Diagnóstico precoce pode evitar o descolamento prematuro da placenta

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Com hemorragia visível: uma quantidade de sangue é expelida pela vagina e a gestante sente forte dor ou contração uterina. Ocorre em aproximadamente 80% dos casos.

Com hemorragia invisível: não há sangramento visível e o único sintoma é a forte dor ou contração uterina.

O problema pode ser ocasionado em função de um traumatismo abdominal, porém a existência de um cordão umbilical curto que exerça tração sobre a placenta também provoca o problema. Em mulheres com outros filhos, mais de 40 anos, fumantes, com hipertensão, diabetes ou doenças renais crónicas a incidência pode aumentar.

O deslocamento prematuro da placenta pode ser perigoso para o feto e para a mãe. Isso porque reduz a área de troca sanguínea pelo qual o feto recebe oxigênio e nutrientes. E se o deslocamento for total, pode provocar óbito ao feto. Já para a mãe, o risco refere-se à hemorragia que, pode ser intensa, colocando sua vida em risco.

Não há prevenção, mas o diagnóstico precoce pode evitar complicações. Se o sangramento for leve, a gestante deve fazer repouso absoluto. E assim que o sangramento cessar poderá até voltar a andar, sem fazer esforço.
No caso de o sangramento ser intenso, pode ser preciso realizar necessária transfusão de sangue. E opta-se pela cesariana, pois o parto normal pode fazer com que a placenta se desprenda antecipadamente impedindo o fornecimento de oxigênio ao feto.

O pré-natal é a maneira mais eficaz para uma gestação saudável. Isso evita riscos para mãe e para o bebê.

Fonte- Ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho