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Maneira única das células-tronco descartarem proteínas mal dobradas pode ser a chave para manter saúde a longo prazo e prevenir doenças

Pesquisadores da Escola de Medicina de San Diego, da Universidade da Califórnia (EUA), descobriram que células-tronco do sangue usam método inusitado para se livrar de suas proteínas mal dobradas e que essa atividade se degrada com a idade. Os autores dizem que aumentar esse sistema especializado de “descarte de lixo” pode ajudar a proteger contra doenças relacionadas ao envelhecimento.

Em outras palavras, o estudo mostra que manter células-tronco limpas e arrumadas é um passo essencial para prevenir envelhecimento. E ele não é o único. Pesquisas mostram, cada vez mais, que a manutenção da aptidão das células-tronco promove um longo período de saúde. Na busca contínua da humanidade pelo elixir da vida, a ciência continua apontando para células-tronco.

Questionamento importante

O estudo se concentrou nas HSCs (células-tronco hematopoiéticas), células da medula óssea que produzem sangue novo e células imunológicas ao longo de nossas vidas. Quando sua função se enfraquece ou perde, isso pode levar a distúrbios sanguíneos e imunológicos, como anemia, coagulação do sangue e câncer.

A chave para manter as células-tronco “felizes” é manter a homeostase (capacidade dos organismos de manterem seu meio interno em certa estabilidade) das proteínas. Trabalhos anteriores mostraram que células-tronco, incluindo HSCs, sintetizam proteínas muito mais lentamente do que outros tipos de células, priorizando a qualidade sobre a quantidade. Isso os ajuda a cometer menos erros no processo, pois proteínas mal dobradas podem se tornar tóxicas para células se forem acumuladas.

Ainda assim, alguns erros ou danos às proteínas são inevitáveis, então os pesquisadores se propuseram a entender como as células-tronco garantem que essas proteínas sejam descartadas adequadamente.

Na maioria das células, proteínas danificadas ou mal dobradas são marcadas individualmente para descarte. Um destruidor de proteínas móvel chamado proteassoma encontra as proteínas marcadas e as decompõe em seus componentes originais de aminoácidos. Mas no novo estudo, os pesquisadores descobriram que a atividade do proteassoma era especialmente baixa nas HSCs. Isso deixou a equipe intrigada: se livrar-se de proteínas danificadas é tão importante para as células-tronco, por que o proteassoma é menos ativo?

Resposta do novo estudo sobre células-tronco

Por meio de uma série de experimentos subsequentes, a equipe descobriu que HSCs usam um sistema totalmente diferente. Aqui, as proteínas danificadas e mal dobradas são coletadas e trafegadas em grupos, chamados agressomos. Uma vez encurralados, eles podem ser destruídos coletivamente pelo lisossomo (organela celular com enzimas digestivas) num processo chamado agrefagia.

Autores sugerem que, ao armazenar uma coleção de proteínas danificadas em um único local, células-tronco podem criar seu próprio cache de recursos. Esses, por sua vez, podem ser usados ​​posteriormente, quando forem realmente necessários. Por exemplo, após uma lesão ou quando chegar a hora para regenerar.

A equipe então descobriu que, embora quase todas células-tronco jovens tivessem agressomas, em certo ponto do envelhecimento, elas quase desapareceram completamente. Por isso, pesquisadores sugerem que incapacidade das células-tronco de destruir eficientemente proteínas mal dobradas durante envelhecimento é, provavelmente, um fator-chave para o declínio de sua função e os distúrbios resultantes, relacionados à idade.

Fonte: Cell Stem Cell


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Procedimento pode ser indicado para pacientes submetidos ao tratamento de doenças como o câncer ou cirurgias

O congelamento do sêmen, também chamado de vitrificação, é uma técnica de preservação da fertilidade masculina. O procedimento pode ser indicado para pacientes submetidos ao tratamento de doenças como o câncer ou cirurgias que oferecem risco de lesão dos testículos.

Por ser uma metodologia relativamente recente, com diversas pesquisas em andamento, o prazo máximo de congelamento do esperma é considerado indeterminado. Um estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos apontou que o sêmen congelado permanece tão eficaz quanto o material recém-coletado para tratamentos de inseminação.

