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CLASSIC LIST

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O congresso de 2019 da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, a Asco, seguiu a tendência da personalização contra o câncer. As palestras e os estudos apresentados mostraram como, cada vez mais, o tratamento é diferente de um paciente para o outro (mesmo que os dois tenham um tumor no mesmo lugar). Separamos esses avanços por tipo de câncer:

Tumores de cabeça e pescoço

31 mil novos casos por ano no Brasil

Eles aparecem em regiões como boca e garganta e foram os que protagonizaram mais estudos com o potencial de mudar o tratamento. A primeira descoberta é brasileira: cientistas do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, desvendaram que o número de células tumorais circulantes (CTCs), unidades do câncer que vagam pelo sangue, está relacionado ao sucesso do tratamento.

Outro destaque foram dados apresentados que legitimam a imunoterapia, classe de medicações que estimulam o sistema imune a atacar o tumor, como primeira opção de tratamento após o diagnóstico. Um desses fármacos já está aprovado para esses casos: o nivolumabe, do laboratório Bristol-Myers Squibb. Por ora, ele entra em cena se radioterapia e cirurgia falham. Mas tudo leva a crer que a recomendação vá mudar logo.

Esôfago

10 mil novos casos por ano no Brasil

A imunoterapia despontou nos últimos anos como uma revolução contra o câncer. Inicialmente restrita ao melanoma, um tumor de pele, ela foi pouco a pouco expandida para outros tipos — e agora vem prestar socorro contra a doença no esôfago.

Um trabalho do Hospital Universitário de Barcelona, na Espanha, mostrou que o pembrolizumabe, da farmacêutica MSD, é tão eficaz quanto a quimioterapia-padrão. Nos voluntários que tinham a expressão de um marcador genético chamado PD-L1, houve até um aumento no tempo de sobrevivência: após dois anos, 39% dos indivíduos que tomaram a medicação continuavam vivos, ante 22% do grupo que recebeu só químio. Importante mencionar que o estudo foi feito em indivíduos cuja doença era inicial e estava localizada na parte inferior desse órgão, quase na junção com o estômago.

Mama

59 mil novos casos por ano no Brasil

É impressionante como cresceu o número de medicamentos que fazem frente aos nódulos malignos nos seios. E a lista só aumenta: em 2018, o palbociclibe (Pfizer) e o ribociclibe (Novartis) ganharam sinal verde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Eles são prescritos contra o câncer de mama avançado com receptores para hormônios sexuais e sem a expressão do gene HER 2 — o médico consegue checar esse perfil por meio de uma bateria de exames.

A dupla integra o grupo das terapias-alvo, que atingem partes específicas do tumor, e são usadas em conjunto com os comprimidos da hormonioterapia, outro pilar do tratamento atual. Algumas evidências apresentadas na Asco 2019 revelam que a dobradinha chega quase a triplicar o tempo de vida das pacientes, algo impensável alguns anos atrás.“Falamos de medicações bem toleradas e com pouquíssimos efeitos colaterais”, diz o oncologista Felipe Ades, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Outra boa-nova recente foi a estreia da imunoterapia nesse campo: o atezolizumabe (Roche) é uma saída efetiva quando aquele marcador PD-L1 aparece positivo nos testes laboratoriais.

Pulmão

31 mil novos casos por ano no Brasil

Ele não é mais aquele bicho de sete cabeças do passado. “Antes, contávamos o tempo de sobrevivência do paciente em meses. Agora, falamos em anos. É realmente notável”, analisou, durante o encontro, o oncologista David Graham, representante da Asco.

Pâncreas

Não há dados sobre esse tumor no Brasil

Um dos cânceres mais agressivos e temidos ganhou um fio de esperança. Um estudo divulgado na sessão plenária da Asco, a principal mesa de apresentações do congresso, trouxe os resultados positivos de uma droga chamada olaparibe (AstraZeneca), já usada na prática nos nódulos malignos de mama.

Ela funcionou após uma rodada de quimioterapia no grupo de voluntários que tinham metástase (quando o tumor se espalha) e possuíam uma mutação genética nos genes BRCA1 ou BRCA2, fator comum a 7% dos acometidos pela enfermidade no pâncreas. Nessas pessoas, a droga atua como um freio, segurando a progressão da doença.

Intestino

36 mil novos casos por ano no Brasil

“A ordem dos fatores não altera o produto.” Quem não se lembra dessa máxima nas aulas de matemática? Pois ela virou assunto no câncer que afeta o intestino grosso e o reto.

Até agora, os médicos costumavam fazer primeiro uma cirurgia para só depois iniciar as sessões de quimioterapia. Mas uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos sugere que é plausível inverter e realizar a químio antes de partir para o bisturi. A escolha da sequência vai depender da situação, o que permite personalizar melhor o tratamento.

Outra pauta quente nesse campo é o papel da microbiota: evidências começam a apontar que as bactérias que vivem no intestino podem turbinar ou atrapalhar as terapias anticâncer. “Num futuro breve, teremos tecnologia para fazer análises desses 10 trilhões de micro-organismos que vivem dentro da gente e, a partir daí, poderemos modificar essa comunidade para que ela se torne mais equilibrada e saudável”, prevê o oncologista Bernardo Garicochea, do Grupo Oncoclínicas.

