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Especialistas alertam sobre a importância do check-up durante as férias escolares

Seja para passar horas brincando, acordar mais tarde ou viajar em família, as férias escolares são um dos momentos mais aguardados pelas crianças. Mas nem só de diversão se faz esse período, aproveitar o tempo de sobra para cuidar da saúde e fazer check-up médico é fundamental.

Mas antes de partir para o check-up médico, é necessário visitar o pediatra do seu filho (a). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a quantidade de visitas ao pediatra depende da idade da criança e das necessidades específicas para cada caso.

Nas situações mais comuns, a recomendação é de três consultas mensais para bebês com 5 a 30 dias de vida, uma vez por mês entre dois e seis meses de idade e uma visita a cada dois meses, a partir dos sete meses do bebê.

Para as crianças com dois anos ou mais, o ideal é uma consulta a cada três meses e uma vez por semestre a partir dos 6 anos. Na fase dos 7 aos 18 anos, uma consulta por ano é suficiente para conhecer a condição de saúde do paciente.

Para a pediatra do Sistema Hapvida, Alinne Barros o acompanhamento regular com o pediatra e a realização de exames, quando solicitados pelo médico, são essenciais para prevenir doenças e proporcionar um crescimento saudável.

“Nos primeiros anos de vida, em especial, o médico irá verificar a necessidade de realizar exames que o ajudarão a diagnosticar doenças que podem interferir no crescimento dos pequenos, por isso, é importante não deixar de ir nas consultas pediátricas de rotina”, aconselha.

O pediatra ressalta ainda que o check up é fundamental para o diagnóstico de doenças como obesidade infantil que está diretamente ligada à hipercolesterolemia e diabetes. “Fazendo o diagnóstico precoce é possível tratar sem prejuízos à saúde geral da criança. Muitas vezes na consulta, o especialista já irá direcionar a dieta do paciente e, quando necessário, há indicação para uma intervenção com a nutricionista”, afirma.

Saúde bucal em dia

Além das consultas pediátricas, é fundamental incluir na rotina de cuidados infantis, visitas ao odontopediatra. O ideal é que a primeira visita do seu filho ao dentista seja ainda bebê, por volta dos 6 ou 7 meses de idade, mesmo antes do surgimento do primeiro dente de leite.

A professora do curso de odontologia do Centro Universitário Estácio São Luís, Nayra Vasconcelos, lembra que as consultas devem acontece a cada seis meses, para que, além de ajudar a prevenir quaisquer doenças que possam se desenvolver na região bucal, os dentistas também possam acompanhar o crescimento dos dentes e outras condições que podem afetar a funcionalidade e aspecto visual dos mesmos.

As visitas frequentes ao dentista trazem ainda outras vantagens, como explica a especialista. “A criança cresce se acostumando e formando um vínculo afetivo e de confiança com o dentista e tende a ter melhor comportamento quando já maiores no consultório odontológico”.

Por outro lado, a consulta tardia de uma criança pode ser mais traumática. Tudo isso porque geralmente, essa visita ao odontopediatra ocorre apenas quando o pequeno já está com algum problema bucal. “O atendimento é mais trabalhoso porque a criança não está familiarizada ao ambiente, e muitas vezes já com dor, o que levará à uma apreensão e ansiedade maior e até recusa no atendimento”, destaca.

Fonte: Portal G1

 

 


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Como você provavelmente já sabe, existem diversos tipos de parto. Acontece que com o passar dos anos e as constantes inovações no mundo obstétrico, a tendência é que a quantidade de opções aumente ainda mais! Isso é ótimo, mas pode gerar inúmeras dúvidas durante a gravidez, não é?

Mas fique tranquila, pois hoje vamos falar dos principais tipos de parto, explicando quais as vantagens e indicações de cada um. E mais! Nós também vamos te orientar sobre o que levar para a maternidade nesse dia tão esperado. Aproveite a leitura!

Tipos de parto, existe um que seja melhor que os outros? 

Essa é uma pergunta comum entre as mulheres. E a resposta é: não! Não existe o melhor tipo de parto. Existe apenas o melhor para você e para o seu bebê. Ou seja, o seu parto pode vir a ser muito diferente do que foi o melhor para a sua mãe ou para a sua amiga, por exemplo.

