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Chamado de “Golden hour”, o contato entre mãe e filho na primeira hora de nascimento do bebê traz benefícios para amamentação e reduz risco de infecções

Se antes o bebê nascia e o médico já o levava para longe da mãe para avaliar, pesar e fazer outros procedimentos necessários, atualmente, os profissionais que atuam no parto, são treinados para tornar essa primeira hora a de maior contato e menor intervenção externa entre mãe e filho.

Conhecida como hora dourada, golden hour ou hora mágica, o contato com a mãe na primeira hora de vida do bebê, tem sido uma prática defendida pela Organização Mundial da Saúde. De acordo com especialistas, o contato é importante para facilitar a amamentação, diminuir a mortalidade e garantir muitos benefícios para mãe e bebê.

Contato pele a pele entre a mãe e o bebê deve ser estimulado

A coordenadora da Utin do Vitória Apart Hospital, a médica pediatra Geisa Barros, informa que estudos já confirmam que esses primeiros 60 minutos têm grande importância para o crescimento e o desenvolvimento físico e mental dos bebês. “É logo ao nascer que o bebê está alerta e com os estímulos de sucção aguçados, criando o momento perfeito para que ele conheça a mãe e crie o primeiro vínculo com ela, facilitando a amamentação”, afirma.

Segundo a especialista, o contato faz com que o bebê tenha uma estabilização mais rápida de parâmetros, como frequência cardíaca e glicemia. “Depois do parto, o ideal é colocar o bebê imediatamente na altura do tórax, numa posição de abraço, de acolhimento, em contato direto pele com pele”, explica a médica.

Veja alguns dos benefícios para os recém-nascidos: 

– os bebês são mais saudáveis;

– têm menos risco de infecções;

– maiores chances de serem amamentados exclusivamente durante os seis primeiros meses de vida.

Veja 5 benefícios da “golden hour” na amamentação

1- O primeiro contato imediato com o seio da mãe é precioso para acalmar o bebê e torná-lo mais ativo e conectado para as primeiras mamadas.

2- Não necessariamente ele conseguirá mamar de fato, mas só a proximidade, a busca e as tentativas de sugar já desencadeiam a liberação de prolactina, que promove a produção do leite para a mamada seguinte.

3- Normalmente, os recém-nascidos dormem por algumas horas após a primeira hora de vida. Assim, quando ele não tem esse tempo para se acalmar e depois sugar, favorecendo a produção de leite e a contração uterina, várias preciosas horas são perdidas. Ou seja, a golden hour evita o combo criança “sonolenta” e prolactina baixa.

4- Ao amamentar na primeira hora de vida, a mulher libera ocitocina, hormônio que ajuda na contração uterina, evitando a perigosa hemorragia pós-parto. A ocitocina também está ligada à redução do estresse e facilita a maternagem. Também conhecido como o hormônio do amor.

5- A prática da golden hour também facilita a conduta médica de demorar um pouco para clampear o cordão umbilical, entre um e três minutos. Esse tempo é importante para reduzir o risco de anemia do bebê, que costuma ocorrer a partir do terceiro mês de vida.

Fonte: Jornal Folha Vitória


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Uma equipe de cientistas da Escola de Medicina Keck da USC criou o que pode ser um elemento chave para a montagem de um rim sintético. Em um novo estudo na Nature Communications, Zhongwei Li e seus colegas descrevem como podem gerar estruturas renais rudimentares, conhecidas como organoides, que se assemelham ao sistema de dutos coletores que ajuda a manter o equilíbrio dos fluidos e do pH do corpo ao concentrar e transportar a urina.

“Nosso progresso na criação de novos tipos de organóides renais fornece ferramentas poderosas não apenas para a compreensão do desenvolvimento e da doença, mas também para encontrar novos tratamentos e abordagens regenerativas para os pacientes”, disse Li, o autor correspondente do estudo e professor assistente de medicina biologia celular e medicina regenerativa.

