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A ação teve início em 1992 e acontece anualmente, durante a primeira semana de agosto, para promover e defender a amamentação

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) de 2019 tem o tema “Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”. Ela acontece de 1º a 7 de agosto e é celebrada por mais de 120 países, que se unem para relembrar a importância da lactação.

A ação é um movimento estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em 1992, em defesa da amamentação. Sua criação teve como foco promover a “Declaração de Innocenti”, de 1990, estabelecendo metas pelo direito da mulher em amamentar de forma segura, encorajando também a participação da sociedade, profissionais da saúde e profissionais da educação a se envolverem nessa questão, tanto durante o período da amamentação, quanto ao longo de toda a maternidade.

De acordo com a WABA, aliança global pela amamentação que coordena a campanha da semana, o tema de 2019 tem como objetivo incluir todos os tipos de pais da sociedade atual, ultrapassando as barreiras de gênero e incentivando a integração de todos.

Semana Mundial do Aleitamento Materno: no Brasil

Para Márcia Guerreiro, membro do IBFAN (Rede Internacional de Ação para Alimentos para Bebês), o tema proposto em 2019 encoraja a amamentação e dialoga com a evolução dos modelos familiares. “O tema deste ano tem a ver com aprendizado e apoio dos diferentes setores para as famílias que estão amamentando. Quanto mais informações, conhecimento e apoio para os familiares, mais empoderados eles ficam em relação à amamentação. Tanto o sucesso como o fracasso do aleitamento não é só de responsabilidade da mãe”, defende.

Os grupos e organizações de cada cidade conversam entre si, juntamente com o Ministério da Saúde, para combinar ações de âmbito nacional, como o “Mamaço”, evento em que mães em vários lugares do Brasil se reúnem para amamentar e trocar idéias e experiências. “O tema de 2019 vem ao encontro de uma necessidade antiga, pois o aleitamento existe como algo instintivo quando, na verdade, ele demanda aprendizado pela mãe, pelo bebê e até pela própria família. Não é fácil. Por isso, a mãe precisa se sentir apoiada, acolhida e empoderada”, explica Lilian Pimenta, coordenadora do Programa de Aleitamento Materno de Ribeirão Preto (SP).

Fonte: Revista Crescer


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A fertilização in vitro (FIV), conhecida como o método do “bebê de proveta”, é um procedimento considerado de alta complexidade, mas bastante seguro e eficiente

Conhecida como o método do “bebê de proveta”, a FIV é um procedimento considerado de alta complexidade, mas bastante seguro e eficiente. É o médico especialista quem deve escolher a técnica de auxílio a ser utilizada no caso de casais com problemas para engravidar. Para chegar ao diagnóstico e ao melhor tratamento, pedirá uma série de exames, que vão mostrar ao especialista a gravidade do caso.

Explicamos passo a passo sobre como é a técnica de fertilização:

1) Os exames

O tratamento se inicia com os exames para o diagnóstico da infertilidade. Depois de analisar os resultados, o médico vai constatar se de fato o melhor caminho para o casal é o procedimento de fertilização. Primeiramente, ela vai à clínica para ser submetida a uma ultrassonografia. Durante o exame, o médico vai identificar se tudo está em ordem com o útero, as trompas e os ovários.

2) Medicação 

Feita a ultrassonografia, a paciente é submetida à medicação. A estimulação ovariana é feita diariamente por meio de injeções subcutâneas. Em média, são de oito a nove dias de medicação. Paralelamente, a cada três ou quatro dias, são feitas ultrassonografias para medir o número e tamanho dos folículos e quando estiverem maduros é feita a retirada dos óvulos. Em seguida, a paciente é medicada para obter completa maturação do óvulo e a coleta do óvulo é feita 36 horas após a tomada deste medicamento.

3) Retirada dos óvulos

Para retirar os óvulos da paciente, ela é submetida a uma punção. Antes do procedimento, ela será sedada com um anestésico para que não sinta a leve picada da agulha da punção. Depois de retirado os óvulos, eles vão para as mãos do biólogo e para a fertilização no laboratório. A paciente fica de repouso por aproximadamente 30 minutos até passar o efeito anestésico.

4) Os espermatozóides

O marido vai até a clínica para fazer a coleta dos espermatozoides. Após a coleta, o sêmen passa por um processo de “limpeza” e é feita a seleção dos melhores espermatozoides.

5) Fecundação

Quando a fertilização in vitro é a da modalidade “clássica” (a mais comum), depois de colhido os óvulos e os espermatozoides, o biólogo coloca ambos em um mesmo espaço e espera que um dos espermatozoides selecionados alcance o óvulo. No caso na FIV por inseção introplásmatica, o espermatozoide é colocado diretamente dentro do óvulo pelo biólogo. Feita a fecundação, o biólogo observa diariamente a evolução dos embriões.

6) Transferência dos embriões

De acordo com o especialista, os embriões são transferidos para o útero da mulher cinco dias após a retirada dos óvulos. Os embriões são transferidos por meio de um cateter que é inserido no colo do útero da mulher. Uma resolução de 2010 do Conselho Federal de Medicina determina o número máximo de embriões que podem ser transferidos: dois, para mulheres com até 35 anos; três, para mulheres entre 36 e 39 anos; e quatro, para aquelas com 40 anos ou mais.

