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Iniciativa, da OMS e o Unicef, simboliza luta pelo incentivo à prática

Considerado o alimento mais completo para os bebês, o leite materno sacia a fome, contribui para a melhora nutricional, reduz a chance de obesidade, hipertensão e diabetes, diminui os riscos de infecções e alergias, além de provocar um efeito positivo na inteligência e no vínculo entre mãe e bebê.

O leite materno é repleto de anticorpos, fundamentais para a saúde e a resistência do bebê a doenças, por isso é fundamental que a criança o receba como única fonte de alimento até os seis meses. Especialistas, no entanto, sugerem que ele deve continuar até os dois anos ou mais, ou seja, não há limite de idade para a amamentação.

A importância da amamentação para o pleno desenvolvimento das crianças é tema da campanha Agosto Dourado, criada em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O Agosto Dourado simboliza a luta pelo incentivo à amamentação – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. De acordo com a OMS e o Unicef, cerca de 6 milhões de vidas são salvas anualmente por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

O Ministério da Saúde mantém este mês a campanha “Todos pela amamentação. É proteção para a vida inteira”. O evento ocorre anualmente em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros, no entanto, segundo a OMS, apenas 39% dos bebês brasileiros são amamentados com exclusividade até os cinco meses de vida.

Mesmo com a introdução da alimentação complementar após o sexto mês, a amamentação e o leite materno continuam a ter vantagens para a criança e para a família, diz o pediatra Roberto Mário Issler, membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP e professor de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

“Para muitas crianças, é uma importante e significativa fonte de nutrientes, especialmente na falta de outros alimentos para serem ofertados; tem ainda efeitos protetores contra infecções mais comuns, como a diarreia e a infecção respiratória, além de minimizar o risco de alergias e obesidade. É muito mais prático e tem menor custo, além de promover o contato mais íntimo entre mãe e filho”.

Para a criança, o aleitamento materno promove menor prevalência de doenças infecciosas como otite, pneumonia, gastroenterite. Os efeitos a médio e longo prazo para a saúde da criança amamentada são a menor prevalência de obesidade, dislipidemias, doenças alérgicas.

“É um alimento específico, com todos os nutrientes, proteínas, fatores de proteção imunológica, gordura e micronutrientes. Pesquisas mais recentes têm mostrado que existe quase uma unicidade entre o leite da mãe e a criança, ou seja, trata-se de uma secreção quase que personalizada individualmente em seus componentes. A mulher que amamenta tem menor prevalência de câncer de mama e de ovário. Oferece uma série de estímulos sensoriais pelo contato entre mãe e filho, com efeitos na formação de vínculos afetivos entre os dois”, reforça o pediatra.

Entre tantos profissionais que atuam na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, os pediatras têm papel fundamental pela sua atuação diretamente com a dupla mãe-criança.

A SBP, com a participação ativa do Departamento Científico de Aleitamento Materno, tem buscado proporcionar aos pediatras informações atualizadas para qualificar o atendimento às mães, seus filhos e suas famílias. “Essa atuação ocorre em diversos momentos: na consulta pediátrica de pré-natal, no atendimento em sala de parto, proporcionando o contato pele a pele na primeira hora pós-parto – quando a mãe e a criança apresentam condições satisfatórias para isso –  depois, no acompanhamento no alojamento conjunto e, após a alta da maternidade, nas consultas de puericultura nos primeiros anos de vida”, afirma Issler.

Fonte: portal www.agenciabrasil.com.br


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O problema assusta os pais, mas é normal. Saiba o que você pode fazer quando isso acontece

O que é o terror noturno?

É uma atividade anormal do sono. Ele faz parte de uma categoria de manifestações noturnas conhecida por parassonia, onde também se enquadram falar e andar dormindo. O terror noturno é bastante frequente em crianças, principalmente entre os 2 e os 5 anos de idade. Na fase pré-escolar, ele chega a atingir metade da população infantil, segundo estatísticas internacionais.

O que acontece com a criança na hora da crise?

Depende da idade. Os bebês de colo simplesmente acordam chorando no meio da madrugada. Já as crianças mais velhas também costumam gritar ou emitir sons sem nexo. Muitas vezes, os pais se deparam com o filho sentado na cama e de olhos abertos. E o que assusta é que a criança não reconhece ninguém e não para de chorar ou gritar. Sim, os pais ficam muito assustados, mas apesar de causar espanto, o terror noturno é uma manifestação benigna, ou seja, não representa risco para a saúde ou o desenvolvimento da criança. O estado de transe dura até 15 minutos e depois a criança retoma o sono normal.

