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Dados da Unicef e Ministério da Saúde apontam que 11,7% de todos os partos ocorrem antes do tempo previsto

 

Bebês são seres vulneráveis e que demandam de inúmeros cuidados, principalmente àqueles que nascem antes do tempo previsto. Nestes casos, é comum que os responsáveis tripliquem a sua preocupação e zelo quanto ao recém-nascido. Segundo, Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis, o parto prematuro ocorre quando o feto nasce antes das 37 semanas de gestação, o que pode acontecer devido a diversas causas, que vão desde infecção uterina, ruptura prematura da bolsa amniótica, descolamento da placenta a doenças relacionadas com a saúde da grávida, como anemia ou pré-eclâmpsia.

Comemorado anualmente em 17 de novembro, o Dia Mundial da Prematuridade foi criado para chamar a atenção para um problema que atinge 15 milhões de crianças todos os anos ao redor do mundo. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Ministério da Saúde, apontam que 11,7% de todos os partos ocorrem antes do tempo.

Pensando em esclarecer as principais dúvidas que se repercutem sobre a prematuridade em recém-nascidos, o especialista lista abaixo os mitos e verdades mais comuns sobre o tema:

  1. Prematuros apresentarão problemas de saúde ao longo da vida

Depende. Dr. Renato ressalta que isso varia muito. “De uma forma geral, quanto mais prematura tiver nascido a criança, maior será a probabilidade de ter alguma sequela no futuro. Porém, é pouco comum os casos bebês considerados prematuros extremos”, explica. Sendo assim, tudo irá depender da avaliação médica e de como o bebê evolui com os tratamentos oferecidos.

2. Recém-nascidos prematuros são mais vulneráveis

Verdade. Por não estarem totalmente desenvolvidos, consequentemente, são mais suscetíveis a infecções, sendo comum que a taxa de mortalidade e de doenças graves aumentem consideravelmente. “Por este motivo, o cuidado dos pais deve ser muito maior, em especial com os problemas respiratórios””, destaca.

3. Não é possível realizar a coleta do sangue e tecido do cordão umbilical em bebês prematuros

Mito. Assim como para os que tiveram o ciclo gestacional completo, os prematuros também podem ter o seu tecido do cordão umbilical coletado em qualquer idade gestacional e o sangue pode ser coletado a partir de 32 semanas. O ginecologista informa que ao optar pelo armazenamento do material os pais estarão garantindo uma reserva importante de células-tronco, utilizadas no tratamento de mais de 89 tipos de doenças como, cânceres do sangue, doenças auto-imunes e degenerativas, dentre outas.

4. Bebês prematuros não podem ser amamentados

Mito. “Eles devem ser amamentados, porém, alguns podem não conseguir sugar. Mesmos os prematuros maiores podem sugar muito lentamente e acabarem não ganhando peso. Em alguns desses casos, a alimentação pode ocorrer por meio de sondas”, aponta. O médico afirma que o ideal é alimentar o bebê com leite materno ordenhado, mas pode ser necessário o uso de nutrição endovenosa.

5. A prematuridade pode ser evitada

Verdade. Com a realização dos exames durante a gestação, é possível acompanhar a evolução da criança e prever como serão os próximos meses. “Caso a grávida apresente algum fator de risco que possa levar ao parto prematuro, o seu especialista pode receitar alguns tratamentos para que o quadro seja evitado”, concluí.

 

 

 


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Diretor do Grupo Criogênesis explica como pode beneficiar mais de 13 milhões de diabéticos no Brasil

Em 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, que tem por objetivo conscientizar a população acerca dos riscos, a importância da prevenção e tratamento adequado da doença. A data foi criada em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afim de debater o seu impacto global causado à saúde. A doença se configura pela falta de insulina no sangue, que é desencadeada devido à insuficiência de produção pelo pâncreas, levando ao aumento na taxa de glicose, que eleva a concentração de açúcar nas células sanguíneas.