7) O teste de gravidez

Depois de cerca de 12 dias da transferência dos embriões para o útero, a paciente retorna à clínica para fazer um exame de sangue que vai constatar se ela está grávida ou não. Caso a gravidez seja diagnosticada, uma semana após o teste a mulher vai fazer uma ultrassonografia para uma segunda confirmação. Daí em diante, fará todo o acompanhamento médico previsto em uma gravidez normal.

Fonte: Portal Terra


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Uma recente pesquisa feita pela Food and Drug Administration constatou uma potencial terapia regenerativa para síndrome do coração esquerdo hipoplásico (SHCE) através da coleta, processamento e injeção de células-tronco de um bebê diretamente no coração no momento da cirurgia. O artigo foi publicado no Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery .

A síndrome do coração esquerdo hipoplásico afeta aproximadamente mil crianças nos Estados Unidos a cada ano. Nesses bebês, o lado esquerdo do coração é criticamente subdesenvolvido, exigindo intervenção cirúrgica para suportar a função remanescente no lado direito do coração. Pacientes com síndrome do coração esquerdo hipoplásico são submetidos a três cirurgias reconstrutivas em estágios. A cirurgia de Norwood é tipicamente realizada nos primeiros dias de vida. A cirurgia de Glenn ocorre nos primeiros meses de idade. E a operação Fontan é realizada aos 2 a 4 anos de idade.

O ensaio clínico estudou 10 bebês diagnosticados com síndrome do coração esquerdo hipoplásico antes do nascimento e um mínimo de 35 mililitros de sangue do cordão umbilical foi coletado no momento do nascimento usando um kit de coleta especializado. Cada paciente foi submetido à primeira cirurgia e depois recebeu suas células-tronco processadas durante a segunda operação. Este estudo foi o primeiro a usar uma terapia baseada em células por injeção direta durante a cirurgia cardíaca em crianças. Todos os 10 pacientes foram submetidos com sucesso à segunda cirurgia, não houve mortes e nenhuma das crianças teve quaisquer preocupações de segurança significativas ao longo de seis meses após a cirurgia.

“Agora temos um protocolo reproduzível para utilizar a terapia com células-tronco em bebês com HLHS. Nossas esperanças são de que essa pesquisa inovadora leve à terapia com células-tronco fortalecendo os corações desses bebês, ao mesmo tempo em que adia ou até impede a necessidade de transplante cardíaco em alguns”, disse Harold Burkhart, cirurgião cardiotorácico pediátrico na OU Medicine em Oklahoma e um dos pesquisadores.

O Consórcio HLHS está agora conduzindo um estudo maior de fase IIb com 50 bebês. Este estudo se concentra em testar a capacidade das células-tronco para melhorar a função cardíaca.

Fonte: Science Daily News


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Novas pesquisas em ratos ajudam a entender os riscos em torno da exposição a baixas doses de radiação, como tomografia computadorizada e raios-X

Baixas doses de radiação equivalente a três tomografias computadorizadas, que são consideradas seguras, dão às células capazes de câncer uma vantagem competitiva sobre as células normais em tecidos saudáveis. Pesquisadores do Wellcome Sanger Institute e da Universidade de Cambridge estudaram os efeitos de baixas doses de radiação no esôfago de camundongos.

A equipe descobriu que baixas doses de radiação aumentam o número de células com mutações em p53, uma mudança genética bem conhecida associada ao câncer. No entanto, dar aos camundongos um antioxidante antes da radiação promoveu o crescimento de células saudáveis, que compuseram e substituíram as células mutantes do p53.

Os resultados, publicados na Cell Stem Cell, mostram que baixas doses de radiação promovem a disseminação de células capazes de câncer em tecidos saudáveis. Os pesquisadores recomendam que esse risco seja considerado na avaliação da segurança da radiação. O estudo também oferece a possibilidade de desenvolver medidas preventivas não-tóxicas para reduzir o risco de desenvolver câncer, reforçando nossas células saudáveis para superar e erradicar células capazes de câncer.

Todos os dias as pessoas estão expostas a várias fontes de radiação ionizante, incluindo radiação natural no solo e na rocha, e importantes procedimentos médicos, como tomografia computadorizada e raios-x.

Baixas doses de radiação, como a exposição de imagens médicas, são consideradas seguras, pois causam pouco dano ao DNA e, aparentemente, um efeito mínimo na saúde a longo prazo. Até agora, outros efeitos da exposição a baixos níveis de radiação permaneceram ocultos, o que significa que a compreensão do verdadeiro risco associado a baixas doses de radiação tem sido difícil.

Neste novo estudo, os pesquisadores mostram que baixas doses de radiação pesam as chances em favor de células mutantes capazes de câncer no esôfago. Os pesquisadores do Instituto Sanger e seus colaboradores deram aos ratos uma dose de 50 miligramas de radiação, equivalente a três ou quatro tomografias computadorizadas. Como resultado, as células mutantes p53 se espalharam e superaram as células saudáveis.

A equipe sugere que esta pesquisa também destaca a possibilidade de desenvolver terapias para prevenir o câncer. Ao tornar saudáveis as células saudáveis, elas eliminam células capazes de câncer, sem nenhum efeito colateral tóxico para o paciente.

Fonte: Wellcome Trust Sanger Institute