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“A alimentação é um dos poucos fatores de risco para doenças neurológicas passível de ser modificável e controlável”, afirmou o médico Gurutz Linazasoro, porta-voz da Sociedade Espanhola de Neurologia

Uma alimentação de qualidade é peça-chave para nossa saúde em geral, e para o nosso cérebro, em particular.

“A alimentação é um dos poucos fatores de risco para doenças neurológicas passível de ser modificável e controlável”, afirmou à BBC News Mundo (serviço da BBC em espanhol) o médico Gurutz Linazasoro, porta-voz da Sociedade Espanhola de Neurologia.

Os especialistas sinalizam que não há alimentos mágicos, mas que é importante manter um padrão de dieta equilibrada.

“A dieta mais estudada atualmente é a mediterrânea. Sabe-se que ela diminui os riscos de desenvolver Alzheimer e Parkinson, além de doenças cardiovasculares e obesidade, que indiretamente também incide sobre a saúde cardiovascular.”

Uma dieta mediterrânea típica inclui bastante vegetais, frutas, legumes, cereais e produtos ricos em carboidratos como pão integral, massas e arroz integral. Há também quantidades moderadas de pescados, carne branca e alguns produtos lácteos, e cozimentos com azeite de oliva.

Mas o especialista insiste que “a chave é comer alimentos saudáveis, com equilíbrio e moderação”. Tendo em vista essas recomendações, do ponto de vista do funcionamento do cérebro há diversos nutrientes e alimentos importantes. Veja alguns deles:

Pescado azul: O sistema nervoso, e concretamente o cérebro, tem tecidos muito ricos em água, mas também contêm um componente lipídico (ácidos graxos) bastante importante, explica o nutricionista Ramón de Cangas. Os pescados azuis são ricos em ácido graxo ômega-3, e uma dieta rica neste nutriente “tem demonstrado trazer uma série de benefícios, como um menor declínio cognitivo e um menor risco de doenças como Alzheimer”.

Cítricos e verduras: São alimentos ricos em vitamina C, que segundo diversos estudos estão associados a um melhor desempenho cognitivo. “Talvez seja devido à sua função antioxidante e em razão de participar da produção de neurotransmissores, as biomoléculas responsáveis pela transmissão de informações de um neurônio para outro”, explica o nutricionista. O mesmo ocorre com as bananas, ricas em piridoxina, uma forma de vitamina B6 que participa do metabolismo dos neurotransmissores.

Cacau puro e canela: São alimentos ricos em polifenóis, que “tem demonstrado resultados interessantes na prevenção da perda cognitiva por seu efeito antioxidante que protege os neurônios”, afirmou Cangas.

Abacates: Esse alimento, junto do azeite de oliva e de outras fontes de gorduras monoinsaturadas, é “interessante para a prevenção da deterioração cognitiva justamente pela riqueza deste tipo de ácido graxo e também de certos fitoquímicos”, afirmou o nutricionista.

Nozes: As nozes são excelentes fontes de proteínas e gorduras saudáveis. São ricas em um tipo de ácido graxo ômega-3 chamado ácido ácido alfa-linolênico, que ajuda a reduzir pressão arterial e protege as artérias. Isso é bom tanto para o coração quanto para o cérebro, afirma a Escola de Medicina da Universidade Harvard.

Os três inimigos do cérebro: O nutricionista ouvido pela reportagem insiste que a chave de tudo é a variedade, mas sem deixar de lado a moderação. “Não existem alimentos milagrosos nem dietas milagrosas, mas há sim inimigos para o cérebro, como o sal, o açúcar e as gorduras trans (encontradas em alimentos processados).”

Fonte: Portal G1


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Cientistas sugerem que as bactérias intestinais e suas interações com células imunológicas e órgãos metabólicos, incluindo tecido adiposo, desempenham um papel fundamental na obesidade infantil

Novas informações publicadas por cientistas da Wake Forest Baptist Health sugerem que as bactérias intestinais e suas interações com células imunológicas e órgãos metabólicos, incluindo tecido adiposo, desempenham um papel fundamental na obesidade infantil.