Fígado

Não há dados sobre esse tumor no Brasil

A metástase acontece quando as células cancerosas saem de seu local de origem, viajam pelo organismo e se instalam em algum outro tecido. E o fígado, por natureza, é um grande catalisador de encrencas. Quando ele está doente, o melhor caminho pra resolver a parada é partir para a cirurgia.

O porém: esse procedimento é complexo e exige abrir todo o abdômen. Daí veio a ideia de especialistas do Hospital Universitário de Oslo, na Noruega: por que não dar uma chance à laparoscopia, operação minimamente invasiva feita por meio de câmeras e ferramentas introduzidas na barriga com alguns furinhos?

Próstata

68 mil novos casos por ano no Brasil

O sucesso na luta contra os tumores que atingem a glândula masculina não está relacionado apenas à escolha do melhor remédio: é preciso saber a hora certa de utilizá-lo. Essa questão de tempo ficou evidente num estudo apresentado por cientistas australianos e neozelandeses. Eles descobriram que a enzalutamida (Astellas Farma) deve ser a primeira linha de tratamento aos homens com câncer de próstata metastático — até então, essa droga só entrava em cena mais pra frente, quando a hormonioterapia não trazia resposta.

Ovário

6 mil novos casos por ano no Brasil

A exemplo da mamografia e do papanicolau, o grande sonho da comunidade médica é inventar um teste de rotina capaz de rastrear e detectar câncer de ovário com antecedência. Infelizmente, todas as tentativas até agora se mostraram infrutíferas: não há marcador no sangue ou em exames de imagem que denunciem a enfermidade logo cedo.

“Para piorar, os sintomas são inespecíficos e podem significar muitos outros problemas, o que atrasa o diagnóstico”, observa o oncologista Donato Callegaro Filho, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

Mas a Asco 2019 trouxe uma discussão provocadora: será que todos os casos de tumor nessa glândula feminina precisam mesmo passar por uma cirurgia, considerada há anos o tratamento-padrão? A quimioterapia e outras medicações começam a ganhar espaço e já podem substituir a mesa de operação em alguns casos.

Bexiga

9 mil novos casos por ano no Brasil

Após décadas de marasmo e estagnação, essa condição foi sacudida pela avalanche da imunoterapia: nos últimos três anos, pembrolizumabe, atezolizumabe, nivolumabe, durvalumabe (AstraZeneca) e avelumabe (Merck e Pfizer) chegaram pra ficar e trazem ganhos especialmente nos casos mais graves.

Uma terapia-alvo é outra grande promessa: o enfortumabe vedotina (Takeda, Astellas Farma e Seattle Genetics) mostrou poder de fogo em quase metade dos pacientes em que nenhuma outra saída terapêutica foi bem-sucedida — nem mesmo os modernos imunoterápicos. Seu mecanismo de ação lembra o cavalo de Troia.

Sarcoma

Não há dados sobre esse tumor no Brasil

A ciência dá muitos passos para a frente, mas, às vezes, precisa andar pra trás. E essa é a nota triste da Asco 2019: o fármaco olaratumabe (Eli Lilly), aprovado no ano passado com grande estardalhaço, falhou na prova definitiva. A substância havia sido liberada em diversos países (inclusive aqui no Brasil), pois os resultados de estudos preliminares foram realmente surpreendentes. Some isso ao fato de nenhum novo tratamento ter aparecido contra o sarcoma, esse grupo de tumores que atingem partes moles como músculos, tendões e gordura, nos últimos 40 anos.

Pois bem, mesmo com essa autorização de venda rápida e empolgada, as agências regulatórias dos Estados Unidos e da Europa exigiram que os testes finais, com um maior número de pessoas, continuassem a ser feitos. E, infelizmente, os resultados fugiram do que era aguardado por todos: o olaratumabe não elevou o tempo de sobrevivência dos voluntários.

Leucemia e linfoma

22 mil novos casos por ano no Brasil

Ótimas notícias contra as doenças que se instalam nos sistemas sanguíneo e linfático: o remédio venetoclax (AbbVie) virou uma opção para fazer frente a diferentes tipos de leucemia, como a linfocítica crônica e a aguda, especialmente para os casos em que não se pode realizar quimioterapia ou transplante de medula óssea em razão da idade avançada ou de problemas concomitantes. “Ele faz parte das terapias-alvo e provoca a morte das células cancerosas”, informa o hematologista Breno Gusmão, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).

Os linfomas, por sua vez, colhem benefícios das CAR T Cell, uma modalidade terapêutica recente que envolve retirar as células de defesa do paciente, promover alterações genéticas e, depois, reintroduzi-las no organismo para que elas combatam com eficiência a enfermidade. A técnica parece dar retorno até mesmo nos casos avançados e em sujeitos mais velhos.

Mieloma

Não há dados sobre esse tumor no Brasil

Esse tumor se desenvolve num subtipo de glóbulo branco dentro da medula óssea e costuma ser bem violento. Como surgiram diversos remédios na última década, os representantes da Asco resolveram lançar a primeira diretriz de tratamento do mieloma. O manual reúne todas as armas e orienta os médicos sobre as melhores condutas para cada situação.

Calma que tem mais: há uma fila com outras cinco ou seis drogas em fase final de análise contra o mieloma. Isso sem contar as outras modalidades, como as terapias que interferem nos gene. “São casos em que a única coisa a fazer algum tempo atrás era oferecer tratamento paliativo”, nota Gusmão.