Criação dos blocos de construção

Os primeiros autores do estudo, o estudante de doutorado Zipeng Zeng e o pós-doutorando Biao Huang, e a equipe começaram com uma população conhecida como células progenitoras do broto ureteral, ou UPCs, que desempenham um papel importante no desenvolvimento inicial dos rins. Usando primeiro UPCs de camundongo e depois humanos, os cientistas foram capazes de desenvolver coquetéis de moléculas que estimulam as células a formarem organoides semelhantes a botões uréticos – os tubos ramificados que eventualmente dão origem ao sistema de dutos coletores. Os cientistas também conseguiram encontrar um coquetel diferente para induzir as células-tronco humanas a se desenvolverem em organoides de botões ureterais.

Um coquetel molecular adicional empurrou os organóides uretéricos – cultivados a partir de UPCs de camundongos ou células-tronco humanas – para se desenvolver de forma confiável em organóides de dutos coletores ainda mais maduros e complexos.

Os organóides uretéricos humanos e de camundongo também podem ser geneticamente modificados para abrigar mutações que causam doenças em pacientes, fornecendo melhores modelos para a compreensão de problemas renais, bem como para a triagem de potenciais drogas terapêuticas. Como exemplo, os cientistas eliminaram um gene para criar um modelo organoide de anomalias congênitas do rim e do trato urinário, conhecido como CAKUT.

Além de servir como modelo de doença, os organóides do botão ureteral também podem ser um ingrediente essencial na receita de um rim sintético. Para explorar essa possibilidade, os cientistas combinaram organóides de botão ureteral de camundongo com uma segunda população de células de camundongo: as células progenitoras que formam néfrons, que são as unidades de filtragem do rim. Depois de inserir a ponta de um broto ureteral crescido em laboratório em um aglomerado de NPCs, a equipe observou o crescimento de uma extensa rede de tubos ramificados que lembra um sistema de duto coletor, fundido com néfrons rudimentares.

“Nosso rim de camundongo projetado estabeleceu uma conexão entre o néfron e o duto coletor – um marco essencial para a construção de um órgão funcional no futuro”, disse Li.

Fonte da história:

Materiais fornecidos pela Keck School Of Medicine da USC. Original escrito por Cristy Lytal. Nota: o conteúdo pode ser editado quanto ao estilo e comprimento.


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Camisolas adequadas à amamentação, roupão ou cinta pós-parto são alguns dos itens essenciais que a mala da mamãe para o hospital deve conter, para que na hora do grande momento não falte nada.

O momento da chegada do bebê é muito importante e ansiado por todas as mamães, e por isso para evitar estresse e nervosismo desnecessários é importante ter todas as coisas preparadas de forma a evitar imprevistos. É aconselhado ter as malas da mamãe e do bebê prontas a partir da 36 semana de gestação, uma vez que o trabalho de parto pode sempre iniciarem em qualquer altura após esse tempo.

O que levar para o hospital – É importante que seja levado para o hospital alguns itens do enxoval da mãe e do bebê para que possam ser usados no pós-parto. Assim, é recomendado que seja levado para o hospital:

  • 2 camisolas adequadas à amamentação, com abertura ao nível do peito;
  • 1 roupão ou robe;
  • 1 cinta pós-parto indicada pelo médico;
  • soutiensadequados para amamentação. A recomendação é que esses soutiens sejam comprados no último mês de gravidez, uma vez que o corpo da mulher muda bastante durante a gestação;
  • Creme hidratante e protetor para os mamilos;
  • Discos de amamentação ou absorventes para manter os mamilos secos;
  • 3 ou 4 calcinhas de costura alta, confortáveis para o pós-parto;
  • Meias se necessário;
  • Chinelos para banho e para o quarto;
  • 1 pacote de absorvente noturno para conter a grande quantidade de sangue perdida no pós-parto;
  • Alguns produtos de higiene pessoal, como toalhas, sabonetes, espelho, batom, escova e pasta de dentes, escova de cabelo, cotonetes, shampoo ou condicionador, por exemplo;
  • Roupa confortável, simples de vestir e folgada para a saída do hospital.

Além disso, alguns itens do enxoval do bebê também devem ser levados para o hospital, como:

  • Conjunto de roupinha para o bebê, como macacão, luva, touca ou meias;
  • Manta para enrolar o bebê;
  • 1 toalha macia e que tenha capuz, de preferência;
  • 2 pacotes de fraldas descartáveis;
  • 1 embalagem de lenço umedecido;
  • Fraldas de tecido para colocar no ombro quando pegar o bebê no colo;
  • 1 pente fino ou escova própria para bebês;
  • 1 shampoo neutro para bebês;
  • 1 sabonete líquido adequado ao recém-nascido;
  • 1 hidratante para bebês, preferencialmente hipoalergênico;
  • Creme para assaduras;
  • Roupinha completa para a saída da maternidade;
  • Bebê conforto para a saída do bebê e transporte no carro.

