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Pesquisadores do Moscow Institute of Physics and Technology (MIPT), na Rússia, e de Harvard, nos Estados Unidos, produziram células retinais capazes de se integrar a retina. Os testes foram feitos em ratos e, pela primeira vez, foi possível transplantar células ganglionares (neurônios da retina que são destruídos pelo glaucoma) derivadas de células-tronco em um ambiente de laboratório.

Os testes apontaram que as células transplantadas se integraram com sucesso e sobreviveram por um ano. Futuramente, pesquisadores visam criar bancos de células especializados que permitirão um tratamento personalizado para cada paciente.

As células danificadas no glaucoma são responsáveis pela transmissão da informação visual e em longo prazo, sem tratamento, podem levar a cegueira completa. Durante a pesquisa, os cientistas conseguiram não apenas desenvolver neurônios (as células ganglionares da retina são consideradas neurônios especializados), mas também transplantá-los para os olhos de camundongos, obtendo o crescimento interno correto do tecido retinal artificial.

“Nossos estudos em camundongos lançaram luz sobre algumas das questões básicas que cercam a substituição de células da retina, ou seja, os RGCs de doadores sobrevivem nas retinas do hospedeiro doente? Ou os transplantes só são possíveis em hospedeiros jovens?”, apontou Julia Oswald, a primeira autora do artigo e pesquisadora do Schepens Eye Research Institute, afiliado da Harvard Medical School.

Evgenii Kegeles, pesquisador júnior do laboratório de engenharia genômica do MIPT, apontou que as células retinais são cultivadas usando organoides especiais com tecido formado em uma placa de Petri. “Estamos confiantes de que as células crescidas são incorporadas onde necessário e têm axônios estendidos para o cérebro, mas sua funcionalidade total é atualmente impossível de avaliar devido ao número relativamente baixo de células que sobrevivem ao procedimento. No entanto, nosso estudo mostra uma primeira prova de conceito (PoC) para o reisolamento de células de doadores pós-transplante, para observar em um nível molecular que as células, de fato, formaram sinapses, desenvolveram axônios e se integraram na retina”, disse.

“Esta técnica permitirá inúmeros estudos futuros no cruzamento entre as células transplantadas e o microambiente do hospedeiro. Isso nos permitirá encontrar e empregar mecanismos moleculares que ajudarão as células transplantadas a funcionar corretamente e, como resultado, melhorar a função visual quando transplantadas na quantidade certa”, completou Kegeles.

Os cientistas ainda apontaram que as células da retina de camundongo podem ser cultivadas a partir de células-tronco em cerca de 21 dias, porém, em célula humanas podem demorar de 50 a 100 dias. E isso provavelmente não será problema pois uma pessoa que se prepara para um transplante de glaucoma não precisará de tecido retinal cultivado a partir de suas próprias células-tronco. Pois o olho é um órgão com privilégios imunológicos e a rejeição é rara. Sendo assim, é possível criar um banco de células para estes pacientes.

“Foi realmente um estudo capacitador no qual demonstramos que é possível fazer diversos neurônios de células ganglionares da retina em quantidade suficiente para o transplante. Além disso, a capacidade dos neurônios do doador de se integrar à retina doente e sobreviver por mais de um ano traz esperança e entusiasmo para o desenvolvimento da terapia celular”, afirmou Petr Baranov, principal investigador do Schepens Eye Research Institute, da Harvard Medical School.

Fonte: portal Olhar Digital

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Hoje, no Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus, é superimportante conscientizar sobre a doença autoimune que afeta 65 mil pessoas no Brasil

Nesta segunda-feira, 10 de maio, é comemorado o Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus, data superimportante para conscientizar sobre a doença que afeta cerca de 65 mil pessoas apenas no Brasil. Além disso, no país é estimado que ela aconteça entre uma a cada 1.700 mulheres.

O que é lúpus?

Lúpus é uma doença inflamatória, autoimune e crônica. Também chamada de Lúpus Eritematoso Sistêmico, ele possui diferentes níveis de gravidade, atinge vários órgãos e é caracterizado por períodos em que está ativo e outros em que se encontra mais atenuado.

A causa do lúpus ainda é desconhecida, mas o que os especialistas sabem é que fatores genéticos e ambientais podem colaborar para o surgimento da condição. Por ser autoimune, ou seja, por ser decorrente de um desequilíbrio do sistema imunológico com a produção de autoanticorpos, o lúpus não é contagioso. Não existe cura para ele, mas é possível controlá-lo e viver bem com a doença seguindo o tratamento correto, indicado pelo reumatologista.

