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Como estamos vivendo uma situação delicada e não podemos ainda estar fisicamente perto para dar muitos beijos e abraços apertados, daqueles que só avós são capazes de dar, a criatividade precisa entrar em cena para não deixar essa data passar em branco

O dia 26 de julho é mais do que especial: hoje comemoramos o Dia dos Avós! E dá para celebrar a data das mais diversas formas: relembrando uma receita, revendo fotos ou botando a conversa em dia. Como estamos vivendo uma situação delicada e não podemos estar fisicamente perto para dar muitos beijos e abraços apertados, daqueles que só avós são capazes de dar, a criatividade precisa entrar em cena para não deixar essa data passar em branco.

Mesmo com o avanço da vacinação em todo o país, é necessário ter cautela quanto aos encontros familiares. Mas, isso não impede de mandarmos uma mensagem para quem a gente mais ama e enviar (muito!) carinho nessa data tão especial.

“A grande prova de amor que as crianças podem dar para os avós nesse momento de quarentena é ficar longe fisicamente e perto emocionalmente”, defende Vanessa Abdo, doutora em psicologia e CEO do Mamis na Madrugada, mãe de Laura e Rafael. Não está sendo e não será um período fácil, mas a especialista enxerga também como uma oportunidade de crescimento familiar.

“Tanto é importante a presença dos jovens na vida dos velhos como é importante a presença dos velhos na vida dos jovens. Os idosos por trazerem memória, costumes e o que de mais especial, único e exclusivo tem naquela família. Por outro lado, as crianças trazem a renovação da esperança, são a continuação da vida”, comenta. Por isso, cultivar essa relação é fundamental e, sim, possível mesmo em período de isolamento social. A tecnologia se torna nossa principal aliada nessa hora.

Alô, tudo bem?

Embora os aparelhos eletrônicos muitas vezes possam afastar quem está perto, ainda são muito importantes para aproximar quem está longe. Você pode gravar um vídeo do seu filho com uma mensagem para os avós ou até mesmo fazer um call ao vivo, para que ambos vejam que o outro está bem e bater papo. “Para as crianças com aula online, uma coisa que eu tenho feito muito em casa é recomendar pedir ajuda para os avós: ‘Ah, por que você não liga para o seu avô? Tenho certeza que ele vai poder te ajudar’, exemplifica. Dessa forma, Vanessa acredita que a criança percebe de forma real o quanto a sabedoria está relacionada à idade.

Mesmo com a distância física, a pandemia está oferecendo uma chance de reconexão com o que realmente faz sentido para você e tem valor. A especialista explica que é comum os mais velhos reagirem com teimosia nesse período: “Eles têm mais resistência de ficar em casa, porque já viveram muitas histórias de superação e não acreditam que a ‘gripe’ irá pegá-los ou, pelo menos, não acreditam que depois de viver tanto seja isso que irá fazer um grande estrago”. Assim, ficam nesse conflito entre permanecer em casa sozinho e lidar com a própria frustração ou se arriscar em algo que nem acreditam ser tão real.

Novos aprendizados

Portanto, filhos (que hoje também são mães e pais) é a vez de trocar de papel e garantir que os idosos continuem cumprindo todas as medidas de segurança. E para tornar esse tempo menos complicado, aplique as dicas das ligações e chamadas de vídeo. A saudade vai bater, de ambos os lados, mas esses minutos diários vão dar um gás extra para continuar seguindo as recomendações de segurança. “Nós vivemos em uma época com muita valorização do novo e desqualificação do antigo. Esse momento que a gente vai enfrentar, de alguma forma, deixará claro o quanto é importante a presença dos velhos na nossa família”, acrescenta.

Muito além do carinho

A importância dos avós vai além do afeto. Quando a criança convive com os avós, pode ter algo que os pais não oferecem: a experiência de alguém que já passou por todas as fases da maternidade. Por terem mais disponibilidade e conhecimento, eles passam para as crianças muito mais experiências de vida do que os pais no dia a dia, e mantêm as lembranças da família ativas. “Com o tempo, as memórias de uma família vão se perdendo. Antigamente contava-se muito as informações familiares, e hoje essa é uma função dos avós. Eles fortalecem as histórias da família, contando sobre a infância dos pais da criança e como era no passado”, explica a neuropsicopedagoga Débora Corigliano, mãe de Bruno e Giovanna.

E mimar faz parte, sim! “Às vezes os pais são tão autoritários ou somente não têm tempo de dar carinho, que as crianças precisam desse colo dos avós”, defende Débora. Para a especialista, o papel dos avós é complementar de forma muito acolhedora e afetiva a função dos pais, apesar de não serem protagonistas na educação dos netos. “Alguns pais se queixam que os avós estragam os netos com seus mimos, pois a responsabilidade da educação é somente deles. Mas os avós acabam apenas complementando a educação, e essa dose de harmonia e comprometimento é importante também para o desenvolvimento emocional da criança”.

O avô ou avó bem equilibrado ajuda o pai e a mãe a ouvir e traduzir o que a criança quer dizer. Com bom senso e equilíbrio, essa fase e a relação avós/netos pode ser ótima. O vínculo é bem sucedido quando há um diálogo familiar. É preciso fazer alguns combinados para que exista uma mesma fala com a criança. O que não é permitido na casa dos pais também não deve ser permitido na casa dos avós”, explica Débora. E esse diálogo é ótimo para o seu filho — ele aprende o que é sim e o que não, a fazer a escolhas e ganha segurança.