Para evitar esquecimentos, é recomendado fazer uma lista e colocar os itens em uma mala de tamanho médio e que seja fácil de transportar. É importante também que as duas malas sejam guardadas juntas e num local de fácil acesso, de preferência.

O que não pode faltar no enxoval do bebê

 1. Mobília

O mobiliário é uma das coisas importantes do enxoval do bebê, pois são importantes não só para promover o conforto do bebê mas também da mãe durante a amamentação. Para isso, é importante que no quarto exista o berço, local para trocar as fraldas, cadeirão ou sofá para amamentar, armário e mesinha de apoio.

  1. Produtos para Higiene

Os produtos para fazer a higiene do bebê são outro item muito importante da lista, sendo necessário: creme de assadura, caixa de cotonetes, escova ou pente, tesourinha, álcool, algodão, lenços umedecidos, sabonete neutro, shampoo, termômetro, banheira, toalha, fraldas descartáveis e de pano, bolsa média para carregar os produtos para as trocas do bebê fora de casa.

  1. Roupinhas

As roupinhas do bebê devem ser confortáveis e fáceis de trocar nas mudas de fralda, sendo recomendado: camisas de pagão, macacões com e sem manga, camisetas, cueiros, conjuntos com casaco, touca, meias e sapatinho, babador, mantas, cobertor, lençóis e fronhas, protetor de berço, travesseiro.

  1. Alimentação

Para a alimentação do bebê, existem alguns itens que são necessários como: mamadeira, chupeta, prato, talheres, copo com pega. Nos primeiros meses de vida esses itens não são utilizados, isso porque a única fonte de alimentação do bebê é a amamentação. No entanto, à medida que o bebê desenvolve-se o pediatra pode indicar o início do consumo de água e de alimentos, sendo esses itens necessários.

  1. Carrinho do bebê

Na hora de comprar o carrinho do bebê, é preciso ter em consideração o conforto, a resistência e a praticidade do carrinho. Existem alguns tipos de carrinhos que são muito práticos, pois vêm em conjunto com a cadeirinha do carro, sendo possível utilizar a mesma base nas duas situações. Além disso, também existem carrinhos que são adequados para diferentes idades, o que faz com que estejam adaptados para acompanhar o crescimento do bebê.

Antes de comprar o carrinho, deve sempre experimentar dar um passeio com ele na loja, de forma a garantir que é leve e fácil de manobrar e se possui todas as funcionalidades que precisa.

Fonte: Portal + Saúde


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Na casa da fisioterapeuta Emanuelle Bezerra, a alimentação é in natura. Alimentos ultraprocessados são raros e não são bem-vindos. A aposta desta mãe de duas crianças pequenas é na variedade, com cores e formas diferentes na hora da refeição.

E Emanuelle está no caminho certo. Comer mal na infância pode causar obesidade na vida adulta. É o que mostra um estudo do Núcleo de Pesquisa Epidemiológicas de Nutrição e Saúde (NUPENS) da Universidade de São Paulo (USP), em parceira com o Imperial College London, no Reino Unido.

A pesquisa comprova que as crianças que consomem mais alimentos ultraprocessados em comparação aquelas consumem menos tiveram uma curva de peso mais alta. Essa é a primeira pesquisa que acompanhou nove mil crianças por um longo período, dos sete aos 24 anos.

No caso das crianças britânicas, 60% das calorias da alimentação vem de alimentos ultraprocessados. É o que explica a nutricionista Daniela Neri, cientista do NUPENS da USP. E esses dados podem ser aplicados no Brasil. Daniela Neri explica que as informações podem ajudar a criar políticas públicas que promovam a alimentação saudável no país.

No Brasil, um estudo semelhante já está em curso desde janeiro e é feito virtualmente. A meta é acompanhar 200 mil pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais do Brasil. O objetivo é identificar características da alimentação brasileira que aumentem ou diminuam o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão. Para participar é preciso ter acima de 18 anos e acesso à internet. Mais informações no site nutrinetbrasil.fsp.usp.br.

