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Conheça as causas e entenda por que esse sintoma é tão comum nesse período

E de repente, no meio daquela atividade corriqueira do cotidiano, suas pálpebras começam a ficar pesadas, você começa a bocejar sem parar e manter os olhos abertos ou a mente em alerta se transforma em uma tarefa impossível. Não se preocupe, pois não há nada de errado nessa história: sentir sono na gravidez é perfeitamente normal.

No primeiro trimestre, o principal período em que esse quadro ocorre, ele é um reflexo das transformações gestacionais no corpo da mulher – especialmente o aumento da progesterona, hormônio conhecido por deixar o sistema nervoso central mais lento.

“Sentir muito sono é uma das principais queixas das gestantes nesse período, junto com a perda de memória e a dificuldade de concentração. Os três sintomas estão relacionados: são questões neurológicas e são causados pelo aumento de progesterona na gravidez”, explica João Fittipaldi, Ginecologista e Obstetra.

Como lidar? Há quem diga que essa será sua última oportunidade de dormir antes da chegada do bebê, então ela deve ser muito bem aproveitada. Brincadeiras à parte, o fato é que não existe como contornar o sono, já que não é possível diminuir o nível de progesterona no organismo da mulher, mas algumas atitudes ajudam a manter a rotina sob controle.

“O sono também é influenciado pelo aspecto psicológico, o que significa que caso a mulher tenha tarefas ou realize atividades constantes, isso ajuda de alguma forma a mantê-la mais desperta”, alega Fittipaldi.

Na reta final – Já o terceiro trimestre tende a ser o período “de bocejos e sonecas”, mas o contrário também pode acontecer, e a gestante perde o sono ou não consegue dormir. Nesses casos, além do desconforto físico gerado pelo tamanho da barriga, a ansiedade com a chegada do bebê e do parto exerce uma enorme influência, sem contar as dúvidas e angústias sobre a maternidade no geral e a grande mudança que está prestes a acontecer.

“Dificilmente uma insônia eventual gera a necessidade de alguma medicação, mas se a gestante quiser, pode praticar meditação ou outras técnicas de relaxamento, que ajudam tanto a regular o sono, como a controlar a ansiedade e outras questões”, afirma Fittipaldi.

Já sobre as opções fitoterápicas para lidar com o quadro, ele destaca que nem todo medicamento é indicado para a gravidez.

“É importante que a paciente verifique com seu médico, pois ser à base de plantas não significa aprovação instantânea ou ausência de contraindicações dos produtos”, afirma.

Sinais de alerta – Em qualquer fase da vida, o sono é um importante fator da equação “vida saudável”, e na gestação não é diferente. Por um lado, não existe motivo para se preocupar caso a gestante não sinta tanto sono assim: falta de sono momentânea não costuma ser indicativo de nada grave. Mas é preciso estar atenta.

“O bem-estar materno inclui determinada quantidade de horas de sono, que influenciam o estado físico em geral, mas também a capacidade do corpo de proporcionar o desenvolvimento do bebê. Por isso, a insônia acentuada está relacionada ao parto prematuro, e é preciso ficar de olho para garantir uma gestação saudável”, conclui.

Fonte: revista Crescer


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Confira uma seleção de animações que falam sobre a relação entre filhos, pais, irmãos, primos…

Nada melhor do que sentar no sofá, preparar a pipoca e assistir a um bom filme com as crianças – ainda mais se ele nos ajudar a refletir e a ensinar para os pequenos a importância de momentos gostosos assim, em família.
Pensando nisso, fizemos uma lista com sugestões de filmes e desenhos animados que falam sobre a relação entre filhos, pais, irmãos, primos… Olha só:
1. Viva – A Vida É uma Festa (2017) – Miguel, um menino de 12 anos, mora em um pequeno povoado no México e sonha ser músico. Mas seus pais não deixam, porque toda e qualquer música está banida de sua família há décadas. Na tentativa de realizar a vontade de conhecer seu cantor preferido, Miguel decide desafiar as ordens e, sem querer, acaba parando na Terra dos Mortos, onde vivem seus ancestrais. A história tem muitas tramas paralelas e uma das mais emocionantes mostra a relação de carinho e cuidado de Miguel com sua bisavó, Mamá Coco. O filme, aliás, fala sobre a importância da família e o quanto nossos ancestrais são importantes para a nossa história.
2. A Família do Futuro (2007) – Lewis é um menino órfão, que nunca teve a oportunidade de conhecer seus pais biológicos. Na tentativa de cumprir essa missão, ele cria um scanner de memória, uma máquina capaz de ajudá-lo a, enfim, encontrar uma família. Mas, antes mesmo de conseguir testar sua invenção, ela é roubada e o menino é levado para uma viagem no tempo, em que, enfim, entende a real importância dos laços familiares. 
3. Os Incríveis 2 (2018) – No segundo filme da sequência, a família Pêra enfrenta novos desafios. Enquanto Helena, a Mulher-Elástico, sai para uma missão contra vilões, é a hora de Roberto, o Sr. Incrível, assumir as tarefas domésticas e cuidar dos filhos Violeta, Flecha e Zezé. A produção mostra cenas que fazem parte do cotidiano de todas as famílias, como o momento das refeições, de fazer a lição de casa, de ir para a escola…
4. Lilo e Stich (2002) – O filme conta a história de Lilo, uma menina que perdeu os pais em um acidente de carro e vive com a irmã mais velha Nany, que trabalha várias horas por dia para provar aos assistentes sociais que é capaz de sustentar a casa e cuidar da menina. De personalidade rebelde, a pequena vive entrando em confusões e acaba “adotando” um pequeno alienígena, que, aos pouquinhos, também vira parte da família. 
5. Tarzan (1999) – Clássico da Disney, o filme fala sobre a importância das conexões afetivas que vão além dos laços sanguíneos. Um bebê perde os pais na selva e passa a ser criado e educado por uma macaca, que o acolhe e cuida como se fosse seu próprio filho. Tarzan só se dá conta de que não é como os animais da floresta quando um grupo de pesquisadores chega por lá. 
6. Procurando Dory (2016) – A trama leva a uma viagem pelo passado de Dory, uma peixinha que sofre de perda de memória recente e não consegue ter memórias de infância. No filme, ela tenta não só reencontrar sua família, como recuperar suas lembranças. Em sua busca, Dory, Nemo e Marlin vão parar na Costa da Califórnia, mais precisamente em um Instituto de Vida Marinha. Por lá, vão fazer novos amigos, enfrentar muitos perigos e encontrar respostas.

