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Utilizada cada vez mais no tratamento de diversas patologias, a terapia celular tem se tornado uma alternativa no combate a Covid-19, conforme mostram resultados de estudos realizados pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, em 24 pacientes, chefiado pelo Dr. Giacomo Lanzoni.

Derivadas do tecido do cordão umbilical, podendo serem coletadas logo após o nascimento, as células-tronco mesenquimais possuem a capacidade de se diferenciar em diversos outros tipos de células, além de possuírem habilidade imunorreguladora, efeito este que inibe a tempestade inflamatória causada pelo Covid-19 e responsável pela redução da mortalidade no grupo que recebeu o tratamento celular.

De acordo com a pesquisa, os pacientes submetidos ao tratamento apresentaram uma significativa melhora, principalmente no que diz respeito a taxa de sobrevida que, em apenas um mês, passou de 42% para 91%, além de auxiliar na recuperação mais rápida.

Esse material pode ser coletado logo após o nascimento do bebê, processado e estocado em nosso laboratório na cidade de São Paulo, onde inclusive há vários protocolos em andamento para diferentes doenças autoimunes. É uma opção preventiva cada vez mais utilizada pelos pais”, informa o Dr. Nelson Tatsui, Diretor Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Além disso, o médico informa também, que a célula-tronco do tipo mesenquimal do tecido do cordão é muito tolerante imunologicamente e pode ser utilizada em diferentes membros da família. A coleta não traz risco ao bebê e nem a mãe.

Fonte: Portal Hospitais Brasil


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Cientistas querem construir um processador com células-tronco para criar cérebro artificial biônico. Para tanto, foi criado o projeto Neu-Chip, uma iniciativa internacional que tem como objetivo principal mostrar como neurônios vivos são úteis na fabricação de processadores biônicos capazes de criarem inteligência artificial. O projeto recebeu um investimento de US$ 3,5 milhões da Comissão Europeia para Tecnologias Futuras e Emergentes e deve apresentar resultados em até três anos.

A ideia é que o sistema desenvolvido gaste apenas uma fração da energia necessária para rodar sistemas atuais de aprendizado de máquina. Para tanto, serão colocadas redes de células-tronco, semelhantes às do córtex humano, em microchips. Apesar dos recentes avanços científicos, a equipe acredita que imitar a atividade neural humana eletronicamente por meio de materiais semicondutores não é uma boa ideia.

“Nossa capacidade de projetar circuitos neuronais em um prato de laboratório e treiná-los para conduzir análises de dados fornecerá novos insights sobre como o cérebro processa informações e encontra soluções. A tecnologia desenvolvida pode até ajudar a projetar interfaces homem-máquina únicas e emocionantes,” completou seu colega Eric Hill.

No lugar de transistores, serão usados neurônios reais obtidos a partir de células-tronco do cérebro de cobaias.

Os pesquisadores explicam que, nesse processador biônico, as células neurais receberão estímulos de padrões variáveis de feixes de luz. Qualquer mudança gerada por esse processo será monitorada por eletrodos. Após recolher os dados, a equipe determinará o nível de adaptabilidade das células nesse ambiente e, então, será possível imitar a plasticidade do cérebro humano — que se adapta rapidamente a novas informações.

“Nosso objetivo é tirar partido do poder de computação incomparável do cérebro humano para aumentar drasticamente a capacidade dos computadores de nos ajudar a resolver problemas complexos. Acreditamos que este projeto tem o potencial de quebrar as limitações atuais de poder de processamento e consumo de energia para trazer uma mudança de paradigma na tecnologia de aprendizado de máquina,” disse o professor David Saad, da Universidade de Aston, no Reino Unido.

