Açúcar: se o cardápio do seu filho é cheio desse ingrediente, é preciso ficar de olho e pensar em alternativas já!

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Um brigadeiro em festa de aniversário, açúcar no morango ou um gole de refrigerante… Pode parecer inofensivo, mas não é nada indicado para crianças – principalmente as que são muito novas, mas nem sempre essa recomendação é seguida. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 32,3% dos bebês com menos de 2 anos já consomem refrigerantes ou sucos artificiais.

Fabricantes começaram a substituir gorduras por açúcares em 1990, quando surgiu a tendência de consumir alimentos sem ou com baixo teor de gordura. Ou seja, é possível encontrá-lo até em molhos de saladas, pães de hambúrguer e batatas fritas. Nem mesmo as comidas feitas especialmente para bebês estão de fora dessa lista: uma pesquisa feita pela Universidade de Calgary, no Canadá, mostrou que alguns alimentos como iogurte cereais específicos para essa faixa etária continham pelo menos 20% de açúcar em sua composição. O ideal é que crianças de até 2 anos não consumam nada com esse ingrediente.

Essa contra-indicação foi recomendada pela American Heart Association, em uma pesquisa feita em 2016. A partir do segundo ano de vida, o ideal é limitar a ingestão total de açúcar a 25g por dia – o equivalente a 5 colheres de chá. Para completar, a Organização Mundial de Saúde recomendou que seu consumo máximo deve ser de 10% das calorias encontradas nas refeições diárias (lembrando que esse valor serve também para adultos). É importante reforçar que o contato com açúcares e doces industrializados nos primeiros anos de vida afeta o organismo da criança causando obesidade e outros problemas de saúde.

READAPTANDO O CARDÁPIO

De acordo com uma pesquisa feita pela Publich Health England, crianças entre 4 e 10 anos consomem mais de 10g de açúcar todas as manhãs.

NADA DEMAIS É BOM

Além de sobrecarregar crianças com problemas de saúde geralmente encontrados em adultos, o excesso de açúcar está colocando o corpo delas sob um estresse enorme, de acordo com David Ludwig, diretor do Centro de Prevenção de Obesidade no Hospital Infantil de Boston. Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, quase 40% das crianças de 5 a 9 anos na região Sudeste do país estão com sobrepeso, diretamente atrelado a problemas de saúde como hipertensão e diabetes – um número muito alto e preocupante.

FIQUE DE OLHO

Mesmo procurando por opções que não sejam processadas, ainda assim a substância responsável por adoçar passa por algum tipo de industrialização, como a cana-de-açúcar e a beterraba, matérias-primas para a sacarose. Por isso, é importante ficar de olho no rótulo das embalagens. “Se olhar a lista do que seu filho mais gosta verá que, em quase 100% dos casos, o ingrediente com maior quantidade é o açúcar. Mas nem sempre ele vem com o nome mais famoso, muitas vezes vem disfarçado”, avisa a médica endocrinologista Giulianna Pansera, do G-Realfit.

Por outro lado, as frutoses encontradas em frutas e vegetais não são problema, já que têm fibras e saciam bem mais do que qualquer outro doce e, por isso, não costumamos comê-las em grandes quantidades. Além disso, o processo de digestão é mais lento por conta das fibras, o que não sobrecarrega o fígado. E para completar: não existe limite no consumo desses alimentos. Na verdade, o ideal é que as crianças comam bastante frutas e vegetais, assim como cereais e grãos integrais – mas nada processado! E pode ficar tranquila em relação ao açúcar nas frutas: você teria que comer três maçãs pequenas para obter a mesma quantidade de frutose que existe em 600ml de refrigerante.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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