Fonte: Revista Saúde


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Quem pode tomar a vacina?

Pessoas de todas as idades, diz Isabela Ballalai, pediatra e presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações). O Ministério da Saúde, no entanto, disponibiliza duas doses para os indivíduos entre 12 meses e 29 anos. Na rede pública, também é possível a vacinação gratuita até os 49 anos (nesse caso, uma dose é administrada). “Os indivíduos acima de 50 anos provavelmente já pegaram a doença e já estariam imunizados pelas altas taxas de vacinação nos mais jovens. Mas nada impede que procurem a vacina individualmente”, afirma Isabela.

Quem não pode?

Gestantes, casos suspeitos de sarampo, crianças menores de seis meses de idade e pessoas imunocomprometidas (com doenças que abalam fortemente o sistema imune).

A vacina é segura?

Sim, afirmam o Ministério da Saúde e a SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações). Ela é feita de vírus atenuado (enfraquecido) e em décadas de imunização no mundo inteiro, apenas casos de alergia a produtos do leite contidos na vacina foram reportados. Hoje, no entanto, há vacinas sem traços de lactoalbumina (proteína do leite da vaca).

Não lembro se tomei a vacina. Devo tomar?

“No sinal de qualquer dúvida sobre se tomou a vacina ou não, ou se teve a doença no passado, vale tomar a vacina. Na pior das hipóteses, a pessoa vai se imunizar à toa”, disse Isabela Ballalai.

A vacina tem reforço?

Não. Duas doses valem para a vida inteira. Quem já teve a doença também está protegido.

O que tem dentro da vacina?

A vacina oferecida na rede pública é a tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. Dentro da vacina, há os três vírus enfraquecidos, albumina e aminoácidos (proteínas), sulfato de neomicina (medicamento usado contra infecções), sorbitol (um tipo de açúcar derivado do álcool) e gelatina.

O que é o sarampo? Quais os sintomas? É grave?

O sarampo é uma doença causada por um vírus, que já foi muito prevalente na infância de todas as crianças brasileiras, mas está eliminada do Brasil desde os anos 1990 — apesar dos surtos pontuais desde então. Os sintomas começam com febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento no nariz, informa a Fiocruz. Pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia e convulsões. No limite, a doença provoca lesão cerebral e morte. Manchas vermelhas na pele são uma característica conhecida da doença. Elas aparecem primeiro no rosto e vão em direção aos pés. O vírus também pode atingir as vias respiratórias, causar diarréias e até infecções no encéfalo.

Todo mundo pode pegar sarampo? Como é a transmissão? Como prevenir?

Sim. “A doença tem distribuição universal”, diz o Ministério da Saúde. “Todo mundo pode pegar, rico, pobre, adulto ou criança”, informa Isabella. A transmissão ocorre diretamente, de pessoa para pessoa, por tosse, espirro, fala ou respiração. Por isso, a doença é considerada altamente contagiosa e a única forma efetiva de prevenção é a vacina.

Tem teste para identificar o sarampo?

O teste para verificar a presença do vírus é feito por meio da identificação de anticorpos específicos contra o micro-organismo. Só é possível fazer o exame, no entanto, na fase aguda da doença — desde os primeiros dias até quatro semanas após o surgimento das alterações na pele.

Algum grupo está mais vulnerável? Há algum ‘grupo de risco’?

Todos podem pegar a doença, mas recém-nascidos estão mais vulneráveis. Gestantes, imunossuprimidos (pessoas com doenças que abalam fortemente a imunidade) e aqueles com grave problema de desnutrição estão mais suscetíveis a infecções graves.

Tem tratamento?

Segundo o Ministério da Saúde, não há tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração de vitamina A para reduzir casos fatais. Já nos casos sem complicações mais graves, é recomendável manter a hidratação, uma boa alimentação e o controle da febre.

Fonte: Portal G1


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Idéia de psicóloga espanhola faz sucesso na internet

Todo mundo que convive com crianças sabe que lidar com as diferentes emoções no dia a dia pode ser um desafio para elas. A raiva, por sua intensidade, costuma ser um dos sentimentos mais difíceis de controlar e costuma levar até pequenos tipicamente tranquilos a ataques de birra como se jogar no chão, gritar ou bater a cabeça contra objetos. Por isso, a psicóloga espanhola Marina Martin propôs em seu blog que os pais criassem uma “caixa da raiva”, ideia que tem feito sucesso nas redes sociais.

“A raiva é uma das emoções que requer maior capacidade de autocontrole”, escreve Mariana. “A ideia de fazer uma caixa para lidar com ela surgiu do conto Vaya rabieta” (disponível em espanhol em plataformas digitais), de Mireille d´Allancé”. Na narrativa, Roberto é um menino que, depois de ter um dia ruim, fica com muita raiva. Esse sentimento se transforma em um monstro que destrói tudo ao redor do garoto. Ele, então, percebe que a única maneira de controlar a fera é consertar tudo o que ela estava arruinando. Quanto mais Roberto reconstrói seu entorno, menor o monstro vai se tornando, até ficar do tamanho de uma caixa, onde pode ser guardado.