E para ajudar as pessoas a se alimentarem de forma saudável, a Anvisa aprovou uma resolução de rotulagem nutricional de alimentos embalados que mostra o que cada alimento contém. A norma só começa a valer em 2022 e prevê a inclusão de um rótulo frontal com tudo que se está sendo consumido. É o que explica Lais Amaral, nutricionista e pesquisadora no programa de alimentação saudável e sustentável no Idec.

A dica da nutricionista é preferir sempre alimentos in natura ou minimamente processados. E é importante que a família tenha uma alimentação baseada em frutas, verduras, legumes, carnes, pescados e leite. Produtos como açúcar, óleo, corantes, pobres em fibras e vitaminas como doces, refrigerantes, iogurtes artificiais, sorvetes, pães e salsichas devem ser evitados.

Fonte: Rádio Agência Nacional


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Como estamos vivendo uma situação delicada e não podemos ainda estar fisicamente perto para dar muitos beijos e abraços apertados, daqueles que só avós são capazes de dar, a criatividade precisa entrar em cena para não deixar essa data passar em branco

O dia 26 de julho é mais do que especial: hoje comemoramos o Dia dos Avós! E dá para celebrar a data das mais diversas formas: relembrando uma receita, revendo fotos ou botando a conversa em dia. Como estamos vivendo uma situação delicada e não podemos estar fisicamente perto para dar muitos beijos e abraços apertados, daqueles que só avós são capazes de dar, a criatividade precisa entrar em cena para não deixar essa data passar em branco.

Mesmo com o avanço da vacinação em todo o país, é necessário ter cautela quanto aos encontros familiares. Mas, isso não impede de mandarmos uma mensagem para quem a gente mais ama e enviar (muito!) carinho nessa data tão especial.

“A grande prova de amor que as crianças podem dar para os avós nesse momento de quarentena é ficar longe fisicamente e perto emocionalmente”, defende Vanessa Abdo, doutora em psicologia e CEO do Mamis na Madrugada, mãe de Laura e Rafael. Não está sendo e não será um período fácil, mas a especialista enxerga também como uma oportunidade de crescimento familiar.

“Tanto é importante a presença dos jovens na vida dos velhos como é importante a presença dos velhos na vida dos jovens. Os idosos por trazerem memória, costumes e o que de mais especial, único e exclusivo tem naquela família. Por outro lado, as crianças trazem a renovação da esperança, são a continuação da vida”, comenta. Por isso, cultivar essa relação é fundamental e, sim, possível mesmo em período de isolamento social. A tecnologia se torna nossa principal aliada nessa hora.

Alô, tudo bem?

Embora os aparelhos eletrônicos muitas vezes possam afastar quem está perto, ainda são muito importantes para aproximar quem está longe. Você pode gravar um vídeo do seu filho com uma mensagem para os avós ou até mesmo fazer um call ao vivo, para que ambos vejam que o outro está bem e bater papo. “Para as crianças com aula online, uma coisa que eu tenho feito muito em casa é recomendar pedir ajuda para os avós: ‘Ah, por que você não liga para o seu avô? Tenho certeza que ele vai poder te ajudar’, exemplifica. Dessa forma, Vanessa acredita que a criança percebe de forma real o quanto a sabedoria está relacionada à idade.

Mesmo com a distância física, a pandemia está oferecendo uma chance de reconexão com o que realmente faz sentido para você e tem valor. A especialista explica que é comum os mais velhos reagirem com teimosia nesse período: “Eles têm mais resistência de ficar em casa, porque já viveram muitas histórias de superação e não acreditam que a ‘gripe’ irá pegá-los ou, pelo menos, não acreditam que depois de viver tanto seja isso que irá fazer um grande estrago”. Assim, ficam nesse conflito entre permanecer em casa sozinho e lidar com a própria frustração ou se arriscar em algo que nem acreditam ser tão real.