Tratamento para lúpus

O tratamento depende do tipo de lúpus que o paciente manifestar. É preciso tomar medicamentos que regulem as alterações imunológicas causadas pela doença, como antimaláricos, corticosteroides, imunossupressores sintéticos e imunossupressores biológicos. Além disso, os pacientes devem:

  • Evitar exposição solar
  • Usar protetor solar diariamente
  • Manter alimentação e peso saudáveis
  • Praticar exercícios físicos
  • Evitar o hábito de fumar
  • Ter controle emocional

Veja alguns famosos portadores da doença:

Astrid Fontenelle – A apresentadora do canal GNT recebeu o diagnóstico para lúpus em 2012 e até hoje fala sobre o tema com o público, dando força e apoio para que passam pelo mesmo. Durante uma entrevista em 2013 com Marília Gabriela, Astrid comentou sobre seus obstáculos: “Passei a vida inteira achando que ia ter câncer. Eu tenho uma doença que é oposta. Eu fiquei chocada, tão chocada que não sabia rezar”. Gabriel, filho da apresentadora, e o marido, Fausto Franco, foram uma das maiores inspirações para que ela lutasse contra a doença autoimune.

Selena Gomez – A cantora norte-americana foi diagnosticada com lúpus em janeiro de 2014, precisando passar por sessões de quimioterapia. Em 2017, por causa da doença autoimune, Selena precisou dar uma pausa em sua carreira artística e realizar um transplante de rim. “Algumas pessoas com lúpus têm problemas físicos, sendo esses mais visíveis. Porém, eu não tinha ideia que tinha. Não possuía esses sinais”, disse em entrevista ao Interview Magazine. Selena trabalha na instituição Lupus Research Alliance, que atua no tratamento de pessoas com a doença autoimune. “Quando tinha 16 anos, minha pressão arterial estava muito alta e os médicos disseram que poderia ter tido algum problema. Eles me internaram no hospital, porque não conseguiam descobrir o motivo. Algumas pessoas acabam precisando de transplante e isso não é muito falado. Sinto-me honrada em fazer parte desta comunidade e por encontrar maneiras seguras para as pessoas receberem tratamento ou ter um diagnóstico mais rápido”.

Fonte: revista Pais & Filhos


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Mais do que nunca, lavar as mãos é fundamental para a saúde de todas as famílias. Pela primeira vez em muitos anos, estamos valorizando de verdade esse hábito para evitar doenças e proteger a todos

Hoje, dia 5 de maio, se comemora o Dia Mundial da Higiene das Mãos! Mais do que nunca, esse hábito é fundamental para a saúde de todas as famílias. Pela primeira vez em muitos anos, estamos valorizando de verdade o ato de lavar as mãos para evitar doenças e proteger a todos.

De acordo com pesquisa “Comportamento do consumidor após coronavírus”, feita pelo Instituto Qualibest entre os dias 10 e 22 de março de 2020, 94% dos brasileiros mudaram os hábitos de higiene. O estudo apontou ainda um aumento do uso do álcool em gel (67%), álcool líquido (63%), água sanitária (51%), desinfetante (47%) e sabonete líquido (42%). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o hábito pode reduzir em até 40% a contaminação por vírus e bactérias que causam doenças como gripes, resfriados, conjuntivites e viroses.

Segundo Alexandre Costa, infectologista do Hospital de Doenças Tropicais, a higiene das mãos é fundamental para a prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), que tem contágio vinculado a um procedimento de atendimento ou à internação de um paciente. “Todos devem lavar as mãos, principalmente o profissional de saúde que está em constante contato com pacientes com diferentes doenças”, ressalta.

Lavar as mãos salva vidas

Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou que 41% das mortes de recém-nascidos podem ser evitadas pela higienização das mãos. No Brasil, de acordo com dados da Anvisa, cerca de 25% das infecções registradas são causadas por micro-organismos multirresistentes, que se tornam imunes à ação dos antibióticos.

“Mesmo com as mãos devidamente limpas, é importante evitar levá-las ao rosto, pois os nossos olhos, nariz e boca são portas de entrada para todo tipo de doença infectocontagiosa. Essas máscaras de pano caseiras são uma boa alternativa para tentar evitar esse hábito de tocarmos o rosto frequentemente. Além disso, evita que portadores assintomáticos do vírus o transmitam para terceiros”, explica Alexandre.

