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Estudos mostram que uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto obeso. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda. “As células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam”, explica a médica nutróloga e ortomolecular Liliane Oppermann. Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar.

Se para um adulto já é complicado seguir uma alimentação saudável – rica em vitaminas e fibras e pobre em gorduras saturadas – para uma criança a missão torna-se quase que impossível, certo? Errado.

“É possível sim aprender a comer bem em qualquer idade. Porém, no caso de uma criança obesa é necessário que toda a família se dedique. É importante que os jovens vejam os pais e irmãos se alimentando de forma parecida ou poderão se sentir excluídos. Os pais devem incentivar e também ingerir alimentos como verduras, frutas e legumes, servindo de exemplo para os filhos”, explica a médica nutróloga.

A especialista destaca a importância de estabelecer horários para as refeições e reduzir o consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como salgadinhos industrializados, bolachas recheadas e lanches fast foods.

“Vale lembrar também, que a restrição alimentar das crianças não é similar a dos adultos. Uma reeducação alimentar é mais adequada do que restringir completamente certos alimentos”, reforça Liliane Oppermann.

Outra dica eficaz é fazer das refeições saudáveis um momento de diversão para a criança. “Aposte em pratos coloridos, que possua sabores e texturas diferentes. Inove. Crie personagens fictícios com os alimentos. Se necessário, dê nomes as verduras, legumes e frutas”, orienta.

Outros fatores como genética e sedentarismo podem contribuir para o aumento de peso do pequeno, entretanto uma alimentação saudável é capaz de minimizar o ganho elevado de peso.

Vale ressaltar que ingerir apenas frutas, legumes e vegetais não resolvem o problema. É necessário encontrar o equilíbrio da dieta. A nutricionista recomenda que a criança consuma, pelo menos, um alimento de cada um dos três grupos abaixo, em cada refeição:
– Alimentos Reguladores:

Ricos em vitaminas, minerais e fibras, facilmente encontrado nas frutas, verduras e legumes.

– Alimentos Energéticos:

São os responsáveis por fornecer energia ao organismo. Fontes de carboidratos, como: massas, cereais, batata, mandioca, farinhas, etc.

– Alimentos Construtores:

Ajudam a construir a musculatura do corpo. Proteínas, cálcio e ferro, facilmente encontrados nas carnes em geral, leites e derivados, ovos e leguminosas, como soja, feijão e ervilha, etc.
Fonte- Médica Nutróloga e Ortomolecular Liliane Opperman


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Estatísticas mundiais apontam que cerca de 15% dos casais que desejam engravidar não conseguem

Estatísticas mundiais apontam que cerca de 15% dos casais que desejam engravidar não conseguem e um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que os homens são os responsáveis em 40% dos casos.

As principais causas da infertilidade são: varicocele, disfunções hormonais, infecções, tabagismo, alcoolismo, estresse, poluição, má alimentação, obesidade.

Para chegar ao ‘diagnóstico’ de infertilidade, o casal precisa estar há pelo menos um ano tentando engravidar de forma natural. Esse tempo diminui para seis meses para os casais com mulheres com mais de 35 anos.

Varicocele

A varicocele é a causa mais comum de infertilidade masculina. São três situações que podem acontecer:

  1. Diminuição da quantidade de espermatozoides
  2. Alteração da qualidade dos espermatozoides
  3. Interferência na velocidade dos espermatozoides

A doença tem um fator genético importante e geralmente não tem sintoma. Por isso, o homem só descobre a varicocele quando não consegue engravidar e os sintomas incluem sensação de peso, dor e desconforto na região. São dois tratamentos: uma cirurgia que faz a desobstrução e religação das veias e embolização – é feito tipo um cateterismo para desobstruir as veias.

Não tem como prevenir a varicocele, mas alguns hábitos ajudam:

  • Visitas periódicas ao urologista
  • Alimentação saudável
  • Não abusar de álcool, cigarro e outras drogas
  • Praticar atividade física

Fonte: Portal G1


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Há 40 anos, casais inférteis (que tentaram engravidar, sem sucesso, no período de um ano) não tinham esperanças de ter filhos. Para eles, a única alternativa seria adotar. Mas em 1978 — há 40 anos — o nascimento do primeiro bebê de proveta mudou esse cenário e mostrou que a reprodução assistida poderia ser uma alternativa para pessoas com problema de fertilidade.