E qual o papel dos pais nessa história toda? Fazer valer a presença dos avós no convívio familiar. “As crianças precisam de tempo com os avós e cabe aos pais promover eventos que juntem a família toda. Isso precisa ser resgatado o quanto antes”, defende Débora

Fonte: revista Pais & Filhos


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A startup In Situ Terapia Celular desenvolveu um biocurativo, com aparência de uma lente de contato, para o tratamento inteligente de feridas e queimaduras

A startup In Situ Terapia Celular, de Ribeirão Preto, desenvolveu um biocurativo, com aparência de uma lente de contato, para o tratamento inteligente de feridas e queimaduras. Obtido a partir das células-tronco e de um hidrogel, o curativo é impresso em uma bioimpressora 3D e pode ser facilmente aplicado sobre a pele.

Financiada pela FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a ideia é da pesquisadora e fundadora da startup, Carolina Caliári Oliveira. O projeto fez parte dos seus trabalhos de mestrado e doutorado na USP de Ribeirão Preto.

Segundo ela, o biocurativo usa células-tronco que vem do cordão umbilical e possuem capacidades anti-inflamatórias e regenerativas, com isso a cicatrização é mais rápida. Além disso, esse tipo de célula não é rejeitada e pode ser usada por qualquer pessoa.

A tecnologia pode beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil que sofrem com feridas crônicas como é o caso dos diabéticos. “A gente tem uma gama de pacientes no Brasil com patologias de base diabética. Apesar de tratarem por vários anos, essas feridas não cicatrizam ou demoram muito, portanto a gente quer acelerar a questão da cicatrização”, disse Oliveira

A empresa está preparando a documentação para entregar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve autorizar o início do ensaio clínico e registro do produto.  A expectativa é de que o biocurativo esteja disponível no mercado até o fim do ano que vem, por meio de parcerias com redes de hospitais. “Nosso propósito um dia é chegar no SUS também, para que todos os pacientes tenham acesso”, conclui Oliveira.

Fonte: portal A cidade on Ribeirão Preto


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Pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) descobriram que incluir técnicas como yoga e respiração profunda na rotina das crianças pode ajudá-las a dormir até uma hora a mais por dia

Uma pequena pausa para respirar fundo e se concentrar. Talvez seja isso que seu filho precise para dormir mais e melhor. E quem está dizendo isso é um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA). Os cientistas fizeram um estudo e comprovaram que, quando aprendem técnicas como ioga e respiração profunda, os pequenos têm melhores noites de sono – e dormem até uma hora a mais por dia.

Para chegar a essa conclusão, participaram da pesquisa 115 crianças, com idades entre 8 e 11 anos, de escolas da região de São Francisco (EUA). O objetivo era entender como incluir práticas de meditação na rotina impacta o sono e o estresse dos pequenos.

Por dois anos, metade dos alunos teve aulas convencionais de educação física. Enquanto isso, a outra metade tinha aulas em que aprendia a fazer movimentos de ioga, relaxar e controlar o estresse, focando a atenção no momento presente. Todos passaram por avaliações antes, durante e depois do estudo. Foram testados os níveis de atividade cerebral, os batimentos cardíacos, a respiração e a oxigenação durante o sono.

“As crianças que tinham aulas de mindfulness dormiram, em média, 74 minutos a mais por noite do que antes da intervenção. É uma grande mudança”, disse Ruth O’Hara, autora do estudo e professora de psiquiatria. Segundo ela, as práticas de mindfulness também aumentaram os minutos de sono REM, a última fase do ciclo do sono, momento em que os sonhos acontecem.

“Eles também ganharam quase meia hora de sono REM. Isso é realmente impressionante. Existem evidências teóricas que sugerem que é uma fase muito importante do sono para o desenvolvimento neuronal e para o desenvolvimento da função cognitiva e emocional.”

A hipótese é de que isso acontece porque, depois das aulas de mindfulness, as crianças têm uma redução no nível de estresse. “Achamos que o trabalho respiratório muda o ambiente fisiológico, talvez aumentando a atividade do sistema nervoso parassimpático, e isso realmente resulta em um sono melhor”, explicou Christina Chick, uma das autoras.

Fonte: Revista Crescer


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A grávida, geralmente, sente o bebê mexendo pela primeira vez na barriga entre a 16ª e a 20ª semana de gestação, ou seja, no final do 4º mês ou durante o 5º mês de gravidez. Porém, na segunda gravidez, é normal a mãe sentir o bebê mexer mais cedo, entre o final do 3º mês e o início do 4º mês de gestação.

A sensação do bebê mexendo pela primeira vez pode ser parecida com bolhas de ar, borboletas voando, peixe nadando, gases, fome ou ronco no estômago, segundo a maioria das “mães de primeira viagem”. A partir do 5º mês, entre a 16ª e a 20ª semana de gestação, a grávida começa a sentir esta sensação mais vezes e consegue saber com certeza que é o bebê está mexendo.

É normal ainda não ter sentido o bebê mexer?