O infectologista também lembra que um dos principais erros na hora de higienizar as mãos é esquecer de retirar relógios e anéis antes de iniciar a limpeza das mãos. “O mesmo vale para quando usar álcool líquido e em gel 70%”, frisa Alexandre. Mas o que de fato essa pandemia vai ensinar com relação aos cuidados com a saúde? Segundo o médico, a resposta para essa pergunta depende da compreensão individual dos acontecimentos. “Mesmo com tantas mortes anunciadas diariamente, muitas pessoas ainda acham que esse novo vírus não é real. Para elas, nada vai mudar, infelizmente”, conta.

Confira algumas dicas para fazer a higienização das mãos corretamente: 

  • Se possível, usar sabão antibactericida. Mas qualquer outro também é eficiente
  • Não é necessário colocar grande quantidade de sabão na mão. Em geral, 2 ml são suficientes
  • Esfregar a parte de baixo e de cima das mãos
  • Não esquecer das pontas dos dedos, embaixo das unhas, entre os dedos e polegar
  • O processo todo deve durar cerca de 60 segundos
  • Ao fechar a torneira use o cotovelo ou um papel
  • O mesmo processo deve ser feito com álcool em gel caso não seja possível fazer a limpeza com água e sabão

Como lavar as mãos

  • Retire todos os acessórios antes de começar (anéis, relógios, pulseiras, etc)
  • Abra a torneira e molhe as mãos
  • Coloque nas mãos uma quantidade suficiente de sabonete líquido para limpar todas as superfícies
  • Ensaboe as costas das mãos, palmas, dedos, pinhos e em baixo das unhas
  • Esfregue as mãos por, pelo menos, 20 segundos
  • Faça movimentos entrelaçados e de vai-e-vem
  • Enxágue com água corrente e limpa
  • Seque com uma toalha limpa ou ar. Feche a torneira utilizando a toalha usada, evitando o contato

Fonte: revista Pais & Filhos


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Pesquisadores criaram um produto capaz de acelerar a cicatrização de lesões de pessoas com diabetes. Pesquisas com seres humanos começarão em breve

Imagine uma bio-impressora capaz de gerar curativos feitos com células-tronco, que então são colocados nas feridas das pernas de pessoas com diabetes.  Essas lesões, que demorariam meses ou anos para cicatrizar, fecham-se bem mais rapidamente. Parece ficção científica, mas não é.

Uma interessante e inédita linha de estudos conduzida no Brasil pelo grupo da empresa INSITU, de Ribeirão Preto, está fazendo exatamente isso. São os biocurativos. Os pesquisadores, liderados pela bióloga Carolina Caliari, usam células-tronco mesenquimais coletadas direto do cordão umbilical. Essas células possuem capacidades anti-inflamatórias e regenerativas, que são primordiais para uma rápida cicatrização. Além disso, não provocam rejeição — o organismo de quem as recebe não cria anticorpos contra elas.

A INSITU possui um banco de células-tronco mesenquimais congeladas. Assim que surge um novo paciente, basta descongelar algumas, proliferá-las e, em seguida, fazer a bio-impressão de placas de 1 por 1 centímetro de hidrogel. O processo demora, em média, uma semana.

O hidrogel é uma espécie de malha biodegradável em que são espalhadas 100 mil células por centímetro quadrado. Na maioria das vezes, basta uma aplicação na ferida. Em 2020, o produto foi aprovado para pesquisas em seres humanos com queimaduras e contra a anemia falciforme. E os pesquisadores aguardam a liberação de estudos em pessoas com diabetes.

O estado diabético predispõe ao surgimento de feridas, que em muitos casos evoluem para amputação (especialmente de pernas e pés). O diabetes é a segunda causa de amputações no Brasil. Enquanto o biocurativo com células-tronco não é lançado para todos, vale ressaltar que a principal arma contra as feridas é a prevenção. Todas as pessoas com diabetes devem usar calçados confortáveis, na maioria das vezes fechados e com meia. Elas também precisam evitar fungos e bactérias e manter os pés hidratados, o que afastas as rachaduras. O corte correto e cuidadoso das unhas é outro ponto essencial para não apresentar machucados que podem evoluir para amputações.

E é sempre bom o paciente fazer o autoexame dos pés — ou pedir para familiares observarem se há feridas. Em caso positivo, elas devem ser prontamente tratadas. Muitas vezes, a falta de sensibilidade nos pés decorrente do diabetes dificulta a sensação de dor, que é um sinal de alerta e de proteção.