Em razão disso, é muito importante ter um bom acompanhamento médico pré-natal durante a gravidez. Afinal, é nesse período que a mulher poderá tirar as dúvidas sobre seu corpo e o desenvolvimento do bebê. É também durante o pré-natal que a mãe, com orientação do seu médico, vai escolher o tipo de parto.

Mas qual é o mais apropriado? Pode-se escolher qualquer tipo, independente das condições de saúde, físicas ou mesmo emocionais?

A resposta a essa pergunta é algo muito particular. Uma vez que são vários os fatores que podem influenciar na indicação médica de um tipo de parto ao invés de outro. Contudo, é importante que a mulher saiba que a sua vontade é algo que deve ser considerado e respeitado. Assim, a decisão por um tipo de parto ou outro deve ser uma junção entre a avaliação médica das condições de saúde da mãe e do bebê aliada à vontade dessa mãe.

Classificação dos tipos de parto – Em termos de classificação existem dois tipos de parto: o parto cirúrgico (também chamado de cesárea ou cesariana) e o parto vaginal (ou natural).

Os partos vaginais podem ser diferenciados em partos vaginais cirúrgicos, realizados normalmente nos hospitais com intervenções médicas como anestesia, aplicação de ocitocina (hormônio sintético que induz as contrações uterinas), uso de fórceps etc.; e os partos vaginais naturais, aqueles que ocorrem quase sem intervenções ou apenas se necessárias.

Parto cirúrgico (cesariana) – O parto por cesariana é aquele realizado por meio de uma incisão feita no abdômen e no útero da mãe. Esse tipo de parto é recomendado quando o médico acredita que ele é mais seguro do que o parto normal, principalmente nas situações de emergência onde o tempo é crucial para sobrevivência da mãe ou do bebê, ou quando a posição do bebê não é favorável à saída pela vagina.

Ou seja, o parto por cesariana é indicado em situações como quando o bebê se encontra sentado, por exemplo. Outra indicação comum é quando a mãe já realizou outra cesárea recente, ou também quando o cordão umbilical se enrola no pescoço do bebê.

Partos vaginais cirúrgicos – Os partos vaginais cirúrgicos são aqueles em que é preciso certo grau de intervenção médica a fim de evitar maior sofrimento para a mãe a para o bebê. Nesse caso, é comum o uso de fórceps ou do extrator a vácuo.

O uso desses instrumentos, geralmente, se dá quando:

  • O feto está em sofrimento.
  • A mulher fica tão cansada que não consegue mais empurrar com eficácia.
  • O trabalho de parto é prolongado.
  • A mulher tem algum problema de saúde preexistente que tornam desaconselhável fazer muita força.
  • A posição fetal não está bem encaixada na pelve.
  • A bacia da mãe não está compatível com o tamanho do bebê.

Parto por fórceps – O fórceps é um instrumento metálico que funciona como uma espécie de pinça, porém, suas extremidades são arredondadas, como colheres. Esse instrumento é encaixado na cabeça do bebê para que o médico possa gentilmente puxá-lo, ajudando-o assim a sair do canal de parto. Raramente, o uso do fórceps machuca a cabeça do bebê ou mesmo causa algum tipo de ferimento à mulher.

Parto por vácuo-extração – O extrator a vácuo, como o próprio nome sugere, é uma pequena ventosa feita de um material semelhante à borracha conectada a uma fonte de vácuo. Essa ventosa é aplicada na cabeça do bebê e, com uma sucção leve, ele é puxado para fora do canal de parto. O uso do extrator à vácuo é uma opção ao uso do fórceps.

Partos vaginais naturais – O parto vaginal natural é aquele que permite à mulher maior controle do seu corpo durante o processo do nascimento. Sendo inclusive, o tipo de parto que permite uma variedade de alternativas no que diz respeito à posição corporal da mulher nesse momento.

No parto natural não há interferência de medicamentos ou procedimentos. Para sua realização, são recomendados exercícios durante a gravidez, a fim de fortalecer o períneo e a musculatura da bacia.

Nesse sentido, a informação sobre partos alternativos é fundamental, uma vez que é preciso conhecer os tipos e posições do parto, para que cada mulher possa tomar a decisão de escolher a melhor posição e a melhor maneira de ter o seu bebê. Vamos ver então, quais os tipos de parto vaginal natural.

