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Procedimento evoluiu nos últimos 35 anos, trazendo esperança para pacientes com doenças até então consideradas incuráveis, como leucemia e linfoma

Há pouco mais de três décadas, descobrir alguns tipos de doenças hematológicas ou imunológicas era sinônimo de um tratamento complicado com transplante de medula óssea, que poderia exigir a ingestão, pelo paciente, de mais de cem comprimidos de medicação por dia, e, que, em muitos casos, tinha poucas chances de sucesso. Tudo mudou com o desenvolvimento da técnica, que permitiu realizar transplantes de forma cada vez mais segura, com soluções que trouxeram maior chance de cura para doenças como leucemia e linfoma e que continuam evoluindo a cada dia.

No Brasil, o primeiro transplante do tipo foi realizado em 1979, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 1987, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi a primeira organização privada do país a fazer um transplante de medula óssea e, nos últimos 35 anos, além de realizar quase 2.000 procedimentos, trouxe para o Brasil avanços como a tecnologia do congelamento da medula, o transplante autólogo – com células-tronco do próprio paciente – e o transplante de células de cordão umbilical de doadores não aparentados.

“A medicina vem avançando a uma velocidade enorme. Quando começamos, era preciso ter um irmão HLA [sigla para antígeno leucocitário humano, que indica a compatibilidade entre células, tecidos e órgãos] idêntico. Depois, passamos para os registros de doadores. Hoje, o Brasil tem um dos maiores bancos do mundo”, afirma Nelson Hamerschlak, coordenador do Programa de Hematologia, Transplantes de Medula Óssea e Terapia Celular do Einstein.

O transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de promover a reconstituição saudável das células-tronco. De acordo com o Ministério da Saúde, o procedimento pode beneficiar o tratamento de mais de 80 enfermidades, como doenças hematológicas, imunológicas, onco-hematológicas, genéticas hereditárias e autoimunes.

A quimioterapia e a radioterapia, que também pode ser necessária, atuam no sentido de eliminar doenças dentro do tutano do osso – forma como a medula óssea é chamada. Esse tratamento inicial também abre espaço dentro dos ossos para receber, através do próprio cateter, células capazes de se multiplicarem para formar uma nova medula óssea.

Nos últimos anos, o transplante de medula evoluiu. Novos medicamentos e modalidades terapêuticas foram inseridos no escopo do tratamento. “O principal remédio que se usava na época era um medicamento oral que o indivíduo tinha que tomar de 30 a 40 comprimidos a cada seis horas. Depois, se transformou em uma medicação endovenosa aplicada uma vez por dia. Nesse cenário, os antibióticos e antifúngicos também melhoraram muito”, conta Hamerschlak.

Avanços no tratamento

No Brasil, o Einstein foi pioneiro em realizar o transplante autólogo, onde as células-tronco do próprio paciente são coletadas, congeladas e utilizadas posteriormente. A inovação propiciou o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo, linfomas e alguns tipos de cânceres pediátricos no país.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a probabilidade de haver doador idêntico na mesma família é, em média, de 25% a 30%. Quando não há parentescos, a probabilidade diminui ainda mais: a chance de encontrar alguém 100% compatível fora
da família pode chegar a um em 100.000 mil. Nesses casos, se faz necessária a busca por doadores no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), responsável por reunir informações de voluntários.

Com mais de 6 milhões de doadores cadastrados, o Redome é o terceiro maior registro do mundo. Para se tornar um doador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde e não ter doença infecciosa ou incapacitante. Também não pode apresentar doenças neoplásicas, hematológicas ou do sistema imunológico. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, existiam 107 hemocentros e cem centros para transplantes de medula óssea distribuídos por todo o Brasil.

Outra evolução importante foi o desenvolvimento da tecnologia do congelamento da medula, a fim de possibilitar a utilização posterior para novas fases do tratamento. O Einstein foi responsável não só por implementar a técnica no Brasil, mas também por difundi-la. “Aprendemos no exterior e, depois, trouxemos equipamentos, iniciamos o procedimento e treinamos outros centros no país”, conta Hamerschlak. Em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, o Einstein também foi pioneiro, no país, em transplantes em pacientes com doenças autoimunes, como esclerose múltipla, esclerose sistêmica e casos selecionados de Lúpus Eritematoso Sistêmico.