Fonte: Revista Veja


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Colocar o alimento no cardápio das crianças pode ser uma alternativa para evitar a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro no organismo. Veja o melhor jeito de preparar, armazenar e os cuidados na hora de comprar carne vermelha

Aos seis meses de vida, é quando os bebês podem ter o primeiro contato com a comida, a partir da introdução alimentar. Durante a gestação, o estoque de ferro que é recebido pelo embrião começa a diminuir, aumentando os riscos da anemiaferropriva. Para driblar o problema, inserir a carne vermelha no cardápio, uma das principais fontes do nutriente, pode ser uma opção.

E é fato: a alimentação saudávelna infância pode trazer diversos benefícios para a saúde a longo prazo. Incentivar as crianças desde cedo sobre a importância de seguir um dos principais pilares da vida, não pode ficar de fora da rotina da família, que é um espelho para todo o desenvolvimento.

Para tirar todas as dúvidas sobre o consumo de carne na infância, conversamos com a nutricionista Haline Dalsgaard Pereira e com Flávia Montanari, nutricionista infantil da Liga da Cozinha Afetiva, sobre a importância de inserir o alimento desde cedo. Saiba quais são os benefícios, como armazenar após o preparo e os cuidados necessários que os pais precisam ter.

Quando posso inserir a carne na alimentação do meu filho?

A partir dos seis meses. Durante a fase de introdução alimentar, o bebê começa a inserir outros alimentos além do leite materno ou fórmula. “Essa fase geralmente se inicia com a introdução de frutas, seguida dos legumes. Dando sequência à introdução, as leguminosas (feijões) e as carnes são introduzidas. O tempo de introdução de novos grupos de alimento varia com a aceitação e desenvolvimento de cada criança. Essa avaliação deve ser orientada pelo pediatra em conjunto com o nutricionista responsável pelo acompanhamento clínico”, comenta Haline.

Quais são os benefícios?

Assim como o frango e os peixes, a carne vermelha possui proteínas, gorduras, ferro, zinco e vitamina B12, encontrada apenas em produtos de origem animal. “Ela trabalha conjuntamente com o folato na síntese de DNA e das células vermelhas do sangue”.

Existe jeito certo de armazenar?

Sim! “Alimentos preparados podem ficar até 3 dias na geladeira, preferencialmente na primeira ou segunda prateleiras, onde a temperatura é um pouco mais baixa que a parte de baixo do refrigerador. Também podem ser armazenadas no congelador (naquelas versões que estão presentes na parte superior da geladeira, onde a temperatura é mais baixa que as demais) por até 30 dias e no freezer por até 3 meses”, explica.

Para os armazenamentos, o ideal é que sejam guardados em vasilhas de vidro ou plásticos livres de BPA (bisfenol A), para que não haja intoxicaçãodos alimentos pela substância do plástico. A dica é identificar a data em que foram guardados e respeitar todos os prazos.

Como oferecer a carne para as crianças?

Haline orienta que elas devem ser sempre bem cozidas e desfiadas. “Evitar carnes mal passadas e cruas (carpaccio) para crianças. O mesmo vale para os peixes e principalmente para o frango. Como o sistema imune da criança ainda é imaturo, o consumo de carnes mal-passadas pode contribuir para a instalação de contaminações e infecções”.

Algumas opções de preparo são: a carne moída, músculo, patinho e peito cozidos na panela de pressão e desfiados. “Pedaços maiores oferecidos para a criança “sugar” não oferecerão os mesmos nutrientesque o consumo da carne inteira, além de correr o risco de engasgar caso algum pedaço inteiro seja engolido”.

E se os pais são vegetarianos e não se sentem confortáveis em dar carne para a criança?

De acordo com a Academy of Nutrition and Dietetics, a alimentação vegetariana pode ser seguida em todos os ciclos de vida, inclusive a gestação, lactação e infância. Flávia Montanari explica que ao optar por esse caminho, é preciso redobrar os cuidados com a saúde da criança para ter certeza de que ela receberá todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável: “O devido acompanhamento de um profissional especializado para elaborar um plano alimentar balanceado e variado nutricionalmente, e a indicação de suplementação de nutrientes, se necessário, é sempre bem-vindo”.

“É necessário aumentar as porções de leguminosas e adequar as porções de cereais para que a recomendação nutricional seja atingida. O prato ideal deve ser composto por 1/3 de cereais, raízes e tubérculos, 1/3 de leguminosas e 1/3 de legumes e verduras”, explica.

Quais cuidados os pais precisam ter na hora de comprar?