Qual é a diferença entre terror noturno e pesadelo?

Os sonhos acontecem durante o chamado sono R.E.M., ou rapid eye movement (movimento rápido dos olhos), que se dá no fim da madrugada. Já o terror noturno ocorre na primeira metade da noite, quando a pessoa ainda não atingiu o sono R.E.M. Muitas crianças acordam depois de um pesadelo. No caso do terror noturno, a criança dificilmente acorda por conta própria. Além disso, as pessoas se lembram dos sonhos ou pesadelos que tiveram, enquanto os que apresentam terror noturno nunca fazem ideia do que se passou durante a noite.

O que explica o terror noturno?

A hipótese mais aceita é a de que o terror noturno tem a ver com o desenvolvimento do sistema nervoso central. É como se o cérebro ainda não estivesse suficientemente maduro para realizar a transição entre o sono e o despertar. Por isso, a criança fica em um “limbo” entre o dormir e o acordar. Em geral, pais que falam à noite ou são sonâmbulos têm filhos com terror noturno.

Como se comportar diante desse tipo de manifestação?

A primeira orientação é jamais tentar acordar a criança. Isso só vai fazer com que os eventos se tornem mais frequentes e prolongados. O ideal é não intervir e deixar que o momento de transe passe naturalmente e o pequeno volte a dormir. Só é preciso cuidado com as crianças que também caminham adormecidas. Nesse caso, não deve haver obstáculos ou objetos pontiagudos no quarto. O acesso a escadas e janelas também deve ser obstruído. Basicamente, a ordem é tomar medidas para evitar acidentes.

O terror noturno acontece com que frequência?

Varia bastante. Uma criança pode ter dois eventos em uma semana e ficar um mês sem manifestar o problema. Outra pode ter episódio a cada dez dias. Não dá para precisar.

Existem situações que favorecem as crises?

É muito importante manter uma rotina adequada de sono para crianças com terror noturno. Isso significa dormir cedo e no horário e reduzir a agitação antes do sono. Quando a criança chega agitada de passeios e festas, o risco de apresentar eventos de terror noturno aumenta.

Problemas emocionais podem precipitar o terror noturno?

Sim, mas não é a regra. Diante de crises familiares, escola nova, chegada de um irmãozinho ou outras mudanças importantes em sua vida, as crianças têm mais chances de sonhar do que de apresentar terror noturno.

Há casos considerados graves?

Sim, porém são bastante raros. Existem crianças que tem dois ou três episódios por noite e passam a apresentar sintomas de privação de sono. Durante o dia, elas têm febre, sonolência e irritação. Também ficam mais vulneráveis a doenças. Nesse caso, é preciso procurar ajuda.

Existe cura para o terror noturno?

Não existe um tratamento específico, mas o terror noturno normalmente cessa quando a criança atinge a adolescência. Às vezes, o problema desaparece antes.

Fonte: Portal Bebê.com.br


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As células tronco estão presentes naturalmente no organismo e são necessárias para a produção de novas células e regeneração dos tecidos. Além disso, podem ser utilizadas para tratar diversas doenças, sendo as principais:

  • Doença de Hodgkin, Mielofibrose ou alguns tipos de Leucemia;
  • Beta talassemia;
  • Anemia falciforme;
  • Doença de Krabbe, Doença de Günther ou Doença de Gaucher, que são doenças relacionadas com o metabolismo;
  • Imunodeficiências como a Doença Granulomatosa Crônica;
  • Deficiências relacionadas com a medula como alguns tipos de anemia, neutropenia ou síndrome de Evans;

Além disso, algumas pesquisas indicam que as células-tronco apresentam potencial para serem utilizadas no tratamento de doenças que ainda não tem cura ou tratamentos eficazes, como Alzheimer, Parkinson, Paralisia Cerebral, AIDS, Artrite Reumatoide e Diabetes tipo 1.

Fonte: Portal Tua Saúde


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Se você está esperando por um bebê, cuidar da saúde é ainda mais importante. Fizemos uma lista com todos os exames que você precisa fazer durante a gravidez. Confira!