De acordo com doutor Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, o diabetes é dividido em quatro tipos principais: o Tipo 1, que surge durante o nascimento e é considerado autoimune, o Tipo 2, mais comum por hábitos alimentares indevidos que causam resistência à produção de insulina, diabetes gestacional, que acontece durante a gravidez e tem relação direta com as alterações hormonais da mulher, e o pré-diabetes, descontrole e elevação do açúcar no sangue, entretanto insuficiente para um diagnóstico conclusivo. “A enfermidade causa um déficit na metabolização da glicose, que pode trazer riscos eminentes à saúde. Seus sintomas mais recorrentes são cansaço, alterações na visão, aumento do apetite, sensação de sede de forma exagerada e vontade frequente de urinar”, explica.

Atualmente, cerca de 13 milhões de indivíduos são considerados diabéticos no Brasil, o equivalente a 7% da população, conforme dados da Sociedade Brasileira de Diabetes. Apesar de ser uma doença controlável, Tatsui afirma que não há cura, principalmente para o Tipo 1, que é considerado o mais grave. “Nesse caso, o sistema de defesa identifica as células ß do pâncreas, que realizam o equilíbrio de açúcar no sangue, e as destroem. Dessa maneira, é necessário a aplicação do hormônio injetável e o controle diário da taxa de glicose”, comenta o hematologista.

Nos últimos anos novos tratamentos à base de células-tronco têm se mostrado promissores contra a patologia. Estudos publicados em diferentes revistas internacionais concluíram que células humanas foram transformadas em produtoras de insulina ou foram capazes de diminuir a destruição das células ß do pâncreas. Uma pesquisa, neste caso pioneira, foi realizada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), em conjunto com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que apontou que o transplante de células-tronco é potencialmente eficiente contra o diabetes Tipo 1. “Os pacientes necessitaram de menores índices de insulina, proporcionando uma maior qualidade de vida. Uma recente meta-análise demonstra que as células mesenquimais do tecido do cordão apresentam algumas vantagens, sendo pertinente a indicação da coleta do sangue de cordão e o tecido para familias com tendência ao diabetes”, afirma.

Para o futuro, doutor Nelson declara que existe a expectativa de avanço no desenvolvimento de vacinas especializadas. O médico salienta que apesar de estarem em estágios iniciais, o imunizante pode ajudar a impedir o diabetes. “Resultados publicados no jornal acadêmico Diabetes Care indicam que em um dos subconjuntos de pacientes, a perda de insulina aconteceu de forma mais lenta, o que é bastante positivo. Novos estudos devem consolidar ainda mais os rumos de terapias bem sucedidas no futuro”, finaliza.

 


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Técnica possibilita o uso das células do próprio paciente no tratamento da doença

A Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) é uma condição clínica caracterizada pelo marcante comprometimento da resposta do sistema imunológico. É uma síndrome decorrente de imunodeficiência e potencialmente fatal, sendo as formas de caráter hereditário, podendo ser causadas por mutações gênicas. Como causas possíveis, associam-se defeitos genéticos ligados ao cromossomo X ou a deficiência da enzima ADA – presente em grandes quantidades nos linfócitos, que são células de defesa do corpo. Sendo considerada uma doença grave e rara, ela atinge sobretudo os meninos, mas não exclusivamente, pois há outras causas não ligadas ao cromossomo X, ocorrendo uma vez em cada 75.000 nascidos vivos do sexo masculino, conforme apontam estudos.

Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, explica que os bebês portadores dessa síndrome, geralmente aparentam estar saudáveis ao nascer, mas que “com o tempo, podem desenvolver alguns sintomas, como infecções graves, retardo do crescimento pôndero-estatural (curva de crescimento peso x estatura ) e diarreia crônica”, comenta. O especialista ressalta que quando já houveram casos de SCID na família, o diagnóstico pode e deve ser realizado mesmo antes da criança desenvolver qualquer sintoma.

A princípio, a única possibilidade de tratamento viabilizada pela medicina era por meio do transplante alogênico de células-tronco (que possui somente 60% de chances de eficiência), com alta dificuldade para o encontro de um doador totalmente compatível. Caso não conseguissem a doação, os pacientes portadores dessa condição precisavam viver em bolhas livres de germes para manterem-se vivos.