Na gravidez do primeiro filho, é normal que a mãe ainda não tenha sentido o bebê mexer pela primeira vez, pois esta é uma sensação diferente e totalmente nova, que muitas vezes é confundida com gases ou cólicas. Assim, a “gestante de primeira viagem” pode sentir o bebê mexendo pela primeira vez apenas após o 5º mês de gestação.

Além disso, as grávidas que estão acima do peso ou que têm muita gordura abdominal, também podem ter mais dificuldade em sentir o bebê mexendo pela primeira vez durante este período, isto é, entre o final do 4º mês e durante o 5º mês de gravidez.

Para diminuir a ansiedade e verificar se o bebê está se desenvolvendo normalmente, a grávida deve consultar o obstetra que está acompanhando a gravidez caso não sinta o bebê mexendo depois das 22 semanas de gestação, ou seja, do 5º mês de gravidez.

O que fazer para sentir o bebê mexer

Para sentir o bebê se mexendo, uma ótima dica é deitar de barriga para cima, depois de jantar, sem mexer muito, prestando atenção no bebê, pois a maioria das gestantes relata que é mais frequente sentir o bebê durante a noite. Para conseguir sentir o bebê é importante que a grávida esteja relaxada enquanto se mantém nesta posição.

Para aumentar as chances de sentir o bebê se mexendo, a grávida pode ainda elevar as pernas, mantendo-as mais altas que o quadril.

É normal deixar de sentir o bebê mexendo?

É possível a gestante sentir o bebê mexendo menos vezes em alguns dias ou mais vezes em outros, dependendo da sua alimentação, do seu estado de espírito, da sua atividade diária ou do grau de cansaço.

Desta forma, é importante que a grávida esteja atenta ao ritmo de movimentos do bebê e se notar uma diminuição drástica na sua quantidade, principalmente se for uma gravidez de risco, deve consultar o obstetra para verificar se o bebê está se desenvolvendo corretamente.

Fonte: portal + Tua Saúde


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Médico dá dicas de como se proteger de doenças da estação, como a gripe

O inverno chegou para valer e com ele as doenças do frio, a mais comum é a gripe. É hora de tirar os casacos do armário, redobrar os cuidados com a imunidade e ficar de olho nas dicas que ajudam a enfrentar as doenças dessa época.

Para entender como podemos nos proteger da gripe, o médico Nelson Tatsui, diretor do Grupo Criogênesis, explica como evitar o problema.

“A doença geralmente se manifesta por meio de irritação na garganta, tosse seca e congestão nasal e pode evoluir para febre, dor no corpo e expectoração. Os sintomas são similares aos apresentados pelo coronavírus, mas para a gripe já existe um forte controle preventivo. Lavar sempre as mãos, manter-se hidratado e evitar lugares sem ventilação estão entre alguns cuidados. A campanha de vacinação contra a gripe também é importante”, explica Nelson.

A grande vilã da saúde no inverno pode atingir pessoas de todas as idades, mas idosos e crianças são mais suscetíveis a gripe. Por isso, a orientação de especialistas é reforçar o cuidado. A vacina contra a gripe é indicada para crianças a partir dos seis meses de idade.

“Com a imunidade em formação, elas ficam mais suscetíveis aos vírus circulantes e sofrem com os sintomas, que tendem a ficar mais fortes, principalmente em pacientes que já apresentam algum comprometimento respiratório. O alerta é para que pais e mães redobrem a atenção nesse momento. As mudanças bruscas de temperaturas são comuns nesta época do ano”, destaca a pediatra Ana Paula Beltran Moschione Castro.

A pediatra destaca orientações importantes:

1 – Mantenha os lugares com janelas e portas abertas, para fazer o ar circular e manter a casa livre dos riscos de contaminação;

2 – Nesse período também são comuns os relatos de alergia. Isso acontece porque os ácaros, agentes que causam grande parte das alergias respiratórias, se proliferam com mais facilidade. A dica é dedicar mais tempo à higienização de tapetes, pelúcias, etc. e manter o ambiente sempre ventilado;

4 – Não esqueça os casacos para enfrentar a queda de temperatura e não esqueça dos protocolos de segurança da Covid-19;

5 – Beber bastante água é fundamental e investir em uma alimentação balanceada traz o equilíbrio necessário de uma vida saudável.

Chás que aumentam a imunidade – Fortalecer a imunidade pode ser muito saboroso se optar por chás deliciosos. Os antioxidantes, como chá verde, hibisco, romã, gengibre, cúrcuma e maçã com canela, melhoram o metabolismo e também auxiliam nas defesas do organismo. Beba muita água e hidrate-se ainda mais no inverno!

Pescoço quentinho – Para manter o corpo aquecido e se proteger, a dica é usar cachecóis. Eles ajudam a alongar a silhueta e são um acessório super moderno e versátil. Pode ser usado com vários looks. A regra é bem simples, quando usar um cachecol estampado procure não usar outras estampas fortes no casaco ou calça. E, quando usar um cachecol com estampas mais neutras e fáceis de combinar, você pode combinar com o que já tem no guarda-roupa.

BELEZA DA ALMA – Olhe para cima, pois é de lá que vem a sua força.

Fonte: jornal O Dia


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Especialistas mostram que o machismo e a falta de informação levam homens a esconderem o problema, mas tratamentos podem reverter a situação

Por que temos tanto medo de falar sobre a infertilidade masculina?