Fonte: revista Crescer


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As células-tronco podem ser utilizadas no tratamento de diversas doenças, desde as mais comuns, como obesidade e osteoporose, até as mais graves, como o câncer por exemplo. Assim, as principais doenças que podem ser tratadas com as células-tronco são:

  • Doenças metabólicas, como obesidade, diabetes, doenças hepáticas, leucodistrofia metacromática, síndrome de Günther, adrenoleucodistrofia, doença de Krabbe e síndrome de Niemann Pick, por exemplo;
  • Imunodeficiências, como hipogamaglobulinemia, artrite reumatoide, doença granulomatosa crônica e síndrome linfoproliferativa ligada ao cromossomo X;
  • Hemoglobinopatias, que são doenças relacionadas à hemoglobina, como talassemia e anemia falciforme;
  • Deficiências relacionadas à medula óssea, que é o local em que as células tronco são produzidas, como anemia aplásica, doença de Fanconi, anemia sideroblástica, síndrome de Evans, hemoglobinúria paroxística noturna, dermatomiosite juvenil, xantogranuloma juvenil e doença de Glanzmann, por exemplo;
  • Doenças oncológicas, como leucemia linfoblástica aguda, leucemia mieloide crônica, doença de Hodgkin, mielofibrose, leucemia mieloide aguda e tumores sólidos, por exemplo.

Além dessas doenças, o tratamento com células tronco também pode ser benéfico em caso de osteoporose, doenças cardíacas, Alzheimer, Parkinson, displasia do timo, traumatismo craniano e anoxia cerebral, por exemplo.

Devido ao avanço das pesquisas científicas, o tratamento com células tronco tem sido testado em diversas outras doenças, podendo ser disponibilizado para a população caso os resultados sejam positivos.

Fonte: portal Tua Saúde


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Dermatologista revela o significado das informações presentes nos rótulos dos produtos

Saber qual é o melhor protetor solar para o seu tipo de pele é fundamental para evitar problemas com a exposição solar, principalmente durante o verão. É nesse período do ano que as pessoas costumam curtir praias e piscinas para se refrescar e, consequentemente, ficam mais suscetíveis à radiação ultravioleta. Fator que, além de provocar possíveis queimaduras, também pode favorecer o desenvolvimento de doenças mais graves, como o câncer de pele, por exemplo.

Não à toa, Dezembro Laranja foi escolhido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para representar o mês da conscientização contra o câncer de pele – já que é nessa época do ano que começa o verão. No entanto, saber qual é o melhor protetor solar para você é uma informação valiosa e que deve ser utilizada durante todos os meses. Afinal, mesmo nos períodos de frio é necessário manter os cuidados para evitar o desenvolvimento de tumores nessa região do corpo.

Podemos dizer que uma das maiores dificuldades para escolher corretamente o protetor solar é a grande variedade de produtos que existem no mercado. Afinal, o que significam aquelas inúmeras siglas – FPS, PPD, IR e etc – que estão presentes nos rótulos das embalagens? Para decifrar todas as dúvidas sobre qual filtro solar é o melhor, a dermatologista Dra. Patrícia Mafra, membro da SBD, montou um verdadeiro dicionário sobre o assunto. Confira:

À prova d’água (por quanto tempo?) – “Quando ele é muito resistente à água, o filtro solar permanece eficaz por 80 minutos na água. A versão ‘muito resistente à água’ é mais indicada para crianças e esportistas. No entanto, sempre reiteramos a recomendação de reaplicar o filtro a cada duas horas e após os banhos de mar e piscina, uma vez que também tendemos a passar mais a mão no rosto ou no corpo, ajudando a retirar o filtro. Reaplicando, garantimos uma pele protegida”, explica a Dra. Patrícia.

Amplo espectro – “Um filtro solar de amplo espectro protege a pele do envelhecimento (manchas, rugas e flacidez), de queimadura e ajuda a prevenir o câncer de pele, através de extratos e ativos antioxidantes e anti-inflamatórios, que evitam os danos em cascata dessas radiações e do calor, da luz visível e da poluição”, explica a médica.

Protetores antioxidantes — “O protetor solar pode ir além dos ativos de proteção, oferecendo também outros benefícios com elementos de ação antioxidante, anti-inflamatória, reparadora e antipoluente para imediatamente reparar o processo inflamatório formado em função da radiação”, destaca a dermatologista.