De lá para cá, cerca de 8 milhões de pessoas foram geradas por este procedimento, segundo dados divulgados no Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês). E estima-se que esse número aumente consideravelmente nos próximos anos. “As mulheres têm engravidado cada vez mais tarde, quando as chances de fertilidade são menores e é preciso recorrer à clínica assistida”, afirma Márcio Coslovsky especialista em reprodução humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da ESHRE.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada dez casais em idade fértil têm algum tipo de dificuldade para engravidar. No Brasil, são 8 milhões de casais. A Espanha é o país europeu mais ativo em reprodução assistida, com 119.875 ciclos de tratamento realizados, seguido pela Rússia (110.723), Alemanha (96.512) e França (93.918), de acordo com relatório da ESHRE divulgado em 2015.

Estima-se que sejam feitos 2 milhões de ciclos de fertilização in vitro anualmente em todo o mundo. No Brasil, o número de ciclos de fertilização in vitro (FIV) teve crescimento de 168,4% no período de 2011 a 2017, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em 2017 foram feitos 36.307 procedimentos do gênero. Um aumento de 7,4% em relação a 2016, quando houve uma queda no número de fertilizações in vitro motivada pela crise econômica e pelo medo do zika. Apesar do aumento expressivo no número de procedimentos nos últimos sete anos, a Anvisa informa que não é possível determinar quantos resultaram em nascimento uma vez que depois da fertilização, as pacientes são acompanhadas por outros profissionais e clínicas.

Como funciona a FIV

O início da fertilização in vitro se dá com a estimulação da ovulação na mulher através de hormônios durante 8 ou 12 dias. A partir daí, os óvulos maduros são retirados. A fecundação pelo espermatozoide acontece em laboratório (fora do organismo).

Na técnica clássica, os óvulos ficam 24 horas em meio de cultura com espermatozoides à espera de serem fecundados naturalmente. Já a injeção intracitoplasmática de espermatozoides envolve a injeção de um único espermatozoide diretamente no óvulo. Esta última, desenvolvida nos anos 1990 como opção de tratamento para infertilidade masculina, é a forma mais praticada.

Com a fecundação, formam-se os embriões. Alguns dias depois, avalia-se quantos deles se desenvolveram e são viáveis para implantação no útero da paciente e, possivelmente, gerar um bebê.

Fonte: Revista Veja


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Entre as causas mais comuns da deficiência mental infantil estão os fatores de ordem genética, complicações ocorridas na gestação, durante o parto e pós-parto. “A causa do atraso mental ainda é desconhecida na maior parte dos casos, mas existem muitos fatores durante a gravidez que podem causar ou contribuir para essa deficiência. Os mais frequentes são o uso de certos medicamentos, o consumo excessivo de álcool, os tratamentos com radiação, a desnutrição e certas infecções virais, como a rubéola”, afirma o neurocirurgião.

Deficiência Mental não é Doença Mental

É importante os pais não confundirem o atraso mental com a doença mental. “A diferença é que na doença mental a pessoa perde a noção de si mesma e da realidade a sua volta, apresenta alterações de humor, bom senso e concentração. Enquanto a deficiência mental apresenta um QI baixo e dificuldade para desenvolver atividades do dia a dia e também de se relacionar”, ressalta Mandel.

A deficiência mental pode ser de nível:

Leve – A criança pode desenvolver capacidades sociais e de comunicação, mas a coordenação muscular é um pouco deficiente. “A partir dos seis anos a criança tem um conhecimento semelhante ao do sexto ano de um ensino geral básico e, algumas vezes, necessitam de conselhos para realizar alguma atividade”, revela o médico.

Moderado – Pode aprender algumas capacidades sociais e laborais, mas há baixa probabilidade que ultrapasse o segundo ano escolar.

Severo – É capaz de aprender algumas atividades como falar ou se comunicar e hábitos de limpeza. A coordenação muscular, no entanto, já se apresenta deficiente.

Profundo – A criança tem um atraso profundo (coeficiente intelectual 19 ou inferior), geralmente não consegue aprender a andar e a falar, nem sequer chega a compreender o que acontece em sua volta.

QI baixo – As crianças com um coeficiente intelectual entre 69 e 84 têm dificuldades de aprendizagem, mas não apresentam atraso mental. “Normalmente a deficiência mental é detectada na criança quando inicia a idade escolar, pois é na escola que começam a surgir os primeiros problemas educacionais e de comportamento. Com ajuda de tratamentos, estas crianças podem concluir seus estudos sem grandes dificuldades e até mesmo levar uma vida normal”, diz Mandel.

