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Brasil é o quarto país do mundo em número de afetados pela doença

Em 2019, a International Diabetes Federation (IDF), divulgou dados alarmantes no que diz respeito ao diabetes. Segundo a federação, existem cerca de 463 milhões de adultos com diabetes em todo o mundo e esse número pode aumentar para 578 milhões em 2030.

Classificada entre as 10 principais causas de morte, com quase metade ocorrendo em pacientes com menos de 60 anos, a pesquisa apontou ainda que 374 milhões de pessoas têm intolerância à glicose, o que aumenta ainda mais o risco de desenvolverem diabetes tipo 2.

Somente no Brasil, são aproximadamente 12,5 milhões de afetados, de acordo com o Ministério da Saúde. Dessa forma, o país é o quarto com maior número de diabéticos no mundo, ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos, respectivamente. Por isso, para reforçar a conscientização acerca do tema, a IDF e a Organização Mundial da Saúde (OMS), instituíram a data de 14 de novembro como o Dia Mundial do Diabetes.

Entre os maiores desafios no tratamento da doença, promover uma fonte de insulina que regule os níveis de glicose sanguínea, desponta entre os principais. No entanto, uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, conseguiu converter células-tronco humanas em células produtoras de insulina e curar ratos de laboratório afetados pelo diabetes em apenas nove meses.

“Por serem auto renováveis, as células-tronco possuem capacidade ilimitada de reprodução e, com isso, se qualificam como uma potencial fonte de terapia celular, sendo utilizadas nos mais diversos tratamentos, inclusive de doenças degenerativas”, informa Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Dr. Nelson, explica ainda que o material pode ser aplicado de diferentes maneiras, porém as mais promissoras são as que possuem ação anti-inflamatória e regenerativa das células beta. “As células-tronco, principalmente as mensequimais, podem interromper o processo autoimune que destróis as células produtoras de insulina. Por outro lado, as mensequimais pluripotentes se diferenciam em células beta pancreáticas e após injetadas nos pacientes, possibilitam a regeneração do tecido perdido”, destaca.

Por fim, o profissional alerta que embora os resultados sejam promissores, são necessárias novas pesquisas e testes para que num futuro próximo não precise existir mais doses de insulinas para pessoas com diabetes.

 

 


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Foi aprovado um estudo clínico, que combina as fases 1 e 2, com produto de terapia avançada do tipo terapia celular para tratamento da Covid-19.

Patrocinado pela empresa brasileira Cellavita Pesquisas Científicas Ltda., o estudo tem como objetivo avaliação da Eficácia e Segurança das Células-Tronco Mesenquimais NestaCell®, originadas da polpa de dente humano, no tratamento de pacientes hospitalizados infectados pelo vírus SARS-CoV-2 (COVID-19).

A grande maioria dos estudos clínicos para a Covid-19, tem o objetivo de:

  1. segurança e eficácia das células-tronco mesenquimais da polpa dentária humana alogênica no tratamento de pneumonia grave causada por COVID-19;
  2. explorar os efeitos das células-tronco mesenquimais da polpa dentária humana no tratamento da pneumonia grave de COVID-19 em termos de redução da mortalidade e melhora do prognóstico clínico; e
  3. descobrir uma nova estratégia terapêutica para COVID-19 usando células-tronco mesenquimais da polpa dentária humana alogênica.

Para este estudo em específico, está prevista a participação de 90 pacientes, dos quais 45 farão parte do grupo “Teste” e receberão o NestaCell®. A outra metade participará do grupo “Controle”, em que será administrado o placebo. O placebo é produzido para parecer com o tratamento real, porém não tem nenhum componente ativo. Ele é utilizado em grupos de pesquisa para avaliar os efeitos do produto. Em outras palavras: é esperado que o grupo “Controle”, que receberá placebo, não apresente nenhum evento adverso ou melhora clínica – em contraposição ao outro grupo que usará o produto e que se observará os eventos indesejados e ainda se irá apresentar uma melhora substancial para comprovar os indícios de eficácia do tratamento que está sendo avaliado.

A pesquisa clínica deverá ser realizada em diversos centros clínicos brasileiros, com aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep/MS), e será supervisionada por um Comitê Independente de Monitoramento de Segurança. Esse comitê é formado por especialistas independentes, a fim de monitorar os dados de segurança coletados durante o ensaio clínico. É importante ressaltar que a Anvisa estabeleceu uma série de estratégias e compromissos com o patrocinador para o monitoramento intensivo do estudo clínico.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/anvisa-aprova-pesquisa-com-celulas-tronco-para-covid-19

https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/study/NCT04336254?term=covid&cond=dental+pulp+stem+cell&draw=2&rank=1

https://www.cellavita.com.br/covid19


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Para a cirurgiã plástica Andrea Dorofeeff, as chamadas células mesenquimais podem até desacelerar o envelhecimento

