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O Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, situado em Três Rios (RJ), realizou um procedimento inédito no estado do Rio de Janeiro. Com a participação do proctologista do HCNSC, Dr. Joaquim Leles, ocorreu a cirurgia de fístula anal com o uso de células-tronco mesenquimais. O novo modelo de tratamento tem registro na Anvisa e possui evidências científicas, sendo, especialmente, eficaz e seguro para pacientes com fístulas decorrentes da doença de Crohn.

“Por causas desconhecidas, pacientes com fístulas anais desenvolvem, geralmente após abscessos na região, uma comunicação anormal entre a parte interna do ânus e a pele ao redor dele. Por ser uma área contaminada, o processo desenvolve uma inflamação crônica com saída de secreção, acarretando prejuízos a eles”, explica Dr. Joaquim.

O coloproctologista conta também que a cirurgia convencional visa retirar essa comunicação, mas tem riscos de acarretar graus variados de incontinência, ou seja, a incapacidade de reter fezes e gases, porque danifica as estruturas musculares. Essa possibilidade não existe na cirurgia feita com o auxílio de células-tronco. Além disso, outra vantagem desta nova modalidade de tratamento é a recuperação rápida e com o mínimo de dor. O paciente operado em 17 de junho alta médica no dia seguinte à realização do procedimento.

“O uso de células-tronco revoluciona o tratamento. Por meio da coleta das células na camada de gordura e após um processo de filtragem e purificação delas, elas podem ser aplicadas na área da fístula, promovendo a regeneração dos tecidos doentes e sem riscos de incontinência”, ressalta o médico.

O que é fístula anal?

Um túnel infectado entre a pele e o ânus.
Uma fístula anal é um túnel infectado entre a pele e o ânus, a abertura muscular no final do trato digestivo. A maioria das fístulas anais resulta de uma infecção em uma glândula anal que se espalha para a pele.
Os sintomas incluem dor, inchaço e secreção de sangue ou de pus no ânus.
Geralmente, é necessário realizar uma cirurgia para tratar a fístula anal.
Fonte: https://portalhospitaisbrasil.com.br/hospital-de-clinicas-nossa-senhora-da-conceicao-realiza-procedimento-inovador-no-estado-do-rio-de-janeiro/

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Procedimento pode ser indicado para pacientes submetidos ao tratamento de doenças como o câncer ou cirurgias

O congelamento do sêmen, também chamado de vitrificação, é uma técnica de preservação da fertilidade masculina. O procedimento pode ser indicado para pacientes submetidos ao tratamento de doenças como o câncer ou cirurgias que oferecem risco de lesão dos testículos.

Por ser uma metodologia relativamente recente, com diversas pesquisas em andamento, o prazo máximo de congelamento do esperma é considerado indeterminado. Um estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos apontou que o sêmen congelado permanece tão eficaz quanto o material recém-coletado para tratamentos de inseminação.

Para chegar ao resultado, especialistas do Hospital Geral de Massachusetts e da Harvard Medical School analisaram 5.335 ciclos de inseminação intrauterina realizados entre 2004 e 2021 no serviço de saúde do hospital. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (4) na 38ª reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

O estudo analisou uma série de resultados após tratamentos de fertilidade com esperma novo ou congelado, que incluiu um teste de gravidez positivo, gravidez clínica e taxa de aborto espontâneo. O estudo também verificou o tipo de estimulação ovariana dada ou não às mulheres antes do tratamento.

Os resultados apontaram taxas de gravidez clínica semelhantes entre as pacientes que usaram amostras recentes e congeladas.

Pequenas diferenças foram observadas em um subgrupo de pacientes com estimulação ovariana pré-tratamento com medicamentos orais (citrato de clomifeno ou letrozol). No entanto, quando a análise se limitou a um primeiro ciclo de tratamento, essas diferenças deixaram de ser evidentes segundo os pesquisadores.

Segundo o artigo, a única diferença mais significativa identificada foi um tempo até a gravidez ligeiramente maior no grupo que utilizou esperma congelado em comparação com o recente.

“Embora subgrupos específicos possam se beneficiar da utilização de esperma novo e o tempo de gravidez possa ser menor com esperma recente do que congelado, as pacientes devem ser aconselhadas sobre a não inferioridade do esperma congelado. Nenhum efeito prejudicial da criopreservação de esperma nos resultados da inseminação intrauterina foi observado”, afirmou Panagiotis Cherouveim, pesquisador do Hospital Geral de Massachusetts e de Harvard.

Preservação da fertilidade

A fertilização in vitro, criada há quase 45 anos, ainda é uma ferramenta disponível para quem apresenta uma dificuldade maior de gravidez natural.

“A amostra de esperma é preparada em laboratório e o médico, com uma pequena sonda, coloca o esperma dentro do útero da mulher, através do colo do útero. Os espermatozoides ‘nadam’ dentro do útero e vão até as trompas, onde vão encontrar os óvulos que foram produzidos e serão fertilizados”, explica Silvana Chedid Grieco, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

O congelamento do esperma permite a preservação da fertilidade por homens que desejam adiar o momento de ter filhos ou que serão submetidos a tratamentos que podem prejudicar a formação dos espermatozoides, como terapias contra o câncer.