Para chegar ao resultado, especialistas do Hospital Geral de Massachusetts e da Harvard Medical School analisaram 5.335 ciclos de inseminação intrauterina realizados entre 2004 e 2021 no serviço de saúde do hospital. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (4) na 38ª reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

O estudo analisou uma série de resultados após tratamentos de fertilidade com esperma novo ou congelado, que incluiu um teste de gravidez positivo, gravidez clínica e taxa de aborto espontâneo. O estudo também verificou o tipo de estimulação ovariana dada ou não às mulheres antes do tratamento.

Os resultados apontaram taxas de gravidez clínica semelhantes entre as pacientes que usaram amostras recentes e congeladas.

Pequenas diferenças foram observadas em um subgrupo de pacientes com estimulação ovariana pré-tratamento com medicamentos orais (citrato de clomifeno ou letrozol). No entanto, quando a análise se limitou a um primeiro ciclo de tratamento, essas diferenças deixaram de ser evidentes segundo os pesquisadores.

Segundo o artigo, a única diferença mais significativa identificada foi um tempo até a gravidez ligeiramente maior no grupo que utilizou esperma congelado em comparação com o recente.

“Embora subgrupos específicos possam se beneficiar da utilização de esperma novo e o tempo de gravidez possa ser menor com esperma recente do que congelado, as pacientes devem ser aconselhadas sobre a não inferioridade do esperma congelado. Nenhum efeito prejudicial da criopreservação de esperma nos resultados da inseminação intrauterina foi observado”, afirmou Panagiotis Cherouveim, pesquisador do Hospital Geral de Massachusetts e de Harvard.

Preservação da fertilidade

A fertilização in vitro, criada há quase 45 anos, ainda é uma ferramenta disponível para quem apresenta uma dificuldade maior de gravidez natural.

“A amostra de esperma é preparada em laboratório e o médico, com uma pequena sonda, coloca o esperma dentro do útero da mulher, através do colo do útero. Os espermatozoides ‘nadam’ dentro do útero e vão até as trompas, onde vão encontrar os óvulos que foram produzidos e serão fertilizados”, explica Silvana Chedid Grieco, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

O congelamento do esperma permite a preservação da fertilidade por homens que desejam adiar o momento de ter filhos ou que serão submetidos a tratamentos que podem prejudicar a formação dos espermatozoides, como terapias contra o câncer.

O material é passa pela triagem de infecções antes de ser utilizado, o que pode levar até seis meses. Com o objetivo de reduzir a preocupação de pacientes e de especialistas sobre a viabilidade dos espermatozoides congelados, pesquisas em andamento avaliam a motilidade, estrutura e conteúdo de DNA.

A médica ginecologista Natália Ramos Seixas, da clínica de saúde feminina Oya Care, explica que o congelamento de óvulos, método utilizado por mulheres que desejam adiar a maternidade, é seguro e eficaz e deixou de ser considerado experimental.

“Os estudos trazem de evidência científica que por dez anos esses óvulos se mantêm saudáveis mas, na prática, eles se mantêm saudáveis ‘ad aeternum’. Congelamento é uma técnica antiga, usada no início. Hoje, chamamos de vitrificação de óvulos, um congelamento rápido. Os estudos vão sair ao longo das próximas décadas, mas com a prática clínica estamos percebendo que esses óvulos não envelhecem”, afirma Natália.

Segundo a especialista, além de permitir a postergação da maternidade, o procedimento reduz os riscos de doenças genéticas.

Fonte – Portal CNN Brasil


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O câncer não é mais incurável. No entanto, de acordo com as estatísticas divulgadas pela Statistics Korea no ano passado, o câncer continua sendo a principal causa de mortalidade na Coreia. Isso destaca a luta contínua contra o câncer, que exige medidas eficazes de prevenção, diagnóstico oportuno e intervenção imediato por meio de tratamento eficaz. No entanto, permanece a questão se é viável fornecer tratamento imediatamente após o diagnóstico.