Na década de 1960, quando Stan Lee e Steve Ditko criaram para a Marvel o personagem Lagarto, vilão nos quadrinhos do Homem-Aranha, as habilidades do cirurgião Curt Connors, capaz de regenerar partes de seu corpo, não passavam de mera ficção. Mas de lá para cá a ciência avançou. E muito. Pode-se dizer que o tratamento a partir das células-tronco mesenquimais transformou em realidade o que não passava de história em quadrinhos – ainda que com contornos bem menos dramáticos. A cirurgiã plástica Andrea Dorofeeff, especialista pela sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, trabalha com o procedimento e é uma entusiasta de seus resultados. Segundo ela, as células, que são muito estudadas pelo seu potencial terapêutico, podem também contribuir para o rejuvenescimento da pele. Com pequenas aplicações obtidas a partir da gordura do próprio corpo, é possível preencher sulcos, clarear olheiras, melhorar cicatrizes. O futuro, segundo Andrea é promissor e envolve até mesmo a recuperação de órgãos.

1) Além da cirurgia plástica, as células-tronco também podem ser utilizadas no tratamento estético?

Sim. A célula tronco mesenquimal, obtida da gordura do próprio corpo do paciente, pode ser usada para fins estéticos, trazendo um resultado muito bom e natural em procedimentos como o rejuvenescimento da pele, preenchimento de sulcos, clareamento de olheiras e de manchas provocadas pelo sol. Ela substitui, por exemplo, os estimuladores de colágeno e também os preenchedores.

2) Como as células são obtidas para depois serem aplicadas na pele?

As células-tronco são de fácil obtenção. Uso as células-tronco mesenquimais adultas, extraídas do tecido gorduroso da própria pessoa. Esta gordura é emulsionada mecanicamente com material cirúrgico próprio para essa finalidade, e aplicada imediatamente na pele. É o que chamamos de nano-enxerto de gordura ou Nano Fat Graft. Com uma pequena lipoaspiração, com pouca quantidade de gordura, conseguimos muitas células-tronco.  O processo pode ser feito também com o uso de centrífuga ou em laboratório para maiores quantidades, necessárias em  tratamentos mais extensos, como a reconstrução da pele que sofreu uma queimadura.

3) Por que as células-tronco conseguem bons resultados no campo da estética?

As células-tronco mesenquimais têm potencial de se diferenciar em todos os tecidos do organismo. Elas têm origem embriológica, surgem na formação do feto e permanecem presentes no tecido gorduroso. Quando aplicadas na face, têm o potencial de se transformar nos tecidos que compõem a pele, provocando assim o rejuvenescimento, por meio de um processo biológico.

4) É como se a célula aplicada no rosto se transformasse em uma pele mais jovem?

Sim. Parece mágica, mas é isso mesmo. O seu próprio tecido se transforma em um tecido mais jovem.

5) E como é feito o procedimento?

Pequenos procedimentos podem ser feitos na clínica, mas o bloco cirúrgico traz mais conforto para o paciente já que é possível a aplicação de sedativo. Todo o processo entre a lipoaspiração da gordura e a aplicação das células tronco no rosto, tem duração aproximada de duas horas. As células-tronco vão, assim, preencher os sulcos, deixar a pele mais jovem, melhorar as olheiras fundas e escuras. Ela produz o efeito dos estimuladores de colágeno, que muitas vezes são associados aos preenchedores. Essas substâncias, no entanto, não conseguem imitar a ação da célula-tronco com tanta perfeição.

6) E qual a duração do tratamento?

Esse é um ponto importante. Os efeitos não são alcançados de imediato e nem com uma aplicação apenas. Como o resultado depende de uma ação biológica, é necessário aguardar cerca de três meses após a aplicação. No período de um ano, o procedimento deve ser repetido a cada 90 dias. Após o procedimento pode haver pequenos pontos arroxeados. Por isso a indicação é que o paciente fique em casa por dois ou três dias após o procedimento.

7) No campo da estética as células-tronco podem ser usadas em quais outros procedimentos?

Elas têm um ótimo efeito no clareamento de cicatrizes e muitas vezes para corrigir o afundamento da musculatura, causado por uma cirurgia, por exemplo.  Podem ser usadas também no rejuvenescimento íntimo, na reconstrução da mama. Eu acredito que as células mesenquimais também vão desenvolver importante papel no tratamento da calvície.

8) Elas também podem reproduzir o efeito do botox?

Não. O botox age paralisando a musculatura e tem também um efeito de lifting. Já as células mesenquimais vão produzir uma pele mais jovem, com mais viço e sem rugas. Mas essa pele renovada, é claro, com o tempo também envelhece.

9) O procedimento é seguro?

Sim, totalmente seguro. As células-tronco mesenquimais são diferentes das células obtidas do cordão umbilical, que foram as primeiras que surgiram e são chamadas de células totipotentes. Essas células têm potencial de transformação e de geração de tecidos ainda maior que a célula mesenquimal. A questão, no entanto, é que elas podem se diferenciar, por exemplo, em um tumor, porque não há um controle.  A célula do sangue umbilical tem um potencial maior, mas envolve mais riscos. Já a célula-tronco mesenquimal não tem uma capacidade tão grande de transformação, mas o seu efeito no corpo é controlado.

10) Você acredita que as células-tronco mesenquimais poderão ter seu uso ampliado na medicina?

Sim. O interesse e os estudos dessa célula têm crescido muito devido ao seu grande potencial de regeneração de tecidos e também de órgãos lesados. É o futuro da medicina. Me faz até lembrar daquele antigo personagem da Marvel, o Lagarto, (personagem dos quadrinhos Homem-Aranha) que era capaz de regenerar órgãos e membros perdidos (risos).

Fonte: revista Encontro


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Você sabia que a preparação errada pode afetar a produção de leite? Para tirar todas as dúvidas e trazer dicas de ouro, a especialista Cinthia Calsinski falou sobre a importância desta fase tanto para a mãe, como para o bebê

Com a chegada de um bebê, vem também a preocupação de como se preparar durante a gestação e no pós-parto. Quando o assunto é amamentação, é importante ficar de olho no que se pode ou não fazer no cuidado dos seios, pois dependendo da situação, pode até prejudicar a produção de leite.

Para tirar as principais dúvidas sobre o assunto, conversamos com Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra, consultora de amamentação e colunista da revista Pais&Filhos sobre a forma correta de se cuidar neste período tão importante entre mãe e filho.

Preparo hormonal – Durante a gravidez, o corpo por si só cuida de preparar os seios para a amamentação, deixando-os mais sensíveis por causa dos hormônios. “Lembrar que nem todas as mulheres sentem da mesma maneira é importante! Então não sentir não é um problema! A aréola tende a crescer, e aparece a aréola secundária que é como se fosse uma ‘sombra’ ao redor da aréola. Ela escurece logo após o parto devido estímulo hormonal para que o bebê ‘encontre’ onde deve abocanhar”, explica.

É preciso preparar os seios para amamentar? Não! Segundo a especialista, o próprio organismo se encarrega do preparo, portanto não há necessidade. “Durante a gestação as glândulas de montgomery que se encontram na aréola começam a fabricar uma lubrificação que tem essa função. Não é necessário passar nada, tomar sol, esfregar. A única maneira comprovada pela ciência para se preparar é buscar informação de qualidade!”.

E o que não fazer de jeito nenhum? O recomendado é que a mãe não tome sol, faça o uso de pomadas para os seios, torça ou esfregue a região. Cinthia explica que durante a gravidez, o que se pode fazer é usar sutiãs confortáveis e que sustentem bem as mamas.

O tipo de bico dos seios pode interferir na amamentação? Não necessariamente. A especialista comenta que alguns formatos podem facilitar ou dificultar para o bebê, mas vale lembrar que nenhum deles inviabiliza a amamentação. “É importante em casos de mamilos desfavoráveis, recorrer a um profissional especializado que auxiliará no processo inicial, pois quanto antes pedir ajuda melhor!”.

Fonte: revista Pais & Filhos


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Doença está entre as quatro principais causas de morte antes dos 70 anos no mundo

O Instituto Nacional de Câncer estima que, para cada ano do triênio 2020-2022, surgirão cerca de 625 mil novos casos de câncer no Brasil. A doença é o maior problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura – antes dos 70 anos de idade –  em grande parte dos países. Com isso, a busca por tratamentos eficazes contra esse mal tornou-se uma prioridade para a ciência ao longo dos últimos anos.

Em meio aos diversos estudos e pesquisas, as células-tronco ganharam destaque e conquistaram significantes resultados no combate ao câncer. “Por possuírem a habilidade de originar diversos tipos de tecidos, são capazes de criar, por exemplo, componentes do sangue humano e do sistema imunológico. Por meio delas, formam-se os glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos; glóbulos brancos, responsáveis por combater infecções; e plaquetas, que atuam na coagulação”, comenta Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Um estudo realizado em camundongos laboratoriais, demonstrou que, após a inserção de células-tronco em seus cérebros, o tamanho dos tumores nos animais diminuiu em 15 vezes, além de aumentar a sobrevida mediana em 133%.

Em 2016, cientistas da University of North Carolina, Lineberger Comprehensive Cancer Center e UNC Eshelman School of Pharmacy obtiveram resultados promissores em estudos iniciais com “células-tronco caçadoras de câncer”, desenvolvidas a partir de células da pele. Foi observado que esse material biológico é capaz de rastrear e entregar medicamento para destruir possíveis células cancerígenas escondidas após a cirurgia de retirada de um câncer.

O transplante de células-tronco possibilita a realização de rádio e quimioterapia em doses mais altas, levando ao alcance mais preciso e eficiente na eliminação de células tumorais, além de permitir que o paciente restaure sua imunidade mais rapidamente. “Contribui para uma recuperação mais vertiginosa, garantindo uma melhora do quadro geral, do estado psicoemocional e da qualidade de vida do paciente”, destaca o médico.

Segundo o especialista, atualmente existe mais entendimento sobre o assunto, o que leva a melhores resultados. “Hoje em dia é possível fazer uma seleção de doadores com uma taxa de compatibilidade muito maior. Estamos alcançando resultados extraordinários e, com certeza, o tratamento será ainda mais promissor no futuro ”, finaliza


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As mudanças nunca são fáceis, mas quando feitas no momento certo, elas se tornam menos tensas. Aqui estão algumas dicas de especialistas para que você mude o local do sono do seu filho sem grandes dores de cabeça. Quer seu filho goste do berço ou esteja se coçando para sair dele, ele acabará passando por algumas dificuldades na hora de começar a dormir na cama. Afinal, quando é o momento correto para fazer essa transição? Como fazê-la de forma segura? Aqui estão algumas sugestões de especialistas, confira:

Quando mudar para uma cama infantil – Ao contrário de alguns marcos de desenvolvimento da primeira infância – como o treinamento do penico ou o início de sólidos – a mudança do berço para a cama nem sempre é natural. Como regra geral, porém, os pais devem fazer a mudança antes que o filho possa escalar sozinho as grades do berço e possivelmente se machucar, diz Mark Widome, M.D., professor de pediatria do Penn State Children’s Hospital em Hershey, Pensilvânia.A maioria das crianças pequenas conseguem pular sobre a grade do berço quando têm cerca de 85 centímetros de altura e têm entre 18 e 24 meses de idade. Claro, alguns bebês são particularmente ágeis e tentarão escalar mais cedo (nesse ponto eles devem ser movidos para uma cama), enquanto tipos menos aventureiros não tentarão escalar.

E se você precisar do berço para outro bebê? Outro fator que pode determinar a idade do seu filho para ir para a cama é a chegada de um novo irmão. Tome cuidado extra se esse for o motivo da transição: ganhar um novo irmão é uma grande mudança, e você não quer que seu filho se sinta como se estivesse sendo deslocado, diz Pamela High, MD, diretora médica do Centro de Desenvolvimento Infantil do Hospital Feminino e Infantil em Providence, Rhode Island .

Comece a transição um a dois meses antes da chegada do novo bebê, supondo que seu filho tenha pelo menos 18 meses, diz o Dr. Widome. Ao colocar seu filho mais velho confortavelmente situado em sua nova cama, ele pensará no berço como um território neutro – e não como seu local de dormir – quando o bebê chegar. Se possível, desmonte o berço ou guarde-o em um cômodo onde não possa ser visto, sugere o Dr. Widome. Ou tente tornar o berço “impossível de dormir” enchendo-o de bichinhos de pelúcia, brinquedos e cobertores.

Independentemente do motivo da mudança, o ideal é que você faça isso em um momento em que não haja outras mudanças importantes acontecendo na vida de seu filho, diz o Dr. Widome. Por exemplo, evite fazer o movimento se ele estiver passando por um treinamento para usar o banheiro, abandonando a chupeta ou se acostumando com um novo sistema de creche.

Facilitando a transição para uma cama infantil – Antes de mudar para uma cama de criança grande, você terá que planejar a logística. Siga estas dicas e truques para manter seu filho feliz.

Escolha a melhor cama – Alguns pais simplesmente colocam os colchões do berço de seus filhos no chão para facilitar a transição, diz o Dr. High. Outros fazem a troca para uma cama de criança pequena, que geralmente é baixa no chão e pode acomodar um colchão de berço existente. Eles geralmente vêm na forma de carros, castelos ou outras formas atraentes. Camas de criança são boas, diz o Dr. Widome, mas não são necessidades de segurança. Você sempre pode instalar uma grade de proteção removível em uma cama de solteiro para evitar que seu filho caia dela.

Peça a seu filho que escolha acessórios de dormir – Seja qual for a cama que você escolher, deixe seu filho ajudar a escolher lençóis, fronhas, edredons e bichinhos de pelúcia adequados para crianças. Isso pode fazer com que a cama grande pareça mais atraente para ele.

Estabeleça uma rotina de hora de dormir – Como em qualquer momento de transição, estabelecer uma rotina previsível na hora de dormir ajuda muito, aponta o Dr. High. Essa rotina – que pode envolver ler uma história, falar sobre o dia de seu filho ou orar – deve deixá-lo ansioso para ir para a cama.

Um ritual consistente na hora de dormir também deve ajudar a criança a se sentir sossegada. As crianças costumam ter dúvidas quanto a deixar a infância para trás e, por esse motivo, a mudança pode ser difícil para eles, diz o Dr. Widome. Mas, depois de dominar uma nova habilidade, seja desistir de fraldas ou mamadeiras, ou passar do berço para a cama, eles têm um verdadeiro sentimento de orgulho e realização.

Proteja sua casa para crianças – Faça uma varredura de segurança em todos os cômodos que seu filho pode acessar. Proteja as escadas com portões nas partes superior e inferior, prenda as estantes de livros e televisões na parede e coloque travas de segurança nas gavetas da cômoda para que ele não possa puxá-las e usá-las para subir. Alguns especialistas sugerem colocar um portão na porta do seu filho ou trancá-la, mas você deve pensar na segurança contra incêndio. Como alternativa, você pode usar um monitor ou colocar sinos na porta para alertá-lo quando ele estiver saindo do local.

Não espere uma transição fácil – Seu filho pode chorar e insistir que quer o berço de volta. Mantenha-se positivo e espere que demore um ou dois meses para que ele se ajuste totalmente às novas condições. Sua recém-descoberta liberdade também pode levá-lo a fazer muitas excursões ( como você colocar seu filho na cama e ele sair. Você o coloca de volta na cama, e ele sai). Com calma, coloque-o de volta na cama e saia do quarto o mais rápido possível. Como há uma chance de que ele ainda não consiga lidar com uma cama grande, é uma boa ideia guardar o berço. Um retorno temporário, se necessário, não é grande coisa: os bebês amadurecem rapidamente e seu filho pode estar pronto em mais um mês ou dois. Seja paciente e não apresse essa importante transição.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Com a transformação do corpo, a situação pode aparecer logo no pós-parto. Para esclarecer tudo, conversamos com especialistas, que deram dicas de ouro para evitar a flacidez abdominal

Durante a gravidez, o corpo passa por diversas transformações, podendo resultar na diástase abdominal, que é o afastamento dos músculos. Mais comum no pós-parto, o problema traz diversos riscos à saúde, além de causar complicações na autoestima da mulher por conta da aparência de abdome estufado.

Para tirar todas as dúvidas sobre o assunto, conversamos com Gizele Monteiro, especialista em diástase, e Bianca Vilela, mestre em fisiologia, palestrante e fundadora da Bianca Vilela Saúde e Performance, e filha de Regina e Ildemar. Com dicas de ouro, elas explicaram como prevenir o problemae o que fazer caso ele apareça.

O que é diástase abdominal? É quando acontece um aumento da pressão intra-abdominal, afastando os músculos. No caso das grávidas, com o crescimento do útero, pode estirar os músculos abdominais e, devido à frouxidão da linha alba e dos retos abdominais separados, um espaço de até 10 cm pode surgir entre os dois ventres do músculo reto ao final da gestação. “A diástase é a principal causa de flacidezabdominal e dores lombares pós-parto e deve ser prevenida e/ou tratada para que não cause danos maiores à saúde”, orienta Bianca.

É possível identificar os sintomas? Sim! Além da barriga estufada, o principal sintoma é uma saliência na linha alba acima ou abaixo do umbigo. Geralmente, pode ser notado ao contrair ou flexionar o tronco. Além disso, dores na região lombar também pode ser um alerta para o problema.

Teste de diástase – Você sabia que é possível fazer um autoteste para te ajudar a identificar a diástase? Segundo Gizele Monteiro, os passos são simples e podem ser feitos em casa.

  1. Deite de costas no chão – joelhos dobrados e pés no chão.
  2. Levante a cabeça como se fosse realizar um exercício abdominal, certificando-se de que seu tronco (seu olhar) se direciona para o quadril.
  3. Posicione uma mão no centro da sua barriga. Esta linha central entre os músculos é que deve ser avaliada.
  4. Pode colocar uma mão atrás da cabeça se sentir que é mais confortável. A outra irá examinar sua barriga, com a ponta dos dedos, em toda a linha central dela. Faça devagar e sem ficar cutucando. Você deve fazer o movimento de pressão e suave.
  5. Examine próximo ao seu umbigo, mas também para cima e para baixo dele, passando os dedos por toda a linha alba, procurando um local onde você sente que seus dedos irão afundar. A região em que sua mão afunda é a diástase.
  6. Deslize e apalpe com a ponta dos dedos, para cima e para baixo, toda a sua linha central entre os músculos, fazendo sentir os lados esquerdo e direito de seu músculo reto abdominal e analisando se existe uma distância entre eles acima de 1 ou 1,5 dedos ou se existe uma região que apresente uma depressão, onde parece que seus dedos afundam um pouco mais. Se encontrar essa separação ou uma região que esteja afundando seus dedos, avalie com os dedos todas as medidas desse rompimento.

A diástase pode trazer riscos à saúde? Infelizmente, sim. Os mais comuns, segundo a fisiologista, são: fraqueza muscular, dores nas costas e alterações na postura, além de causar outros problemas associados como, por exemplo, incontinência urinária e fecal e queda da autoestima.

“Além da insatisfação estética de abdome estufado e barriga com aparência de ainda ‘gestante’ que é sem dúvida a queixa principal das mulheres. Estudos revelam que quatro em cada dez mulheres relatam persistência de LBPP (dor lombar pélvica) meio ano após o parto”, reforça.

