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Na hora do parto, é possível, com planejamento prévio, realizar esse procedimento, que não traz riscos para a mãe e bebê e ainda pode ser uma mão na roda no futuro

Acredite se quiser, é possível, atualmente, fazer a coleta das células-tronco do Sangue e Tecido do Cordão Umbilical. Essa prática que é realizada no nascimento do bebê, desde o surgimento há 25 anos nos Estados Unidos, países asiáticos e europeus, tem se mostrado uma importante ferramenta diante da necessidade de futuros transplantes.

No Brasil, a técnica é oferecida desde 2003 e um dos responsáveis por implantar ela, o Dr. Nelson Tatsui, médico hematologista e hemoterapeuta da Faculdade de Medicina da USP e diretor técnico do laboratório de biotecnologia Criogênesis, pai de Luis Fernando e João Pedro, tira todas as dúvidas sobre esse tema.

Células-tronco e seu papel Antes de tudo ele esclarece o que são as famosas células-tronco: “Os cientistas têm mostrado que algumas células do corpo têm uma potência, uma missão de regeneração, uma vez que possuem a capacidade de se dividir em células iguais a ela que são duplicadas, que por sua vez são duplicadas até formar tecidos diferentes, desde ósseo até neurológico. Elas foram nomeadas de células-tronco”. Após essa descoberta, os cientistas perceberam que poderiam usá-las no tratamento de doenças degenerativas ou até auxiliar no tratamento do câncer, por exemplo.

Com o avanço da ciência, atualmente, é possível usá-las para transplante com a mesma finalidade citada acima, além de outras doenças sanguíneas, como leucemia e linfoma, e não sanguíneas, como diabetes, paralisia cerebral e autismo. Porém, já é de conhecimento que a fila de transplante é uma barreira para estes pacientes, portanto, ter o próprio armazenamento de células-tronco é, sim, benéfico. Para garantir isso ao seu filho, de acordo com o Dr. Nelson Tatsui, é necessário que o casal, até cerca de um mês antes do nascimento previsto do bebê entre em contato com o banco de Sangue de Cordão Umbilical. “Para realizar o procedimento, é preciso fazer uma documentação baseada nas novas legislações de proteção de dados, provar que a mãe leu e autorizou a coleta, provar para a Vigilância Sanitária que estou seguindo os protocolos, então demanda um tempo”, explica.

A coleta em si Mas além destas questões burocráticas, não há nenhuma preparação que a mãe ou bebê precisam. É importante frisar que esta técnica não traz riscos nem para a grávida nem para o recém-nascido. O procedimento, como já mencionado, acontece imediatamente após o parto, independente dele ter sido normal ou cesariana. No caso da coleta de sangue, “depois da separação do bebê aos cuidados pré-natais, é feita uma punção na veia umbilical e o sangue é drenado para bolsa, que contém nutrientes e anticoagulantes. Com a placenta dequitada e removida, ela também é colocada em cima de outra mesa esterilizada em que pode, eventualmente, fazer mais uma coleta de sangue”, conta o médico. Já para a coleta do tecido do cordão, que nada mais é que aquele cordão umbilical que fica entre o umbigo do bebê e o corpo da placenta, “é realizado um corte de 10 a 20 centímetros e esse material é colocado em uma garrafa pequena com um líquido que mantém ele vivo”, acrescenta. O Dr. Nelson ainda enfatiza: “Esse procedimento leva em torno de 5 minutos, então não prolonga o ato cirúrgico”. Ambos materiais coletados são enviados para um laboratório em até 48 horas e mantidos a uma temperatura em torno de 8°C durante o transporte.

No laboratório

Seguindo os protocolos internacionais, após encaminhar o sangue de cordão umbilical e tecido de cordão umbilical ao laboratório, as amostras passam por rigorosos testes de qualidade, como contagem de número absoluto de células-tronco, a viabilidade celular e testes de contaminação, para verificar a presença de bactérias ou quaisquer agentes anômalos. O processamento do tecido de cordão umbilical consiste em fragmentar a amostra em pedaços de aproximadamente 1 mm quadrado, depois ocorre a digestão enzimática para expor as células-tronco do tecido para a placa de cultura celular e possibilitar a expansão dessas células.