As crianças que apresentam um atraso mental, além da dificuldade em aprender e ler, ainda podem ser imaturas e não ter capacidade para o relacionamento social. Para tratar a dificuldade de aprendizagem é imprescindível a observação dos pais. “A criança com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Medicamentos são utilizados quando a deficiência mental é associada a doenças como a epilepsia”, conclui o neurocirurgião.

Fonte – Mauricio Mandel (CRM 116095), neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)


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O bebê necessita de um bom início de vida para se desenvolver física e psiquicamente saudável. Um ambiente estável e seguro é muito importante a fim de lhe proporcionar segurança. A mãe precisa estar voltada e disponível para o bebê e, para que isso aconteça, é importante estar inserida em um ambiente que lhe dê o suporte necessário. É nesse momento que a presença do companheiro se mostra imprescindível, pois a função do pai, logo no início de vida da criança, consiste em proporcionar segurança e tranqüilidade à mãe, de modo que ela possa prestar os devidos cuidados ao bebê. A presença do pai é fundamental para tornar esse ambiente confiável e propício ao recém-nascido.

Assumir a retaguarda de uma família não significa que o pai não possa conviver com o filho e dispensar-lhe alguns cuidados, mesmo que ainda seja recém-nascido, apesar de a mãe, por ser a pessoa mais apta a cuidar do bebê, acabar se tornando a responsável pela maior parte desses cuidados. E o ideal é que seja assim, porque o bebê necessita de rotina, principalmente nos primeiros meses de vida. À medida que ele vai crescendo o pai se mostra mais presente nesse convívio, e o lugar que ocupa na vida da criança se torna maior, pois a percepção que ela passa a ter da figura paterna aumenta com o tempo e a convivência.

Há muitos homens que se sentem desamparados e até deslocados no contexto familiar, e o que pode contribuir com isso é o fato de a relação da mãe com o bebê ser muito intensa. Nesse momento, a função do homem é ser a figura forte, capaz de prover e cuidar para que tudo transcorra bem com a mãe e o bebê, mas para alguns nem sempre isso é fácil. É importante deixar claro que a figura do pai é tão importante quanto a da mãe para o desenvolvimento do recém-nascido. Entretanto, essa relação de dependência do bebê com a mãe, que cuida dele o tempo todo, pode assustar e provocar até alguns sintomas em alguns homens, como tristeza, desânimo, ansiedade e irritabilidade, entre outros.

É preciso esclarecer que, neste texto, é citada uma família clássica, composta de pai, mãe e filhos. Contudo, é importante pensarmos nas novas configurações familiares também existentes. Atualmente nos deparamos com famílias constituídas de diversas formas, como aquelas com crianças filhas de pais solteiros ou separados, de produções independentes, ou famílias em que o homem assume os cuidados com os filhos enquanto a mulher arca com a responsabilidade financeira. Há ainda famílias de casais homossexuais (masculinos ou femininos), entre outras possibilidades.

Independentemente da configuração familiar, é preciso ter claro que o bebê necessita de muitos cuidados. As orientações devem ser dadas até mesmo antes de ele nascer, a fim de proporcionar um bom início de vida, o que sem dúvida favorecerá uma vida adulta emocionalmente saudável.

Fonte: Cynthia Boscovich, psicóloga clínica e psicanalista


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As células parecem sinalizar como as células vizinhas se desenvolverão e crescerão

Uma equipe de pesquisadores da Universidade McMaster descobriu um subconjunto único de células dentro de células-tronco humanas que parecem sinalizar como as células ao redor se desenvolverão e crescerão.

A descoberta, denominadas células fundadoras humanas pluripotentes, juntamente com o processo de identificação das células, deverá abrir um novo canal de pesquisa que visa melhor compreender o crescimento de tumores cancerígenos e como as células-tronco humanas tomam decisões sobre o que se tornar ou não se tornar.

“Essa classe de células-tronco humanas pluripotentes tem um conjunto muito diferente de genes e, portanto, segue um conjunto diferente de regras e responde a diferentes tipos de sinais”, disse Mick Bhatia, diretor do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco e Câncer.

As células-tronco pluripotentes humanas são consideradas células mestras e, com sua capacidade de se diferenciar em vários tipos de células, parecem estar no topo desse sistema de células-tronco.