Uma equipe de pesquisa POSTECH, liderada pelo professor Young Tae Chang (Departamento de Química) e pelo Professor Pesquisador Nam-Young Kang (Departamento de Engenharia de TI de Convergência), colaborou com o pesquisador da A*STAR em Cingapura para determinar a capacidade da sonda fluorescente para célula iniciadora de tumor amarelo (TiY) para corar as células responsáveis ​​pelo crescimento do tumor e simultaneamente suprimir o crescimento dessas células. Os dados empíricos da pesquisa foram publicados na revista Theranostics , que cobrem tratamento, diagnóstico e medicina personalizada.

No presente estudo, a equipe observou mudanças nas células-tronco cancerígenas em resposta a diferentes concentrações de TiY. Uma equipe obteve células-tronco cancerígenas de pacientes com câncer de pulmão e as transplantou em camundongos para barbatanas experimentais. Para avaliar os efeitos terapêuticos da cor de TiY, a equipe aumentou gradualmente a dose de TiY conduzida aos camundongos por injeção intravenosa em seus testículos.

Quando exposto a uma concentração baixa, o TiY demonstrou ter a capacidade de manchar células-tronco cancerígenas. No entanto, à medida que a concentração de TiY aumenta, ele exibe uma capacidade notável de inibir efetivamente o crescimento de células-tronco cancerígenas, levando à sua destruição substancial. Esse direcionamento e tratamento seletivos são possíveis pelo mecanismo das emissões de TiY, que têm a capacidade de se ligar seletivamente à vimentina, uma proteína específica do músculo que é um componente do citoesqueleto das células-tronco do câncer, permitindo assim que o TiY testemunhe e inibem ensaios células de crescimento.

Os tratamentos atuais contra o câncer muitas vezes não conseguem a remoção completa do tumor, pois as células cancerígenas podem ser metástases para outros órgãos ou continuar. Dado o desafio, o TiY apresenta uma abordagem promissora para o tratamento do câncer, pois pode facilitar o diagnóstico e o tratamento em uma etapa única

Este estudo foi realizado com o apoio do Ministério da Ciência e TIC, do Ministério da Educação, do Programa de Pesquisador em Meio de Carreira da Fundação Nacional de Pesquisa da Coreia, do Instituto de Ciências Básicas e do NMRC em Cingapura.

Fonte: https://www-sciencedaily-com.translate.goog/releases/2023/04/230404114137.htm?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc


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Pesquisadores determinaram um novo mecanismo que liga o metabolismo dos ácidos ribonucleicos, o RNA, ao desenvolvimento de leucemia em pacientes com síndrome mielodisplásica, MDS. Eles explicam o que faz com que as células-tronco hematopoiéticas adquiram características malignas no câncer.

O splicing de RNA é um importante nexo de regulação da expressão gênica, moldando a identidade celular durante o desenvolvimento, frequentemente alterada em cânceres humanos. Este processo é mediado por uma maquinaria molecular complexa conhecida como spliceossoma, que permite a produção de proteínas múltiplas e funcionalmente distintas a partir de genes únicos.

Este trabalho destacou as proteínas de splicing do núcleo, incluindo SF3B1, frequentemente mutadas em vários tipos de câncer. As mutações do fator de splicing são particularmente prevalentes na SMD, um grupo de distúrbios hematológicos heterogêneos caracterizados por células-tronco sanguíneas defeituosas e um alto risco de desenvolvimento de leucemia. “As evidências acumuladas estão destacando o papel do splicing aberrante no câncer, mesmo na ausência de mutações nos fatores de splicing. No entanto, pouco se sabe sobre a contribuição dos fatores de splicing não mutados na evolução do tumor”, explicam os pesquisadores.

“Surpreendentemente, descobrimos que a proteína SF3B1 se acumula em pacientes com SMD para garantir a integridade do genoma por meio da regulação do splicing. O bloqueio desse mecanismo acelera drasticamente a progressão para leucemia agressiva”, observa Maciej Cieśla, pós-doutorando no grupo de RNA e biologia de células-tronco da tLund University Stem Cell Center. 

“Nossos resultados, revelando uma nova conexão crítica entre o metabolismo do RNA e a integridade do genoma em células-tronco leucêmicas, fornecem informações importantes sobre os complexos mecanismos subjacentes que alimentam o desenvolvimento do câncer em pacientes com SMD. representam novas vulnerabilidades terapêuticas para o tratamento de pacientes com câncer hematológico e sólido”, conclui Cristian Bellodi, Professor Associado, Divisão de Hematologia Molecular e Lund Stem Cell Center, Lund University.