Filtros com cor — Para além da estética. “Eles geralmente têm alta cobertura, com base e cor, para oferecer uma barreira física à luz visível. São aliados, principalmente, de pacientes com melasma [manchas escuras no rosto]”, conta a especialista.

Filtros químicos e físicos. Qual a diferença? —”No filtro físico, a maior parte da radiação bate e volta. No filtro químico, ela é absorvida e ‘desgastada’, transformada em uma baixa energia que não penetra na pele. Qual o melhor? Depende da indicação. No geral, o melhor é associar os dois. Pacientes com pele sensível e reativa devem usar filtro físico”, diz a Dra. Patrícia.

FPS (Fator de Proteção Solar) – É aquele número destacado na maioria das embalagens.  Ele se refere apenas aos raios UVB – e não aos UVA.  É fruto da razão entre o mínimo de vermelhidão que uma pele protegida e desprotegida pode ter. Quanto maior o FPS, mais proteção à radiação UVB o produto vai oferecer. Mas, será que isso é o suficiente para escolher o protetor solar?

“Na verdade, temos que considerar outras variáveis além da vermelhidão, então esse protetor também deve contar com proteção contra os raios UVA, infravermelho e luz visível. Como nenhum protetor solar pode filtrar 100% dos raios UVB do sol, as roupas de proteção (com FPS), chapéus e procurar sombra também são indicações importantes”, recomenda a dermatologista.

IR (Infrared ou infravermelho) – Se refere, basicamente, à radiação do calor, aquele famoso mormaço. Um filtro solar com boa capacidade de proteção IR, de acordo com a Dra. Patrícia, pode ajudar a evitar a flacidez da pele. No entanto, ela também recomenda o uso de algum bloqueio solar físico – como roupas e sombras – e antioxidantes.

Luz visível — Se refere a todo tipo de luz. Seja solar, de lâmpadas ou celulares. “Ela é capaz de promover, a médio e longo prazo, um quadro de vermelhidão, estimular a formação ou piora das manchas e causar danos ao DNA celular. Os protetores com ação protetora contra a luz visível, geralmente, contam com extratos e ativos antioxidantes e anti-inflamatórios”, explica a médica.

PPD (Persistant Pigment Darkening) – Indica o grau de proteção contra os raios UVA. Nos rótulos, o PPD pode aparecer como FP-UVA (Fator de Proteção UVA). “O PPD ideal é a partir de 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS”, revela a dermatologista.

Toque seco — Pode ser gel, creme, spray ou bastão. “Todos esses veículos são dermocosméticos que devem ser considerados na hora da escolha de um fotoprotetor, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade. Pacientes com tendência à acne devem optar por veículos livres de óleo, como o gel, que tem toque seco e pode controlar a oleosidade. Pacientes com pele seca e desidratada devem preferir as loções e priorizar termos como ‘hidratante’ no rótulo”, finaliza a Dra Patrícia.

Fonte: Portal Terra


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Nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionário humano, uma pequena coleção de células conhecidas como células-tronco embrionárias humanas (hESCs) orquestra o crescimento e a diferenciação, dando origem a tecidos humanos altamente especializados. Como células pluripotentes – progenitoras de todos os tipos de células do corpo – as hESCs são de interesse central para biólogos do desenvolvimento e regeneração. Muitos genes que impulsionam o funcionamento do hESC foram identificados anteriormente, mas ferramentas poderosas que lançam luz sobre as atividades inter-relacionadas desses genes só surgiram mais recentemente. Pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School usaram o rastreamento genético de todo o genoma para superexpressar e inativar (“nocautear”) dezenas de milhares de genes em hESCs.Eles descobriram redes-chave que controlam simultaneamente a pluripotência e a prontidão para a morte celular (apoptose), ajudando a garantir condições ideais para o desenvolvimento embrionário. Os resultados do estudo, publicados emGenes and Development , oferece novos insights sobre a genética do câncer e uma nova abordagem para a pesquisa da medicina regenerativa.

“Nossos métodos nos permitiram criar um ‘atlas’ de quase todos os genes do genoma humano e determinar o que sua superexpressão ou perda faz para os primeiros passos mais fundamentais do desenvolvimento humano”, disse a autora principal Kamila Naxerova, PhD, ex- pós-doutorado no laboratório Elledge na Divisão de Genética de Brigham. “Em vez de olhar os genes um por um, examinamos milhares de alterações genéticas ao mesmo tempo para determinar como elas afetam a proliferação de células-tronco embrionárias e, posteriormente, o desenvolvimento das três camadas germinativas que servem de matéria-prima para tecidos humanos. “

“Elucidar como a função das células-tronco embrionárias humanas é controlada pela genética é essencial para nossa compreensão da biologia do desenvolvimento e da medicina regenerativa”, disse o co-autor Stephen Elledge, PhD, o professor Gregor Mendel de Genética e Medicina no Brigham and HMS. “Nosso estudo fornece o exame mais extenso da funcionalidade do gene em hESCs até o momento.”

Ao conduzir seu experimento – que envolveu a eliminação de cerca de 18.000 genes e superexpressão de 12.000 genes – os pesquisadores notaram um papel único desempenhado pelos genes hESC que controlam a pluripotência, ou capacidades de diferenciação. Quando os pesquisadores deletaram esses genes bem conhecidos, entre eles OCT4 e SOX2 , as células-tronco aumentaram surpreendentemente sua resistência à morte, indicando que, em circunstâncias normais, os reguladores de pluripotência também contribuem para as vias de apoptose. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que a ligação genética entre a pluripotência e a morte celular rigidamente regulamentada ajuda a garantir que, se uma célula-tronco for danificada, ela será destruída no início do desenvolvimento embrionário antes que possa comprometer o funcionamento de células e tecidos futuros.