Durante a escolha da carne, é fundamental ficar de olho na coloração que ela apresenta. O indicador de que ela esteja boa para consumo é em vermelho vivo e data de corte. Se apresentar cores escurecidas, ou esverdeadas, devem ser evitas, pois existe um risco maior de apodrecimento.

Como evitar engasgos

A dra. Flávia listou dicas de como fazer a introdução alimentar da carne vermelha na rotina da criança e, ao mesmo tempo, tomar vários cuidados para que ela não engasgue com nenhum pedaço da comida – isso vale para outros tipos de alimentos sólidos, ok?

  • Iniciar a IA após os sinais de prontidão do bebê: ele precisa manter a cabeça ereta e sentar por si, por cerca de 35 segundos;
  • Na hora da refeição, o bebê deve estar sentado à mesa, em um cadeirão próprio para a alimentação;
  • Não oferecer a comida no carrinho de passeio ou nos balanços, já que o bebê quando senta sem apoio ou fica inclinado para trás ou para os lados e isso facilita com que a comida vádireto para o final da boca;
  • Não utilizar eletrônicos durante as refeições. Eles tiram a total atenção do bebê pela comida, não fazendo o processo adequado de mastigação, e possível engasgo;
  • Fazer as refeições em família, pois além da supervisão de um adulto enquanto o bebê come, também tem a interação e o vínculo familiar;
  • Em especial para a carne vermelha, ela pode ser ofertada em pedaços bem pequenos. A carne moída, por exemplo, pode passar por esse processo duas vezes. Nunca, liquidifique a comida do seu bebê!
  • Aos poucos, você pode ir evoluindo a textura da carne vermelha, ofertando em formatos de croquete ou hambúrguer, para que ele possa ir pegando e levando à boca.

Fonte: Revista Pais & Filhos


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Quem pode fazer? Por quanto tempo o sêmen pode ficar armazenado? Saiba isso e muito mais

Para facilitar processos de reprodução assistida (inseminação artificial e fertilização in vitro) ou para aumentar as chances de ter filhos depois de tratamentos contra o câncer, muitos homens recorrem ao congelamento de sêmen. Trata-se de um procedimento simples, não-invasivo, seguro e acessível à classe média, mas que ainda deixa muitas questões na cabeça das pessoas.

Qualquer homem pode fazer congelamento de sêmen?

Sim, qualquer homem. Pela resolução 2.168, de setembro de 2017, do CFM (Conselho Federal de Medicina), não há mais idade máxima para homens que desejem fazer uso do congelamento de sêmen e de técnicas de reprodução assistida.

Qual é o perfil dos homens que fazem congelamento de sêmen?

Normalmente, são homens que passarão por tratamentos contra o câncer (quimioterapia e/ou radioterapia) ou por cirurgias com risco de diminuição de produção espermática. Também é comum entre homens que viajam muito ou não residem na mesma cidade em que a parceira, pois é alta a probabilidade de eles não estarem disponíveis durante todas as etapas de um tratamento de reprodução assistida – e ter o sêmen sempre à disposição permite que o processo siga adiante na ausência deles (desde que haja autorização por escrito).

Por quanto tempo o sêmen pode ficar congelado? Tem prazo de validade?

Em teoria, uma vez congelado e armazenado corretamente, esse sêmen pode ser usado por tempo indeterminado, sem prazo de validade. Na prática, o maior prazo de congelamento e utilização com sucesso até hoje foi de 22 anos.

O sêmen permanece 100% intacto quando congelado?

Existe uma perda normal de 10%, tanto de qualidade quanto de número de espermatozoides. Ou seja, ele permanece 90% intacto.

O sêmen congelado pode ser usado a qualquer momento? Ou precisa de algum preparo para isso?

O sêmen pode ser utilizado a qualquer momento, bastando descongelar o material para uso em uma técnica de reprodução assistida. Não é preciso nenhum preparo ou material extra, ele já é congelado de modo pronto para uso.

O que acontece com o sêmen congelado caso o homem morra sem tê-lo utilizado?

Na contratação do serviço de congelamento e armazenamento do sêmen o homem pode assinar um termo de consentimento informando em que situações permite o uso desse sêmen – entre elas, sua morte. Nesse mesmo termo, ele pode deixar definido que o sêmen seja descartado em caso de seu falecimento.

Como é feito o congelamento do sêmen? Quais são as etapas do procedimento?

Em primeiro lugar, é colhida uma amostra que pode ser proveniente de ejaculação ou de procedimento cirúrgico diretamente no testículo.