A equipe passou mais de seis anos investigando o nível celular para examinar o que eles dizem ser células anteriormente negligenciadas que se formam nas bordas de colônias de células-tronco pluripotentes. Tendo caracterizado essas células, a equipe também observou que elas se formam nos estágios iniciais da reprogramação celular pluripotente de células adultas.

Ao entender e isolar essas células usando uma ferramenta chamada análise de expressão genética de sequenciamento de RNA de célula única, os pesquisadores descobriram um subgrupo de células com características que as diferenciavam do ecossistema celular que as cercava.

A equipe McMaster, junto com colaboradores da Universidade de Harvard, da Universidade Monash, na Austrália, e do Mount Sinai Hospital, em Toronto, comparou as características das células humanas fundadoras pluripotentes com células-tronco de camundongos, mas não encontrou semelhanças. Eles, no entanto, encontraram o mesmo subconjunto de células fundadoras em células-tronco de macacos.

“Fomos a diferentes espécies porque achamos que isso seria algo universal, mas ficamos chocados por não ter sido tão universal quanto pensávamos”, disse Bhatia.

“Passamos muito tempo tentando provar isso como um fenômeno generalizável, mas, como se viu, foi restrito a primatas. Isso pode ajudar a explicar as diferenças fundamentais na resposta a células-tronco em camundongos versus humanos, e faz parte do nosso futuro teste”.

A tecnologia mais recente usada pelos pesquisadores, em combinação com novas ferramentas e técnicas de mineração de dados, mostrou-se essencial para a descoberta da pesquisa.

“O avanço tecnológico que nos permitiu desmontá-lo foi essa técnica em que pudemos isolar células individuais da população e observar seu perfil genético”, disse Bhatia.

O laboratório de Bhatia agora está usando seus conhecimentos sobre células fundadoras e análise de sequenciamento de RNA unicelular nas questões do câncer humano.

Tony Collins, autor do estudo e gerente de pesquisa do laboratório Bhatia, da McMaster, disse que a sofisticada análise de big data usada é essencial para o aprendizado futuro.

“Estamos agora aplicando nossas experiências com essa tecnologia e técnicas para sistemas complexos de câncer”, disse Collins. “Por que uma célula individual se torna cancerosa em primeiro lugar? Quais são as diferenças entre as células cancerígenas? As características dessas células fundadoras, ou ‘chefes’, estão presentes em um tumor humano?

“Está abrindo todo um novo conjunto de critérios e uma maneira de olhar para o sistema celular, que não tínhamos pensado até agora”.

Fonte: Stem Cells Portal


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A gestante precisa sim acrescentar um maior número de calorias durante as refeições, mas não deve exagerar na alimentação. A dieta ideal deve ser individualizada para cada gestante, levando em conta nível de atividade física, idade, peso, tipo de gestação e presença de patologias.

As mudanças hormonais contribuem para deixar a mamãe mais ansiosa nesse período. Fique atenta aos sintomas que podem desregular o seu sistema nervoso, eles influenciam na compulsão alimentar. Tal qual te confundi na hora de saber se você realmente está com fome, ou se está somente com vontade de comer. As situações são diferentes. Na segunda opção, não existe uma necessidade verdadeira de alimentar-se, é um desejo psicoemocional e não de estado fisiológico que requer consumo alimentício.

“Algumas mulheres, inconscientemente, tiram a responsabilidade delas próprias sobre o controle da alimentação e despejam na gravidez, dizendo que são obrigadas a comerem muito”, comenta Liliane.

Isso é resultado do aspecto psicoemocional provocado pelas emoções adversas. Preocupação com o corpo e se o filho vai nascer saudável, dor no parto, cuidados e responsabilidades que vão ser adquiridas daqui para frente, são muitas das dúvidas que afligem as mulheres ao longo dos nove meses, estimulando esse estado emotivo desmesurado.

No pré-natal o médico irá orientar qual a melhor maneira para controlar o peso, por isso é importante um acompanhamento especializado. Mas para não abusar da comida, o ideal é fazer pelo menos de 6 a 7 refeições leves por dia. Esse pequeno intervalo de tempo entre um lanche e outro impede que a mãe coma uma grande quantidade de alimentos. O adequado é comer nesses horários um pouco de queijo; leite; frutas; gelatina (renova o colágeno). Nos desjejuns prefira incluir na dieta uma lista sugestiva de legumes, proteína e vegetais: carne vermelha magra, frango ou peixe.

