Sequelas de diabete são contidas por terapia com células-tronco e quimio

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Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) que desenvolveram uma terapia pioneira para tratar diabete tipo 1 sem insulina, constataram que a técnica também impede sequelas graves da doença por um tempo ainda indeterminado. O método combina quimioterapia com o transplante de células-tronco e já era conhecido mundialmente por ter livrado grande parte dos pacientes das injeções por mais de dez anos – um feito sem precedentes.

No novo estudo, os pesquisadores dizem que o tratamento também reduziu a zero algumas complicações como cegueira, insuficiência renal e amputação. A diabete tipo 1 é uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina – hormônio responsável pelo controle do glicose – um tipo de açúcar – no sangue.

“Com esse tratamento, conseguimos suspender a insulina de pessoas, algo que ninguém imaginava ser possível. Mas ainda não havia sido feita uma comparação da evolução dos nossos pacientes com um grande número de diabéticos que fazem o tratamento convencional. Foi esse o objetivo do estudo”, disse o coordenador da pesquisa, endocrinologista e pesquisador da Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Carlos Barra Couri.

Segundo o cientista, o resultado revela um enorme impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes submetidos ao transplante de células-tronco – mesmo entre os que voltaram a tomar insulina algum tempo depois do transplante. “A maioria dos que voltaram a usar precisam de apenas uma injeção diária, em vez das três ou quatro que precisariam tomar se não tivessem feito o tratamento – o que já é importante na qualidade de vida. Mas o principal é que todos os transplantados ficaram livres de sequelas graves – e é isso o que queremos para o paciente. Eu diria que parar de usar insulina é um bônus.”

Fonte: Revista Exame


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