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Atualmente no Brasil há 14 milhões de diabéticos

Conviver com a diabetes pode ser fácil, mas se ela fica descompensada, fora de controle, isto é uma ameaça grave para a saúde. As consequências da diabetes descontrolada já causa mais mortes no Brasil do que o câncer.

Hoje, 14 milhões de brasileiros tem diabetes e muita gente nem sabe que tem a doença. O sobrepeso e a obesidade são os principais fatores que levam a diabetes tipo 2, uma doença crônica e progressiva. Isso porque a gordura leva à resistência periférica a insulina. Pessoas magras também podem ter diabetes tipo 2. É raro, mas pode acontecer por uma disfunção das células do pâncreas. Vale lembrar que diabetes tipo 1 não tem nada a ver com o peso.

Controlar a diabetes é uma das maiores preocupações médicas e deveria ser do paciente também. Diabetes descompensada traz sérios riscos para a saúde e diminui muito o tempo e a qualidade de vida. Pode causar cegueira, falência renal, amputações, entre outras coisas.

Diabetes tem cura? Diabetes não tem cura, mas pode ter controle total, sem uso de remédios.

Fonte: Portal G1


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Com os casos recentes de febre amarela em São Paulo, muitas famílias com filhos pequenos ficaram em estado de alerta. Para explicar tudo sobre a doença e a vacina, Rosana Richtmann, infectologista do Centro de Imunização do Hospital e Maternidade Santa Joana respondeu algumas das perguntas frequentes sobre o vírus.

“A doença é causada por um vírus da família Flaviviridae, a mesma da Dengue e do Zika e transmitido por meio da picada de mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. Uma pessoa não transmite diretamente para outra”, diz a infectologista. Rosana também ressalta que a prevenção por meio da vacina é o meio mais eficaz contra a doença.

Os sintomas podem ser confundidos com um mal estar de gripe comum, mas temos que ficar atentos. “As manifestações mais leves da doença incluem febre alta de início súbito, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. Menos frequente, a forma mais grave da doença pode causar cansaço intenso, insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados) e hemorragias, podendo levar a morte.”, completa.

Como não existe um medicamento que atue diretamente no vírus, a médica fala da importância do diagnóstico precoce. “O paciente diagnosticado deve ser hospitalizado para tratar os sintomas com reposição de líquidos e monitoramento da atividade hepática e renal”.

Os pacientes que podem ter complicações ao tomar a vacina da febre amarela são: gestantes, mães que amamentam bebês com menos de 6 meses de idade (pois existe risco de transmissão do vírus pelo leite), bebês com menos de 9 meses, pessoas imunodeprimidas em razão de doença ou tratamento (quimioterapia, radioterapia, por exemplo) e alérgicos à proteína do ovo.

Dentre as formas de proteção que não incluem a vacina, a mais importante é: usar repelentes diariamente. No caso de bebês com menos de dois meses, quando o uso de repelente não é indicado, a recomendação é usar um mosquiteiro em volta do berço e manter o ambiente fechado e fresco. Também é indicado usar roupas claras (as com cores vibrantes atraem o mosquito), e evitar perfumes muito doces.

Rosana também diz que, na gravidez, a doença pode ser fatal: “Como a resposta imunológica da mulher é modificada durante a gestação, muitas doenças infecciosas acabam sendo mais graves para gestantes. No caso da febre amarela, caso ocorra a manifestação grave da doença, os efeitos podem ser fatais, tanto para mãe quanto para o bebê”. Mas, diferente da Zika, não existem comprovações de que a doença cause sequelas no bebê. A vacina é de dose única, ou seja, não precisa ser repetida.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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O agravamento de sintomas da ansiedade em adultos mais velhos serve como um ‘aviso’ para o desenvolvimento do Alzheimer mais tarde, aponta pesquisa publicada no “The American Journal of Psychiatry”.

Cientistas observaram que quanto maiores os níveis de proteína associada à demência, a beta amiloide, mais significativos se transformavam os sintomas de ansiedade.

Essa proteína envolve neurônios e ‘atrapalha’ a comunicação entre eles – o que é um gatilho, por exemplo, para os característicos problemas de memória associados à condição.

Agora, pesquisadores da Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, também observaram que níveis elevados do composto piora sintomas neuropsiquiátricos.

Isso sustenta a hipótese de que o surgimento ou a piora de problemas de saúde mental representam uma manifestação precoce da doença em adultos mais velhos.

Ansiedade e depressão

Cientistas estudaram 270 homens e mulheres cognitivamente normais, entre 62 e 90 anos. Eles foram acompanhados por cinco anos.