Em 1997, o hospital fez o primeiro transplante de células de cordão umbilical não aparentado – de doadores não familiares – no Brasil, com o apoio da entidade norte-americana New York Blood Center (NYBC). “Posteriormente surgiu a possibilidade de utilização de doadores familiares chamados haploidênticos, isto é, que carregam 50% de carga genética compatível com o paciente. Mais uma vez o Einstein foi pioneiro nesta modalidade” relembra o médico. “Estas duas novas formas de transplantar trouxeram a possibilidade de romper a barreira da compatibilidade”, completa.

O sangue do cordão umbilical é considerado uma fonte promissora de células-tronco, e o Einstein implementou no início dos anos 2000 um banco de cordão umbilical, contribuindo para a execução de transplantes não aparentados. O Programa de Hematologia e Transplantes de Medula Óssea do Einstein foi, em 2012, o primeiro fora da América Latina a receber o certificado da Foundation for the Accreditation of Cellular Therapy (FACT), dos Estados Unidos, que atesta padrões de qualidade e excelência no procedimento de terapias celulares.

Os avanços obtidos nos últimos 35 anos beneficiaram pacientes do serviço público e do privado. “O transplante nasceu no serviço público e hoje nós, por exemplo, no Einstein, também atendemos a área pública por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), onde recebemos pacientes regulados através do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde”, conta Hamerschlak.
Paciente como protagonista.

Para o sucesso do tratamento, no entanto, garantir um tratamento humanizado por toda uma equipe médica e multidisciplinar, que torne o paciente protagonista durante todo o processo, é tão importante quanto a evolução da técnica do transplante. “Os pacientes que apresentam doenças onco-hematológicas, hematológicas e genéticas graves, ou que possuem imunodeficiências e doenças autoimunes complexas são essencialmente fragilizados. Por isso, é extremamente importante dar o suporte necessário para que eles possam superar a agressividade de um procedimento desse tipo, ganhando qualidade de vida”, aponta Hamerschlak.

O advogado G.R*, conhece na prática a importância desse cuidado. Aos 75 anos, ele sofreu um pequeno desmaio em sua fazenda. Quando se consultou, foi diagnosticado com uma mielodisplasia, distúrbio que acomete a produção e o amadurecimento das células da medula. Graças ao transplante e ao apoio recebido, alcançou a cura.

“Comecei com uma quimioterapia que não surtiu os resultados esperados. Então, apareceu a oportunidade de fazer um transplante de medula óssea. Depois dos exames e de termos encontrado um doador, fizemos o procedimento. Foi muito trabalhoso e cauteloso, por conta da minha idade”, relembra.

Segundo ele, receber o apoio de familiares e amigos, assim como dos profissionais de saúde, permitiu que sua esperança se mantivesse sempre firme, apesar dos momentos difíceis – especialmente no período de isolamento, com grande consumo de medicação e de fisioterapia.

O paciente J.L* também faz parte dos pacientes que venceram o câncer. Diagnosticado com Síndrome de Sézary, um linfoma cutâneo de células T, ele recorda que o primeiro sintoma da enfermidade foram as intensas coceiras pelo corpo.

“Tiraram a medula do meu filho e, no mesmo dia, fizeram uma transfusão. A partir disso, eu tive que esperar um tempo, até acontecer o que os médicos chamam de pega da medula”, diz. A “pega” marca o momento em que a medula já consegue produzir sozinha as células do sangue em quantidades suficientes”, comenta. “Foram 15 dias de suspense e em que eu senti muita dor, o que é uma coisa normal após o transplante de medula, mas depois, finalmente, recebi a notícia de que o procedimento havia funcionado”, destaca.

Fonte: Portal Correio Braziliense


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Tratamento experimental pode ter salvado a vida de bebê que nasceu com defeito cardíaco congênito.

Um cirurgião cardíaco diz que “provavelmente salvou a vida” de um bebê ao realizar uma operação “inédita” usando células-tronco da placenta. Massimo Caputo, do Bristol Heart Institute, no Reino Unido, usou um pioneiro “andaime” de células-tronco para corrigir o defeito cardíaco do bebê, chamado Finley. Ele espera desenvolver a tecnologia para que crianças nascidas com doenças cardíacas congênitas não precisem ser submetidas a tantas operações. Finley, agora com dois anos, é “um menino feliz em desenvolvimento”.