Tipos de parto vaginal natural – A essa altura, talvez você esteja se perguntando porque não falamos em “parto normal”, mas sim em “parto natural”, certo? A verdade é que ambos os termos são usados para descrever o parto vaginal.

No entanto, o parto natural ocorre com o mínimo de intervenções médicas possíveis, como o nome sugere. Isto é, conforme os comandos do corpo. Desta forma, a mulher tem espaço e tempo para fazer o que quiser a fim de se sentir mais confortável durante o trabalho de parto.

Além disso, a mãe é responsável e tem participação ativa no momento do nascimento do seu bebê.

Dentre as posições possíveis a mais tradicional em hospitais é a posição ginecológica. Agora, vamos conhecer outras posições possíveis.

Parto sentado – O parto sentado acontece em uma cadeira especial, com apoio para a nádega da mulher e uma abertura em forma de meia-lua na frente para facilitar o trabalho do médico, no momento de segurar o bebê. Esse tipo de parto é mais rápido, a mulher sente menos dor e, em geral, não é preciso aumentar a abertura de passagem do bebê.

Parto de cócoras – É um parto de origem indígena, nele as índias tinham seus filhos de cócoras sendo auxiliadas pela ação da gravidade. Neste tipo de parto há um favorecimento da musculatura vaginal que se abre para todos os lados as invés de abrir-se para um lado só como acontece no parto tradicional, realizado em posição ginecológica.

Parto de joelhos ou de quatro – É indicado quando o trabalho de parto está acontecendo muito rapidamente, pois nesta posição a mulher tem mais controle em relação ao bebê, fazendo com que favoreça o período expulsivo.

Parto na água – Este parto tornou-se uma das formas mais suaves de trabalho de parto, tanto para a mulher quanto para o bebê, pois na água a mãe consegue relaxar na fase da dilatação, diminuindo constantemente a dor na hora da expulsão e, sobretudo diminuindo o estresse para o bebê.

Nesse tipo de parto, a mãe fica dentro de uma banheira com água aquecida entre 36°C e 37°C, cobrindo toda a barriga. Para tornar a experiência ainda mais suave, o ambiente pode ficar à meia luz e o pai ou acompanhante ficar dentro da banheira apoiando a mulher durante o trabalho.

Parto lateral – O parto na posição lateral propicia uma participação mais ativa da mulher. Nessa posição, a mulher tem contrações mais intensas, porém, menos frequentes, o que torna o trabalho de parto menos desgastante. Além disso, a mulher tem liberdade para abaixar a perna quando está muito cansada e também para recomeçar o esforço quando se sente pronta.

Parto Leboyer – É desenvolvido em uma sala de parto, com pouca luminosidade, em um ambiente calmo, e o recém-nascido é colocado sobre o peito da mãe para ser acariciado e amamentado logo após o nascimento e, em seguida, em uma pequena banheira com água morna, para reviver a sensação de estar de volta ao útero.

Parto humanizado – Atualmente é praticamente impossível falar em parto sem falar de parto humanizado. Mas o que talvez a maioria das pessoas não saiba é que o parto humanizado não é um tipo de parto.

Conforme a Organização Mundial da saúde (OMS), “humanizar o parto é um conjunto de condutas e procedimentos que promovem o parto e o nascimento saudáveis, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para a mãe e o bebê”. Ao entender o parto humanizado como respeito ao processo natural, a OMS defende a recomendação pelo parto natural, restringindo, então, a cesariana aos casos nos quais de fato essa medida seja necessária.

Portanto, parto humanizado não é “coisa de bicho grilo”, mas sim, uma forma de ver a mulher e o bebê como seres humanos, dignos de respeito, atenção e afeto nesse momento tão especial e único.

Fonte: Portal superafarma.com.br


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É fundamental mantê-lo à mão durante os nove meses, pois nessa fase, a mulher fica muito suscetível aos sinais devido à alteração hormonal, que estimula as células a produzirem mais pigmento. “Quem tem pintas corre ainda mais risco, pois a combinação gestação e sol pode transformar um sinal benigno em maligno!”, alerta o dermatologista.