O primeiro passo para usar a “caixa da raiva”, de acordo com Marina, é ler o conto para as crianças em um momento que estejam calmas e explicar que a raiva é um monstro que pode ser domado. Quando perceber que seu filho está se descontrolando, ofereça lápis coloridos e um papel em branco para que ele desenhe a raiva que está sentindo livremente até se acalmar. Depois que o desenho estiver pronto e a criança tranquila, ajude-a a desenhar olhos, boca, braços e pernas nos rabiscos, para dar um rosto ao monstro da raiva.

Por fim, dobre o papel, coloque-o dentro de uma caixa e feche, explicando a seu filho que agora o monstro não poderá mais sair dali. Toda vez que o pequeno ficar furioso, vocês acrescentarão um novo monstro à caixa e, de acordo com Marina, esse processo ajuda a desenvolver o autocontrole. “A ideia é mostrar que a raiva pode sair da criança e ir para outro lugar quando ela redireciona a atenção”, explica Marina. De acordo com a psicóloga, a ferramenta tem tido bons resultados em seu consultório.

Fonte: Revista Crescer


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Uma equipe de cientistas da Coréia e dos Estados Unidos inventou um dispositivo que pode controlar os circuitos neurais usando um pequeno implante cerebral controlado por um smartphone.

O estudo foi publicado na revista Nature Biomedical Engineering e os pesquisadores acreditam que o dispositivo pode acelerar os esforços para descobrir doenças cerebrais como Parkinson, Alzheimer, dependência, depressão e dor.

O dispositivo, usando cartuchos de fármacos substituíveis do tipo Lego e um poderoso bluetooth de baixa energia, pode ter como alvo neurônios específicos de interesse, usando drogas e luz por períodos prolongados.

“O dispositivo neural sem fio possibilita uma neuromodulação química e óptica crônica que nunca foi alcançada antes”, disse o principal autor Raza Qazi, pesquisador do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) e da Universidade do Colorado em Boulder.

Qazi disse que esta tecnologia ofusca significativamente os métodos convencionais usados pelos neurocientistas, que geralmente envolvem tubos de metal rígidos e fibras ópticas para fornecer drogas e luz. Além de limitar o movimento do sujeito devido às conexões físicas com equipamentos volumosos, sua estrutura relativamente rígida causa lesão no tecido cerebral mole ao longo do tempo, tornando-os, portanto, inadequados para implantes de longo prazo. Embora alguns esforços tenham sido feitos para mitigar parcialmente a resposta adversa dos tecidos, incorporando sondas suaves e plataformas sem fio, as soluções anteriores foram limitadas por sua incapacidade de fornecer medicamentos por longos períodos, bem como por suas configurações de controle volumosas e complexas.

Para alcançar a entrega crônica de medicamentos sem fio, os cientistas tiveram que resolver o desafio crítico de esgotamento e evaporação de drogas. Pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coréia e da Universidade de Washington em Seattle colaboraram para inventar um dispositivo neural com um cartucho substituível, que poderia permitir aos neurocientistas estudar os mesmos circuitos cerebrais por vários meses sem se preocupar com a falta de drogas.

Esses cartuchos de medicamentos ‘plug-and-play’ foram montados em um implante cerebral para camundongos com uma sonda suave e ultrafina (espessura de um fio de cabelo humano), que consistia de canais microfluídicos e minúsculos LEDs (menores que um grão de sal). doses ilimitadas de drogas e entrega de luz.

Controlados com uma interface de usuário elegante e simples em um smartphone, os neurocientistas podem facilmente ativar qualquer combinação específica ou sequenciamento preciso de luz e medicamentos em qualquer animal-alvo implantado, sem necessidade de estar fisicamente dentro do laboratório. Usando esses dispositivos neurais sem fio, os pesquisadores também poderiam facilmente configurar estudos totalmente automatizados em animais, nos quais o comportamento de um animal poderia afetar positivamente ou negativamente o comportamento em outros animais por meio do acionamento condicional da luz e / ou da liberação do fármaco.

“Esse dispositivo revolucionário é fruto do projeto avançado de eletrônica e da poderosa engenharia de micro e nanoescala”, disse Jae-Woong Jeong, professor de engenharia elétrica da KAIST. “Estamos interessados em desenvolver ainda mais essa tecnologia para fazer um implante cerebral para aplicações clínicas”.

Michael Bruchas, professor de anestesiologia e medicina da dor e farmacologia da Escola de Medicina da Universidade de Washington, disse que essa tecnologia ajudará os pesquisadores de várias maneiras.

“Isso nos permite dissecar melhor a base do comportamento do circuito neural, e como os neuromoduladores específicos do cérebro ajustam o comportamento de várias maneiras”, disse ele.”Também estamos ansiosos para usar o dispositivo para estudos farmacológicos complexos, o que poderia nos ajudar a desenvolver novas terapias para a dor, o vício e os distúrbios emocionais”.

Os pesquisadores do grupo Jeong, da KAIST, desenvolvem eletrônicos macios para dispositivos portáteis e implantáveis, e os neurocientistas do laboratório Bruchas, da Universidade de Washington, estudam os circuitos cerebrais que controlam o estresse, a depressão, o vício, a dor e outros distúrbios neuropsiquiátricos. Esse esforço colaborativo global entre engenheiros e neurocientistas em um período de três anos consecutivos e dezenas de iterações de design levaram à validação bem-sucedida desse poderoso implante cerebral em camundongos que se movimentam livremente, o que os pesquisadores acreditam que pode realmente acelerar a descoberta do cérebro e de suas doenças.