O material é passa pela triagem de infecções antes de ser utilizado, o que pode levar até seis meses. Com o objetivo de reduzir a preocupação de pacientes e de especialistas sobre a viabilidade dos espermatozoides congelados, pesquisas em andamento avaliam a motilidade, estrutura e conteúdo de DNA.

A médica ginecologista Natália Ramos Seixas, da clínica de saúde feminina Oya Care, explica que o congelamento de óvulos, método utilizado por mulheres que desejam adiar a maternidade, é seguro e eficaz e deixou de ser considerado experimental.

“Os estudos trazem de evidência científica que por dez anos esses óvulos se mantêm saudáveis mas, na prática, eles se mantêm saudáveis ‘ad aeternum’. Congelamento é uma técnica antiga, usada no início. Hoje, chamamos de vitrificação de óvulos, um congelamento rápido. Os estudos vão sair ao longo das próximas décadas, mas com a prática clínica estamos percebendo que esses óvulos não envelhecem”, afirma Natália.

Segundo a especialista, além de permitir a postergação da maternidade, o procedimento reduz os riscos de doenças genéticas.

Fonte: Portal CNN Brasil

Esperma congelado é tão eficaz quanto recém-coletado para inseminação, diz estudo


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Duas anormalidades distintas do neurodesenvolvimento que surgem apenas algumas semanas após o início do desenvolvimento do cérebro foram associadas ao surgimento do transtorno do espectro autista, de acordo com um novo estudo liderado por Yale, no qual pesquisadores desenvolveram organoides cerebrais a partir de células-tronco de meninos diagnosticados com autismo.

Os pesquisadores dizem que as anormalidades específicas parecem ser ditadas pelo tamanho do cérebro da criança, uma descoberta que pode ajudar médicos e pesquisadores a diagnosticar e tratar o autismo no futuro. As descobertas foram publicadas na revista Nature Neuroscience.

“É incrível que crianças com os mesmos sintomas acabem com duas formas distintas de redes neurais alteradas”, disse a Dra. Flora Vaccarino, professora Harris no Centro de Estudos Infantis da Escola de Medicina de Yale e co-autora sênior do artigo.

Usando células-tronco coletadas de 13 meninos diagnosticados com autismo – incluindo oito meninos com macrocefalia, uma condição na qual a cabeça é aumentada – uma equipe de Yale criou organoides cerebrais (pequenas réplicas tridimensionais do cérebro em desenvolvimento) em uma placa de laboratório que imita crescimento neuronal no feto. Eles então compararam o desenvolvimento do cérebro dessas crianças afetadas com seus pais. (Os pacientes foram recrutados entre colegas médicos do Yale Child Study Center, que realiza pesquisas, serviços e treinamento para melhorar a compreensão dos problemas de saúde enfrentados por crianças e suas famílias.)

O estudo foi co-liderado por Alexandre Jourdon, Feinan Wu e Jessica Mariani, todos do laboratório de Vaccarino na Yale School of Medicine.

Cerca de 20% dos casos de autismo envolvem indivíduos com macrocefalia, uma condição na qual o tamanho da cabeça de uma criança está no percentil 90 ou maior no nascimento. Entre os casos de autismo, estes tendem a ser mais graves.

Curiosamente, os pesquisadores descobriram que crianças com autismo e macrocefalia exibiam crescimento excessivo de neurônios excitatórios em comparação com seus pais, enquanto organoides de outras crianças com autismo apresentavam um déficit do mesmo tipo de neurônios.

A capacidade de rastrear o crescimento de tipos específicos de neurônios pode ajudar os médicos a diagnosticar o autismo, cujos sintomas geralmente aparecem 18 a 24 meses após o nascimento, dizem os autores.

As descobertas também podem ajudar a identificar casos de autismo que podem se beneficiar de drogas existentes destinadas a melhorar os sintomas de distúrbios marcados por atividade excessiva de neurônios excitatórios, como a epilepsia, disse Vaccarino. Pacientes com autismo e macrocefalia podem se beneficiar de tais drogas, enquanto aqueles sem cérebros aumentados não podem, disse ela.

A criação de biobancos de células-tronco derivadas de pacientes pode ser essencial para adaptar a terapêutica a indivíduos específicos ou medicina personalizada.

Fonte: https://universoracionalista.org/cientistas-revelam-dois-fatores-para-o-autismo-no-cerebro-em-desenvolvimento/


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A empresa norte-americana Neurona Therapeutics começou a desenvolver uma terapia com células-tronco que tem tido efeitos interessantes para pacientes com epilepsia. De acordo com os resultados preliminares apontados no congresso anual da International Society for Stem Cell Research (Sociedade Internacional para Pesquisa com Células-Tronco), nos EUA, alguns voluntários apresentaram redução em até 90% das crises.