Você descobriu que está grávida, se surpreendeu, contou a notícia para toda a família e, claro, comemorou muito. Mas junto com todas as emoções, chegam também as dúvidas: “Será que o meu bebê está bem? O que eu devo fazer agora?”. Procurar um obstetra para o acompanhamento gestacional correto é o primeiro passo. Ele será o responsável por identificar qualquer possível complicação e te ajudar com tudo o que vai acontecer dentro da sua barriga até o momento do parto.

Para esclarecer as dúvidas e te ajudar nesse período, a ginecologista e obstetra Silvia Herrera, coordenadora de medicina fetal do SalomãoZoppi Diagnósticos, fez uma lista com os 17 principais testes para serem feitos durante as diferentes fases da gravidez. Vem ver:

Logo na primeira bateria de exames, feita durante o primeiro trimestre de gestação, é preciso fazer a tipagem de sangue ABO e Rh, hemograma, detecção de doenças como diabetes, sífilis, toxoplasmose, rubéola, hepatite, HIV 1 e 2, cultura de urina e exame de fezes.

Pouco tempo depois, será feita a avaliação obstétrica inicial transvaginal, que verifica se o embrião está bem implantado no útero, o número de fetos e placentas (vai que chega mais de um bebê por aí!) e o tamanho do embrião, que é a melhor forma de constatar a idade dele. É neste exame que você verá pela primeira vez o coraçãozinho do feto. A partir da 8ª semana, pode ser feita a sexagem fetal, que permite descobrir o sexo do bebê bem antes do nascimento.

A partir da 9ª semana:

  • NIPT (DNA Fetal no Sangue Materno): funciona como a forma mais sensível de rastreamento de síndromes cromossômicas. É um dos exames mais recentes e inovadores que não traz risco para o feto e por meio do sangue consegue detectar 99% dos casos de síndrome de Down.

Entre a 10ª e a 14ª semana:

  • Fração livre BHCG: se realizado junto com o morfológico, esse exame é o mais comum para detectar a síndrome de down, tendo taxa de detecção de 96%;
  • PAPP-A e PLGF: a pré-eclâmpsia é uma das principais responsáveis por morte materna, prematuridade e baixo peso ao nascer. Para evitar possíveis complicações, o morfológico do primeiro trimestre é associado o doppler de artérias uterinas, a medida da pressão arterial materna e os marcadores bioquímicos sanguíneos (PAPP-A e PLGF).

Entre a 11ª e a 14ª semana:

  • Morfológico do primeiro trimestre: rastreia síndromes genéticas com taxas de detecção de 90% dos casos de síndrome de Down, além de outras malformações. Nessa fase, você já poderá ver algumas partes do corpo do bebê, como mãos, pés e boca;
  • Avaliação do colo uterino via transvaginal: esse exame avalia os riscos de parto prematuro pela medida do colo uterino;
  • Biópsia de vilo corial: é um procedimento ambulatorial feito por meio de agulha guiada por ultrassom, onde são retirados fragmentos placentários para avaliação da composição genética do bebê. Indicado em caso de alto risco para síndromes genéticas ou malformações estruturais.

 

A partir da 16ª semana:

  • Amniocentese: é a coleta de líquido amniótico por meio de agulha guiada por ultrassom para avaliação do cariótipo ou infecções fetais. Também pode ser utilizado para confirmação diagnóstica no caso de NIPT alterado.

 

Entre a 18ª e a 24ª semana:

  • – Morfológico do segundo trimestre: detecta as deficiências estruturais e marcadores de cromossomopatias no feto, que consegue diagnosticar 85% das malformações fetais. O exame serve para avaliar detalhes da formação do cérebro, coração, tórax, órgãos abdominais, membros, genitália, coluna, pés e mãos;
  • Doppler colorido das artérias uterinas: faz o rastreio das pacientes de maior risco para desenvolvimento de pré-eclâmpsia ou de fetos muito pequenos no decorrer da gestação;
  • Avaliação do colo uterino via transvaginal: é a época mais indicada para rastreamento de risco do parto prematuro, por meio da medida do colo uterino. Se diagnosticado um colo curto, as formas de prevenção precisam ser imediatamente implantadas.