Estudos anteriores já demonstraram, por exemplo, que a depressão é um preditor da doença, que tende a se desenvolver após 10 anos do agravamento dos sintomas.

O que os pesquisadores investigaram agora foi um traço específico da depressão – a ansiedade, que costuma vir associada à doença. O que ficou observado é que foi especificamente os sintomas ansiosos que estiveram mais relacionados à progressão da beta amiloide no cérebro.

Fonte: Portal G1


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O número de mortes por câncer no Brasil aumentou 31% nos últimos 15 anos

Má notícia para quem quer aplacar o calor deste verão tomando uma cerveja bem gelada: uma pesquisa da Universidade de Cambrigde comprovou a relação entre o consumo de álcool e o surgimento de tumores.

A partir de testes com cobaias, os cientistas mostraram que a ingestão de álcool danifica o DNA das células-tronco, o que eleva o risco de câncer. O estudo foi publicado no periódico científico Nature e teve apoio financeiro do instituto Cancer Research, da Inglaterra.

A ideia de que o álcool pode causar câncer não é nova. De fato, ninguém acorda depois de uma bebedeira achando que fez um grande serviço à própria saúde.

Pesquisas anteriores, principalmente estudos populacionais que associavam a prevalência de câncer ao consumo alcoólico, já sugeriam que existe uma relação entre a bebida e o surgimento da doença em mais de dez partes do corpo, inclusive os mais comuns no Brasil como intestino e mama.

A novidade é que agora os cientistas conseguiram analisar como um derivado do álcool, o etanal ou acetaldeído, interfere permanentemente no DNA de células-tronco no metabolismo de ratos ao dar altas doses de álcool a cobaias.

Os pesquisadores perceberam que essa quebra estimula os cromossomos a se emparelharem aleatoriamente, mudando para sempre as sequências de DNA nas células.

O grande perigo de ter células tronco “defeituosas” é que elas conseguem se multiplicar e se alastrar para diversos tecidos do corpo com mais facilidade – um prato cheio para o surgimento de tumores.

O etanal é produzido quando o nosso corpo está reagindo ao álcool. E você até consegue senti-lo em ação depois de alguns bons drinks (ou nem tão bons): ele é o responsável por desencadear o mal-estar da ressaca.

Prova real

Os cientistas também prestaram atenção em como o corpo se defende do álcool.  Uma enzima chamada aldeído desidrogenase (ALDH) é capaz de catalisar, quebrar o subproduto maléfico do álcool.

Eles testaram os efeitos nos ratinhos bêbados com e sem ALDH e perceberam que os que não tinham a enzima tiveram seu DNA afetado até quatro vezes mais. A outra má notícia que vem junto com a prova real é que milhões de pessoas ao redor do mundo não possuem essa enzima “anti-ressaca”.

“É importante lembrar que a liberação do álcool e os reparos no DNA não são perfeitos e o que o álcool ainda pode causar câncer de vários outros jeitos, mesmo em pessoas com esses mecanismos de defesa em ordem”, disse o líder do estudo, Ketan Patel.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) elenca o consumo de bebidas alcoólicas como um dos principais fatores de risco para a doença. O número de mortes por câncer no Brasil aumentou 31% nos últimos 15 anos.  De acordo com informações da OMS, a doença matou 223,4 mil pessoas no país em 2015. Câncer é a segunda causa de mortes por aqui, atrás apenas de doenças cardiovasculares. No mundo, a estimativa é 8,8 milhões de vítimas por ano – o equivalente a população da cidade de Nova York ou de toda a Áustria.

Fonte : Superinteressante


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É chegada a tão aguardada hora do desfralde da criança. Uma mistura de sentimentos tomam conta dos pais como, alívio, pelos altos gastos com pacotes de fraldas, preocupação, pelo já esperado trabalho e orgulho, pelo bebê que está crescendo e não terá mais as calças recheadas. O processo é difícil, mas vai acontecer! E o ideal é auxiliar aos pequenos para que ocorra de forma natural e gradativamente.

Débora Corigliano, especialista em neuropsicopedagogia do Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE), explica que a criança por volta de dois anos de idade costuma apresentar alguns sinais de maturidade emocional e física para iniciar este processo. “Os pais e a escola, caso a criança frequente, devem iniciar este trabalho juntos. É necessário observar se a criança sabe imitar os adultos em ações cotidianas, se guarda os próprios brinquedos, se possui concentração em determinadas atividades e se já avisa quando termina de fazer as necessidades na fralda. Tais atitudes de autonomia ajudam a sinalizar o momento certo para o penico”, explica Debora, que dá seis dicas para tirar a fralda da criança sem muita complicação:

  1. A melhor estação é o verão: Deixar a criança molhada de xixi em um tempo frio pode causar resfriado, além de incômodas assaduras. Opte sempre pelo verão! “É importante adiar o processo se estiver acontecendo algum fato que altere a rotina da criança, como por exemplo, a mudança de casa, morte de alguém próximo, transferência de escola ou o nascimento de um irmãozinho”, ressalta.
  2. Encare com naturalidade: É fundamental que a criança perceba que fazer suas necessidades no banheiro é importante. Por isso, seja exemplo e encare o fato com naturalidade. Além disso, a criatividade pode ser uma aliada em alguns momentos, como na hora de dar a descarga, em que barulho pode assustar o pequeno.
  3. Avise a escola:Quando for iniciar o processo do desfralde, combine o mesmo com a escola para não confundir a criança, pois ela não compreenderá o fato de ter que ficar sem fralda no período escolar e para ir ao shopping, por exemplo, ter que usá-la novamente. Atitudes como esta podem tirar a segurança da criança e o processo será muito mais demorado.
  4. Cuidado com suas atitudes: Evite forçar a criança a passar horas sentada no penico. Tal obrigação pode provocar outros problemas, como a prisão de ventre.
  5. Converse com o pediatra: Faça desta fase um momento tranquilo. É importante a conversa com o pediatra sobre este momento, já que ele pode dar dicas e orientações por conhecer bem você e seu filho.
  6. Não insista:Ao perceber que seu filho está inapto para tamanha “empreitada”, não insista, pois pressionar a criança a pular etapas pode torná-la ansiosa e insegura ou obsessivamente ordeira e preocupada com a limpeza.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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21 milhões de mulheres grávidas no mundo todo são portadoras dessa bactéria

Segundo pesquisa publicada na revista médica Clinical Infectious Diseases, mais de 100 mil abortos espontâneos e mortes de recém-nascidos poderiam ser evitados caso os cientistas disponibilizassem uma vacina preventiva contra infecções provocadas pela bactéria estreptococo B, comum em mulheres grávidas.

O estudo foi apresentado na conferência anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene, nos Estados Unidos.

Mais de 21 milhões de mulheres grávidas no mundo todo são portadoras dessa bactéria, que por muitos anos foi considerada inofensiva. Hoje, sabe-se que esse estreptococo é responsável por casos de septicemia e meningite, potencialmente mortais em recém-nascidos, e que este agente patogênico é também uma causa importante de aborto espontâneo. No momento, ainda não há vacinas disponíveis – por isso, os resultados evidenciam a necessidade urgente de desenvolver uma, segundo os autores do estudo.

A única prevenção utilizada atualmente é administrar antibióticos às mulheres no momento do parto para reduzir o risco para o bebê, o que evita 29 mil casos por ano – a grande maioria em países ricos. Essa abordagem pode ser difícil em países em desenvolvimento, onde muitos partos são feitos em casa. A vacina poderia ajudar a universalizar a prevenção.

A análise, coordenada por pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM, na sigla em inglês), no Reino Unido, prevê que uma vacina preventiva com 80% de eficácia administrada em 90% das mulheres no mundo todo poderia evitar 231 mil casos de infecção, prevenindo 100 mil mortes de recém-nascidos e abortos espontâneos.

Naturalmente presente e inofensivo no trato digestivo, o estreptococo B se torna patogênico quando migra para outros órgãos, causando infecções leves na população em geral. Para grávidas e seus bebês, no entanto, essas infecções podem se tornar graves.

Fonte: Revista Veja


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Será que essas dores são contrações? Esse líquido é xixi ou será que rompeu a bolsa? Essas e outras dúvidas fazem parte de um dos momentos mais importantes da vida da mulher. A maior confusão quando ela começa a entrar em trabalho de parto é saber distinguir as falsas das contrações verdadeiras. Conforme a data do parto for se aproximando, você poderá sentir que as contrações estão te incomodando um pouco mais que o normal e estão bem intensas.

Ao contrário das falsas contrações, as verdadeiras são dolorosas. Tamanha a intensidade, você poderá sentir que não consegue sequer andar ou falar, afirma a ginecologista americana Susan Warhus, autora do livro ‘Countdown to Baby’. Durante o trabalho de parto, as contrações serão fortes, repetitivas e persistentes.