A pesquisa intitulada NRTX-1001 está sendo desenvolvida há cerca de um ano e sete meses e está na fase I/II. Por isso, nessa fase inicial, as descobertas já são consideradas bastante promissoras, devido ao seu efeito prolongado.

O cenário atual na indústria farmacêutica é que 30% dos pacientes com epilepsia não respondem bem aos tratamentos. Segundo David Blum, diretor médico da Neurona, os voluntários também apresentaram melhora no desempenho da memória em testes cognitivos.

De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, o NRTX-1001 é um candidato à terapia celular neural regenerativa derivado de células-tronco pluripotentes humanas. As células neurais totalmente diferenciadas, chamadas interneurônios, secretam o neurotransmissor inibitório ácido gama-aminobutírico (GABA). Entregue como uma dose única, os interneurônios humanos destinam-se a integrar e inervar no alvo e projetados para silenciar de forma duradoura a atividade convulsiva na região epiléptica do cérebro.

O estudo clínico é projetado para avaliar a segurança e eficácia de uma única administração de NRTX-1001 para MTLE resistente a medicamentos. A primeira fase do estudo é um estudo aberto de escalonamento de dose em até 10 pessoas com MTLE, com cinco pacientes a serem tratados com uma dose inicial e cinco com uma dose mais alta. Os pacientes tratados com uma única infusão de células NRTX-1001 serão monitorados quanto à segurança, tolerabilidade e efeitos nos sintomas da doença epiléptica. O recrutamento de pacientes está em andamento em centros de epilepsia nos Estados Unidos.

https://www.tudocelular.com/mercado/noticias/n207752/terapia-com-celulas-tronco-reduz-90-das-crises-de-epilepsia-em-resultados-preliminares.html

 


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A pesquisa do Ann & Robert H. Lurie Children’s Hospital de Chicago descobriu que a injeção direta de células-tronco mesenquimais neonatais, derivadas do tecido cardíaco descartado durante a cirurgia, reduz a inflamação intestinal e promove a cicatrização de feridas em um modelo de camundongo de ileíte semelhante à doença de Crohn, uma doença marcada por inflamação intestinal crônica e dano tecidual progressivo.

O estudo, publicado na revista Advanced Therapeutics , oferece uma abordagem de tratamento nova e alternativa promissora que evita as armadilhas dos medicamentos atuais para a doença de Crohn, incluindo diminuição da eficácia, efeitos colaterais graves e aumento do risco de disfunção gastrointestinal.

“Células-tronco mesenquimais derivadas do coração neonatal foram usadas em um ensaio clínico para reparar um coração ferido, mas esta é a primeira vez que essas células potentes foram estudadas em um modelo de doença inflamatória intestinal”, disse o autor sênior Arun Sharma, PhD, da Stanley Manne Children’s Research Institute no Lurie Children’s, que é o Diretor de Medicina Regenerativa Urológica Pediátrica e Pesquisa Cirúrgica e Professor Associado de Pesquisa de Urologia e Engenharia Biomédica na Northwestern University Feinberg School of Medicine e na McCormick School of Engineering, Northwestern University. “Nossos resultados são encorajadores e definitivamente fornecem uma nova plataforma para potencialmente tratar aspectos de doenças inflamatórias intestinais crônicas”.

O Dr. Sharma explica que antes que seja possível usar essas células-tronco clinicamente para tratar a doença de Crohn, sua equipe precisa superar o obstáculo de como elas são administradas. No atual estudo em modelo animal, as células-tronco foram injetadas diretamente nas lesões inflamatórias do intestino delgado, o que requer procedimentos cirúrgicos. O próximo passo é desenvolver uma maneira segura de injetá-los no corpo através de uma veia, semelhante à realização de uma coleta de sangue no braço de um paciente. Mais estudos em animais serão necessários antes que esta nova abordagem de tratamento possa progredir para ensaios clínicos.

“Em última análise, nosso objetivo é utilizar esse tipo de célula como tratamento, mas também como medida preventiva, antes que os sinais e sintomas da doença de Crohn se desenvolvam”, disse o Dr. Sharma. “Também podemos aplicar essa abordagem a outras doenças inflamatórias. O potencial é enorme e estamos entusiasmados para seguir em frente”.

A pesquisa no Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie de Chicago é conduzida pelo Instituto de Pesquisa Infantil Stanley Manne. O Manne Research Institute está focado em melhorar a saúde infantil, transformando a medicina pediátrica e garantindo futuros mais saudáveis ​​por meio da busca incansável de conhecimento. A Lurie Children’s é uma organização sem fins lucrativos comprometida em fornecer acesso a cuidados excepcionais para todas as crianças. É classificado como um dos principais hospitais infantis do país pelo US News & World Report. Lurie Children’s é o campo de treinamento pediátrico da Northwestern University Feinberg School of Medicine.