 

A partir da 20ª semana:

  • Ecocardiograma fetal: faz o diagnóstico precoce de malformação cardíaca que pode ser essencial para um planejamento do partoe acompanhamento da equipe de cardiologia pediátrica.

 

Entre a 26ª e a 30ª semana:

  • Obstétrico 3D/4D: são geradas imagens do feto em três ou quatro dimensões e em tempo real. É a maneira mais real de conhecer o rostinho do bebê!

 

A partir da 28ª semana:

  • Perfil biofísico fetal: avalia a vitalidade do feto. Reflete seu estado de bem-estar durante o teste;
  • Cardiotocografia (CTG): é um método de avaliação do bem-estar fetal, que registra graficamente a frequência cardíaca do bebê e das contrações uterinas.

Entre a 35ª e a 37ª semanas:

  • Swab perianal e vaginal para pesquisa de estreptococo B: esta bactéria comum habita o trato gastrointestinal e a flora vaginal de até 30% das gestantes e costuma ser inofensiva em grande parte dos casos. Ela só é agressiva para recém-nascidos no momento do parto (principalmente para os prematuros), por isso, a realização do exame é importante.

 Em qualquer fase da gravidez

  • Ultrassonografia obstétrica: o objetivo é avaliar a evolução do feto, detectando as alterações no desenvolvimento, como macrossomia fetal e restrição de crescimento, além de modificações no líquido amniótico;
  • Doppler colorido: avalia o risco da pré-eclâmpsia maternal e a vitalidade crônica do bebê.

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Pesquisadores da Johns Hopkins University descobriram que a remoção de uma membrana que reveste a parte de trás do olho pode melhorar a taxa de sucesso do transplante de células-tronco para a regeneração de células nervosas danificadas por doenças que causam cegueira. As descobertas têm como objetivo desenvolver novas maneiras de reverter a perda de visão causada pelo glaucoma e outras doenças que afetam o nervo óptico

O nervo óptico é uma estrutura essencial para que possamos enxergar. Sua função é conectar os olhos ao cérebro, funcionando como uma um “fio condutor”. Por meio desse nervo, as informações visuais captadas no olho são enviadas a áreas do cérebro responsáveis por processá-las e traduzi-las, formando as imagens que enxergamos. As chamadas células ganglionares da retina (CGRs) são as responsáveis por transmitir os sinais vindos das células coletoras de luz, ou fotorreceptores, localizadas na retina, para o cérebro. As CGRs projetam longos braços, ou axônios, que se agrupam com outras projeções de células semelhantes, formando o nervo óptico.

Algumas doenças podem atingir o nervo óptico, ameaçando seriamente a visão do indivíduo. Essas doenças podem ocorrer de forma isolada ou fazer parte de um quadro neurológico ou sistêmico e dentre elas estão o papiledema, decorrente de hipertensão intracraniana, e a neurite óptica, geralmente resultado de processos inflamatórios. Mas uma das principais doenças que afetam o nervo óptico é o glaucoma. O glaucoma é uma doença causada principalmente pela elevação da pressão intraocular, que provoca lesões no nervo óptico e, consequentemente, pode levar à cegueira. Essa doença, que é uma das principais causas de perda de visão no mundo.

Quando o olho é submetido a alta pressão, como ocorre no glaucoma, as células ganglionares da retina são danificadas e acabam morrendo. Em outras condições, como em casos de inflamação, bloqueio de vasos sanguíneos ou tumores, essas células também podem morrer, e esse processo é irreversível – uma vez mortas, as CGRs não se regeneram.

Pesquisadores do Wilmer Eye Institute, na Faculdade de Medicina da Johns Hopkins University, nos EUA, estão em busca de maneiras de regenerar o nervo óptico danificado por meio da integração de novas células ganglionares ao tecido da retina. A equipe do Dr. Thomas Johnson, professor associado ao instituto, cultivou retinas de camundongos em placas no laboratório e monitorou o que acontecia após adicionar CGRs humanas, derivadas de células-tronco embrionárias humanas, à superfície das retinas de camundongos. Os pesquisadores descobriram que a maioria das células humanas transplantadas eram incapazes de se integrar ao tecido da retina, que contém várias camadas de células. Ao invés de se dispersarem umas das outras como em uma retina natural, as células transplantadas se aglomeraram.