Mas ele nasceu com as principais artérias do coração invertidas e, com apenas quatro dias de vida, foi submetido a sua primeira cirurgia cardíaca de peito aberto no Bristol Royal Hospital for Children, no Reino Unido. Infelizmente, a cirurgia não resolveu o problema, e sua função cardíaca se deteriorou significativamente, com o lado esquerdo do coração sofrendo uma grave falta de fluxo sanguíneo. “Fomos preparados desde o início de que as chances de ele sobreviver não eram boas”, diz a mãe, Melissa, que é de Corsham, no condado de Wiltshire, no Reino Unido.

“Depois de 12 horas, Finley finalmente saiu da cirurgia, mas precisou de uma máquina de circulação extracorpórea cardíaca e pulmonar para se manter vivo, e sua função cardíaca havia se deteriorado significativamente”. Depois de semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), parecia que não havia uma maneira convencional de tratar a condição de Finley —e ele dependia de medicamentos para manter seu coração funcionando.

Mas um novo procedimento foi tentado, envolvendo células-tronco de um banco de placenta. Caputo injetou as células diretamente no coração de Finley, na esperança de que ajudassem os vasos sanguíneos danificados a se recuperar. As chamadas células “alogênicas” foram cultivadas por cientistas do Royal Free Hospital, em Londres, e milhões delas foram injetadas no músculo cardíaco de Finley. As células alogênicas têm a capacidade de se transformar em tecido que não é rejeitado —e, no caso de Finley, regeneraram o músculo cardíaco danificado.

“Nós o desmamamos de todas as drogas que ele estava tomando, nós o retiramos da ventilação”, conta Caputo. “Ele recebeu alta da UTI e agora é um menino feliz em desenvolvimento.” Por meio de uma bioimpressora, é feito um andaime de células-tronco para reparar anormalidades nas válvulas dos vasos sanguíneos e para remendar buracos entre as duas principais câmaras de bombeamento do coração. Normalmente, um tecido artificial é usado para reparos cardíacos em bebês, mas pode não funcionar e não crescer com o coração —então, à medida que as crianças crescem, precisam de mais operações.

Caputo espera que seja realizado um ensaio clínico com os “curativos” de células-tronco nos próximos dois anos, após um trabalho de laboratório bem-sucedido. O ensaio clínico do curativo de células-tronco oferece esperança para pacientes como Louie, do País de Gales, que tem vários defeitos cardíacos congênitos. O menino de 13 anos foi submetido a sua primeira cirurgia cardíaca de peito aberto com Caputo quando tinha apenas duas semanas de vida, e depois novamente aos quatro anos para substituir o material que reparava seu coração. Mas como os materiais não são completamente biológicos, eles são incapazes de crescer com o paciente, e ele precisa repetir as operações.

Assim como Louie, cerca de 13 bebês são diagnosticados todos os dias no Reino Unido com um defeito cardíaco congênito —condição que se desenvolve antes do nascimento do bebê, de acordo com a British Heart Foundation. Como os materiais usados para reparar o coração podem ser rejeitados pelo sistema imunológico do paciente, eles podem causar cicatrizes no coração que podem levar a outras complicações, e podem gradualmente parar de funcionar em apenas alguns meses ou anos.

Uma criança pode, portanto, ter que passar pela mesma cirurgia cardíaca várias vezes durante a infância —cerca de 200 operações repetidas para defeitos cardíacos congênitos são realizadas todos os anos no Reino Unido. Louie espera que a descoberta reduza significativamente o número de operações que ele enfrenta, graças à tecnologia de células-tronco e tecidos capazes de crescer com seu corpo. “Não gosto de passar pelos procedimentos”, diz ele. “Não é bom a longo prazo, saber que a cada dois anos preciso de uma cirurgia, então isso me deixaria muito mais relaxado”.

Caputo e sua equipe dizem que a tecnologia de células-tronco pode economizar ao NHS, sistema público de saúde do Reino Unido, cerca de £ 30 mil (cerca de R$ 193 mil) para cada operação que não for mais necessária, economizando milhões de libras a cada ano. Stephen Minger, especialista em biologia de células-tronco e diretor da SLM Blue Skies Innovations Ltd, aplaudiu a pesquisa. “A maioria dos estudos que conheço em adultos com disfunção ou insuficiência cardíaca mostram apenas um benefício terapêutico mínimo com a infusão de células-tronco”, diz ele.

“Estou feliz que a equipe clínica vai fazer um ensaio clínico padrão que deve nos dizer se este foi um caso de sucesso isolado, e também nos dar uma melhor compreensão dos mecanismos por trás disso”.