Fonte: Portal Science Daily – https://www-sciencedaily-com.translate.goog/releases/2023/07/230728121132.htm?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc


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Tosse, espirros, congestão nasal. O bebê pegou um resfriado e os sintomas estão demorando a passar? Atenção, a causa pode ser outra: alergia. Trata-se de uma reação imunológica exagerada do organismo ao entrar em contato com determinadas substâncias (alérgenos), em geral, inofensivas para a maioria das pessoas. Como os sinais são parecidos com os de outras doenças, às vezes, pode haver confusão no diagnóstico. Nos primeiros anos de vida, as mais comuns são as respiratórias (asma e rinite) e as alimentares.

Asma e rinite alérgica

A asma é uma inflamação das vias aéreas (dutos por onde passa o ar), o que faz com que fiquem mais estreitas e, por consequência, causa dificuldade para respirar. Nos asmáticos, a mucosa que reveste as vias aéreas reage mal, digamos assim, à poeira, pelos de animais, alterações climáticas, fumaça e fungos (mofo e bolor), entre outras coisas. Ao ser exposto a essas substâncias, o bebê pode apresentar falta de ar, tosse, dor e chiado no peito. Mas vale lembrar que o último sintoma é relativamente comum em bebês durante gripes ou resfriados – e desaparece com o tempo.

Já a rinite alérgica se caracteriza por uma inflamação da mucosa nasal ao entrar em contato com alérgenos como o pólen, fungos (mofo e bolor) e ácaros presentes em pelos de animais e na poeira doméstica. Os sintomas mais comuns são espirros, coriza, coceira e congestão nasal.

Alergia alimentar 

Como o sistema imunológico dos pequenos ainda é imaturo, certos alimentos como ovo, trigo, leite, soja, frutos do mar, castanhas e até mesmo frutas cítricas e vermelhas podem causar alergia. Os sinais – urticária, cólicas, diarreia, inchaço nos lábios e na língua e também dificuldade para respirar – aparecem logo depois que a criança comer alguns desses itens. Ou, ainda, se a mãe ingerir algum dos alimentos que provoquem alergia na criança, no caso dos bebês que mamam no peito. A perda de sangue nas fezes é um sinal importante desse tipo de alergia: se notar algo suspeito ao trocar as fraldas do bebê, avise o pediatra.

Diagnóstico e tratamento

A melhor maneira de detectar a alergia é por meio de uma avaliação cuidadosa do pediatra, que vai fazer um exame clínico do bebê e checar o histórico da família, já que a doença tem um fator genético importante. Se achar necessário, o médico também pode solicitar alguns exames de sangue (como o Rast) e testes alérgicos de laboratório para complementar e indicar um especialista em alergias.

O tratamento varia conforme o tipo da doença. No caso da asma, existem medicamentos chamados de resgate, para amenizar os sintomas rapidamente durante as crises, e os de controle (usados por um período maior como forma de prevenção). Já a rinite também pode ser aliviada com medicação, mas assim como no tratamento da asma, é fundamental evitar o contato com a substância desencadeadora dos sintomas.

O problema é que, mesmo mantendo a casa bem limpinha, é praticamente impossível eliminar o ácaro 100% dos ambientes. Ainda assim, a casa, principalmente no quarto do bebê, deve ser bem arejada e sem cortinas, bichos de pelúcia, tapetes e outros acessórios que acumulam poeira.

Contra as alergias alimentares vale a mesma recomendação: remédios para tratar os sintomas, quando necessários, e afastamento dos alimentos que provocam reações. Em algumas situações, basta substituir o leite por alguma fórmula antialérgica. E quando o bebê mama no peito, a mãe fica proibida de comer o que estiver causando alergia na criança.

O bebê vai ser alérgico para sempre? 

De maneira geral, as alergias alimentares provocadas por leite, ovos, trigo e soja que aparecem ainda na infância tendem a desaparecer entre os 3 e 5 anos de idade. Já as causadas por amendoim, nozes e frutos do mar podem durar a vida inteira.
As respiratórias, infelizmente, são crônicas, ou seja, não têm cura.
Mas com o tratamento adequado, a criança pode viver sem crises e se desenvolver normalmente.

Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador.

Fonte: revista Materlife e divulgado em: Blog da Alergia – www.blogdalergia.com.br


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De HIV a cura da calvície, as células-tronco estão se tornando uma importante ferramenta para a medicina regenerativa – e a ciência brasileira tem destaque nessa nova corrida

Nova York, Düsseldorf, Londres e Berlim são os codinomes das pessoas que representam, possivelmente, os primeiros casos de cura da infecção pelo vírus HIV por meio de um método inovador: o transplante de células-tronco.

Os quatro eram portadores do vírus causador da aids e sofriam com câncer sanguíneo (três com leucemia e um com linfoma não Hodgkin). A partir do tratamento com quimioterapia e da intervenção com células de doadores compatíveis, eles tiveram a remissão dos sintomas – tanto do câncer no sangue quanto da imunodeficiência.

O caso de Nova York virou notícia em março deste ano, após a publicação de um estudo no periódico Cell por cientistas de diversas instituições dos Estados Unidos. Com 64 anos, a pessoa por trás do nome da cidade estadunidense é a única mulher do grupo. Ela também foi a única que recebeu células-tronco retiradas do cordão umbilical de um bebê, que tinha genes de resistência ao HIV. O transplante aconteceu em 2017, ela está livre do câncer há cinco anos e sem medicação antirretroviral há dois.