Fonte: Journal Science Daily


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Comportamentos danosos são disfarçados de cuidado e afeto. Veja sete sinais de que uma relação já excedeu os limites

Com a ajuda das psicólogas Pamella Rossy e Aline Martins, enumeramos alguns comportamentos que podem sinalizar que a relação é abusiva, para além da violência física.

1 – Ciúme excessivo – Ter inseguranças é normal, mas quando o “amor” vira justificativa para invasão de privacidade, agressão verbal, ameaças e chantagens emocionais, um limite foi ultrapassado e isso gera uma relação de controle.

2 – Falta de sociabilidade – Quando o casal deixa de interagir com outras pessoas, há um sinal de alerta. O abusador faz com que a vítima corte vínculos com parentes e amigos para que possa controlá-la, sempre sob a justificativa de que “fulano não é bom para você” ou “sicrano está dando em cima de você”.

3- Controle da vida do outro – O controle se dá quando o parceiro começa a decidir o que o outro pode ou não fazer. Estão incluídos aí aspectos como roupa, alimentação, amigos, atividades e, em casos mais graves, até o trabalho que o parceiro pode ter ou não. “Você vai sair assim?”, “é para o seu bem” ou “você fica mais bonita sem esse batom” são frases comuns.

4- Invasão de privacidade – O relacionamento é a dois, mas cada um deve manter seu espaço. Se ele lê suas mensagens, e-mails, controla quem são seus amigos nas redes sociais ou as suas senhas sem o seu consentimento, está invadindo sua privacidade. Se você foi pressionada ou chantageada para ceder as suas senhas e o acesso às suas redes, também.

5 – Chantagem emocional – “Se você não fizer isso, eu vou me matar”, “se você fizer aquilo, eu vou terminar tudo”. A chantagem geralmente toma essas formas. Se o abusador percebe que isso funciona — que afeta a parceira e a deixa instável emocionalmente —, ele adota essa prática para manipular.

6 – Manipulação da autoestima – “Você não é tão linda ou interessante quanto acha que é”, “você nunca vai achar alguém que te ame como eu”. O abusador menospreza e, aos poucos, destrói a autoestima da parceira, fazendo com que ela passe a acreditar que ele é o único homem que vai amá-la e que, sem ele, ela vai ficar sozinha.

7 – Controle financeiro – Sob a justificativa do cuidado, o abusador passa a controlar as finanças da parceira — tendo ela renda própria ou não. Aos poucos, vai tirando sua autonomia e a prende na relação.

Por que é difícil romper esse ciclo?

Fatores variados podem fazer com que uma mulher não consiga romper um relacionamento, mesmo tendo consciência dos abusos cometidos pelo parceiro, explica Pamella Rossy. Dependência financeira, falta de apoio da família e dos amigos e a própria dependência afetiva podem levar a pessoa a permanecer em uma relação não saudável. Também pesa o medo de tentar romper a relação e ser agredida fisicamente por isso, mesmo que a violência praticada até então seja mais sutil.

“Em geral, a vítima acredita que o companheiro vai mudar, porque ele não é violento o tempo todo. Eles oscilam entre momentos de violência e cuidado. Isso pode fazer com que o relacionamento perdure por anos”, explica a psicóloga. “A vergonha de expor que viveu aquela situação e a descrença pública que ela vai sofrer, quando decidir falar, também fazem com que ela permaneça no relacionamento por mais tempo”.

Fonte: jornal O Globo


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  1. O que é infertilidade?

R: Define-se infertilidade conjugal como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de método anticoncepcional. É importante ressaltar que a infertilidade não é igual a impossibilidade, mas a dificuldade para engravidar, que pode ser de diversos graus.

  1. Quantas mulheres sofrem com o problema atualmente?

R: A infertilidade não é um problema raro. Muito pelo contrário, atinge cerca de que 15% dos casais.

  1. A infertilidade é um problema exclusivamente feminino?

Não, é um problema do casal. Os dados são claros: em 30% dos casais, o problema é encontrado no homem e, em 20%, o problema está tanto no homem quanto na mulher. Assim, podemos dizer que em 50% dos casais inférteis, o homem está envolvido na causa da infertilidade.

  1. O que causa a infertilidade na mulher?

R: As principais causas de infertilidade feminina são disfunções na ovulação (fator ovulatório), alterações nas tubas (fator tubário) e no útero (fator uterino). Outra causa importante de infertilidade é a endometriose, doença cada vez mais freqüente em nosso meio.

  1. Há fatores que aumentam os riscos de infertilidade feminina?

R: Sem dúvida. O fato de deixar para engravidar mais tarde, a obesidade ou o baixo peso, a exposição a doenças sexualmente transmissíveis e o tabagismo são exemplos claros de situações que aumentam o risco de infertilidade e que devem ser evitados. Outra situação que vemos na prática clínica é quando a mulher é submetida a quimioterapia ou radioterapia no tratamento do câncer. Neste caso, dependendo do esquema utilizado, há perda dos óvulos e alto risco de infertilidade.

