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É natural que os primeiros dias após a chegada do bebê sejam confusos, repletos de sentimentos. Afinal, os hormônios são os principais responsáveis pelas oscilações emocionais das mães.

Mas, a família deve ficar atenta quando perceber algo mais que angústia e/ou medo de não dar conta do recado.

Quando o comportamento feminino no puerpério demonstra depressão, é preciso tomar providências e buscar acompanhamento médico. Algumas mamães, em vez de contexto positivo, passam por tristeza e melancolia. Na maioria das vezes, é o que chamamos de Baby Blues.

No Baby Blues, aquele momento de felicidade extrema, o da chegada do bebê ao mundo depois de longos meses de espera, não causa brilho no olhar ou sorriso largo. Em vez de alegria em meio às roupinhas fofas, cheirinho de bebê e bichos de pelúcia, o que se vê é bem diferente.

Às vezes, uma parte dessas mães experimenta um problema ainda mais grave, a depressão pós-parto. O que, segundo a literatura científica mundial, seria enfrentado por cerca de 10% a 15% das novas mães.

Mas, como diferenciar o Baby Blues da depressão pós-parto? Bem, em geral, é assim: o primeiro é mais breve, passageiro, causado apenas pelas mudanças hormonais bruscas típicas do período. E mais: não precisa de qualquer tratamento.

Já a depressão tem antecedentes, ou seja, não é provocada pela gestação ou pelo parto em si – e necessita de acompanhamento especializado, inclusive com tratamento químico.

Como acontece o Baby Blues?

É uma sensação estranha perceber que todos ao redor estão radiantes, a família inteira, mas a própria mulher não sabe o que está acontecendo com ela.

Mulheres que vivenciaram o Baby Blues relatam que a turbulência emocional é agravada pelo fato de estar tudo bem, o bebê estar saudável, tudo estar perfeito, mas a mamãe não consegue se sentir bem. Como se estivesse ficando louca ou coisa parecida.

Mas não está. E a primeira medida a ser tomada por todos é ter a compreensão de que a reação fora do normal não é fraqueza ou frescura. É algo que não depende da vontade da mãe. É o chamado comportamento involuntário.

Do mesmo jeito que chega, o Baby Blues vai embora sozinho, geralmente depois de 15 ou 20 dias. É preciso ter paciência, esperar o organismo feminino retomar o prumo.

Para isso, o suporte familiar deve incluir medidas práticas: alguém para segurar o bebê enquanto a mãe dorme um pouco mais; que possa cuidar do recém-nascido para ela tomar um banho e se alimentar, etc.

Conselhos apenas não resolvem, pois o Baby Blues é uma condição física, na qual a própria “vítima” dela precisa ser mais compreensiva consigo mesma, deixando de lado a autocrítica.

Em comparação à depressão pós-parto, o Baby Blues é mais comum e menos grave. Porém, requer cuidados também, como os que já citei. Os sintomas podem ser parecidos para muita gente, mas os dois quadros são bastante diferentes.

A depressão é um problema que normalmente acomete mães que possuíam antecedentes, ou seja:

• Manifestação de alguma doença mental prévia;
• Traumas vividos antes ou durante a gestação, tais como acidentes, assaltos, separações ou perdas;
• Falta de estrutura emocional para tratar possíveis dificuldades na gestação – doença congênita do filho, por exemplo.

Quando o caso é de depressão, a pessoa manifesta vontade de se matar, fala ou pensa em agredir a si mesma ou a criança. São indícios de que ela está, realmente, precisando de acompanhamento psiquiátrico e, provavelmente, de remédios.

Muitas vezes, o próprio obstetra identifica os primeiros sinais e conduz a mãe para o tratamento. Quando a paciente tem histórico de doença mental, como a própria depressão ou síndrome do pânico, é preciso ficar atento ainda na gravidez.

O médico também poderá ter boa chance de perceber o real estado de saúde psíquica da mulher logo na consulta pós-parto, nas primeiras semanas de vida do bebê.

 

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Com alimentação certa, a gente aumenta os músculos, o rendimento no trabalho ou escola, a qualidade de vida e muito mais. Mas você sabia que alguns produtos turbinam a fertilidade? É a dieta para engravidar!

Basicamente, alimentos para estimular a fertilidade são os que favorecem a produção dos chamados hormônios sexuais, assim como a formação de óvulos e espermatozoides.

Portanto, se você e o seu parceiro estão contando os dias para encomendar um herdeiro à cegonha, confira o que não pode faltar no menu para engravidar:

  • Ostras, frutas secas, carnes, gemas de ovo, aveia e centeio – são alimentos ricos em um mineral essencial à saúde reprodutiva do homem e da mulher, o zinco.
  • Couve-flor, agrião, brócolis e banana – fontes importantes de vitamina B6 que, por sua vez, trabalha em conjunto com o zinco, produzindo níveis adequados dos chamados hormônios sexuais.
  • Sementes e peixes gordos – trazem em sua composição ácidos graxos ômegas 3 e 6, itens necessários para que o funcionamento dos hormônios seja satisfatório.
  • Sementes de girassol – especialmente ricas em vitamina E, aumentam a fertilidade porque melhoram a saúde dos óvulos e espermatozoides.

Mas não basta só fazer a dieta para engravidar. É preciso também evitar certos comportamentos e produtos, se você quer mesmo ver o seu sonho se tornar realidade.
Ou seja, não adianta caprichar no prato com alimentos acima se você e o futuro papai não deixarem de lado:

  • Bebidas alcoólicas – elas são capazes de reduzir a fertilidade pela metade.
  • Café e bebidas com cafeína – uma xícara de café por dia pode diminuir também pela metade as possibilidades de engravidar.
  • Alimentos com farinha e açúcar refinados (bolos, pães e biscoitos, entre outros) – precisam de grandes quantidades de vitaminas e minerais para serem processados pelo organismo. Com isso, a quantidade desses nutrientes destinada à produção de hormônios é prejudicada.

Dieta para ficar grávida

Além dos alimentos descritos anteriormente, para impulsionar a fertilidade feminina é preciso investir nos antioxidantes. Eles turbinam a capacidade reprodutiva e são necessários para a formação e o desenvolvimento dos óvulos.

Os alimentos antioxidantes são ricos em:

  • Vitamina A (betacaroteno) – cenouras, batata-doce, abóbora e agrião.
  • Vitamina C – vegetais verdes, pimentões, kiwi, tomates e frutas cítricas.
  • Vitamina E – abacate, frutas secas, sementes, peixes gordos, feijões e batata-doce.
  • Selênio – castanha-do-pará, atum, couve e cereais integrais.
  • Zinco – carne de boi, vegetais verdes folhosos, peixe, ostras, sementes, frutos secos e ovos.
  • Fitonutrientes – beterraba vermelha, mirtilos, toranjas rosadas, vegetais folhosos etc. São encontrados nas frutas e vegetais de todas as cores.

O ideal é que a mulher possa consumir pelo menos cinco porções de vegetais e frutas de variadas cores por dia para potencializar sua fertilidade. Além disso, a dieta para engravidar deve conter frutas secas e sementes uma vez ao dia.

Quanto aos homens, a primeira lista, do início deste artigo, também vale. E é necessário ingerir ainda: pão integral ou de centeio, pimentão verde, batatas, ovos e frango. Eles são ricos em cromo, mineral importante na produção dos espermatozoides.

Fontes de vitamina C precisam estar na rotina alimentar dos futuros papais. A vitamina protege o gameta masculino e ajuda aumentar sua quantidade.

Cuide da qualidade das células reprodutivas investindo na dieta para engravidar. Depois, é só torcer para a menstruação não aparecer. Então, capriche no prato…

Com a combinação perfeita de amor, cumplicidade, união e os alimentos que aumentam a fertilidade, a dieta para engravidar não tem como não dar certo. Agora é com vocês!

 

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A condição que resultou no afastamento da apresentadora de seu programa no SBT é comum a partir da 20ª de gestação. Entenda:

Nesta última semana, a apresentadora Eliana, grávida de 4 meses, usou suas redes sociais para anunciar aos fãs o afastamento do programa homônimo que apresenta aos domingos no SBT. O motivo? Uma indicação médica de repouso devido à condição chamada de “descolamento de placenta”, que pode ocorrer a partir da 20ª de gestação.

“Por conta desses acontecimentos que não podemos controlar, estou em repouso por ordens médicas. Tive um descolamento na placenta. Sei que não depende só da minha vontade, do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir. Preciso salvar minha filha de um parto extremamente prematuro. Tenho fé que, em breve, trarei boas notícias”, disse em um vídeo publicado em seu Instagram.

O descolamento acontece quando porção da placenta, órgão onde o feto permanece até seu nascimento, se desprende da porção uterina endometrial. Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, explica que se trata de uma alteração da segunda metade da gestação e que a gravidade varia de acordo com cada paciente.”

“Há descolamentos menores que geram dor e desconforto e os maiores, que podem causar sangramentos intensos. Em ambos os casos o repouso é fundamental para minimizar os riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê. O uso de medicações cujo princípio ativo é a progesterona, geralmente, é indicado para que o útero diminua seu estado de contração visando a uma maior permanência do bebê na barriga da mãe até o período considerado “termo”, o qual corresponde a idade gestacional entre 37 a 40 semanas”.

Ele completa: “Nos casos mais graves que podem ser identificados por sangramento vaginal ativo e útero contraído anormalmente, por exemplo, pode evoluir para uma perda sanguínea importante com risco de choque hipovolêmico. Essa situação de emergência pode representar risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê. Geralmente, nessa situação de emergência, o médico precisa avaliar se é possível controlar ou se é necessário interromper a gestação.”

Em relação aos riscos do descolamento, a prematuridade merece destaque. “Cada semana a mais na barriga da mãe diminui os riscos de prematuridade do bebê, que caso nasça antes do previsto, pode apresentar problemas respiratórios e neurológicos não somente no pós-parto, mas também depois de completar um ano de idade”, elucida o Dr. Renato.

O obstetra e ginecologista Dr. Ricardo Luba acredita que a orientação de resguardo no caso da apresentadora foi prudente: “Essa é a parte mais importante, e a orientação pode permanecer até o fim da gestação para evitar movimentações que minimizem o risco de sangramento abundante e parto prematuro. Além das queixas da paciente, neste caso, a maneira mais efetiva de descobrir o problema é através do ultrassom obstétrico.”

As causas podem variar: traumas como quedas e acidentes de carro, excesso de exercício físico ou esforço, condições como estresse, obesidade e problemas de saúde como deficiência na coagulação, infecções, má cicatrização de cesáreas anteriores e, principalmente, hipertensão, conforme expõe o Dr. Renato.

“Uma das principais motivações é a doença hipertensiva específica da gestação, caracterizada pela pré-eclampsia e eclampsia. A pré-eclampsia consiste no aumento da pressão arterial e ocorre em pacientes gestantes, ou seja, que adquiriram essa condição devido às alterações sofridas pelo corpo decorrentes da gravidez. A eclampsia em si ocorre quando essa elevação do nível pressórico é tão significativo que a paciente convulsiona, podendo acarretar sérios riscos para a saúde da mãe e do bebê. Quando esses sinais se tornam aparentes, os médicos já fazem o diagnóstico clínico e laboratorial e então passam a realizar um pré-natal mais rigoroso, com uma frequência maior de exames e consultas.”

Outra medida tomada pelos especialistas em casos como o da Eliana é a aceleração da maturidade do pulmão do bebê. “O procedimento consiste na aplicação de duas injeções de corticóide com o intervalo de 24h. O uso dessa medicação é feito em qualquer situação em que a paciente possua um risco de trabalho de parto prematuro para minimizar os riscos, afinal, o pulmão do bebê só atinge a maturidade, geralmente, a partir da 34ª semana”, justifica o Dr. Renato.

Mulheres com idade inferior a 18 anos ou superior a 35 anos costumam enfrentar um pré-natal de risco. Outro fator que também pode ser levado em consideração no caso do descolamento de placenta é o tamanho do cordão umbilical, que caso seja muito pequeno, pode gerar uma tração maior com a placenta, onde é fixado, resultando num desprendimento do órgão com relação ao útero.

http://claudia.abril.com.br/saude/descolamento-placenta-eliana-gravidez/


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Quando se trata de sexualidade, muitos tabus ainda rondam o tema. E quanto chega a gravidez, as dúvidas aumentam ainda mais. Será que o casal deve se abster de sexo durante a gravidez? Existem restrições na relação sexual? A forma como a gestante percebe a estética de seu corpo pode influenciar na sexualidade?

Segundo o ginecologista responsável pela Reprodução Humana da Criogênesis, Renato de Oliveira, a maioria dos casais que serão pais pela primeira vez vai ao médico com inúmeras dúvidas. Até mesmo entre aqueles que já tiveram problemas com gravidez, os questionamentos também se tornam evidentes. Abaixo, o especialista fala sobre os principais mitos e verdades que permeiam o assunto.

Manter relações sexuais durante a gravidez é seguro.
VERDADE. Se for uma gravidez normal, sem complicações ou riscos, o sexo é seguro, liberado e recomendado. Muitas pesquisas já mostraram que as relações sexuais são bem-vindas na gravidez, tanto fisicamente quanto emocionalmente, já que isso ajuda a manter um vínculo efetivo entre o casal. Restringir a sexualidade durante toda a gravidez acaba limitando o relacionamento, portanto, se o médico contraindicar, é importante conversar sobre outras maneiras de ter uma relação sexual sem penetração, justamente para não acabar com essa troca de olhares e carinho. Vale salientar que, em algumas situações como a presença de sangramento vaginal ou placenta de inserção baixa, não se recomenda a prática de relações sexuais durante a gravidez. Isto será avaliado e orientado pelo seu obstetra.

A mulher grávida não tem orgasmos.
MITO. A mulher grávida pode ter orgasmos normalmente. Se isso não estiver ocorrendo, na maioria das vezes e após avaliação médica, o que poderia atrapalhar a relação é o fator psicológico. Há casais que optam por não ter relações sexuais com penetração, devido ao tamanho da barriga ou à proximidade com o parto, preferindo dedicar-se ao sexo oral ou a masturbação mútua. Esta opção pode ser feita.

Algumas mulheres, durante a gravidez, tem a libido diminuída.
VERDADE. Isto pode acontecer, afinal, as mudanças no corpo podem afetar a vida sexual em algum momento. Há mulheres que sentem ainda mais prazer, pelo fato de não terem de se preocupar com a contracepção. Mas outras ficam mais cansadas ou enjoadas, principalmente no primeiro trimestre. Vale destacar que o segundo trimestre costuma ser marcado pelo reacendimento da libido, que pode voltar a diminuir quando a gravidez chega ao terceiro trimestre, por conta do desconforto da barriga ou pela ansiedade com a aproximação do parto.

O ato sexual prejudica o bebê.
MITO. O bebê não é prejudicado com o ato sexual, pois a membrana protetora que sela a cerviz ajuda a protegê-lo. Além disso, o saco amniótico e os fortes músculos do útero também o protegem. Durante um orgasmo, por exemplo, o bebê pode mexer-se mais vezes.

O orgasmo pode induzir o parto.
VERDADE. Há esta possibilidade uma vez que o orgasmo liberta oxitocina, que faz com que o útero sofra contrações. O sêmen também contém prostaglandinas, que pode causar um efeito semelhante se for ejaculado na vagina nestas condições.

Os fetos também se beneficiam da sensação de prazer durante o sexo por causa da liberação de endorfina.
MITO. Não há trabalhos científicos que embasem esta afirmação. O importante mesmo, para o bom desenvolvimento do bebê, é a mãe estar com boa saúde, tanto física quanto psicológica. No entanto, é importante salientar que, no último trimestre da gestação, o bebê está mais sensível aos estímulos do meio externo, como sons ou movimentos, por exemplo. E com relação ao sexo dos pais, ele poderá sentir mais estimulação mecânica, da mesma forma que ocorre quando a mãe se locomove nas suas atividades diárias.
Sobre a Criogênesis
A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 14 anos de experiência com células-tronco, é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

Dr. Renato de Oliveira – Formado em Medicina no ano de 2007 na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Residência em Ginecologia e Obstetrícia entre 2009 e 2012 no Centro de Atenção Integral à saúde da Mulher (CAISM) na UNICAMP. Especialização médica em Reprodução humana na Faculdade de Medicina do ABC, entre 2012 a 2014. Ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis. Membro da equipe de infertilidade do Instituto Ideia Fértil. Participou de diversas publicações sobre endometriose, infertilidade e carcinoma no colo do útero.



A obesidade pode atrapalhar a gravidez?

Quando uma mulher engravida, inicia-se uma série de transformações em seu organismo, para que se torne um ambiente seguro para a geração de uma nova vida. Serão nove meses de mudanças anatômicas, fisiológicas e psicológicas. Por isso, as futuras mamães devem ter cuidado redobrado, principalmente com a alimentação, afinal, a obesidade na gravidez é um problema comum e perigoso. “Sabemos que a fome não é apenas uma necessidade fisiológica. Ela pode estar associada, neste período, a alterações psicológicas e emocionais, como ansiedade e fragilidade, que podem levar à compulsão alimentar”, destaca o ginecologista responsável pela reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira.
O médico ainda explica que, a partir do terceiro mês de gravidez, a mulher deve ingerir apenas 300 calorias a mais do que o normal, totalizando assim, 2.800 calorias por dia. “Ganhar peso excessivo no período gestacional ou, até mesmo, iniciar a gestação com sobrepeso, são fatores de risco que podem gerar complicações como diabetes e doenças hipertensivas específicas da gestação, como a pré-eclâmpsia hipertensão e pré-eclâmpsia”, alerta.
Mas, e quanto ao ditado popular: “mulher grávida deve comer por dois?” Para o Dr. Renato, é importante ter em mente que isso é um mito. “O fato de estar carregando uma vida dentro de si não quer dizer que a grávida possa abusar da sua dieta diária. Aliás, o peso é algo com que a gestante e o seu médico precisam sempre estar atentos. A recomendação é que as gestantes ganhem, ao longo de toda gestação, e dependendo da massa corporal inicial e da altura, uma média de 12 kg. Pode-se considerar como ideal, um ganho médio de 300 a 400 gramas por semana”, esclarece. Além dos problemas com a própria saúde, a obesidade na gravidez pode gerar bebês mais pesados, com macrossomia fetal, ou seja, a condição em que o recém-nascido apresenta mais de 4 quilos, e com possibilidades de desenvolver hipoglicemia ao nascer.
E quando os desejos surgirem? Dr. Renato explica que as sensações de desejo na gravidez são comuns, pois é um sinal do organismo da mãe dizendo que necessita mais de um ou outro nutriente. “A gestante pode comer de tudo, desde que não cometa exageros. A questão sobre a restrição a alimentos crus, principalmente os peixes amplamente utilizados na culinária japonesa, provém do desconhecimento da origem dos alimentos e do risco de contaminação. Isto poderia ser prejudicial para a formação do bebê”, alerta.
Portanto, para as mamães de primeira, ou de muitas viagens, e que ainda possuem algumas dúvidas, o ginecologista dá agora algumas dicas para uma gestação saudável e segura. Confira abaixo:
» Beba água constantemente. Cerca de 1,5 a 2 litros por dia;
» Consuma muitas frutas, legumes e verduras, sempre bem lavados e de boa procedência;
» Fracione as refeições em cerca de seis a oito vezes ao dia, com pequenas quantidades, e mastigue devagar;
» Consuma alimentos com baixo teor de gordura e evite ingerir líquidos durante as refeições, para facilitar a digestão e evitar azia;
» A carne é muito importante nesse período, por ser rica em ferro e proteínas. O ferro, por sua vez, pode ser mais bem absorvido se consumido com frutas ricas em vitamina C, como kiwi, laranja, limão, acerola, tangerina e abacaxi.