É algo que meu marido, Brian Mazza, e eu tivemos que enfrentar enquanto tentávamos começar nossa família. Depois de seis meses tentando engravidar, meu marido descobriu que tinha problemas com seu esperma que exigiriam que passássemos por fertilização in vitro (FIV) para ter filhos.

Durante nossa jornada de fertilidade de quase dois anos, encontrei muitos recursos e locais voltados para as mulheres para obter apoio e respostas. Brian não sentiu o mesmo, e “Fiquei envergonhado. Fiquei desapontado comigo mesmo”, disse meu marido durante uma discussão. “Fiquei chocado que algo que queríamos fazer, não podíamos fazer. Normalmente, por meio de nosso próprio trabalho árduo, coragem e determinação, alcançamos nossos objetivos. E isso é algo pelo qual me senti impotente. Estava fora do meu controle realmente.”

Os especialistas dizem que esses sentimentos são comuns – assim como o estigma em torno de discuti-los.

“A infertilidade atinge profundamente a alma de um homem e é algo que eles nunca pensaram a respeito ou encararam que seria um problema”, disse o Dr. Paul Turek, urologista reprodutivo e um dos maiores especialistas americanos em infertilidade masculina.

“O exemplo mais profundo é o de um homem estéril sem espermatozoides no sêmen”, disse Turek. “Fiz um blog sobre este (tópico) e perguntei aos meus pacientes: ‘Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando soube que era estéril?’ E minha resposta favorita foi, ‘Eu tive uma crise de identidade biológica.’ Isso os atinge como nada mais poderia atingir”.

Até um terço dos problemas de infertilidade dos futuros pais atingirão os homens. Outro terço é devido à infertilidade feminina e o terço restante não tem explicação, de acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Embora homens e mulheres carreguem um fardo igual, o foco ainda é muito mais nas mulheres quando se trata de tratamentos de fertilidade.

“As pessoas sempre se esquecem do ingrediente masculino quando você está tentando a gravidez”, disse o Dr. Brian Levine, sócio fundador e diretor da clínica de fertilidade CCRM New York, à CNN.

“É lamentável porque acho que os homens têm vergonha ou desconforto em falar sobre seu desempenho sexual ou sexualidade em geral, embora tenhamos aspectos comerciais hipersexualizados neste país onde, entre aspas, o sexo vende”, disse Levine.

“As mulheres sentem que há mais recursos disponíveis para elas aprenderem sobre os tratamentos e o caminho para a parentalidade”, disse ele. “E porque atribuímos esse machismo ou pressão social à paternidade e à educação de uma criança, é realmente difícil para um homem lidar com o diagnóstico de infertilidade.”

O que é infertilidade de fator masculino?

A definição de infertilidade do fator masculino é “a incapacidade de conceber um filho após 1 ano de relação sexual normal e desprotegida”, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

A Mayo Clinic afirma que a faixa normal de espermatozoides é entre 15 milhões a mais de 200 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen. Um homem terá uma baixa contagem de espermatozóides se tiver menos de 15 milhões de espermatozoides por mililitro.

Problemas de esperma, diz o CDC, podem ser causados pela idade, se o homem tiver mais de 40 anos, excesso de peso, uso excessivo de álcool, exposição à radiação, certos medicamentos, toxinas ambientais e exposição frequente a altas temperaturas.

A causa também pode ser uma varicocele, um aumento das veias dentro do escroto, que às vezes pode ser corrigido com uma cirurgia relativamente simples chamada varicocelectomia.

Mas esta lista não é exaustiva. É algo que meu marido e eu lutamos para entender porque Brian, um atleta de longa data que foi capa da Men’s Health Magazine duas vezes, se considerava o epítome da saúde. Ele não bebe álcool, não usa drogas ou tem exposição conhecida a qualquer um dos fatores de risco indicados pelo CDC para baixa contagem de espermatozoides.

O médico em fertilidade, Dr. David Reichman, professor associado de medicina reprodutiva do Centro de Medicina Reprodutiva Ronald O. Perelman e Claudia Cohen do Weill Cornell Medical College, disse que às vezes a infertilidade masculina não tem uma explicação clara.

“É frustrante porque você quer sentir que tem algum controle sobre isso, fatores modificáveis”, disse o Dr. Reichman à CNN. “Que se eu apenas fizer um trabalho melhor, as coisas vão melhorar, mas infelizmente há muitos casos em que não é tão cortante e seco. ”

Fonte: Portal CNN Brasil


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Especialistas alertam sobre a importância do check-up durante as férias escolares

Seja para passar horas brincando, acordar mais tarde ou viajar em família, as férias escolares são um dos momentos mais aguardados pelas crianças. Mas nem só de diversão se faz esse período, aproveitar o tempo de sobra para cuidar da saúde e fazer check-up médico é fundamental.

Mas antes de partir para o check-up médico, é necessário visitar o pediatra do seu filho (a). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a quantidade de visitas ao pediatra depende da idade da criança e das necessidades específicas para cada caso.

Nas situações mais comuns, a recomendação é de três consultas mensais para bebês com 5 a 30 dias de vida, uma vez por mês entre dois e seis meses de idade e uma visita a cada dois meses, a partir dos sete meses do bebê.

Para as crianças com dois anos ou mais, o ideal é uma consulta a cada três meses e uma vez por semestre a partir dos 6 anos. Na fase dos 7 aos 18 anos, uma consulta por ano é suficiente para conhecer a condição de saúde do paciente.

