões de DMRI precoce e progressão para o estágio seco”, disseram os cientistas.

Para o co-autor do estudo, Marc Ferrer, diretor do Laboratório de Bioimpressão de Tecido 3D no Centro Nacional de Ciências Translacionais Avançadas dos EUA, eventualmente o desenvolvimento da tecnologia pode levar a inovações no tratamento da DMRI e outras doenças oculares.

“Nossos esforços colaborativos resultaram em modelos de tecido de retina muito relevantes de doenças oculares degenerativas. Esses modelos de tecido têm muitos usos potenciais em aplicações translacionais, incluindo o desenvolvimento terapêutico”, diz o pesquisador.

Fonte : Portal G1 – Pequenas empresas grandes negócios


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As probabilidades de usar o sangue do cordão umbilical do seu bebê são iguais à probabilidade do seu bebê ou de um familiar próximo ter uma doença que possa ser tratada com o sangue do cordão umbilical. Os bancos de sangue do cordão umbilical informam aos pais que existem 80 doenças para as quais os transplantes de células-tronco são um tratamento padrão.

Nos Estados Unidos, a probabilidade líquida de uma criança precisar de qualquer tipo de transplante de células-tronco aos 20 anos é de 3 em 5.000 ou 0,06%. Portanto, as chances de uso para transplante de uma criança são de apenas 3 em 5 mil para todas as 80 doenças combinadas.

Quando o sangue do cordão armazenado em bancos familiares tem chances significativas de uso?

Membros da família: À medida que as pessoas envelhecem, as taxas de câncer aumentam e a probabilidade cumulativa de fazer um transplante de células-tronco aumenta. Nos Estados Unidos, 1 em 217 pessoas, ou 0,46%, fará um transplante de células-tronco (não apenas precisa de um, mas terá um) aos 70 anos.

Portanto, o sangue do cordão umbilical que os pais armazenam de seu bebê pode ser útil para um membro imediato da família daqui a alguns anos. É mais provável que o sangue do cordão corresponda a parentes de primeiro grau: irmãos completos e pais.

Distúrbios hereditários: As chances de uso citadas para a pessoa média nos Estados Unidos não se aplicam a algumas famílias e não se aplicam de forma alguma em outros países. Por exemplo, alguns pais querem bancos de sangue do cordão umbilical porque têm muitos parentes com uma doença autoimune como a esclerose múltipla, e sabem que os transplantes de células-tronco são promissores para doenças autoimunes.

Nos países asiáticos, onde a talassemia é uma doença hereditária do sangue, os bancos de sangue do cordão umbilical estão preenchendo uma necessidade de saúde pública.

As famílias podem armazenar o sangue do cordão umbilical de um bebê saudável para fornecer um transplante de sangue do cordão umbilical para uma criança mais velha com talassemia. Na Tailândia, algumas famílias estão usando a tecnologia de reprodução assistida para conceber um irmão salvador compatível para uma criança mais velha com talassemia. Na África, os bancos de sangue do cordão umbilical poderiam atender a uma necessidade de saúde pública, fornecendo transplantes de sangue do cordão umbilical para doenças falciformes e armazenando células-tronco que possuem uma mutação genética que pode combater o HIV.

Medicina regenerativa: é mais provável que os pais precisem do sangue do cordão umbilical de seus bebês para tratar distúrbios neurológicos diagnosticados nos primeiros anos de vida. Estes incluem autismo, paralisia cerebral, encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), apraxia, ataxia, hidrocefalia, acidente vascular uterino, lesão cerebral traumática e condições semelhantes.

Ninguém quer imaginar que seu filho possa nascer com uma lesão cerebral, mas a realidade é que a paralisia cerebral (PC) ocorre em 2 em cada mil nascimentos a termo, e entre os prematuros é 10 vezes mais comum em 2 em 100 prêmios ou 2% têm paralisia cerebral.

Outra condição relativamente prevalente que pode se beneficiar dos testes de terapia com sangue do cordão são os transtornos do espectro do autismo (ASD), que afetam 1 em 44 crianças nos EUA em 2018.