“A comunidade médica costumava pensar que a obesidade era resultado do consumo excessivo de calorias. No entanto, uma série de estudos na última década confirmou que os micróbios que vivem em nosso intestino não estão apenas associados à obesidade, mas também são uma das causas”, disse Hariom Yadav, o principal autor do estudo e professor assistente de medicina molecular na Wake Forest School of Medicine.

Nos Estados Unidos, a porcentagem de crianças e adolescentes afetados pela obesidade mais do que triplicou desde a década de 1970, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. A obesidade está aumentando a uma taxa de 2,3% a cada ano entre crianças em idade escolar, o que é inaceitavelmente alto e indica perspectivas preocupantes para a saúde da próxima geração, afirma o artigo.

O manuscrito de Yadav, publicado na edição atual da revista Obesity Reviews, revisou estudos existentes sobre como a interação entre o microbioma intestinal e as células do sistema imunológico podem ser transmitidas de mãe para bebê desde a gestação e podem contribuir para a obesidade infantil.

O estudo também descreveu como a saúde da mãe, dieta, nível de exercício, uso de antibióticos, método de nascimento (natural ou cesárea) e método de alimentação (fórmula ou leite materno) podem afetar o risco de obesidade em seus filhos.

“Essa compilação de pesquisas atuais deve ser muito útil para médicos e nutricionistas discutirem com seus pacientes, porque muitos desses fatores podem ser alterados se as pessoas tiverem informações suficientes”, disse Yadav. “Também queríamos identificar lacunas na ciência para pesquisas futuras”.

Além disso, entender melhor o papel do microbioma intestinal e da obesidade nas mães e nos filhos ajudará os cientistas a projetar estratégias preventivas e terapêuticas mais bem-sucedidas para verificar o aumento da obesidade em crianças, disse ele.

Fonte: Portal Science Daily


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Estima-se que 1% da população feminina adulta entre em menopausa antes dos 40 anos

Geralmente o fim da fase reprodutiva da mulher acontece entre 45 e 55 anos, a qual é denominada menopausa. Porém, para algumas mulheres, a queda na produção de hormônios e fim do ciclo reprodutivo chega com antecedência, configurando um quadro de menopausa precoce. “Esse período é conhecido como insuficiência ovariana prematura (IOP), onde os ovários deixam de produzir hormônios de maneira adequada para a reprodução e não há liberação de gametas femininos, os oócitos, o que configura a infertilidade”, comenta Renato de Oliveira, ginecologista e infertileuta da Criogênesis.

Abaixo, o especialista revela as dúvidas mais comuns sobre menopausa precoce. Confira:

Quais os sintomas da menopausa precoce?

Alguns sintomas podem alertar para esse problema, dentre eles: a parada ou diminuição na frequência menstrual ou ciclos menstruais mais curtos, “ondas de calor” denominadas fogachos, sudorese noturna, insônia, alterações do humor, secura vaginal, indisposição, perda da libido e dor no ato sexual.

Quais as causas?

Além das desconhecidas, denominadas idiopáticas, podemos citar as genéticas, como a síndrome do X frágil e a síndrome de Turner, além de doenças relacionadas com alterações de receptores hormonais, autoimunes, deficiências enzimáticas, cirúrgicas, pós quimioterapia e radioterapia pélvica.

Qual o tratamento?

Na maioria dos casos, o tratamento da menopausa precoce é feito com reposição hormonal. No entanto, não são todas as mulheres que podem fazer este tipo de tratamento. “Aquelas com histórico de câncer de mama, mulheres com câncer de útero ou sangramento vaginal sem diagnóstico durante o climatério necessitam de outras formas de tratamentos. “Portanto, é imprescindível consultar um especialista, pois o tratamento deve ser individualizado, avaliando sempre os fatores de risco da reposição hormonal”, alerta Oliveira.

Quais as chances de engravidar?

Mulheres com menopausa precoce apresentam uma chance inferior a 10% de engravidar. No entanto, com o avanço da ciência, o sonho da maternidade é possível. “De forma natural a mulher não engravida na menopausa precoce, pois os ovários estão comprometidos e não liberarão os gametas para serem fecundados pelos espermatozoides. Entretanto, se a gravidez é um desejo, poderá recorrer aos procedimentos de reprodução assistida como, por exemplo, a Fertilização in vitro (FIV), utilizando óvulos doados ou utilizando-se dos seus próprios oócitos para serem fertilizados, caso já tenha realizado congelamento prévio”, finaliza.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 16 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br


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Mais do que entreter a criançada, o brincar alicerça as aprendizagens dos elementos mais complexos de nossa psique

Geralmente dizemos essa frase para referir a algo simples de ser feito, coisa fácil e desimportante. De modo geral, brincar significa o que a criança faz quando tem tempo sobrando, “quando não tem nada para fazer”. É bastante comum perceber que nas escolas o lúdico passou a ser sinônimo de divertido, de legal, como se o seu único propósito fosse entreter. Contudo, traremos outro olhar sobre o brincar. A ideia é desconstruir a forma como a ludicidade habita o cotidiano dos professores. No mundo dos textos acadêmicos, termos como “lúdico”, “brincar” e “brincadeiras” já foram longamente discutidos, mas esse universo não é o mesmo das salas de aula e das crianças de verdade. Lá, a academia raramente vai e, quando vai, carrega uma visão simplória da brincadeira, consagrando seu lugar de acessório divertido no imaginário do sistema escolar. Neste texto, mostraremos o quanto o brincar é fundamental, imprescindível e determinante para o desenvolvimento infantil.

Todos nós já experimentamos o prazer do brincar na infância, quando a imaginação é limitada somente pelo desejo de até onde sonhar. A boneca de pano que transita do choro ao sorriso e emite sons como um recém-nascido; o carrinho de plástico que faz o barulho característico de um automóvel em movimento e emite o som agudo trepidante ao fazer uma curva com grande velocidade estão presentes na imaginação das crianças, que as materializam verbalmente em suas brincadeiras de faz de conta. Da mesma forma, as crianças jogam futebol em um campo de várzea “ouvindo os aplausos e gritos de incentivo” de uma torcida imaginária, sussurrando exclamações diante da execução de uma grande jogada. Nesse contexto, elas verbalizam as falas de um narrador, também imaginário, que descreve com grande exatidão o evento esportivo. Assim, a criança transita entre o jogador, a torcida e o narrador, alterando a intensidade e o timbre da sua voz. Muitas vezes, a criança incorpora também o adversário imaginário por ela driblado com maestria.

O desejo da criança de fazer coisas que os adultos rea­lizam no cotidiano a faz inventar situações para brincar daquilo que gostaria de fazer na vida real. No campo da psicologia, muitas teorias dedicaram-se à consideração do papel da brincadeira para o processo de desenvolvimento das crianças. Desde a psicanálise até as abordagens interacionistas, o chamado lúdico caracterizou o faz de conta como a possibilidade de que esses pequenos seres pudessem expressar a inconsciência e o egocentrismo que os distinguiam dos adultos.

Nos caminhos e descaminhos entre a psicologia e a história, o historiador da família e da infância Philippe Ariès demonstrou que a consideração das crianças como pequenos adultos relegava a compreensão dos processos de desenvolvimento humano aos seus atributos externos. E assim, enquanto não alcançava o comportamento que a caracterizava como adulto, a criança ocupava-se de jogos e brincadeiras que, aos poucos, definiram o sentimento de infância. Com isso, as teorias psicológicas produzidas principalmente na Áustria e na Suíça constituíram a gênese das concepções que associaram a brincadeira a uma espécie de “passagem de tempo” que conduziria o egocentrismo infantil aos moldes do funcionamento psíquico adulto.

Contudo, em uma abordagem diametralmente oposta, Anton Tchekhov, um eminente escritor russo e um dos maiores contistas do mundo, escreveu um belíssimo texto intitulado A brincadeira. Há muito tempo, em algum lugar da Rússia, Nadja Petrovna e seu amigo brincavam de deslizar sobre morros gelados, por cima da neve espelhada e escorregadia. O convite feito por ele para descer de trenó do topo à planície é grandioso, mas desperta medo. “Só uma vez Nadja, eu te suplico, garanto que vamos ficar sãos e salvos. Nadja acaba cedendo, como se cedesse à própria vida, e o ‘trenó’ voa como uma bala, o ar chicoteia o rosto, silva nos ouvidos, belisca com raiva, até doer, os objetos que nos cercam fundem-se num só longo risco que corre vertiginoso e eu digo a meia voz: eu te amo Nadja!”.