Em 2020, a revista Science divulgou um relatório sobre o sucesso de terapia gênica no tratamento de bebês portadores da SCID no Hospital Necker-Enfants Malades, em Paris. Segundo os pesquisadores responsáveis, três meses após realização do procedimento, eles voltaram para as suas residências, vivendo como qualquer outra criança. Dez meses depois, seus sistemas imunológicos estavam normais.

A terapia gênica utiliza técnicas de DNA recombinante para substituir ou manipular genes com problemas do próprio paciente. Dr. Nelson informa que a correção é realizada diretamente no DNA das células-tronco hematopoéticas, pois essas são as responsáveis pela fabricação do sangue. “As células-tronco serão coletadas, submetidas à edição gênica e reinfundidas no paciente. A vantagem é justamente utilizar as células já presentes no individuo, que são denominadas como autólogas, eliminando problemas relacionados ao transplante alogênico, que provém de doadores compatíveis”, afirma.

CÉLULAS-TRONCO NA PREVENÇÃO À SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA COMBINADA GRAVE

Em 2020, a geriatra Ligia Cristina Pagotto, grávida do seu primeiro filho, procurou a Criogênesis para a coleta do sangue do cordão umbilical, que é rico em células-tronco hematopoiéticas e mesenquimais. A presença de um caso da Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave em seu histórico familiar, mais especificamente em um primo de segundo grau, foi a motivação. “O filho da minha prima foi diagnosticado com essa síndrome e, inclusive, fez o transplante de medula óssea ano passado. Justamente por isso, nós, da família, fomos orientados a realizar a coleta”, informa.

A médica conta que, desde o início da sua gravidez, começou a pesquisar sobre a doença e suas possíveis formas de tratamento. Ao conversar com o doutor Fabrício Antonialli, médico da Criogênesis, em Campinas-SP, acabou optando pela coleta do material como forma preventiva, caso o seu filho fosse diagnosticado como portador da doença.

Segundo Fabrício, o benefício do armazenamento das células-tronco é justamente a possibilidade de uso das células do próprio paciente, mediante à alteração genética em laboratório, no combate a doenças como a SCID. “Hoje em dia, a chance de encontrar um doador compatível para o transplante de medula óssea é de 1 em 100.000, conforme é indicado pelo Ministério da Saúde. Porém, com o avanço da medicina, técnicas como a terapia gênica configuram-se, cada vez mais, como uma forma eficiente de tratamento de patologias graves e consideradas com uma baixa chance de sobrevida, como é o caso da Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave”, destaca.

O médico ainda ressalta que além da importante função das células-tronco hematopoiéticas em recuperar o sistema imunológico, as células mesenquimais presente no sangue de cordão umbilical se caracterizam pela sua capacidade de gerar tecidos como: músculos, ossos, cartilagem e gordura, possibilitando melhorias em quadros de fraturas e queimaduras, por exemplo. Além disso, também apontam eficiência no tratamento de doenças degenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. “O sangue de cordão umbilical apresenta muitos benefícios à saúde humana e descarta-lo no momento do parto é uma arrogância. Ele é coletado de forma indolor e não oferece riscos à mãe ou ao recém-nascido, este procedimento é recomendado a todas as famílias com histórico de doenças genéticas e oncológicas”, finaliza.


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O câncer é uma doença que se origina após o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos do corpo humano. Atualmente, há conhecimento de mais de 100 tipos distintos, que atingem milhões de pessoas todos os anos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), esse mal é a segunda maior causa de morte em todo o mundo, sendo responsável por 1 em cada 6 óbitos.

Apesar do avanço da medicina nas últimas décadas, por meio de quimioterapias e radioterapias mais seguras e menos agressivas, além do uso de novas tecnologias como ferramentas aliadas para o aumento da expectativa e qualidade de vida, o tratamento convencional continua sendo uma opção invasiva aos pacientes.