Para evitar problema, a gestante deve aplicar um filtro 30 ao sair na rua ou ir à praia. Em casa, nunca deixe de usar um fator 15, afinal as lâmpadas fluorescentes também queimam. E nada de passar uma vez, ao acordar, e considerar que está com a pele protegida pelo dia inteiro. A reaplicação tem de ser uma rotina também. “Se estiver em um ambiente fechado, aplique uma vez pela manhã e outra na hora do almoço. Caso esteja na rua, retoque de duas em duas horas. E se for à praia, faça isso de uma em uma hora”, ensina o médico.
Outra dica importante é aplicar cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, embora algumas marcas já tenham fórmulas mais modernas, com absorção quase imediata. Mas, melhor não arriscar! Lembre-se: sua saúde e de seu bebê estão em jogo. Com relação à quantidade, não é preciso economizar demais, tampouco se lambuzar. Cerca de seis colheres de chá são suficientes para o corpo.

Na hora da escolha

Em 2010, um estudo publicado por pesquisadores suíços confirmaram a suspeita de que substâncias presentes em alguns tipos de protetores solares são absorvidas pelo organismo e excretadas no leite materno. Como tais substâncias podem permanecer na gordura corporal por semanas, os especialistas afirmam que é mais seguro evitar seu uso durante a gestação. São elas: 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC). Por isso, ao comprar seu protetor solar, peça ao farmacêutico, produtos livres delas!

Fonte: revista Materlife


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Chegou o momento de apresentar os alimentos ao seu filho. Veja dez dicas para facilitar o processo e deixar as refeições mais tranquilas

  1. Olhar o próprio prato – O primeiro contato do seu filho com os sabores começa, na verdade, quando ele ainda está no útero. Pesquisas mostram que grávidas com dieta diversificada costumam dar à luz bebês mais abertos à experimentação alimentar.

“Até o leite materno fica com o gosto daquilo que a mãe come. Por isso, os cuidados com a alimentação da mulher são essenciais”, diz o pediatra Ary Lopes Cardoso, chefe de nutrologia do Instituto da Criança (SP).

Mas não é só a mãe que precisa fazer sacrifícios. Afinal, como é que ela e o pai vão exigir que a criança evite doces e coma salada se essa não é a regra da casa? Caso a família não se alimente bem, uma mudança de hábitos é necessária antes que o bebê chegue à introdução alimentar.

  1. Quanto mais variado, melhor – O paladar da criança começa a ser formado, normalmente, a partir do sexto mês (antes disso, a Organização Mundial da Saúde preconiza amamentação exclusiva). Os especialistas recomendam começar aos poucos, com uma papinha de fruta. Lá pelo oitavo mês, a criança já está sendo alimentada com duas porções de frutas, uma papa salgada no almoço e outra no jantar, além do leite materno.

Não há regras sobre os tipos de alimentos que devem ser apresentados primeiro, mas, normalmente, as crianças preferem os sabores mais adocicados, como os da banana, pera, mandioquinha e abóbora. Você pode começar por aí, mas não se restrinja. “Doce, amargo, azedo e salgado. Elas precisam ter contato comtodos os sabores para conhecer as diferenças e aperfeiçoar o paladar”, explica a nutricionista Priscila Maximino, do Hospital Infantil Sabará (SP).

  1. Amassada e aos pedaços – O método BLW(do inglês baby-led weaning) consiste em deixar alimentos cortados ao alcance da criança, que se serve da maneira que quiser. Desde que se popularizou, ele vem causando polêmica.Os estudos se dividem entre os que apontamos ganhos dessa autonomia e os que dizem não haver vantagem nutricional no método.

Já os pediatras costumam indicar as papas amassadas. Para Priscila, o melhor é mesclar as duas formas. “As frutas podem ser dadas em pedaços, para comer com as mãos. Outras refeições ficam melhor amassadas.” Cardoso reforça a importância de oferecer diferentes consistências para o bebê. “Dê o gomo da laranja em vez do suco, deixe chupar um pedaço de carne. Quanto mais ele aprende a mastigar com a gengiva, melhor será o direcionamento dos dentes ao nascerem.”