Após o processamento, as amostras são resfriadas a uma temperatura de -196°C, e armazenadas em vapor de nitrogênio, que garante analogicamente, que os materiais “adormeçam” diminuindo o metabolismo celular e resultando no não envelhecimento das células, podendo assim, serem utilizados quando necessário no futuro. Sobre o prazo para uso, o médico comenta: “É um tema difícil, já que é complicado testar a viabilidade disso. Porém, o sangue de cordão mais antigo a ser utilizado em um humano, teve 12 anos de estocagem. Já sobre os testes in vitro, as pesquisas indicam que o mais antigo que surtiu efeito com a técnica ficou 23 anos na estocagem”. Quando for retirar o material, basta ter a solicitação médica para uso e a garantia que aquela condição que apresenta está dentro das normativas experimentais ou técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com cuidado novamente no momento do transporte, os materiais são levados para a sala cirúrgica onde ocorre o procedimento. O gasto com a coleta fica em torno de R$ 4 mil e anualmente há um investimento que varia de R$ 800 a mil.

Por que fazer essa coleta?

O Dr. Nelson destaca três motivos principais para fazer a coleta. De acordo com ele, o fato do Brasil ser um país miscigenado é muito rico culturalmente, porém dificulta quando o assunto é encontrar alguém compatível para o transplante. Dessa forma, ter um banco para uso familiar pode ajudar muito nesta questão, assim como reduzir os riscos de efeitos colaterais após a cirurgia. Como segundo ponto, o médico aponta a redução no tempo de espera para o transplante, ao não ter que entrar na fila. Isso é ainda mais essencial quando a média de tempo de espera na fila supera a história natural da doença de sobrevivência. O terceiro e último apontamento dele é aproveitar o desenvolvimento da medicina com uso da terapia gênica. “Ou seja, ao invés de procurar alguém compatível para aquele ser humano, investir em terapia gênica, utilizando a própria célula-tronco para corrigir o erro”. Além disso, a literatura tem mostrado que uma célula-tronco de um bebê costuma ser mais segura, em termos de livre de doença quando comparada a de um adulto, que já sofreu diversas intempéries do ambiente, como a própria alimentação; e também apresenta maior potência de desenvolvimento no momento da terapia gênica. Mas para realizar essa coleta, armazenamento e cirurgia de forma realmente segura é fundamental procurar uma instituição de credibilidade, com acreditação internacional, como é o caso da Criogênesis, uma empresa de pesquisa e biotecnologia. A contratação do serviço pode ser feita por meio do 0807732166, pelo Whatsapp (11 5536-9246), ou site.


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Especialista da Criogênesis indica motivos para preservação de células, capazes de tratar diversos tipos de doenças

Com o passar dos anos, o progresso dos estudos no campo da medicina regenerativa ampliou a possibilidade do uso clínico das células-tronco do sangue de cordão umbilical em doenças que até hoje são consideradas como incuráveis ou de difícil tratamento. Esse é um dos benefícios adquirido pela família que escolheu armazenar o material, cuja coleta é efetuada imediatamente após o parto.

Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, explica que, a falta de informação e os mitos em torno do tema dificultam a tomada de decisão e procura pelo serviço. “O grande potencial dessas células concentra-se na possibilidade delas transformarem-se em diferentes outros tipos celulares. E é exatamente, por isso, que elas são fundamentais para a medicina regenerativa. O público que, em geral, realiza o armazenamento, são pais que já pesquisaram, conhecem o assunto e têm o intuito de garantir a qualidade de vida dos filhos no futuro”, afirma.

Abaixo veja os principais motivos para realizar a coleta e armazenamento do material:

Uso comprovado pela medicina

As células-tronco do sangue do cordão umbilical podem ser utilizadas no tratamento de mais de 89 tipos de patologias. “Atualmente existem diversas pesquisas em curso, nos principais centros do mundo, para investigar o uso em casos de doenças comuns na nossa população como paralisia cerebral, AVC, autismo, problemas cardíacos, cirrose hepática, lesões nos ossos, entre outras”, destaca.

Não envelhecem após o armazenamento

O sangue, que contém células-tronco, coletado depois do parto é examinado, processado, criopreservado e armazenado em baixas temperaturas para que retenha suas características iniciais. “Caso venha apresentar doenças no futuro, o indivíduo contará com esse material biológico, que foi congelado ainda saudável. É como se as células-tronco retirada do cordão umbilical fosse um carro zero-quilômetro e as demais células presentes no corpo desde o nascimento, que não foram preservadas, um veículo seminovo. À medida que o tempo passa, as células armazenadas não envelhecem, não perdem o poder proliferativo e de diferenciação, além de ficarem protegidas dos efeitos ambientais nocivos”, expõe.