Os 4 tipos mais comuns de diástase:

  • Barriga pochete: o estado debilitado do períneo, que fica na base do púbis. A baixa complexidade pode fazer com que a recuperação seja mais rápida.
  • Barriga avental ou caída: geralmente, neste caso a diástase fica na região inferior do abdômen ou geral, abrangendo toda a barriga. Geralmente é associada ao sobrepeso.
  • Umbigo para fora: acontece quando a diástase fica na região central do abdômen, causando o aspecto de umbigo saltado. É necessário acompanhamento médico e somente um procedimento cirúrgico pode reverter o quadro.
  • Estômago alto e estufado: neste caso, a diástase é superior e fica acima da região do umbigo. Exercícios posturais podem auxiliar na melhora do caso.

Pode acontecer em qualquer gestação, ou apenas na primeira? A diástase abdominal pode aparecer em todas as gestações, por isso é importante prevenir o quanto antes. “E a cada nova gravidez ela piora, além de poder afetar mais a estética e a diástase romper mais aumentando o tamanho da barriga, flacidez de pele e tônus dos músculos muito baixo”, explica Gizele.

Como prevenir? Bianca comenta que as principais orientações para prevenir a diástase são: ajustar a postura de como sentar, levantar, deitar, amamentar, segurar o bebê e colocá-lo no berço. Vale lembrar que o intuito é de sempre proteger a coluna.

“Estimular a atividade física segura durante a gestação e no pós-parto supervisionadas por um profissional especializado são fundamentais, De acordo com Kate Bowman, especialista e biomecânica e autora do livro “Diastasi rectil”, se houver diástase, neste período de reabilitação, deve-se evitar exercícios abdominais convencionais, principalmente os de rotação de tronco e quadril, alongamento lateral ou da cintura, pois os mesmos podem contribuir para o aumento da diástase”, comenta.

Evitar o ganho excessivo de peso também é uma forma de prevenção. “É importante que a gestante entenda a diferença entre prevenção e tratamento; sendo o segundo muito mais complexo”.

Existe tratamento? Existe, e quanto antes ele acontecer, melhor! A partir dos exercícios certos e direcionados, além da reorganização e recuperação do corpo, é possível reverter a diástase. Portanto, é importante tonificar a musculatura abdomino-perinea, favorecer a estabilidade espinhal, adequar a postura, prevenindo qualquer tipo de hérnia, regular fatores respiratórios, entre outros, mas sempre com a orientação de um profissional.

Vale lembrar que as cirurgias de diástase devem ser feitas apenas em último caso, pois “ela não fortalece os músculosfracos. A cirurgia apenas costura a diástase, retira o excesso de pele, mas não recupera a força, equilíbrio muscular e nem reorganiza postura e pelve”.

O problema não pode ser ignorado! Se a diástase for diagnosticada e ignorada, Rô Nascimento, educadora física especializada em gestantes e puérperas, faz um alerta para o que pode acontecer com o corpo: abdômen fraco e com um buraco, dor na região lombar, fraqueza no assoalho pélvico, perda de urina ao rir, tossir, espirrar, pular e agachar, dor na relação sexual e prisão de frente. “O ideal é fazer um trabalho de prevenção, mas é possível recuperar no pós-parto e mesmo algum tempo depois”, explica.

Superação – Para Daniela Cacciola, mãe de Alice, Arthur e Victoria, a diástase abdominal aconteceu na terceira gestação. “Eu nunca tinha usado maiô na vida e quando via aquela barriga frouxa e aquele estômagoalto sai correndo para comprar, pois jamais imaginaria que voltaria a usar meus biquínis. Os shorts apertavam muito e quando eu comia, parecia que minha barriga estufava na hora. Sentia uma sensação de órgãos frouxos”, lembrou.

Já para Nádia Franco Azevedo, mãe de Pedro e Felipe, o problema aconteceu em 2018. Com a descoberta, ela procurou ajuda e recebeu todo o suporte para iniciar o tratamento. “Eu tinha escapes de xixicom muita frequência, eu não podia nem espirrar”, contou.

Felizmente, com a orientação de Gizele Monteiro, as mães conseguiram recuperar a autoestima e se sentiram motivadas a influenciar que outras mulheres também procurem ajuda. “Estou realmente orgulhosa”, comentou Daniela. “Com os exercícios certos, os resultados já aparecem na primeira semana”, concluiu Nádia.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Um novo estudo com células-tronco pode levar esperança e auxiliar no tratamento de pacientes com covid-19. Desenvolvida por pesquisadores da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), do CHC-UFPR (Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná) e do ICC (Instituto Carlos Chagas) FiocruzParaná), a pesquisa já está sendo feita e pretende utilizar o cordão umbilical para extrair as células-tronco e tratar pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente do coronavírus (Sars-CoV-2).

Paulo Brofman, coordenador do Núcleo de Tecnologia Celular da PUC-PR e um dos coordenadores da pesquisa, explica que esse tipo de célula apresenta importantes propriedades imunomoduladoras que reconhecem que está ocorrendo uma resposta excessiva no sistema imune.

Inflamação no pulmão e sistema imunológico

A covid-19 é uma doença muito diversificada, podendo provocar disfunções graves no pulmão e outros órgãos ou deixar o indivíduo sem sintomas. Como o sistema imunológico age para defender nosso organismo, libera citocina que orienta as células de defesa do nosso corpo a atacar o vírus.