Esses comportamentos inter-relacionados eram especialmente evidentes em um regulador de pluripotência conhecido como complexo SAGA. Os pesquisadores demonstraram pela primeira vez que hESCs morreram menos prontamente na ausência do complexo SAGA. Além disso, sua ausência inibiu o desenvolvimento de todas as três camadas germinativas (endoderme, mesoderme e ectoderme), atestando o papel central do complexo SAGA em uma série de atividades de CTEh. Finalmente, os pesquisadores observaram que muitos dos genes que regulam a formação das três camadas germinativas também são contribuintes conhecidos para o crescimento de cânceres quando são super ou subexpressos em células somáticas.

Além de oferecer uma nova perspectiva sobre a base genética dos cânceres, a abordagem de triagem genética de alto rendimento do estudo pode informar trabalhos futuros em biologia regenerativa.

“As telas genéticas representam uma oportunidade maravilhosa para investigar como as redes genéticas contribuem para comportamentos celulares inter-relacionados, como crescimento, diferenciação e sobrevivência”, disse Naxerova, que agora é professora assistente no Centro de Biologia de Sistemas do Hospital Geral de Massachusetts. “Essa abordagem pode ajudar biólogos regenerativos e de desenvolvimento a mapear sistematicamente redes genéticas que estão envolvidas na formação de tecidos específicos e manipular esses genes para cultivar de forma mais eficiente diferentes tipos de tecidos humanos a partir de células-tronco.”

Fonte: portal Science Daily


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1 – MINHA CASA É ADEQUADA PARA RECEBER UM BEBÊ?

A maioria das residências pode ser adaptável para receber um bebê, mas há alguns pontos importantes a considerar. O primeiro deles é a presença de muitas escadas. Se você mora no quarto andar de um prédio sem elevador, será mais cansativo e trabalhoso subir e descer com a criança — principalmente se for mais de uma. O mesmo vale para pessoas sem carro que moram em bairros com muitas subidas e descidas.

Residências de um quarto são suficientes para os primeiros meses de vida do bebê, mas conforme ele ficar mais grandinho, dividir o espaço com o pequeno pode ser complicado. Portanto, veja se você tem condições de viver em um lugar maior.

Além disso, considere se o bairro e a casa são seguras, para ficar livre de ansiedades e sustos. Por fim, se você planeja se mudar, faça isso antes de engravidar ou, no máximo, nos primeiros meses da gestação. Já pensou em fazer mudança com uma criança pequena a tiracolo?

2 – MEU ORÇAMENTO É SUFICIENTE PARA CRIAR UM BEBÊ?

Neste texto, explicamos como se planejar financeiramente para ter um bebê. Para isso, é preciso calcular valores com pré-natal, parto, escolinha e plano de saúde para a criança, caso opte por serviços particulares. Gastos com farmácia também devem entrar na conta, assim como uma poupança para emergências.

3 – ESTOU DISPOSTA A FLEXIBILIZAR MINHA CARREIRA?

Se você tem uma meta ambiciosa na sua carreira, é bom decidir o momento certo de ter um bebê. Depois que o pequeno nascer, será preciso tirar a licença-maternidade e, após o retorno ao trabalho, readaptar-se à rotina. Durante o primeiro ano de vida da criança — ou talvez durante até mais tempo — diminuir o ritmo é uma possibilidade.

Converse com o seu parceiro e tente estabelecer uma divisão justa, para que as tarefas fiquem bem divididas e ninguém tenha que abrir mão de se dedicar à carreira. Possivelmente, um dos dois se oferecerá para ficar em casa com a criança enquanto o outro está mais focado no trabalho.

4 – COMO VOU DIVIDIR AS TAREFAS COM O MEU PARCEIRO?

Quando o bebê chegar, as responsabilidades compartilhadas pelo casal serão muito maiores. A colaboração é, então, a chave para que a relação funcione bem. Portanto, antes mesmo de engravidar, discutam pontos importantes, como:

  • Como cada um pretende se dedicar à carreira nos próximos anos;
  • Financeiramente, com quanto cada um pode contribuir;
  • Quais tarefas caseiras cada um pretende realizar;
  • Quais responsabilidades relativas ao bebê cada um pretende assumir.

5 – ESTOU EMOCIONALMENTE PRONTA PARA TER UM BEBÊ?

Ter um bebê mexe com o emocional de homens e mulheres, mas principalmente de mulheres. O aumento da produção de hormônios na gravidez poderá deixá-la mais ansiosa, emotiva e até fazê-la dormir pior. Além disso, há a ansiedade com a gestação, parto e com a criação do bebê. Portanto, questione se você está emocionalmente pronta para isso e, se necessário, converse com o seu terapeuta ou ginecologista sobre o assunto.

Mas atenção: nada de neura! Questões emocionais podem ser tratadas com o auxílio de profissionais, como os psicólogos. O importante é que você prepare o terreno para  lidar com o que está por vir — que é tanto preocupante, quanto excitante e maravilhoso.

6 – ESTOU PRONTA PARA DORMIR POUCO?

Prepare-se para dormir pouco nos primeiros meses de vida do bebê, principalmente enquanto estiver amamentando. O pequeno poderá acordar de três em três horas, ou até em intervalos menores, para mamar, reclamar da fralda suja e assim por diante. Há bebês que continuam acordando várias vezes mesmo quando maiorzinhos. É preciso paciência.