A amostra do sêmen passa por um espermograma (para contagem de espermatozoides e análise de coloração, viscosidade, motilidade e morfologia do sêmen) e em seguida é adicionada a ela uma solução crioprotetora, ou seja, uma substância que encobre os espermatozoides e evita que eles morram ou sejam danificados no congelamento.

O material é distribuído em palhetas ou criotubos, devidamente identificado com nome, data e código do congelamento, e vai para o processo de resfriamento. É um processo gradativo: primeiro é feito o resfriamento em vapor de nitrogênio líquido (entre -80°C e -120°C) por alguns minutos e, em seguida, o congelamento em imersão no nitrogênio líquido a -196°C.

A amostra congelada fica armazenada em botijões criogênicos que permanecem em salas de criopreservação com sistema de exaustão, temperatura ambiente e sensor de oxigênio, que sinaliza possíveis vazamentos de nitrogênio líquido.

Fone: Portal Minha Vida


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A injeção intravenosa de células-tronco derivadas da medula óssea (MSCs) em pacientes com lesões na medula espinhal levou a uma melhora significativa nas funções motoras, relataram pesquisadores da Universidade de Yale e do Japão em 18 de fevereiro no Journal of  Clinical Neurology and Neurosurgery.

Para mais da metade dos pacientes, melhorias substanciais em funções-chave – como a capacidade de andar ou usar as mãos – foram observadas semanas após a injeção de células-tronco, relatam os pesquisadores. Nenhum efeito colateral substancial foi relatado.

Os pacientes sofreram lesões não penetrantes na medula espinhal, em muitos casos devido a quedas ou traumas leves, várias semanas antes da implantação das células-tronco. Seus sintomas envolviam perda da função motora e coordenação, perda sensorial, bem como disfunção intestinal e da bexiga. As células-tronco foram preparadas a partir da própria medula óssea dos pacientes, por meio de um protocolo de cultura que durou algumas semanas em um centro especializado de processamento de células. As células foram injetadas por via intravenosa nesta série, com cada paciente servindo como seu próprio controle. Os resultados não foram cegos e não houve controles com placebo.

Os cientistas de Yale, Jeffery D. Kocsis, professor de neurologia e neurociência, e Stephen G. Waxman, professor de neurologia, neurociência e farmacologia, foram os principais autores do estudo, que foi realizado com pesquisadores da Sapporo Medical University, no Japão. Os principais investigadores da equipe de Sapporo, Osamu Honmou e Masanori Sasaki, ocupam cargos de professor adjunto em neurologia em Yale.

Kocsis e Waxman enfatizam que estudos adicionais serão necessários para confirmar os resultados deste estudo preliminar não cego. Eles também enfatizam que isso pode levar anos. Apesar dos desafios, eles permanecem otimistas.

“Resultados semelhantes com células-tronco em pacientes com acidente vascular cerebral aumentam nossa confiança de que esta abordagem pode ser clinicamente útil”, observou Kocsis. “Este estudo clínico é o culminar de um extenso trabalho de laboratório pré-clínico usando MSCs entre colegas de Yale e Sapporo ao longo de muitos anos.”

“A ideia de que podemos ser capazes de restaurar a função após uma lesão no cérebro e na medula espinhal usando as células-tronco do próprio paciente nos intrigou por anos”, disse Waxman. “Agora temos uma dica, em humanos, de que pode ser possível.”

Fonte: Journal Science Daily News


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Temperaturas amenas e clima seco, típicos do período, tornam os pequenos mais propensos à contaminação por vírus e bactérias

O outono chegou. As temperaturas nos termômetros passam a cair sutilmente e o clima está mais seco. Nesta época do ano, é comum a contração de infecções respiratórias, como gripe, resfriado, bronquiolite e pneumonia, principalmente nos bebês. “Para aqueles que possuem algum tipo de alergia, como asma e rinite, esse impacto pode ser ainda maior”, destaca Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis.

Além disso, o médico indica que os fatores climáticos típicos da estação podem levar ao ressecamento cutâneo dos pequenos, pois a pele é mais sensível e possui uma tendência natural à desidratação. Abaixo, o especialista sugere algumas dicas que podem ajudar a evitar as complicações comuns do período nos bebês. Confira:

  • Opte por roupas que aqueçam na medida certa:

No outono as temperaturas ficam mais amenas, mas não tão baixas como no inverno. Portanto, Dr. Renato comenta que o ideal é vestir as crianças sem excessos, para não haver superaquecimento. “Escolha roupas com tecidos que o mantenham protegidos da corrente do ar, mas que ao mesmo tempo permitam que a pele transpire. É importante que elas sejam confortáveis e práticas para a hora da troca de fraldas”, recomenda.