No conto russo, dia após dia a brincadeira acontece no trenó, brincar de voar, brincar de ouvir e de dizer. “Aquelas palavras foram pronunciadas ou foi o vento?” Os encontros cotidianos de Nadja e seu amigo misturam a fantasia e a realidade e avançam vida afora até que qualquer reviravolta das circunstâncias os interrompe e separa.

Pois é nesse contexto que Lev Vigotski – psicólogo, dramaturgo, conterrâneo e leitor de Tchekhov – cria as bases daquela que seria uma teoria do desenvolvimento humano oposta às tradicionalmente estabelecidas. Essa teoria considera o brincar como atividade constitutiva do psiquismo e a brincadeira como objeto-unidade que delimita a gênese dessa constituição.

Fonte: Revista Educação


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Cientistas do Brasil e dos Estados Unidos usaram técnica de ponta para mapear estruturas ligadas ao começo da doença

Essa é mais uma boa notícia que vem da ciência brasileira. Jerson Lima Silva e Guilherme A. P. de Oliveira, ambos professores do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), identificaram estruturas proteicas ligadas ao início da Doença de Parkinson. O estudo foi feito em parceria com pesquisadores da University of Virginia School of Medicine, nos EUA – onde Guilherme se encontra atualmente – e publicado na revista “Communications Biology”.

O Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva. Um dos grandes desafios da ciência é mapear os estágios iniciais da enfermidade, porque, hoje em dia, ela só é detectada quando surgem os sintomas que mostram que o cérebro já foi afetado. “As doenças neurodegenerativas surgem cerca de dez anos antes dos primeiros sintomas se manifestarem”, explica o professor Jerson Lima Silva. “O objetivo da pesquisa era entender o que ocorre nas etapas iniciais, porque assim poderemos, no futuro, intervir precocemente, talvez retardando o desenvolvimento do Parkinson”, acrescentou.

E foi o que os cientistas fizeram. Utilizando uma técnica de ponta, pela primeira vez foram observadas como variantes da alfa-sinucleína, proteína associada à doença, interagem ao longo do tempo, formando agregados conhecidos como filamentos amiloides. O professor Silva se vale de uma imagem de fácil compreensão para detalhar o que acontece: “a proteína é pequena, podemos compará-la com uma uva, mas os agregados são como uma plantação de videiras. Para essas ‘uvinhas’ se unirem, elas formam estruturas intermediárias, chamadas oligômeros. Os oligômeros competentes são aqueles capazes inclusive de passar de uma célula para a outra a fim de cumprir essa tarefa. Quanto mais soubermos sobre o processo, mais perto estaremos da possibilidade de neutralizar essa competência dos oligômeros”.

Os cientistas recorreram ao que há de mais moderno em bioimagem, o que permitiu visualizar os diversos estágios de associação da proteína. Também desenvolveram condições que possibilitaram observar estruturas que antes não eram mostradas. O marcador fluorescente utilizado permite ver dois estágios: sem agregação, quando as moléculas estão escuras, e com agregação, quando estão iluminadas. Oliveira e Silva conseguiram conferir gradação à luminosidade – como num filme, foi possível mapear os oligômeros correspondentes num estágio intermediário. “Isso nos abre um leque de possibilidades”, afirma o professor Silva. “Os próximos passos incluem buscar uma molécula capaz de bloquear essa multiplicação, para depois realizarmos testes em modelos animais e, posteriormente, testes clínicos em humanos”. O estudo foi financiado por Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biologia Estrutural e Bioimagem.

Fonte: Portal G1


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Pais que cresceram muito livres acabaram perdendo referências e hoje se vêem confusos entre o diálogo e a imposição de regras. Se você se enxergou nesse impasse, vamos ajudar a encontrar caminhos para enfrentar a jornada desafiadora de educar os filhos.

Crianças desafiadoras, críticas e contestadoras. Pais perdidos entre a conversa e o castigo, inseguros na forma de agir e impacientes na sua busca pela solução de conflitos. Com a atenção dividida entre o acesso a todo tipo de informação e a procura interna por experiências e vivências pessoais. No horizonte de tudo isso, a tentativa de estabelecer os limites. Os da criança, os dos pais, os da sociedade.

Por que essa relação anda tão conflituosa? Sempre foi difícil estabelecer essas fronteiras e conquistar a autoridade? Sendo essa geração tão diferente da de seus pais, faz sentido educá-la da mesma forma? A resposta para tudo isso é “sim”. Mas para cada pergunta há uma explicação, e para os questionamentos há reflexões possíveis. Vamos tentar entender…

Segundo especialistas que estudam a educação de crianças ao longo de gerações, estamos vivendo um momento peculiar em relação aos limites. Quem está criando filho hoje é diferente de quem criou no passado e vive em uma sociedade também bastante distinta. Essas mudanças implicam na educação das crianças. É uma geração que teve pais que experimentaram um modelo mais livre, acompanhando um clamor pela democratização das relações, mas que, às vezes, perderam a mão.

Um estudo publicado no final de 2018, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Patrick Ishizuka, da Cornell University, mostrou que a maioria dos pais de hoje está dedicando mais tempo e dinheiro para os filhos do que faziam na década de 60. Ele aponta que 75% dos 3.600 pais pesquisados no país consideram que uma abordagem centrada na criança e que exige muito tempo para cuidar delas é a melhor maneira de criá-las. O pesquisador chama esse fenômeno de “paternidade intensiva”.

No entanto, o diferencial dessa dedicação – comparada àquela quase exclusiva que, sobretudo a mãe, dava aos filhos na década de 60 – é que hoje ela é focada mais nas expectativas dos pais em relação ao sucesso das crianças do que na sua formação como indivíduo. Os resultados da pesquisa sugerem que os pais estão passando por uma pressão para gastar tempo e grandes quantias de dinheiro com a preocupação de que os filhos sejam bem-sucedidos.

Para entender os filhos

O psicanalista Christian Dunker, da Universidade de São Paulo (USP), autor do livro O Palhaço e o Psicanalista (Ed. Planeta), explica que as relações interpessoais estão cada vez mais funcionais, e que a pressão por resultados rápidos tem impedido que pais dediquem tempo para escutar seus filhos. “A consequência são crianças que crescem individualistas, pouco aptas ao compartilhamento, muitas vezes egoístas, sem capacidade de empatia. Todas as outras habilidades socioemocionais advêm da escuta.”

A cirurgiã plástica Laura Navegantes, 40 anos, tem duas filhas, Amanda, 9, e Isadora, 6. Ela conta que recebeu uma educação livre e percebeu que os limites lhe fizeram falta. Por isso optou por ser uma mãe “das antigas”. “Na nossa casa há regras para tudo, com muita disciplina.”

Mesmo com a rotina apertada dela e do marido, que é médico cardiologista, Laura procura jantar em família e conversar sobre tudo. “Há normas, mas com diálogo. Se elas são quebradas, há sanções. Uma vez a minha filha mais velha ficou um mês sem um jogo. Cada vez que eu a via contando os dias para o castigo acabar, sabia que estava refletindo sobre aquilo. Na minha educação, tive de achar esse caminho sozinha, e foi difícil!”

Os limites crescem e se tornam mais eficazes quando são transgredidos, segundo Dunker. “A criança precisa deles para poder infringi-los e recompô-los. É quebrando regras que se aprende a pedir desculpas, a consertar relações, reparar e curar nosso laço com o outro. É normal e saudável que ela não aceite o primeiro “não” e desobedeça de novo e de novo.”

Para os pesquisadores, os pais têm uma força enorme junto aos filhos na primeira infância, daí a importância da presença de normas bem definidas desde cedo.

Para entender os limites

Mas o que significa impor limitações a uma criança? Fazer com que ela aceite um “não” sem explicação e sem contestar? É possível deixar o pequeno falar e argumentar sem perder o controle sobre ele? Qual é o efeito das regras na sua formação como indivíduo?

“A criança é como um computador com HD vazio, que precisa ser formatado. As regras são os programas para serem instalados”, explica o psiquiatra Fernando Ramos, coordenador-geral da Escola de Saúde Mental do Rio de Janeiro (ESAM). “Para adquirir as competências de regulação nos aspectos emocional, ético moral, social, ela precisa encontrar um ambiente que tenha regras. Se não há, essas capacidades não se desenvolvem de forma adequada.”

Segundo Ramos, conforme a criança cresce, vai se apropriando da habilidade de ela própria introjetar essas normas, até que passam a fazer parte de sua constituição psíquica. “Ela assimila as regras e vai se estruturando a partir delas quando são boas e o ambiente é coerente, ou seja, quando a cobrança vem acompanhada do afeto.”

Fonte: Revista Crescer


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Enjoos, sono… É normal contar os segundos para começar a notar os sinais da gravidez. Está tudo bem quando eles não aparecem? Veja o que diz o especialista, Domingos Mantelli

Acabei de completar a 4ª semana de gestação sem nenhum sintoma. Isso significa que há algo de errado com o bebê?

“Não, ele pode estar se desenvolvendo de forma adequada sem a grávida apresentar nenhum sintoma. Isso porque as mudanças hormonais provocam reações diferentes em cada organismo. Além do mais, os enjôos da gravidez, uma das reações mais comuns entre as gestantes, têm início por volta da 6ª semana e cessam até o fim do primeiro trimestre, na maioria dos casos. Então, ainda é cedo para dizer que você não sentirá náuseas. Fique tranqüila, pois não há evidências científicas de que a ausência de sintomas coloque o feto em maior risco de aborto espontâneo ou parto prematuro.”

Fonte: Revista Crescer


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Para o ano de 2018, foram estimados 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil.

Quais são os sintomas da doença?

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são:

  • edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja;
  • retração cutânea;
  • dor;
  • inversão do mamilo;
  • hiperemia;
  • descamação ou ulceração do mamilo;
  • secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.

A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.

  • Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama.
  • A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas, que significa conhecer o que é normal em seu corpo e quais as alterações consideradas suspeitas de câncer de mama, é fundamental para a detecção precoce dessa doença.

A abordagem dos Cuidados Paliativos para o câncer de mama segue os princípios gerais dos Cuidados Paliativos, que são:

  • Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.
  • Reafirmar vida e a morte como processos naturais.
  • Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.
  • Não apressar ou adiar a morte.
  • Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
  • Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.
  • Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

Fonte: Ministério da Saúde


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A obesidade é um dos distúrbios nutricionais mais prevalentes entre crianças e adolescentes, em todos os países. Precisamos combatê-la

Houve uma mudança significativa na condição nutricional da população brasileira nas últimas décadas, com ascensão do sobrepeso e da obesidade e declínio do déficit de peso.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada no Brasil em 2008/2009, revelaram que 33,5% das crianças de 5 a 9 anos e 21,5% dos adolescentes de 10 a 19 anos estavam com excesso de peso.

As crianças e os adolescentes obesos precisam ser identificados e controlados precocemente. Com o passar do tempo, há piora do grau do excesso de peso e o aparecimento das comorbidades, como alterações do colesterol, dos triglicérides, da glicemia e pressão arterial, além dos problemas psicossociais provocados pelo estigma da obesidade.

Cabe ressaltar que um indivíduo obeso na infância e na adolescência tem grande risco de permanecer acima do peso na fase adulta. Como consequência, pode sofrer uma redução na expectativa de vida por causa do aumento da probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras patologias associadas ao peso elevado.

Precisamos fazer algo

O aumento expressivo da prevalência de obesidade, a gravidade das suas repercussões, as dificuldades para o seu controle e o alto custo para a sociedade fazem desse distúrbio nutricional um relevante problema de saúde pública, que necessita ser combatido desde a infância.

A prevenção pode ser feita a partir dos cuidados primários de saúde e o pediatra tem papel de destaque nessa ação. Cabe a ele, por exemplo, fazer o monitoramento do peso e da estatura da criança. Quando verificar aumento excessivo de peso em relação à altura, especialmente se os pais forem obesos, deve realizar uma orientação nutricional com o objetivo de evitar o desenvolvimento da obesidade. O quadro, uma vez instalado, é difícil de ser revertido.