Fonte: https://www-sciencedaily-com.translate.goog/releases/2023/03/230321112619.htm?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc


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O desafio é manter as células vivas sem o uso de medicamentos para evitar a rejeição

Uma notícia animadora e que pode mudar a vida de milhões de pessoas com diabetes no mundo foi publicada nessa semana. Um novo teste usando células-tronco no tratamento da diabetes.

A FDA, agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, aprovou no dia 9 de março o início dos testes clínicos para uma nova terapia para diabetes tipo 1, que consiste na aplicação de células-tronco produtoras de insulina como uma forma de substituir as células beta produtoras de insulina danificadas. A responsável pela iniciativa é a empresa Vertex e a previsão de início dos testes é para o primeiro semestre de 2023, exclusivamente para a população americana.

Para entender melhor

As células-tronco são células que ainda não amadureceram por completo, em comparação a outros tipos de células do corpo. Para esse estudo foram cultivadas em laboratórios, recebendo as “instruções biológicas” corretas, ou seja, possibilitou a Vertex de estimular a célula a produzir um suprimento virtualmente ilimitado de células beta produtoras de insulina para pessoas com diabetes tipo 1.

Evolução da pesquisa

Embora ainda existam vários desafios para encontrar uma cura segura e eficaz para o diabetes tipo 1, os desenvolvimentos na terapia com células-tronco no ano passado foram promissores. Os dados divulgados em junho de 2022 da primeira pessoa a receber o VX-880 revelaram que o participante aumentou seu tempo na faixa para mais de 99%, com níveis de glicose que quase espelhavam uma pessoa sem diabetes. Um grande desafio, no entanto, é que o participante precisou de medicamentos imunossupressores para impedir que seu próprio sistema imunológico destruísse as novas células beta.

Nova tentativa encapsulada

Para resolver esse problema, a Vertex está testando outra nova terapia, a VX-264, que mantém as células beta em uma “bolsa” fechada, protegendo-as fisicamente das células imunológicas do corpo enquanto ainda permite que os nutrientes cheguem às células beta. Essa é uma estratégia conhecida como encapsulamento. A VX-264 usa as mesmas células beta derivadas de células-tronco que foram usadas no estudo anterior (VX-880). Além disso, embora a própria Vertex não tivesse investigado uma bolsa encapsulada antes, a empresa adquiriu a ViaCyte, outra empresa que estava investigando terapias com células-tronco para diabetes tipo 1, em julho de 2022. No momento da aquisição, a ViaCyte estava investigando um dispositivo encapsulado em um ensaio clínico fase 2.

Como a Vertex já conseguiu mostrar que as células, quando protegidas, podem restaurar a produção de insulina em alguém com diabetes tipo 1, há esperança de que, quando encapsuladas em uma “bolsa” especialmente projetada, a terapia seja mais segura e conveniente para as pessoas com tipo 1.

A notícia encheu de esperança pessoas com diabetes e familiares. Caso a terapia seja eficiente, isso pode significar estar próximo da cura do diabetes autoimune, conhecido com diabetes tipo 1, que afeta quase 600 mil brasileiros.

Texto – https://saude.ig.com.br/colunas/tom-bueno/2023-03-11/cura-diabetes-teste-estados-unidos.html


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A tecnologia de iPSCs, ou células-tronco pluripotentes induzidas, permitiu a cientistas de um instituto de pesquisa americano obter células endoteliais de pessoas com síndrome de Down e estudar seu papel no desenvolvimento de leucemias. A equipe descobriu que a expressão de certos genes é alterada nestas células, logo, estes genes podem ser novos alvos terapêuticos para leucemia, mesmo em pessoas sem a síndrome.