Todavia, a imunoterapia tem se configurado cada vez mais uma alternativa promissora para o combate da enfermidade. A terapia, que se iniciou no final dos anos 90, se baseia no estímulo e fortalecimento do sistema imunológico para que ele possa combater os tumores. Entre os variados tratamentos que utilizam a transferência de células adotivas, o Car-T-Cell vem se mostrando o procedimento mais avançado até então.

A técnica consiste em isolar o linfócito T – um tipo de leucócito, que realiza a defesa do organismo – e com o auxílio de um vetor viral geneticamente modificado em laboratório, ele é introduzido à célula isolada in vitro. Através desse método, uma sucessão de alteração em receptores do linfócito passam a reconhecer o antígeno a ser combatido nas células do câncer. A terapia foi desenvolvida nos Estados Unidos em 2017 e vem sendo utilizada para tratamentos de leucemia linfoblástica aguda, linfoma difuso e mieloma múltiplo. Em 2019, a terapia Car-T-Cell foi realizada pela primeira vez no Brasil em um paciente que tinha linfoma não-Hodgkin.

Estudos realizados em mais de 25 países e apresentados na reunião anual da Associação Europeia de Hematologia, em 2017, mostraram que dos 68 pacientes com leucemia aguda, 83% obtiveram remissão completa em até três meses após a infusão. Mais recentemente, em fevereiro de 2021, a agência reguladora americana FDA (Food ad Drug Admistration) aprovou o uso do Car-T-Cell para o tratamento de linfomas de células B agressivas. A liberação foi baseada em resultados de estudos clínicos publicados a revista científica The Lancet, que avaliou o uso em 192 pacientes e teve uma resposta global de 73%. Tais dados confirmam a eficácia do procedimento para proporcionar qualidade de vida aos enfermos.

Apesar de o tratamento ser extraordinário, um dos principais impeditivos para seu desenvolvimento em alta escala com pacientes no mundo todo se deve aos preços astronômicos. O método custa em torno de 400 mil dólares, além dos gastos hospitalares.

Com o desenvolvimento de novas pesquisas e estudos nos próximos anos, o Car-T-Cell tem tudo para ser uma técnica inovadora para além do tratamento do câncer, mas também de doenças autoimunes e infecciosas. Pacientes que possuem lúpus sistêmico e miastenia gravis, por exemplo, tendem a se beneficiar futuramente com a tecnologia.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 17 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br

Artigo: Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP


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Com as taxas globais de infertilidade masculina continuando a aumentar, um novo estudo em pesquisas com células-tronco espermatogoniais liderado por pesquisadores da Universidade da Geórgia oferece esperança para futuras terapias clínicas.

O estudo, que foi publicado recentemente na Fertility and Sterility Science , é o primeiro a mostrar que células de esperma funcionais podem ser feitas em um prato usando células-tronco embrionárias de primatas.

“Este é um grande avanço para a produção de terapias baseadas em células-tronco para tratar a infertilidade masculina nos casos em que os homens não produzem espermatozoides viáveis”, disse o pesquisador Charles Easley, professor associado da Faculdade de Saúde Pública da UGA.

Os pesquisadores usaram células-tronco embrionárias de macacos rhesus para gerar espermatozoides imaturos conhecidos como espermátides redondas, que mostraram ser capazes de fertilizar um óvulo de macaco rhesus.

Os cientistas foram capazes de produzir células semelhantes ao esperma usando células-tronco de camundongos, disse Easley, mas a produção de espermatozoides em roedores é distintamente diferente da humana. Até este trabalho, não estava claro se essa tecnologia poderia funcionar em humanos.

“Este é o primeiro passo que mostra que essa tecnologia é potencialmente traduzível. Estamos usando uma espécie que é mais relevante para nós e estamos tendo sucesso em fazer embriões saudáveis”, disse Easley.

Macacos Rhesus compartilham mecanismos reprodutivos semelhantes aos humanos, tornando-os um “modelo ideal e necessário para explorar terapias baseadas em células-tronco para a infertilidade masculina”, escrevem os autores.