Também cabe ao pediatra a promoção do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e complementado a partir dessa idade até os 2 anos ou mais, fator que protege contra o excesso de peso. Esse profissional ainda deve orientar a introdução correta dos alimentos complementares, além de observar possíveis distúrbios na relação mãe-filho e na dinâmica familiar. Muitas vezes, o comportamento dos familiares interfere na esfera alimentar da criança e contribui para a instalação e manutenção da obesidade nessa fase.

Por falar em família…

Sua participação ativa é fundamental para propiciar hábitos alimentares adequados, como incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras, e redução da oferta de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, sal e gorduras. Também é preciso evitar na rotina alimentar da criança a presença de bebidas com baixo valor nutricional e alto valor calórico, a exemplo de refrigerantes e sucos artificiais.

Fazer as refeições com as crianças, ser modelo de consumo de alimentos saudáveis, observar sinais de fome e saciedade dos filhos e não realizar trocas afetivas exclusivamente por meio da alimentação (por exemplo: oferecer guloseimas como forma de dar afeto aos filhos) são outras importantes recomendações aos pais.

A família deve ainda modificar o comportamento sedentário, estimulando a criança a ter um estilo de vida mais ativo. É preciso incentivar a troca do tempo gasto com TV, videogame, computador, tablet e celular por momentos de brincadeiras ao ar livre, caminhadas, passeios de bicicleta, etc. – todas essas atividades com o envolvimento dos pais.

Fonte: Revista Saúde


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Antes de mais nada, é preciso deixar claro que este acompanhamento não dispensa o pré-natal com o obstetra. “A medicina ortomolecular atua como coadjuvante, podendo indicar a suplementação de nutrientes e vitaminas, que visam saúde e bem estar da mãe e do bebê”, reforça a ginecologista, Dra. Anna Bordini.

Antes de iniciar o tratamento, porém, o especialista deve solicitar uma série de exames tradicionais, como sangue e urina, além de outros mais específicos para avaliar a dosagem hormonal da tireóide e do estresse, por exemplo. “Com tais informações, é elaborado um tratamento personalizado para a gestante”, diz Anna.

Afinal, a gravidez é um período de muitas alterações físicas e emocionais que podem atrapalhar a mãe e o desenvolvimento do bebê. “O tratamento ortomolecular não interfere no pré-natal realizado com obstetra, mas procura compensar o desgaste do organismo nessa fase, que também é influenciado por fatores externos como estresse, poluição e alimentação inadequada”, informa.

Durante a gravidez, qualquer mulher precisa de um acompanhamento especial, pois fica mais suscetível a desenvolver infecções, apresentar anemia e alergias, enfrentar problemas na pele e demais desconfortos. Além disso, Anna destaca que outro assunto importante é o controle do peso. “Por meio de uma alimentação balanceada e reposição de nutrientes pode ser mais tranqüilo para a gestante manter o ganho de peso sob controle, sem ter de enfrentar o desgaste de um aumento de peso excessivo”, afirma.

De olho nos nutrientes

Para a especialista, os suplementos nutricionais e vitamínicos não substituem uma dieta rica em legumes, verduras, carnes magras, lácteos, cereais e frutas. “Por isso, a indicação sempre é apostar em um cardápio variado e nutritivo. Evitando alimentos gordurosos, industrializados e refrigerantes”, ensina Anna.

Para facilitar, a médica Anna Bordini lista os principais alimentos que devem compor a dieta de uma gestante, ressaltando os minerais e as vitaminas essenciais para uma gravidez saudável. Confira:
Ferro: pode ser encontrado em carnes vermelhas e brancas, feijão, lentilha, grão-de-bico, folhas verde-escuras e beterraba.

Cálcio: está presente em leites e seus derivados como queijos e iogurte, além de brócolis e nozes.

Magnésio: mineral encontrado em cereais, arroz integral, nozes e frutas como abacate e damasco seco.

Vitamina B6: presente no germe de trigo, ervilha, cenoura e banana.

Vitamina C: em frutas cítricas como laranja, limão e abacaxi, além de ser encontrada em verduras como agrião, brócolis, couve e espinafre.

Vitamina E: pode ser encontrado em cereais integrais, castanhas e ovos.

Fonte- Dra. Anna Bordini (CRM- 111.280), médica ginecologista com pratica ortomolecular