Fonte: Portal UOL


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Procedimento pode ocorrer após a última neurocirurgia, explica o cirurgião plástico Jayme Farina Júnior. Irmãs que nasceram unidas pela cabeça passaram por 2ª cirurgia no sábado (19) e se recuperam em UTI, diz Hospital das Clínicas (HC)

O cirurgião plástico Jayme Farina Júnior, do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), disse que a equipe médica da unidade estuda a utilização de células-tronco para reconstrução dos crânios das gêmeas siamesas Allana e Mariah, de 1 ano e 10 meses, que nasceram unidas pela cabeça.

O procedimento, segundo o cirurgião plástico, pode acontecer após a quarta e última neurocirurgia para separação das crianças, prevista para 2023.

“Estamos estudando a possiblidade da incorporação de tecnologia para melhoria da cranioplastia [cirurgia para recuperação da função protetora do crânio] com células-tronco. Seria doado pela própria criança e não haveria rejeição. Estamos em uma fase de evolução desse projeto, mas é uma possiblidade que a gente almeja”, afirmou o cirurgião.

As células-tronco são conhecidas por constituírem diferentes tipos de tecido para o corpo. O uso delas é comum no tratamento de doenças como mal de Parkinson, câncer e Alzheimer.

A implementação dessa tecnologia não aconteceu no caso das gêmeas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, que também nasceram unidas pela cabeça e foram separadas pela equipe do HC em 2018.

“O principal objetivo da cirurgia plástica, em todos os momentos, é a reconstrução do crânio. É uma cirurgia reparadora, e das mais complexas do mundo, porque casos como esses são raríssimos. Mas a gente fica confiante porque já fizemos um procedimento exitoso em 2018”, disse Farina.

Recuperação

O segundo procedimento para separação das irmãs Allana e Mariah durou nove horas e foi concluído no sábado (19). Na ocasião, estiveram presentes mais de 40 profissionais de saúde.

A chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Infantil do HC, Ana Paula Carlotti, disse que as crianças estão se recuperando do procedimento.

“As meninas não tiveram nenhuma intercorrência no pós-operatório. Os sinais vitais estão normais, estão conversando e movimentam os quatro membros normalmente. Aparentemente, não há nenhum déficit neurológico relacionado ao procedimento cirúrgico. Estamos bem satisfeitos de ver essa evolução que está indo muito bem”, afirmou.

A primeira cirurgia aconteceu em agosto deste ano e também foi bem sucedida.

Fonte: Portal G1

 


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Uso do produto é indicado somente para crianças acima dos seis meses de idade

O uso de repelentes em crianças, além de outras ações preventivas que vetem a picada do mosquito Aedes aegypti, precisa ser reforçado todos os dias. Isso porque o inseto é o transmissor da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus – doenças que se agravadas, podem ser graves à saúde.

No entanto, deve-se levar em consideração que, não são todas as faixas etárias que podem utilizar o repelente. Além disso, o cuidado durante a aplicação também deve ser priorizado. Confira quais são esses cuidados:

Uso do repelentes em crianças

  • Não é recomendando o uso do repelente tanto em spray como o tópico – gel e cremes, por exemplo, em crianças abaixo de seis meses de idade;
  • Já para as crianças dos seis meses em diante o uso do repelente não é vetado. Porém, deve-se utilizar o produto com cuidado e seguindo as instruções do repelente;
  • Olhe sempre o rótulo! Nos ingredientes dos repelentes encontram-se substâncias tóxicas que podem levar a reações alérgicas;
  • Repelentes compostos pelas substâncias: DEET, IR3535 ou Icaridina são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso, observe na embalagem se o produto contém esses três princípios.
  • Não use próximo das mucosas como: boca, nariz e olhos;
  • Durante a aplicação, priorize primeiro o rosto da criança. Em seguida, espalhe o produto pelo restante do corpo – exceto as mãos, já que elas constantemente colocam as mãos na boca;
  • Lave sempre as mãos após a aplicação do repelente;
  • A criança não deve dormir com repelente no corpo;
  • Não usar na pele irritada ou ferida;
  • Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças, longe de alimentos, e não permita que apliquem sozinhas o produto;
  • Em caso de reações alérgicas ou intoxicações, lave a área onde o repelente foi aplicado e procure um médico especialista. Leve consigo a embalagem do repelente;

Fonte: Portal G1


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O armazenamento de células-tronco ainda é novidade para muitas pessoas, mas diversos famosos adotaram o procedimento. As atrizes Camila Rodrigues e Perola Faria, a jornalista Lucilene Caetano, Sthefany Brito, Kayky Brito, Joaquim Lopes, Tata Cocielo, Lala Noleto e Fabi Justus são alguns deles.