Novos aprendizados

Portanto, filhos (que hoje também são mães e pais) é a vez de trocar de papel e garantir que os idosos continuem cumprindo todas as medidas de segurança. E para tornar esse tempo menos complicado, aplique as dicas das ligações e chamadas de vídeo. A saudade vai bater, de ambos os lados, mas esses minutos diários vão dar um gás extra para continuar seguindo as recomendações de segurança. “Nós vivemos em uma época com muita valorização do novo e desqualificação do antigo. Esse momento que a gente vai enfrentar, de alguma forma, deixará claro o quanto é importante a presença dos velhos na nossa família”, acrescenta.

Muito além do carinho

A importância dos avós vai além do afeto. Quando a criança convive com os avós, pode ter algo que os pais não oferecem: a experiência de alguém que já passou por todas as fases da maternidade. Por terem mais disponibilidade e conhecimento, eles passam para as crianças muito mais experiências de vida do que os pais no dia a dia, e mantêm as lembranças da família ativas. “Com o tempo, as memórias de uma família vão se perdendo. Antigamente contava-se muito as informações familiares, e hoje essa é uma função dos avós. Eles fortalecem as histórias da família, contando sobre a infância dos pais da criança e como era no passado”, explica a neuropsicopedagoga Débora Corigliano, mãe de Bruno e Giovanna.

E mimar faz parte, sim! “Às vezes os pais são tão autoritários ou somente não têm tempo de dar carinho, que as crianças precisam desse colo dos avós”, defende Débora. Para a especialista, o papel dos avós é complementar de forma muito acolhedora e afetiva a função dos pais, apesar de não serem protagonistas na educação dos netos. “Alguns pais se queixam que os avós estragam os netos com seus mimos, pois a responsabilidade da educação é somente deles. Mas os avós acabam apenas complementando a educação, e essa dose de harmonia e comprometimento é importante também para o desenvolvimento emocional da criança”.

O avô ou avó bem equilibrado ajuda o pai e a mãe a ouvir e traduzir o que a criança quer dizer. Com bom senso e equilíbrio, essa fase e a relação avós/netos pode ser ótima. O vínculo é bem sucedido quando há um diálogo familiar. É preciso fazer alguns combinados para que exista uma mesma fala com a criança. O que não é permitido na casa dos pais também não deve ser permitido na casa dos avós”, explica Débora. E esse diálogo é ótimo para o seu filho — ele aprende o que é sim e o que não, a fazer a escolhas e ganha segurança.

E qual o papel dos pais nessa história toda? Fazer valer a presença dos avós no convívio familiar. “As crianças precisam de tempo com os avós e cabe aos pais promover eventos que juntem a família toda. Isso precisa ser resgatado o quanto antes”, defende Débora

Fonte: revista Pais & Filhos


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A startup In Situ Terapia Celular desenvolveu um biocurativo, com aparência de uma lente de contato, para o tratamento inteligente de feridas e queimaduras

A startup In Situ Terapia Celular, de Ribeirão Preto, desenvolveu um biocurativo, com aparência de uma lente de contato, para o tratamento inteligente de feridas e queimaduras. Obtido a partir das células-tronco e de um hidrogel, o curativo é impresso em uma bioimpressora 3D e pode ser facilmente aplicado sobre a pele.

Financiada pela FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a ideia é da pesquisadora e fundadora da startup, Carolina Caliári Oliveira. O projeto fez parte dos seus trabalhos de mestrado e doutorado na USP de Ribeirão Preto.

Segundo ela, o biocurativo usa células-tronco que vem do cordão umbilical e possuem capacidades anti-inflamatórias e regenerativas, com isso a cicatrização é mais rápida. Além disso, esse tipo de célula não é rejeitada e pode ser usada por qualquer pessoa.

A tecnologia pode beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil que sofrem com feridas crônicas como é o caso dos diabéticos. “A gente tem uma gama de pacientes no Brasil com patologias de base diabética. Apesar de tratarem por vários anos, essas feridas não cicatrizam ou demoram muito, portanto a gente quer acelerar a questão da cicatrização”, disse Oliveira

A empresa está preparando a documentação para entregar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve autorizar o início do ensaio clínico e registro do produto.  A expectativa é de que o biocurativo esteja disponível no mercado até o fim do ano que vem, por meio de parcerias com redes de hospitais. “Nosso propósito um dia é chegar no SUS também, para que todos os pacientes tenham acesso”, conclui Oliveira.