Outro fato notável da paciente norte-americana é que ela é parda. Estima-se que a incidência do gene mutante imune ao HIV seja menor do que 1% em populações não brancas — o que reduz as chances de a intervenção ser bem-sucedida em alguém como Nova York.

Os resultados estão sendo celebrados pela comunidade científica por confirmarem não só a possibilidade de eliminar o HIV do organismo, mas a consistência da técnica baseada nesses recursos celulares — que há décadas vêm chamando atenção por suas promessas incalculáveis de cura.

Por um punhado de células
Os seres humanos são compostos por 37 trilhões de células, que podem ser classificadas em mais de 200 funções. Todas elas – ósseas, cerebrais, sanguíneas, musculares ou sexuais – derivam de células-tronco (CT). Não à toa, em alguns idiomas, como espanhol e árabe, elas são chamadas de células “mãe” ou “raiz”, pois têm a habilidade de originar, autorregenerar e se transformar em células e tecidos específicos.

As células-tronco podem ser divididas em dois grandes grupos de acordo com sua origem e capacidade de diferenciação. O primeiro é o das adultas (hematopoiéticas e mesenquimais), que aparecem durante o desenvolvimento fetal e permanecem no organismo por toda a vida. O segundo é formado pelas embrionárias (totipotentes e pluripotentes), presentes em embriões humanos poucos dias após a fecundação, antes mesmo que eles se fixem no útero.

Comparadas às embrionárias, as células-tronco adultas são mais especializadas. Elas funcionam como cartas de um mesmo naipe. Por exemplo, as hematopoiéticas, que dão origem aos sistemas imunológico e sanguíneo, podem gerar glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, mas não produzem células cerebrais. Da mesma forma, células mesenquimais, capazes de se diferenciar para formar tecidos de gordura, musculares ou ósseos, não darão origem a células do sangue.

As CTs adultas são velhas conhecidas da ciência: estão na medula óssea, na veia do cordão umbilical, na placenta. Mais recentemente, foram descobertas em células de gordura, na polpa dos dentes, nas paredes do intestino e “camufladas” em vários outros lugares para substituir células e reparar tecidos que foram danificados em lesões ou pelo próprio envelhecimento.

Nos anos 1980, três décadas após os primeiros transplantes com células-tronco da medula óssea, pesquisadores perceberam que, além de terem células mesenquimais, a placenta e o cordão umbilical são fontes abundantes de células-tronco hematopoiéticas (semelhantes às da medula) – logo, possuem grande propriedade imunológica e de regeneração.

Soma-se a isso o fato de as células do cordão umbilical serem de mais fácil acesso, mais jovens, menos expostas a vírus e bactérias e 100% compatíveis com a própria pessoa, o que reduz os riscos de complicação em transplantes. Essa descoberta abriu caminho para o estudo de terapias contra centenas de problemas. Décadas depois, o caso de Nova York é um reflexo disso.

Doenças in vitro

Degeneração da mácula, incontinência urinária, diferentes tipos de câncer, tratamento de queimaduras, sequelas de AVC, doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, autoimunes, hepáticas, respiratórias e até reversão da calvície compõem a extensa lista de males que podem ser combatidos com células-tronco.

Com elas, os cientistas conseguem compreender o desenvolvimento de doenças sem depender de animais ou embriões humanos. “As células-tronco pluripotentes induzidas foram uma grande revolução, porque além de tirar a limitação que temos com o embrião, permitiram que se utilizassem essas células em pesquisa básica, para ser um modelo robusto de doenças humanas in vitro”, explica a física Lygia da Veiga Pereira, diretora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE), do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da Universidade de São Paulo (USP). “Agora podemos pegar células de uma pessoa com Alzheimer, por exemplo, e produzir neurônios com Alzheimer para analisá-los. As células-tronco pluripotentes induzidas foram uma grande revolução, porque além de tirar a limitação que temos com o embrião, permitiram que se utilizassem essas células em pesquisa básica”, Lygia Pereira, diretora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias

Mas nem tudo são flores. Sempre que uma área ganha destaque na medicina, cresce a picaretagem em torno dela. Não foi diferente após a descoberta de Takahashi e Yamanaka, quando formou-se um verdadeiro turismo por clínicas que prometiam intervenções milagrosas com células-tronco a partir de métodos que ainda não foram devidamente aprovados pelos órgãos responsáveis.

Em 2017, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos que corresponde à Anvisa no Brasil, emitiu um alerta sobre “prestadores de serviços sem escrúpulos que oferecem células-tronco sem eficácia comprovada”.

“Algumas clínicas anunciam falsamente que a terapia com células-tronco não precisa ser avaliada e aprovada pela FDA. Mas quando os ensaios clínicos não são conduzidos sob um IND [sigla em inglês para solicitação para novos medicamentos experimentais], isso significa que a FDA não avaliou a terapia para ajudar a garantir que ela seja razoavelmente segura”, diz a agência no comunicado.