Uso em Terapia celular

A terapia celular consiste na substituição de células doentes por células saudáveis para serem utilizadas no tratamento de diversas doenças. “O procedimento visa tratar, restaurar ou modificar as células usando o próprio material do paciente durante a técnica. As células são cultivadas ou modificadas fora do corpo antes de serem injetadas no paciente e podem se originar dele próprio ou de um doador. Seu uso é benéfico, pois possibilita que lesões difíceis de serem restabelecidas sejam tratadas”, finaliza.

Procedimento é realizado de forma indolor

As células-tronco estão presentes em abundância no cordão umbilical do bebê e na placenta, sendo que devem ser coletadas logo após o clampeamento – momento em que o médico rompe a ligação do feto à mãe. Desse modo, não há risco para a mãe e o bebê.  “Como o cordão e placenta são descartados posteriormente ao parto, esse é o único momento em que é possível coletar o material para a criopreservação, de modo totalmente indolor”, declara.


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Pesquisadores da University of New South Wales, na Austrália, desenvolveram uma tecnologia que transforma células de gordura em um novo tipo celular: a célula-tronco multipotente induzida. Essas células versáteis possuem a capacidade de regenerar lesões em diferentes tipos de tecidos. Mas, apesar de o potencial terapêutico dessas células ser promissor, muitos estudos ainda precisam ser realizados com objetivo de avaliar a segurança de sua aplicação no ser humano

Atualmente, grande parte das pesquisas que visam estudar o potencial terapêutico das células-tronco está focada nas células-tronco mesenquimais (CTMs), essas células são encontradas no tecido do cordão umbilical e na polpa do dente de leite. Elas podem ser facilmente obtidas a partir de tecidos adultos, podem ser multiplicadas em laboratório, são capazes de gerar diferentes tipos de tecidos e não causam tumores quando transplantadas. Mas, alguns pesquisadores estão apostando também em abordagens alternativas.

O próximo passo do desenvolvimento dessa tecnologia, que faz com ela esteja cada vez mais próxima de ser aplicada em humanos, foi descrito no artigo publicado na Science Advances. Os experimentos consistiram no transplante das iMS humanas em camundongos. Essas células mantiveram-se dormentes e, somente quando os animais sofreram alguma lesão, elas transformaram-se no tecido que precisava ser curado, independentemente se esse tecido era músculo, osso, cartilagem ou um vaso sanguíneo. As células basicamente seguiram as pistas moleculares do local da lesão e se misturaram ao tecido que precisava de reparo, sem gerar nenhum tipo de célula indesejada, demonstrando o incrível potencial terapêutico das iMS.

Embora os resultados sejam animadores, muitas avaliações ainda precisam ser realizadas, especialmente para garantir a segurança do tratamento. Se os estudos futuros forem bem sucedidos, os pesquisadores acreditam que esse tipo de terapia pode passar a ser aplicada no mundo real em cerca de 15 anos.

Fonte: Portal www.tudosobrecelulastronco.com.br


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Especialista esclarece as principais dúvidas dos pais sobre essa higiene bucal nos primeiros anos de vida. Saiba o que é recomendado

“O uso do fio dental não está relacionado à idade. A introdução deve ser feita a partir do real contato entre dois dentes vizinhos, ou seja, a partir do momento em que existirem dois dentes unidos. Geralmente, os molares – que ficam no fundo da boca – são os dentes que mais costumam ter este contato próximo. O segundo molar nasce por volta dos 2 anos e meio e já começa a entrar em contato com o primeiro molar, que já está presente na boca um pouco antes dessa faixa etária. Qualquer fio ou fita dental podem ser usados pelos pais, pois a criança não vai conseguir passar sozinha, uma vez por dia. Os fios dentais com suporte são mais fáceis de passar nos pequenos. Conforme eles vão crescendo, os pais devem ensiná-los a passar o fio nos dentinhos da seguinte maneira: enrolar o fio nos dedos das duas mãos, depois esticar o fio curtinho, colocar uma mão dentro da boca e a outra fora e fazer movimentos de vai e vem, com o fio na superfície próxima dos dentes. Apesar dos pais ensinarem os filhos desde pequenos, dificilmente eles vão conseguir usar o fio dental sozinhos antes dos sete anos. De qualquer forma, vale lembrar que é importante fazer essa limpeza desde cedo para evitar que a cárie aconteça entre os dentes”, esclarece o odontologista Marcelo Kyrillos, sócio e diretor da clínica Ateliê Oral, de São Paulo.