  • Higienize a casa com frequência:

É importante manter o lar sempre higienizado, evitando assim qualquer problema causado por ácaros, vírus ou bactérias. Ao fazer a limpeza dos cômodos, o médico sugere dar preferência ao aspirador de pó e um pano úmido no lugar das vassouras, pois essas levantam ainda mais poeira.

Outra indicação do especialista é trocar as roupas de cama dos pequenos duas vezes por semana e sempre as guardar dentro do armário. “Se o bebê possui problemas respiratórios, o ideal é retirar tapetes, carpetes e bichos de pelúcia do quarto, pois eles são fontes de ácaros”, aponta.

  • Evite locais abafados:

Ambientes fechados, com baixa circulação de ar, aumentam as chances de proliferação de vírus. Sendo assim, Dr. Renato indica deixar as janelas levemente abertas, de forma que eles fiquem arejados. “Em dias em que o clima está muito seco, umidificadores de ar são uma boa opção, porque diminuem a secura do ambiente, auxiliando na respiração”, informa.

  • Atenção quanto a alimentação:

De acordo com o especialista, para os bebês que não se alimentam apenas do leite materno, é preciso se atentar em relação a sua alimentação. Quanto mais saudável e rica em nutrientes a dieta do bebê for, melhor será para o reforço de sua imunidade. Além disso, a hidratação é ainda mais essencial no clima seco, por isso, ofereça água diversas vezes por dia.


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Quando a pele começa a coçar por algum motivo, é provável que a situação venha acompanhada por outros sintomas, que deixam qualquer pai em alerta

Quando a coceira na pele aparece, logo surge também o desespero em como fazer o problema parar. Podendo acontecer devido causas por produtos cosméticos, reações inflamatórias aos alimentos e também por ressecamento, é preciso agir para ter o diagnóstico correto. O especialista recomendado é o médico dermatologista, que cuida das enfermidades da pele e também dos anexos cutâneos.

Se a coceira tiver uma certa frequência, pode ser recomendado também a procura por um alergista, que irá recomendar exames para o diagnóstico e um possível tratamento para o problema. Dessa maneira, é garantido o bem-estar do paciente e também a qualidade de vida, sem que as crises atrapalham o dia a dia da família. Veja quais problemas podem causar coceira na pele:

Alergia alimentar – A alergia alimentar é um mecanismo de defesa do corpo quando o organismo entra em contato com um alimento, ou substância que gera sensibilidade. Os principais sintomas são manchas vermelhas na pele, coceira, náuseas, vômitos e diarreia. Já os alimentos que costumam causar alergias são: leite de vaca, amendoim e trigo. O tratamento consiste em eliminar da alimentação aquela substância que está causando a alergia e, em alguns casos, investir em uma imunoterapia. Veja mais sobre o problema e como tratar.

Pele ressecada – O problema pode acontecer com qualquer pessoa e também recebe o nome de xerodermia. A pele ressecada é mais comum durante o clima seco, como o frio, e pode ser agravado quando a pessoa entra em contato com produtos de limpeza fortes, ou até mesmo cosméticos. Geralmente, é possível notar vermelhidão, descamação, coceira e fissuras.

Para evitar que aconteça da pele ressecar, é importante usar hidratantes após o banho, para garantir que a pele não perca água, ou ainda utilizar luvas para que não haja um contato direto com produtos químicos. Outra recomendação é o uso de umidificadores no ambiente e ingestão de água. Veja dicas para manter a pele hidratada.

Brotoeja – Comum em bebês e recém-nascidos, brotoejas são pequenos inchaços vermelhos, rodeados de vermelhidão em volta da pele. Geralmente ocorrem em partes vestidas do corpo, como axilas, no abdômen e na virilha e também podem aparecer no pescoço, ombros e peitos do bebê, acompanhadas de coceira.

É possível evitar esse problema resfriando o quarto do seu filho e refrescando ele. O tratamento é feito com pomadas, como loção de calamina e creme de hidrocortisona – que devem ser usadas apenas com a aprovação do pediatra do bebê. Entenda mais sobre brotoejas e o que fazer quando elas aparecerem.

Picadas de inseto – Todas as picadas de insetos costumam causar algum tipo de alergia na pele, que podem variar entre inchaço, vermelhidão e coceira. O problema, que pode ser grave ou leve, geralmente é causado por pernilongo, formiga, percevejos, borrachudo, marimbondo, abelha, vespa, entre outros. Algumas pessoas podem ter mais alergia que outras, por isso, é superimportante ficar de olho se existem mais sintomas e levar imediatamente ao pronto-socorro.