Fonte: portal A cidade on Ribeirão Preto


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Pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) descobriram que incluir técnicas como yoga e respiração profunda na rotina das crianças pode ajudá-las a dormir até uma hora a mais por dia

Uma pequena pausa para respirar fundo e se concentrar. Talvez seja isso que seu filho precise para dormir mais e melhor. E quem está dizendo isso é um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA). Os cientistas fizeram um estudo e comprovaram que, quando aprendem técnicas como ioga e respiração profunda, os pequenos têm melhores noites de sono – e dormem até uma hora a mais por dia.

Para chegar a essa conclusão, participaram da pesquisa 115 crianças, com idades entre 8 e 11 anos, de escolas da região de São Francisco (EUA). O objetivo era entender como incluir práticas de meditação na rotina impacta o sono e o estresse dos pequenos.

Por dois anos, metade dos alunos teve aulas convencionais de educação física. Enquanto isso, a outra metade tinha aulas em que aprendia a fazer movimentos de ioga, relaxar e controlar o estresse, focando a atenção no momento presente. Todos passaram por avaliações antes, durante e depois do estudo. Foram testados os níveis de atividade cerebral, os batimentos cardíacos, a respiração e a oxigenação durante o sono.

“As crianças que tinham aulas de mindfulness dormiram, em média, 74 minutos a mais por noite do que antes da intervenção. É uma grande mudança”, disse Ruth O’Hara, autora do estudo e professora de psiquiatria. Segundo ela, as práticas de mindfulness também aumentaram os minutos de sono REM, a última fase do ciclo do sono, momento em que os sonhos acontecem.

“Eles também ganharam quase meia hora de sono REM. Isso é realmente impressionante. Existem evidências teóricas que sugerem que é uma fase muito importante do sono para o desenvolvimento neuronal e para o desenvolvimento da função cognitiva e emocional.”

A hipótese é de que isso acontece porque, depois das aulas de mindfulness, as crianças têm uma redução no nível de estresse. “Achamos que o trabalho respiratório muda o ambiente fisiológico, talvez aumentando a atividade do sistema nervoso parassimpático, e isso realmente resulta em um sono melhor”, explicou Christina Chick, uma das autoras.

Fonte: Revista Crescer


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A grávida, geralmente, sente o bebê mexendo pela primeira vez na barriga entre a 16ª e a 20ª semana de gestação, ou seja, no final do 4º mês ou durante o 5º mês de gravidez. Porém, na segunda gravidez, é normal a mãe sentir o bebê mexer mais cedo, entre o final do 3º mês e o início do 4º mês de gestação.

A sensação do bebê mexendo pela primeira vez pode ser parecida com bolhas de ar, borboletas voando, peixe nadando, gases, fome ou ronco no estômago, segundo a maioria das “mães de primeira viagem”. A partir do 5º mês, entre a 16ª e a 20ª semana de gestação, a grávida começa a sentir esta sensação mais vezes e consegue saber com certeza que é o bebê está mexendo.

É normal ainda não ter sentido o bebê mexer?

Na gravidez do primeiro filho, é normal que a mãe ainda não tenha sentido o bebê mexer pela primeira vez, pois esta é uma sensação diferente e totalmente nova, que muitas vezes é confundida com gases ou cólicas. Assim, a “gestante de primeira viagem” pode sentir o bebê mexendo pela primeira vez apenas após o 5º mês de gestação.

Além disso, as grávidas que estão acima do peso ou que têm muita gordura abdominal, também podem ter mais dificuldade em sentir o bebê mexendo pela primeira vez durante este período, isto é, entre o final do 4º mês e durante o 5º mês de gravidez.

Para diminuir a ansiedade e verificar se o bebê está se desenvolvendo normalmente, a grávida deve consultar o obstetra que está acompanhando a gravidez caso não sinta o bebê mexendo depois das 22 semanas de gestação, ou seja, do 5º mês de gravidez.

O que fazer para sentir o bebê mexer

Para sentir o bebê se mexendo, uma ótima dica é deitar de barriga para cima, depois de jantar, sem mexer muito, prestando atenção no bebê, pois a maioria das gestantes relata que é mais frequente sentir o bebê durante a noite. Para conseguir sentir o bebê é importante que a grávida esteja relaxada enquanto se mantém nesta posição.

Para aumentar as chances de sentir o bebê se mexendo, a grávida pode ainda elevar as pernas, mantendo-as mais altas que o quadril.