Para a pediatra do Sistema Hapvida, Alinne Barros o acompanhamento regular com o pediatra e a realização de exames, quando solicitados pelo médico, são essenciais para prevenir doenças e proporcionar um crescimento saudável.

“Nos primeiros anos de vida, em especial, o médico irá verificar a necessidade de realizar exames que o ajudarão a diagnosticar doenças que podem interferir no crescimento dos pequenos, por isso, é importante não deixar de ir nas consultas pediátricas de rotina”, aconselha.

O pediatra ressalta ainda que o check up é fundamental para o diagnóstico de doenças como obesidade infantil que está diretamente ligada à hipercolesterolemia e diabetes. “Fazendo o diagnóstico precoce é possível tratar sem prejuízos à saúde geral da criança. Muitas vezes na consulta, o especialista já irá direcionar a dieta do paciente e, quando necessário, há indicação para uma intervenção com a nutricionista”, afirma.

Saúde bucal em dia

Além das consultas pediátricas, é fundamental incluir na rotina de cuidados infantis, visitas ao odontopediatra. O ideal é que a primeira visita do seu filho ao dentista seja ainda bebê, por volta dos 6 ou 7 meses de idade, mesmo antes do surgimento do primeiro dente de leite.

A professora do curso de odontologia do Centro Universitário Estácio São Luís, Nayra Vasconcelos, lembra que as consultas devem acontece a cada seis meses, para que, além de ajudar a prevenir quaisquer doenças que possam se desenvolver na região bucal, os dentistas também possam acompanhar o crescimento dos dentes e outras condições que podem afetar a funcionalidade e aspecto visual dos mesmos.

As visitas frequentes ao dentista trazem ainda outras vantagens, como explica a especialista. “A criança cresce se acostumando e formando um vínculo afetivo e de confiança com o dentista e tende a ter melhor comportamento quando já maiores no consultório odontológico”.

Por outro lado, a consulta tardia de uma criança pode ser mais traumática. Tudo isso porque geralmente, essa visita ao odontopediatra ocorre apenas quando o pequeno já está com algum problema bucal. “O atendimento é mais trabalhoso porque a criança não está familiarizada ao ambiente, e muitas vezes já com dor, o que levará à uma apreensão e ansiedade maior e até recusa no atendimento”, destaca.

Fonte: Portal G1

 

 


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Como você provavelmente já sabe, existem diversos tipos de parto. Acontece que com o passar dos anos e as constantes inovações no mundo obstétrico, a tendência é que a quantidade de opções aumente ainda mais! Isso é ótimo, mas pode gerar inúmeras dúvidas durante a gravidez, não é?

Mas fique tranquila, pois hoje vamos falar dos principais tipos de parto, explicando quais as vantagens e indicações de cada um. E mais! Nós também vamos te orientar sobre o que levar para a maternidade nesse dia tão esperado. Aproveite a leitura!

Tipos de parto, existe um que seja melhor que os outros? 

Essa é uma pergunta comum entre as mulheres. E a resposta é: não! Não existe o melhor tipo de parto. Existe apenas o melhor para você e para o seu bebê. Ou seja, o seu parto pode vir a ser muito diferente do que foi o melhor para a sua mãe ou para a sua amiga, por exemplo.

Em razão disso, é muito importante ter um bom acompanhamento médico pré-natal durante a gravidez. Afinal, é nesse período que a mulher poderá tirar as dúvidas sobre seu corpo e o desenvolvimento do bebê. É também durante o pré-natal que a mãe, com orientação do seu médico, vai escolher o tipo de parto.

Mas qual é o mais apropriado? Pode-se escolher qualquer tipo, independente das condições de saúde, físicas ou mesmo emocionais?

A resposta a essa pergunta é algo muito particular. Uma vez que são vários os fatores que podem influenciar na indicação médica de um tipo de parto ao invés de outro. Contudo, é importante que a mulher saiba que a sua vontade é algo que deve ser considerado e respeitado. Assim, a decisão por um tipo de parto ou outro deve ser uma junção entre a avaliação médica das condições de saúde da mãe e do bebê aliada à vontade dessa mãe.

Classificação dos tipos de parto – Em termos de classificação existem dois tipos de parto: o parto cirúrgico (também chamado de cesárea ou cesariana) e o parto vaginal (ou natural).

Os partos vaginais podem ser diferenciados em partos vaginais cirúrgicos, realizados normalmente nos hospitais com intervenções médicas como anestesia, aplicação de ocitocina (hormônio sintético que induz as contrações uterinas), uso de fórceps etc.; e os partos vaginais naturais, aqueles que ocorrem quase sem intervenções ou apenas se necessárias.

Parto cirúrgico (cesariana) – O parto por cesariana é aquele realizado por meio de uma incisão feita no abdômen e no útero da mãe. Esse tipo de parto é recomendado quando o médico acredita que ele é mais seguro do que o parto normal, principalmente nas situações de emergência onde o tempo é crucial para sobrevivência da mãe ou do bebê, ou quando a posição do bebê não é favorável à saída pela vagina.

Ou seja, o parto por cesariana é indicado em situações como quando o bebê se encontra sentado, por exemplo. Outra indicação comum é quando a mãe já realizou outra cesárea recente, ou também quando o cordão umbilical se enrola no pescoço do bebê.