Quando uma mulher engravida, inicia-se uma série de transformações em seu organismo para que se torne um ambiente seguro na geração de uma nova vida. Serão nove meses de mudanças anatômicas, fisiológicas e psicológicas. Por isso, as gestantes devem ter cuidado redobrado nesse período, inclusive com a saúde bucal.

De acordo com Gabriel Politano, dentista responsável pela área de células-tronco da polpa do dente de leite da Criogênesis, as mudanças hormonais podem ter efeitos adversos na saúde bucal. “A alteração dos hormônios na gravidez afeta as fibras da gengiva facilitando o processo de gengivite, um sangramento intenso e espontâneo durante a escovação. Outro fator que pode ser observado na gestação é o risco de enjoos e vômitos frequentes, aumentando as chances de erosão dentária. Além disso, infecções periodontais mais avançadas tem sido associadas a prematuridade e pré-eclâmpsia”.

Para que a gestação seja tranquila, além do pré-natal com o obstetra, é recomendado que a mulher faça também um pré-natal odontológico. “A função do pré-natal odontológico é informar sobre procedimentos preventivos e detectar problemas precocemente. Além disso, passamos todas as orientações sobre os cuidados com a higiene bucal do bebê mesmo antes do nascimento dos primeiros dentes”.

INOVAÇÃO – A gestação é um período em que a mulher está ávida por informações. Neste cenário, é importante falar sobre o método de coleta e armazenamento das células-tronco presentes no dente de leite, como uma prevenção para futuras doenças, como explica o especialista: “o grande diferencial do dente de leite é a presença de células-tronco do tipo mesenquimal. Estas células têm a capacidade de, em laboratório, se transformar em uma variedade de outras células destinadas a reparação de tecidos. Apesar de ainda estar em pesquisa, estudos indicam a capacidade do material de originar vários tecidos humanos como osso, gordura, cartilagem e músculo”.

Por se tratar de um processo natural, pois a queda do dente ocorre na maioria das crianças entre 5 e 12 anos de idade, o momento da coleta é indolor. “Retiramos as células-tronco da polpa do dente daquele pedacinho de carne que está grudado no dente. Assim que a polpa é removida, enzimas são aplicadas para retirar as células da mesma. O material deve ser acondicionado em um kit específico de transpor te e enviado imediatamente à clínica de armazenamento para o devido processamento laboratorial. No entanto, caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte para o acondicionamento correto”, finaliza Politano.

 

http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=278469



O médico obstetra é aquele profissional da medicina que acompanha a mulher em gestação. A palavra obstetra vem do latim obstetrix, do verbo obstare, que significa “ficar ao lado de”. Por isso, o obstetra é literalmente alguém que fica do lado, que ajuda no parto.

A atuação do obstetra começa bem antes do parto, devendo toda mulher que deseje engravidar, procurá-lo o mais cedo possível para que se possa identificar e sanar prováveis riscos à gravidez e à gestante.

O médico obstetra é considerado o médico da Mulher, pois ele é responsável pelas orientações relacionadas à sua saúde. Esse médico dá conselhos pré-gestacionais e acompanha a saúde do feto, o que permite identificar anormalidades precocemente e possibilita intervenções terapêuticas ainda no útero.

O trabalho de prevenção é realizado durante o pré-natal e tem auxiliado a diminuir as taxas de mortalidade infantil e materna. O objetivo da Assistência pré-natal é orientar a mãe quanto às modificações no organismo, modificações de hábitos alimentares e físicos, impedir que a paciente fique anêmica, orientar a mãe para um parto mais humanizado e uma gravidez saudável. O obstetra deve alertar sempre as futuras mães quanto a doenças que possam afetar a ela e ao bebê, principalmente doenças como a rubéola e a toxoplasmose que podem causar problemas de visão, distúrbios de desenvolvimento, má formação e até mesmo o aborto. É muito importante que o obstetra e a gestante tenham uma boa relação e confiança mútua para facilitar os exames e os encaminhamentos de uma gravidez. Entre os principais exames utilizados podemos citar: ultra-sonografia, dopplerfluxometria, cardiotocografia e exames laboratoriais maternos, os mais importantes são as sorologias que visam identificar a presença de agentes infecciosos como vírus, bactérias ou protozoários.