No entanto, os pesquisadores descobriram que um pequeno número de CGRs transplantadas foi capaz de se estabelecer uniformemente em certas áreas da retina do camundongo. Analisando mais de perto, eles observaram que as áreas onde as células transplantadas se integraram correspondiam aos locais onde precisaram fazer incisões nas retinas dos camundongos para que ficassem planas na placa de cultura. Nestes pontos de incisão, algumas das células transplantadas foram capazes de se infiltrar na retina e se integrar no local adequado dentro do tecido.

Com este resultado, a equipe inferiu que havia algum tipo de barreira à penetração das células, que acabou sendo quebrada pelas incisões. Então, começaram a pensar em maneiras de remover esta barreira. De fato, a barreira existe e é uma estrutura anatômica bem conhecida da retina, chamada de membrana limitante interna. É um tecido conjuntivo translúcido criado pelas células da retina para separar o fluido contido no olho da retina em si.

Depois de usar uma enzima para soltar as fibras conjuntivas da membrana limitante interna, os pesquisadores removeram a membrana e aplicaram as células humanas transplantadas nas retinas. Eles descobriram que a maioria das CGRs transplantadas proliferou em um padrão mais normal, integrando-se melhor ao tecido. As células transplantadas também mostraram sinais de estabelecer novas conexões nervosas com o resto da estrutura retiniana, quando comparadas com retinas que tinham membranas intactas.

O prof. Dr. Johnson afirmou que as descobertas sugerem que alterar a membrana limitante interna pode ser uma etapa necessária para alcançar o objetivo de regenerar novas células em retinas danificadas. Os pesquisadores planejam continuar investigando o desenvolvimento de células ganglionares da retina transplantadas para determinar os fatores de que elas precisam para funcionar, uma vez integradas na retina.

Referências – Zhang, K.Y. et al. Role of the internal limiting membrane in structural engraftment and topographic spacing of transplanted human stem cell-derived retinal ganglion cells. Stem Cell Reports 16 (2021) 149–167.


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De fácil obtenção, a polpa do dente de leite possui uma grande concentração de células-tronco jovens e proliferativas, que possuem a capacidade de se transformarem em várias outras células. Essa biotecnologia é mais uma esperança no tratamento de diversos tipos de doenças.

 Como retirar células-tronco do dente de leite?

A obtenção da polpa do dente de leite é um processo não invasivo e que pode ser feita durante o período de troca dos dentes da criança, entre os 5 e 12 anos. Essas células-tronco são células jovens e de excelente qualidade e quantidade, portanto, ótimas para um futuro tratamento de doenças degenerativas.

No entanto, não é indicado aproveitar as células-tronco de um dente de leite que já caiu. Quando o dentinho cai, ele entra em contato com bactérias e deixa de receber sangue, o que pode causar a morte das células. Por determinação do Conselho Federal de Odontologia e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o dente deve ser extraído por um dentista credenciado a um Centro de Tecnologia Celular.

Para coleta das células-tronco, os pais devem procurar o dentista assim que o dente começar a amolecer. O profissional irá fazer a consulta para identificar qual o melhor dentinho a ser extraído, que deve conter ainda um terço da raiz. Um único dente de leite, já é suficiente para armazenar a quantidade necessária de células-tronco, com qualidade.

No laboratório, as células-tronco serão extraídas da polpa e multiplicadas, além de passarem por diversos testes que comprovem sua aplicabilidade, quando e se necessário. O material, então, será armazenado em tanques de nitrogênio líquido a -196 ºC.

Fonte: Portal Profissão Biotec


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Chamado de “Golden hour”, o contato entre mãe e filho na primeira hora de nascimento do bebê traz benefícios para amamentação e reduz risco de infecções

Se antes o bebê nascia e o médico já o levava para longe da mãe para avaliar, pesar e fazer outros procedimentos necessários, atualmente, os profissionais que atuam no parto, são treinados para tornar essa primeira hora a de maior contato e menor intervenção externa entre mãe e filho.

Conhecida como hora dourada, golden hour ou hora mágica, o contato com a mãe na primeira hora de vida do bebê, tem sido uma prática defendida pela Organização Mundial da Saúde. De acordo com especialistas, o contato é importante para facilitar a amamentação, diminuir a mortalidade e garantir muitos benefícios para mãe e bebê.