7 – ESTOU PRONTA PARA VIVER EM UMA CASA BAGUNÇADA?

Talvez a sua casa não fique tão bagunçada, mas você provavelmente terá de lidar com brinquedos espalhados e mais sujeira. Será necessário educar o pequeno para que guarde as coisas e cuide da limpeza. Mas, ao menos nos primeiros dois anos, boa parte do trabalho de organização e limpeza recairá sobre o casal.

8 – ESTOU PRONTA PARA AS MUDANÇAS SOCIAIS QUE VÊM COM O NASCIMENTO DO BEBÊ?

Nos primeiros meses, você estará bastante focada no bebê. Portanto, sua relação com o parceiro poderá mudar, assim como a sua relação com os amigos. Alguns irão se afastar, mas você certamente fará outros — provavelmente que também têm filhos. Sua vida social, então, será diferente. É provável que, ao menos nos primeiros anos, os jantares em restaurantes sejam trocados por refeições nas casas dos amigos, de preferência durante o dia. Afinal, manter a rotina de sono da criança deixa ela mais calma, o que faz toda a diferença na correria do dia a dia.

Fonte: Portal Danone Nutricia

 


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Lista reúne opções como toalha, protetor de carrinho e outros itens essenciais para o enxoval do bebê 

Se você tem uma amiga ou familiar grávida e não sabe o que dar de presente de Natal, uma boa opção é investir em itens essenciais para o enxoval do bebê. Mesmo sem saber o sexo da criança, é possível presentear a mamãe de forma bastante útil. Entre os artigos que podem ser oferecidos estão o kit de bolsas para a maternidade, o cobertor para o bebê e, até mesmo, a capa para carrinho.

Confira abaixo seis opções de presentes de Natal para alegrar a mamãe grávida.

 

  1. Toalha felpuda bordados com capuz – Uma das opções de presente de Natal para a mamãe grávida é a toalha felpuda. Ela deve ser um item necessário para o enxoval do bebê, ajudando na hora do banho. A toalhinha é feita totalmente em tecido de algodão e mede 90 cm x 70 cm.
  2. Cueiro flanelado – O cueiro flanelado é outra recomendação como presente para a mamãe grávida. O produto pode ser usado para enrolar o bebê e acalmá-lo, principalmente no primeiro mês de vida. Outro modo de utilizar é forrá-lo no carrinho da criança para quando ela for dormir, garantindo um ambiente limpo e aquecido.
  3. Cobertor estampado – O cobertor estampado é um dos itens mais vendidos. O cobertor é ideal para a hora do soninho da criançae ainda conta com desenhos coloridos.
  4. Capa para carrinho estampada – A capa para carrinho é um item importante no enxoval do bebê, portanto pode ser um excelente presente de Natal para a mamãe grávida. Para forrar o carrinho e oferecer mais conforto ao bebê, o item é confeccionado em tecido com leve enchimento macio.
  5. Kit bolsa maternidade – Para quem deseja investir em um presente mais caro, o kit com bolsas de maternidade pode ser uma boa escolha. O conjunto conta com quatro peças: bolsa, frasqueira, porta mamadeira térmica e trocador.
  6. Naninha Leãozinho – Outra opção divertida e confortável para dar para a mamãe grávida é a naninha de leãozinho. O produto serve como um paninho para o bebê segurar na hora de dormir e promete trazer a sensação de aconchego para a criança, enquanto o leãozinho é capaz de distrair os pequenos.

    Fonte: revista Crescer


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Os resultados provisórios de um ensaio clínico multicêntrico demonstram a secreção de insulina de células enxertadas em pacientes com diabetes tipo 1. A segurança, tolerabilidade e eficácia dos implantes, que consistiam em células endodermas pancreáticas derivadas de células-tronco pluripotentes humanas (PSCs), foram testadas em 26 pacientes. Embora a insulina secretada pelos implantes não tenha efeitos clínicos nos pacientes, os dados são a primeira evidência relatada de secreção de insulina regulada pelas refeições por células-tronco diferenciadas em pacientes humanos. Os resultados aparecem no dia 2 de dezembro nas revistas Cell Stem Cell e Cell Reports Medicine .

“Um marco foi estabelecido. A possibilidade de um suprimento ilimitado de células produtoras de insulina dá esperança às pessoas que vivem com diabetes tipo 1”, disse Eelco de Koning, do Centro Médico da Universidade de Leiden, co-autor de um comentário publicado na Cell Stem Cell . “Apesar da ausência de efeitos clínicos relevantes, este estudo permanecerá um marco importante para o campo das terapias de substituição de células derivadas de PSC humanas, pois é um dos primeiros a relatar a sobrevivência e funcionalidade das células um ano após o transplante.”

Aproximadamente 100 anos após a descoberta do hormônio insulina, o diabetes tipo 1 continua sendo um diagnóstico que altera a vida e às vezes ameaça a vida. A doença é caracterizada pela destruição de células-produtoras de insulina nas ilhotas de Langerhans do pâncreas, levando a níveis elevados de glicose no sangue.

O tratamento com insulina reduz as concentrações de glicose, mas não as normaliza completamente. Além disso, os sistemas modernos de aplicação de insulina podem ser onerosos de usar por longos períodos, às vezes funcionam mal e frequentemente levam a complicações de longo prazo. Embora a terapia de substituição de ilhotas possa oferecer uma cura porque restaura a secreção de insulina no corpo, esse procedimento não foi amplamente adotado porque os órgãos de doadores são escassos. Esses desafios ressaltam a necessidade de um suprimento alternativo abundante de células produtoras de insulina.