Usando um novo método, os pesquisadores diferenciaram as células em células de esperma imaturas conhecidas como espermátides redondas. Como as espermátides imaturas in vivo, a fertilização com em vitrospermátides requer a ativação do óvulo e a adição de outros fatores para permitir que o óvulo fertilizado se desenvolva em um embrião saudável.

Neste outono, os pesquisadores planejam dar o próximo passo crítico de implantar esses embriões em um macaco rhesus substituto para examinar se esses embriões de espermátides in vitro podem produzir um bebê saudável.

Se essa etapa for bem-sucedida, a equipe realizará o mesmo processo usando células semelhantes às espermátides derivadas de células da pele de macacos.

Fonte: Portal Science Daily


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  1. Há mais casos de infertilidade feminina do que masculina?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) há de 60 a 80 milhões de casais inférteis no mundo, ou seja, 15% da população. Homens e mulheres, porém, têm as mesmas chances de apresentarem infertilidade por algum motivo, sendo em torno de 30% para cada um.

  1. A infertilidade no homem causa perda da libido?

Não. A infertilidade no homem só diz respeito ao fato de poder gerar um filho biológico e nada tem a ver com o apetite sexual. A impotência sexual é a incapacidade ou dificuldade de ter ou manter uma relação sexual prazerosa. O homem pode ter impotência, mas não ser infértil ou ser infértil, mas ter uma vida sexual ativa.

3. Andar de moto ou bicicleta pode causar infertilidade?

O assunto é bastante polêmico, visto que existem estudos científicos que revelam que o ciclismo pode provocar disfunção erétil e distúrbios genitais. No entanto há outros estudos que não constataram evidência sólida sobre o fato. De acordo com recente pesquisa publicada no Journal of Urology, da Associação Americana de Urologia, em 2017, a resposta a esse estigma é negativa.

A pesquisa comparou a função urinária e erétil de 2.774 ciclistas, 539 nadadores e 789 corredores. Os ciclistas também responderam a perguntas sobre a frequência e distância que eles pedalaram, quais bicicletas usaram e onde pedalaram. Além dessas questões, foram consideradas ainda uma série de outras variáveis. O resultado mostrou que os ciclistas não tinham mais problemas urinários ou de saúde sexual do que outros atletas.

Alguns estudos sugerem que a impotência pode estar relacionada a vários outros fatores. Um deles, por exemplo, é a frequência com a qual utiliza-se esse veículo. Uma pesquisa da Universidade Federal Paulista (Unifesp) relatou que a disfunção erétil atinge 40% dos ciclistas.

Já a ocorrência de impotência em homens que correm longas distâncias ou andam a cavalo chegou à 22%. A causa seria o formato do assento da bicicleta, porque quanto mais fino, maior pressão exerce nos nervos responsáveis pela ereção. Assim, o contato com o selim poderia causar traumas na bolsa escrotal. Por ser um assunto sem muitas conclusões, vale a pena se prevenir, caso esteja querendo ter um filho.

4. As técnicas de reprodução humana assistida só resolvem problemas de infertilidade feminina?

As técnicas de reprodução humana se aplicam tanto a fatores masculinos quanto femininos. Um exemplo é o caso do homem que produz espermatozoides normalmente e que, teoricamente, poderia gerar um filho. Mas, se os espermatozoides tiverem baixa motilidade, não conseguem chegar ao óvulo para fertilizá-lo e esse pode ser o motivo pelo qual o casal não engravida naturalmente após inúmeras tentativas. A técnica de Fertilização in Vitro (FIV) pode ajudar na infertilidade no homem, colhendo os espermatozoides e óvulos do casal para realizando a fertilização em laboratório e aplicar o embrião direto no útero da mulher.

Fonte: portal Tua Saúde


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Pneumologista Flávio Arbex dá dicas para lidar com o clima ocasionado pelas queimadas e falta de chuvas

Durante o período de inverno, os moradores de várias regiões do estado têm sofrido com o ar seco, situação que se agravou nos últimos dias por conta das queimadas e do longo período sem chuvas. Além do desconforto, a umidade relativa do ar muito baixa pode ocasionar problemas sérios de saúde e agravar quadros clínicos de quem já possui histórico de doenças respiratórias.

