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Foram confirmados 10.163 casos de sarampo no Brasil desde o início de 2018, conforme o novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. O país enfrenta dois surtos da doença, um no Amazonas e outro em Roraima.

Uma força-tarefa foi feita em Manaus para tentar verificar os casos em investigação da doença. Mais de sete mil suspeitas de sarampo precisavam ser esclarecidas, mas, de acordo com a pasta, o Amazonas zerou a “fila” dos registros. O pico do número de infecções do estado ocorreu entre os meses de julho e agosto; em Roraima, entre fevereiro e abril.

Ainda segundo o boletim do Ministério, três estados apresentaram mortes pela doença: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará. Os surtos ocorridos no Brasil estão ligados à importação do genótico do vírus (D8) da Venezuela, país vizinho com um alto número de casos desde 2017.

Casos de sarampo em 2018:

ESTADO CASOS CONFIRMADOS
AMAZONAS 9.695
RORAIMA 347
SÃO PAULO 3
RIO DE JANEIRO 19
RIO GRANDE DO SUL 45
RONDÔNIA 2
BAHIA 2
PERNAMBUCO 4
PARÁ 41

 

Meta de vacinação

O Brasil atingiu a meta geral de vacinação de crianças contra sarampo e poliomelite estabelecida pelo Ministério da Saúde. A taxa proposta pelo governo era vacinar 95% do público-alvo (crianças de 1 a cinco anos).

Segundo o balanço final, a cobertura vacinal ficou em 95,4% para a pólio e 95,3% para sarampo, totalizando 10,7 milhões de crianças vacinadas.

Porém, 516 mil crianças não receberam as doses recomendadas. A única faixa etária que não chegou ao índice de 95% foi a de um ano de idade, cuja cobertura está em 88%. Apesar do fim da campanha, a vacina continua disponível o ano inteiro nos postos de saúde.

Fonte: Ministério da Saúde

Portal G1


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Uma terapia de câncer baseada na fusão de dois tipos de células em uma única unidade mostrou a possibilidade de fortalecer os tratamentos existentes para a leucemia mielóide aguda. A abordagem une as plaquetas sanguíneas com células-tronco que transportam medicamentos contra o câncer que as guiam até a medula óssea, onde começa a leucemia.

Os pesquisadores descobriram que, quando injetados em camundongos que tinham leucemia mielóide aguda, a terapia combinada impediu que a doença se desenvolvesse ainda mais. Dos ratos que receberam o tratamento, 87,5% foram curados por 80 dias após a injeção das células combinadas e também ficaram todos resistentes a células de leucemia que foram reinjetadas dois meses após o período de 80 dias.

O estudo foi publicado na Nature Biomedical Engineering .

Zhen Gu, professor de bioengenharia da UCLA Samueli School of Engineering, que liderou o estudo, disse que a abordagem poderia ser usada em conjunto com outras terapias, como quimioterapia. Porém, disse que o método teria que ser testado e aprovado em testes clínicos em humanos antes que pudesse ser incorporado em tratamentos para pessoas com leucemia.

Leucemia mielóide aguda é um câncer que começa na medula óssea e pode se espalhar para a corrente sanguínea e outras partes do corpo. Com um sistema imunológico comprometido, uma pessoa com esse tipo de leucemia pode não resistir por complicações de outras doenças.

Os pesquisadores planejam continuar estudando a abordagem como uma terapia potencial.

Fonte: Science Daily News


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Nesta terça-feira (27/11), é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Segundo o médico rádio-oncologista da Radioterapia Irradiar, Ismar Rezende, a data é importante para lembrar a necessidade de se fazer exames de rotina para a detecção precoce da doença. “Se descoberto no início o tratamento, geralmente, é menos agressivo e com maior possibilidade de cura”, afirmou.

Rezende lembra que existem cerca de 23 tipos de cânceres sendo que este mês, conhecido como Novembro Azul, reforça a relevância dos homens procurarem o médico para fazerem exames. “Em relação aos cânceres masculinos o câncer de próstata é o que possui mais evidência, pois tem uma alta incidência com estimativa este ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer, de mais de 68 mil casos no Brasil”, disse.