  1. A regra dos 15 – Você deu um caqui, ele cuspiu.O maior erro é assumir a derrota e deixar a fruta de lado. Primeiro porque é natural que o bebê jogue os alimentos para fora coma língua. Afinal, ele está imitando o movimento de sucção. Mas mesmo quando ele não quer comer de jeito nenhum, dá para tentar mais.

    “Os pais devem oferecer de 12 a 15 vezes o mesmo alimento para que o bebê aprenda a gostar”, diz a pediatra e nutróloga Jomara de Araújo, da Associação Brasileira de Nutrologia. A insistência não pode ser feita de qualquer maneira. O ideal é que se espere alguns dias para tentar novamente e que o alimento venha apresentado de diferentes maneiras. Por exemplo, um dia a cenoura vem ralada no arroz, depois, cozida em pedaços. No terceiro dia, tente purê ou bolinhos, e por aí vai.

  2. Exemplo à mesa – O seu filho vai aprender a comer ao observar a família. É importante que, desde o começo da introdução alimentar, ele se sente à mesa e consuma os mesmos alimentos que os pais (de preferência com as devidas adaptações de consistência). O momento fica mais especial quando distrações como TV e tablet são deixadas de lado. Se houver um cadeirão, conforme explica a pediatra Teresa Uras, do Hospital Samaritano (SP): “Ele permite que a criança não só participe da refeição em família como aumenta o campo de visão. Ela vai ver o entusiasmo dos pais com algum alimento e ficará mais propensa a prová-lo, mas também pode perceber a cara feia para a beterraba e reproduzir o comportamento”.
  3. Não force e não substitua – “Ou come tudo ou não sai da mesa”. “Só ganha a sobremesa se raspar o prato”. “Seu irmão está comendo tudo. Por que você não?”. Frases como estas devem ser evitadas, já que vêm acompanhadas de uma associação negativa do alimento. Em outras palavras, podem gerar trauma e dificultar ainda mais o trabalho.

Por mais que ele se negue a comer, tente manter a neutralidade emocional para não transmitir nervosismo. Segundo Cardoso, outro hábito a ser evitado é substituir as refeições pela mamadeira. “Quando você faz isso, está ensinando ao seu filho que é só se negar a comer para ganhar o leite, e fica tudo bem”, diz. Aqui vale a frieza: ele se recusou a comer, você tira o prato e encurta o tempo do próximo lanche.

  1. Tamanho do prato não é documento – Seu filho comia bem até que, de repente, começou a dar trabalho nas refeições? Calma, é normal. Cardoso explica que as grandes necessidades nutricionais surgem no primeiro ano de vida, quando é esperado o acréscimo de mais ou menos seis quilos.“Nunca mais a criança terá um ganho de peso tão grande. Isso quer dizer que ela não vai precisar de tanta comida”, diz ele. Ou seja, a ingestão de alimentos vai diminuir, porém, o peso deve continuar aumentando. Caso isso não aconteça, converse como pediatra.
  2. Doce para que te quero – Brigadeiro é tão gostoso que fica difícil resistir. É claro que, cedo ou tarde, o seu filho será apresentado a ele (as festas de aniversário estão aí para promover isso). No entanto, você não precisa incentivar esse encontro. “A criança tem necessidade de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, sais minerais e água. Durante o primeiro ano de idade, o doce deve vir apenas das frutas. Após esse período, se ele for muito necessário, tente substituir o açúcar refinado por mel ou açúcar mascavo”, aconselha a nutróloga Jomara, da ABN.
  3. Tempero amigo – Nós, adultos, estamos acostumados como sal, mas a criança não. Portanto, não sentirá falta dele. Até os 12 meses, a recomendação é substituí-lo por outros temperos, como salsinha, cebolinha, cebola e hortelã. “A Organização Mundial da Saúde fala em dois gramas de sal por dia para crianças maiores de 2 anos, o que dá uma colher de chá. Antes disso, ela não especifica, mas orientamos os pais a ter bom senso. A comida não precisa estar insossa, mas use o mínimo de sal”, diz Cardoso. Vale lembrar que sal marinho e o sal do Himalaia têm menos sódio.
  4. Cuidado com os industrializados – Não tem como negar: as tranqueiras industrializadas são práticas e seus filhos as veneram a partir do primeiro contato. Mas não se iluda, essa facilidade tem um preço alto. Os dados da última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher revelam que mais de 7% de crianças brasileiras de 0 a 5 anos têm sobrepeso. Em níveis mundiais, estima-se que uma em cada dez crianças é obesa. Vale lembrar que obesidade aumenta o risco de diabetes, colesterol alto e hipertensão, doenças de adultos que batem na porta cada vez mais cedo. Para evitar tudo isso, fuja de fritura, salgadinhos, refrigerante e outros alimentos ultraprocessados e cheios de açúcar, sódio, gordura e corante.