O corpo humano possui 46 cromossomos, sendo que 23 vem do pai e 23 vem da mãe.  Na hora da fecundação, os cromossomos do pai encontram os cromossomos da mãe, formando pares. A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos número 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. As pessoas com essa síndrome, também chamada de trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

Além de uma série de outros problemas clínicos que podem apresentar, as pessoas com síndrome de Down têm um risco aumentado de desenvolvimento das leucemias agudas. Sabe-se que 1 a cada 150 crianças com a trissomia desenvolve problemas na produção dos glóbulos brancos, as células responsáveis por combater vírus e bactérias no organismo. Nos primeiros três anos de vida, a leucemia mieloide aguda é a forma mais comum. Depois, aproximadamente 80% dos casos são de leucemia linfocítica. As causas, no entanto, ainda não foram completamente elucidadas.

Em busca de pistas sobre por que pessoas com síndrome de Down têm maior prevalência de leucemia, cientistas do Instituto de Pesquisa Infantil Stanley Manne do Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie de Chicago, nos EUA, foram os primeiros a olhar para as células endoteliais – células presentes nos vasos sanguíneos – sob a hipótese de que elas podem desempenhar um papel importante nessa situação clínica. O estudo usou amostras de pele de pacientes com síndrome de Down para criar células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), que foram então diferenciadas em células endoteliais.

Os cientistas identificaram um novo conjunto de genes que são super expressos em células endoteliais de pacientes com síndrome de Down. Isso cria um ambiente propício à leucemia, que se caracteriza pelo desenvolvimento e proliferação descontrolada de células sanguíneas. As descobertas da equipe, publicadas na revista Oncotarget, apontam para novos alvos potenciais para o tratamento e possivelmente a prevenção da leucemia em pessoas com síndrome de Down e na população em geral. Os resultados do estudo mostraram que há um aumento da expressão de genes promotores de leucemia e diminuição da expressão de genes envolvidos na redução da inflamação. Esses genes não foram localizados no cromossomo 21, o que os torna potenciais alvos terapêuticos para leucemia, mesmo para pessoas sem síndrome de Down.

Segundo os pesquisadores, foi graças aos avanços na tecnologia de iPSCs que tiveram a oportunidade de estudar as células endoteliais, que não são facilmente obtidas de forma direta dos pacientes. Eles acreditam que a descoberta pode abrir novos caminhos para a pesquisa do câncer.

Referências

Perepitchka, M. et al. Down syndrome iPSC model: endothelial perspective on tumor development. Oncotarget 11 (2020) 3387-3404.

https://medicalxpress.com/news/2020-09-insights-people-syndrome-higher-leukemia.html

O que é

Síndrome de Down e leucemia de mãos dadas


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Pesquisadores buscam possível cura com a troca de células produtoras de dopamina danificadas por unidades saudáveis cultivadas em laboratório

Cientistas europeus realizaram o primeiro transplante baseado em células-tronco como parte de um estudo clínico para avaliar a eficácia de um novo tratamento para a doença de Parkinson. O feito, inédito, foi conduzido no fim de fevereiro por pesquisadores do Hospital Universitário Skåne, da Universidade de Lund, na Suécia, e divulgado nesta semana.

O paciente foi o primeiro de oito inscritos no estudo STEM-PD, todos com estágio moderado da doença e ao menos 10 anos de diagnóstico. Em colaboração com a Universidade de Cambridge e o Imperial College de Londres, ambos no Reino Unido, o trabalho busca descobrir se o transplante é uma possível cura para a doença neurológica – que hoje pode ter apenas os sintomas atenuados.

“Este é um marco importante no caminho para uma terapia celular que pode ser usada para tratar pacientes com doença de Parkinson. O transplante foi concluído conforme planejado e a localização correta do implante celular foi confirmada por uma ressonância magnética. Quaisquer efeitos potenciais podem levar vários anos. O paciente recebeu alta do hospital e as avaliações serão realizadas de acordo com o protocolo do estudo”, explica Gesine Paul-Visse, professora da Universidade de Lund e principal pesquisadora do transplante, em comunicado.

O Parkinson, um diagnóstico que acomete cerca de oito milhões de pessoas no mundo, é causado pela morte de células nervosas que produzem a dopamina, um neurotransmissor que atua na comunicação entre os neurônios. A terapia hoje é feita principalmente com medicamentos que buscam substituir o neurotransmissor, mas que com o tempo perdem a eficácia e provocam uma série de efeitos colaterais.