  1. Como a idade interfere na fertilidade da mulher?

R: A idade é a variável isolada mais importante na fertilidade da mulher. O grande problema é que os óvulos, ao contrário dos espermatozóides, não se multiplicam. A reserva de óvulos da mulher se estabelece antes dela nascer, enquanto está na barriga de sua mãe, e só reduz desde então! O problema é que, além da perda na quantidade, há também perda na qualidade dos óvulos, o que leva a uma menor chance de engravidar e a uma maior chance de abortamento. Sabemos que, de maneira geral, há uma maior chance de gravidez antes dos 35 anos e que esta chance se reduz com a idade, com queda importante após os 37 anos. No entanto, isto pode variar bastante de mulher para mulher.

  1. A ansiedade de engravidar pode atrapalhar este processo? De que forma?

R: A ansiedade pode atrapalhar, principalmente por trazer sofrimento ao casal. No entanto, não pode ser supervalorizada: grande parte das mulheres que querem engravidar apresentam algum grau de ansiedade e apenas uma pequena parte terá problemas.

  1. Após quantas tentativas de engravidar a mulher deve buscar orientação médica?

Após 1 ano sem conseguir engravidar, o casal deve procurar assistência médica para uma avaliação adequada. Este período deve ser menor, de 6 meses, quando a mulher tem 35 anos ou mais. Outros exemplos são naqueles casais onde há uma suspeita de alteração inicial, como presença de menstruações irregulares, Síndrome dos Ovários Policísticos, endometriose, infecção pélvica prévia, gestação ectópica anterior, laqueadura tubárea ou vasectomia.

  1. Que tipo de procedimentos os médicos usam para diagnosticar a infertilidade na mulher?

R: Os procedimentos feitos para encontrar uma causa específica de infertilidade incluem a avaliação da ovulação (história menstrual e dosagens de hormônios), o estudo das tubas (histerossalpingografia) e avaliação do útero (ultrassonografia transvaginal). A endometriose é diagnosticada através de exame de sangue (CA-125) e de exames de imagem (ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância magnética).

  1. Problemas de fertilidade são hereditários entre as mulheres?

R: A grande maioria dos problemas não são hereditários, mas existem exceções. Em relação a mulher, existem famílias com Síndrome dos Ovários Policísticos, miomas, endometriose e perda precoce dos óvulos (falência ovariana prematura).

  1. Quais são os principais meios, usados atualmente, para tratar a infertilidade na mulher?

R: Atualmente, existem diversos tratamentos para infertilidade. Podem ser divididos em procedimentos cirúrgicos ou tratamentos de reprodução humana (relação sexual programada, inseminação intra-uterina e FIV).

  1. É possível tratar a infertilidade com o uso de medicamentos? Quais são os principais?

R: Sim. Em mulheres que tem Síndrome dos Ovários Policísticos (disfunção na ovulação), a indução da ovulação é feita com medicações. Neste caso, a primeira escolha é o citrato de clomifeno, medicação de uso oral, prática e com custo baixo.

  1. Bebês gerados a partir de técnicas de reprodução assistida tendem a nascer prematuros?

R: A prematuridade está relacionada a gestações múltiplas (gemelares, trigemelares, etc.). Assim, uma gravidez única após fertilização in vitro não tem risco aumentado de prematuridade. Mas uma gestação múltipla, tanto pós-fertilização quanto espontânea, tem risco aumentado.

  1. As técnicas de reprodução assistida são eficientes? Que fatores prejudicam o sucesso deste tipo de tratamento?

R: A fertilização in vitro, por exemplo, apresenta uma chance de sucesso de 40%, em média. Apesar de não parecer excelente, ela representa o dobro da chance de um casal sem problemas engravidar. No entanto, muito precisa ser feito para conseguirmos resultados ainda melhores.

Os dois principais fatores que prejudicam o sucesso do tratamento andam lado a lado: a idade da mulher e a quantidade e qualidade dos óvulos. Mulheres com mais de 40 anos de idade, por exemplo, apresentam uma chance consideravelmente menor do que as com menos de 40. Outros fatores importantes são: baixa quantidade e qualidade dos espermatozóides, presença de endometriose grave e associação de múltiplas causas de infertilidade.

Fonte: portal Minha Vida

 


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Veja a carta do ator sobre as emoções da paternidade

“Agosto, mês dos pais. Assim como em aniversários e São João, fico ansioso pelo beijo matinal, doido para ganhar alguma coisa, nem que seja uma meia – mas escolhida por eles. O que os meus filhos dizem nesse dia guardo para o ano inteiro como alimento.

Fico até tímido em contar, afinal, está na cartilha que nós, homens, não temos este tipo de conversa. Será? Certa vez, inspirado pelo grupo de mães da escola, resolvi criar um grupo de pais. Durante um tempo, talvez três horas, falamos de paternidade, dúvidas e comemorações, mas… rapidamente, o assunto mudou para piadas, esporte e trabalho. E em uma semana o grupo mudou de nome e definhou.

Por que será que a gente não conseguia falar mais sobre isso? Naquele grupo, pouco compartilhamos experiências emotivas. Pois é, ainda somos cercados pelo velho conceito de como um pai deve se comportar. É quase como se fossemos auxiliares e não responsáveis pela criação, assim como as mães.