Sabe o que ajuda? Fazer mais refeições em casa e trocar o passeio em shoppings por praças, parques e vida ao ar livre. “Estimular o contato das crianças com alimentos saudáveis é fundamental”, diz Priscilla Moretto, especialista em alimentação infantil e proprietária da Tangerine Petit (SP), de comidas orgânicas. “Leve-as à feira, deixe que toquem nos alimentos, instigue os sentidos, mostre as diferentes cores e texturas, peça ajuda nas preparações.” E dê o exemplo, sempre!

Fonte: Revista Crescer


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A Central Estadual de Transplantes, por meio da clínica-escola da Unifacisa, em Campina Grande, realizou na última semana um transplante considerado raro. Foi um transplante de córneas que precisou ser precedido de um transplante de células tronco do limbo da conjuntiva.

O mais emocionante nessa história é que paciente e doador são mãe e filho. Maria Lopes de Sousa tem 40 anos e apresentava um problema na visão em que a córnea, dos dois olhos, estava coberta por uma membrana vascularizada, impedindo que ela enxergasse. Emanuel de Sousa Alves, de 19 anos, filho de Maria, foi o doador compatível. Os dois moram em Itaporanga, no Sertão paraibano.

Sob a condução do oftalmologista Diego Gadelha, o primeiro procedimento foi realizado seis dias antes do transplante de córneas, no Hospital da Visão, em Campina. Foi nessa fase em que o filho entrou em ação ao fazer a doação de células tronco da conjuntiva. “Foi preciso fazer anteriormente o transplante de células tronco, com a retirada da conjuntiva do filho, para poder preparar para o transplante, porque não havia condições antes da superfície receber a córnea”, explicou o especialista.

Após a primeira cirurgia, foi realizado o cadastro de Maria Lopes junto à Central Estadual de Transplantes como receptora de córneas, vindas de um doador após a morte. O pedido foi atendido como prioridade. O procedimento foi realizado, com sucesso, no último dia 17 de junho.

No retorno ao consultório, Maria, emocionada, já relatava estar enxergando. O filho, Emanuel, falou sobre o gesto de amor pela mãe. “Pela minha mãe eu daria a vida, uma pequena parte do meu olho não é nada demais pra mim, mas pra ela foi muito importante”, contou.

De acordo com a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas da Central Estadual de Transplantes, Rafaela Carvalho, atualmente 419 paraibanos aguardam na fila por uma doação de córneas, e de janeiro a junho deste ano foram realizados 61 transplantes do órgão no estado. “ O aumento no número de doações e transplantes de córneas na Paraíba se dá através de trabalhos como o de Dr Diego, e de outras equipes que vêm desempenhando um papel fundamental junto à equipe do banco de olhos do estado, mas ainda é preciso que mais pessoas se proponham a ser doadoras”, explicou.

Fonte: portal www.paraiba.com.br


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A pesquisa feita nos Emirados Árabes analisou 242 mulheres e percebeu que esse resultado está associado aos hábitos alimentares “ocidentais”

Uma pesquisa divulgada no The Journal of Nutrition provou que a famosa frase “Pode comer por dois durante a gravidez” é um enorme mito e muito mais do que isso, que esse hábito pode colocar tanto a mãe quanto o bebê em risco. O estudo foi realizado nos Emirados Árabes e os pesquisadores afirmam que o ganho excessivo de peso durante esse período pode acarretar um sério problema de saúde para todos os envolvidos.

“Os primeiros mil dias, incluindo dias passados no útero, são considerados críticos e sensíveis na vida”, alertaram os especialistas, que garantem que essa alimentação traz consequências não apenas agora, mas a longo prazo.