A jornalista Lucilene Caetano falou sobra a decisão em coletar. “Fiz o procedimento com meus filhos e pensamos que não vamos precisar usar as células, mas como não sabemos do nosso futuro, quero garantir a saúde deles. Costumo dizer que a coleta das células-tronco é uma “poupança bancária”. Os estudos e a ciência estão avançando cada vez mais e se você tiver dúvidas, entre em contato. Faça como eu, venha para a Criogênesis”, disse.

“Já tinha ouvido falar, mas não sabia o quanto era importante, até a Criogênesis me explicar. São várias doenças que podem ser tratadas usando as células-tronco, é uma forma de prevenção para meu filho, minha família. A coleta foi rápida, tranquila e eles atendem por todo o Brasil. Super recomendo”, disse a atriz Camila Rodrigues.

Quer saber mais? Ligue para 0800-7732166. Compartilhe com quem você acha que irá se interessar!


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Material genético pode ser encontrado no sangue e tecido do cordão umbilical, como na polpa de dente e é a grande aposta da ciência moderna no tratamento de diversas doenças

Diagnosticado desde os 2 anos com o espectro autista, o pequeno Marco Antônio Mollica Martin foi submetido ao procedimento de extração dental para a coleta e armazenamento da polpa do dente de leite, rica em células-tronco. A expectativa é que no futuro, caso utilize as células-tronco como forma de tratamento, seu uso possa amenizar os danos inflamatórios no tecido neurológico e proporcione uma melhora na qualidade de vida e desenvolvimento cognitivo.

O pai de Marco, Guido Martin, executivo de Recursos Humanos, conta que desconhecia o método e passou a estudar o tema após escutar um conselho do irmão. “Foi uma decisão relativamente simples. Eu já tinha escutado sobre os benefícios do armazenamento e acabei pesquisando mais a fundo. Espero que em breve meu filho possa se beneficiar dessa tecnologia”, explica.

A extração da polpa do dente de leite é realizada de forma não-invasiva, durante o período de troca dos dentes da criança, que geralmente acontece entre os 5 e 12 anos. A coleta precisa ser realizada por um dentista, pois trata-se de um processo específico e normatizado pelo conselho federal de odontologia, para evitar a contaminação durante a extração.

Marilia Gabriela Fernandes de Carvalho, cirurgiã dentista odontopediatra responsável pela coleta de Marco, já conhecia o paciente e relata que havia realizado uma outra extração de polpa do dente de leite anteriormente. “Não foi a primeira vez, mas, por se tratar de um paciente com autismo, o procedimento foi feito em ambulatório, mediante à sedação da criança. Tinha um médico anestesista presente e tudo aconteceu de forma tranquila e com todo padrão de assepsia que eu já sigo normalmente durante as extrações de dentes ou cirurgias de implante”, esclarece.

Células-tronco na atenuação do espectro autista

Dr. Nelson Tatsui, diretor do Grupo Criogênesis, clínica responsável pelo armazenamento das células-tronco da criança, explica que o autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento, caracterizado pela evolução atípica do cérebro, que pode apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. “Nos últimos anos, esse material biológico tem sido utilizado como intervenção terapêutica para pacientes portadores dessa condição, onde é possível notar uma melhora sensível na qualidade de vida desses indivíduos”, analisa e reforça em relação a segurança do paciente, “com os benefícios clínicos claramente superando os riscos”, conclui o médico.

Uma pesquisa realizada no Shandong Jiaotong Hospital, na China, com 37 crianças portadoras desse transtorno, com idade entre 3 e 12 anos, revelou que a aplicação de células-tronco, somado a terapias de reabilitação, resultou em um avanço significativo nas relações interpessoais dos indivíduos. As crianças apresentaram significativas melhorias na interação, nas respostas emocionais e consciência corporal.

O médico garante que o material biológico tem propriedades imunomoduladoras e regenerativas únicas, podendo restaurar a organização das áreas cerebrais e facilitar o desenvolvimento das habilidades sociais. “Na prática, as células-tronco são injetadas na região do tecido afetado e as substâncias liberadas promovem a desinflamação tecidual associada a um potencial efeito regenerativo”, ressalta.