O uso de PSCs humanos fez um progresso significativo no sentido de se tornar uma opção clínica viável para a produção em massa de células produtoras de insulina. Em 2006, cientistas da Novocell (agora ViaCyte) relataram um protocolo de múltiplos estágios direcionando a diferenciação de células-tronco embrionárias humanas em células endodermas pancreáticas imaturas. Este protocolo passo a passo que manipula as principais vias de sinalização foi baseado no desenvolvimento embrionário do pâncreas. Estudos de acompanhamento mostraram que essas células da endoderme pancreática foram capazes de amadurecer ainda mais e se tornarem totalmente funcionais quando implantadas em modelos animais. Com base nesses resultados, os ensaios clínicos foram iniciados usando essas células endodermas pancreáticas.

Agora, dois grupos relatam um ensaio clínico de fase I / II no qual células da endoderme pancreática foram colocadas em dispositivos de macroencapsulação não imunoprotetores (“abertos”), que permitiram a vascularização direta das células, e implantados sob a pele em pacientes com tipo 1 diabetes. O uso de células de terceiros disponíveis nesta estratégia de substituição de ilhotas baseadas em células-tronco requer agentes imunossupressores, que protegem contra a rejeição do enxerto, mas podem causar efeitos colaterais importantes, como câncer e infecções. Os participantes foram submetidos a um regime de tratamento imunossupressor que é comumente usado em procedimentos de transplante de ilhotas de doadores.

Em Cell Stem Cell , Timothy Kieffer da University of British Columbia e seus colaboradores forneceram evidências convincentes de células secretoras de insulina funcionais após a implantação. PEC-01s – as células endodermas pancreáticas candidatas a drogas produzidas por ViaCyte – sobreviveram e amadureceram em células secretoras de insulina e responsivas à glicose em até 26 semanas após a implantação. Ao longo de até um ano de acompanhamento, os pacientes tiveram necessidades de insulina 20% reduzidas e passaram 13% mais tempo na faixa de glicose no sangue alvo. No geral, os implantes foram bem tolerados, sem eventos adversos graves relacionados ao enxerto.

“Pela primeira vez, fornecemos evidências de que PEC-01s derivadas de células-tronco podem amadurecer em células? Maduras produtoras de insulina e responsivas à glicose in vivo em pacientes com diabetes tipo 1″, disse Kieffer. “Essas descobertas iniciais apóiam futuros investimentos e investigações na otimização de terapias celulares para diabetes.”

No entanto, dois pacientes apresentaram eventos adversos graves associados ao protocolo de imunossupressão. Além disso, não havia grupo de controle e as intervenções não eram cegas, limitando as conclusões causais, e os resultados eram altamente variáveis ​​entre o pequeno número de participantes. Além disso, estudos adicionais precisam determinar a dose de células endodermas pancreáticas necessária para alcançar benefícios clinicamente relevantes para os pacientes.

Em Cell Reports Medicine , Howard Foyt da ViaCyte e seus colaboradores relataram enxerto e expressão de insulina em 63% dos dispositivos explantados de indivíduos de ensaio em períodos de tempo que variam de 3 a 12 meses após a implantação. O acúmulo progressivo de células secretoras de insulina funcionais ocorreu ao longo de um período de aproximadamente 6-9 meses a partir do momento do implante.

A maioria dos eventos adversos relatados foram relacionados a procedimentos cirúrgicos de implante ou explante ou a efeitos colaterais imunossupressores. Apesar da potente supressão imunológica sistêmica, múltiplos locais de implantação cirúrgica e da presença de materiais estranhos, o risco de infecção local foi extremamente baixo, sugerindo que esta abordagem é bem tolerada em indivíduos que apresentam risco de uma resposta de cura insatisfatória. Os pesquisadores estão atualmente trabalhando em maneiras de promover a vascularização e a sobrevivência do enxerto.

“O presente estudo demonstra definitivamente pela primeira vez ao nosso conhecimento, em um pequeno número de indivíduos humanos com diabetes tipo 1, que as células progenitoras pancreáticas derivadas de PSC têm a capacidade de sobreviver, enxertar, diferenciar e amadurecer em ilhotas humanas células quando implantadas por via subcutânea “, diz Foyt.

Ambos os relatórios mostraram que os enxertos eram vascularizados e que as células do dispositivo podem sobreviver até 59 semanas após a implantação. As análises dos enxertos revelaram que os principais tipos de células das ilhotas, incluindo células?, Estão presentes. Além disso, não houve formação de tumores denominados teratomas. No entanto, a proporção de diferentes tipos de células endócrinas era atípica em comparação com as ilhotas pancreáticas maduras, e a porcentagem total de células positivas para insulina no dispositivo era relativamente baixa.

Em relação à segurança, os eventos adversos mais graves foram associados ao uso de agentes imunossupressores, enfatizando o uso ao longo da vida dessas drogas como um grande obstáculo para uma implementação mais ampla desses tipos de terapias de substituição celular. “Um cenário futuro ideal e ensolarado seria a ampla disponibilidade de uma terapia de substituição de ilhotas baseada em células-tronco segura e eficaz sem a necessidade desses agentes imunossupressores ou procedimentos de transplante invasivos de alto risco”, disse Françoise Carlotti, do Centro Médico da Universidade de Leiden. , um co-autor do comentário relacionado.