São esses exames que ajudam a diagnosticar e tratar as patologias mais comuns durante a gravidez.

Acompanhamento

No Brasil, quando a importância do obstetra ainda não era muito difundida, sobretudo nas áreas carentes, o número de complicações na hora do parto, de mortalidade materna e de problemas com o feto era eram bastante comuns, tornando-se um caso de saúde pública. “Embora a proporção de mortes de mulheres vítimas de complicações durante a gravidez ou do parto tenha caído 43% entre 1990 e 2013 no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estamos muito longe de atingir as metas do milênio, assumidas em 1990. Ainda morrem no país 69 mulheres a cada 100 mil partos. Pelas metas da OMS, este número não poderia ultrapassar 30 mulheres”, explica o ginecologista responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira.

Segundo ele, o médico obstetra tem papel fundamental durante o acompanhamento da gestação, pois é ele quem irá avaliar quais são os cuidados a serem tomados com a paciente e seu bebê no pré-natal, durante e no pós-parto.

São as consultas e exames realizados regularmente por este profissional que proporcionam à grávida uma previsão de como acontecerá o nascimento, os riscos da gravidez e o desenvolvimento fetal.  “As consultas com o especialista devem acontecer, de um modo geral, a cada 28 dias até 28 semanas, quinzenalmente até 35 semanas e semanalmente até o parto. Porém, cada caso deverá ser avaliado pelo médico. No momento de dar à luz, o obstetra estará junto à grávida, a fim de realizar todos os procedimentos necessários para um parto com o mínimo de riscos para a mãe e o para o bebê”, explica.

Também é essencial que a paciente e o médico desenvolvam um relacionamento de confiança e muito diálogo, no qual se avalia os riscos durante todo o período de gestação, parto e puerpério, como ressalta Dr.

Renato. “No momento de definir o profissional, procure referências com amigos, familiares ou conhecidos. A empatia e a confiança nas recomendações do obstetra são fundamentais para um bom pré-natal”, destaca o especialista.

Fonte: Mundo Positivo

http://www.folhabv.com.br/noticia/A-importancia-do-obstetra-durante-a-gravidez-/27395



Não é nada incomum ouvirmos por aí que uma mulher. geralmente com 30 anos ou pouco mais, está com o relógio biológico “apitando” ou até “gritando”. Se você não faz a menor ideia do que seja isso, a gente explica: o termo é associado a idade reprodutiva, ou seja, a idade em que o organismo é capaz de engravidar sem muitas dificuldades.

“A mulher, diferentemente dos homens, que renova a safra de espermatozoides a cada 80, 90 dias, já nasce com todos os seus gametas. Ou seja, aquela metade para se juntar ao espermatozoide e formar o embrião. Todo mês, depois que ela começa a menstruar, há uma safra de 100 deles, em que dez vão se tornar viáveis e um, que é o chama folículo, que vai ovular e liberar o gameta. Então, a gente com o tempo tem perda quantitativa e qualitativa, porque esses gametas que já vivem com a mulher sofrem com a poluição, estresse, doenças, alimentação inadequada”, explicou o Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, ao Virgula.

“Toda mulher tem relógio biológico? “De modo geral, todas as mulheres tem e não tem como driblar isso, não tem como driblar o tempo. No geral, as mulheres quando estão com 20 semanas de gestação, 5 meses, dentro da barriga da sua mãe, tem 7 milhões de possibilidade de gametas. Quando ela nasce, esse número já cai para 2 milhões. Teve a primeira menstruação, fica por volta de 400 mil, quando ela tem mais ou menos 35 anos, por volta de 125 mil gametas. Na menopausa, que é o nome da última menstruação, tem por volta de mil a 2 mil”, ressalta o ginecologista.

A Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista do Hospital das Clínicas da USP e da Clínica FemCare, ressalta ainda que algumas mulheres não sentem esse relógio “apitar” e motivo é muito simples.  “Há uma parcela da população feminina que nāo deseja ser māe”, explicou, afirmando ainda que não há nenhum problema físico ou psicológico em relação a isso.