Fonte: Portal Yahoo


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Além do transplante de células-tronco hematopoiéticas da medula óssea, células-tronco mesenquimais também poderiam ser utilizadas no tratamento da leucemia?

Uma dúvida frequente que recebemos é sobre os tipos de células-tronco envolvidas no tratamento da leucemia e se as células-tronco mesenquimais poderiam ser usadas para esses casos. Vamos, então, tentar entender melhor essa questão?

Em primeiro lugar, por que são utilizadas células-tronco no tratamento dessa doença? Bom, existem muitos tipos diferentes de leucemia, mas podemos defini-la como um câncer das células que formam as células sanguíneas na medula óssea. Isso leva a um crescimento anormal de glóbulos brancos (ou leucócitos), que são parte do sistema imunológico. O tratamento depende do subtipo e da agressividade da doença mas, em muitos casos, é necessário fazer sessões de quimioterapia e radioterapia que destroem as células cancerosas. Para alguns pacientes, após essas etapas, é indicado o transplante de medula óssea para repovoar a medula com células saudáveis. As células importantes nesse procedimento são as células-tronco hematopoiéticas, que formam as células do sangue. Esse tratamento já está bem estabelecido e é amplamente oferecido para a população.

Existe, no entanto, uma complicação. Hoje, para que o transplante tenha chances de sucesso, é necessário encontrar doadores compatíveis, como em qualquer transplante – mas, mesmo quando esses doadores são encontrados, a compatibilidade dificilmente é 100% e, no caso do transplante de medula óssea, pode ocorrer uma reação conhecida como doença enxerto-contra-hospedeiro. Quando isso acontece, células imunes transplantadas reconhecem o receptor como estranho e começam a atacar as células do corpo da pessoa que recebeu o transplante, danificando órgãos como o fígado, a pele e o trato gastrointestinal, por exemplo. O tratamento convencional, que comumente envolve esteroides, tem efeitos colaterais e nem sempre funciona. Além disso, dependendo da gravidade da reação, ela pode ser fatal.

É aí que as células-tronco mesenquimais podem ajudar. Essas células têm a capacidade de modular a resposta imune e, por isso, têm sido testadas nos últimos anos para prevenir ou tratar a doença enxerto-contra-hospedeiro. Ainda são necessários mais estudos para entender os detalhes a respeito dos mecanismos responsáveis por essa atividade imunomodulatória, mas já foram realizados ensaios clínicos em que resultados positivos foram obtidos, indicando que a terapia pode ser segura e eficaz. Aparentemente, é necessária a presença de uma resposta inflamatória para que a atividade imunomodulatória dessas células seja ativada.

No Canadá e na Nova Zelândia, o uso de células-tronco mesenquimais foi aprovado para tratar crianças com doença enxerto-contra-hospedeiro que não estejam respondendo ao tratamento com esteroides, sob a condição de que novos ensaios clínicos sejam feitos. A terapia aprovada chama-se Prochymal, e foi desenvolvida pela empresa americana Osiris Therapeutics depois de 20 anos de pesquisas. Trata-se de um tratamento alogênico, ou seja, as células-tronco mesenquimais são obtidas de doadores – no caso, adultos saudáveis entre 18 e 30 anos. Elas são multiplicadas em laboratório e é possível conseguir 10.000 doses a partir do material de um único doador. O medicamento é armazenado refrigerado até o momento do uso, quando é administrado por meio intravenoso e sem necessidade de imunossupressão do paciente. A terapia parece ser mais eficaz em crianças e em casos mais severos, e há ensaios clínicos fase III sendo conduzidos no momento.

Assim, uma das etapas do tratamento para a leucemia pode envolver o transplante de células-tronco hematopoiéticas – e, se houver a complicação da doença enxerto-contra-hospedeiro após esse transplante, estuda-se a possibilidade usar células-tronco mesenquimais, o que já é possível em alguns países mas para o que ainda existe a necessidade de mais pesquisas.

Referências:

ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

Qi K et al. Tissue regeneration: the crosstalk between mesenchymal stem cells and immune response. Cellular Immunology. 2017.

Jurado M et al. Adipose tissue-derived mesenchymal stromal cells as part of therapy for chronic graft-versus-host disease: A phase I∕II study. Cytotherapy. 2017.