Quando tiver algum desejo, preste atenção no que vai ingerir, pois não é apropriado consumir alimentos gordurosos, então nada de doces, bolos, sorvetes, entre outros. Isso só vai fazer seu peso duplicar e não vai ser bom nem para você e muito menos para o bebê.

A obesidade na gravidez aumenta a possibilidade do filho ter alguma doença congênita. Para ter uma gestação saudável, o ideal é ganhar de 9 a 12 quilos. Um ou dois por mês.

Fonte- Nutróloga Liliane Oppermann


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Saiba quais procedimentos estéticos são permitidos ou não ao longo da gravidez

Durante a gravidez, é comum que a mulher passe por inúmeras mudanças. Emocionais e físicas, elas fazem parte da preparação do corpo para a jornada dos 9 meses e, não raramente, geram diversas dúvidas e algumas mudanças de hábitos.

Entre tantas recomendações e também proibições, a incerteza alcança o campo da beleza, deixando as gestantes sem saber o que pode ou não ser feito em termos de cuidados estéticos.

Para sanar essas dúvidas, Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis, preparou uma lista de contraindicações e tratamentos que podem ajudar a mulher a manter corpo e mente em equilíbrio durante a gestação.

O especialista enfatiza a importância do acompanhamento médico, independentemente do tipo de tratamento. “É muito importante conversar com o médico antes de iniciar qualquer técnica. Assim como existem procedimentos contraindicados, há aqueles que não prejudicam a gestação e favorecem o bem-estar da mãe”, explica.

Radiofrequência

Não pode. Apesar de estimular a produção de colágeno e deixar a pele mais firme, o aparelho pode exercer forte pressão e aumentar o estresse e as dores na gestante.

Tingir os cabelos

Não pode. Principalmente nas primeiras 16 semanas de gravidez, não é aconselhável utilizar tinturas para cabelo, pois o couro cabeludo é uma região bastante vascularizada, o que facilita a entrada da química da tintura na corrente sanguínea. Após este período, não temos evidências da segurança deste procedimento. Shampoos tonalizantes após as primeiras 16 semanas são uma opção mais segura.

Drenagem linfática manual

Pode. O procedimento é ótimo para aliviar as dores nas pernas causadas pela retenção de líquidos na gravidez. Algus cuidados devem ser tomados como evitar a drenagem do abdômen e não usar cremes corporais com nicotilato de metila e/ou cafeína.

Depilação

Depende. A depilação com cera morna ou feita com lâmina pode ser realizada. No entanto, a depilação a laser não é recomendada.

Alisamento capilar

Não pode. “Os alisamentos devem ser evitados durante a gestação, bem como produtos à base de formol, chumbo, amônia, ureia, aromas intensos e componentes alergênicos”, alerta Renato. Porém, as hidratações podem ser feitas, desde que a composição de cada produto seja verificada.

Manicure e Pedicure

Pode. O grande cuidado a ser tomado é evitar infecções por bactérias, fungos e vírus. “Como prevenção, deve-se optar por profissionais que utilizem materiais descartáveis e auto clavados (mesmo processo de esterilização realizado nos hospitais). Esses cuidados valem independentemente de estar ou não grávida”, recomenda.

Peelings

Depende. A maioria dos peelings químicos é contraindicada durante a gestação. Porém, existem alternativas que podem ser avaliadas individualmente com seu dermatologista. Alguns peelings mecânicos podem ser avaliados em determinados casos.

Maquiagem definitiva

Não pode. Há o risco de os pigmentos introduzidos na pele acarretarem reações alérgicas ou anafiláticas. ”Além disso, o procedimento também é doloroso e provoca estresse, o qual aumenta o risco de trabalho de parto prematuro”, finaliza.

Fonte: Revista Claudia


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Pesquisadores de todo o mundo desenvolvem estudos em busca de um tratamento para o “transtorno do espectro autista”, denominação que deriva do autismo, quadro clínico que está associado a uma falha na regulação da maturação e capacidade de diferenciação dos neurônios. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a patologia atinge 80 milhões de pessoas no mundo (2 milhões delas no Brasil), sendo maior a incidência no sexo masculino, em uma proporção de quatro meninos para uma menina.