Para chegar nesse resultado, foram analisadas informações de 242 mulheres grávidas entre os anos de 2015 e 2017. Entre elas, 57,4% apresentaram ganho de peso excessivo, e ele estava associado aos hábitos alimentares “ocidentais”, que consistem em maiores ingestão de doces, bebidas adocicadas e fast food.

As complicações para as mães apresentadas foram maiores chances de desenvolver obesidade, diabetes, distúrbios hipertensivos, parto prematuro e necessidade de uma cesárea de emergência. O bebê também pode ter esses problemas de saúde, assim como doenças cardiometabólicas.

Fonte: revista Pais & Filhos


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Ouvir mais os filhos é superimportante e faz toda a diferença. Quando há a desconfiança de que algo não vai bem, os pais devem priorizar a ação e ficar de olho em comportamentos, na fala, forma de lidar ou até mesmo de olhar para uma pessoa que a criança sinalizou previamente que não confia

Muitos adultos têm o costume de pedir para os filhos beijarem ou abraçarem outras pessoas, mas nem sempre as crianças costumam se sentir confortáveis com esse gesto. Apesar de não falarem, seja por timidez, insegurança, ou medo, é preciso ligar o alerta quando elas dizem não gostar de alguém.

De acordo com a psicóloga Airam Chaves, pós-graduada em psiquiatria e saúde mental da infância e adolescência, e mãe de Nicholas, Ágatha e Júlia, é muito importante ouvir e entender o que as crianças querem dizer. “Eu costumo sempre aconselhar os pais a buscarem acolher os sentimentos dos filhos. Por exemplo, para entender o que está acontecendo, pode tentar falar o seguinte: ‘eu percebo que você anda um pouco triste, tem algo que eu possa te ajudar?’. Fazendo assim, as crianças se sentem acolhidas. Dessa forma, ficam mais confortáveis para falar o que está pensando e/ou sentindo. Quando o filho sente essa liberdade, cabe cada tradição familiar em dialogar com a criança/adolescente”.

Quando a criança diz não gostar de alguém, alguns adultos podem acreditar que elas estejam no “mundo da fantasia”, de acordo com a psicóloga. Mas, é fundamental ligar o radar e dar ouvidos aos sentimentosdelas. “Nem tudo é tão imaginário assim. Por isso, os pais devem dar ouvido e priorizar a ação da criança. Atentem-se nos comportamentos, na fala, na forma de lidar ou até mesmo de olhar para essa pessoa no qual ela já sinalizou que não confia”, explica a especialista.

Mas, e se meu filho vê uma pessoa pela primeira vez e se recusa a cumprimentar, devo insistir?

É fundamental respeitar os limites da criança e não forçar a fazer algo que elas não se sintam confortáveis. Além disso, vale lembrar que elas possuem comportamentos naturais, diferente dos adultos, que tendem a “disfarçar” para falar com alguém. “As crianças sinalizam com mais transparência que não está à vontade de trocar afetividade ou contato com aquela pessoa. Então, devemos, sim, respeitar, porém, os pais precisam buscar entender (no momento mais oportuno), o motivo daquela recusa. Pode ser que ela simplesmente não foi com o perfil daquela pessoa, e tudo bem!”, completa a psicóloga Airam Chaves.

De olho na violência infantil!

Seja ela física, emocional, psicológica ou sexual, a família tem um papel fundamental em trazer confiança e mostrar que a criança está segura para se abrir. De acordo com a psicóloga, em questões como essa, os pais podem perceber algumas mudanças no comportamento que podem indicar possíveis sinais de abuso. São eles:

  • Alterações do comportamento (agressividade demasiada, sono excessivo, irritabilidade)
  • Presença de interesse para assuntos relacionados a sexualidade, brincadeiras de cunho sexual, desenhos que tenham partes íntimas ressaltadas
  • Isolamento social repentino, distanciamento dos colegas, da família ou regressão, tais como medo de dormir sozinho(a), voltar a chupar dedo.
  • Aparecimento de sintomas físicos, tais como dores de barriga e cabeça constantes, sem causa específica

Na pandemia, por mais que exista naturalmente o afastamento e as crianças evitem beijar e abraçar outras pessoas, a família pode notar sinais de que existe algo errado na hora de cumprimentar ou falar com adultos. “É possível reparar quando se observa o afeto nessa troca de beijo e abraço. Normalmente, a criança vai recusar estar perto dessa pessoa, se sentir retraída, e apresentar sinais de nojo como cara feia, semblante de medo. Existe uma diferença de não trocar afetividade com o outro por não poder e/ou por não querer”, explica Airam Chaves.