No momento, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, as promessas estão ainda em fase de testes. O que está ao alcance da população são as células-tronco obtidas do sangue ou da medula óssea para tratar pacientes com câncer, distúrbios hepáticos ou imunológicos. Em 2020, a Anvisa chegou a atualizar suas diretrizes sobre a avaliação de terapias celulares com base nos critérios das agências dos EUA, do Japão e da Europa. O que não faltam por aqui, contudo, são pesquisas que investigam as inúmeras promessas das células-tronco para nossa saúde.

Brasil no topo

Uma a cada 650 crianças que nascem no país tem fissura labiopalatina. Esse problema congênito de má formação dos lábios e do palato (o céu da boca) pode prejudicar o desenvolvimento e é envolto em preconceito. As crianças têm mais dificuldade para comer e falar, o que pode levar a má nutrição, e também costumam sofrer bullying e até enfrentar problemas de socialização na vida adulta.

A dentista Daniela Franco Bueno luta para mudar esse cenário. Pesquisadora de células-tronco há 20 anos, quando esse campo da ciência ainda era “mato”, ela desenvolveu um método que assegura menos dor e menor tempo de recuperação. Em vez de retirar um naco da bacia, a ideia é usar células-tronco dos dentes de leite da própria criança para preencher o palato. “Se a gente tem célula-tronco mesenquimal em qualquer tecido do corpo e sabemos que os enxertos de ossos nas fissuras são feitos entre 8 e 12 anos, por que, em vez de usar a crista ilíaca, não usamos célula-tronco do dente de leite — que, querendo ou não, vai cair?”, indaga Bueno.

As pesquisas feitas pelo time liderado por Fernandes tiveram resultados positivos até o momento. “Tenho uma visão otimista, acho que em cinco a dez anos esse tipo de terapia estará disponível no Brasil”, diz o médico. As mesmas capacidades de regeneração e reconstrução das células tronco podem ser úteis, ainda, na dermatologia. Um estudo brasileiro de 2020 mostrou que um tratamento com CTM contra o envelhecimento da pele trouxe resultados positivos em semanas. A injeção de células-tronco do tecido adiposo se revelou capaz de regenerar a pele afetada por elastose solar, processo em que as fibras elásticas e de colágeno são desgastadas pela exposição ao sol.

Até na compreensão dos efeitos de antidepressivos na gravidez essas células podem ajudar. Para tentar entender melhor a atuação dessas drogas no cérebro humano, cientistas do Laboratório de Neurogenética da Universidade Federal do ABC, em São Paulo, propuseram um modelo experimental de ensaios com células-tronco de pluripotência induzida para investigar os neurônios do embrião no útero de mulheres em tratamento com antidepressivos. Como esse tipo de célula-tronco tem o poder de gerar organoides cerebrais, ele pode ser aproveitado para observar os efeitos dos remédios em diferentes dosagens e ao longo do desenvolvimento embrionário.

O Brasil é o terceiro país com mais pesquisas em células-tronco nas Américas, atrás de Estados Unidos e Canadá, como mostra a plataforma ClinicalTrials.gov, que reúne ensaios clínicos de todo o mundo. Somente em 2023, por exemplo, um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com Harvard, teve três estudos divulgados em publicações científicas de renome. Edroaldo Lummertz da Rocha e sua equipe usaram um software específico para investigar processos biológicos na formação de células sanguíneas. Uma proteína chamada APP, conhecida por estar envolvida em doenças neurodegenerativas, também participa da criação de células-tronco hematopoiéticas, segundo as investigações.

“Existe um interesse grande da academia e, além da qualidade dos profissionais envolvidos, os custos para pesquisas e ensaios clínicos são comparativamente mais baratos do que nos Estados Unidos, por exemplo”, lembra Tiago Lazzaretti Fernandes. A esperança é que, enquanto as pesquisas avançam, mais pessoas possam colher os frutos que brotam desse ramo da ciência.

Fonte: Revista Galileu – https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2023/07/pesquisas-com-celulas-tronco-avancam-no-mundo-e-brasil-e-destaque.ghtml

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A Criogênesis, clínica de coleta de células-tronco – uma das primeiras do Brasil e há mais de 10 anos colabora com o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) em busca de resultados positivos nos tratamentos do câncer infantil.
Nesta semana, a Criogênesis recebeu do GRAACC o Certificado de Empresa Investidora 2023, que confirma o seu apoio. Ambas as partes acreditam na cura do cancer infantil com qualidade de vida e no uso de células-tronco para atingir o objetivo.
A Criogênesis acredita que é de extrema importância o trabalho realizado pelo Grupo, além da busca por casos de sucesso, permite avanços na área da medicina, além de estudos futuros.

Segundo dados do Hospital do GRAACC, localizado em São Paulo, entre janeiro e março deste ano, foram realizadas 159 consultas, 93 novos casos de câncer infantil, mais de seis mil aplicações de quimioterapia, 1.110 sessões de radioterapia e 37 transplantes de medula óssea.