Essa experiência me fez questionar: como é que me dei conta do que era ser pai? Quando recebi a notícia, naquele clássico momento em que se abre o exame, chorei, emocionado. Comecei a fazer planos, ter medos, pensar na escola que escolheria, antecipei situações trazidas por aquele pedaço de papel onde se lia “positivo”. Para minha surpresa, uma semana depois, a intensidade do sentimento diminuiu. A verdade é que, naquele momento, tudo o que eu pensava sobre ser pai vinha do meu racional. O coração ainda não entendia o que significava ter essa responsabilidade e esse prazer. Passei quase os nove meses me cobrando silenciosamente para sentir algo mais.

Como numa piada de sitcom, na véspera do nascimento de João, minha coluna travou e comecei a sentir dores fortes. Tomei uma injeção que aliviou a dor, mas não o incômodo físico.

Quando meu primeiro filho nasceu e troquei olhares com ele, a dor sumiu. Foi como se, junto com ele, tivesse nascido um pai aqui. E ao olhar para a Taís, vi que o amor se multiplicava em dois seres além de mim. Agora eu entendia. Da razão, ser pai passou ao coração.

Cresci a partir do momento em que meus filhos vieram ao mundo. Eles provocaram transformações, novos compromissos e prazeres. A gente cresce junto. E algo se acrescenta à minha identidade: agora sou também “o pai de”. Nessa caminhada, encontro um novo estímulo, que é a necessidade de rever o nosso modelo de masculinidade.

Falar sobre esse tipo de emoção pode ser natural, sim. Percebemos em casa, tanto em mim, quanto na minha companheira e nos filhos, o impacto positivo de saber que somos corresponsáveis nas tarefas do lar e na gestão familiar. Isso muda a história e já vejo as crianças pensando diferente.

Não temos um formato exato, mas vamos seguindo, com erros e acertos. Com estímulos mútuos, dividimos a carga; com a consciência de que não dá para ser perfeito, mas dá para ser presente.

E assim vamos nascendo pais, a cada decisão. Feliz dia dos pais.”

Fonte: revista Crescer


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Os resultados têm enormes implicações para o câncer e condições de saúde relacionadas à idade

Uma nova pesquisa da Escola de Engenharia da USC Viterbi pode ser fundamental para o entendimento de como funciona o processo de envelhecimento. As descobertas potencialmente preparam o caminho para melhores tratamentos contra o câncer e novas drogas revolucionárias que poderiam melhorar muito a saúde humana.

O trabalho, do professor assistente de Engenharia Química e Ciência dos Materiais, Nick Graham, do professor de Ciências Biológicas e Engenharia Biomédica, Scott Fraser, e uma ampla equipe foi publicado no Journal de Química Biológica .

“Estamos estudando as razões pelas quais as células envelhecem, para que possamos criar tratamentos para um melhor envelhecimento”, disse Graham.

O que faz com que as células envelheçam?

Para conseguir isso, Alireza Delfarah, um estudante de pós-graduação no laboratório de Graham, focou na senescência, um processo natural no qual as células param permanentemente de criar novas células. Esse processo é uma das principais causas do declínio relacionado à idade, manifestando-se em doenças como artrite, osteoporose e doenças cardíacas.

“As células senescentes são efetivamente o oposto das células-tronco, que têm um potencial ilimitado de auto-renovação ou divisão. Elas nunca podem se dividir novamente, é um estado irreversível de parada do ciclo celular”, disse Graham.

A equipe de pesquisa descobriu que as células envelhecidas e senescentes pararam de produzir uma classe de substâncias químicas chamadas nucleotídeos, que são os blocos de construção do DNA. Quando tomaram células jovens e as forçaram a parar de produzir nucleotídeos, elas se tornaram senescentes ou envelhecidas.

“Isso significa que a produção de nucleotídeos é essencial para manter as células jovens”, disse Delfarah. “Isso também significa que se pudéssemos impedir que as células perdessem a síntese de nucleotídeos, elas poderiam envelhecer mais lentamente”.

A equipe de Graham examinou células jovens que estavam proliferando de forma robusta e as alimentou com moléculas marcadas com isótopos de carbono estáveis, a fim de traçar como os nutrientes consumidos por uma célula foram processados em diferentes vias bioquímicas.

Graham disse que a senescência é mais amplamente conhecida como a barreira protetora do corpo contra o câncer: quando as células sofrem danos que podem estar em risco de se tornarem cancerosas, elas entram em senescência e param de proliferar para que o câncer não se desenvolva e se espalhe.

Fonte: Journal Science Daily


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A limpeza correta dos órgãos genitais evita a infecção

Pais de primeira viagem mergulham em um novo universo. Quando o bebê chora é preciso identificar o que ele está precisando. Fome? Sono? Fralda suja? Nos primeiros meses, tudo é mistério. E uma das dúvidas é em relação a higiene correta dos bebês.

Por exemplo: você sabe identificar a infecção urinária em bebê? E como prevenir? A limpeza correta dos órgãos genitais evita a infecção. A pediatra Ana Escobar explicou como deve ser feita a higienização. “As fezes não pode entrar em contato com a uretra. Por isso, limpe primeiro o bumbum, sempre no sentido da região genital para o ânus e tenha certeza que não sobrou nenhum resíduo”. Lembre-se de limpar o bumbum do bebê antes do banho para evitar levar sujeira para a água da banheira.