Contato pele a pele entre a mãe e o bebê deve ser estimulado

A coordenadora da Utin do Vitória Apart Hospital, a médica pediatra Geisa Barros, informa que estudos já confirmam que esses primeiros 60 minutos têm grande importância para o crescimento e o desenvolvimento físico e mental dos bebês. “É logo ao nascer que o bebê está alerta e com os estímulos de sucção aguçados, criando o momento perfeito para que ele conheça a mãe e crie o primeiro vínculo com ela, facilitando a amamentação”, afirma.

Segundo a especialista, o contato faz com que o bebê tenha uma estabilização mais rápida de parâmetros, como frequência cardíaca e glicemia. “Depois do parto, o ideal é colocar o bebê imediatamente na altura do tórax, numa posição de abraço, de acolhimento, em contato direto pele com pele”, explica a médica.

Veja alguns dos benefícios para os recém-nascidos: 

– os bebês são mais saudáveis;

– têm menos risco de infecções;

– maiores chances de serem amamentados exclusivamente durante os seis primeiros meses de vida.

Veja 5 benefícios da “golden hour” na amamentação

1- O primeiro contato imediato com o seio da mãe é precioso para acalmar o bebê e torná-lo mais ativo e conectado para as primeiras mamadas.

2- Não necessariamente ele conseguirá mamar de fato, mas só a proximidade, a busca e as tentativas de sugar já desencadeiam a liberação de prolactina, que promove a produção do leite para a mamada seguinte.

3- Normalmente, os recém-nascidos dormem por algumas horas após a primeira hora de vida. Assim, quando ele não tem esse tempo para se acalmar e depois sugar, favorecendo a produção de leite e a contração uterina, várias preciosas horas são perdidas. Ou seja, a golden hour evita o combo criança “sonolenta” e prolactina baixa.

4- Ao amamentar na primeira hora de vida, a mulher libera ocitocina, hormônio que ajuda na contração uterina, evitando a perigosa hemorragia pós-parto. A ocitocina também está ligada à redução do estresse e facilita a maternagem. Também conhecido como o hormônio do amor.

5- A prática da golden hour também facilita a conduta médica de demorar um pouco para clampear o cordão umbilical, entre um e três minutos. Esse tempo é importante para reduzir o risco de anemia do bebê, que costuma ocorrer a partir do terceiro mês de vida.

Fonte: Jornal Folha Vitória


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Uma equipe de cientistas da Escola de Medicina Keck da USC criou o que pode ser um elemento chave para a montagem de um rim sintético. Em um novo estudo na Nature Communications, Zhongwei Li e seus colegas descrevem como podem gerar estruturas renais rudimentares, conhecidas como organoides, que se assemelham ao sistema de dutos coletores que ajuda a manter o equilíbrio dos fluidos e do pH do corpo ao concentrar e transportar a urina.

“Nosso progresso na criação de novos tipos de organóides renais fornece ferramentas poderosas não apenas para a compreensão do desenvolvimento e da doença, mas também para encontrar novos tratamentos e abordagens regenerativas para os pacientes”, disse Li, o autor correspondente do estudo e professor assistente de medicina biologia celular e medicina regenerativa.

Criação dos blocos de construção

Os primeiros autores do estudo, o estudante de doutorado Zipeng Zeng e o pós-doutorando Biao Huang, e a equipe começaram com uma população conhecida como células progenitoras do broto ureteral, ou UPCs, que desempenham um papel importante no desenvolvimento inicial dos rins. Usando primeiro UPCs de camundongo e depois humanos, os cientistas foram capazes de desenvolver coquetéis de moléculas que estimulam as células a formarem organoides semelhantes a botões uréticos – os tubos ramificados que eventualmente dão origem ao sistema de dutos coletores. Os cientistas também conseguiram encontrar um coquetel diferente para induzir as células-tronco humanas a se desenvolverem em organoides de botões ureterais.

Um coquetel molecular adicional empurrou os organóides uretéricos – cultivados a partir de UPCs de camundongos ou células-tronco humanas – para se desenvolver de forma confiável em organóides de dutos coletores ainda mais maduros e complexos.

Os organóides uretéricos humanos e de camundongo também podem ser geneticamente modificados para abrigar mutações que causam doenças em pacientes, fornecendo melhores modelos para a compreensão de problemas renais, bem como para a triagem de potenciais drogas terapêuticas. Como exemplo, os cientistas eliminaram um gene para criar um modelo organoide de anomalias congênitas do rim e do trato urinário, conhecido como CAKUT.

Além de servir como modelo de doença, os organóides do botão ureteral também podem ser um ingrediente essencial na receita de um rim sintético. Para explorar essa possibilidade, os cientistas combinaram organóides de botão ureteral de camundongo com uma segunda população de células de camundongo: as células progenitoras que formam néfrons, que são as unidades de filtragem do rim. Depois de inserir a ponta de um broto ureteral crescido em laboratório em um aglomerado de NPCs, a equipe observou o crescimento de uma extensa rede de tubos ramificados que lembra um sistema de duto coletor, fundido com néfrons rudimentares.

“Nosso rim de camundongo projetado estabeleceu uma conexão entre o néfron e o duto coletor – um marco essencial para a construção de um órgão funcional no futuro”, disse Li.

Fonte da história:

Materiais fornecidos pela Keck School Of Medicine da USC. Original escrito por Cristy Lytal. Nota: o conteúdo pode ser editado quanto ao estilo e comprimento.


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Camisolas adequadas à amamentação, roupão ou cinta pós-parto são alguns dos itens essenciais que a mala da mamãe para o hospital deve conter, para que na hora do grande momento não falte nada.

O momento da chegada do bebê é muito importante e ansiado por todas as mamães, e por isso para evitar estresse e nervosismo desnecessários é importante ter todas as coisas preparadas de forma a evitar imprevistos. É aconselhado ter as malas da mamãe e do bebê prontas a partir da 36 semana de gestação, uma vez que o trabalho de parto pode sempre iniciarem em qualquer altura após esse tempo.

O que levar para o hospital – É importante que seja levado para o hospital alguns itens do enxoval da mãe e do bebê para que possam ser usados no pós-parto. Assim, é recomendado que seja levado para o hospital:

  • 2 camisolas adequadas à amamentação, com abertura ao nível do peito;
  • 1 roupão ou robe;
  • 1 cinta pós-parto indicada pelo médico;
  • soutiensadequados para amamentação. A recomendação é que esses soutiens sejam comprados no último mês de gravidez, uma vez que o corpo da mulher muda bastante durante a gestação;
  • Creme hidratante e protetor para os mamilos;
  • Discos de amamentação ou absorventes para manter os mamilos secos;
  • 3 ou 4 calcinhas de costura alta, confortáveis para o pós-parto;
  • Meias se necessário;
  • Chinelos para banho e para o quarto;
  • 1 pacote de absorvente noturno para conter a grande quantidade de sangue perdida no pós-parto;
  • Alguns produtos de higiene pessoal, como toalhas, sabonetes, espelho, batom, escova e pasta de dentes, escova de cabelo, cotonetes, shampoo ou condicionador, por exemplo;
  • Roupa confortável, simples de vestir e folgada para a saída do hospital.

Além disso, alguns itens do enxoval do bebê também devem ser levados para o hospital, como:

  • Conjunto de roupinha para o bebê, como macacão, luva, touca ou meias;
  • Manta para enrolar o bebê;
  • 1 toalha macia e que tenha capuz, de preferência;
  • 2 pacotes de fraldas descartáveis;
  • 1 embalagem de lenço umedecido;
  • Fraldas de tecido para colocar no ombro quando pegar o bebê no colo;
  • 1 pente fino ou escova própria para bebês;
  • 1 shampoo neutro para bebês;
  • 1 sabonete líquido adequado ao recém-nascido;
  • 1 hidratante para bebês, preferencialmente hipoalergênico;
  • Creme para assaduras;
  • Roupinha completa para a saída da maternidade;
  • Bebê conforto para a saída do bebê e transporte no carro.

Para evitar esquecimentos, é recomendado fazer uma lista e colocar os itens em uma mala de tamanho médio e que seja fácil de transportar. É importante também que as duas malas sejam guardadas juntas e num local de fácil acesso, de preferência.

O que não pode faltar no enxoval do bebê

 1. Mobília

O mobiliário é uma das coisas importantes do enxoval do bebê, pois são importantes não só para promover o conforto do bebê mas também da mãe durante a amamentação. Para isso, é importante que no quarto exista o berço, local para trocar as fraldas, cadeirão ou sofá para amamentar, armário e mesinha de apoio.