Fonte:Portal Tec Mundo



Com a mudança da rotina, pode ser que a ansiedade e estresse aumentem neste período, mas acolher e dar suporte faz toda a diferença neste momento

Com o retorno gradual das aulas, muitas famílias estão se enfrentando essa mudança, que pode causar estresse e ansiedade nas crianças a partir da alteração de hábitos. Todo cuidado para esse momento é importante, por isso, vale insistir no uso de máscaras, álcool gel e distanciamento entre alunos e professores apesar da rotina parecer repetitiva. Por isso, dar apoio e carinho faz toda a diferença.

Segundo Ana Paula Yazbek, sócia-diretora do espaço Ekoa, o estranhamento com a volta às aulas pode ser considerado saudável, mas o acolhimento da família e da escola deve ser indispensável nesse processo: “Cabe aos adultos, professores(as), pais e mães, conversarem com as crianças para ajudá-las a entender o que está acontecendo. A ideia é que consigam acolher o que as crianças sinalizam e ao mesmo tempo traduzir-lhes que estar na escola será muito significativo para elas, pois poderão brincar com outras crianças e vão fazer coisas diferentes das que fazem em casa”, explica.

Maria Mabel, professora do curso de Psicologia da Estácio, comenta ainda que é importante refletir sobre esse momento para dar o melhor apoio possível para as crianças. “Nós estamos passando por um momento de adaptação, e todos os indivíduos estão propensos a refletir essas transformações por meio das manifestações emocionais e com as crianças não seria diferente”.

Passando segurança – Neste processo, é importante que as crianças se sintam seguras com o retorno e também recordem como era estar em uma sala de aula antes da pandemia. “As famílias podem ajudar as crianças ao inseri-las nos processos que envolvem o retorno à escola. No preparo da mochila, no resgate às memórias do que as crianças faziam na escola, por exemplo. Além disso, devem demonstrar segurança com a decisão de retornarem, evitando compartilhar suas próprias inseguranças na frente das crianças”, explica Ana.

Fonte: revista Pais & Filhos



Quando as crianças iniciam a fase da troca de dentição, muitos pais incentivam os pequenos a colocarem o dente embaixo do travesseiro à espera da fada do dente. No entanto, esse episódio também pode ser muito importante para a saúde do seu filho e da sua família.

De acordo com o hematologista e diretor da Criogênesis, Nelson Tatsui, a polpa do dente de leite contém células-tronco do tipo mesenquimal, que apresentam grande potencial de multiplicação para possíveis aplicações em futuras terapias.

“Além de secretar inúmeras substâncias sinalizadoras de regeneração, as células mesenquimais têm capacidade de se transformar em uma variedade de outras células para a reparação de tecidos, como muscular, nervoso, ósseo, além de cartilagem, pele e outros tecidos epiteliais. Para o futuro, pesquisas indicam a possibilidade de tratamento em doenças como a diabetes tipo 1, lesão medular, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, lesões da córnea e doenças neurológicas como Parkinson”, revela.

O especialista ainda ressalta que a coleta é um processo não-invasivo, pois a queda do dente ocorre naturalmente nas crianças entre 5 a 12 anos de idade. “Por tratarem-se de células jovens e com ótima qualidade, o material encontrado no dente de leite é multipotente e imunotolerante, ou seja, servem tanto ao doador como para a sua família”, complementa Tatsui.

Coleta e armazenamento

Para que as células-tronco do dente de leite possam ser aproveitadas, a retirada deve ser realizada por um dentista. “O material deve ser acondicionado em um kit específico de transporte e enviado imediatamente à clínica para o devido processamento laboratorial. No entanto, caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte para o acondicionamento correto”, finaliza o especialista.

Fonte: Portal cidadeverde.com



Um estudo publicado no periódico especializado The Journal Neuroscience indica que o estresse pode ser um empecilho para quem quer ter filhos. Os cientistas comprovaram por meio de testes realizados em laboratórios que as células nervosas perto da base do cérebro ficam mais ativas em situações estressantes e acabam suprimindo o sistema reprodutivo, dificultando uma gestação.