Células-tronco cura câncer?

A terapia celular permite que os médicos especialistas façam a quimioterapia e a radioterapia em doses relativamente mais altas do que o costume, alcançando a máxima eliminação das células contaminadas pela doença. Isso é possível, pois além do potencial terapêutico das células-tronco, estas podem também ser modificadas geneticamente e podem combater o tipo de câncer específico da pessoa, aumentando a chance de cura. O tratamento com células-tronco permite também que o paciente restaure a própria imunidade com mais agilidade aumentando a sua qualidade de vida.


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Procedimento é a nova alternativa da medicina para diminuir a dor e cicatrizar as lesões do joelho. Cirurgia é feita com laser e já é realizada no Espírito Santo

Quem convive com problemas na cartilagem do joelho, sabe o quanto as dores são capazes de limitar atividades comuns do dia a dia, como caminhar, subir escadas ou fazer uma atividade física. Quando os remédios e a fisioterapia deixam de fazer efeito, a saída costuma ser sempre uma complexa e dolorosa cirurgia. Mas os avanços da medicina regenerativa, agora já permitem que o problema seja solucionado de forma mais eficaz com a ajuda de células-tronco.

De acordo com o cirurgião Cid Moura, ortopedista do Vitória Apart Hospital, hoje já é possível, com ajuda do laser, coletar células-tronco de alta qualidade para reparar a cartilagem danificada do joelho. Tudo isso feito em um único procedimento, junto a uma videoartroscopia, com menos dor e recuperação mais rápida para o paciente, como aconteceu recentemente no Vitória Apart.

“O que traz limitação das atividades ao paciente com problema na cartilagem é a dor. A cartilagem tem por função absorver o impacto nas articulações. Com o dano da cartilagem o osso fica exposto, sem proteção, e em atrito com outro osso. É bastante doloroso. Diferente dos outros tecidos, a cartilagem apresenta pouco potencial de cicatrização pois não tem circulação sanguínea, comum aos tecidos, que é o que traz todos os elementos para promover a cicatrização. Por essa característica, as lesões de cartilagem são sempre difíceis de serem tratadas. Mas a medicina regenerativa está muito evoluída e dentro dela nós temos a aplicação de células-tronco mesênquimais, que têm uma função interessante que é de reparar e renovar os tecidos do corpo”, explica.

Como funciona

É esperado que as articulações sofram um desgaste natural com o tempo, mas isso pode ser acelerado pelo impacto de atividades físicas como futebol e corrida, traumatismos ou até mesmo uma carga genética. Nos casos avançados da doença no joelho, quando os procedimentos tradicionais como medicamentos e a fisioterapia deixam de ser efetivos para a melhora dos sintomas, um dos recursos terapêuticos pode ser uma complexa cirurgia. Mas, os avanços da medicina regenerativa, agora já nos apresenta uma forma eficaz de tratamento com a ajuda de células-tronco mesênquimais, como demonstram vários estudos clínicos. Esse procedimento surge como uma alternativa intermediária.

“A célula tronco é retirada da gordura da coxa. Com ajuda do laser, a gordura é descolada, depois aspirada e centrifugada, e então é aplicada dentro da articulação do joelho. É um procedimento cirúrgico feito de uma só vez, junto a uma videoartroscopia. Antes a gente não tinha essa opção com células-tronco. Eram os procedimentos tradicionais, com remédios, e que depois terminavam em grandes cirurgias. Esse método de tratamento está sendo aplicado nesse grande espaço entre um e outro. É um tratamento bastante promissor para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, detalha o ortopedista do Vitória Apart.

O objetivo do tratamento é cicatrizar a lesão presente na cartilagem do joelho do paciente, reparar o problema. “Denominamos células-tronco mesênquimais àquelas com capacidade de dividir-se e diferenciar-se em distintos tipos celulares. Temos então, na ortopedia, a opção da aplicação de células-tronco dentro da articulação, que têm uma função interessante que é a de reparar e renovar os tecidos do corpo. Pacientes com um quadro mais avançado não vão recuperar a integridade da cartilagem, mas melhora muito o sintoma. Realmente é uma revolução no tratamento das lesões da cartilagem. Sem dúvida melhora muito a dor”, conclui.

Fonte: https://es360.com.br/bem-estar/noticia/tecnica-com-celulas-tronco-diminui-dores-no-joelho-de-pacientes/


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Ao engravidar podem surgir muitas dúvidas, principalmente quando falamos sobre uma mãe de primeira viagem. Mas isso não quer dizer que quem já tem filho sabe tudo sobre o assunto, certo? Cada gestação é única, assim como os cuidados com cada criança. Pensando nisso, é interessante conhecer um guia para ficar por dentro de todas as etapas.

Com as informações corretas, fica mais fácil curtir ao máximo e com tranquilidade esses momentos únicos. Por isso, vale a pena conferir abaixo perguntas respondidas pela Dra. Flavia Burim Scomparini (CRM-SC: 22716), ginecologista e obstetra e pelo Dr. Clay Brites (CRM-PR: 16787), pediatra e neurologista infantil.