O pneumologista Flávio Arbex alerta para os perigos na saúde das pessoas. “Com o tempo seco e poluído, esses poluentes podem cair na nossa via aérea e chegar até o pulmão, o que pode levar a diversos problemas de saúde. Naquelas pessoas que têm problemas respiratórios, pode piorar e desencadear crises de rinite, de sinusite, piorar o controle da asma, levando a exacerbações de asma, de enfisema, e elas podem ter que procurar os serviços de saúde. Essas pessoas podem até ter problemas cardiovasculares e crises de pressão alta porque esses poluentes chegam ao pulmão, caem na corrente sanguínea e levam a um aumento de pressão por um mecanismo de inflamação”, explica o médico.

Ele destaca que quem não possui esses tipos de patologias também é afetado pela qualidade crítica do ar. “Mesmo as pessoas que não têm problemas respiratórios ou problemas cardíacos podem sentir os efeitos dessa poluição, desse tempo seco, já que podem sentir o olho avermelhado, a garganta coçando, o nariz com coriza, espirrando, e tudo isso pode diminuir muito a qualidade de vida das pessoas”, salienta o médico.

Dicas para lidar com o tempo seco

Arbex dá algumas sugestões para minimizar os efeitos da poluição e da queda da umidade relativa do ar. “Uma dica é utilizar uma toalha molhada na janela para filtrar essa poluição durante a noite, assim como usar uma bacia com água no quarto para umidificar. Às vezes o umidificador pode ser usado no quarto, não durante a noite inteira, mas de duas a três horas antes de dormir, para que não haja um choque com o tempo seco. Sobre o ar condicionado que as pessoas usam nesse calor, tem que ver se o filtro está limpo, tanto no ar condicionado de casa quanto do carro, pois nos esquecemos que o ar condicionado do carro também deve ser limpo”, sugere.

Para o pneumologista, a hidratação é o principal recurso para amenizar os efeitos ocasionados pelo tempo seco. “É preciso manter-se muito bem hidratado, hidratar-se muito para a via aérea poder estar hidratada e conseguir eliminar a secreção, porque esse é um trabalho que a via aérea faz. Os pulmões fazem essa limpeza, o nariz e a garganta podem fazer isso também, mas para isso têm que estar bem hidratados”, acrescenta.

Arbex menciona ainda a importância de manter as vacinações em dia e se atentar aos horários ideais para a prática de atividades físicas. “É preciso manter-se vacinado porque isso pode confundir com outras doenças, com a própria Influenza ou resfriados comuns. Estamos em época de Covid, então vale a pena vacinar para ter essas doenças controladas e não piorar um possível quadro que venha a acontecer. E aqueles pacientes que têm doenças crônicas devem manter o tratamento otimizado para evitar que a poluição leve ao descontrole dessas doenças. E uma outra dica importante é evitar fazer exercício físico intenso, principalmente das 10 às 16 horas, que é o horário mais quente e seco do dia”, finaliza o pneumologista.

Fonte: jornal O Imparcial


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Regulamentação para uso terapêutico e pesquisa clínica com células humanas deve aquecer investimentos no setor, diz especialista

Quando um dente de leite cai, muitos pais sugerem que os filhos coloquem o dentinho embaixo do travesseiro para que a “Fada do Dente” o troque por uma moeda. A lenda que fez parte da infância de muitos na fase de troca de dentição tem um fundo de verdade: esse dente é valioso. Inclusive, vale muito mais do que uma simples moeda. O valor dele está nas células-tronco que podem ser extraídas da polpa dentária. Essas células têm o potencial de recompor células e tecidos danificados ou perdidos em decorrência de doenças.