New York Times – A Stem-Cell-Based Drug Gets Approval in Canada


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Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, com o aumento das mamas e do abdômen, há um deslocamento do centro de gravidade para frente. “Isso leva a mudanças na postura, redução do arco plantar, hiperextensão dos joelhos e um desvio postural. Essas alterações acentuam a lordose lombar, causando tensão na musculatura ao redor da coluna, podendo levar às dores”.

A fisioterapeuta comenta que a compressão dos grandes vasos causada pelo útero leva à redução do fluxo de sangue na medula. “A má circulação nas estruturas da coluna é a causa de dor, e isso costuma ser mais comum no último trimestre da gestação. Observa-se também que a retenção hídrica (inchaço) e a frouxidão dos ligamentos, provocada pela relaxina, hormônio secretado na gravidez, tornam a mulher mais suscetível a dor”.

Peso também é responsável pela lombalgia

Segundo um estudo publicado pelo Jornal de Ciência em Fisioterapia, durante a gravidez o peso da mulher tem um aumento de 15 a 25%, o que causa um impacto maior em tendões, ligamentos e articulações. “Quanto maior o ganho de peso na gestação, maior a chance de ocorrer instabilidade na coluna e aumento da lordose lombar, o que resulta em lombalgia. Por isso, controlar o ganho de peso é fundamental”, comenta Walkiria.

“O corpo feminino está preparado para todas essas alterações da gestação, mas isso não significa que elas virão sem dores ou problemas de postura. Além de controlar o peso, é importante procurar alguma atividade física que ajude a trabalhar a postura, assim como a fortalecer os músculos responsáveis pela estabilidade da coluna. Um bom exemplo é o Pilates”, diz a especialista.

Benefícios do Pilates para evitar lombalgia em gestantes

O Pilates ajuda no fortalecimento da musculatura do core, que dá estabilidade para a área pélvica e para a coluna. Além disso, melhora a respiração. Todos esses aspectos são importantes para a gestante, tanto para enfrentar a gravidez com mais conforto, como também para o momento do parto.

Veja abaixo algumas dicas de postura para evitar a lombalgia:

Quando estiver de pé

  • Mantenha a cabeça ereta, como se estivesse olhando para o horizonte
  • Mantenha os ombros para trás e alinhados para baixo
  • Tente manter seus joelhos retos, mas não travados para trás. Isso fará com que seus pés recebam o peso do seu corpo de forma mais distribuída, sem forçar a coluna
  • Sapatos com salto pequeno ajudam no apoio correto dos pés, sem forçar a coluna
  • Evite ficar parada muito tempo na mesma posição

Quando estiver sentada

  • Sente-se com as costas retas e os ombros para trás. As nádegas devem estar alinhadas com o encosto da cadeira
  • Sempre que possível, use um apoio para as costas, como uma toalha enrolada ou um travesseiro
  • Mantenha os joelhos abaixo do quadril. Seus pés devem tocar o chão
  • Os ombros e cotovelos devem ficar relaxados, por isso prefira cadeiras com apoio de braço
  • Não fique muito tempo sentada e tente não cruzar as pernas, pois isso pode prejudicar a circulação
  • Quando for se levantar, mova o corpo para frente da cadeira, evitando dobrar a coluna. Levante-se apenas usando o movimento das pernas

Quando estiver deitada

  • Evite deitar de costas, especialmente no final da gravidez
  • Se você se deitar de lado, tente manter o corpo alinhado, com os joelhos levemente dobrados
  • Use travesseiros para apoiar as suas costas, suas pernas e sua barriga

Para evitar a lombalgia, o cuidado com a postura é fundamental durante a gravidez. No entanto a preocupação deve continuar também após o nascimento do bebê. Isso porque o ato de amamentar, dar banho e trocar as fraldas, por exemplo, pode exigir mais esforço postural e aumentar as dores.

Fonte: Drogaria Ultra Popular


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A importância de manter uma alimentação saudável na gravidez já não é novidade, mas existem seis alimentos específicos que merecem um lugar de destaque no cardápio da mãe. “Eles são ricos em vitamina, fibras e proteínas e trazem benefícios para a saúde da mãe, pois ajudam deixá-la mais disposta, por exemplo, e para o desenvolvimento do bebê“, afirma Maurício Luiz Peixoto Sobral, obstetra do Hospital Vila Nova Cachoeirinha.