Partos vaginais cirúrgicos – Os partos vaginais cirúrgicos são aqueles em que é preciso certo grau de intervenção médica a fim de evitar maior sofrimento para a mãe a para o bebê. Nesse caso, é comum o uso de fórceps ou do extrator a vácuo.

O uso desses instrumentos, geralmente, se dá quando:

  • O feto está em sofrimento.
  • A mulher fica tão cansada que não consegue mais empurrar com eficácia.
  • O trabalho de parto é prolongado.
  • A mulher tem algum problema de saúde preexistente que tornam desaconselhável fazer muita força.
  • A posição fetal não está bem encaixada na pelve.
  • A bacia da mãe não está compatível com o tamanho do bebê.

Parto por fórceps – O fórceps é um instrumento metálico que funciona como uma espécie de pinça, porém, suas extremidades são arredondadas, como colheres. Esse instrumento é encaixado na cabeça do bebê para que o médico possa gentilmente puxá-lo, ajudando-o assim a sair do canal de parto. Raramente, o uso do fórceps machuca a cabeça do bebê ou mesmo causa algum tipo de ferimento à mulher.

Parto por vácuo-extração – O extrator a vácuo, como o próprio nome sugere, é uma pequena ventosa feita de um material semelhante à borracha conectada a uma fonte de vácuo. Essa ventosa é aplicada na cabeça do bebê e, com uma sucção leve, ele é puxado para fora do canal de parto. O uso do extrator à vácuo é uma opção ao uso do fórceps.

Partos vaginais naturais – O parto vaginal natural é aquele que permite à mulher maior controle do seu corpo durante o processo do nascimento. Sendo inclusive, o tipo de parto que permite uma variedade de alternativas no que diz respeito à posição corporal da mulher nesse momento.

No parto natural não há interferência de medicamentos ou procedimentos. Para sua realização, são recomendados exercícios durante a gravidez, a fim de fortalecer o períneo e a musculatura da bacia.

Nesse sentido, a informação sobre partos alternativos é fundamental, uma vez que é preciso conhecer os tipos e posições do parto, para que cada mulher possa tomar a decisão de escolher a melhor posição e a melhor maneira de ter o seu bebê. Vamos ver então, quais os tipos de parto vaginal natural.

Tipos de parto vaginal natural – A essa altura, talvez você esteja se perguntando porque não falamos em “parto normal”, mas sim em “parto natural”, certo? A verdade é que ambos os termos são usados para descrever o parto vaginal.

No entanto, o parto natural ocorre com o mínimo de intervenções médicas possíveis, como o nome sugere. Isto é, conforme os comandos do corpo. Desta forma, a mulher tem espaço e tempo para fazer o que quiser a fim de se sentir mais confortável durante o trabalho de parto.

Além disso, a mãe é responsável e tem participação ativa no momento do nascimento do seu bebê.

Dentre as posições possíveis a mais tradicional em hospitais é a posição ginecológica. Agora, vamos conhecer outras posições possíveis.

Parto sentado – O parto sentado acontece em uma cadeira especial, com apoio para a nádega da mulher e uma abertura em forma de meia-lua na frente para facilitar o trabalho do médico, no momento de segurar o bebê. Esse tipo de parto é mais rápido, a mulher sente menos dor e, em geral, não é preciso aumentar a abertura de passagem do bebê.

Parto de cócoras – É um parto de origem indígena, nele as índias tinham seus filhos de cócoras sendo auxiliadas pela ação da gravidade. Neste tipo de parto há um favorecimento da musculatura vaginal que se abre para todos os lados as invés de abrir-se para um lado só como acontece no parto tradicional, realizado em posição ginecológica.

Parto de joelhos ou de quatro – É indicado quando o trabalho de parto está acontecendo muito rapidamente, pois nesta posição a mulher tem mais controle em relação ao bebê, fazendo com que favoreça o período expulsivo.

Parto na água – Este parto tornou-se uma das formas mais suaves de trabalho de parto, tanto para a mulher quanto para o bebê, pois na água a mãe consegue relaxar na fase da dilatação, diminuindo constantemente a dor na hora da expulsão e, sobretudo diminuindo o estresse para o bebê.

Nesse tipo de parto, a mãe fica dentro de uma banheira com água aquecida entre 36°C e 37°C, cobrindo toda a barriga. Para tornar a experiência ainda mais suave, o ambiente pode ficar à meia luz e o pai ou acompanhante ficar dentro da banheira apoiando a mulher durante o trabalho.

Parto lateral – O parto na posição lateral propicia uma participação mais ativa da mulher. Nessa posição, a mulher tem contrações mais intensas, porém, menos frequentes, o que torna o trabalho de parto menos desgastante. Além disso, a mulher tem liberdade para abaixar a perna quando está muito cansada e também para recomeçar o esforço quando se sente pronta.

Parto Leboyer – É desenvolvido em uma sala de parto, com pouca luminosidade, em um ambiente calmo, e o recém-nascido é colocado sobre o peito da mãe para ser acariciado e amamentado logo após o nascimento e, em seguida, em uma pequena banheira com água morna, para reviver a sensação de estar de volta ao útero.