Você pode contar, “quando o intervalo entre as contrações for de cinco a sete minutos em um período de pelo menos uma hora, com forte intensidade, você estará em trabalho de parto”, explica o chefe de equipe do Hospital Bom Samaritano de Los Angeles, Myron Betel.

Mas isso significa que já é hora de ir para a maternidade? Não necessariamente. Muito disso depende de seu histórico médico como se este é seu primeiro parto ou se a dilatação já começou. Isso porque em geral, o segundo trabalho de parto tende a ter metade do tempo do primeiro.

Quando for ligar para seu médico para falar sobre as contrações, não se esqueça de mencionar qualquer progresso com as contrações. Se você ainda tiver que esperar um pouco em casa antes de ir para a maternidade, tente manter a calma e relaxar o máximo possível. Isso manterá seus músculos mais soltos, ajudando no progresso do trabalho e aliviando um pouco da dor.

Sua bolsa rompeu:

Um fluído em grande ou baixo volume pode ser um indicativo de que sua bolsa rompeu e que o trabalho de parto já começou. O que pode confundir a mulher nesse momento é que nas últimas semanas da gravidez a mulher pode ter uma leve incontinência urinária e conforme o bebê pressiona sua cabeça contra a bexiga da mãe, pode causar uma leve perda de urina.

Mas como você pode distinguir a urina do líquido amniótico? “Com a incontinência, a perda de fluído não é contínua”, afirma Myrol Bethel. Mantenha em mente que você não precisa necessariamente estar tendo contrações para que sua bolsa rompa. E quando isso acontecer, a primeira coisa a fazer é ligar para seu médico.

Sinais de que o parto está de 24 a 48 horas para acontecer:

Dor de barriga. Às vezes a mulher começa a ter diarreia um dia ou dois antes do parto. Essa é uma forma do corpo esvaziar o intestino para que o útero possa contrair bem.

A barriga está bem baixa. Quando a cabeça do bebê cai na pélvis é sinal de que a hora do parto de aproxima. Como o peso do bebê já não está mais pressionando seu diafragma, você poderá respirar melhor.

Você terá um pico de energia. Você está exausta, mas de repente você terá ânimo para fazer tudo o que se dispuser. A sensação é que você não quer sair de casa sem terminar todas suas pendências.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Se você tem filhos sabe bem o quão é difícil conciliar as consultas médicas das crianças com os dias de trabalho. Muitas consultas só podem ser marcadas em horário comercial, ou seja, no mesmo horário em que papais e mamães estão, muitas vezes, trabalhando, e não há outra forma senão a de se ausentar no trabalho para socorrer os pequenos.

Isso pode acarretar ao longo do tempo problemas com a empresa, além de desconto salarial. Porém, para alegria de papais e mamães, uma nova lei foi aprovada, que garante o direito de pais e mães com filhos de até seis anos faltarem um dia ao trabalho, sem prejuízo ao salário, para levarem seus pequenos à consulta médica.

A Lei 13.257/2016 também garante ainda outras possiblidades, por exemplo, o direito do pai acompanhar a gestante por até dois dias em exames e consultas de pré-natal, além do aumento da licença-paternidade de cinco para vinte dias e da licença-maternidade de cento e vinte dias para seis meses, garantindo assim o período mínimo indicado para a amamentação do bebê. No entanto, ambas as novidades são válidas apenas para funcionários das empresas que fazem parte do programa Empresa Cidadã.

Infelizmente, apenas uma pequena parte das empresas brasileiras fazem parte do programa, isso porque ela tem relação com a forma de tributação de cada uma. Normalmente, apenas as empresas grandes que declaram impostos sobre o lucro real aderem ao programa Empresa Cidadã, as de menor porte optam por outras formas de tributação, como o Simples, por exemplo, e por isso não podem aderir ao programa.

As vantagens desta lei vinculada ao programa Empresa Cidadã são inúmeras, tanto para pais, mães e filhos. Começa já com a relação de cumplicidade do pai acompanhando as consultas de pré-natal tão indispensáveis para a saúde da mãe e do bebê, segue depois com a presença ativa do pai nos primeiros dias de vida do pequeno e também nas consultas médicas posteriormente. A amamentação é ainda um capítulo à parte, proporcionar ao bebê um período maior de leite materno é comprovado cientificamente que previne futuras doenças, aumenta o sistema imunológico dos pequenos, diminui o índice de mortalidade infantil e cria um vínculo ainda maior entre mães e filhos tão importante para o crescimento sadio da criança.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Otite média aguda e otite externa são as mais comuns

Quem tem filhos pequenos, provavelmente, já passou pela situação: ao vestir, ou tirar a roupa, a criança grita de dor, as orelhas ficam vermelhas, a febre aparece e, em alguns casos, os pequenos não ouvem direito. Ao procurar ajuda, o diagnóstico: otite.

