Blog

CLASSIC LIST

coronavirus-mundo_-121.jpg

Estudo descobriu que injeções intravenosas de células-tronco mesenquimais nos pulmões aceleram a recuperação de pacientes graves

Um estudo conduzido por pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, pode ter descoberto uma nova forma de tratar casos graves de Covid-19. Os especialistas utilizaram células-tronco mesenquimais derivadas do cordão umbilical para criar um tratamento capaz de reduzir o risco de morte e acelerar a recuperação de pacientes. O trabalho foi publicado na revista científica Stem Cells Translational Medicine.

As células mesenquimais são estruturas que não apenas ajudam a corrigir as respostas imunológicas e inflamatórias do corpo, como também têm atividade antimicrobiana e promovem a regeneração de tecidos. Na pesquisa, os médicos realizaram infusões destas células diretamente no pulmão de 24 pacientes hospitalizados com coronavírus e que desenvolveram a síndrome respiratória aguda grave (SARS).

Quando administradas por via intravenosa, as células-tronco mesenquimais migram naturalmente para os pulmões. O estudo usou a técnica duplo-cego, ou seja, nem médicos ou participantes sabiam se estavam recebendo o tratamento ou o placebo (substância inativa). Os pacientes que receberam a medicação foram injetados com duas infusões de 100 milhões de células-tronco cada, com três dias de intervalo entre uma e outra.

Os resultados foram animadores: no grupo tratado com células-tronco, a taxa de sobrevida em um mês foi de 91%, contra 42% do grupo que recebeu placebo. Entre os pacientes com menos de 85 anos, 100% dos tratados com células-tronco mesenquimais sobreviveram no mesmo período.

Os pacientes que receberam o tratamento também se recuperaram mais rapidamente. Mais da metade dos participantes tratados com as células-tronco mesenquimais voltou para casa duas semanas após a última injeção. Mais de 80% do grupo de tratamento se recuperou 30 dias depois, contra menos de 37% no grupo de controle.

Camillo Ricordi, diretor do Instituto de Pesquisa sobre Diabetes (DRI) e do Centro de Transplante Celular da Universidade de Miami, explicou no trabalho que o tratamento se mostrou seguro, sem eventos adversos graves relacionados à infusão. Segundo ele, o cordão umbilical contém células-tronco progenitoras, ou células-tronco mesenquimais, que podem ser expandidas e fornecer doses terapêuticas para mais de 10 mil pacientes a partir de um único cordão umbilical.

A infusão intravenosa funcionaria como uma transfusão de sangue, de acordo com o médico. “É como a tecnologia de bomba inteligente no pulmão para restaurar a resposta imunológica normal e reverter complicações potencialmente fatais”, detalhou Ricordi.

Doenças autoimunes – Atualmente existem mais de 260 estudos clínicos com células mesenquimais listados no clinictrials.gov para o tratamento de doenças autoimunes. “É um recurso exclusivo de células que estão sob investigação para possível uso em aplicações de terapia celular para casos em que é preciso modular a resposta imune ou a resposta inflamatória”. Para Ricordi, a pesquisa confirmou o poderoso efeito anti-inflamatório e imunomodulador das células-tronco.

“Essas células inibiram claramente a ‘tempestade de citocinas’, uma marca registrada de Covid-19 grave”, explicou Giacomo Lanzoni, professor assistente de pesquisa no Instituto de Pesquisa sobre Diabetes e co-autor do estudo. “Os resultados são extremamente importantes não apenas para o coronavírus, mas também para outras doenças caracterizadas por respostas imunes aberrantes e hiperinflamatórias, como o diabetes tipo 1 autoimune“.

Próximos passos – Agora, os pesquisadores pretendem estudar o uso das células-tronco em pacientes com Covid-19 que ainda não ficaram gravemente doentes, mas estão sob risco de serem intubados. A intenção é determinar se as infusões impedem a progressão da doença.

A esperança dos especialistas é que o tratamento possa ser utilizado em outros pacientes com doenças autoimunes. Isso porque, segundo Camillo Ricordi, as respostas exacerbadas do corpo provocadas por doenças autoimunes podem ser parecidas com as observadas em pacientes com coronavírus.

O plano do Centro de Transplante Celular da Universidade de Miami é criar um grande repositório de células-tronco mesenquimais prontas para uso e disponíveis para serem distribuídas para hospitais e centros na América do Norte.

Fonte: revista Metrópoles


Alimentação-gestante.jpg

Durante a época mais quente do ano, é superimportante ficar de olho nas refeições, além de manter a hidratação em dia. Veja dicas de ouro para passar (bem!) por este período

Durante a gravidez, é superimportante ter uma alimentaçãosaudável e manter as atividades físicas de acordo com as orientações médicas. No verão, por causa do clima quente, é necessário ter alguns cuidados a mais, principalmente quando o assunto é a ingestão de líquidos e o não consumo de alguns alimentos.

Bruna Pavão, consultora nutricional da Cuida Bem, explica que é importante fazer escolhas alimentares como, por exemplo, evitar o excesso de açúcar, cereais refinados, alimentos gordurosos, industrializados, frituras e bebidas alcoólicas, porque podem aumentar o ganho de peso e resultar na diabetes gestacional. “Além disso, alimentos como esses não fornecem nenhum nutriente essencial para a saúde”.

No verão, ela reforça que é essencial ficar de olho no suprimento das necessidades individuais de vitaminas e minerais, além de manter uma boa alimentação com proteínas, carboidratos, fibrase gorduras boas. “Assim, torna-se mais fácil o desenvolvimento correto do feto, reduzindo as chances de complicações. No entanto, é importante dizer que não existe um alimento completo, por isso, deve-se variar o cardápio e combinar os alimentos, para que suas interações se complementem. Um exemplo é o consumo do arroz e feijão, que, juntos, oferecem aminoácidos essenciais para o corpo, sendo uma ótima fonte proteica”.

Alimentos refrescantes – Investir em comidas frescas como saladase frutas são uma ótima opção para aliviar a sensação de calor nos dias quentes. No entanto, alguns alimentos, geralmente consumidos no verão como, por exemplo, carnes cruas e frutos do mar devem ser evitados. A consultora nutricional explica que eles podem ser perigosos pelas chances de parasitas, que acabam roubando nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável do bebê.

Para uma maior segurança alimentar, é preferível que as refeições sejam feitas em casa. “Se não tiver outra opção, o indicado é tomar um cuidado maior com determinados alimentos, como saladas e carnes malpassadas, que podem transmitir doenças capazes de causar prejuízos à saúde do feto, como a toxoplasmose”, comenta Bruna.

Hidrate-se – Nas estações mais quentes, é superimportante o consumo de dois litros de águapor dia. A especialista explica que dessa forma, é possível repor os líquidos perdidos na transpiração, além de manter os níveis adequados do líquido amniótico, tão importante para a vida intrauterina do bebê.

Evitando a diabetes gestacional – Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o problema costuma ter prevalência entre 3% e 25% das gestações. Além da possibilidade de ocorrer durante a gestação, surge a preocupação da continuação da doença também após o parto.

A boa notícia é que é possível evitar esse problema. Para isso, é preciso ficar de olho na alimentação e consumo de líquidos, além de fracionar refeições ao longo do dia. “O indicado é que diariamente sejam feitas, pelo menos, três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois ou três lanches saudáveis, evitando intervalos maiores do que três horas”. A especialista reforça ainda que durante a alimentação, a comida precisa ser bem mastigada, sem distrações durante as refeições como, por exemplo, o uso de dispositivos eletrônicos.

Bruna explica que é preciso ficar de olho no consumo excessivo de carboidratos com alto índice glicêmico, como pão e arroz branco e açúcares, principalmente o refinado. Portanto, a orientação da consultora nutricional é estar atenta nas refeições do café da manhã, pois é durante este período que ocorrem os maiores níveis de açúcar no sangue, devido alterações hormonais.

Fonte: revista Pais e Filhos


tenis-treino-exercicio-academia-1556323299415_v2_900x506.jpg

Um importante benefício do exercício físico para os músculos foi constatado em pesquisa do IQ (Instituto de Química) da USP (Universidade de São Paulo). Os pesquisadores descobriram por meio de experimentos com animais que há mais renovação de células-tronco em músculos exercitados, o que favorece a reparação do tecido muscular em casos de lesão. As conclusões do estudo vão servir de base para a criação de estratégias de prevenção da perda de massa muscular, comum no envelhecimento e em vários tipos de câncer.

“O objetivo da pesquisa foi entender como o exercício muda as células-tronco do músculo, conhecidas como células-satélite, pois tendem a ficar na periferia do tecido muscular”, conta ao Jornal da USP a professora Alicia Kowaltowski, que coordenou a pesquisa. “Sabe-se que células-tronco sofrem alterações metabólicas profundas quando têm mudanças de função ou se diferenciam, e o estudo procurou entender como isso era afetado pelo exercício.

A pesquisa foi realizada por Alícia e o pós-doutorando Phablo Abreu, que realizou os experimentos, com utilização de equipamentos existentes no IBC (Instituto de Ciências Biomédicas) da USP.

Segundo a professora, a autorrenovação serve tanto para manter uma população saudável de células-tronco no local como para impedir efeitos indesejados durante o reparo de tecidos, como a inflamação e a fibrose.

“De fato, verificou-se que o exercício causa tanto o aumento da autorrenovação das células-satélites como a diminuição de inflamação e fibrose em músculos quando são feitas lesões neles”, destaca.

Quando as células-tronco exercem suas funções, acontecem alterações metabólicas que podem ser o motivo pelo qual elas mudam de característica funcional, aponta Alicia.

“Por isso, o estudo mediu a função metabólica mitocondrial, pois as mitocôndrias são o centro metabólico das células, agindo como se fossem baterias celulares”, ressalta a professora. “Para nossa surpresa, a respiração mitocondrial e a produção de energia das células-tronco eram menores nos animais exercitados”, acrescenta.

Sabendo que a respiração menor e o aumento da autorrenovação aconteciam ao mesmo tempo, os pesquisadores questionaram se os processos ocorriam em paralelo ou se havia uma relação de causa e consequência entre eles.

“Para responder isso, foi usado um veneno para artificialmente inibir a respiração de células normais para que chegassem ao mesmo nível das células de animais exercitados”, afirma Alicia.

De acordo com a professora, inibição da respiração é suficiente para promover características de autorrenovação semelhantes às obtidas com o exercício. “De fato, quando foram injetadas células de animais exercitados ou com a respiração parcialmente inibida em músculos, viu-se que elas promoviam menos inflamação que as células de animais que não se exercitaram”, enfatiza.

A pesquisa desvenda mecanismos em que o exercício promove efeitos musculares benéficos, observa Alicia. “Sabendo esses mecanismos, pode-se pensar em novas estratégias para melhorar a saúde muscular, promovendo efeitos semelhantes ao exercício”, afirma ao Jornal da USP. “Isso é muito importante, pois a perda de massa muscular é um fator de risco em diversas situações como envelhecimento, cânceres e infecções”.

Além de estar presente no envelhecimento e em vários tipos de câncer, a perda de massa muscular (caquexia) é comum em casos de aids, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência cardíaca, entre outras doenças. “Se pudermos desenvolver novas estratégias para preservar a massa muscular, teremos melhores tratamentos para várias doenças”, conclui a professora.

Fonte: Portal UOL


Gato-diabetico-2-scaled-e1609340180911.jpg

Acupuntura e analgésicos aliviavam um pouco as dores, mas o sofrimento de Tatá só aumentava. Sua salvação foi a terapia com células-tronco

Um gatinho gorducho, além de explícita fofura, pode ser um sinal mascarado de problema de saúde do pet. Um caso frequente é a diabetes felina. Segundo a medicina veterinária, a diabetes felina corresponde, em 80% dos casos, com a diabetes tipo 2 em humanos, na qual a hiperglicemia ocorre principalmente pela resistência insulínica – nesse caso o pâncreas consegue produzir a insulina, porém ela não atua de maneira eficiente. É um tipo de diabetes ligado à obesidade.

A médica Eliseanne Nopper é tutora do gato Otávio Augusto, o Tatá, de 10 anos. Como ela ressalta, “um exemplo explícito” de fofura e pet que sofre desta doença. Segundo a profissional, desde os três dias de vida ele já era o dobro do tamanho dos outros irmãozinhos da mesma ninhada.

“Resgatei o Tatá ainda dentro da barriga da mãe. A gata era de um vizinho, que se mudou e a abandonou grávida, com dois filhotes da primeira ninhada. Recolhi os gatos, e o Tatá acabou nascendo dentro da minha casa. Desde filhotinho já era gordinho”, conta Eliseanne.

O tempo passou e Tatá se tornou um gato obeso. “Fizemos várias dietas, com acompanhamento de um veterinário endocrinologista, mas a única coisa que conseguimos foi uma lipidose (doença que acomete o fígado dos felinos e é caracterizada pelo acúmulo de gordura), que quase o matou”, lembra a médica.

A primeira vez que o animal foi submetido ao tratamento com insulina, ela conta, a resposta foi positiva, ficando bem por um bom tempo. A diabetes voltou quando uma segunda irmã do Tatá faleceu. “A partir daí, sua saúde foi só piorando, e outros problemas, aparecendo. Chegou a tomar 20 unidades de insulina por dia”.

Devido ao excesso de peso, Tatá sofria também com dores na coluna e, pelo fato de o diabetes continuar se mantendo, passou a desenvolver uma neuropatia. “Foi quando ele começou a andar com uma pata caída. Não conseguia mais correr, subir nos móveis e a não brincar mais. Cheguei até a fazer uma rampa para ele subir no sofá”, disse Eliseanne.

Acupuntura e analgésicos conseguiam aliviar um pouco as dores, mas o sofrimento de Tatá e também da tutora só aumentavam, ressalta a médica, e sua salvação foi a terapia com células-tronco.

A médica veterinária Marina Alvarenga, especialista em cultivo e terapia celular da Omics Biotecnologia Animal, diz que o caso de Tatá é um excelente exemplo de como as células-tronco podem melhorar a qualidade de vida dos animais e auxiliar na diminuição de medicações em casos de doenças crônicas.

“É importante entender que em muitas doenças, principalmente as crônicas, não podemos promover a cura, mas as células-tronco desempenham um papel importante na melhora do estado geral do animal e na regulação das doses de medicamentos, como a insulina, no caso do Tatá, melhorando, assim, a resposta ao tratamento terapêutico.”

De quatro meses pra cá, Eliseanne está só comemorando. Tatá voltou a levantar a pata para andar, a subir nos móveis sem auxílio da rampa e já perdeu três quilos. No entanto, Otávio Augusto continua com o tratamento com células-tronco, e as doses de insulina já foram reduzidas em 60%.

Fonte: Jornal de Piracicaba


Vitaminas.jpg

Vitamina D e zinco são buscados nas farmácias para reforçar as defesas do organismo e auxiliar na proteção contra a Covid-19

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, ainda em janeiro, médicos e cientistas têm testado a utilização de diversos medicamentos na prevenção e combate aos sintomas da Covid-19. Entre eles estão alguns que foram muito falados, como azitromicina, ivermectina e hidroxicloroquina, que não possuem nenhuma comprovação de eficácia contra a doença. Nas farmácias de Santa Cruz do Sul, contudo, a população tem apostado nos produtos para fortalecer o sistema imunológico, como zinco e vitamina D.

Conforme a farmacêutica Priscila Kops Trevisan, da Dermatologe, tanto a azitromicina quanto a cloroquina e hidroxicloroquina são medicamentos controlados e, portanto, só podem ser vendidos com prescrição médica. A ivermectina pode ser comprada livremente, mas também não tem comprovação de eficácia. “Devido às redes sociais, esses protocolos foram muito difundidos e muitas pessoas que ainda não contraíram a Covid-19 associam isso ao uso contínuo da ivermectina”, salienta. Ela reforça a importância da consulta com o médico e orienta que as pessoas não devem se automedicar.

Por outro lado, a busca de soluções contra a Covid-19 fez aumentar nas farmácias e drogarias a procura por produtos que reforçam o sistema imunológico. “O zinco é muito bom para aumentar a imunidade, assim como a vitamina D. Está sendo bom manter níveis mais altos de vitamina D, não só contra o coronavírus mas contra outras doenças também”, frisa Priscila. Ela recomenda que as cápsulas sejam consumidas junto com as principais refeições, pois o produto é lipossolúvel – ou seja, dependente da presença de gorduras para que seja absorvido corretamente pelo organismo.

A mesma situação é relatada por Rômulo Freitas, farmacêutico responsável pela São João do cruzamento das ruas Júlio de Castilhos e Marechal Deodoro. “Ainda não se sabe muito sobre o vírus, então, o que manda é a imunidade. Nós fazemos testagem para a Covid-19 aqui, e já vi muitos casais onde um estava positivo e outro não. Então, depende da imunidade de cada pessoa.” Ele também chama a atenção para o fato de a deficiência de vitamina D ser muito comum na população, especialmente em mulheres acima dos 40 anos.

Controlados – Ainda em março, com receio de a procura tornar os medicamentos escassos no mercado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir prescrição médica para a venda da cloroquina e hidroxicloroquina. A ivermectina também chegou a ter a venda controlada em julho, mas voltou a ser liberada em setembro. Já a azitromicina, por se tratar de um antibiótico, requer receita desde o ano de 2010.

Fonte: jornal Gazeta do Sul


cuidador-de-idosos.png

Técnica tem como objetivo diminuir a inflamação causada pela infecção por Sars-CoV-2

Um estudo clínico brasileiro sobre o novo coronavírus pretende utilizar células-tronco extraídas de polpas de dentes de leite de doadores em pacientes idosos que estejam no estágio moderado da inflamação, permitindo, assim, que a pessoa infectada pela Covid-19 enfrente a doença em melhores condições.

O objetivo do tratamento é reduzir os processos inflamatórios exacerbados que podem surgir nas pessoas infectadas. Para o desenvolvimento do ensaio, que terá duração aproximada de seis meses, a Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) iniciou uma aliança científica com a R-Crio Criogenia.

“Nossa estratégia com as células-troncos mesenquimais é mitigar a reação inflamatória do organismo. É robustecer o organismo do paciente infectado com a doença para aliviar a inflamação e o comprometimento dos pulmões, além de reduzir as possíveis sequelas e, desta forma, o próprio sistema imunológico do organismo cria uma defesa contra aquele vírus”, afirma Raul Canal, presidente da Anadem e mestrando em Medicina Regenerativa.

De acordo com o especialista, o organismo cria defesas, só que em alguns casos até que a imunologia contra aquele vírus seja desenvolvida, a resposta inflamatória exacerbada pode matar a vítima antes.

Segundo o pesquisador José Ricardo Muniz Ferreira, membro da International Society for Cellular Therapy (ISCT), as células-tronco mesenquimais recebem esse nome em razão da origem embriológica. “Apresentam capacidade de se diferenciar em células formadoras de órgãos e tecidos duros e modular a resposta inflamatória com grande competência”.

Inicialmente, serão usadas células heterogêneas no estudo, ou seja, células de doadores. Sobre possíveis reações ao paciente, o presidente da Anadem explica que diferentemente de um transplante de órgão, não existe o risco de rejeição.

“A única coisa questionável é que como é uma célula-tronco carrega o DNA, leva a identidade da pessoa de quem foi extraída. Todavia não há contraindicação. Todas as células quando coletadas passam por toda pesquisa sorológica para todas as doenças como HIV, HPV, sífilis e malária. Então, não existe perigo de contágio e reação alérgica”, acrescenta Canal.

Ele acrescenta que, futuramente, a pessoa poderá realizar a coleta de suas próprias células-tronco, criopreservá-las e usá-las para tratar qualquer doença que tiver posteriormente.

Conforme o presidente da Anadem, uma vez comprovada a eficácia do estudo, as infusões poderão ser a solução para quaisquer outros vírus que vierem após a Covid-19. “Estamos muito otimistas e entendemos que isso é algo muito recente. A primeira resolução regulamentando essas terapias avançadas no Brasil é de 2018”, diz ele.

Estudo clínico – Diretamente ligado à inovação das terapias celulares, o estudo clínico já foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), já tem formado um comitê independente de biossegurança e agora aguarda autorização da Anvisa para iniciar a fase de recrutamento de pacientes.

A expectativa é que, nos próximos 20 dias, a Anvisa emita a autorização para que possa ser iniciada a fase clínica com a seleção de pacientes voluntários. Serão recrutados idosos com mais de 60 anos e com pelo menos duas comorbidades, ou seja, pacientes graves, mas no estágio moderado da inflamação pela Covid-19.

Dentro deste perfil, serão selecionados 48 pacientes do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, e do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), em Goiás, ambos referência no tratamento do novo coronavírus.

“Eles serão agrupados de forma aleatória em dois grupos, já que o estudo tem um caráter duplo-cego com o intuito de garantir a isenção e a segurança aos protocolos e processos. Será um grupo experimental com 24 pacientes que receberão a terapia com células-tronco obtidas a partir de polpas de dentes de leite de 24 doadores e outro grupo com outros 24 pacientes que receberão placebo (solução salina inócua)”, explica o pesquisador José Ricardo.

Fonte: Portal Metrópoles


seguranca-das-criancas-em-piscinas-1200x622.jpg

O verão começou oficialmente e promete muita chuva. Uma coisa é certa: ainda tomando todos os cuidados por causa da pandemia, é possível curtir e se refrescar muito com a família

Agora é oficial: o verão começou e ele veio com tudo! Nesta segunda-feira, 21 de dezembro, às 7h02, o hemisfério sul deu as boas-vindas à estação mais quente do ano, que promete trazer rápidas mudanças no tempo, mas que provavelmente não vai bater recordes nos números de temperaturas elevadas.

O verão vem com fortes possibilidades de chuvas, granizo e ventos moderados a fortes em grande parte do país. As chuvas da estação já são velhas conhecidas e, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), elas são frequentes em todas as regiões do Brasil, “exceto no extremo sul do Rio Grande do Sul, nordeste de Roraima e leste do Nordeste”. As informações são da CNN.

Já que a estação promete esquentar as casas das famílias e é ainda mais necessário respeitar o isolamento social por causa da segunda onda de coronavírus, o ideal é exagerar na hidratação, ficar em casa e curtir os dias com a família. Para refrescar, a dica é: brinque com água!

Os benefícios de brincar na água – “Brincar na água é uma atividade sensório-motora excelente, e as crianças acham muito divertido”, diz Lee Scott, Presidente do Conselho Consultivo Educacional da The Goddard School, nos EUA. Ela acrescenta que, à medida que as crianças brincam com água, elas desenvolvem habilidades em “exploração científica, matemática, habilidades motoras grossas e finas e expressão criativa”.

Brincar na água também pode promover o desenvolvimento da linguagem e socioemocional, diz Wilson. “A linguagem pode ser modelada e reforçada por meio de brincadeiras na água, uma vez que fornece um tempo para falar, se comunicar e fazer perguntas abertas”, diz ela. Os pais podem ajudar incentivando a troca de ideias e convidando os filhos a compartilhar o que estão fazendo. Por exemplo: “O que você planeja fazer com a escova? O que pode acontecer quando você colocar a esponja na água?”.

Finalmente, dependendo da atividade que você escolher, brincar na água pode ter um efeito calmante. “Pegar, derramar e peneirar pode ter a capacidade de relaxar crianças pequenas e até adultos. Desfrute da tranquilidade de brincar na água ”, diz Wilson.

Veja algumas brincadeiras para fazer com seu filho:

Transferência de água – Ensine ao seu filho conceitos matemáticos e científicos com uma atividade simples de transferência de água. Usando pás, colheres grandes, baldes ou esponjas, ele pode mover a água de um recipiente para outro. Ele também pode contar quantas colheres de água ou esponjas cheias são necessárias para completar a transferência. “Por meio dessa exploração fácil de fazer, as crianças aprendem conceitos matemáticos sobre contagem e medição de volume”, diz Wilson.

Experiência de afundar ou flutuar – Scott recomenda um experimento “flutuar ou afundar”, no qual as crianças colocam pequenos itens na água para ver o que afunda e o que flutua. Os objetos podem incluir brinquedos para o banho, pedras, moedas, galhos, utensílios de cozinha, bolas de borracha, folhas, tampas de garrafas, botões, chaves e rolhas. Você pode fazer esse experimento em qualquer lugar, seja na banheira, na pia da cozinha ou em um balde.

O “experimento afundar ou flutuar” ensina os conceitos científicos de flutuação e densidade (os objetos irão flutuar se tiverem uma densidade inferior à da água). As crianças também terão algum jogo sensorial se você escolher itens com texturas diferentes. Finalmente, as crianças mais velhas também podem adivinhar se cada item irá afundar ou flutuar, o que as apresenta ao conceito de fazer uma hipótese.

Pintura na água – Seus filhos se sentirão como um agente secreto com esta atividade de pintar na água! Veja como fazer isso: faça com que seu filho se sente na calçada, no quintal ou em outra superfície de concreto (tem que ser escuro!). Dê a ele um balde d’água e um pincel e deixe-o desenhar no chão. Os desenhos secarão rapidamente sob o sol para ensinar o conceito de evaporação. As crianças também desenvolvem habilidades motoras finas e exercitam a criatividade com pinturas na água.

Aperte, retire, esfregue – Nesta atividade de brincar na água, você simplesmente dá itens ao seu filho enquanto ele está na banheira ou na piscina. Wilson tem algumas recomendações: uma vasilha de comida, uma variedade de colheres ou copos medidores, garrafas de esguicho, esponjas, escovas de limpeza, bonecas, carrinhos de brinquedo e brinquedos de banho. Você também pode adicionar um elemento de diversão com bolhas, acrescenta ela.

Fonte: revista Pais e Filhos


Dr.-Renato-de-Oliveira-Ginecologista-.png

Durante a estação, é superimportante cuidar da saúde de toda a família! Veja o que fazer e dicas de ouro para driblar os perrengues do calor

O verão está chegando e junto com ele, precisam vir também os cuidados redobrados com a saúde, principalmente com as gestantes e os bebês. Durante este período, as grávidas podem sentir mais calor, apresentarem mais inchaço e um aumento do cansaço. Já no caso dos recém-nascidos, é preciso ficar de olho no ressecamento da pele.

Para ficar longe de perrengues durante a estação, o Ginecologista e Obstetra da Criogênesis, Dr Renato de Oliveira, contou dicas de ouro para aproveitar (bem!) as férias em família e garantir toda a diversão que este período pede.

Beba água – Não tem jeito, hidratar o corpo é superimportante! Para repor os sais minerais perdidos na transpiração e manter a manutenção do líquido amniótico, é essencial ingerir ao menos dois litros de água por dia. A dica é sempre ter uma garrafinha por perto para evitar sensações de tontura, típicas da queda de pressão.

Fuja do sol – Até os seis meses de vida do bebê, o uso de filtro solar não é indicado. Por conta da pele ser mais sensível neste período, é mais comum que algum tipo de alergia possa aparecer. Para curtir a piscina ou praia, é importante aproveitar o sol no início da manhã ou fim de tarde, além de apostar em roupas de proteção ultravioleta.

Hidrate-se! – Com o desenvolvimento da gestação, as estrias podem aparecem por causa do crescimento da barriga. Mesmo que a pele apresente sinais de oleosidade, bastante comum na estação, é superimportante não deixar de hidratá-la! Para isso, o especialista recomenda o uso de hidratantes de toque seco e fácil absorção, que não deixam o aspecto pegajoso por conta do suor.

Hora do banho – Aumentar a quantidade de banhos tanto para a gestante, como para o bebê pode ser uma alternativa de driblar o calor. Vale lembrar que nas crianças, o uso de sabonete deve ser feito apenas uma vez ao dia, evitando assim o ressecamento e irritação da pele. Seu filho vai ficar muito mais fresquinho e confortável!

Fonte: revista Pais e Filhos


ronco-bebe-sono.jpg

Ter uma noite de sono tranquila e relaxante faz uma baita diferença para o desenvolvimento do bebê. Por isso, é superimportante aderir hábitos diários para auxiliar nos hormônios do crescimento, além de ajudar a criança a reunir todos os aprendizados do dia.

Durante o desenvolvimento do bebê, as boas noites de sono fazem toda a diferença. É durante este momento que seu filho reúne tudo o que aprendeu ao longo do dia, além de liberar os hormônios do crescimento, que são superimportantes! Quando apresentam alguma dificuldade para dormir, a família também têm sua rotina afetada, podendo causar stress, cansaço e ansiedade.

De acordo com Nanda Perim, psicóloga e educadora parental integrativa do comportamento e do sono infantil, é importante que a criança tenha uma rotinade sono, a fim de buscar uma melhor qualidade. “As pessoas se concentram demais no momento de colocar a criança para dormir, e esquecem que todo o restante do dia influencia muito mais o sono do que os últimos dez minutos antes dela adormecer”, explica.

Conforme a idade da criança, os períodos de sono podem ser maiores ou menores. Segundo a psicóloga, a média fica entre 11 a 13 horas dormidas por dia. Para te ajudar nesta missão, te contamos algumas dicas de ouro para relaxare criar uma rotina noturna para toda a família. Olha só:

Sonecas da tarde são tudo – É verdade! Se realizadas em diversos períodos do dia, podem ajudar a liberar a pressão homeostática que fica acumulada no corpo da criança. Isso influencia na regulação dos níveis de cortisol, possibilitando uma menor irritabilidade da criança ao longo do dia, principalmente entre os três ou quatro anos de idade. Conforme seu filho fica mais velho, é comum que este hábito comece a diminuir.

De olho na alimentação – Você sabia que é possível melhorar a qualidade do sono com os alimentos certos? Para isso, aposte em refeições com triptofano, a matéria-prima da melatonina, que ajuda a regular o sono. Nanda Perim orienta que ele pode ser encontrado em: peixes, peru, ovo, nozes, castanhas, leguminosas (feijão azuki, lentilha, soja), semente de abóbora, linhaça, aveia, arroz integral, chocolate amargo e queijo tofu. “Antes de dormir, opte por comidas leves, alimentos amigos do intestino, que não vão atrapalhar o sono por excesso de gases ou dificuldade na digestão. E fuja de açúcares e cafeínas”, disse.

Xô, assaduras – O cuidado com a pele do bebê pode influenciar (e muito!) sobre como será a noite de sono. “Sabemos que problemas de pele podem deixar a criança agitada, chorosa e com isso atrapalhar o sono. Isso é muito evidente na dermatite atópica, mas qualquer outra condição cutânea, incluindo dermatite de fraldas, pode deixar a criança irritada e, com isso, não dormir adequadamente. Por isso, devemos cuidar bem da pele do bebê para que não apareçam lesões”, explica a dermatologista Dra. Juliana Canosa.

Meu filho não dorme bem. Isso pode trazer riscos? Depende. Em um primeiro momento, é importante diferenciar o despertar noturno e o não dormir. “Muitos bebês despertam, mas têm sono de qualidade, enquanto existem bebês que passaram por treinamento de sono estressante e podem dormir mal, mas chamar pouco os pais à noite”.

Quando existe um privamento de sono, seu filho pode apresentar um comportamento irritadiço, ou até mesmo tentar compensar a noite de sono durante o dia. “Esse déficit de sono pode ter consequências na consolidação da memória, no crescimento, na atenção e também na capacidade de aprendizado. Estudos demonstram que uma hora a menos de sono por noite pode significar dois anos de atraso escolar. Uma coisa interessante de entender é que, muitas vezes, essa privação não se dá por despertares noturnos, mas sim por falta de rotina. Por exemplo, uma criança que dorme tarde e precisa ir cedo para a escola está, naturalmente, com déficit”.

Quando posso interferir no sono do meu filho? Nanda recomenda que os pais devem interferir quando a criança apresentar algum problema durante o sono como, por exemplo, os despertares muito frequentes. “Eles podem sinalizar necessidade de suprir demandas, como manter a criança mais aquecida ou diminuir luzes do ambiente ou até ruídos externos. Vale lembrar que um especialista deve ser consultado em casos mais graves.

Crie uma rotina de sono – A partir dos três meses de vida, os bebês começam a diferenciar o dia da noite, mas o processo geralmente só é consolidado com seis meses. Para auxiliar na regulagem, os pais podem inserir uma rotina noturna, que além de direcionar a criança, pode ajudar toda a família.

“Ter rotinas e rituais em casa transforma o dia das crianças, pois, assim, elas se sentem seguras, e essa previsibilidade facilita as atividades. Rotinas baseadas no ritmo da criança são essenciais, pois a sequência de eventos ajuda a estruturar seu organismo – além de ajudar a não esquecer detalhes importantes do dia, como pular sonecas ou deixar passar a hora de dormir (o que pode fazer com que ela vá mais estressada para a cama)”, explica Nanda.

A especialista recomenda que após as 18h, as luzes acesas dentro de casa sejam diminuídas, deixando a noite entrar. Uma hora antes de colocar o bebê para dormir, é importante criar uma atmosfera tranquila e, sempre que possível, usar tons de voz mais baixos. “Irmos acalmando e relaxando o corpo da criança em etapas também é importante, como o momento do banho (massagens também são ótimas para relaxá-los), contar histórias – tudo isso com atenção à luminosidade do quarto, que deve estar mais escuro, com as luzes baixas -, e sempre tentando criar uma conexão com a criança, demonstrando afeto e carinho”, comenta.

Fonte: revista Pais e Filhos


Nelson-e1608037533581-1200x1194.jpg

A Covid-19 pode criar um desajuste no sistema de coagulação de grávidas que pode ser fatal. Procuramos especialistas para entender o caso

Desde abril, grávidas passaram a ser reconhecidas como integrantes do grupo de risco do coronavírus, devido a tendência de desenvolverem quadros mais graves em decorrência de doenças respiratórias. Um exemplo disso foi o caso da médica Romana Novais, esposa do DJ Alok, que estava com 32 semanas e precisou dar à luz Raika através de um parto normal de emergência após complicações na gestação ao testar positivo para Covid-19.

Quem explicou com detalhes o que aconteceu foi a própria Romana, em uma série de stories no seu perfil do Instagram. A médica contou que, após tomar uma das vacinas necessárias à gestante, começou a sentir dores no corpo e na região da aplicação. Isso fez com que ela pensasse que era apenas reação da dose. Entretanto, com o passar dos dias, o incômodo corporal começou a piorar, o que fez com que ela e Alok decidissem fazer o teste do coronavírus.

O do DJ saiu primeiro, dando positivo, o que levou Romana a crer que também estava e, mais tarde, ter a confirmação por meio do exame. Junto com as dores fortes pelo corpo e febre, a médica começou a sentir contrações e procurou pelos obstetras que a acompanham. Eles realizaram um ultrassom, constatando que estava tudo bem com o bebê, mas quando Romana foi descer da maca, ela começou a ter um sangramento vaginal intenso, mais tarde reconhecido como um quadro de CIVD, que explicaremos a seguir.

Já na maternidade, a grávida estava com sete centímetros de dilatação e o quadro de CIVD se deu pela trombose na placenta, o que levou ao descolamento prematuro do órgão gestacional e a necessidade do nascimento do bebê às pressas.

O que é CIVD?

Segundo o hematologista Nelson Tatsui, diretor técnico da clínica Criogênesis, CIVD é a sigla para “Coagulação Intravascular Disseminada”. “Ela não é propriamente uma doença, mas uma condição clínica secundária a diversos gatilhos que induzem a uma ativação do sistema de coagulação“, pontua.

Em um cenário comum, esse incentivo à coagulação é equilibrado e até mesmo passageiro, como acontece ao nos machucarmos. “Porém quando é forte, resultando em consumo elevado de proteínas da coagulação e de plaquetas, formação de coágulos nos vasos ou trombose, resultando em dificuldade de suprimento aos órgãos e sua falência, esta condição potencialmente letal é chamada de CIVD”, esclarece o hematologista.

Os fatores que podem desencadear a CIVD em gestantes

Como foi explicado por Dr. Tatsui, a CIVD acaba sendo provocada por outras condições pré-existentes. Nos casos das gestantes, ela pode ser resultado de quadros conhecidos como pré-eclâmpsia e descolamento prematuro da placenta.

Junto com eles, Gilberto Nagahama, ginecologista e obstetra do CEJAM, cita outros exemplos como: tromboembolismo amniótico, sepse por endotoxinas (gravíssima infecção na gestação) e quando há a retenção do feto que veio a óbito dentro do útero.

Além do que a literatura já alertou os especialistas há tempos, Nagahama explica que estudos têm associado quadros de CIVD causados pela presença do coronavírus durante a gravidez. “E que fique muito claro que este evento pode acontecer em qualquer momento da gestação independente da idade gestacional”, enfatiza o obstetra.

A relação entre CIVD e o coronavírus

Assim como Nagahama, a ginecologista e obstetra Erika Kawano afirma que, por pesquisas mais recentes e casos vistos na prática, o coronavírus pode desencadear a CIVD. Isso porque a infecção respiratória está ligada diretamente com o que os médicos chamam de mudança na cascata de coagulação. Isto é, mexe na sequência de eventos que acontecem no fígado, associados às plaquetas, para que o sangue coagule de maneira correta.

Assim, tanto a Covid-19, quanto as outras alterações que levam a CIVD, faz com que ocorra uma ativação exagerada da coagulação, formando trombos e hemorragias ao mesmo tempo.

“O organismo começa, em cascata, a produzir muito depósito de fibrina (proteína que, junto com as plaquetas, detém a hemorragia) nos vasos sanguíneos. Isso leva a uma produção exarcebada dos agentes de coagulação que vão resultar em múltiplos trombos. Só que ao produzi-los em larga escala, chega um momento que consumimos tanto os fatores de coagulação e há um limite de sua produção, que começamos a sangrar pela falta deles e das plaquetas”, esclarece Erika.

A especialista ainda pontua que esses trombos não acontecem apenas na placenta, mas em todos os locais que têm vasos – como rim, fígado, e até mesmo no cérebro – e por isso o quadro recebe o nome de coagulação intravascular disseminada.

No caso das gestantes, a presença dos microtrombos na placenta pode levar ao seu descolamento e, possivelmente, a um parto prematuro, além da ocorrência de um quadro de CIVD que pode ser fatal. Pensando nisso, tanto o público geral infectado pelo coronavírus quanto as grávidas que apresentam estados mais avançados da doença têm a retaguarda de um tratamento que se preocupa com a coagulação sanguínea para prevenir possíveis agravamentos.

Fonte: revista Bebê