Blog

CLASSIC LIST

conversa-sexo-filhos-1504736196083_v2_1920x1414-1200x884.jpg

“O que é coronavírus?”, “Por que as pessoas estão usando máscaras?”, “Posso ficar doente?”. Com a propagação do coronavírus (COVID19), muitos pais já devem ter sido confrontados com essas perguntas pelos seus filhos. Para não causar pânico nos pequenos, é preciso manter a calma e entrar no assunto com muito cuidado. 

A especialista, neuropsicóloga e mestre em psicologia do desenvolvimento pela USP, Deborah Moss, deu seis dicas para os pais falarem sobre o coronavírus sem assustar os pequenos:

1. ESPERE A CRIANÇA PERGUNTAR – O coronavírus se tornou um dos principais personagens dos noticiários. E por ser o assunto do momento, alguns pais acabam se precipitando e falando sobre o tema em excesso. Para a especialista, o recomendado é só comentar sobre a epidemia, quando as crianças perguntarem. 

Se os pequenos vierem com essa demanda, é importante que os pais tentem entender o que eles já sabem sobre o coronavírus e especificamente o que querem saber. Assim, o primeiro passo é ouvi-los para não antecipar respostas desnecessárias. “Às vezes, você acaba comentando que algumas pessoas morreram, mas a criança nem sabia que o vírus poderia matar, só estava preocupada sobre ter ou não que ir para a escola”, explica Deborah. 

2. TRAGA O ASSUNTO PARA A REALIDADE DA CRIANÇA – As pessoas infectadas com coronavírus possuem sintomas semelhantes ao de uma gripe ou um resfriado, como tosse e febre. Por isso, uma estratégia interessante e falar sobre o COVID19 o comparando com a uma gripe, que é uma doença que as crianças já conhecem e, muitas vezes, já tiveram. “Os pais também precisam passar tranquilidade e principalmente mostrar que existem muitas pessoas trabalhando para criar a vacina para proteger as pessoas”, diz. 

3. USE UMA LINGUAGEM FÁCIL – Tratar de um assunto como o coronavírus com as crianças mais novas nem sempre é fácil. Utilizar uma linguagem lúdica pode ser uma saída para os pais entrarem nesse assunto mais espinhoso, se forem questionados. “Uma ideia interessante é utilizar o desenho como forma de comunicação”, explica a pesquisadora. Os pais, assim, podem desenhar uma bolinha representando a doença e alguns soldadinhos para explicar o papel dos remédios e vacinas na luta contra essa espécie de “vilão”, que é o COVID19. 

4. SEJA HONESTO – “Não crie um mundo de faz de conta”. Esse é um dos principais conselhos de Deborah. “Para tranquilizar os filhos, às vezes, os pais dizem: ‘Eu vou te dar um beijinho e você não vai pegar o vírus’, isso não é indicado”, diz a especialista. Segundo ela, é importante tratar das informações com honestidade, mesmo que se tenha que recorrer a uma linguagem mais lúdica. 

Tentar evitar o assunto também não é a melhor solução. Deborah explica que os pais são a fortaleza das crianças e elas buscam neles uma forma segura de obter suas informações. Por isso, é importante não ignorar suas perguntas, pois os pequenos podem recorrer a meios não confiáveis para obter suas respostas. Caso os filhos tenham acesso as famosas fake news, os pais devem questioná-los sobre a fonte das informações e se necessário pesquisar junto com eles, se a notícia é verdadeira ou falsa.  

5. CUIDADO COM OS NOTICIÁRIOS – Ver o coronavírus na mídia se tornou frequente no cotidiano das pessoas. Todos os dias, esse assunto é abordado, principalmente nos noticiários televisivos. De acordo com a neuropsicóloga, como é muita informação para ser absorvida, o recomendado é evitar que as crianças assistam a esses programas. “O ideal é que elas cheguem com dúvidas que ouviram dos seus amigos em uma linguagem que elas entendam e não algo que ela escutou no rádio”, afirma. 

6. LAVAR A MÃO SEMPRE – E NÃO SÓ POR CAUSA DO CORONAVÍRUS – O coronavírus colocou em pauta um assunto importante que a higienização correta das mãos. Essa atitude, que às vezes é deixada de lado, não previne só a infecção pelo COVID19, mas também outras viroses.

Por isso, para a especialista, é importante aproveitar esse momento que as pessoas estão mais preocupadas com a saúde, devido à epidemia e tratar da prevenção de forma geral. “É possível também aproveitar o gancho e falar sobre outros temas como alimentação e vacina, ressaltando que eles são importantes para fortalecer seu sistema imunológico”, afirma. 

Fonte: Revista Crescer


dieta-caloria--1200x849.jpg

Se você deseja reduzir os níveis de inflamação em todo o corpo, adie o aparecimento de doenças relacionadas à idade e viva mais, coma menos alimentos. Essa é a conclusão de um novo estudo realizado por cientistas dos EUA e da China, que fornece o relatório mais detalhado até o momento sobre os efeitos celulares de uma dieta restrita em calorias em ratos. Embora os benefícios da restrição calórica sejam conhecidos há muito tempo, os novos resultados mostram como essa restrição pode proteger contra o envelhecimento nas vias celulares, conforme detalhado em Cell em 27 de fevereiro de 2020.

“Nós já sabíamos que a restrição calórica aumenta a vida útil, mas agora mostramos todas as alterações que ocorrem no nível de uma célula para causar isso”, diz Juan Carlos Izpisua Belmonte, autor sênior do novo artigo, professor de Salk. Laboratório de Expressão Gênica e titular da Cadeira Roger Guillemin. “Isso nos dá alvos nos quais podemos eventualmente agir com medicamentos para tratar o envelhecimento em seres humanos”.

O envelhecimento é o fator de risco mais alto para muitas doenças humanas, incluindo câncer, demência, diabetes e síndrome metabólica. A restrição calórica foi demonstrada em modelos animais como uma das intervenções mais eficazes contra essas doenças relacionadas à idade. E, embora os pesquisadores saibam que as células individuais sofrem muitas alterações à medida que o organismo envelhece, elas não sabem como a restrição calórica pode influenciar essas alterações.

No novo artigo, Belmonte e seus colaboradores – incluindo três ex-alunos do laboratório Salk, que agora são professores que administram seus próprios programas de pesquisa na China – compararam ratos que ingeriam 30% menos calorias com ratos em dietas normais. As dietas dos animais foram controladas a partir dos 18 meses a 27 meses. (Em humanos, isso seria aproximadamente equivalente a alguém que segue uma dieta restrita em calorias dos 50 aos 70 anos.)

No início e na conclusão da dieta, a equipe de Belmonte isolou e analisou um total de 168.703 células de 40 tipos de células nos 56 ratos. As células vieram de tecidos gordurosos, fígado, rim, aorta, pele, medula óssea, cérebro e músculos. Em cada célula isolada, os pesquisadores usaram a tecnologia de sequenciamento genético de célula única para medir os níveis de atividade dos genes. Eles também analisaram a composição geral dos tipos de células em qualquer tecido. Em seguida, eles compararam ratos velhos e jovens em cada dieta.

Muitas das mudanças que ocorreram quando os ratos na dieta normal envelheceram não ocorreram em ratos com dieta restrita; mesmo na velhice, muitos dos tecidos e células de animais da dieta se assemelhavam muito aos de ratos jovens. No geral, 57% das alterações relacionadas à idade na composição celular observadas nos tecidos de ratos com dieta normal não estavam presentes nos ratos com dieta restrita em calorias.

“Essa abordagem não apenas nos disse o efeito da restrição calórica sobre esses tipos de células, mas também forneceu o estudo mais completo e detalhado do que acontece no nível de uma célula durante o envelhecimento”, diz o co-autor Guang-Hui Liu, um professor da Academia Chinesa de Ciências.

Algumas das células e genes mais afetados pela dieta estão relacionados à imunidade, inflamação e metabolismo lipídico. O número de células imunes em quase todos os tecidos estudados aumentou dramaticamente com a idade dos ratos controle, mas não foi afetado pela idade em ratos com calorias restritas. No tecido adiposo marrom – um tipo de tecido adiposo -, uma dieta restrita em calorias reverteu os níveis de expressão de muitos genes anti-inflamatórios aos observados em animais jovens.

“A principal descoberta no presente estudo é que o aumento da resposta inflamatória durante o envelhecimento pode ser sistematicamente reprimido pela restrição calórica”, diz o co-correspondente autor Jing Qu, também professor da Academia Chinesa de Ciências.

Quando os pesquisadores se concentraram nos fatores de transcrição – essencialmente interruptores principais que podem alterar amplamente a atividade de muitos outros genes – que foram alterados por restrição calórica, um deles se destacou. Os níveis do fator de transcrição Ybx1 foram alterados pela dieta em 23 tipos diferentes de células. Os cientistas acreditam que o Ybx1 pode ser um fator de transcrição relacionado à idade e está planejando mais pesquisas sobre seus efeitos.

Fonte: Portal Science Daily


Estudo-lavar-as-mãos.jpg

Em um projeto de ciências, os alunos pegaram fatias de pão e colocaram em saquinhos vedados para mostrar a diferença na proliferação de fungos e bactérias, dependendo da higienização. Uma das fatias foi passada direto para o saquinho, sem que ninguém a tocasse; outra foi tocada pelos alunos depois de lavarem as mãos com água e sabão; outra foi tocada pelos alunos depois de eles apenas as higienizarem com álcool em gel; outra foi tocada por todos sem lavar as mãos de jeito nenhum; outra foi passada na superfície de notebooks. Depois de 3 ou 4 semanas, os resultados apareceram, mostrando a diferença na deterioração de cada uma das fatias, de acordo com a manipulação que tiveram.

O experimento foi feito e divulgado no final do ano passado, mas, diante da mobilização mundial por conta do coronavírus, o post ganhou mais visibilidade agora. A publicação já teve mais de 71 mil compartilhamentos e continua viralizando. Lavar bem as mãos com água e sabão até a altura dos pulsos é uma das medidas de prevenção contra o COVID-19.

Fonte: revista Crescer


diabetes-2-1200x675.jpg

Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington conseguiu um resultado que pode mudar para sempre os tratamentos de diabetes: fazer com que células-tronco se transformem em células capazes de produzir insulina, curando assim pacientes que sofrem de diabetes.

Os testes foram feitos em ratos que possuíam casos extremos da doença, com mais de 500 mg de açúcar presentes em cada litro de sangue (um nível que seria fatal para qualquer ser humano). Quando foram injetadas nesses ratos as células produtoras de insulina originárias de células-tronco, em apenas duas semanas o nível de açúcar no sangue desses roedores retornou para o estado normal, mantendo-os livre de diabetes durante meses de monitoramento após a injeção.

O estudo foi publicado no final de fevereiro na revista Nature Biotechnology, atualizando um estudo anterior da mesma equipe, que já havia conseguido transformar células-tronco em células produtoras de insulina, mas que ainda não tinha resultados sobre a eficácia do método em organismos vivos.

O grande problema deste método é a quantidade de células “erradas” que se acaba produzindo no processo de conversão. De acordo com Jeffrey Milman, professor assistente na Universidade de Washington e um dos autores do estudo, o problema do método de conversão anterior era que apenas um quarto das células-tronco convertidas se transformavam em células pancreáticas ou de fígado (que são as que produzem insulina), e por isso não era possível criar um tratamento efetivo.

Mas, com o novo método, a taxa de conversão de células-tronco para células produtoras de insulina é muito maior, o que permite o uso em tratamentos contra a doença. E, com a prova de que a técnica pode funcionar em ratos, o próximo passo é escalonar o monitoramento dos pacientes injetados com esses células por um período maior de tempo antes de se iniciar os testes em humanos. Mas os cientistas estão otimistas de que esta técnica poderá ser usada para se criar uma cura definitiva para o diabetes.

Fonte: portal Canal Tech


brothers-457234_1920.jpg

Em pesquisa, norte-americanos testaram a vontade das crianças de dividir comida com um estranho, mesmo quando estão com fome

Um estudo publicado recentemente apontou que bebês parecem ser capazes de comportamentos altruístas. A pesquisa, que envolveu quase 100 bebês de 19 meses de idade, foi veiculada no periódico científico Scientific Reports e liderada por pesquisadores da Universidade de Washington (EUA).

O altruísmo já foi observado em alguns animais, como morcegos, que dividem a comida com outros membros da espécie quando estes passam fome. No entanto, ações do tipo nunca haviam sido observadas em primatas em fase tão inicial da vida.Assim, os cientistas montaram um cenário em que o bebê tinha à disposição algumas frutas, como bananas, uvas e mirtilos. A ideia era verificar se ele se disporia a dar comida a um estranho — no caso, um dos pesquisadores —, sem ser encorajado.
O pesquisador, sentado à frente da criança em uma mesa, mostrava a ela um pedaço de fruta. Caso o bebê estivesse em um primeiro grupo selecionado para a avaliação, o “de controle”, o cientista colocava a comida em uma bandeja no chão dentro do alcance da criança e ficava parado, esperando a sua ação. Já no outro grupo, o pesquisador fingia derrubar a fruta na bandeja e tentava recuperá-la, sem sucesso.
A intenção dos cientistas era de que o adulto parecesse querer a fruta nesse último caso, enquanto, no primeiro, estaria indiferente à comida. A descoberta foi de que apenas 4% das crianças no grupo de controle pegava a fruta e a devolvia ao pesquisador. No outro, a taxa de bebês que devolveu a comida foi de mais de 50%.

Na segunda parte do experimento, outras crianças foram observadas. Seus pais as levaram até o local da pesquisa logo antes de uma refeição ou lanche que seus bebês estavam acostumados a fazer — ou seja, quando provavelmente estivessem famintos.

A diferença entre esse teste e o primeiro é de que, neste caso, haveria um, digamos assim, custo para a criança que resolvesse devolver a fruta: ela continuaria passando fome. Desse modo, os pesquisadores queriam verificar se o comportamento de ajudar o próximo seria reproduzido até mesmo quando resultasse em uma consequência negativa para o bebê.

Os resultados foram impressionantes: enquanto nenhuma criança do grupo de controle ofereceu a comida de volta ao cientista, 37% dos bebês do outro grupo o fizeram.

Assim, os pesquisadores afirmam ter descoberto raízes do comportamento altruísta já no início da infância. A esperança a longo prazo, de acordo com o que escrevem no artigo, seria descobrir o que motiva o altruísmo em bebês e desenvolvê-lo precocemente, para que tenhamos pessoas cada vez mais solidárias na sociedade.

Fonte: revista Veja