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Para o ano de 2018, foram estimados 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil.

Quais são os sintomas da doença?

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são:

  • edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja;
  • retração cutânea;
  • dor;
  • inversão do mamilo;
  • hiperemia;
  • descamação ou ulceração do mamilo;
  • secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.

A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.

  • Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama.
  • A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas, que significa conhecer o que é normal em seu corpo e quais as alterações consideradas suspeitas de câncer de mama, é fundamental para a detecção precoce dessa doença.

A abordagem dos Cuidados Paliativos para o câncer de mama segue os princípios gerais dos Cuidados Paliativos, que são:

  • Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.
  • Reafirmar vida e a morte como processos naturais.
  • Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.
  • Não apressar ou adiar a morte.
  • Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
  • Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.
  • Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

Fonte: Ministério da Saúde


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A obesidade é um dos distúrbios nutricionais mais prevalentes entre crianças e adolescentes, em todos os países. Precisamos combatê-la

Houve uma mudança significativa na condição nutricional da população brasileira nas últimas décadas, com ascensão do sobrepeso e da obesidade e declínio do déficit de peso.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada no Brasil em 2008/2009, revelaram que 33,5% das crianças de 5 a 9 anos e 21,5% dos adolescentes de 10 a 19 anos estavam com excesso de peso.

As crianças e os adolescentes obesos precisam ser identificados e controlados precocemente. Com o passar do tempo, há piora do grau do excesso de peso e o aparecimento das comorbidades, como alterações do colesterol, dos triglicérides, da glicemia e pressão arterial, além dos problemas psicossociais provocados pelo estigma da obesidade.

Cabe ressaltar que um indivíduo obeso na infância e na adolescência tem grande risco de permanecer acima do peso na fase adulta. Como consequência, pode sofrer uma redução na expectativa de vida por causa do aumento da probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras patologias associadas ao peso elevado.

Precisamos fazer algo

O aumento expressivo da prevalência de obesidade, a gravidade das suas repercussões, as dificuldades para o seu controle e o alto custo para a sociedade fazem desse distúrbio nutricional um relevante problema de saúde pública, que necessita ser combatido desde a infância.

A prevenção pode ser feita a partir dos cuidados primários de saúde e o pediatra tem papel de destaque nessa ação. Cabe a ele, por exemplo, fazer o monitoramento do peso e da estatura da criança. Quando verificar aumento excessivo de peso em relação à altura, especialmente se os pais forem obesos, deve realizar uma orientação nutricional com o objetivo de evitar o desenvolvimento da obesidade. O quadro, uma vez instalado, é difícil de ser revertido.

Também cabe ao pediatra a promoção do aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e complementado a partir dessa idade até os 2 anos ou mais, fator que protege contra o excesso de peso. Esse profissional ainda deve orientar a introdução correta dos alimentos complementares, além de observar possíveis distúrbios na relação mãe-filho e na dinâmica familiar. Muitas vezes, o comportamento dos familiares interfere na esfera alimentar da criança e contribui para a instalação e manutenção da obesidade nessa fase.

Por falar em família…

Sua participação ativa é fundamental para propiciar hábitos alimentares adequados, como incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras, e redução da oferta de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, sal e gorduras. Também é preciso evitar na rotina alimentar da criança a presença de bebidas com baixo valor nutricional e alto valor calórico, a exemplo de refrigerantes e sucos artificiais.

Fazer as refeições com as crianças, ser modelo de consumo de alimentos saudáveis, observar sinais de fome e saciedade dos filhos e não realizar trocas afetivas exclusivamente por meio da alimentação (por exemplo: oferecer guloseimas como forma de dar afeto aos filhos) são outras importantes recomendações aos pais.

A família deve ainda modificar o comportamento sedentário, estimulando a criança a ter um estilo de vida mais ativo. É preciso incentivar a troca do tempo gasto com TV, videogame, computador, tablet e celular por momentos de brincadeiras ao ar livre, caminhadas, passeios de bicicleta, etc. – todas essas atividades com o envolvimento dos pais.

Fonte: Revista Saúde


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Antes de mais nada, é preciso deixar claro que este acompanhamento não dispensa o pré-natal com o obstetra. “A medicina ortomolecular atua como coadjuvante, podendo indicar a suplementação de nutrientes e vitaminas, que visam saúde e bem estar da mãe e do bebê”, reforça a ginecologista, Dra. Anna Bordini.

Antes de iniciar o tratamento, porém, o especialista deve solicitar uma série de exames tradicionais, como sangue e urina, além de outros mais específicos para avaliar a dosagem hormonal da tireóide e do estresse, por exemplo. “Com tais informações, é elaborado um tratamento personalizado para a gestante”, diz Anna.

Afinal, a gravidez é um período de muitas alterações físicas e emocionais que podem atrapalhar a mãe e o desenvolvimento do bebê. “O tratamento ortomolecular não interfere no pré-natal realizado com obstetra, mas procura compensar o desgaste do organismo nessa fase, que também é influenciado por fatores externos como estresse, poluição e alimentação inadequada”, informa.

Durante a gravidez, qualquer mulher precisa de um acompanhamento especial, pois fica mais suscetível a desenvolver infecções, apresentar anemia e alergias, enfrentar problemas na pele e demais desconfortos. Além disso, Anna destaca que outro assunto importante é o controle do peso. “Por meio de uma alimentação balanceada e reposição de nutrientes pode ser mais tranqüilo para a gestante manter o ganho de peso sob controle, sem ter de enfrentar o desgaste de um aumento de peso excessivo”, afirma.

De olho nos nutrientes

Para a especialista, os suplementos nutricionais e vitamínicos não substituem uma dieta rica em legumes, verduras, carnes magras, lácteos, cereais e frutas. “Por isso, a indicação sempre é apostar em um cardápio variado e nutritivo. Evitando alimentos gordurosos, industrializados e refrigerantes”, ensina Anna.

Para facilitar, a médica Anna Bordini lista os principais alimentos que devem compor a dieta de uma gestante, ressaltando os minerais e as vitaminas essenciais para uma gravidez saudável. Confira:
Ferro: pode ser encontrado em carnes vermelhas e brancas, feijão, lentilha, grão-de-bico, folhas verde-escuras e beterraba.

Cálcio: está presente em leites e seus derivados como queijos e iogurte, além de brócolis e nozes.

Magnésio: mineral encontrado em cereais, arroz integral, nozes e frutas como abacate e damasco seco.

Vitamina B6: presente no germe de trigo, ervilha, cenoura e banana.

Vitamina C: em frutas cítricas como laranja, limão e abacaxi, além de ser encontrada em verduras como agrião, brócolis, couve e espinafre.

Vitamina E: pode ser encontrado em cereais integrais, castanhas e ovos.

Fonte- Dra. Anna Bordini (CRM- 111.280), médica ginecologista com pratica ortomolecular


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O paciente, de 62 anos, tem linfoma não Hodgkin de alto risco. Em menos de 20 dias após o início do tratamento, ele não apresenta mais sinais da doença

O mineiro Vamberto Luiz de Castro, de 62 anos, é o primeiro paciente a receber um tratamento totalmente individualizado contra câncer. O tratamento consiste na técnica mais arrojada já empregada na oncologia e foi totalmente desenvolvido no Brasil. Conhecido como CAR-T, o método é personalizado e associa a imunoterapia à engenharia genética.

Ao contrário dos medicamentos disponíveis atualmente, cada dose é customizada para o paciente e, para isso, há uma logística complexa. Atualmente, somente o Centro de Terapia Celular (CTC-FAPESP-USP) do Hemocentro de Ribeirão Preto, ligado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, unidade da Secretária de Estado da Saúde, desenvolve a medicação no Brasil. No momento, eles só são capazes de realizar um tratamento por vez. Mas há expectativa para ampliação dessa capacidade em breve.

Vamberto foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin de alto risco, um câncer hematológico grave, há dois anos. Entre setembro de 2017 e junho deste ano, foi submetido a quatro tratamentos diferentes, sem sucesso. A nova terapia era sua última esperança. Em menos de 20 dias após o início da tratamento, ele não apresenta mais sinais da doença.

“Tratando-se de câncer, ainda é cedo para dizer que ele está curado, mas ele não apresenta mais sinais da doença e era um paciente que já estava em cuidados paliativos”, diz o hematologista Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) do Hemocentro do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP) da Universidade de São Paulo.

O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. Vamberto, sofria de uma forma avançada de linfoma de células B. Após todos os tratamentos de quimioterapia e radioterapia falharem, o prognóstico era de menos de um ano de vida.

Em menos de 20 dias após o início do tratamento, exames mostraram que as células cancerígenas desapareceram. Os sintomas – suores noturnos, perda de peso e nódulos no pescoço – e as dores também sumiram. “Esse era um paciente que precisava de morfina para controlar as dores e tinha nódulos grandes pelo corpo todo. O resultado é incrível.”, comemora Covas. A alta é esperada para sábado, 12. Vamberto será acompanhado por pelo menos 10 anos.

Desenvolvimento nacional

A técnica utilizada em Vamberto é extremamente complexa e exige equipamentos de ponta. Atualmente, poucos países no mundo tem capacidade para produzir essas células, incluindo EUA, Reino Unido, China, Japão, entre outros. Esse fato coloca o Brasil no mesmo patamar de inovação de países desenvolvidos.

A pesquisa que deu origem ao desenvolvimento do tratamento começou há cerca de cinco anos, no CTC, em um projeto financiado pela Fapesp. Um prêmio recebido pelo hematologista Renato Cunha, membro da equipe, em 2017, para o desenvolvimento de vetores brasileiros ajudou a colocar o projeto em prática.

“O desafio era conseguir realizar o CAR-T com vetores nacionais e não comprados prontos, de farmacêuticas que já desenvolveram a técnica. E deu certo. Estamos desenvolvendo outros vetores e, em breve, trataremos leucemia e mieloma múltiplo e vamos caminhar em direção aos tumores sólidos. Essa ainda é uma fronteira, mas estamos ansiosos para isso”, diz Renato Cunha, diretor técnico do Centro de Transplante de Medula Óssea do HCRP.

O tratamento

O primeiro passo é extrair uma amostra de 200 mililitros de sangue do doente. Desse material, separam-se os linfócitos T, as células que comandam a sinfonia do sistema imunológico. Em laboratório, essas células são alteradas de modo a receber um receptor, o CAR, uma partícula desenhada para se dirigir a um alvo específico — no caso, o CD19, uma molécula encontrada na superfície das células com linfoma não Hodgkin de alto risco e também outros tipos de tumores, como a leucemia linfoide aguda.

O segundo passo é fazer com que os linfócitos T, já com o CAR (transformado em CAR-T, portanto), se multipliquem. Quando injetados de volta na corrente sanguínea, essas células poderosas continuam a se multiplicar e passam a fazer parte do sistema de defesa do organismo. Os novos linfócitos são treinados para reconhecer e matar especificamente as células cancerígenas. Em poucos dias, o câncer desaparece.

“As células T nos defendem contra infecções e o tumores. Mas em determinado momento, o tumor consegue driblar esse mecanismo e a célula não o reconhece mais. É quando ele começa a crescer. A modificação basicamente dá à célula um novo receptor que faz com que ela enxergue o tumor. É como um mecanismo chave-fechadura. A célula modificada tem uma chave que reconhece uma fechadura específica, que está no tumor, que precisa ser destruído.”, explica Cunha.

O procedimento na prática

Todo o procedimento deve ser realizado em ambiente hospitalar. No caso de Vamberto, a internação ocorreu seis dias antes da infusão das células, que é feita por uma transfusão sanguínea. Uma vez inseridas no corpo do paciente, essas células se multiplicam e começam seu trabalho.

No dia seguinte à infusão, começou a febre, um sinal que as células CAR-T estavam agindo. Cinco dias depois, tinha início o momento mais crítico. A ação massiva das células CAR-T desencadeiam uma tempestade de citocinas, que é uma inflamação generalizada.  Os sintomas desse processo incluem queda súbita de pressão, dificuldade para respirar e inchaço dos órgãos. Em alguns casos, essas reações graves, em pacientes já debilitados pela doença, podem ser fatais.

Para melhor controle dos sintomas, o paciente deve ser transferido para uma unidade de terapia intensiva, onde permanece até a estabilização do quadro. “Nós usamos um remédio que bloqueia essas citocinas, sem prejudicar o processo do CAR, porque essas citocinas fazem o CAR crescer mais e matar mais tumor. Precisamos delas para a eficácia do tratamento, mas em uma quantidade que não mate o paciente. Essa tempestade varia do grau 1 ao 4. Vamberto teve até o grau 3 e depois começou a melhorar”, explica Cunha.

A partir do sexto dia após a infusão, já era possível detectar 30% de células CAR-T no sangue do paciente. Isso significa que o tratamento está sendo bem sucedido e as células estão se proliferando. Em uma semana já era possível ver melhora nos sintomas clínicos. Com o passar do tempo, exames mostraram a redução do tumor até a remissão do câncer. Nos Estados Unidos, o índice de remissão da doença, entre linfomas terminais, é superior a 80% após 18 meses da realização da terapia celular. Na leucemia de células B, essa taxa ultrapassa os 90%. “Antes das células CAR-T, esses pacientes tinham só 5% de chance de sobrevivência. Mudou totalmente a história da doença”, comemora Cunha.

Ao contrário dos medicamentos comuns, como a quimioterapia ou terapias-alvo, que têm um tempo determinado de efeito no organismo, as células CAR-T permanecem por muitos anos no corpo do paciente. É como dar uma droga viva ao paciente. A vida útil de uma célula varia entre 30 e 50 anos e enquanto ela estiver viva, o paciente estará protegido contra  esse tipo de turmo, pelo menos.

Fonte: Portal Veja


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Mulheres jovens falam sobre o impacto da doença em seus relacionamentos e na fertilidade

“O sexo dói tanto que eu raramente faço. A dor que sinto depois é simplesmente horrível.” Hollie é uma entre 1,5 milhão de mulheres no Reino Unido que sofrem com a endometriose.

Esse é o nome dado à condição em que o tecido que reveste o útero cresce para fora do órgão, em regiões como ovários e tubas uterinas — o que significa que a fertilidade pode ser afetada. No caso dela, assim como o de muitas mulheres, o quadro também causa episódios de dor intensa durante e depois do sexo.

“Não é apenas o fato de dificultar a concepção, a possibilidade de ter filhos, de formar uma família, mas a doença também afeta a vida sexual”, conta Hollie.

Ela tem 24 anos de idade e sua educação, perspectivas de carreira e saúde mental já sofreram os impactos da gravidade da doença. Hollie participou de uma pesquisa da BBC sobre a condição, junto a outras 13.500 mulheres, como parte da maior investigação sobre o assunto no Reino Unido.

Danos e angústia

A jovem foi diagnosticada com o problema em março de 2018, depois de passar cinco anos com sintomas. “Quando você tem isso [a capacidade de fazer sexo] tirado de si, a saúde mental é afetada.” Hollie tem uma filha com seu parceiro. Ela diz ter recebido muito apoio dele, diante das dores que sente, mas os impactos da doença não deixam de ser uma preocupação.

“Isso me faz sentir como se estivesse falhando, e como se não fosse uma boa namorada”, diz ela, destacando que a ansiedade que sofre como resultado da doença é “debilitante”. Outro problema com que algumas mulheres que têm endometriose lidam é a dificuldade em engravidar.

As razões por trás disso não são totalmente compreendidas, mas a hipótese mais aceita é de que seja resultado dos danos às tubas uterinas e aos ovários.

A cirurgia para remover os focos da endometriose podem ajudar, mas não há garantia. O procedimento ainda pode gerar complicações, incluindo hematomas nas proximidades do útero ou — em casos menos comuns, mas mais sérios — danos ao órgão.

Hollie conta que quer mais um filho, mas acredita que tem poucas chances. “Nós dois sabemos, no fundo, que isso não vai acontecer. Mas não falamos sobre o assunto, porque me deixa triste.” Assim como Hollie, Sophie (nome alterado para preservar sua identidade) sofreu com crises de dor extrema, até chegar ao ponto de não conseguir fazer sexo com seu parceiro.

“A endometriose arruinou minha relação. Quando estávamos na cama, eu simplesmente não conseguia fazer nada. Eu não sabia o que era aquela dor e não me sentia levada a sério. Mas era uma dor terrível e ele simplesmente não entendia. No fim das contas, ele acabou dormindo com outras pessoas. Agora, eu não estou buscando ativamente uma relação, porque me preocupo com sexo e com essa minha dificuldade em fazer.”

Para Sophie, o sexo pode desencadear uma crise dos sintomas que ela descreve como “insuportável para mim e para quem está em volta — quando estou com dor, fico irritada”.

Tratamentos e cirurgia

De acordo com o Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês), não há ainda uma cura para endometriose, mas vários tratamentos podem aliviar os sintomas.

Entre eles estão os remédios analgésicos e medicamentos hormonais, assim como intervenções mais extremas, como as cirurgias para tirar os focos de tecido endometrial, ou mesmo para remover o útero, no procedimento conhecido como histerectomia.

Algumas mulheres optam pela histerectomia como solução para a dor extrema causada pela endometriose, o que significa que não podem mais ter filhos. Sophie sofreu com as dores por mais de uma década até obter um diagnóstico — agora, ela tem 26 anos de idade.

Nos últimos tempos, a dor ficou tão forte que Sophie suspeita que a histerectomia seja sua única saída, ainda que coloque um fim à possibilidade de ter filhos.

“Eu falei com meu médico há algumas semanas e ele disse ‘vou ser sincero, você provavelmente tem apenas mais um ano para engravidar’. A endometriose pode arruinar as minhas chances de ter um bebê”, diz ela.

Fonte: Portal G1


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Tenho constatado também muita ansiedade relacionada ao excesso de informações disponíveis nos mais variados meios de comunicação. Por causa disso, as mães, mesmo sem querer, são invadidas por informações até mesmo contraditórias relacionadas à gravidez, parto, e cuidados com o bebê. Algumas chegam até a ficar confusas sobre a forma de proceder nos casos que merecem maior atenção. Um exemplo disso são as opiniões divergentes sobre preparar ou não o seio para o aleitamento ainda durante a gravidez.

Sabe-se que o estresse e a ansiedade fazem com que a glândula suprarrenal libere na corrente sanguínea quantidades elevadas de hormônios, como adrenalina e cortisol. Estudos nos mostram que, com o aumento desses hormônios, pode ocorrer uma queda das funções orgânicas, como perda da resistência imunológica, deixando o organismo mais vulnerável às doenças, como infecções e inflamações. É possível que outros sintomas, como diminuição ou aumento da pressão arterial, problemas cardíacos, diabetes e lesões de pele, também decorrentes do estresse e ansiedade acometam não só a mãe, mas também o bebê e, nos casos mais graves, até provoquem trabalho de parto prematuro, prejudiquem o crescimento do bebê e causem até sofrimento fetal.

As dificuldades, bem como os imprevistos que fazem parte da vida de qualquer pessoa, talvez tenham um peso maior no equilíbrio emocional da gestante. Todavia, nesses casos, o importante é manter a calma e tentar confiar nos cuidados médicos que ela está recebendo no pré-natal. O apoio familiar é fundamental para a mulher nesse momento, pois contribui bastante para tornar seu dia a dia mais seguro e tranqüilo.

Buscar orientações sobre como ela deverá proceder quando o bebê nascer também pode amenizar a ansiedade da mãe, pois o universo dela gira em torno do bebê e é muito importante que se prepare para recebê-lo serena e naturalmente. É possível que esse preparo contribua muito para sua tranqüilidade e proporcione ao bebê um bom início.

No entanto, é importante que ela tente observar se a ansiedade ou o estresse está prejudicando seu cotidiano ou causando desconfortos físicos e emocionais. Caso isso aconteça, é importante que a gestante não hesite em procurar ajuda, seja de um psicólogo ou até mesmo do próprio obstetra que a acompanha. A avaliação do quadro deve ser feita com cautela e cuidado, a fim de que ela seja orientada da melhor forma possível em relação ao tratamento que poderá ser feito, seja ele psicoterapêutico, medicamentoso ou uma combinação dos dois.

Sabemos que a gravidez deve ser bem acompanhada para que o bebê nasça em condições saudáveis. Entretanto, o ambiente que o receberá é restrito no começo à mãe e ao que a envolve. Se ela não estiver bem, o bebê certamente captará isso e seu início de vida talvez seja prejudicado – justamente o período em que suas necessidades devem ser atendidas com serenidade. Do contrário, se esse ambiente não estiver em equilíbrio, ou seja, se a mãe não estiver bem, esse início poderá interferir na saúde psíquica do bebê, o que também se refletirá em sua saúde física.
Fonte: Cynthia Boscovich, psicóloga clínica, psicanalista


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A suplementação só é necessária em gestantes que já apresentam deficiência de algum nutriente. No entanto, se a grávida tiver uma alimentação saudável, o que, infelizmente, nem todas têm, não são necessários suplementos adicionais. A médica Suzete Motta explica que as exceções são o ferro, o ácido fólico e o cálcio. O magnésio também pode ser importante, porque muitas mulheres sofrem de deficiência desse mineral durante a gravidez, o que causa câimbras nas pernas. Caso seja necessário para o bebê, também pode tomar vitamina B12 ou vitamina B6.

“Há sim um aumento das necessidades nutricionais da mulher para a formação dos componentes da gestação, mas normalmente todos esses nutrientes podem ser obtidos através da própria alimentação. A gestante precisa ter um cardápio balanceado, que forneça todos os nutrientes necessários para que o bebê se desenvolva e a gravidez seja segura”, aconselha.

Veja a função de cada micronutriente especificamente durante a gravidez:

Vitamina A

Importante para o crescimento e para o desenvolvimento do feto. A sua deficiência no organismo pode causar defeitos congênitos, morte fetal, parto prematuro, retardo de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e contribuir para uma baixa reserva do nutriente no recém-nascido. “Se consumida excesso também pode ser prejudicial, podendo provocar malformações fetais atribuídas a alterações no metabolismo do DNA”, alerta Motta.

Vitamina C

Segundo a médica, ainda não há dados suficientes que comprovem sua importância específica durante a gestação, mas a vitamina C é um antioxidante, promove a síntese de hormônios, ajuda na cicatrização das feridas e na absorção do ferro da dieta. Sua deficiência provoca maior risco de infecções, ruptura prematura de membrana, parto prematuro e eclâmpsia.

Vitamina D

Tem a função de regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, necessários ao bom desenvolvimento dos sistemas nervoso, muscular e imunológico. “Essa vitamina pode ser adquirida através da dieta ou sintetizada na pele através de uma reação catalisada pela radiação”, explica.

Ácido Fólico

Atua como coenzima no metabolismo de aminoácidos, na síntese de DNA e RNA, é vital para a divisão celular e síntese protéica. Suzete Motta afirma que a sua deficiência provoca maior chance de deslocamento de placenta, nascimento precoce, morte neonatal, baixo peso ao nascer, prematuridade, anemia megaloblástica e defeitos no tubo neural. A recomendação de ácido fólico em grávidas é de 600 mcg.

Ferro
Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso, reduz o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato, melhora a resistência às infecções; melhora a capacidade de aprendizagem da criança e é fundamental para o crescimento saudável. Sua deficiência provoca anemia ferropriva, que está associada à maior risco de mortalidade materna, menor resistência aos sangramentos do parto e puerpério, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
“A OMS recomenda que todas as gestantes, independente da presença de deficiências dietéticas ou bioquímicas, devem receber dose profilática de ferro na quantidade de 30 a 40 mg durante todo o terceiro trimestre”, diz a especialista.

Cálcio
Importante na garantia da formação de estrutura óssea e dentária do feto. Sua deficiência no organismo durante a gestação e especialmente no período de amamentação pode levar à retirada do cálcio dos ossos da mãe para suprir as necessidades de formação do feto e para a produção de leite. “Se o bebê diminuir as reservas de cálcio da mãe, ela pode ter futuramente osteoporose, perdas de dentes e cáries”, alerta.

Suplemento certo para cada fase

Antes de engravidar: Ácido Fólico (1mg/dia)

Primeiro trimestre: Ácido Fólico (1mg/dia) e Vitamina B6 (30mg/dia)

Segundo trimestre: Ferro (45 a 60mg/dia), Cálcio (100 a 150 mg/dia) e

Magnésio (200mg/dia)

Terceiro trimestre: Ferro (45 a 60mg/dia) e Ômega 3 (500mg/dia)
Fonte – Dra. Suzete Motta (CRM-SP 93004) médica com formação em medicina esportiva.


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Sim, eu aconselho que faça coleta do segundo filho.Minha opinião é baseado em algumas evidências científicas:

1. A tendência mundial na área de transplante de células-tronco é a utilização da própria célula-tronco do indivíduo(autólogo), pois é uma terapia em que não é necessário utilizar altas doses de imunossupressores que eleva a mortalidade do procedimento. São realizados, por ano, 30.000 transplantes autólogos e 15.000 transplantes alogênicos (de um indivíduo para outro).

2. Na área de engenharia de tecidos, todos os trabalhos que participo no Hospital das Clínicas da FMUSP, que inclui a colocação tópica de células-tronco no coração (INCOR) e na medula espinhal (Instituto de Ortopedia), usam a própria célula-tronco do indivíduo devido o risco de rejeição.

3. Na leucemia mielóide aguda, doença em que a evolução é dramática, é possível a utilização do sangue do irmão para obtenção de um efeito anti-leucemia bastante potente. É interessante ressaltar que a resposta deste tipo de transplante é muito melhor quando usamos o sangue de cordão compatível da própria família (irmão) do que provindo de fonte pública (banco público de cordão).

4. Em virtude do número limitado de células-tronco contido no sangue de cordão umbilical, principalmente quando o paciente possui peso superior a 50 Kg, a literatura têm avaliado a possibilidade de utilizar dois produtos coletados compatíveis (habitualmente familiares) num único transplante. Jamais o aconselhamento de coleta de múltiplos filhos é feito no meu serviço de forma sentimental ou ilógica, abomino algumas colocações comerciais, como: “a chance de usar o cordão é de 1 para cada dois indivíduos, você imagina com dois filhos!!!…” “se fez para o primeiro filho deve ser feito para o segundo, o segundo sempre é um coitado…” “se o primeiro ficar doente, a chance do segundo é altíssima…” Assim, termino declarando que a chance de dois filhos necessitarem do próprio sangue de cordão umbilical é muito baixa, mas nós nunca sabemos qual deles irá necessitar inicialmente.


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Com hemorragia visível: uma quantidade de sangue é expelida pela vagina e a gestante sente forte dor ou contração uterina. Ocorre em aproximadamente 80% dos casos.

Com hemorragia invisível: não há sangramento visível e o único sintoma é a forte dor ou contração uterina.

O problema pode ser ocasionado em função de um traumatismo abdominal, porém a existência de um cordão umbilical curto que exerça tração sobre a placenta também provoca o problema. Em mulheres com outros filhos, mais de 40 anos, fumantes, com hipertensão, diabetes ou doenças renais crónicas a incidência pode aumentar.