“Usamos técnicas de última geração para mostrar que quando a atividade de algumas células cerebrais são aumentadas, os hormônios reprodutivos diminuem de maneira semelhante ao que acontece durante o estresse ou durante a exposição ao cortisol, o hormônio do estresse“, afirmou Greg Anderson, pesquisador e líder do estudo.

O pesquisador está estudando o papel dos neurônios no controle da fertilidade nos mamíferos há cerca de uma década. A pesquisa, como apontado por ele, serve para ajudar mulheres que sofrem com a infertilidade, contribuindo para criar futuros medicamentos que bloqueiem ações dos neurônios diante de situações estressantes, conseguindo, assim, evitar a infertilidade.

“Para mulheres que lutam contra a infertilidade, drogas que bloqueiam as ações de alguns neurônios podem ser uma nova terapia. Já existem esses medicamentos, mas elas não são aprovadas para uso humano e provavelmente precisariam ser alteradas”, explicou ele.

Mas, por enquanto, é preciso muita calma! O pesquisador apontou que ainda é necessário mais pesquisas que relacionem o estresse com a infertilidade. Apesar disso, ele acredita que em breve os neurocientistas conseguirão controlar a atividade de grupos selecionados de neurônios para silenciar ou aumentar tal atividade. Isso ajudará mulheres que querem engravidar mas não conseguem, devido à rotina estressante.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Separamos as três dúvidas mais frequentes que recebemos sobre células-tronco:

O que são células-tronco embrionárias?

São células encontradas no interior de embriões recém-fecundados, ou seja, dentro de uma estrutura denominada blastocisto, formada até 5 dias após o encontro do espermatozóide com o óvulo. A pesquisa destas células deve-se ao fato teórico de que possuem a potencialidade de formar praticamente todos os tecidos do corpo (multipotente).

Em que momento o Sangue do Cordão Umbilical é coletado?

O Sangue de Cordão Umbilical é coletado imediatamente após o nascimento da criança e a sua completa separação do cordão umbilical. Pode ser coletado após parto via cesareana ou parto via vaginal.

Como o Sangue de Cordão Umbilical é coletado?

Através da punção da veia umbilical e drenagem do Sangue de Cordão Umbilical para um sistema fechado de bolsas do sistema de coleta Criogênesis. O procedimento pode ser realizado durante a liberação da placenta do útero ou após a completa liberação da mesma, mas sempre será realizado após a total separação da criança.

 


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Hoje não é mais o tempo, a idade e muito menos o homem que ditam quando a mulher deve ter filhos. Respeitados alguns limites biológicos, ela pode engravidar mais madura e quando tiver planos de vida voltados para isso. Seja pela postergação dos relacionamentos estáveis, pela escolha de dar foco à vida profissional ou investir primeiro na independência financeira, a gravidez tardia já é uma realidade crescente nos estados mais ricos do país. Vemos cada vez mais exemplos dessas escolhas entre as celebridades, como a apresentadora Eliana, cuja segunda gravidez foi anunciada aos 43 anos, e a cantora Janet Jackson, que deu à luz aos 50.

As conquistas femininas de independência e autonomia já chegaram há um tempo à maternidade, mas há algumas restrições e cuidados a se considerar. Uma delas são os desdobramentos que a idade traz aos óvulos. Estima-se que, ao nascer, a mulher tenha por volta de 7 milhões deles. Logo com a primeira menstruação esse número cai para 500 mil e chega a menos de 25 mil aos 42 anos. Além da queda na quantidade, a qualidade deles é comprometida após os 35, porque, ao longo do tempo, os óvulos sofrem consequências dos efeitos do ambiente, como poluição, radiação e medicações, entre outros.

Assim, embora não exista uma idade limite para congelar óvulos, é recomendável fazê-lo o quanto antes, se possível antes dos 37 anos para garantir as propriedades dessas células reprodutivas. A partir deste ponto, as chances de engravidar com os próprios genes caem progressivamente, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Isso porque, até os 32, a probabilidade chega a ser de até 60%.