Armazenamento como forma preventiva
Nelson complementa que as células-tronco da polpa do dente de leite podem ajudar no tratamento e atenuação de diversas outras doenças. “Já realizamos inúmeras coletas de células-tronco na clínica e o interessante é que elas são jovens e de excelente qualidade, sendo, portanto, ideais para um futuro tratamento de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson e, obviamente o autismo”, informa.

Guido acredita que a decisão foi benéfica para seu filho, pois, em um futuro próximo, poderá contribuir com a melhora de vida da criança, que atualmente está com 11 anos. “Ter a possibilidade de armazenamento de um material genético tão rico, que certamente seria desperdiçado, e é capaz de possibilitar a ele inúmeras alternativas de tratamento, me deixa muito feliz. O Marco tem assistência de diversos profissionais e é muito bom saber que, em um futuro próximo, poderemos contar também com as células-tronco como forma de tratamento para atenuar seu quadro clínico”, finaliza.


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Entenda o que pode causar o problema, como aliviar a dor e reduzir as chances de que volte a acontecer

A amamentação, certamente, é um dos desafios da maternidade, sobretudo nas primeiras semanas. Lidar com os seios inchados, acertar a pega, encontrar a melhor posição para não sofrer com a postura. São novidades a que mãe e filho vão se adaptando e que podem até demandar ajuda profissional, quando se nota que o aleitamento não está acontecendo da forma que deveria. Entre os possíveis problemas – e que, sim, são comuns – um que traz bastante incômodo é o entupimento do ducto mamário.

Caracterizada por um pontinho branco e pequeno na ponta do mamilo, essa obstrução do leite pode deixar a mama bem sensível e dolorida. Trata-se de um acúmulo do líquido que fica mais espesso e, como o próprio nome sugere, entope um segmento por onde deveria fluir normalmente.

Quais são as causas do entupimento do ducto?

“Ele pode ser causado por uso de bicos artificiais [que tendem a interferir na pega], esvaziamento incompleto da mama, produção de leite abundante, uso de de conchas”, explica Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra, doutora em Enfermagem e Consultora Internacional de Lactação. Ela afirma ainda que algumas mulheres podem produzir um leite mais espesso e, por isso, apresentar obstrução de ducto de repetição.

Quando identificado o problema, como tratar?

Cintihia lembra que o entupimento do ducto pode evoluir para uma situação mais grave, como a mastite (inflamação aguda do tecido mamário). “Por isso, aos primeiros sinais, é importante iniciar as medidas para desobstrução”, alerta a especialista, que elenca algumas formas de ajudar a diminuir o incômodo e fazer com que o leite volte a circular:

  1. Fazer uma compressa morna com cotonete na ponta do mamilo antes da mamada ou da ordenha;
  2. Amamentar na posição quatro apoios, com as mamas para baixo para aproveitar a ajuda da gravidade;
  3. Amamentar com mais frequência, com o queixo da criança apontando para a região do bloqueio;
  4. Oferecer primeiro a mama com a obstrução, pois esse é o momento em que o bebê costuma sugar com mais intensidade, devido à fome;
  5. Colocar uma colher de sal amargo em um copo de água morna, deixar o mamilo “de molho” e depois amamentar ou ordenhar.

     

    Fonte: Portal Bebê.com

 

 

 

 

 

 

 


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Apenas 1,8% da população realiza doação de sangue regularmente. No Dia Nacional do Doador de Sangue, confira requisitos e a importância da ação

No dia 25 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Doador de Sangue. Os hemocentros do país lançaram a campanha “Somos todos do mesmo sangue” para incentivar as doações. A ação, que começa no dia 23 e vai até o dia 28, destaca a importância desse gesto solidário e humanitário.

Segundo o Ministério da Saúde, somente 1,8% da população doa sangue de forma regular. Esse número fica um pouco abaixo dos 2% ideais definidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), mas bem atrás dos 5% registrados em países da Europa.

A quantidade de sangue coletada do doador é armazenada em um banco de sangue ou hemocentro e não afeta sua saúde, pois a recuperação ocorre imediatamente após a doação. Considerando que uma doação coleta aproximadamente 450 mL de sangue e que uma pessoa adulta tem cinco litros de sangue em seu corpo, a ação é simples para quem doa e muito importante para quem precisa.

Estão aptas a doar pessoas que tiverem idade entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ser feita, obrigatoriamente, até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis legais e todo doador deve apresentar um documento original com foto.