Recuperar ossos quebrados ou acometidos pela osteoporose, refazer cartilagens, bem como tratar as consequências do diabetes e de doenças vasculares estão entre os principais tratamentos que especialistas esperam poder administrar com as células-tronco de origem odontológica. Além dos dentes de leite, as células-tronco também podem ser coletadas de dentes do siso ou dentes que precisam ser extraídos por motivos clínicos diversos.

Ainda é cedo para saber quais terapias estarão disponíveis primeiro. Isso porque, embora haja grande potencialidade, é necessária a realização de pesquisas específicas para registro do tratamento de cada doença, e para isto é necessário investimento.

Potencial das células-tronco odontológicas

Foi utilizado o histórico pessoal para investir anos de sua carreira no estudo de técnicas regenerativas com células-tronco. Um acidente de carro provocou fraturas graves de vértebras e costelas, obrigando-a a enfrentar procedimentos dolorosos e de grande porte como enxertos e implante de próteses.

“A ideia de que as células-tronco poderiam atuar de forma reparadora em quadros de danos provocados por Acidente Vascular Cerebral (AVC), infartos agudos do miocárdio ou aumentar a expectativa de resultados positivos em casos de transplantes de órgãos, nos faz acreditar que a utilização dessas células abre caminho para uma revolução no que diz respeito à cura de doenças e melhoria da saúde e bem-estar das pessoas”, afirma a dentista.

Fonte: portal G1


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Quem aqui já fez lavagem nasal em seu filho?! Se você fez, com certeza pode perceber na hora os benefícios que essa lavagem traz para o pequeno e sua respiração.

O procedimento pode até impressionar quem assiste, mas garanto a vocês que a lavagem nasal feita com soro fisiológico 0,9% de forma correta é completamente segura, rápida e muito eficaz para limpar as vias aéreas dos pequenos que tendem a congestionar com certa facilidade. O soro fisiológico é usado nesse caso pois seus benefícios incluem limpeza do muco nasal, diminuição da inflamação nasal, diminuição das secreções e do resto de células presentes, além de ser facilmente eliminado do organismo da criança sem causar qualquer dano caso seja engolido sem querer.

Esse tipo de higiene nasal não é recomendado somente para crianças, e sim para pessoas de todas as idades pois suas vantagens são inúmeras! O importante é manusear e seringa com cuidado e controlar a intensidade dos jatos para evitar qualquer tipo de problema na hora da irrigação.

Confira abaixo 5 benefícios da lavagem nasal:

  1. Hidrata as vias nasais, trazendo maior conforto para o pequeno em épocas de clima seco.
  2. Facilita a alimentação, principalmente de recém-nascidos e bebês que ainda estão sendo amamentados.
  3. Fluidifica as secreções e higieniza o nariz da criança.
  4. Mantém o fluxo regular das vias aéreas e melhora a qualidade de sono dos bebês.
  5. Ajuda na prevenção de inflamações, infecções e alergias como a amidalite, rinite e sinusite, por exemplo.

Como fazer a lavagem nasal de forma segura e eficaz?

É MUITO simples! Confira abaixo o passo a passo da lavagem nasal de forma descomplicada:

  • Aspire uma seringa com SORO FISIOLÓGICO (NaCI 0,9%). Em relação a quantidade, não existe uma medida fixa nem baseada na idade. Isso varia muito da situação em que a criança se encontra, por exemplo se ela está mais secretiva ou trata-se somente de uma lavagem de rotina.
  • Comece com pequenas quantidades, como 0,5 a 1 ml em cada narina para os bebês, e depois repita se for necessário.
  • Com a criança sentada ou em pé e com a cabeça levemente reclinada para frente, aplique o jato em uma das narinas com cuidado.
  • Aplique a mesma quantidade na outra narina até que esteja tudo limpinho.
  • Após, assoe o nariz do pequeno.

Lembrando que o soro fisiológico deve ser aplicado com BAIXA pressão, e maior volume, se necessário, ou seja, não fazer um jato forte, mas colocar o soro no nariz com a seringa devagar e repetir mais vezes caso precise.