Outro ponto a ser considerado são os riscos de abortamento, partos prematuros e malformações do feto durante a gestação, que sobem conforme a idade da mulher avança. A chance de o bebê ter Síndrome de Down, por exemplo, é de 1 para cada mil nascimentos aos 30 anos, 1 para cada 100 aos 40 e de 1 para 10 aos 49 anos. A boa notícia é que o diagnóstico desta e de outras síndromes pode ser feito antes da concepção, técnica chamada de diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), que consiste em analisar geneticamente os embriões obtidos com a fertilização in vitro.

Dito isso, podemos também observar os pontos positivos da gravidez tardia. Ela pode significar a possibilidade do bebê chegar em um momento em que os pais têm um contexto profissional mais estável, com melhores condições financeiras e, quem sabe, um relacionamento amoroso estabelecido.

A produção independente se beneficia desses aspectos na carreira e nas finanças, e a mãe, em ambos os casos, também pode ter conquistado um quadro de mais maturidade, experiência e sabedoria para criar seus filhos. Cada decisão tem seus prós e contras, mas o importante é tomá-la com responsabilidade e conhecimento.

Fonte: portal Bebê.com.br


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A polpa do osso é fonte de células-tronco, utilizada na reparação de tecidos nervosos e musculares, por exemploO que fazer com os dentes de leite da criança? A perda do dente faz parte do processo evolutivo. Porém, poucos familiares sabem que o dente de leite pode servir para o tratamento de diversas doenças. “A polpa dos dentes de leite contém células-tronco do tipo mesenquimal, que têm capacidade de, em laboratório, se transformar em uma variedade de outras células para a reparação de tecidos, como muscular, nervoso, ósseo, além de cartilagem, pele e outros tecidos epiteliais”, explica o hematologista e diretor da Criogênesis, Nelson Tatsui.

Mesmo diante de tantos benefícios, muitos pais ainda enfrentam dúvidas sobre a coleta. Para auxiliar esse processo, o especialista responde algumas das questões mais recorrentes sobre o tema.

As pesquisas indicam a possibilidade de tratamento em doenças como a diabetes tipo 1, lesão medular, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, lesões da córnea e doenças neurológicas como Parkinson.

A coleta é invasiva: MITO. A coleta é um processo não-invasivo, pois a queda do dente já ocorre nas crianças entre 5 a 12 anos de idade, contudo o procedimento é realizado por um dentista especializado.

Apenas o doador pode usar o material: MITO. Por serem células imunocompatíveis, o material coletado pode servir não só ao doador, mas também a outras parentes, como um irmão, por exemplo. Neste cenário, os diversos estudos e investimentos na área fazem da coleta um investimento preventivo para as famílias. “Por tratarem-se de células jovens e com ótima qualidade, o material encontrado no dente de leite é multipotente e imunotolerante, ou seja, servem tanto ao doador como para a sua família”.

Com apenas um dente é possível ter material suficiente para uso: VERDADE. Um único dente é capaz de gerar milhões de células-tronco, uma vez que seu potencial de multiplicação é elevado.

Fonte: Jornal Folha Vitória


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Quando você se torna mãe, a vida muda. Mas se você se torna mãe no meio de uma pandemia global tudo é novidade. Ao levar o filho no pediatra, no mês de abril de 2020, um médico entregou para uma mãe um folheto da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo. A ferramenta de triagem, desenvolvida na Escócia em 1987, tem 10 perguntas e é usada em todo o mundo para detectar uma variedade de transtornos de ansiedade e humor perinatais, como depressão pós-parto ou ansiedade pós-parto.

As opções do formulário variam de: “eu tenho sido capaz de rir e ver o lado engraçado das coisas”, até “a ideia de me machucar já me ocorreu”. Cada resposta recebe um valor numérico. Quanto maior a pontuação, maior a probabilidade do respondente sofrer de depressão pós-parto. Tradicionalmente, o método é considerado o “padrão ouro” das ferramentas de rastreamento pós-parto, uma vez que rastreia ansiedade e depressão (e não apenas depressão). O procedimento é usado em consultórios médicos e hospitais.