De acordo com de Koning e Carlotti, muitas questões ainda precisam ser respondidas. Por exemplo, os pesquisadores precisam determinar o estágio de diferenciação no qual as células são mais adequadas para o transplante e o melhor local para o transplante. Também não está claro se a eficácia e a segurança das células podem ser mantidas ao longo do tempo e se é possível eliminar a necessidade de terapia imunossupressora.

“O caminho clínico para a ampla implementação da terapia de substituição de ilhotas derivadas de células-tronco para diabetes tipo 1 provavelmente será longo e tortuoso. Até lá, o pâncreas doador e o transplante de ilhotas continuarão sendo opções terapêuticas importantes para um pequeno grupo de pacientes”, de Koning diz. “Mas uma era de aplicação clínica de terapia de substituição de ilhotas baseada em células-tronco inovadoras para o tratamento de diabetes finalmente começou.”

Fonte: portal Science Daily


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É importante prestar atenção aos três pilares da alimentação e contar com o suporte de profissionais de saúde para completar a dieta das crianças

Seu filho torce o nariz para determinados alimentos, sem nem experimentar? Enrola ao máximo para colocar uma colherada de comida na boca e, quando finalmente come um pouquinho, já faz cara de satisfeito? Ou é daqueles que só gostam das opções com baixo valor nutricional e passam longe das verduras, legumes e frutas, por exemplo?

Seja por comer pouco ou mal, a alimentação infantil preocupa grande parte dos pais. Isso porque a nutrição tem papel fundamental para o crescimento e o desenvolvimento da criança, principalmente nos primeiros anos de vida.

Se você está passando por isso, saiba que não está só. A experiência de ter um filho que não come bem é mais comum do que se imagina. De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela Editora Abril em parceria com a Danone, com mil pais de crianças de até 10 anos e em diferentes regiões do país, 6 em cada 10 crianças demonstram dificuldades alimentares como as que listamos.

É preciso atenção para perceber quando a alimentação inadequada passa a desencadear problemas de desenvolvimento infantil. “As crianças passam por diferentes fases em relação à alimentação. Existem momentos de pouco interesse por alimentos novos, períodos de maior apetite e crescimento e períodos de pouca aceitação de variedades de alimentos”, explica o pediatra Matias Epifanio.

“Se alimentar é um hábito cultural, que nos relaciona com a pessoa que nos alimenta e com o meio, e deve ser uma experiência prazerosa. Os problemas podem surgir quando há uma seletividade extrema, pouca variedade de tipos de alimentos e até medo de se alimentar.”

Nos casos de recusa alimentar, a criança pode apresentar dificuldade para acompanhar os índices determinados pela Curva de Crescimento – ferramenta usada pelo pediatra e/ou nutricionista para a avaliação nutricional dos pequenos.

Às vezes, o crescimento até corresponde aos padrões da curva. Mas por causa da baixa qualidade, variedade ou quantidade de alimentos ingeridos, a criança pode deixar de consumir nutrientes essenciais para o fortalecimento do sistema imunológico e desenvolvimento adequado.

“Além do pouco ganho de peso ou estatura, sinais como palidez das mucosas, cansaço, apatia e lesões na pele podem indicar que a má alimentação está prejudicando o desenvolvimento”, alerta o médico.

QQV: os 3 pilares da boa alimentação

Para avaliar se o seu filho come bem, é importante ir além da curva de crescimento, considerando a quantidade, a qualidade e a variedade (QQV) da alimentação:

 Quantidade: afinal, qual o tamanho ideal das porções, se o que é muito para alguns pode ser pouco para outros? Siga a regra: nem demais, nem de menos. A quantidade de comida deve ser suficiente para atender às necessidades do organismo da criança, de acordo com sua faixa etária. Procure oferecer uma dieta equilibrada e nutritiva e observe quais alimentos saudáveis ela prefere.

– Qualidade: avalie se o seu filho consome diariamente todos os grupos alimentares, ou seja, se durante o dia ele come frutas, verduras, grãos, carnes e laticínios, por exemplo. Esse cuidado é importante para suprir todas as necessidades nutricionais e deve estar adequado a cada fase da criança. Sempre que possível, ofereça alimentos frescos e estimule a descoberta de novos sabores, texturas e cores.

– Variedade: observe se o seu filho come de 10 a 15 alimentos diferentes ao longo do dia. Essa é uma boa forma de mensurar se a alimentação está rica em opções e garantir que o pequeno receba o aporte adequado de nutrientes. Procure oferecer um cardápio colorido, equilibrado, nutritivo e agradável ao paladar da criança.

O pediatra explica que a criança pode não gostar de um determinado legume, por exemplo, mas deve consumir regularmente o grupo alimentar como um todo para não ter deficiências de alguns nutrientes.

Fonte: revista Crescer


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Material genético é o tratamento utilizado para mais de 80 tipos de doenças

Diagnosticado desde os 8 anos com Aplasia medular, o inspetor de escola Lorinaldo de Sousa Nascimento, após 16 anos sendo submetido aos mais variados tipos de tratamentos, foi informado da possível cura. A doença se caracteriza pela alteração no funcionamento da medula óssea. “Essa estrutura é responsável pela produção das células do sangue. Quando comprometida, sua atuação pode ser reduzida, o que leva a baixas concentrações de hemácias, plaquetas e leucócitos circulantes no sangue”, explica Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

 O médico é um dos responsáveis pelo atendimento do Sr. Lorinaldo no hospital das Clínicas da FMUSP e conta que o quadro do paciente era grave, correndo sério risco de ir a óbito. “O paciente apresentava um nível muito abaixo do normal de plaquetas, leucócitos e hemoglobinas, consequentemente, sua imunidade também era comprometida. Por conta disso, além das medicações, periodicamente era necessário a realização de transfusões de sangue, como forma de reversão dessas condições”, comenta.