É normal deixar de sentir o bebê mexendo?

É possível a gestante sentir o bebê mexendo menos vezes em alguns dias ou mais vezes em outros, dependendo da sua alimentação, do seu estado de espírito, da sua atividade diária ou do grau de cansaço.

Desta forma, é importante que a grávida esteja atenta ao ritmo de movimentos do bebê e se notar uma diminuição drástica na sua quantidade, principalmente se for uma gravidez de risco, deve consultar o obstetra para verificar se o bebê está se desenvolvendo corretamente.

Fonte: portal + Tua Saúde


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Médico dá dicas de como se proteger de doenças da estação, como a gripe

O inverno chegou para valer e com ele as doenças do frio, a mais comum é a gripe. É hora de tirar os casacos do armário, redobrar os cuidados com a imunidade e ficar de olho nas dicas que ajudam a enfrentar as doenças dessa época.

Para entender como podemos nos proteger da gripe, o médico Nelson Tatsui, diretor do Grupo Criogênesis, explica como evitar o problema.

“A doença geralmente se manifesta por meio de irritação na garganta, tosse seca e congestão nasal e pode evoluir para febre, dor no corpo e expectoração. Os sintomas são similares aos apresentados pelo coronavírus, mas para a gripe já existe um forte controle preventivo. Lavar sempre as mãos, manter-se hidratado e evitar lugares sem ventilação estão entre alguns cuidados. A campanha de vacinação contra a gripe também é importante”, explica Nelson.

A grande vilã da saúde no inverno pode atingir pessoas de todas as idades, mas idosos e crianças são mais suscetíveis a gripe. Por isso, a orientação de especialistas é reforçar o cuidado. A vacina contra a gripe é indicada para crianças a partir dos seis meses de idade.

“Com a imunidade em formação, elas ficam mais suscetíveis aos vírus circulantes e sofrem com os sintomas, que tendem a ficar mais fortes, principalmente em pacientes que já apresentam algum comprometimento respiratório. O alerta é para que pais e mães redobrem a atenção nesse momento. As mudanças bruscas de temperaturas são comuns nesta época do ano”, destaca a pediatra Ana Paula Beltran Moschione Castro.

A pediatra destaca orientações importantes:

1 – Mantenha os lugares com janelas e portas abertas, para fazer o ar circular e manter a casa livre dos riscos de contaminação;

2 – Nesse período também são comuns os relatos de alergia. Isso acontece porque os ácaros, agentes que causam grande parte das alergias respiratórias, se proliferam com mais facilidade. A dica é dedicar mais tempo à higienização de tapetes, pelúcias, etc. e manter o ambiente sempre ventilado;

4 – Não esqueça os casacos para enfrentar a queda de temperatura e não esqueça dos protocolos de segurança da Covid-19;

5 – Beber bastante água é fundamental e investir em uma alimentação balanceada traz o equilíbrio necessário de uma vida saudável.

Chás que aumentam a imunidade – Fortalecer a imunidade pode ser muito saboroso se optar por chás deliciosos. Os antioxidantes, como chá verde, hibisco, romã, gengibre, cúrcuma e maçã com canela, melhoram o metabolismo e também auxiliam nas defesas do organismo. Beba muita água e hidrate-se ainda mais no inverno!

Pescoço quentinho – Para manter o corpo aquecido e se proteger, a dica é usar cachecóis. Eles ajudam a alongar a silhueta e são um acessório super moderno e versátil. Pode ser usado com vários looks. A regra é bem simples, quando usar um cachecol estampado procure não usar outras estampas fortes no casaco ou calça. E, quando usar um cachecol com estampas mais neutras e fáceis de combinar, você pode combinar com o que já tem no guarda-roupa.

BELEZA DA ALMA – Olhe para cima, pois é de lá que vem a sua força.

Fonte: jornal O Dia


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Especialistas mostram que o machismo e a falta de informação levam homens a esconderem o problema, mas tratamentos podem reverter a situação

Por que temos tanto medo de falar sobre a infertilidade masculina?

É algo que meu marido, Brian Mazza, e eu tivemos que enfrentar enquanto tentávamos começar nossa família. Depois de seis meses tentando engravidar, meu marido descobriu que tinha problemas com seu esperma que exigiriam que passássemos por fertilização in vitro (FIV) para ter filhos.