Parto humanizado – Atualmente é praticamente impossível falar em parto sem falar de parto humanizado. Mas o que talvez a maioria das pessoas não saiba é que o parto humanizado não é um tipo de parto.

Conforme a Organização Mundial da saúde (OMS), “humanizar o parto é um conjunto de condutas e procedimentos que promovem o parto e o nascimento saudáveis, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para a mãe e o bebê”. Ao entender o parto humanizado como respeito ao processo natural, a OMS defende a recomendação pelo parto natural, restringindo, então, a cesariana aos casos nos quais de fato essa medida seja necessária.

Portanto, parto humanizado não é “coisa de bicho grilo”, mas sim, uma forma de ver a mulher e o bebê como seres humanos, dignos de respeito, atenção e afeto nesse momento tão especial e único.

Fonte: Portal superafarma.com.br


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É fundamental mantê-lo à mão durante os nove meses, pois nessa fase, a mulher fica muito suscetível aos sinais devido à alteração hormonal, que estimula as células a produzirem mais pigmento. “Quem tem pintas corre ainda mais risco, pois a combinação gestação e sol pode transformar um sinal benigno em maligno!”, alerta o dermatologista.

Para evitar problema, a gestante deve aplicar um filtro 30 ao sair na rua ou ir à praia. Em casa, nunca deixe de usar um fator 15, afinal as lâmpadas fluorescentes também queimam. E nada de passar uma vez, ao acordar, e considerar que está com a pele protegida pelo dia inteiro. A reaplicação tem de ser uma rotina também. “Se estiver em um ambiente fechado, aplique uma vez pela manhã e outra na hora do almoço. Caso esteja na rua, retoque de duas em duas horas. E se for à praia, faça isso de uma em uma hora”, ensina o médico.
Outra dica importante é aplicar cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, embora algumas marcas já tenham fórmulas mais modernas, com absorção quase imediata. Mas, melhor não arriscar! Lembre-se: sua saúde e de seu bebê estão em jogo. Com relação à quantidade, não é preciso economizar demais, tampouco se lambuzar. Cerca de seis colheres de chá são suficientes para o corpo.

Na hora da escolha

Em 2010, um estudo publicado por pesquisadores suíços confirmaram a suspeita de que substâncias presentes em alguns tipos de protetores solares são absorvidas pelo organismo e excretadas no leite materno. Como tais substâncias podem permanecer na gordura corporal por semanas, os especialistas afirmam que é mais seguro evitar seu uso durante a gestação. São elas: 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC). Por isso, ao comprar seu protetor solar, peça ao farmacêutico, produtos livres delas!

Fonte: revista Materlife


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Chegou o momento de apresentar os alimentos ao seu filho. Veja dez dicas para facilitar o processo e deixar as refeições mais tranquilas

  1. Olhar o próprio prato – O primeiro contato do seu filho com os sabores começa, na verdade, quando ele ainda está no útero. Pesquisas mostram que grávidas com dieta diversificada costumam dar à luz bebês mais abertos à experimentação alimentar.

“Até o leite materno fica com o gosto daquilo que a mãe come. Por isso, os cuidados com a alimentação da mulher são essenciais”, diz o pediatra Ary Lopes Cardoso, chefe de nutrologia do Instituto da Criança (SP).

Mas não é só a mãe que precisa fazer sacrifícios. Afinal, como é que ela e o pai vão exigir que a criança evite doces e coma salada se essa não é a regra da casa? Caso a família não se alimente bem, uma mudança de hábitos é necessária antes que o bebê chegue à introdução alimentar.

  1. Quanto mais variado, melhor – O paladar da criança começa a ser formado, normalmente, a partir do sexto mês (antes disso, a Organização Mundial da Saúde preconiza amamentação exclusiva). Os especialistas recomendam começar aos poucos, com uma papinha de fruta. Lá pelo oitavo mês, a criança já está sendo alimentada com duas porções de frutas, uma papa salgada no almoço e outra no jantar, além do leite materno.

Não há regras sobre os tipos de alimentos que devem ser apresentados primeiro, mas, normalmente, as crianças preferem os sabores mais adocicados, como os da banana, pera, mandioquinha e abóbora. Você pode começar por aí, mas não se restrinja. “Doce, amargo, azedo e salgado. Elas precisam ter contato comtodos os sabores para conhecer as diferenças e aperfeiçoar o paladar”, explica a nutricionista Priscila Maximino, do Hospital Infantil Sabará (SP).

  1. Amassada e aos pedaços – O método BLW(do inglês baby-led weaning) consiste em deixar alimentos cortados ao alcance da criança, que se serve da maneira que quiser. Desde que se popularizou, ele vem causando polêmica.Os estudos se dividem entre os que apontamos ganhos dessa autonomia e os que dizem não haver vantagem nutricional no método.

Já os pediatras costumam indicar as papas amassadas. Para Priscila, o melhor é mesclar as duas formas. “As frutas podem ser dadas em pedaços, para comer com as mãos. Outras refeições ficam melhor amassadas.” Cardoso reforça a importância de oferecer diferentes consistências para o bebê. “Dê o gomo da laranja em vez do suco, deixe chupar um pedaço de carne. Quanto mais ele aprende a mastigar com a gengiva, melhor será o direcionamento dos dentes ao nascerem.”