No entanto, no caso da covid-19, o nosso sistema passa a ter uma resposta excessiva e, em vez de defender, começa a atacar nossas células, provocando uma hiperinflamação no pulmão em alguns casos.

Como as células-tronco são imunomoduladoras, são capazes de reconhecer essa resposta excessiva e neutralizar o processo.

É importante interromper esse ataque excessivo, já que se não agir a tempo, o pulmão pode sofrer fibrose e hiperinflamação. “Os pacientes com covid têm piora por causa da resposta excessiva e inflamação no pulmão. Normalmente, a morte ocorre por um desconforto da síndrome respiratória”, explica o especialista.

Como é feito o processo

Para extrair as células-tronco, os pesquisadores colhem o cordão umbilical, levam para o laboratório e isolam a célula. Eles identificam marcadores específicos, multiplicam as células e na hora que essas atingem um determinado número, são conservadas.

Depois, são encaminhadas para o Hospital das Clínicas e colocadas em pacientes por via endovenosa. “O teste ocorre sempre em quem precisou ser intubado e as células devem ser aplicadas até 48 horas depois da intubação”, afirma Brofman.

De acordo com o especialista, cada dose corresponde a 500 mil células por kg de peso e são dadas três para cada voluntário.

Depois, exames de sangue e de secreção no pulmão serão feitos para mensurar o quanto o órgão foi agredido. Nesse trabalho, 15 pacientes serão avaliados por até quatro meses depois da recuperação.

Além de a pesquisa abrir espaço para um novo tratamento e, principalmente, saber como funciona o pós-operatório, a descoberta pode revelar mecanismos de terapias e até cura para outras doenças do sistema respiratório.

Fonte: Portal UOL


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O teste do pezinho, nome popular do Teste de Guthrie, é realizado através de uma pequena amostra de sangue retirada do calcanhar de recém-nascidos, por isso recebeu este nome, ele identifica distúrbios e doenças que podem afetar a saúde do bebê antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Conhecido também como teste de Triagem Neonatal, o teste do pezinho é muito simples, rápido e seguro, geralmente realizado ainda na maternidade após as primeiras 48 horas de vida (pois antes desse período pode ter influência do organismo da mãe) ou até o 7° dia após o nascimento.

Ele promove o diagnóstico de diversas doenças genéticas (herdadas do pai ou da mãe) e congênitas (durante o desenvolvimento no útero) que são difíceis de identificar, pois normalmente não apresentam quaisquer sinais ou sintomas logo após o nascimento, contudo podem afetar o desenvolvimento mental e físico da criança.

A triagem pode detectar esses transtornos antes que os sintomas apareçam, o tratamento precoce e adequado melhora a saúde e qualidade de vida de vida do bebê, prevenindo sequelas graves e até mesmo a morte.

Como é realizado o teste do pezinho?

Uma amostra de sangue é retirada do calcanhar do bebê através de um dispositivo chamado lanceta, que faz um pequeno furo na parte lateral. Algumas gotinhas de sangue são recolhidas em um papel filtro com a identificação da criança que será enviado ao laboratório para realizar as análises. Uma leve pressão é aplicada ao pé do bebê usando algodão para parar o sangramento e logo em seguida é colocado um curativo. Os benefícios em longo prazo são enormes, comparados ao pequeno desconforto que o bebê sente quando a amostra de sangue é retirada.

Doenças detectadas pelo teste do pezinho

O teste do pezinho chegou ao Brasil em 1976, através da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e identificava duas doenças, a fenilcetonúria e o hipotireoidismo (ambas, se não tratadas a tempo, podem levar à deficiência mental). Em 1992, tornou-se obrigatório em todo o país e é realizado gratuitamente através do Programa Nacional de Triagem Neonatal do SUS.

Existem muitos tipos de teste do pezinho e doenças diferentes que podem ser diagnosticadas, os básicos são disponibilizados pelo SUS, mas existem outros que podem identificar mais de 30 doenças, realizados por laboratórios privados.

Teste do pezinho básico

Fenilcetonúria – Doença genética em que a criança não tem a enzima fenilalanina hidroxilase, que promove o metabolismo do aminoácido fenilalanina existente em todas as formas de proteína (carne, leite, ovos, etc.). Com isso, a fenilalanina se acumula no sangue e em todos os tecidos, provocando lesões graves e irreversíveis no sistema nervoso central, inclusive o retardo mental.

Hipotireoidismo congênito – É um distúrbio causado pela insuficiência de hormônios da tireóide. A falta de tiroxina pode provocar retardo mental e o comprometimento do desenvolvimento físico.

Anemia falciforme – É um problema genético que causa alteração na forma das células vermelhas do sangue (que assumem forma semelhante a foices), prejudicando o transporte de oxigênio para várias partes do corpo, podendo provocar atrasos no desenvolvimento da criança, dores e infecções generalizadas. A anemia falciforme não tem cura.