Durante nossa jornada de fertilidade de quase dois anos, encontrei muitos recursos e locais voltados para as mulheres para obter apoio e respostas. Brian não sentiu o mesmo, e “Fiquei envergonhado. Fiquei desapontado comigo mesmo”, disse meu marido durante uma discussão. “Fiquei chocado que algo que queríamos fazer, não podíamos fazer. Normalmente, por meio de nosso próprio trabalho árduo, coragem e determinação, alcançamos nossos objetivos. E isso é algo pelo qual me senti impotente. Estava fora do meu controle realmente.”

Os especialistas dizem que esses sentimentos são comuns – assim como o estigma em torno de discuti-los.

“A infertilidade atinge profundamente a alma de um homem e é algo que eles nunca pensaram a respeito ou encararam que seria um problema”, disse o Dr. Paul Turek, urologista reprodutivo e um dos maiores especialistas americanos em infertilidade masculina.

“O exemplo mais profundo é o de um homem estéril sem espermatozoides no sêmen”, disse Turek. “Fiz um blog sobre este (tópico) e perguntei aos meus pacientes: ‘Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando soube que era estéril?’ E minha resposta favorita foi, ‘Eu tive uma crise de identidade biológica.’ Isso os atinge como nada mais poderia atingir”.

Até um terço dos problemas de infertilidade dos futuros pais atingirão os homens. Outro terço é devido à infertilidade feminina e o terço restante não tem explicação, de acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Embora homens e mulheres carreguem um fardo igual, o foco ainda é muito mais nas mulheres quando se trata de tratamentos de fertilidade.

“As pessoas sempre se esquecem do ingrediente masculino quando você está tentando a gravidez”, disse o Dr. Brian Levine, sócio fundador e diretor da clínica de fertilidade CCRM New York, à CNN.

“É lamentável porque acho que os homens têm vergonha ou desconforto em falar sobre seu desempenho sexual ou sexualidade em geral, embora tenhamos aspectos comerciais hipersexualizados neste país onde, entre aspas, o sexo vende”, disse Levine.

“As mulheres sentem que há mais recursos disponíveis para elas aprenderem sobre os tratamentos e o caminho para a parentalidade”, disse ele. “E porque atribuímos esse machismo ou pressão social à paternidade e à educação de uma criança, é realmente difícil para um homem lidar com o diagnóstico de infertilidade.”

O que é infertilidade de fator masculino?

A definição de infertilidade do fator masculino é “a incapacidade de conceber um filho após 1 ano de relação sexual normal e desprotegida”, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

A Mayo Clinic afirma que a faixa normal de espermatozoides é entre 15 milhões a mais de 200 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen. Um homem terá uma baixa contagem de espermatozóides se tiver menos de 15 milhões de espermatozoides por mililitro.

Problemas de esperma, diz o CDC, podem ser causados pela idade, se o homem tiver mais de 40 anos, excesso de peso, uso excessivo de álcool, exposição à radiação, certos medicamentos, toxinas ambientais e exposição frequente a altas temperaturas.

A causa também pode ser uma varicocele, um aumento das veias dentro do escroto, que às vezes pode ser corrigido com uma cirurgia relativamente simples chamada varicocelectomia.

Mas esta lista não é exaustiva. É algo que meu marido e eu lutamos para entender porque Brian, um atleta de longa data que foi capa da Men’s Health Magazine duas vezes, se considerava o epítome da saúde. Ele não bebe álcool, não usa drogas ou tem exposição conhecida a qualquer um dos fatores de risco indicados pelo CDC para baixa contagem de espermatozoides.

O médico em fertilidade, Dr. David Reichman, professor associado de medicina reprodutiva do Centro de Medicina Reprodutiva Ronald O. Perelman e Claudia Cohen do Weill Cornell Medical College, disse que às vezes a infertilidade masculina não tem uma explicação clara.

“É frustrante porque você quer sentir que tem algum controle sobre isso, fatores modificáveis”, disse o Dr. Reichman à CNN. “Que se eu apenas fizer um trabalho melhor, as coisas vão melhorar, mas infelizmente há muitos casos em que não é tão cortante e seco. ”

Fonte: Portal CNN Brasil