  1. Produtos para Higiene

Os produtos para fazer a higiene do bebê são outro item muito importante da lista, sendo necessário: creme de assadura, caixa de cotonetes, escova ou pente, tesourinha, álcool, algodão, lenços umedecidos, sabonete neutro, shampoo, termômetro, banheira, toalha, fraldas descartáveis e de pano, bolsa média para carregar os produtos para as trocas do bebê fora de casa.

  1. Roupinhas

As roupinhas do bebê devem ser confortáveis e fáceis de trocar nas mudas de fralda, sendo recomendado: camisas de pagão, macacões com e sem manga, camisetas, cueiros, conjuntos com casaco, touca, meias e sapatinho, babador, mantas, cobertor, lençóis e fronhas, protetor de berço, travesseiro.

  1. Alimentação

Para a alimentação do bebê, existem alguns itens que são necessários como: mamadeira, chupeta, prato, talheres, copo com pega. Nos primeiros meses de vida esses itens não são utilizados, isso porque a única fonte de alimentação do bebê é a amamentação. No entanto, à medida que o bebê desenvolve-se o pediatra pode indicar o início do consumo de água e de alimentos, sendo esses itens necessários.

  1. Carrinho do bebê

Na hora de comprar o carrinho do bebê, é preciso ter em consideração o conforto, a resistência e a praticidade do carrinho. Existem alguns tipos de carrinhos que são muito práticos, pois vêm em conjunto com a cadeirinha do carro, sendo possível utilizar a mesma base nas duas situações. Além disso, também existem carrinhos que são adequados para diferentes idades, o que faz com que estejam adaptados para acompanhar o crescimento do bebê.

Antes de comprar o carrinho, deve sempre experimentar dar um passeio com ele na loja, de forma a garantir que é leve e fácil de manobrar e se possui todas as funcionalidades que precisa.

Fonte: Portal + Saúde


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Na casa da fisioterapeuta Emanuelle Bezerra, a alimentação é in natura. Alimentos ultraprocessados são raros e não são bem-vindos. A aposta desta mãe de duas crianças pequenas é na variedade, com cores e formas diferentes na hora da refeição.

E Emanuelle está no caminho certo. Comer mal na infância pode causar obesidade na vida adulta. É o que mostra um estudo do Núcleo de Pesquisa Epidemiológicas de Nutrição e Saúde (NUPENS) da Universidade de São Paulo (USP), em parceira com o Imperial College London, no Reino Unido.

A pesquisa comprova que as crianças que consomem mais alimentos ultraprocessados em comparação aquelas consumem menos tiveram uma curva de peso mais alta. Essa é a primeira pesquisa que acompanhou nove mil crianças por um longo período, dos sete aos 24 anos.

No caso das crianças britânicas, 60% das calorias da alimentação vem de alimentos ultraprocessados. É o que explica a nutricionista Daniela Neri, cientista do NUPENS da USP. E esses dados podem ser aplicados no Brasil. Daniela Neri explica que as informações podem ajudar a criar políticas públicas que promovam a alimentação saudável no país.

No Brasil, um estudo semelhante já está em curso desde janeiro e é feito virtualmente. A meta é acompanhar 200 mil pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais do Brasil. O objetivo é identificar características da alimentação brasileira que aumentem ou diminuam o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão. Para participar é preciso ter acima de 18 anos e acesso à internet. Mais informações no site nutrinetbrasil.fsp.usp.br.

E para ajudar as pessoas a se alimentarem de forma saudável, a Anvisa aprovou uma resolução de rotulagem nutricional de alimentos embalados que mostra o que cada alimento contém. A norma só começa a valer em 2022 e prevê a inclusão de um rótulo frontal com tudo que se está sendo consumido. É o que explica Lais Amaral, nutricionista e pesquisadora no programa de alimentação saudável e sustentável no Idec.

A dica da nutricionista é preferir sempre alimentos in natura ou minimamente processados. E é importante que a família tenha uma alimentação baseada em frutas, verduras, legumes, carnes, pescados e leite. Produtos como açúcar, óleo, corantes, pobres em fibras e vitaminas como doces, refrigerantes, iogurtes artificiais, sorvetes, pães e salsichas devem ser evitados.

Fonte: Rádio Agência Nacional