No caso de um doador frequente, é preciso obedecer ao intervalo para a doação, que deve ser de dois em dois meses para homens, que podem doar no máximo quatro vezes por ano, e de três em três meses para mulheres, que podem doar no máximo três vezes por ano.

Também são requisitos pesar mais de 51 quilos e ter IMC maior ou igual a 18,5, não tomar medicamentos que impeçam a doação, não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores e não fumar por duas horas antes da doação.


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Pesquisadores brasileiros conduziram um estudo clínico em pacientes acometidos pelo fotoenvelhecimento da pele da face, realizando um tratamento com células-tronco derivadas da gordura. Eles observaram que, em poucas semanas, o tratamento com células-tronco foi capaz de eliminar a rede de elastina danificada pelo sol, substituindo-a por tecidos e estruturas normais e sem danos – mesmo nas camadas mais profundas da pele.

Rugas, linhas finas de expressão e manchas são problemas de pele inevitáveis que aparecem à medida que envelhecemos. Embora nós coloquemos a culpa no número de primaveras vividas, o principal culpado é o fotoenvelhecimento – danos à pele causados pela exposição prolongada à luz solar e radiação ultravioleta (UV). Responsável por 90% das alterações visíveis na pele, o fotoenvelhecimento é um resultado direto dos danos acumulados do sol ao qual somos expostos ao longo da vida.

Mas como os raios solares podem danificar a pele? Para entender melhor, vamos descobrir um pouco mais sobre a estrutura da pele e os componentes da luz solar.

A pele é formada por três camadas: a epiderme, ou camada mais externa; a derme, ou camada do meio; e a hipoderme, ou camada subcutânea. A derme contém colágeno, elastina e outras fibras que suportam a estrutura da pele. São esses elementos que dão à pele sua aparência suave e jovem – e que são danificados pela radiação UV.

A radiação UV que afeta a pele é composta por dois tipos diferentes de ondas, UVA e UVB. Quando os raios UV atingem a pele, eles danificam seu DNA, e as células da derme passam a produzir melanina na epiderme para evitar mais danos. Este é o processo que gera aquele aspecto bronzeado, que consiste, na verdade, em uma tentativa da pele de impedir que a radiação a penetre. Os raios UVB são mais curtos que os raios UVA e são os principais responsáveis ​​por queimaduras solares. Os raios UVA, com seu comprimento de onda mais longo, são responsáveis ​​por grande parte dos danos que associamos ao fotoenvelhecimento. Os raios UVA penetram profundamente na derme, onde danificam as fibras de colágeno e provocam um aumento da produção anormal de uma proteína chamada elastina.

Há muito tempo pesquisadores e cirurgiões plásticos vêm estudando formas de se tratar a pele danificada pelo processo de fotoenvelhecimento. Uma das estratégias usadas e que vem dando resultados promissores é o enxerto de células-tronco autólogas (isto é, obtidas do próprio paciente) nos locais acometidos. Apesar dos bons resultados, o mecanismo pelo qual esse enxerto de células-tronco atua na regeneração da pele fotoenvelhecida não era ainda bem compreendido. No entanto, um estudo publicado recentemente por uma equipe de brasileiros, em parceria com pesquisadores italianos, elucidou a ação do enxerto de células-tronco a nível microscópico. A equipe é filiada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Medicina de Petrópolis, Universidade de Verona e Clínica San Francesco (Itália), e liderada pelo cirurgião plástico Dr. Luis Charles-de-Sá.

Os pesquisadores avaliaram os efeitos em nível celular e molecular do tratamento com células-tronco mesenquimais (CTMs) derivadas do tecido adiposo na pele da face danificada pelo sol. Todos os 20 pacientes do estudo, com idade média de 56 anos, estavam com cirurgia plástica facial agendada (lifting facial – uma cirurgia plástica que eleva e reposiciona os tecidos da face, eliminando rugas e excesso de pele). Todos pacientes moravam no nordeste do Brasil, região em que se espera exposição solar mais intensa.

Para cada paciente, uma pequena amostra de CTMs obtidas da gordura do abdômen foi processada para obter um produto específico do paciente. As células-tronco cultivadas foram injetadas sob a pele da face, em uma área próxima à orelha. Quando os pacientes foram submetidos à cirurgia plástica de lifting facial, três a quatro meses depois, os cientistas puderam então remover um fragmento de tecido próximo a área onde as células-tronco foram injetadas para análise. As amostras foram comparadas com áreas não tratadas.