A seringa deve ser sem ponta ou aquela em formato de rosca para não machucar o nariz da criança. Hoje já existem dispositivos de silicone que se adaptam ao nariz das crianças.

Caso os pais não queiram usar a seringa para aplicação do soro, uma outra opção são os famosos sprays nasais. Variando de acordo com a necessidade de cada criança, o mais indicado para quem tem preferência para essa opção é conversar com o médico de seu filho para que ele faça a melhor recomendação de marca ou tipo no seu caso.

Viu só como é simples e rápido? Essa sequência pode ser repetida quantas vezes for necessário para limpar as vias respiratórias da criança de maneira segura. E lembre-se: a secreção NÃO PRECISA sair pela outra narina. Isso pode acontecer, porém não é uma regra!

Fonte: portal Tua Saúde


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Ter baixa produção de leite materno é uma preocupação muito comum após o nascimento do bebê, no entanto, na maior parte dos casos, não existe qualquer problema com a produção de leite, já que a quantidade produzida varia bastante de uma mulher para a outra, especialmente devido às necessidades específicas de cada bebê.

Porém, nos casos em que realmente a produção de leite materno é baixa, existem algumas dicas simples que podem ajudar a aumentar a produção, como beber mais água, dar de mamar sempre que o bebê estiver com fome ou consumir alimentos que estimulam a produção de leite.

De qualquer forma, é sempre importante consultar um médico quando existe suspeita de que a produção de leite materno é baixa, para identificar se existe algum problema que possa estar causando essa alteração e iniciar o tratamento mais adequado.

Algumas dicas simples para aumentar a produção de leite materno são:

  • Dar de mamar sempre que o bebê estiver com fome – Uma das formas mais eficazes de garantir a produção de leite materno é dar de mamar sempre que o bebê estiver com fome. Isto porque, quando o bebê mama são liberados hormônios que levam o corpo a produzir mais leite para substituir aquele que foi retirado. Por isso, o ideal é que se deixe o bebê mamar sempre que estiver com fome, mesmo durante a noite. É importante manter a amamentação até mesmo em casos de mastite ou de bico do seio machucado, porque a sucção do bebê também ajuda a tratar estas situações.
  • Dar a mama até ao fim – Quanto mais vazia ficar a mama após a mamada, maior será a produção de hormônios e maior a produção de leite. Por esse motivo, sempre que possível é aconselhado deixar o bebê esvaziar completamente a mama antes de oferecer a outra. No caso de o bebê não esvaziar completamente a mama, pode-se iniciar a mamada seguinte por essa mama, para que possa ser esvaziada. Outra opção consiste em retirar o resto do leite com uma bombinha manual ou elétrica entre cada mamada.
  • Beber mais água – A produção de leite materno depende bastante do nível de hidratação da mãe e, por isso, beber 3 a 4 litros de água por dia é essencial para manter uma boa produção de leite. Além da água, também se pode ingerir sucos, chás ou sopas, por exemplo. Uma boa dica consiste em beber, pelo menos, 1 copo de água antes e depois de dar de mamar.
  • Consumir alimentos que estimulam a produção de leite – Segundo alguns estudos, a produção de leite materno parece ser estimulada pela ingestão de alguns alimentos como:
  • Alho;
  • Aveia;
  • Gengibre;
  • Feno-grego;
  • Alfafa;

Estes alimentos podem ser adicionados na alimentação diária, mas também podem ser usados na forma de suplemento. O ideal é que sempre se consulte um médico antes de iniciar o uso de qualquer tipo de suplementação.

  • Olhar o bebê nos olhos durante a amamentação – Olhar para o bebê enquanto ele mama, ajuda a liberar mais hormônios na corrente sanguínea e consequentemente aumenta a produção de leite.
  • Tentar relaxar durante o dia – Descansar sempre que possível garante que o corpo tem energia suficiente para a produção de leite materno. A mãe pode aproveitar para ficar sentada no cadeirão da amamentação quando acabar de amamentar e, se possível, deve evitar as tarefas domésticas, principalmente aquelas que exigem mais esforço.

Fonte: Portal Tua Saúde