O câncer de próstata possui baixa letalidade e agressividade, mas segundo o médico isso não exclui a necessidade de um diagnóstico precoce para que seja indicado o melhor tratamento ao paciente. “A orientação é que a partir dos 50 anos os homens procurem o médico para fazer os exames de rotina como PSA e o toque. Caso haja incidência da doença na família é necessário procurar um médico a partir de 45 anos”, ressaltou Rezende.

Sintomas

De acordo com o rádio-oncologista na maioria das vezes a doença não apresenta sintomas, mas podem aparecer dor e dificuldade ao urinar ou dor óssea em casos mais avançados.

O tratamento de câncer de próstata pode ser realizado por cirurgia ou radioterapia. Conforme Rezende, na radioterapia o procedimento é um pouco mais prolongado que o período de uma cirurgia, entretanto, os efeitos colaterais são menores, com menor possibilidade de incontinência e impotência, sem ter o risco cirúrgico já que a radioterapia é um tratamento ambulatorial.

Fonte: Portal Saúde


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O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

A data foi instituída com os seguintes objetivos:

– estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil;
– promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer;
– apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer;
– difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil;
– apoiar as crianças com câncer e seus familiares.

Data instituída pela Lei nº 11.650/2.008
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11650.htm

Fonte: Ministério da Saúde


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Pesquisadores do Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research descobriram que o crescimento das glândulas mamárias produtoras de leite e desencadeadas durante a puberdade, despertam também células-tronco adormecidas após receber uma proteína apelidada de FoxP1. A pesquisa foi publicada na revista Developmental Cell .

A pesquisa expande o conhecimento de como a glândula mamária – um componente da mama humana – se desenvolve a partir de células-tronco, sustentando uma melhor compreensão de que defeitos neste processo podem levar ao câncer de mama.

A pesquisa foi conduzida por Dr. Nai Yang Fu, pela professora Jane Visvader e o professor Geoff Lindeman, também médico oncologista no Royal Melbourne Hospital e no Peter MacCallum Cancer Center, em colaboração com o professor Gordon Smyth e sua equipe de bioinformática.

Acordando as células-tronco

Células-tronco na glândula mamária existem em um estado amplamente adormecido ao longo da vida. Na puberdade, essas células-tronco precisam ser “acordadas” para impulsionar a rápida expansão da glândula mamária, disse o professor Visvader.

“As células-tronco mamárias estão prontas para um sinal para começar a se dividir. Descobrimos que um gene chamado FoxP1 é uma parte essencial deste sinal na puberdade e no adulto. Ele desliga a produção de outras proteínas dentro das células, reprimindo seus genes e as células-tronco acordam e começam a se dividir, aumentando o crescimento da glândula mamária”, disse professora Jane Visvade.

A importância do trabalho em equipe

O projeto contou com a colaboração entre cientistas com diversas habilidades, disse o professor Visvader.

“Este projeto reuniu especialistas em biologia celular, biologia do desenvolvimento, bioinformática e imagens para resolver a questão de como as células-tronco mamárias são despertadas na puberdade e no tecido mamário adulto. Ainda estamos procurando as conexões precisas que ligam os hormônios femininos e FoxP1, mas estamos um passo mais perto de compreender o processo detalhado de desenvolvimento da mama. Isso também está nos ajudando a conectar células defeituosas que contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama”, disse ela.

A pesquisa foi apoiada pelo Conselho Nacional Australiano de Pesquisa Médica e de Saúde, pela Fundação Australiana de Pesquisa do Câncer, pela Cure Cancer Australia, pela National Breast Cancer Foundation, pela Victorian Cancer Agency e pelo Governo de Victoria.

Fonte: Science Daily


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Nesta quarta-feira, 21 de novembro, é comemorado o Dia Nacional da Homeopatia e, além da data homenagear a instauração da técnica da no Brasil, serve para informar as pessoas sobre os benefícios do tratamento homeopático.

A homeopatia é um método da medicina que estimula a cura “de dentro para fora”, agindo no organismo humano como um todo e não apenas sobre os sintomas apresentados por determinada doença.

Os medicamentos homeopáticos são produzidos em farmácias de manipulação e têm como matéria-prima ervas naturais, ou mesmo raízes, minerais, animais entre outras fontes provenientes da natureza.

Origem do Dia Nacional da Homeopatia

O dia 21 de novembro comemora o Dia Nacional da Homeopatia porque foi nesta data que a medicina homeopática começou a ser praticada no Brasil. Ou melhor, foi no dia 21 de novembro de 1840 que chegava ao Brasil o homeopata francês Dr. Benoit Jules Mure, responsável pela criação do Instituto Homeopático do Saí – o primeiro que tratava os pacientes com técnicas homeopáticas no país.

Dr. Benoit, conhecido no Brasil por Bento Mure, foi salvo de uma tuberculose através da homeopatia, pelo Conde Dr. Sebástien des Guidi, que por sua vez era discípulo direto do médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, criador da homeopatia.

Fonte: Ministério da Saúde


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A primeira ida da criança ao dentista deve acontecer assim que os primeiros dentinhos começarem a surgir — dessa forma, o odontopediatra consegue avaliar a dentição e a saúde bucal do bebê antes que aconteça algum problema.

Além disso, essa atitude evita que seu filho tenha o famoso medo de dentista no futuro. Segundo a odontopediatra Fabiana Turkieniez, o futuro da odontologia está diretamente centrado na saúde bucal do bebê de hoje.

Muitas vezes, o medo dos próprios pais acaba sendo refletido nos filhos, que podem reproduzir o comportamento quando crescem. Por isso, o ideal é que pais e dentistas saibam como ajudar as crianças que querem fugir do consultório e reforçar a importância do cuidado bucal desde os primeiros anos de vida.

“Um ambiente familiar pode ajudar a diminuir a ansiedade, além de promover um bem-estar emocional, maior interesse, motivação e cumplicidade no tratamento proposto”, explica Fabiana.

Um cuidado mais humanizado

Cada dentista tem seu recurso para ajudar a criança em momentos de aflição e ansiedade. “De forma lúdica e criativa, eu consigo me aproximar ainda mais do paciente infantil, proporcionando benefícios com os cuidados da saúde bucal”, conta Fabiana.

Durante anos em atendimentos em consultório com crianças, a especialista percebeu que seria muito melhor fazer o atendimento inicial em ambientes que elas mais ficam à vontade — na própria casa. “Ensino a técnica de escovação, uso de escova dental, escova dental elétrica, quantidade de pasta apropriada, uso do fio dental, profilaxia profissional, aplicação de flúor, conversa com os pais sobre as principais dúvidas em relação à formação dentária do filho, brincadeiras, e finalizamos a consulta com uma lembrancinha, um presente que deixa o paciente feliz, e os pais mais ainda por não precisarem sair de casa para fazer a prevenção na saúde bucal do filho”, explica Fabiana.

Dessa forma, a especialista também defende que a vida corrida não é mais uma desculpa para não levar a criança ao dentista. “Além disso, a criança fica em um ambiente em que se sente mais confortável. Existe um aconchego maior, que cria mais intimidade para eu desenvolver meu trabalho nesse primeiro contato. Depois, nós levamos ao consultório para procedimentos maiores”.

Higiene bucal logo cedo

Fabiana também reforça que é preciso colocar a higiene bucal como um hábito diário e fácil de ser feito. “Muitas vezes ela é esquecida. Tudo que a gente traz para as crianças em forma de educação, elas levarão para o futuro, assim como uma alimentação saudável.

Se feito da forma certa com as crianças logo no começo da vida, o cuidado bucal evita doenças como gengivite, além da cárie. “Quando se tem hábitos corretos, a cárie raramente aparece. É um descontrole entre má alimentação e escovação. Se a criança se alimenta corretamente, dificilmente vai ter cárie”.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Dois estudos inéditos trazem evidências de que mulheres previamente infectadas pelo vírus da dengue têm uma maior chance de ter filhos com consequências graves da infecção pelo zika – e vice-versa. As pesquisas foram publicadas na revista científica “Cell Host & Microbe”.

O vírus da zika e da dengue são transmitidos com a ajuda do mosquito Aedes aegypti – são endêmicos no Brasil, com maior número de casos de suas respectivas doenças no verão e são do mesmo gênero flavivírus. A ciência ainda busca criar uma vacina segura para proteger contra as duas infecções.

