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GRAVIDEZ TARDIA AUMENTA OS RISCOS DA PATOLOGIA

Adiar a gravidez é uma escolha muito comum na atualidade. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que o número de mulheres que foram mães após os 40 anos de idade subiu 49,5% em 20 anos, passando de 51.603 em 1995 para 77.138 em 2015. No entanto, é preciso atenção. Com o avançar da idade, aumenta-se a probabilidade de desenvolvimento da Síndrome de Down, uma vez que o oócito (gameta feminino) possui a idade da mãe, ficando mais suscetível, com o passar do tempo, às alterações genéticas e erros na divisão celular quando fecundado.

“De um modo geral, pacientes com 35 anos apresentam uma chance de 0,5% de terem seus filhos com esta síndrome. Aos 40 anos, 1%. Com 45 anos de idade, 3 a 4% das mulheres grávidas terão filhos acometidos pela Síndrome de Down e, apesar de a chance de gravidez ser baixa aos 49 anos, quando ocorre, aproximadamente 10% das mulheres terão sua prole com a Síndrome de Down. Deve-se ressaltar que a natureza, ou seja, o próprio organismo é eficaz em evitar a evolução da maioria das alterações genéticas não compatíveis com a vida extrauterina, motivo que justifica o aumento do risco de aborto com o avançar da idade”, explica Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.

Mas a Medicina tem avançado bastante, principalmente nos tratamentos da infertilidade, muito popular entre mulheres que já atingiram 35 anos ou mais. Para aquelas que optam pela fertilização in vitro, é possível identificar o risco de anomalias genéticas antes do embrião ser implantado. “Na técnica chamada PGD (Diagnóstico Genético Pré-implantacional), por exemplo, uma célula é retirada do embrião para a análise de anomalias. Assim, muitos problemas podem ser diagnosticados e até mesmo evitados pela escolha dos embriões não acometidos pelas alterações genéticas investigadas. Mas, se a gestação já tiver ocorrido, a mulher deve passar por um rastreamento de anomalias, com exames de sangue e de ultrassom que apontam o risco de algumas doenças genéticas”, explica.

 Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 13 anos de experiência com células-tronco, é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

 



Não é nada incomum ouvirmos por aí que uma mulher. geralmente com 30 anos ou pouco mais, está com o relógio biológico “apitando” ou até “gritando”. Se você não faz a menor ideia do que seja isso, a gente explica: o termo é associado a idade reprodutiva, ou seja, a idade em que o organismo é capaz de engravidar sem muitas dificuldades.

“A mulher, diferentemente dos homens, que renova a safra de espermatozoides a cada 80, 90 dias, já nasce com todos os seus gametas. Ou seja, aquela metade para se juntar ao espermatozoide e formar o embrião. Todo mês, depois que ela começa a menstruar, há uma safra de 100 deles, em que dez vão se tornar viáveis e um, que é o chama folículo, que vai ovular e liberar o gameta. Então, a gente com o tempo tem perda quantitativa e qualitativa, porque esses gametas que já vivem com a mulher sofrem com a poluição, estresse, doenças, alimentação inadequada”, explicou o Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, ao Virgula.

“Toda mulher tem relógio biológico? “De modo geral, todas as mulheres tem e não tem como driblar isso, não tem como driblar o tempo. No geral, as mulheres quando estão com 20 semanas de gestação, 5 meses, dentro da barriga da sua mãe, tem 7 milhões de possibilidade de gametas. Quando ela nasce, esse número já cai para 2 milhões. Teve a primeira menstruação, fica por volta de 400 mil, quando ela tem mais ou menos 35 anos, por volta de 125 mil gametas. Na menopausa, que é o nome da última menstruação, tem por volta de mil a 2 mil”, ressalta o ginecologista.

A Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista do Hospital das Clínicas da USP e da Clínica FemCare, ressalta ainda que algumas mulheres não sentem esse relógio “apitar” e motivo é muito simples.  “Há uma parcela da população feminina que nāo deseja ser māe”, explicou, afirmando ainda que não há nenhum problema físico ou psicológico em relação a isso.

A mesma opinião é partilhada pelo Dr. Carlo Crivellaro, membro da Highway to Health International Healthcare Community.  “Não existe consenso se o sentir desse ‘apito’ seja algo real e fisiológico, ou apenas uma vontade consciente de ter filhos. Essa percepção de tempo esgotando é muito variável, não ocorre em todas as mulheres e não indica nenhum problema”, opinou.