Porém, cientistas buscam maneiras de restaurar as estruturas danificadas e recuperar a produção da dopamina – o que possivelmente levaria a uma cura da doença. Uma das maneiras para isso em estudos é o transplante, um método inovador que pretende substituir as células por unidades novas e saudáveis.

O procedimento, que pela primeira vez é testado em humanos, envolve o cultivo de células-tronco embrionárias em laboratório, material que têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. Elas são produzidas para, ao amadurecer, tornarem-se células produtoras de dopamina.

O chamado “produto celular” foi testado em diversas avaliações pré-clínicas e aprovado pelas autoridades reguladoras da Suécia. A expectativa é que, ao serem transplantadas para o paciente com Parkinson, as novas células substituam as unidades danificadas e façam com que o corpo volte a produzir de forma correta a dopamina.

“O uso de células-tronco nos permitirá, em teoria, produzir quantidades ilimitadas de neurônios dopaminérgicos e, assim, abrir a perspectiva de produzir essa terapia para uma ampla população de pacientes. Isso pode transformar a maneira como tratamos a doença de Parkinson”, afirmou um dos pesquisadores envolvidos no estudo, Roger Barker, da Universidade de Cambridge, em comunicado no ano passado.

Ele conta que o procedimento de cultivo das células em laboratório é relativamente barato, o que torna possível realizá-lo em larga escala. A questão agora, diz, é saber se o transplante das unidades saudáveis de fato atuará com sucesso nos mecanismos da doença, algo que ainda levará alguns anos após a cirurgia para concluir. Porém, caso isso seja comprovado, já há planos para a oferta na prática clínica por meio de uma parceria com um laboratório privado.

“Mais estudos são necessários para mover o STEM-PD deste primeiro teste em humanos para um tratamento global e, portanto, trabalhamos em estreita colaboração com a empresa farmacêutica Novo Nordisk A/S. Suas contribuições para o estudo, bem como orientações operacionais e regulatórias, foram fundamentalmente importantes para iniciar este primeiro estudo em humanos e esperamos futuras colaborações”, diz Malin Parmar, professora da Universidade de Lund.

Fonte – Portal O Globo


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Um terceiro paciente soropositivo para o HIV foi curado após realizar um transplante de células-tronco. O caso está documentado em um estudo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica Nature Medicine.

Antes do caso deste “paciente de Düsseldorf” —em referência à cidade onde ele vive, no oeste da Alemanha —, outros dois pacientes com HIV já tinham sido curados, o primeiro deles em Berlim, em 2009, e o segundo em Londres, em 2019. De acordo com o consórcio internacional IciStem, esse terceiro paciente havia recebido um transplante de células-tronco como parte do tratamento para leucemia. Após a operação, ele conseguiu interromper o tratamento que fazia contra o HIV.

Suas análises médicas revelam que não haveria mais vestígios de partículas virais, reservas virais ou resposta imune contra o vírus. Os três pacientes que conseguiram a cura definitiva da Aids têm o mesmo ponto em comum: todos sofriam de câncer no sangue e por isso foram tratados com um transplante de células-tronco, o que renovou profundamente seus sistemas imunológicos.

Embora ainda haja um debate sobre o que significa ser “curado de HIV”, o novo caso se soma aos dois casos anteriores de cura, usando o mesmo tipo de transplante de células-tronco. Nos três casos, o doador tinha uma rara mutação no gene CCR5, uma alteração genética que impede o HIV de entrar nas células.

“Situação excepcional” O virologista Asier Sáez-Cirion, um dos autores do estudo, definiu o caso como “excepcional”. “Porque um transplante de medula óssea é uma operação que não vai ser considerada para uma pessoa com HIV que está bem de saúde, em que o vírus é controlado com tratamento antirretroviral”, explicou o cientista à RFI.

“O transplante de medula óssea é cogitado para pessoas que têm leucemias, outros tipos de câncer, problemas do sistema imunológico, e que não têm alternativa terapêutica para poderem se curar. Afinal, o que se trata em um transplante de medula óssea é substituir o sistema imunológico de uma pessoa pelo de outra. No caso deste terceiro paciente, tratava-se de um homem de 53 anos que, após ser diagnosticado com infecção pelo HIV e submetido a tratamento antirretroviral, que lhe permitiu controlar a infecção, desenvolveu leucemia, precisando assim de tratamento por quimioterapia”.