Como serviço público, disponibilizamos para download uma planilha de todos os ensaios clínicos que tratam PC ou TEA com terapia celular que foram registrados mundialmente de 2017 a 2021. https://parentsguidecordblood.org/en/faqs/what-are-odds-we-will-need-our-cord-blood

Fonte: Portal Foundation Parent’s Guide to Cord Blood


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Cresce o uso de células retiradas dos próprios pacientes para tratar doenças como esclerose múltipla, lesões articulares e incontinência urinária

As células-tronco, responsáveis pela origem de todas as outras células e tecidos do corpo humano, têm grande importância para o tratamento de doenças. Ao receber estímulo de substâncias específicas, podem originar células especializadas de determinados órgãos e tecidos. Elas podem ser classificadas como embrionárias ou adultas e têm sido amplamente estudadas pela ciência.

Cresce o uso de células retiradas dos próprios pacientes para tratar doenças como esclerose múltipla, lesões articulares e incontinência urinária, por exemplo. A CNN Sinais Vitais mostra como pesquisas e técnicas avançam em hospitais brasileiros.

“A criatividade dos pesquisadores é grande. Se você pensar nas células multipotentes adultas, que não viram músculo mas fazem reparação, podemos tirar da medula óssea, mas também tiramos da gordura da barriga”, explica o médico José Eduardo Krieger, professor da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Incor.

Um dos principais tratamentos a partir de células-tronco é o de transplante de medula óssea, conhecido também como transplante de células hematopoiéticas. No procedimento, são retiradas as células-tronco dos indivíduos, que podem ser encontradas na medula óssea.

“Hoje, conseguimos não só usar da medula óssea, temos formas de mobilizar a célula e sair da medula óssea e ir para o sangue. Você coleta sem a necessidade de puncionar a medula para retirá-las. Você pode usar o sangue umbilical porque ele é muito rico em células-tronco e usar essas células, por exemplo, para fazer alguns tecidos, como as células mesenquimais. Você pode usá-las para fazer as células de cartilagem, os condrócitos, e usar isso em pessoas quem têm artrose”, explica Nelson Hamerschlak, coordenador de hematologia e transplante de medula do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

O programa mostra que na ginecologia é possível usar células-tronco no tratamento de mulheres com incontinência urinária. A doença tem como característica uma lesão do esfíncter uretral e a terapia tem como função restabelecer os tecidos lesados.

“Quando se utiliza uma terapia celular biopsiando um músculo dessa mulher ou extraindo células-tronco da medula óssea e injetando na uretra, isso faz com que a gente reestabeleça tanto o esfíncter como o suporte uretral”, diz Rodrigo de Aquino Castro, ginecologista e chefe do setor de uroginecologia e cirurgia vaginal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Avanços

As células-tronco podem ser usadas para uma infinidade de terapias e tratamentos. Os sistemas que compõem o organismo humano contam com cerca de 200 tipos diferentes de células e todas elas dão origem aos diversos tipos de tecidos humanos.

O episódio mostra como é possível testar substâncias para a multiplicação de células presentes no coração, por exemplo.

“Quem sabe isso vire um tratamento para o infarto, em que não tenha que injetar célula nenhuma naquele coração, mas essa substância que descobri trabalhando com células-tronco possa colocar essa substância no coração da pessoa infartada”, afirma Lygia Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias da USP. “Você tem uma quantidade de aplicação dessas células para a pesquisa, para a pesquisa básica para entendermos como é o que o ser humano funciona”, completa.

O episódio mostra também como famílias puderam vencer desafios por meio das células-tronco.

“Ela nasceu com uma doença hereditária e eu descobri que a única forma de cura era o transplante de medula. Para acontecer, o doador tem que ser aparentado, no caso irmão. Soube de um tratamento de fertilização com seleção de embrião, onde a gente conseguiria ter uma irmãzinha sem a doença, já que é hereditária. Fizemos a fertilização e a Catarina nasceu. As células-tronco salvaram minha outra filha”, relata Janaína Cruz, mãe beneficiada pelo tratamento com células-tronco.

Fonte: Portal CNN