1 – Leite e derivados – Rico em cálcio, o leite não pode faltar no cardápio das grávidas porque ajuda a desenvolver a estrutura celular do bebê. “Tanto o leite, quanto seus derivados (queijo, iogurte e manteiga) formam as hemácias do feto, que são responsáveis pela defesa do organismo e por carregar oxigênio”, explica o obstetra. Normalmente, entre 200 e 300 gramas por dia desse grupo é o ideal, segundo a nutricionista.

2 – Peixes – Consumir atum, salmão, arenque ou sardinha pelo menos três vezes por semana é indispensável para a formação do cérebro e do sistema nervoso do feto. “Esses peixes são ricos em ômega 3 (um tipo de gordura boa), proteínas, ferro, fósforo, magnésio, diversos tipos de vitaminas, como A, B, D, E, K”, explica o obstetra.

A nutricionista aponta ainda que é necessário optar sempre pelas versões frescas, já que os enlatados têm muito sódio. “O sal favorece a retenção de líquidos e causa mais inchaço para as grávidas”.

3 – Ovos – Assim como o peixe, a gema de ovo também é rica em Omega 3, que além de ser bom para o sistema nervoso (responsável pela memória) da mãe, ajuda a desenvolver a visão das crianças. Só é fundamental é se atentar a quantidade. “Não deve ser ingerido menos de três vezes por semana, nem passar de um por dia, principalmente na dieta das mães que já possuem alguma predisposição ao colesterol alto“, sugere o obstetra.

4 – Laranja – Além das fibras – que ajudam a regular o intestino – a laranja é rica em vitamina C, que favorece a absorção de ferro pelo organismo. O composto merece tanta atenção porque de acordo com a nutricionista, a partir do quarto mês de gravidez, a gestante tende a precisar de mais dele. “Se não receber na quantidade adequada, pode ter uma anemia, por exemplo”.

A fruta também é benéfica para a saúde da mãe porque ajuda a evitar resfriados. Apenas uma unidade por dia já pode garantir todas essas vantagens e ainda evitar a desidratação, já que a fruta tem bastante líquido em sua composição.

E não é só a laranja que merece ter todos esses créditos. “Outras frutas ricas em vitamina C, como goiaba, limão e morango, também podem ser apreciadas com sem medo”, afirma a nutricionista.

5 – Couve manteiga – Famosa pela presença nos sucos verdes, os benefícios da couve vão muito além do detox. A grande quantidade de ácido fólico, cálcio e ferro, presente na hortaliça auxiliam no desenvolvimento do cérebro do bebê durante o primeiro trimestre da gravidez.

O obstetra Maurício Sobral também aponta que as propriedades antioxidantes ajudam na prevenção de abortos. Porém, é importante lembrar que a couve deve ser ingerida ou no almoço ou no jantar, porque não pode ser consumida junto com alimentos feitos com leite, que dificultam absorção do ferro presente no vegetal. “A porção ideal diária são 100 gramas, que podem ser dividas nas duas refeições”, ensina a nutricionista.

6 – Banana – A partir do quinto do mês, é comum que as grávidas sintam mais câimbra. É por isso que a banana está na lista dos alimentos essenciais que devem ser consumidos na gestação. Ela tem potássio e magnésio, que evitam as temidas dores e dão ânimo para contrabalançar o cansaço comum nesta fase. E tem mais! Uma unidade por dia pode garantir uma dose extra de tranquilidade para as mamães. “A fruta tem triptofano, um aminoácido que ajuda da formação da serotonina, hormônio que proporciona bem-estar”, orienta a nutricionista.

Fonte: Pais&Filhos


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Grávidas que ainda não colocaram a carteira de vacinas em dia devem prestar atenção nas recomendações dos especialistas. Além de ser fundamental para elas, a imunização também é importante para o bebê

Não podem faltar – Segundo Cecilia Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), estas são as obrigatórias – influenza, hepatite B, tríplice bacteriana e covid-19. Conheça alguns detalhes sobre elas:

Influenza (gripe): durante a campanha nacional que ocorre anualmente, em geral, em abril, ela tem grande visibilidade. “Mas é importante saber que essa vacina está disponível para gestantes e puérperas nas UBSs durante o ano todo”, alerta Cecilia Roteli Martins.

Hepatite B: a imunização completa depende de três doses. Por isso, o médico checa na carteira de vacinação. “Se tomou as três, assunto encerrado. Se recebeu duas doses e ainda está no prazo de seis meses da última, toma a terceira. Se essas duas doses foram aplicadas há mais tempo, zera tudo e faz três doses. É possível, inclusive, completar o esquema vacinal, após o parto”, diz Alexandre Pupo Nogueira.