Por que o tratamento parece funcionar

Há um receptor nas células-alvo do vírus HIV chamado CCR5. Todos os três casos envolveram pacientes HIV-1 positivos que foram submetidos a um transplante de células-tronco de um doador com ambas as cópias de uma mutação CCR5 rara, mas que ocorre naturalmente.

  • Pessoas com esta mutação têm menor ou nenhuma expressão do receptor CCR5 em suas células, conferindo proteção contra certas cepas do vírus HIV. O transplante essencialmente substitui o sistema imunológico do paciente pelo resistente ao HIV.
  • O paciente, cuja identidade não foi revelada, era positivo para o HIV tipo 1 (HIV-1) e foi monitorado por pesquisadores no Hospital Universitário de Düsseldorf por mais de nove anos, após seu transplante em fevereiro de 2013.
  • Ele tinha leucemia mieloide aguda. Leucemia é um tipo de câncer que afeta a medula óssea, o tecido esponjoso dentro dos ossos que produz as células sanguíneas, entre as quais, os glóbulos brancos, responsáveis pelo sistema imunológico.

O paciente continuou tomando medicamento antiviral para HIV até novembro de 2018, quando os pesquisadores decidiram interromper o tratamento por ser a única maneira de saber se o paciente havia sido curado. Quatro anos após a interrupção da terapia antirretroviral, os pesquisadores não conseguiram detectar quaisquer vestígios de vírus HIV capazes de causar infecção. Além disso, observaram níveis decrescentes de anticorpos específicos do HIV-1.

O material genético do vírus HIV esteve, em sua maioria, indetectável, exceto por vestígios esporádicos identificados em algumas amostras de sangue e de tecidos linfáticos. Estes resultados são fortes evidências de que o paciente foi curado do HIV-1, segundo os pesquisadores.

Transplante de células-tronco como tratamento do HIV?

Embora este estudo se some a dois casos anteriores de “cura” bem-sucedida do HIV, não significa que os transplantes de células-tronco sejam uma alternativa segura e viável ao tratamento do HIV. “Outra limitação fundamental [do transplante] é a pronunciada toxicidade associada”, sublinhou Boris Fehse, chefe do departamento de pesquisa em terapia celular e genética do Centro Médico Universitário Hamburg-Eppendorf, que também não participou estudo.

“Os transplantes de medula óssea requerem medicamentos que suprimem o sistema imunológico, o que pode aumentar o risco de infecções e potencialmente levar à chamada doença ‘enxerto versus hospedeiro’, onde as células imunes transplantadas atacam o tecido hospedeiro”.

Os autores advertem que este tipo de transplante de células-tronco não é de baixo risco ou facilmente aplicável. O estudo, acrescentam, serve antes como mais uma evidência de que as terapias de edição de genes que visam os receptores CCR5 podem ser a chave para a cura do HIV-1.

Fonte: Portal UOL


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Condição se deve à interação entre proteínas que podem ou não estar presentes no sangue da mãe e do feto

A eritroblastose fetal, também conhecida por doença hemolítica do recém-nascido, é uma alteração que acontece quando os glóbulos vermelhos do bebê são destruídos por anticorpos maternos que passam a barreira placentária, atingindo aproximadamente 10% das gestações no Brasil, segundo dados da Fiocruz.

De acordo com Dr. Nelson Tatsui, diretor-técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, esta situação é muito comum na segunda gravidez, pois é necessária uma gestação anterior para que a mãe seja sensibilizada pelo sangue incompatível do bebê, desta forma produzindo uma resposta imune que afetará a gestação subsequente. “Os sintomas vão desde anemia e icterícia leves, a situações graves neurológicas e sistêmicas incompatíveis com a vida”, afirma.