  1. A regra dos 15 – Você deu um caqui, ele cuspiu.O maior erro é assumir a derrota e deixar a fruta de lado. Primeiro porque é natural que o bebê jogue os alimentos para fora coma língua. Afinal, ele está imitando o movimento de sucção. Mas mesmo quando ele não quer comer de jeito nenhum, dá para tentar mais.

    “Os pais devem oferecer de 12 a 15 vezes o mesmo alimento para que o bebê aprenda a gostar”, diz a pediatra e nutróloga Jomara de Araújo, da Associação Brasileira de Nutrologia. A insistência não pode ser feita de qualquer maneira. O ideal é que se espere alguns dias para tentar novamente e que o alimento venha apresentado de diferentes maneiras. Por exemplo, um dia a cenoura vem ralada no arroz, depois, cozida em pedaços. No terceiro dia, tente purê ou bolinhos, e por aí vai.

  2. Exemplo à mesa – O seu filho vai aprender a comer ao observar a família. É importante que, desde o começo da introdução alimentar, ele se sente à mesa e consuma os mesmos alimentos que os pais (de preferência com as devidas adaptações de consistência). O momento fica mais especial quando distrações como TV e tablet são deixadas de lado. Se houver um cadeirão, conforme explica a pediatra Teresa Uras, do Hospital Samaritano (SP): “Ele permite que a criança não só participe da refeição em família como aumenta o campo de visão. Ela vai ver o entusiasmo dos pais com algum alimento e ficará mais propensa a prová-lo, mas também pode perceber a cara feia para a beterraba e reproduzir o comportamento”.
  3. Não force e não substitua – “Ou come tudo ou não sai da mesa”. “Só ganha a sobremesa se raspar o prato”. “Seu irmão está comendo tudo. Por que você não?”. Frases como estas devem ser evitadas, já que vêm acompanhadas de uma associação negativa do alimento. Em outras palavras, podem gerar trauma e dificultar ainda mais o trabalho.

Por mais que ele se negue a comer, tente manter a neutralidade emocional para não transmitir nervosismo. Segundo Cardoso, outro hábito a ser evitado é substituir as refeições pela mamadeira. “Quando você faz isso, está ensinando ao seu filho que é só se negar a comer para ganhar o leite, e fica tudo bem”, diz. Aqui vale a frieza: ele se recusou a comer, você tira o prato e encurta o tempo do próximo lanche.

  1. Tamanho do prato não é documento – Seu filho comia bem até que, de repente, começou a dar trabalho nas refeições? Calma, é normal. Cardoso explica que as grandes necessidades nutricionais surgem no primeiro ano de vida, quando é esperado o acréscimo de mais ou menos seis quilos.“Nunca mais a criança terá um ganho de peso tão grande. Isso quer dizer que ela não vai precisar de tanta comida”, diz ele. Ou seja, a ingestão de alimentos vai diminuir, porém, o peso deve continuar aumentando. Caso isso não aconteça, converse como pediatra.
  2. Doce para que te quero – Brigadeiro é tão gostoso que fica difícil resistir. É claro que, cedo ou tarde, o seu filho será apresentado a ele (as festas de aniversário estão aí para promover isso). No entanto, você não precisa incentivar esse encontro. “A criança tem necessidade de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, sais minerais e água. Durante o primeiro ano de idade, o doce deve vir apenas das frutas. Após esse período, se ele for muito necessário, tente substituir o açúcar refinado por mel ou açúcar mascavo”, aconselha a nutróloga Jomara, da ABN.
  3. Tempero amigo – Nós, adultos, estamos acostumados como sal, mas a criança não. Portanto, não sentirá falta dele. Até os 12 meses, a recomendação é substituí-lo por outros temperos, como salsinha, cebolinha, cebola e hortelã. “A Organização Mundial da Saúde fala em dois gramas de sal por dia para crianças maiores de 2 anos, o que dá uma colher de chá. Antes disso, ela não especifica, mas orientamos os pais a ter bom senso. A comida não precisa estar insossa, mas use o mínimo de sal”, diz Cardoso. Vale lembrar que sal marinho e o sal do Himalaia têm menos sódio.
  4. Cuidado com os industrializados – Não tem como negar: as tranqueiras industrializadas são práticas e seus filhos as veneram a partir do primeiro contato. Mas não se iluda, essa facilidade tem um preço alto. Os dados da última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher revelam que mais de 7% de crianças brasileiras de 0 a 5 anos têm sobrepeso. Em níveis mundiais, estima-se que uma em cada dez crianças é obesa. Vale lembrar que obesidade aumenta o risco de diabetes, colesterol alto e hipertensão, doenças de adultos que batem na porta cada vez mais cedo. Para evitar tudo isso, fuja de fritura, salgadinhos, refrigerante e outros alimentos ultraprocessados e cheios de açúcar, sódio, gordura e corante.

Sabe o que ajuda? Fazer mais refeições em casa e trocar o passeio em shoppings por praças, parques e vida ao ar livre. “Estimular o contato das crianças com alimentos saudáveis é fundamental”, diz Priscilla Moretto, especialista em alimentação infantil e proprietária da Tangerine Petit (SP), de comidas orgânicas. “Leve-as à feira, deixe que toquem nos alimentos, instigue os sentidos, mostre as diferentes cores e texturas, peça ajuda nas preparações.” E dê o exemplo, sempre!

Fonte: Revista Crescer