Tríplice bacteriana acelular: protege contra difteria, tétano e coqueluche. Para quem tem as três doses necessárias ou vacinação incompleta, faz-se uma dose de reforço a partir da 20ª semana, quando se tem a maior transferência de anticorpos para o feto, e até a 35ª semana – porque se bebê for prematuro, a transferência não acontece (se a gestante deixa para tomar após esse período). “Essa imunização é importante para proteger mãe e bebê. Até o terceiro mês do nascimento, a criança não tem o esquema vacinal completo para coqueluche, uma doença com alta taxa de mortalidade para recém-nascidos”, diz Cecilia Roteli Martins.

Covid-19: ainda não há dados muito bem definidos para uso em gestantes, mas, diante da situação de pandemia, foi liberada para uso emergencial nesse público. “Ter covid é um risco pior do qualquer evento adverso da vacba que possa ocorrer”, afirma a presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo. Para grávidas e puérperas, os imunizantes recomendados são CoronaVac e Pfizer. Isso porque ambas são produzidas com tecnologia que não utiliza vírus atenuados (que podem passar pela placenta e causar danos ao feto).

Portal: revista Crescer


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A insulina é um hormônio vital produzido pelas células beta pancreáticas. O diabetes tipo 1 é causado pela destruição dessas células, o que resulta em pacientes tendo que repor a insulina perdida com múltiplas injeções diárias.

A secreção de insulina pode ser restaurada em pacientes diabéticos através do transplante de células beta isoladas do pâncreas de um doador de órgãos em morte cerebral. No entanto, este tratamento não foi amplamente introduzido, uma vez que são necessárias células de pelo menos dois doadores para curar um diabético.

Por muito tempo, tentativas foram feitas para produzir células beta funcionais a partir de células-tronco, o que poderia tornar esse tratamento cada vez mais comum. No entanto, as células beta produzidas a partir de células-tronco até agora eram imaturas, com secreção de insulina mal regulada. Isso pode ser uma explicação parcial para o fato de que nenhum avanço foi alcançado nos ensaios clínicos baseados em células imaturas em andamento nos Estados Unidos.

Um grupo de pesquisa liderado pelo professor Timo Otonkoski, da Universidade de Helsinque, realizou esforços pioneiros para otimizar a funcionalidade das células pancreáticas produzidas a partir de células-tronco.

Em um extenso artigo recentemente publicado, o grupo demonstrou, pela primeira vez, que as células-tronco podem formar células que imitam de perto as ilhotas pancreáticas normais, em termos de estrutura e função.

O artigo foi publicado na revista Nature Biotechnology e foi financiado principalmente pelo Centro de Excelência MetaStem da Academia da Finlândia.

“Em nosso estudo, a secreção de insulina foi regulada como de costume nas células, e as células responderam às mudanças no nível de glicose ainda melhor do que as ilhotas pancreáticas isoladas de doadores de órgãos que foram usados ​​como controles”, diz Väinö Lithovius, membro da pesquisa. grupo.

A pesquisa mais abrangente sobre a função das células beta

Os pesquisadores demonstraram a função das células beta derivadas de células-tronco tanto em culturas de células quanto em estudos com camundongos. Neste último, os pesquisadores demonstraram que as células beta derivadas de células-tronco transplantadas em camundongos começaram a gerenciar efetivamente o metabolismo da glicose dos camundongos.

“Os níveis de glicose no sangue são mais altos em camundongos do que em humanos, cerca de 8 a 10 milimolares. Após o transplante de células, o nível diminuiu para o observado em humanos, cerca de 4 a 5 milimolares. O transplante derivado foi capaz de regular os níveis de glicose no sangue em camundongos”, diz a pesquisadora Jonna Saarimäki-Vire, responsável pelo transplante de células.

O levantamento da função das células beta agora publicado é o mais abrangente no campo: além da secreção de insulina, os pesquisadores investigaram a funcionalidade dos sistemas que regulam a secreção de insulina, incluindo o metabolismo e os canais iônicos, também conectando os achados à expressão gênica que ocorre durante o desenvolvimento.

“Nosso estudo ajudará a melhorar ainda mais a produção de ilhotas de células-tronco, o que tornará mais fácil utilizá-las na modelagem de doenças e terapias celulares”, diz Timo Otonkoski.