Uma análise estrutural microscópica mostrou que o tratamento com CTMs levou à melhora na estrutura geral da pele. As áreas tratadas mostraram “reversão parcial ou extensa” dos danos causados ​​pelo sol na rede de elastina – a principal estrutura da pele afetada pelo fotoenvelhecimento. Na camada imediatamente abaixo da superfície da pele, as áreas tratadas com células-tronco foram regeneradas pela formação de uma nova rede altamente organizada de feixes de fibras elásticas e remodelação da matriz extracelular da camada dérmica.

Na camada mais profunda da pele, os depósitos “emaranhados, degradados e disfuncionais” de elastina danificada pelo sol foram substituídos por uma rede normal de fibras elásticas. Essas alterações foram acompanhadas por marcadores moleculares dos processos envolvidos na absorção da elastina anormal e no desenvolvimento de nova elastina.

Os resultados sugerem que as células-tronco desencadeiam cada uma das muitas vias de nível celular e molecular envolvidas no reparo e regeneração da pele. Segundo os pesquisadores, o uso das CTMs derivadas de gordura do próprio paciente pode ​​ser uma proposta relevante para a ação antienvelhecimento na regeneração da pele humana fotoenvelhecida.

A equipe salienta que o estudo foi realizado em um número limitado de pacientes e por isso é insuficiente para permitir tirar conclusões abrangentes sobre a segurança do procedimento. No entanto, não foram observados efeitos adversos e os resultados concordam com os relatórios mundiais de segurança de terapias semelhantes. Ainda, os pesquisadores destacam que, sob condições muito bem controladas de manipulação celular, a qualidade das células-tronco derivadas do tecido adiposo pode ser garantida. Tendo isso em vista, comentam sobre a possibilidade de criopreservação destas células, que pode abrir potencial de uso repetido, quando necessário.

Fonte – Portal Tudo Sobre células-tronco


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Especialista da Criogênesis explica quais são os sinais de alerta e quando procurar ajuda médica

A Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu, recentemente, um alerta sobre a possibilidade de existência de um surto de hepatite aguda infantil de causa desconhecida. As primeiras notificações foram encontradas em crianças com menos de dez anos, sem doenças pré-existentes. No Brasil, só em 2022, dados do Ministério da Saúde apontam 28 casos suspeitos de hepatite viral, com maiores índices nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com Dra. Paula Borelli, a hepatite é um processo inflamatório do fígado, que geralmente acontece em decorrência de quadros infecciosos. “Os principais causadores são os vírus, mas a patologia também pode ser desencadeada pelo uso excessivo de alguns medicamentos, doenças autoimunes, uso de drogas e consumo excessivo de álcool”, explica.

A especialista afirma que, na infância, o principal risco da hepatite viral é a chance de causar problemas a outros órgãos ou evoluir para uma versão aguda fulminante. “Essas complicações ocorrem em um grupo pequeno de crianças, correspondendo ao espectro mais grave da doença”, ressalta Dra. Paula. “Nesses casos, o risco é maior. Por isso, o paciente deve ser transferido para um serviço especializado, podendo ser necessário um transplante de fígado”, detalha.

Apesar do aumento dos casos no país, a hematologista explica que não há necessidade de alarde, contudo, é importante se atentar aos sintomas. “A nova variação de hepatite costuma se apresentar na forma aguda e com o aspecto amarelado da icterícia mais evidente. Além disso, acompanha sintomas gastrointestinais, como diarreia, vômito, febre e dores musculares”, alerta.

O tratamento busca aliviar os sintomas, tratar e estabilizar o paciente se o caso for grave. As recomendações podem ser aprimoradas assim que a origem da infecção for determinada. “Geralmente, a doença é solucionada após algumas semanas, sendo recomendado repouso, alimentação pobre em gordura e carboidratos e ingestão de muito líquidos”, indica.

Para finalizar, a médica enfatiza que algumas precauções relativamente simples podem ajudar a prevenir a transmissão de diferentes formas da doença. “Educar os pequenos a manter a higiene é fundamental para afastar os vírus. Isso porque eles residem nas fezes e se propaga por meio de outros hospedeiros. Além disso, o ideal é manter a caderneta de vacinação em dia. Doses contra hepatite A e B estão disponíveis pelo SUS”, pontua.

Fonte: Portal R7