A infecção urinária em bebês tem alguns sinais. Febre, diminuição do apetite e estabilidade no peso (deixar de ganhar peso) podem indicar a infecção. Sempre que um recém-nascido tem febre, a primeira indicação do pediatra é fazer exame de urina. A partir de um ano, os sintomas ficam mais definidos: dor para fazer xixi, necessidade urgente de fazer xixi com frequência, febre e desconforto.

Fonte: Portal G1


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Quanto mais saudável for a alimentação da mãe, mais rico e nutritivo será o leite materno. Mas será que existem alimentos que ajudam ou que devem ser evitados durante a amamentação? Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, veja o que dizem especialistas

“Não coma chocolate, vai dar cólica no bebê” ou “Feijão pode dar gases na criança!”. Quem nunca ouviu algo parecido? Aliás, palpites, infelizmente ainda fazem parte da rotina das mães. Mas saiba que muitos deles não passam de mito. Manter uma alimentação variada e balanceada é fundamental para produzir um leite nutritivo e saudável para o seu bebê. Mas, afinal, existem alimentos que ajudam ou atrapalham na amamentação?

O QUE É MITO?

“Sempre brinco que a alimentação da mãe durante o aleitamento materno tem mais mitos do que verdades”, afirma a nutricionista Luciana da Costa, da Maternidade Pro Matre Paulista.  Ela explica que, durante a gestação, a mãe precisa de um acréscimo de 300 calorias por mês. Já durante a amamentação, esse adicional aumenta para 800. Isso quer dizer que ela deve sentir mais fome e uma maior necessidade de nutrientes para produzir leite para o bebê. Por isso, é importante não cortar alimentos, sem ter certeza de que eles possam estar causando algum incômodo. O puerpério já é um momento muito delicado, a mulher está com o humor alterado, dorme pouco, a dedicação é intensa. Imagina, então, ainda restringir uma série de alimentos?”, completa.

A pediatra e neonatologista Thais Bustamante, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), concorda. “O feijão, o chocolate e todas esses alimentos são mitos. Não existe comprovação cientifica alguma no momento”, afirma. “É importante observar. Por exemplo, se ela comeu chocolate hoje e acha que o bebê não ficou bem, espera uns dias e testa novamente. Você não deve parar de comer algo porque simplesmente causa cólica em outras crianças”, reforça Cinthia. A consultora explica ainda que o feijão, por exemplo, que fermenta e pode causar gases na mãe, não chega na mesma proporção para bebê. “Couve-flor, brócolis, carne de porco, refrigerante… Muitas mulheres comem todos esses alimentos e não têm nada”, diz.

DE OLHO NO EXCESSO

A maioria dos alimentos não costuma causar problemas. No entanto, as especialistas chamam atenção para o excesso. “Por exemplo, aqui no consultório, eu costumo observar que na Páscoa pioram as cólicas dos bebês, e a principal suspeita é o consumo excessivo de chocolate. Então, às vezes, realmente pode causar um incômodo, mas antes de cortar qualquer alimento, é fundamental fazer testes”, explica a pediatra Thais.

Além do chocolate, o café e o chá em excesso também não é recomendado. “Assim como o café, eles também são estimulantes e podem passar para o leite materno. Duas xícaras por dia, no máximo, não tem problema. Caso contrário, a criança pode ficar agitada e chorosa”, completa a pediatra.

O QUE DEVE SER EVITADO?

Mas existe sim, algumas restrições para o período. “É bom evitar alimentos ultraprocessados, a mãe também não deve ficar muito tempo sem se alimentar ou fazer restrições alimentares ou dietas radicais. Já o álcool é um dos alimentos que a gente proíbe. Álcool e amamentação são duas coisas que não combinam. Não sabemos quanto tempo depois ele vai estar presente na corrente sanguínea, pois é algo muito pessoal. Algumas mulheres tem uma absorção mais rápida do que as outras, então não recomendo nenhuma quantidade”, avisa a nutricionista.

Já Luciana também alerta que alguns bebês podem apresentar alergia, por exemplo, a proteína do leite. Por isso, é importante sempre estar atenta aos sinais. “Muita diarréia, alergias na pele, problemas respiratórios importantes podem ser indicativos. Nesse caso, a mãe terá que fazer algumas restrições. Mas é importante lembrar que o diagnóstico é sempre médico”, afirma.

QUAIS ALIMENTOS AJUDAM?

Enquanto alguns alimentos devem ser consumidos com cuidado, existem outros que estão “liberados”, pois estimulam a produção de leite. O principal deles é a água! “O primordial que vai ajudar na produção de leite é a hidratação da mãe. Ela deve aumentar o consumo de água durante o aleitamento materno. É o mais importante”, orienta Luciana.

“Já a dieta deve ser a mais variada possível, com grãos, frutas, legumes… Quanto mais colorido, melhor. Na dúvida, também é importante não consumir alimentos muito diferentes do que ela gosta e está acostumada”, diz a consultora em aleitamento materno, Cinthia.

“Na dúvida, a orientação é buscar informações com o pediatra ou nutricionistas. Algumas mulheres saem da maternidade com uma barriguinha e já ficam preocupadas, pensando em como emagrecer. Mas elas não devem se preocupar com isso, pois vão perder peso naturalmente. A própria amamentação ajuda”, finaliza Luciana.

Fonte: revista Crescer