Fibrose cística – É uma doença genética, também conhecida como mucoviscidose, que causa mau funcionamento do transporte de cloro e sódio nas membranas celulares. Esta alteração faz com que se produza um muco espesso nos brônquios e nos pulmões, facilitando infecções de repetição e causando problemas respiratórios e digestivos.

Hiperplasia adrenal congênita – A doença genética faz com que a criança tenha mau funcionamento das glândulas suprarrenais, prejudicando produção de alguns hormônios essenciais para o corpo como cortisol e aldosterona, o que pode provocar crescimento excessivo, puberdade precoce ou outros problemas físicos.

Deficiência da biotinidase – Doença genética em que o organismo não é capaz de obter a enzima biotinidase, responsável pela absorção e regeneração orgânica da biotina, uma vitamina existente nos alimentos que compõem uma dieta normal. Esta vitamina é indispensável para a atividade de diversas enzimas. O quadro mais severo é marcado por convulsões, retardo mental e lesões de pele.

Fonte: Portal Bio em foco


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0 diretor-técnico da Criogênesis e hematologista do HC- FMUSP, Nelson Tatsui, falou com o jornal Estado de Minas, na coluna da jornalista Anna Marina, sobre a coleta das células-tronco, como fazer o procedimento e muito mais. Confira!

“Estou com pessoa próxima com recomendação de melhorar a situação do joelho por causa de artrose, usando aplicação de células-tronco. Como nunca ouvi falar nada sobre o assunto, tenho perguntado aqui e ali a profissionais para entender o que significa esse tratamento e se ele realmente funciona.

No meu fraco entender, células-tronco eram coletadas na medula óssea, e não sabia que seu uso está mais comum por causa de sua coleta de cordão umbilical. Considerado um grande avanço para a medicina, o tratamento com células-tronco tem se mostrado eficaz no combate a diversas doenças, entre elas a COVID-19. E a medicina regenerativa tem conquistado cada vez mais espaço no meio científico, evoluindo significativamente em estudos e tratamentos.

Entretanto, dada a complexidade do tema, é natural que surjam dúvidas sobre o assunto e, para ajudar a esclarecê-las a coluna passa adiante informações de Nelson Tatsui, diretor-técnico do Grupo Criogênesis e hematologista do HC- FMUSP:

• O sangue do cordão umbilical, rico em células-tronco, deve ser coletado logo após o nascimento da criança.

Verdade. A coleta, que dura aproximadamente cinco minutos, deve ser feita logo após a separação do bebê e da mãe. A drenagem ocorre por meio de uma punção com agulha na veia umbilical e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Além disso, o tempo de transporte entre a coleta e o processamento do material não deve ultrapassar 48 horas.

• A criança pode sentir dor durante o processo de extração das células.

Mito. Como o processo é realizado somente após o cordão umbilical já ter sido clampeado e cortado, não se trata de um procedimento invasivo; dessa forma, se torna completamente seguro e indolor. Diferentemente da coleta tradicional, na qual a extração é realizada da medula óssea, o que pode ocasionar desconforto.

• Não é possível coletar células-tronco de prematuros ou em partos de emergência.

Mito. Como está descrito na legislação que rege o funcionamento dos bancos de cordão umbilical e placentário, o procedimento poderá ser realizado a partir da 32ª semana de gestação. Em casos de partos de emergência, as cidades que têm escritório de coleta contam com enfermeiros treinados e a postos 24 horas por dia. Por ser um procedimento relativamente simples, pode ser facilmente executado por profissional capacitado. Além disso, o médico responsável pelo parto também pode realizar a coleta.

• As células-tronco apresentaram eficácia no combate à COVID-19.

Verdade. As células-tronco mesenquimais podem se renovar ou se multiplicar, mantendo o potencial de se desenvolver em outros tipos de células, como a do osso, da cartilagem e da gordura. O material também tem habilidades imunorreguladoras, promovendo a formação de novos vasos sanguíneos, a proliferação e diferenciação celular e inibindo a resposta inflamatória.

Segundo Sun Yanrong, vice-diretora do Centro Nacional de Desenvolvimento de Biotecnologia da China, o tratamento foi aplicado em mais de 200 casos em Wuhan, e os ensaios clínicos apontaram um aumento da taxa de cura entre pacientes graves durante o período de reabilitação. Além disso, estudos mostram que o tempo de permanência desses indivíduos na UTI foi reduzido significativamente em relação a outros grupos e que nenhuma reação contrária foi observada, reforçando assim a eficácia e a segurança do procedimento.

• A chance de se encontrar um doador compatível nos bancos públicos é baixa.

Verdade. Devido à grande variedade genética da população brasileira, as chances de se encontrar um doador nos bancos públicos é pequena, varia de um em 10 mil a um em 1 milhão. Por isso é importante não desperdiçar este material tão rico, seja doando para o banco público ou armazenando em um banco privado”.

Fonte: Jornal Estado de Minas