“Acredito que a comunidade acadêmica internacional valoriza nossos esforços para validar as ilhotas de células-tronco como ferramentas para pesquisa em diabetes e terapias celulares”, diz o professor Anders Tengholm, da Universidade de Uppsala, que contribuiu para o estudo.


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Amamentar deitada dá infecção de ouvido no bebê? Posso consumir café e chocolate? É normal um seio produzir mais leite do que o outro? Veja as respostas!

1. Amamentar deitada pode dar infecção de ouvido no bebê?

Não. Isso é mito porque a mama segue o formato da boca da criança e durante esse momento acaba ocluindo a comunicação com o ouvido. Também não temos uma restrição de tempo: o bebê pode ser amamentado nessa posição assim que nascer. O único cuidado de dar o peito deitada que é alguém deve estar próximo porque, muitas vezes, a mãe faz isso à noite, quando está cansada, e pode acabar adormecendo e caindo em cima do filho. Mas é importante não confundir: o que pode causar otite é o pequeno mamar mamadeira deitado.

2. As mulheres que estão amamentando podem consumir café e chocolate?

Sim, mas em pequena quantidade. Duas xícaras pequenas de café por dia não tem problema. Já o chocolate, nós recomendamos até 25 gramas diariamente. Vale lembrar que a cólica está mais relacionada com o desenvolvimento intestinal do bebê – que começa a partir dos 15 dias e finaliza por volta dos três meses – do que com a alimentação da mãe. Mas se achar que alguma comida está interferindo, ela deve fazer um teste comendo de 3 a 4 dias o alimento e observar a reação do filho; depois, ficando de 3 a 4 dias sem ele e analisar como a criança fica. Só assim ela vai perceber se alguma coisa específica está afetando a amamentação. A lactante pode comer de tudo com moderação, mas a única coisa que deve evitar são os refrigerantes e sucos ácidos – como o de limão -, porque eles mudam o pH do sangue e podem alterar o leite, deixando os pequenos desconfortáveis.

3. É normal sentir dor no bico do seio quando o bebê começa a mamar?

Não. A mãe só vai sentir dor se a pega estiver errada. Ainda na maternidade, os especialistas devem avaliar essa questão para fazer os ajustes necessários. Às vezes, no comecinho do aleitamento, a mulher pode ter sensibilidade, mas não dor. Também é importante lembrar que o bebê tem que abocanhar uma porção grande da aréola e não somente no bico, pois é justamente na região aerolar que fica o depósito de leite. Além disso, depois da mamada, o mamilo tem que sair redondinho e não amassado.

4. É normal a produção de leite diminuir mesmo quando o bebê está mamando normalmente?

Não. O que acontece que é por volta do terceiro dia após o parto desce uma grande quantidade de leite, até mais do que a criança está acostumada a mamar. Então, nesse primeiro momento, a mama fica muito cheia e pode até empedrar. A partir do quinto dia, isso começa a entrar em equilíbrio e as mulheres tendem a achar que têm pouco leite, mas na verdade elas produzem a quantidade ideal para os seus filhos. O leite muda ao longo do dia – pela manhã, por exemplo, as mulheres liberam 6 vezes mais hormônios de produção -, mas quanto mais a criança mama, mais ele é fabricado. Por isso a gente ressalta a importância da livre demanda.

5. É normal um seio produzir mais leite do que o outro mesmo quando a mãe oferece as duas mamas igualmente?

Sim. Em grande parte das mulheres, a saída do leite é maior em um dos peitos e o bebê é esperto: ele dá preferência para aquele em que o fluxo é maior. Então é essencial sempre oferecer as duas mamas comece por aquela que tem menos leite, dê uma insistida, para só depois dar a que está mais cheia.

6. Por quanto tempo preciso deixar o bebê arrotar após a amamentação?

Depois que ele mamar, o ideal é colocá-lo na posição vertical para arrotar por 15 minutos.

7. Meu filho resmunga ao mamar. Como saber se ele está sinalizando algum problema?

O que acontece é que quando o bebê mama, ele estimula o intestino e pode ficar um pouco incomodado. No primeiro mês de vida, a criança ingere o leite materno em um período mais longo – pode levar de 30 a 45 minutos em apenas um seio. Quando essa fase passa, ele aprende a mamar um volume maior em menos tempo. Às vezes, o fato dele resmungar pode ser que esteja sinalizando que está na hora de trocá-lo de peito. Isso não significa que você não tem leite, mas vale observar se não é uma crise de cólica ou se ele quer arrotar porque engoliu ar.

Fonte: Portal bebe.com.br