A boa notícia é que diversos estudos clínicos têm indicado que o transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical pode trazer melhorias dos sintomas comportamentais de indivíduos com autismo. Foram monitorados itens como relacionamento com outras pessoas, retraimento social, consciência corporal, letargia, hiperatividade, irritabilidade e dificuldades de fala. Uma pesquisa com pacientes do Shandong Jiaotong Hospital e do Shandong Rehabilitation Therapy Center, na China, incluiu 37 crianças de 3 a 12 anos com autismo. Quando comparados ao grupo controle, os pacientes submetidos à terapia obtiveram melhora nos parâmetros medidos 24 semanas após a infusão de células-tronco.

Nelson Tatsui, hematologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), acredita que essa pesquisa vai abrir portas para futuros estudos sobre o autismo. “Os protocolos de tratamentos com células-tronco estão cada vez mais frequentes, pois se trata de células adultas e livres de impurezas, o que garante maior eficiência em seu uso terapêutico”, explica. Após a coleta, as células-tronco são avaliadas e armazenadas e podem ficar congeladas por tempo indeterminado sem que haja a perda de suas propriedades. O sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. Dentre as principais estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids”, acrescenta Tatsui.

Fonte: Portal NSC Total


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O medicamento ameniza os sintomas da depressão pós-parto rapidamente, mas há restrições e cuidados

O tratamento atual para a depressão pós-parto é baseado em psicoterapia e antidepressivos tradicionais, que demoram um certo tempo para surtir efeito. Mas, recentemente o U.S. Food & Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, aprovou o primeiro medicamento específico para esse transtorno: a brexanolona.

O fármaco é intravenoso (aplicado diretamente na veia), foi desenvolvido pela farmacêutica Sage Therapeutics e funciona de forma diferente dos antidepressivos comuns. “Esses levariam de quatro a seis semanas para trazer algum resultado”, afirmou a psiquiatra Samantha Meltzer-Brody, professora da Faculdade de Medicina do Centro Médico UNC, nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, a brexanolona ajuda a regular alguns hormônios que contribuiriam para o problema. Além disso, interfere positivamente em neurotransmissores associados ao bem-estar, como os outros fármacos. “As semanas e os meses seguintes ao nascimento são um período crítico para a ligação mãe-bebê. Por isso, encontrar um tratamento de ação rápida é crucial. Nos testes vimos pacientes começando a se sentir melhor dentro de dias”, complementa a doutora, que liderou as pesquisas de desenvolvimento.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, em países de baixa renda, a média de casos de depressão pós-parto é de 19,8%. De acordo com levantamento de 2016 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma em cada quatro brasileiras sofre do transtorno.

As pesquisas para aprovação do remédio

Foram realizados dois estudos pela faculdade de Medicina do UNC: um avaliou mulheres com depressão pós-parto severa e outro se concentrou nas com a condição em nível moderado. Todas haviam acabado de ter um filho.

Em ambas as pesquisas, uma parte das participantes recebeu infusão intravenosa de brexanolona por 60 horas no hospital; a outra, placebo (um tratamento sem efeito, para servir de comparação). As turmas foram acompanhadas por quatro semanas.

Para medir a eficácia, os especialistas levaram em consideração os sintomas, medidos por uma escala de classificação de depressão. Nas duas análises, o medicamento se mostrou superior ao placebo no fim do período de infusão. A melhora também foi observada quando os 30 dias de acompanhamento chegaram ao fim. As reações adversas mais reportadas pelas voluntárias foram sonolência, boca seca, súbita perda de consciência e rubor.

Como será aplicado e quais as restrições

Apesar do avanço, a brexanolona será administrada apenas em um programa clínico restrito e supervisionado devido aos riscos. O fármaco deve ser aplicado continuamente na veia durante 60 horas em um ambiente hospitalar e com acompanhamento do especialista, com autorização prévia das mulheres.

Por quê? Entre outras coisas, o remédio pode causar perda de consciência por sedação excessiva, o que é perigoso se a mamãe estiver, por exemplo, com o bebê no colo. O nível de oxigênio no sangue das pacientes e os momentos de interação com o filho precisam ser monitorados de perto.

Recomenda-se que os cuidadores considerem alterar o regime terapêutico e até abortá-lo caso a depressão pós-parto piore ou se surgirem pensamentos e comportamentos suicidas. “Diante dos resultados dos testes clínicos, acreditamos que essa será uma importante opção de tratamento que pode proporcionar alívio às mulheres com depressão pós-parto, um distúrbio com uma série de gravidades”, conclui Samantha Meltzer-Brody.

Ainda não há previsão de chegada desse remédio ao mercado brasileiro.

Fonte: Revista Saúde