Mãe de três filhos, a mulher já estava esperando o questionário, no entanto, com o caçula, ela se viu tendo dificuldade de responder as questões – mas, uma em específico: “Eu tenho esperado pelas coisas com… A) tanto prazer quanto antes; B) um pouco menos do que antes; C) definitivamente menos do que antes; D) quase nada”. A paciente disse ao médico em um tom de humor que com a pandemia do novo coronavírus tudo havia sido cancelado – no entanto, ela não estava realmente brincando. A verdade é que ela não tinha expectativas sobre nada. Ao sair do consultório, a mãe se perguntou se a ansiedade e a tristeza estavam ligadas à situação atual ou se era depressão e ansiedade pós-parto.

No primeiro mês em casa com o terceiro filho, a mãe passou a maior parte do tempo se escondendo no quarto chorando. Ela relatou que tinha ainda menos paciência sobre qualquer infração dos filhos mais velhos ou do marido, o que a fez se questionar se ela estava lutando contra os efeitos da pandemia ou passando por algo mais grave. Segundo ela, a pontuação que fez no EPDS estava na extremidade superior, no entanto, não indicava nenhum distúrbio clínico de saúde mental. Em vez disso, parecia que o peso da pandemia provavelmente era o culpado.

Vale ressaltar que é compreensivo você não conseguir distinguir a diferença entre a depressão pós-parto e o estresse da pandemia. E, embora nunca seja sua tarefa diagnosticar uma condição de saúde mental, estar ciente dos sinais e sintomas, educar as pessoas ao seu redor e ser um paciente informado pode ajudar muito a obter a ajuda que você precisa.

Converse com seu médico – Se o seu médico não usou o EPDS ou uma ferramenta semelhante para ajudar a rastrear um possível transtorno pós-parto, inicie essa conversa. Os exames ajudam a diagnosticar a depressão e ansiedade pós-parto e isso é importante. Receber um diagnóstico real delas pode evitar com que você sinta que seus sintomas são simplesmente algo que você precisa superar.

Segundo Mary C. Kimmel, MD, codiretora do Programa de Psiquiatria Perinatal da Universidade da Carolina do Norte, chamar algo de “depressão pós-parto” ou “ansiedade pós-parto” mostra que há um componente médico que precisa ser abordado, que pode ser útil para encorajar as mães a buscar ajuda.

Faça um teste de ‘se sentir bem’ – Existem algumas maneiras de te ajudar a resolver a diferença entre “não tenho expectativas para as coisas porque estou deprimida” e “não tenho expectativa para as coisas porque as situações fora da minha vida estão ruins”. Por exemplo, você se sente animada ou pensar em pequenas coisas como uma xícara de café quentinho pela manhã, ou assistir seu programa favorito na Netflix?

Se a resposta for não, você pode estar sofrendo de depressão pós-parto, afirma Paige Bellenbaum, diretora-fundadora do The Motherhood Center, um centro de atendimento emocional às mães em Nova York. Além disso, se você acha que está tendo dificuldade para tomar decisões, se você sente cometeu um grande erro ao ter um bebê, ou até se você já pensou em dar o seu bebê, sua depressão provavelmente está relacionada ao pós-parto. Também é importante notar que os sintomas do transtorno psicológico são diferentes e duram mais do que os sentimentos de tristeza e ansiedade que muitas mães experimentam nas primeiras duas semanas após o parto.

Durante a pandemia seus sintomas podem ter uma aparência mais ansiosa. Focar demais na COVID-19 e na saúde e segurança do seu bebê também é sintoma comum da depressão e ansiedade pós-parto atualmente. Segundo Bellenbaum, outros sintomas frequentes são: auto-isolamento, sentir-se completamente sozinha, sentir-se irritada e com raiva por coisas não saírem como você esperava, e lamentar a perda do que você achava que seria a sua maternidade.