Para aliviar a coceira leve causada por insetos, utilizar uma pedra de gelo no local da picada pode ajudar! Outra dica para prevenir o problema é usar repelente, principalmente nas estações mais quentes. Em casos graves, pode ser indicado por um médico o uso de pomadas com corticoides, ou ainda injeções específicas. Saiba mais sobre picadas de inseto em crianças e como proteger o seu filho.

Dermatite atópica – A dermatite atópica é uma condição crônica e não contagiosa que deixa a pele seca e inflamada e geralmente aparece nos primeiros anos de vida da criança. Pode ser causada por diversos fatores, como herança genética, alterações estruturais e funcionais da pele e do sistema imunológico, além de fatores ambientais e psicológicos.

Fonte: revista Pais & Filhos


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Quando descobrem que estão à espera de um bebê, muitos casais evitam o sexo e os orgasmos por medo dos riscos que isso pode trazer. Contudo, alguns famosos como Deborah Secco têm trazido a questão à tona e discutido o tabu. Para que não haja mais dúvidas, a Pais&Filhos consultou especialistas para descobrir se é tranquilo fazer sexo na gravidez.

A atriz Deborah Secco contou em entrevista para o canal de Sabrina Sato, que antes de engravidar da filha, Maria Flor, ela e o marido, Hugo Moura, tinham uma vida amorosa muito ativa, mas depois da chegada da pequena, tudo mudou na vida do casal, inclusive isso.

“A gente diminuiu muito a quantidade de vezes que a gente fazia. Eu engravidei com dois meses de namoro, então quando engravidei, a gente fazia dez vezes ao dia. A gente estava naquele momento em que só namorava. Conheci o Hugo e só namoramos até a Maria nascer”, explicou.

“Aí, no nosso dia a dia, entrou um cinema, uma conversa, um jantar, foi perdendo o espaço do namoro. Na gravidez a gente diminuiu bem, mas ainda fazia semanalmente. E quando a Maria nasceu, foi um baque”, contou ela. A atriz explicou que o número de vezes diminui apenas pela rotina da maternidade.

A atriz ainda falou sobre o fato de lidar bem com a sexualidade. “Eu acho uma loucura esse tabu que as pessoas têm. A minha filha nasceu disso. Todo mundo que existe veio dele, por que as pessoas têm dificuldade de falar sobre isso?”. Depois das declarações fica a dúvida: Faz bem fazer sexo na gravidez?

Sexo na gravidez?

Sim! Não tenha medo, a atividade sexual na gestação pode trazer mais benefícios do que você imagina! Muita gente ainda tem muitas dúvidas a respeito do assunto, ou pensam se o sexo deve de fato, rolar. Porém, muitos estudos garantem que o sexo com o barrigão pode ser ainda mais gostoso que o sexo tradicional.

O corpo da mulher passa por muitas mudanças durante os 9 meses, não só física, como hormonal, então, o homem também deve saber se adaptar com as novidades. Você não deve ter medo na hora h, porque, com o aumento do fluxo sanguíneo e dos níveis hormonais altíssimos, você poderá ter orgasmos muito mais intensos, mais rápido do que nunca. Além disso, o sexo na gravidez fazem com que tenham uma maior conexão entre vocês.

Benefícios do sexo na gravidez

Conversamos com Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da clínica Criogênesis, filho Evanildo e Rosária, e listamos três motivos para você não abandonar o sexo durante a gravidez.

Fortalece os músculos: a prática fortalece os músculos do períneo, região onde ficam os órgãos genitais e o ânus, o que dá uma mega facilitada na hora do parto.

Lubrificação aumenta: quando você está grávida, a lubrificação da vagina aumenta, o que causa muito mais prazer nas horas das relações sexuais e pode até mesmo aumentar a quantidade de orgasmos. Então por que não aproveitar esse momento, né?

Xô estresse! Vale ressaltar que o ato também traz benefícios emocionais. “A vida sexual faz parte da qualidade de vida dos indivíduos, então se você não interrompe o sexo por conta da gravidez, mantêm seu bem-estar físico e emocional”, disse o ginecologista. Isso significa que o estresse é deixado de lado, o que é ótimo levando em consideração que ele é um dos motivos que podem causar o parto prematuro.

Mas não esquece que quem dá a palavra final é o seu obstetra, ele é o único que saberá avaliar a sua situação e dizer se o sexo está liberado ou não.

Fonte: UOL