O momento do parto assusta várias mamães, que já ficam sem saber qual tipo escolher, como será a recuperação e todos os outros detalhes. Mas, pode ficar tranquila, as respostas para vários questionamentos estão aqui.

Com quantas semanas em média o parto acontece?

Dra. Flavia: A maioria das pacientes terá o seu parto entre a 39ª semana e a 41ª semana, por isso, o cálculo da data prevista para o parto (DPP) é feito para 40 semanas.

Quais são os sinais de trabalho de parto?

Dra. Flavia: O trabalho de parto é definido pela presença de contrações uterinas regulares, com intervalo médio de 3 minutos, capazes de gerar modificação no colo uterino. Essas contrações normalmente se iniciam com intensidade leve, sendo mais perceptíveis na região lombar e no fundo uterino, e irradiando para o baixo ventre. A regularidade começa com intervalos longos, 15 a 20 minutos, e depois passa a intervalos mais curtos, 3 a 5 minutos.

Vale lembrar que a perda de líquido por rompimento da bolsa poderá ocorrer mesmo fora do trabalho de parto e também é uma indicação para avaliação médica imediata e possível internação hospitalar.

Como escolher o tipo de parto?

Dra. Flavia: A via de parto no Brasil não é uma escolha da paciente e sim uma indicação médica. No sistema privado temos a possibilidade de levar em consideração o desejo da paciente, porém no sistema público, o parto normal é a primeira via, sendo a cesárea uma alternativa para os casos em que o parto normal não é possível.

Há diferença entre parto normal, natural e humanizado?

Dra. Flavia: Sim. O parto normal é o nome amplo que damos ao parto por via vaginal. Ele pode ser natural e humanizado ao mesmo tempo.

O parto natural é aquele em que não são realizadas intervenções ou uso de medicações para o estímulo do nascimento.

O parto humanizado é o termo que usamos para o parto que respeita as preferências da mãe e o tempo do bebê. No parto humanizado, por exemplo, o bebê vai direto para o colo da mãe e permanece em contato com sua pele pela próxima hora. O pediatra faz a avaliação do recém-nascido ainda nos braços da mãe, e o clampeamento e corte do cordão umbilical é feito após a parada da pulsação.

Quais são as melhores posições para o parto normal?

Dra. Flavia: Cada paciente irá escolher a posição em que se sente mais confortável para o momento do expulsivo. Não existe uma única posição. Na minha prática profissional, gosto muito do uso do banco de parto, pois ele mimetiza a posição de cócoras ao mesmo tempo em que facilita a descida do bebê pelo canal de parto pela ação da gravidade.

O que fazer quando a bolsa romper?

Dra. Flavia: O primeiro conselho que dou às minhas pacientes é que elas fiquem calmas. A rotura da bolsa pode ocorrer horas antes do nascimento do bebê e não significa que o bebê irá nascer nos próximos minutos.

Ao perceber a saída de grande quantidade de líquido claro, com odor semelhante ao de alvejante, se a paciente estiver sem dor, ela poderá tomar um banho e encaminhar-se à maternidade para avaliação com calma. Nos casos em que a paciente já vinha apresentando contrações, recomenda-se a ida imediata à maternidade para avaliação, já que não temos como saber se já pode ou não ter dilatação do colo uterino.

E se a bolsa não estourar naturalmente?

Dra. Flavia: Nos casos em que a paciente permanece em trabalho de parto e a bolsa não se rompe, o médico poderá fazer a rotura artificial das membranas no momento oportuno. Em alguns casos, essa intervenção não se faz necessária, podendo, inclusive, o bebê nascer com a bolsa íntegra, como nos casos de parto empelicados.

Quando é preciso induzir o parto?

Dra. Flavia: A indução do parto pode ter inúmeras indicações. A idade gestacional superior a 41 semanas é uma delas. Acima dessa idade gestacional, não temos mais benefício em aguardar o desencadeamento espontâneo do parto, por isso, nessas circunstâncias orientamos que seja realizada internação hospitalar e indução medicamentosa do parto.

Outras indicações são: diabetes gestacional, aumento da pressão arterial, fetos com baixo peso ou com redução do líquido amniótico, rotura da bolsa e ausência de contrações espontâneas.

O que causa um parto prematuro?

Dra. Flavia: As infecções vaginais e urinárias são causas importantes de partos prematuros, por isso, devem ser tratados com atenção quando identificados. Outras causas incluem: colo uterino curto ou incompetente (que inicia a dilatação conforme ocorre o aumento do peso do feto), gestações múltiplas, alterações vasculares (doppler) do bebê por pressão alta da mãe ou diabetes gestacional descompensado e com repercussões fetais.

O parto é um momento único, por isso, é importante escolher um(a) profissional que se identifique com a gestante. Afinal, ele ou ela será responsável por trazer o bebê ao mundo.

Fonte: Portal Dicas de Mulher