 O especialista explica que o tratamento é definido conforme o grau da aplasia medular. Geralmente, é feito utilizando-se medicamentos imunossupressores, antibióticos e transfusões sanguíneas. “Em casos mais graves, o transplante de medula óssea pode ser recomendado”. Segundo o hematologista, o paciente situava-se nesse quadro, no entanto, devido à ausência de um doador compatível (mesmo com anos de espera) o procedimento tornou-se impossível. “ Estima-se que a chance seja de 1 em 100 para doadores aparentados, ou seja, que possuam algum grau de parentesco (excetuando os irmãos consanguíneos)  – e 1 em 100 mil a não aparentados”, destaca.

 Após a tentativa com algumas medicações (que não apresentaram o efeito desejado) a equipe médica optou pela utilização de duas drogas: a primeira que é um estimulante do sangue que auxilia a produção de células brancas sanguíneas  e, a segunda, que visa elevar ou manter o nível de hemácias no sangue. As substâncias foram aplicadas por aproximadamente 3 anos e meio. Com o fim desse período, os médicos notaram uma expressiva melhora no quadro clínico do paciente. “Analisando os meus exames eles disseram que eu estava com as hemácias e plaquetas de uma pessoa normal e acabaram suspendendo as medicações. Eu até questionei se não correria o risco da doença voltar, mas fui tranquilizado, pois, caso fosse necessário, retomaríamos o tratamento. Após 2 anos eu continuo totalmente saudável”, afirma Lorinaldo.

 A coleta do sangue e tecido do cordão umbilical como forma preventiva à doença

 Em outubro de 2020, o inspetor descobriu que a sua esposa estava grávida. “Devido a minha condição, achei que talvez não seria possível ser pai. Logo no início da gestação, fomos orientados a realizar a coleta do sangue e tecido do cordão umbilical”, diz Lorinaldo.

“Dr. Nelson esclareceu que, em virtude dos meus antecedentes e pela dificuldade de encontrar um doador compatível no Brasil e no mundo, é prudente a coleta de um material totalmente compatível com o bebê e potencialmente compatível com os familiares mais próximos. Além disso, me esclareceu que o tecido de cordão umbilical é rico em células-tronco mesenquimais, as quais possuem capacidade de gerar diferentes tecidos, como ósseo, tendão, cartilagem, tecido adiposo e muscular, suporte medular e células neurais, colocando-se assim em evidência ou primeira escolha para procedimentos de engenharia de tecidos e suporte ao transplante de medula óssea”, esclareceu Lorinaldo.

 A causa da aplasia medular ainda não é totalmente conhecida, mas pode estar associada à exposição a agentes químicos, radiação, medicamentos, ou ser resultado de uma doença de base genética, como a anemia de Fanconi. Além disso, fatores genéticos predisponentes não são descartados. Sendo assim, o armazenamento das células-tronco surgiu como uma forma de assegurar o tratamento, tanto para Lorinaldo, quanto para a sua bebê, principalmente numa época de intensa evolução no campo da terapia gênica. O Diretor-Técnico da Criogênesis explica que hoje em dia, com os avanços da medicina, é possível, inclusive, alterar geneticamente (através da terapia gênica em laboratório) as células extraídas. Além disso, elas são totalmente compatíveis com o indivíduo e biologicamente tolerantes (o que leva à diminuição dos efeitos colaterais e o aumento da possibilidade de transplante entre pessoas parcialmente compatíveis).

 A diminuição das células sanguíneas circulantes, causada pela doença, pode levar a uma série de sintomas, como palidez, falta de ar, presença de hematomas, ocorrência frequente de infecções e, em casos mais graves, até a morte. Receoso que sua filha pudesse acabar desenvolvendo o mesmo problema, Lorinaldo não hesitou em armazenar as células-tronco do sangue e do tecido do cordão umbilical. “Não gostaria que minha filha sofresse tudo que eu sofri. Há muitos anos  minha mãe queria ter mais um filho para realizar a coleta das células, porém, como meu pai veio a falecer, isso ficou impossível”, conta.

Para o inspetor, o armazenamento é sinônimo de esperança. “Espero que eu ou a Laura nunca precisemos utilizar o material, mas, caso seja preciso, tenho a segurança de que o teremos disponível para o nosso tratamento. Passei 19 anos na espera de um doador compatível que nunca encontrei. Hoje tenho essa tranquilidade, por isso, sou muito grato à Criogênesis pela oportunidade”, ressalta. Lorinaldo ainda recomenda que todos optem pela coleta. “É uma forma de prevenção para o presente e o futuro, tanto para a criança, quanto para a família”, conclui.

 Nos dias de hoje, as células-tronco são eficazes no tratamento de mais de 80 tipos de patologias, dentre elas leucemia, certos tipos de linfoma (incluindo linfoma de Hodgkin), anemia aplásica, talassemia, anemia falciforme e algumas doenças degenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. “A coleta ocorre no momento do parto de forma totalmente indolor à mãe e ao bebê. O armazenamento e a criopreservação dessas células-tronco são a única garantia total de compatibilidade com a criança, caso seja necessário”, destaca o hematologista.