Para quem gostaria de ser mãe e está se planejando para isso, a Dra. Flávia faz questão de mandar um recado importante. “Sempre que possível, evitar postergar demais o sonho da maternidade. Nāo é preciso ter alcançado tudo (sucesso profissional, dinheiro, fama, etc) para que se concretize a maternidade. Às vezes, por ficar esperando o cenário ideal, com todas essas conquistas, acaba-se comprometendo a maior de todas elas: conseguir ser māe. Isso é uma opinião pessoal”, reforçou.

Para deixar o assunto mais claro e ainda mais simples de ser explicado, tiramos algumas dúvidas e pedimos aos médicos sugestões de como driblar o relógio biológico e adiar o sonho da maternidade.

O relógio biológico realmente apita nas mulheres? Com que idade isso acontece?

Dra. Flávia Fairbanks: “o que acontece é que, na maioria delas, de repente, vem um desejo pela maternidade. Isso varia entre as mulheres, mas é bastante comum que aconteça próximo dos 30 anos”.

Existe uma hora ou idade certa para ser mãe?

Dr. Carlo Crivellaro: “a hora certa depende de muitos fatores, que só a mulher ou casal podem decidir. Do ponto de vista médico, o ideal seria entre 20 e 35 anos, quando a fertilidade é maior e as chances de complicações menores. Fora dessa faixa, a mulher necessita um acompanhamento médico mais próximo”.

Dra. Flávia Fairbanks:  “com os avanços da medicina atual, muitas mulheres têm conseguido bons resultados estacionais até os 40 anos.

Até que idade uma gravidez é considerada segura?

Dra. Flávia Fairbanks: “do ponto de vista geral, para redução de riscos, o ideal é até os 35 anos, mas muitas mulheres têm engravidado até os 40 anos com bebês saudáveis”.

Há riscos de adiar a maternidade? Quais?

Dra. Flávia Fairbanks: “sim, desde a maior dificuldade para conseguir engravidar até aumento dos índices de problemas com a formação e desenvolvimento do feto, bem como maiores chances de hipertensão e diabetes gestacionais”.

Dr. Carlo Crivellaro: “A maioria das mulheres que engravidam após os 35 anos tem gravidez normal e bebês saudáveis. Também há maior risco de aborto espontâneo, gravidez ectópica, placenta prévia e descolamento placentário”.

Existem maneiras de se planejar e driblar o problema do relógio biológico na hora de engravidar? 

Dr. Renato de Oliveira: “após os 43 anos, mesmo fazendo os tratamentos mais elaborados, como a fertilização in vitro, a chance de sucesso é de 5 a 8%, são dados da Rede Latino Americana de Reprodução Assistida. Então, a dica é essa, nunca postergar muito. Mulheres com 50 anos podem ter filho? Naturalmente, muito difícil. O que vemos hoje é ovo-doação ou a técnica de congelamento de óvulos, que é muito legal. Essa técnica é preservação de fertilidade social. Isso vale a pena. Eu converso com todas as minhas pacientes quando chega por volta dos 30 anos sobre o desejo reprodutivo”.

Como é o congelamento de óvulos? É muito caro hoje em dia?

Dr. Carlo Crivellaro: “os óvulos são aspirados em um hospital, com a mulher sedada. Em um laboratório, os óvulos são analisados e congelados. A época certa para fazer a aspiração é durante o período fértil, e analisando a maturidade dos óvulos através de um ultrassom”.

Dr. Renato de Oliveira: “o custo é de um fertilização in vitro e aí varia conforme o serviço, tem lugares mais baratos, mais caros. Varia de 8 mil a 20 mil. A média é 10, 12 mil”.

A partir disso, é possível alguém que tem, por exemplo 50 anos, engravide?

Dra. Flávia Fairbanks: “sim, pois os óvulos têm a idade biológica da época em que foram congelados”.

 



Para muitas mulheres, o período menstrual é o melhor termômetro do bom funcionamento do organismo e um sinal de que não ocorreu gravidez. No entanto, para boa parte do público feminino, a menstruação representa somente incômodos como dores, inchaços, cólicas e a temida tensão pré-menstrual (TPM). Ao longo da história, as mulheres tiveram diversas conquistas como o direito ao voto, ao estudo, ao trabalho e, recentemente, algumas delas descobriram outro: o de não menstruar.

De acordo com o Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, suspender a menstruação é um direito da mulher moderna e deve ser conversado com o ginecologista, respeitando as características e desejos de cada uma. “A prescrição de qualquer método deve considerar a segurança para cada paciente conforme os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, a procura médica é fundamental para evitar os riscos da automedicação”.

O especialista ainda ressalta que suspender a menstruação também pode ser tratamento para algumas doenças como mioma e endometriose. “Para o mioma, por exemplo, o possível sangramento intenso pode ser controlado pela suspensão da menstruação. No caso da endometriose, a qual se caracteriza pela presença de tecido de dentro do útero, denominado endométrio, implantado fora da cavidade, pode cursar para algumas pacientes durante sua menstruação com intensas dores, diarréia e até mesmo sangue na urina. Nesta situação, a suspensão seria uma excelente alternativa para aquelas pacientes que não desejam gravidez. Ressaltando que a endometriose também está relacionada com a infertilidade”, reitera o ginecologista.

Em relação aos riscos de suspender a menstruação em relação ao uso de anticoncepcionais com intervalos, Dr. Renato explica que os critérios de escolhas dos métodos anticoncepcionais em relação aos riscos para cada paciente não difere pelo fato de a paciente desejar ou não menstruar. “O útero não é um filtro que precisa eliminar algo. A menstruação é a consequência da falha do preparo do organismo para uma gravidez que não ocorreu. Mulheres que optaram por ter muitos filhos também não apresentam muitas menstruações. Além dos benefícios citados, o fato de não menstruar diminui o risco de câncer de endométrio”.

Para as mulheres que desejam inibir a menstruação, mas tem medo da infertilidade, o médico desmistifica o tema: “é muito importante frisar que os métodos hormonais não causam infertilidade permanente. A interrupção do método e o retorno dos ciclos menstruais sugere o retorno à fertilidade. No entanto, há outros fatores que podem associar-se á dificuldade de engravidar, como a idade. Dessa forma, não é o fato de ter usado 10 a 15 anos de anticoncepcional, por exemplo, que dificulta a gravidez. Mas o fato de ter esse tempo a mais para despertar o real desejo reprodutivo”, contemporiza o especialista.

MÉTODOS

“Existem alguns métodos que podem interromper a menstruação, como uso contínuo da pílula anticoncepcional por via oral. Neste caso, a paciente toma o medicamento, que pode ser uma combinação dos hormônios estrogênio e progesterona, ou somente a progesterona, sem interrupções. Outro método é o Diu liberador de levonorgestrel, opção que pode evitar a menstruação e a gravidez e aconselhado mantê-lo por até cinco anos. O implante subcutâneo, um pequeno bastão flexível, mais fino que um palito de dente, é fabricado à base de progesterona e deve ser colocado sob a pele no antebraço. A injeção trimestral de acetato de medroxiprogesterona seria outra opção”, finaliza Dr. Renato.



A maior parte das mulheres já sentiu, pelo menos uma vez, algum dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM). Os mais comuns são cólica, dor de cabeça e irritabilidade, mas, na verdade, existem vários outros (mais de 200, estima-se), e eles muitas vezes nem são relacionadas à aproximação da menstruação.

Tipos de TPM são 5

Como os sintomas são muito variáveis, a TPM foi classificada em tipos, sendo cada um deles diferenciado por sintomas característicos.

TPM tipo A: tem a ansiedade como o seu principal sintoma.

TPM tipo C: provoca aumento na compulsão por doces, alimentos calóricos e gordurosos.

TPM tipo D: deixa a mulher depressiva.

TPM tipo H: provoca retenção de líquido e inchaço.

TPM tipo O: reúne todos os outros sintomas pré-menstruais e manifestações atípicas, como cólicas e enjoos.

De acordo com o ginecologista da empresa de pesquisa e biotecnologia Criogênesis Renato de Oliveira, a maioria das mulheres sente sintomas de mais de um tipo de TPM.

O que fazer para aliviar?

Oliveira afirma que os anticoncepcionais costumam ser usados no tratamento mais severos. “Como os sintomas surgem devido a variações hormonais, os anticoncepcionais podem ser usados em todos os casos, desde que sejam indicados por um médico”, comenta.

A indicação médica é necessária porque trata-se de um medicamento que pode apresentar riscos e efeitos colaterais. Além disso, existem os mais indicados para cada um dos problemas relatados ao profissional.

Outro ponto importante é que, às vezes, um desconforto que é visto como característico da TPM nem sempre está relacionado a ela. Por exemplo, a diarreia antes da menstruação pode ser um indicativo de endometriose.

Em casos graves de TPM tipo D, até a prescrição de antidepressivos pode ser necessária.

Atividade física

O ginecologista ainda ressalta que é muito importante praticar atividade física regularmente, já que isso também ajuda a amenizar a TPM, independente do tipo.

“Os exercícios diminuem a retenção de líquido, aumentam a serotonina, deixam o corpo mais relaxado, diminuem a ansiedade, a depressão, etc.”, lista.

Alimentação leve

Na hora das refeições, é importante buscar alimentos mais leves e que tenham substâncias antioxidantes, como legumes e frutas, porque ajudam a diminuir o estresse oxidativo e fazem com que o organismo funcione melhor.

Apesar de, segundo o ginecologista, ainda não existirem estudos consistentes que indicam quais são os melhores alimentos para cada tipo de TPM, vale observar e evitar aqueles que você nota que pioram seu quadro.

Por exemplo, se o seu problema é o inchaço, o ideal é diminuir a ingestão de sal e evitar alimentos industrializados ou muito condimentados.

TPM começa quantos dias antes da menstruação?

Assim como os sintomas, o período em que a TPM afeta a mulher também varia caso a caso.

De acordo o ginecologista, algumas já começam a sentir os desconfortos dez dias antes da menstruação,enquanto outras só manifestam os sinais faltando apenas um ou dois dias. Tem ainda quem continue sentindo os efeitos das alterações hormonais durante o período e até um pouco depois.

 



Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estimam que, entre 2016 e 2017, vão ocorrer, por ano, cerca de 12,6 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), o diagnóstico precoce e tratamento rápido elevam a taxa de cura do câncer infantil em torno de 50%.

Diante deste cenário, um dos caminhos promissores para o encontro da cura da doença tem sido o congelamento das células-tronco, que podem ser usadas para reparar tecidos tratando enfermidades como o câncer (leucemias, linfomas) e algumas doenças imunológicas, como explica Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP: “as células-tronco são usadas para recuperar o sistema hematopoiético (sistema que produz as células sanguíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão é vital, uma vez que esses tratamentos também destroem o tecido que produz sangue (células-tronco) do paciente”.

Para Tatsui, ter as células-tronco armazenadas é uma forma de prevenção. Além disso, nos casos de família com histórico de doenças graves, sobretudo câncer, é recomendável fazer o congelamento.

“É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, esclarece.

COLETA E ARMAZENAMENTO

Após a separação do bebê da mãe, a coleta ocorre de forma rápida. Por meio de uma punção na veia umbilical é feito a drenagem do sangue e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Todo o processo de coleta deve ser concretizado com cuidados de esterilidade. O tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser no máximo de 48 horas. “O procedimento de coleta é totalmente seguro, pois o sangue é retirado da placenta e cordão umbilical após a separação do bebê e da mãe, durante o parto”, esclarece o especialista.

No Brasil, quem opta por armazenar o material em um Banco Público está doando sangue do cordão umbilical. Este material poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessitar. A doação corre sob sigilo e a família não poderá reivindicar a qualquer tempo o próprio sangue de cordão doado. No caso do Banco Privado, somente a família terá acesso às células-tronco congeladas. “Armazenar no Banco Privado é como ter um seguro biológico da sua família. Este procedimento é pago e custa, inicialmente, cerca de R$ 3 mil. Anualmente, também é cobrada uma taxa de manutenção da estocagem, que gira em torno de R$ 600,00. Obviamente, estes valores podem variar entre os bancos privados e aumentar devido aos custos relacionados a transporte”, finaliza o especialista.



Não é nenhum segredo que o uso de preservativo nas relações sexuais podem evitar o contágio de infecções sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Apesar da informação frequente, dados da Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), publicada pelo IBGE, indicam que, em 2015, 33,8% dos adolescentes entre 13 e 17 anos que já tinham iniciado a vida sexual não usou camisinha na última relação, resultando em um aumento de nove pontos percentuais em relação a 2012.

De acordo com Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, as IST (infecções sexualmente transmissíveis), nomenclatura atualmente utilizada, depende de fatores como atividade sexual desprotegida, drogadição e estado imunológico. “O uso de preservativos, apesar de ser uma informação amplamente difundida, ainda não é uma prática realizada por todos. Outro alerta é para períodos festivos, como o carnaval, que permite uma maior interação informal entre as pessoas facilitando a prática de relações sexuais sem proteção”, alerta.

A informação é uma das armas mais poderosas contra as ISTs. Afinal, com o conhecimento correto sobre como agir, muitas dessas doenças podem ser evitadas. Abaixo, Dr. Renato esclarece as principais questões sobre o tema. Confira:

1. Usar camisinha diminui em 100% o risco de contaminação?

É importante ressaltar que a camisinha reduz significantemente as chances de contaminação. Portanto, sempre usá-la no sexo vaginal, anal e oral. Algumas ISTs provocam lesões externas, principalmente ao redor dos genitais e o preservativo pode não cobrir todas as áreas.

2. Quais são os tipos de IST mais comuns?

Vírus do HIV, sífilis, hepatites, gonorreia, clamídia, herpes genital, HPV, tricomoníase, linfogranuloma venéreo e donovanose.

3. Quais os sintomas mais comuns?

Um exame de auto-observação ajuda a detectar alguns sinais rapidamente. Qualquer alteração no aspecto ou odor no órgão genital, assim como lesões, independentemente de serem dolorosas, corrimento vaginal e corrimento uretral no caso dos homens podem ser sinais de infecção e, além disso, lesões genitais, como verrugas, dor e ardência na região genital. Estes sinais e/ou sintomas indicam que o paciente deve procurar ajuda médica.

4. Há risco de contaminação com a prática de sexo oral?

Sim. Pode-se citar sífilis, herpes simples, HPV, entre outros.

5. Pílula anticoncepcional previne infecção sexualmente transmissível?

De maneira alguma. O anticoncepcional é um método contraceptivo que pode ter benefícios secundários como melhora da pele, controle de sangramento menstrual e das dores na menstruação. A forma mais segura de prevenir doenças é usando preservativo, que pode ser feminino ou masculino.

6. A única forma de contrair IST é pelo ato sexual?

Não. Algumas doenças, como o vírus do HIV e da hepatite B, podem ser transmitidas por outras maneiras, como por objetos cortantes contaminados. Já no caso do HPV, a transmissão pode ocorrer por meio de objetos contaminados.

7. Quais são os sintomas da AIDS?

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é causada pelo HIV e é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado, pois os sintomas são variados em decorrência de outras doenças que se aproveitam da fragilidade imunológica do organismo (infecções oportunistas).

8. A escolha do preservativo é importante?

Sem dúvida. Escolha camisinhas com o selo de certificação do Inmetro, órgão responsável pelos testes de segurança.

9. Quais as consequências de não tratar as ISTs?

Algumas doenças, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como infertilidade, câncer de colo do útero, doenças neurológicas, deformidades em bebês, além de interferir no bom funcionamento do organismo e na qualidade de vida do paciente.

 

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Material pode recuperar as células sanguíneas de pacientes submetidos à quimioterapia ou radioterapia.

Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estimam que, entre 2016 e 2017, vão ocorrer, por ano, cerca de 12,6 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), o diagnóstico precoce e tratamento rápido elevam a taxa de cura do câncer infantil em torno de 50%.

Diante deste cenário, um dos caminhos promissores para o encontro da cura da doença tem sido o congelamento das células-tronco, que podem ser usadas para reparar tecidos tratando enfermidades como o câncer (leucemias, linfomas) e algumas doenças imunológicas, como explica Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP: “as células-tronco são usadas para recuperar o sistema hematopoiético (sistema que produz as células sanguíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão é vital, uma vez que esses tratamentos também destroem o tecido que produz sangue (células-tronco) do paciente”.