De acordo com o pediatra Thiago Gara, do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco e São Caetano, a otite é uma inflamação comum entre as crianças de até 5 anos de idade, devido à fragilidade do sistema imunológico delas.

Ele explica que existem vários tipos de otite, mas as mais comuns são a otite média aguda e a otite externa. No geral, os sintomas das duas são parecidos, pode haver dor, diminuição temporária da audição, febre e mal estar.  Porém, as causas são diferentes.

A otite média aguda, a mais comum quando o assunto é dor de ouvido, ocorre na região mais interna do órgão, depois do tímpano. Ela é causada por vírus e bactérias que provocam gripes, resfriados e outras infecções. Por conta disso, essa versão é mais recorrente nas estações mais frias do ano, como o outono e o inverno.

Já a otite externa, causada na maior parte das vezes pela presença de água na cavidade do canal do ouvido, é mais frequente no verão, quando as crianças passam mais tempo no mar ou na piscina.

Prevenção e tratamento

Na maior parte dos casos, a otite costuma durar cerca de três dias. O tratamento é simples, envolvendo compressas quentes e analgésicos (com indicação médica). Dependendo do tipo, pode haver a necessidade do uso de medicação tópica e, nos casos mais graves, a adoção de antibióticos.

“De modo geral, as otites são simples. Contudo, os pais devem redobrar a atenção quando as crianças têm mais de três, quatro episódios da inflamação em um ano. Nestes casos, configura-se a otite de repetição, que indica que a criança deve tratar outra doença, como uma sinusite, ou um refluxo, por exemplo”, explica o médico.

Para prevenir a otite vale manter a vacinação em dia, para evitar as doenças típicas dos meses frios, e adotar os protetores auriculares, quando a criança for ao mar ou à piscina. Deixar de lado as famosas hastes flexíveis também é válido. Além disso, a amamentação exclusiva até o seis meses de vida ajuda a diminuir o risco de infecções, sobretudo nos bebês.

Fonte: Revista Crescer


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Ao contrário da bronquite, que se desenvolve em crianças maiores e em adultos, a bronquiolite atinge os bebês de até seis meses de idade. O Dr. José Carlos Fernandes (CRM 59316), pediatra do Hospital da Criança, pai de Vinicius e Juliana, esclareceu algumas dúvidas sobre a bronquiolite.

O que é?

Bronquiolite é uma doença inflamatória e infecciosa que atinge o bronquíolo, uma parte específica do pulmão, através de diferentes tipos de vírus e que surge principalmente em crianças de até 6 meses de idade.

Como essa doença se desenvolve? É possível ter mais de uma vez?

A criança começa esse quadro com um resfriado, secreção nasal, podendo ou não ter febre. Os sintomas vão evoluindo e podem durar de 7 a 10 dias. Ela passa a ter dificuldade de se alimentar, a sentir cansaço, falta de ar e respiração acerelada. Eventualmente, pode ter complicações como broncopneumonia. A bronquiolite poderá se manifestar mais de uma vez por ser uma doença viral e respiratória. Outras causas podem ser a falta do leite materno, nascimento prematuro, bebês com cardiopatia ou baixa imunidade e filhos de pais fumantes ou asmáticos. Crianças que têm um quadro pulmonar grave podem apresentar a doença 3 ou 4 vezes por vírus diferentes.

Existe tratamento?

As crianças que apresentam um caso mais leve podem ficar em casa usando antitérmico quando apresentarem febre, fazer inalação e limpar bem o nariz. Cerca de 15% das crianças com bronquiolite grave precisam ser internadas. Algumas recebem oxigênio diretamente no pulmão com fisioterapia intensa.

Como prevenir?

Existem vacinas para cada tipo de vírus. Nosso sistema de saúde fornece vacinas para crianças com indicação, ou que são prematuras, tem doença cardíaca, doença pulmonar crônica e manifestam baixa imunidade. É importante ressaltar que o leite materno possui anticorpos que protegem a criança. No geral, é necessário ter mais cuidados respiratórios durante o inverno, evitar aglomerações, contato com outros doentes e cuidados higiênicos.

Fonte: Dra. Christina R. C. De Paola (CRM 66041), diretora médica responsável pelo Hospital da Criança.