Para identificar os possíveis riscos gestacionais é preciso realizar um exame de sangue no início da gravidez, que avalia o tipo de Rh — proteína encontrada na superfície dos glóbulos vermelhos. Caso a gestante seja Rh negativo, o médico deve pedir que o pai do bebê também realizar o exame de sangue. Se ele também for, não é necessário fazer qualquer tipo de tratamento. Porém, se for constatado Rh positivo, a gestante deverá fazer uso da injeção de imunoglobulina anti-Rh para prevenção da formação de anticorpos contra o sistema Rhelica.

O tratamento com imunoglobulina é uma das maneiras de tratar e evitar a eritroblastose fetal. “A aplicação tem o objetivo de neutralizar essa diferença. Entretanto, cabe um pré-natal completo para detectar a formação de novos anticorpos, seja do grupo Rh ou de outros sistemas que podem causar o mesmo problema” pontua.

Esse tipo de “vacina” age impedindo a exposição do sangue do bebê ao sistema imunológico da mãe, impedindo o início da produção de anticorpos, ou seja, a mãe não terá anticorpos que causam a eritroblastose fetal nas próximas gestações. A injeção é usada há muitos anos, para essa e outras condições, e pode ser aplicada sempre que houver alguma possibilidade de sensibilização do sistema Rh.

Após o nascimento do bebê, a eritroblastose fetal pode ser tratada através de exsanguineo transfusão. “Antes do nascimento, pode ser necessária a transfusão do bebê intrauterina. Este tipo de distúrbio requer atenção multidisciplinar do pediatra, hematologista e obstetra, para tratar a anemia e icterícia, evitando situações que ponham em risco a saúde do bebê”, finaliza.
Sobre a Criogênesis

A Criogênesis está sediada em São Paulo e possui mais de 19 anos de experiência com células-tronco. A clínica é membro institucional da AABB (Associação para o Avanço do Sangue e Bioterapias), sendo referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. 
Fonte: Portal Gazeta da Semana


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Mudanças hormonais deixam a gestante mais predisposta a desenvolver problemas como melasma e cloasma

Cloasma gravídico é o nome dado ao melasma, conhecido como um distúrbio de pigmentação da pele que ocorre, principalmente, em decorrência da gestação. As manchas escuras, caracterizadas por coloração acastanhada, formato irregular e limites bem demarcados, surgem em áreas do rosto, especialmente nas regiões da testa, bochechas e buço.

De acordo com Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra especialista da Criogênesis, a alta carga hormonal decorrente da gestação é a principal responsável pelo aparecimento das manchas. “O aumento da concentração de estrogênio e progesterona durante o primeiro trimestre da gravidez — aliado à exposição solar e à predisposição genética — colaboram para o surgimento do cloasma gravídico”, afirma.

Existem diferentes tipos de melasma, o epidérmico, quando há depósito acentuado de pigmento na camada mais superficial da pele, o dérmico, caracterizado pela concentração de melanina ao redor dos vasos superficiais e profundos, e o misto, decorrente do excesso de pigmentação na epiderme, na derme e em outras regiões.

O especialista explica que cloasma gravídico é caracterizado principalmente por manchas escuras no rosto. “Quando não existe relação com a gravidez, as manchas surgem sem ter um formato específico, são grandes e geralmente aparecem no colo, rosto e nas mãos de pessoas idosas”, esclarece.

Tanto o cloasma gravídico como o melasma não têm cura, mas é possível controlá-los por meio de tratamentos específicos. “Durante a gestação, podem ser utilizados tratamentos tópicos, com cremes clareadores, vitamina C, peelings e até mesmo ácidos, conforme orientação médica. Após o parto, também é possível submeter-se a sessões de laser e outras opções terapêuticas”.

O especialista enfatiza que, “independente da escolha do tratamento, é importante realizar o procedimento com o acompanhamento de um médico dermatologista e fazer uso diário de protetor solar, lembrando de reaplicar o produto a cada duas horas –mesmo quando as luzes forem artificiais, a fim de prevenir ou amenizar os efeitos da condição”, finaliza.

Fonte: Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra especialista da Criogênesi – Criogênesis está sediada em São Paulo e possui mais de 19 anos de experiência com células-tronco. A clínica é membro institucional da AABB (Associação para o Avanço do Sangue e Bioterapias), sendo referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

Fonte – Portal Guia do Bebê