Estudos anteriores mostraram que, em alguns casos, o vírus da zika consegue ultrapassar o tecido da placenta da mulher durante a gestação e atingir o feto, causando uma síndrome congênita – um conjunto de problemas que atingem o bebê, como a microcefalia. As células de Hofbauer, mais numerosas no ínicio da gravidez na placenta da mãe, são os alvos do vírus da zika.

Mehul Suthar, da Universidade Emory, em Atlanta (EUA), lembra que ainda não está claro como o vírus da zika ultrapassa essa barreira da placenta para chegar ao bebê e nem qual é o papel dos anticorpos – proteínas de defesa criadas pelo corpo em casos de infecção. Muitas vezes, existem reações cruzadas entre os anticorpos com a chegada de um vírus: uma doença pode ser mais intensa se a pessoa já foi infectada previamente por outro micro-organismo “primo” ou “irmão”.

Sabendo de tudo isso disso, Suthar e sua equipe da Emory resolveram investigar se a existência de anticorpos da dengue – resultado de uma infecção anterior – aumentaria a chegada do zika às células da placenta da mãe e descobriram que, sim, uma infecção prévia por dengue pode ajudar no acesso da zika às células de Hofbauer. Consequentemente, um maior efeito do vírus sobre o feto durante o desenvolvimento.

Como eles fizeram isso? Introduziram os anticorpos da dengue no tecido placentário e analisaram sua relação com o zika. Eles e o vírus se ligaram devido às semelhanças de suas proteínas, mas o estímulo do corpo de proteção contra a dengue não conseguiu barrar o zika. Muito pelo contrário: transportou até as células da placenta.

“Nosso estudo revela que os flavivírus têm uma maneira potencialmente única de atravessar a barreira da placenta”, disse Suthar. “Essa dependência dos anticorpos mostra um desafio para a prevenção de doenças”.

Fonte: Portal G1


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O tema “A família e a diabetes” foi escolhido para a campanha dos anos de 2018 e 2019, a fim de alinhar o Dia Mundial do Diabetes ao atual plano estratégico da Federação Internacional de Diabetes,  que tem como objetivos:

– aumentar a conscientização sobre o impacto da diabetes na família e a rede de apoio das pessoas afetadas;

– promover o papel da família na gestão, no cuidado, na prevenção e na educação da diabetes.

O que é Diabetes:

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto – a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

A diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias.

Já na diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

Confira 10 coisas que você precisa saber sobre os dois tipos mais comuns de diabetes:

  1. No tratamento do diabetes, o ideal é que a glicose fique entre 70 e 100mg/dL. A partir de 100mg/dL em jejum ou 140mg/dL duas horas após as refeições, considera-se hiperglicemia e, abaixo de 70mg/dL, hipoglicemia. Se a glicose permanecer alta demais por muito tempo, haverá mais possibilidade de complicações de curto e longo prazo. A hipoglicemia pode causar sintomas indesejáveis e complicações que merecem atenção.Tanto insulina, quanto medicação oral podem ser usadas para o tratamento do diabetes. A insulina é sempre usada no tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, mas também pode ser usada em diabetes gestacional e diabetes tipo 2 (quando o pâncreas começa a não produzir mais insulina em quantidade suficiente). A medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio.
  2. A prática de exercícios pode ajudar a controlar a glicemia e a perder gordura corporal, além de aliviar o estresse. Por isso, pessoas com diabetes devem escolher alguma atividade física e praticar com regularidade, sob orientação médica e de um profissional de educação física.
  3. A contagem de carboidratos se mostra muito benéfica para quem tem diabetes. Os carboidratos têm o maior efeito direto nos níveis de glicose, e esse instrumento permite mais variabilidade e flexibilidade na alimentação, principalmente para quem usa insulina, pois a dose irá variar conforme a quantidade de carboidratos. Isso acaba com a rigidez no tratamento de antigamente, quando as doses de insulina eram fixas, e a alimentação também devia ser. É importante ter a orientação de um nutricionista.
  4. As tecnologias têm ajudado no tratamento do diabetes. Os aparelhos vão desde os glicosímetros (usados para medir a glicose no sangue) até bombas de infusão de insulina e sensores contínuos de monitorização da glicose.
  5. Se a diabetes não for tratada de forma adequada, podem surgir complicações, como retinopatia, nefropatia, neuropatia, pé diabético, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outros. Se o paciente já estiver com diagnóstico de complicação crônica, há tratamentos específicos para ajudar a levar uma vida normal.
  6. A educação em diabetes é muito importante para o tratamento. Não só o paciente precisa ser educado, mas também seus familiares e as pessoas que convivem com ele. Assim, o paciente pode ter o auxílio e o suporte necessários para um bom tratamento e tomar as decisões mais adequadas com base em conhecimento.
  7. Muitos casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados quando se está dentro do peso normal, com hábitos alimentares saudáveis e com prática regular de atividade física.
  8. O fator hereditário é mais determinante no diabetes tipo 2. Ainda se estuda o que desencadeia o diabetes tipo 1 e, por enquanto, as infecções, principalmente virais, parecem ser as maiores responsáveis pelo desencadeamento do processo autoimune. No tipo 2, os casos repetidos de diabetes em uma mesma família são comuns, enquanto a recorrência familiar do diabetes tipo 1 é muito pouco freqüente.
  9. Ainda não há cura para o diabetes. Porém, estão sendo realizados estudos que, no futuro, podem levar à cura. Para o diabetes tipo 1, está sendo estudada a terapia com células-tronco em pacientes recém-diagnosticados. Já para o diabetes tipo 2, os estudos com a cirurgia de redução de estômago (gastroplastia) têm mostrado aparentes bons resultados, mesmo em pacientes que não estão acima do peso. Salienta-se que esses métodos ainda são absolutamente experimentais.

Fontes:

Associação Nacional de Atenção ao Diabetes

Ministério da Saúde. Diabetes: conheça mais e aprenda a viver melhor (folder)

Sociedade Brasileira de Diabetes

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia


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Síndrome de ovários policísticos pode ser gerado ainda na barriga da mãe

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) afeta 10% das mulheres e é a principal causa de infertilidade feminina no mundo. Embora haja uma especulação sobre sua origem, que poderia estar relacionada a um determinado gene ou à uma ação do meio ambiente, sua causa ainda é desconhecida.

Cada vez mais, pesquisadores estão considerando uma terceira alternativa: a vida no útero. Um estudo publicado na revista científica Science baseia-se nessa evidência. Segundo o estudo, a forma como o problema é transmitido de uma geração para outra pode estar relacionado ao desenvolvimento do bebê no útero da mãe.

O SOP tem sintomas bem característicos como deficiência na ovulação, presença de cistos nos ovários e excesso de pelos no rosto e no corpo. Sabe-se também que eleva riscos de problemas metabólicos, como o diabetes tipo 2, e que existe um fator hereditário. Segundo informações relatadas no estudo, a irmã de uma mulher afetada tem pelo menos 20% de chance de desenvolvê-la e o risco entre irmãs gêmeas idênticas é ainda maior.

Realizada com camundongos, a pesquisa sugere que as interações entre um hormônio produzido pelos ovários e um conjunto de neurônios no cérebro da mãe pode gerar um efeito cascata interrompendo enzimas na placenta e causando sintomas semelhantes aos da SOP em seus filhos, induzindo a síndrome do ovário policístico na idade adulta.

Os pesquisadores observaram que, a maioria das mulheres com SOP, apresenta níveis elevados do hormônio luteinizante (LH), que desencadeia a ovulação, indicando liberação aumentada em relação a mulheres saudáveis de mais dois hormônios: hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) e hormônio anti-Mülleriano (AMH).

O estudo observou um excesso de testosterona materno neuroendócrino e a diminuição do metabolismo placentário da testosterona em estradiol (outro hormônio), resultando em masculinização do feto feminino e um fenótipo reprodutivo e neuroendócrino parecido com o ovário policístico na idade adulta.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que hormônios como a testosterona, alimentados por AMH extras, podem estar pavimentando o caminho da síndrome do ovário policístico em fetos e isso pode ajudar a nortear o desenvolvimento de tratamentos mais adequados ao problema.

Fonte: Portal R7