“A maternidade é romantizada”, aponta Bellenbaum. “Somos alimentados com tantos mitos sobre o que pensamos que será a maternidade que, quando não for assim – e quase sempre não é – pensamos que somos a única pessoa que está passando por isso ou que somos uma péssima mãe e que todo mundo já descobriu”. Tudo isso é especialmente verdadeiro e se reforça agora com o isolamento social.

Para Dr. Kimmel, a maneira mais importante de combater esses sentimentos e tratar os transtornos pós-parto é descobrir qual o suporte que você precisa e certificar-se de ter acesso a ele. Em alguns casos, o suporte está a apenas alguns cliques de distância. Algumas organizações podem conectá-la a profissionais de saúde mental perinatais treinados (que você pode ver virtualmente!), além de grupos de apoio e medidas práticas que você pode realizar imediatamente em casa.

Por fim, lembre-se: a depressão e ansiedade pós-parto são altamente tratáveis, mas sem tratamento eles podem continuar por bastante tempo. “Quanto mais cedo identificarmos um transtorno pós-parto, mais cedo poderemos tratá-lo e mais rapidamente a mãe poderá começar a desfrutar da maternidade”, reforça Bellenbaum. Sim, mesmo em uma pandemia.

Fonte: revista Pais e Filhos


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De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma em cada 160 crianças apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Autismo, como é popularmente conhecido.

Dentre seus principais sintomas estão o comprometimento da comunicação social, letargia, irritabilidade e repetição de comportamentos. Para ajudar essas crianças em seu desenvolvimento, estudos têm sido realizados mundialmente. Um deles, publicado no Journal of Translational Medicine utilizou células-tronco do sangue do cordão umbilical.

Por serem autorrenováveis, as células-tronco podem ser utilizadas no tratamento de diversas patologias graças a sua capacidade de se transformar nos mais variados tipos celulares, ou seja, se proliferar e produzir outras células idênticas, ajudando a recompor tecidos danificados.

Nelson Tatsui, diretor técnico do Grupo Criogênesis e hematologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) explica que já é possível notar melhora no quadro desses pacientes.

“Nos últimos anos esse material biológico tem sido utilizado em ensaios clínicos, como intervenção terapêutica para pacientes com autismo, e é possível notar uma melhora na qualidade de vida desses indivíduos”.

Como foi feito o estudo? A pesquisa foi realizada no Shandong Jiaotong Hospital, na China, com 37 crianças com idades entre 3 e 12 anos, todas com autismo; Elas foram divididas em três grupos: 14 crianças receberam transplante combinado de células mononucleares do cordão umbilical e terapia de reabilitação; 9 receberam esse mesmo transplante combinado mais células-tronco mesenquimais derivadas do cordão umbilical e terapia de reabilitação e 14 receberam apenas terapia de reabilitação;

Os transplantes incluíram quatro infusões de células-tronco por meio de injeções intravenosas e intratecais, uma vez por semana; A segurança do tratamento foi avaliada com exames laboratoriais e avaliação clínica dos efeitos adversos.

E quais foram os resultados? Não houve problemas de segurança significativos relacionados ao tratamento e nenhum efeito adverso grave foi observado. A combinação de transplante combinado de células mononucleares do cordão umbilical e células-tronco mesenquimais derivadas do cordão umbilical mostrou maiores efeitos terapêuticos quando combinadas. Os pacientes submetidos a terapia celular apresentaram um avanço em relação a consciência corporal, fala e hiperatividade, 24 semanas após a infusão das células-tronco.

“Embora não exista uma cura concreta, o objetivo é que esses protocolos com células-tronco sejam utilizados mais frequentemente, por isso, é muito importante termos a consciência do quão valioso é esse material. Além disso, uma vez coletadas, as células ficam armazenadas em tanques com ultra baixas temperaturas (aproximadamente -180°C), por tempo indeterminado sem que percam suas propriedades”, ressalta o hematologista.

Fonte: Portal Viva Bem