O deslocamento prematuro da placenta pode ser perigoso para o feto e para a mãe. Isso porque reduz a área de troca sanguínea pelo qual o feto recebe oxigênio e nutrientes. E se o deslocamento for total, pode provocar óbito ao feto. Já para a mãe, o risco refere-se à hemorragia que, pode ser intensa, colocando sua vida em risco.

Não há prevenção, mas o diagnóstico precoce pode evitar complicações. Se o sangramento for leve, a gestante deve fazer repouso absoluto. E assim que o sangramento cessar poderá até voltar a andar, sem fazer esforço.
No caso de o sangramento ser intenso, pode ser preciso realizar necessária transfusão de sangue. E opta-se pela cesariana, pois o parto normal pode fazer com que a placenta se desprenda antecipadamente impedindo o fornecimento de oxigênio ao feto.

O pré-natal é a maneira mais eficaz para uma gestação saudável. Isso evita riscos para mãe e para o bebê.

Fonte- Ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho


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Uma pesquisa feita por instituições brasileiras e americanas, em parceria com o Ministério da Saúde, constatou que 12% das mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil poderiam ser evitadas caso as mulheres praticassem atividades físicas regularmente. Não é pouca coisa!

Os cientistas começaram enumerando as vítimas desse tumor no nosso país entre 1990 a 2015. Depois, cruzaram esses números com os índices de sedentarismo do país e com outras pesquisas que mostram qual a probabilidade de uma pessoa que faz exercício ter câncer de mama, versus outra que é inativa.

Daí veio a conclusão: se todas as brasileiras ao menos caminhassem meia hora por dia, cinco vezes na semana, uma a cada dez mortes por câncer de mama não teria ocorrido no país. Em 2015, por exemplo, isso representaria 2. 075 vidas poupadas.

Além disso, a análise concluiu que 6,5% dos óbitos por essa doença são atribuídos ao consumo de bebidas alcoólicas, ao sobrepeso e a uma dieta rica em açúcar. O impacto é menor do que o do sedentarismo, porém bastante significativo.

“A adoção de um estilo de vida equilibrado evitaria 39% das mortes por doença crônica, que respondem por 76% dos falecimentos no Brasil, sendo a promoção da saúde uma política com baixo custo e com grande impacto populacional”, corrobora Fátima Marinho, diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, do Ministério da Saúde, em nota.

Como as atividades físicas ajudam a prevenir o câncer de mama

No geral, realizar 150 minutos de exercícios por semana ajuda a turbinar a imunidade e amenizar a inflamação do organismo. E isso, por si só, já ajudaria a afastar essa encrenca.

Entretanto, no estudo mencionado acima, os experts citam outras pesquisas que atribuem à atividade física um papel no controle da produção de hormônios femininos, também ligados ao tumor de mama.

Ora, o estrogênio é capaz de estimular a multiplicação de células nas mamas. Se uma dessas é defeituosa, portanto, o excesso desse hormônio facilita sua replicação, dando início a um câncer no local.

Uma vez que fazer academia, pedalar, jogar bola e por aí vai mantém a concentração de estrogênio em níveis mais adequados, o risco da doença cai. Além disso, uma vida ativa diminui a produção de leptina, outra substância liberada no corpo e que, em largas doses, tem sido associada ao câncer na pós-menopausa.

Brasileiras precisam ficar em estado de alerta

A edição de 2017 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostra que 13,9% das mulheres das capitais brasileiras são completamente sedentárias no tempo de lazer. Fora isso, 51,3% se mexe menos do que deveria.

Isso significa que mais da metade da população feminina do país não alcança o equivalente a pelo menos 150 minutos de exercícios moderados ou 75 minutos de atividades vigorosas por semana.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de mama é o segundo mais comum no sexo feminino, ficando atrás apenas do de pele não-melanoma. Ele corresponde a cerca de 28% dos casos a cada ano. Até o fim de 2018, são esperados 59 700 novos episódios.

Fonte: Revista Saúde