Para Tatsui, ter as células-tronco armazenadas é uma forma de prevenção. Além disso, nos casos de família com histórico de doenças graves, sobretudo câncer, é recomendável fazer o congelamento. “É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, esclarece.

COLETA E ARMAZENAMENTO – Após a separação do bebê da mãe, a coleta ocorre de forma rápida. Por meio de uma punção na veia umbilical é feito a drenagem do sangue e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Todo o processo de coleta deve ser concretizado com cuidados de esterilidade. O tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser no máximo de 48 horas. “O procedimento de coleta é totalmente seguro, pois o sangue é retirado da placenta e cordão umbilical após a separação do bebê e da mãe, durante o parto”, esclarece o especialista.

No Brasil, quem opta por armazenar o material em um Banco Público está doando sangue do cordão umbilical. Este material poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessitar. A doação corre sob sigilo e a família não poderá reivindicar a qualquer tempo o próprio sangue de cordão doado. No caso do Banco Privado, somente a família terá acesso às células-tronco congeladas. “Armazenar no Banco Privado é como ter um seguro biológico da sua família. Este procedimento é pago e custa, inicialmente, cerca de R$ 3 mil. Anualmente, também é cobrada uma taxa de manutenção da estocagem, que gira em torno de R$ 600,00. Obviamente, estes valores podem variar entre os bancos privados e aumentar devido aos custos relacionados a transporte”, finaliza o especialista.



Não é nenhum segredo que amamentação, boa alimentação, prática de exercícios e controle da massa corporal reduz o risco de câncer de mama. Porém, deve-se destacar a importância do autoexame e dos exames de rastreio, conforme orientação médica, a fim de uma possível detecção precoce das alterações mamárias de maior risco.

 

Apesar de todas as informações, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40% das mulheres brasileiras, de 50 a 69 anos de idade, não fazem mamografia, faixa etária prioritária para o exame preventivo. “A prevenção é a melhor forma de lidar com qualquer doença, principalmente, quando falamos do câncer. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial) e, dependendo do tipo do câncer, as chances de cura chegam a 95%. Portanto, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de cura”, comenta Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.

 

O câncer de mama é mais comum a partir dos 50 anos e, à medida que a idade avança, torna-se maior o risco de desenvolver a doença. No entanto, o especialista alerta que mulheres com histórico familiar, independentemente da idade, são mais suscetíveis a desenvolvê-lo. “Mulheres a partir dos 40 anos podem fazer mamografia uma vez ao ano. Porém, o Ministério da Saúde, recomenda, de um modo geral, que esta prática se inicie a partir dos 50 anos. Caso tenham algum parente próximo com câncer de mama, exista algum nódulo ou suspeita de doença, o início da investigação deve ser antecipado. A ultrassonografia pode ser indicada como exame complementar, assim como há indicações específicas para o rastreamento com ressonância nuclear magnética. As mulheres com fatores de risco devem ter atenção especial e não postergar a procura de uma orientação especializada”.

 

No entanto, ainda que não existam casos na família, a pessoa pode adquirir a doença, sobretudo, se estiverem presentes alguns fatores de risco tais como: obesidade, tabagismo, ingestão regular de álcool, primeira menstruação em uma idade precoce, menopausa após os 50 anos, primeira gravidez após os 30 anos, ausência de gravidez, a própria predisposição genética, entre outros.

 

GESTANTE PODE FAZER O EXAME?

 

No período da gestação, a mamografia deve ser evitada em mulheres que não apresentam qualquer sintoma nas mamas. No entanto, em casos de suspeita do surgimento da doença na gestação, o exame indicado é o ultrassom devido a maior segurança e conforto para a paciente. “Exceto em casos de forte recomendação, como na suspeita aumentada de câncer, a mamografia deve ser realizada. Se for necessária, os radiologistas protegem o abdome da mulher com um avental especial”, explica Dr. Renato. Ainda de acordo com o médico, durante a gravidez, o câncer de mama não é tão frequente, mas pode acontecer. “A gravidez geralmente ocorre em uma faixa etária que não é a principal para o câncer. Geralmente, os possíveis nódulos são benignos na maioria dos casos. Porém, todo o nódulo deve ser investigado”, acrescenta.

 

 

 http://www.conectemulher.com.br/noticia/saude/a-importancia-do-exame-e-quando-ele-deve-ser-realizado