Quais são os tipos de violência que a criança pode sofrer?

De acordo com Telma Abrahão, educadora neuroconsciente, escritora e mãe de Lorenzo e Louise, violência pode se classificar em: física, emocional, sexual, maus tratos e negligência. Nestes casos, uma das primeiras coisas a mudar é o comportamento da criança, que, geralmente, tende a ficar na defensiva, além de reclusa e quieta. “A base para uma boa educação começa com uma relação de qualidade entre pais e filhos, para que os filhos possam ter nesses pais uma referência e assim, absorvam os limites e ensinamentos que lhes estão sendo passados. E uma relação de qualidade não é construída pelo medo, mas com firmeza e amor!”, completa a Dra. Francielle Tosatti, Pediatra, da Sociedade Brasileira de Pediatria, especialista em em Emergências Pediátricas pelo Instituto Israelita Albert Einstein.

José Roberto Sanches, advogado, mestre em direito Constitucional, especialista em Direito Processual e pai de Letícia e Rafael, explica que a partir da lei é possível classificar também as maneiras mais frequentes de violência infantil:

  • Violência física:atos violentos nos quais se fez uso da força física com o objetivo de ferir, lesar e provocar dor ou sofrimento. Nessa categoria estão desde as lesões leves, como eritemas (vermelhidão ocasionados por tapas, por exemplo), até as tentativas de homicídio e homicídios consumados.
  • Violência sexual:todo envolvimento de uma criança em uma atividade sexual na qual não compreende completamente. A lei prevê como estupro a relação sexual com pessoa menor de 14 anos, mesmo com o consentimento dela.
  • Violência psicológica:corresponde ao dano emocional e à diminuição da autoestima. Temos como exemplo os gritos, as ameaças e os xingamentos.
  • Tortura:pode ser física ou psicológica. Tal crime é submissão de alguém sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

Recusar beijos e abraços pode ser um sinal de trauma

Se afastar de uma situação pode ajudar a criança a organizar seus pensamentos e ações. A partir desse hábito, ela consegue analisar com mais facilidade uma possível condição de abuso. “A recusa faz com que o cérebro não envie informações para o consciente, fazendo com que, possivelmente, haja um trauma subjetivo”, explica Airam.

Os pais podem (e devem!) auxiliar os filhos nesse processo. Além disso, é muito importante que a família saiba identificar quando há algo errado: “É importante que os pais possam acolher a criança que está sofrendo. Mostrar que se importam com dor que ela está sentindo. Mas é essencial que se procure a ajuda profissional. Assim, a forma de lidar com esse trauma será mais benéfica. Lembrando que nem toda criança apresentará traumas de uma ação. É necessário entender a intensidade desse pânico”, conclui Airam.

Fonte: revista Pais & Filhos


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A Campanha de Vacinação contra Gripe teve início no Brasil em abril. Nelson Tatsui, diretor técnico do Grupo Criogênesis e hematologista do HC-FMUSP, explica que a doença se manifesta pela irritação na garganta, tosse seca e congestão nasal e pode evoluir para febre, dor no corpo e expectoração.

“Os sintomas são similares aos do coronavírus, mas para a gripe existe controle preventivo. A vacina se torna importante para reduzir a circulação do Influenza e o número de hospitalizações, e facilitar o diagnóstico da COVID-19 por exclusão”, aponta. Segundo ele, a Influenza passa por mutações, impedindo a erradicação. Com isso, o imunizante é fortalecido e modificado todo ano.

“O vírus fica ativo o ano inteiro, mas a diminuição da temperatura e da umidade do ar e a poluição favorecem a transmissão”, afirma. Sinusite, otite e pneumonia também são características do inverno e podem ser complicações da gripe. O médico pontua que a prevenção é importante para evitar a contaminação.

“Lavar as mãos, manter-se hidratado e evitar lugares sem ventilação estão entre os cuidados. A vacina é fundamental para se proteger”, disse Nelson Tatsui.

Fonte: Jornal Estado de Minas