A mesma opinião é partilhada pelo Dr. Carlo Crivellaro, membro da Highway to Health International Healthcare Community.  “Não existe consenso se o sentir desse ‘apito’ seja algo real e fisiológico, ou apenas uma vontade consciente de ter filhos. Essa percepção de tempo esgotando é muito variável, não ocorre em todas as mulheres e não indica nenhum problema”, opinou.

Para quem gostaria de ser mãe e está se planejando para isso, a Dra. Flávia faz questão de mandar um recado importante. “Sempre que possível, evitar postergar demais o sonho da maternidade. Nāo é preciso ter alcançado tudo (sucesso profissional, dinheiro, fama, etc) para que se concretize a maternidade. Às vezes, por ficar esperando o cenário ideal, com todas essas conquistas, acaba-se comprometendo a maior de todas elas: conseguir ser māe. Isso é uma opinião pessoal”, reforçou.

Para deixar o assunto mais claro e ainda mais simples de ser explicado, tiramos algumas dúvidas e pedimos aos médicos sugestões de como driblar o relógio biológico e adiar o sonho da maternidade.

O relógio biológico realmente apita nas mulheres? Com que idade isso acontece?

Dra. Flávia Fairbanks: “o que acontece é que, na maioria delas, de repente, vem um desejo pela maternidade. Isso varia entre as mulheres, mas é bastante comum que aconteça próximo dos 30 anos”.

Existe uma hora ou idade certa para ser mãe?

Dr. Carlo Crivellaro: “a hora certa depende de muitos fatores, que só a mulher ou casal podem decidir. Do ponto de vista médico, o ideal seria entre 20 e 35 anos, quando a fertilidade é maior e as chances de complicações menores. Fora dessa faixa, a mulher necessita um acompanhamento médico mais próximo”.

Dra. Flávia Fairbanks:  “com os avanços da medicina atual, muitas mulheres têm conseguido bons resultados estacionais até os 40 anos.

Até que idade uma gravidez é considerada segura?

Dra. Flávia Fairbanks: “do ponto de vista geral, para redução de riscos, o ideal é até os 35 anos, mas muitas mulheres têm engravidado até os 40 anos com bebês saudáveis”.

Há riscos de adiar a maternidade? Quais?

Dra. Flávia Fairbanks: “sim, desde a maior dificuldade para conseguir engravidar até aumento dos índices de problemas com a formação e desenvolvimento do feto, bem como maiores chances de hipertensão e diabetes gestacionais”.

Dr. Carlo Crivellaro: “A maioria das mulheres que engravidam após os 35 anos tem gravidez normal e bebês saudáveis. Também há maior risco de aborto espontâneo, gravidez ectópica, placenta prévia e descolamento placentário”.

Existem maneiras de se planejar e driblar o problema do relógio biológico na hora de engravidar? 

Dr. Renato de Oliveira: “após os 43 anos, mesmo fazendo os tratamentos mais elaborados, como a fertilização in vitro, a chance de sucesso é de 5 a 8%, são dados da Rede Latino Americana de Reprodução Assistida. Então, a dica é essa, nunca postergar muito. Mulheres com 50 anos podem ter filho? Naturalmente, muito difícil. O que vemos hoje é ovo-doação ou a técnica de congelamento de óvulos, que é muito legal. Essa técnica é preservação de fertilidade social. Isso vale a pena. Eu converso com todas as minhas pacientes quando chega por volta dos 30 anos sobre o desejo reprodutivo”.

Como é o congelamento de óvulos? É muito caro hoje em dia?

Dr. Carlo Crivellaro: “os óvulos são aspirados em um hospital, com a mulher sedada. Em um laboratório, os óvulos são analisados e congelados. A época certa para fazer a aspiração é durante o período fértil, e analisando a maturidade dos óvulos através de um ultrassom”.

Dr. Renato de Oliveira: “o custo é de um fertilização in vitro e aí varia conforme o serviço, tem lugares mais baratos, mais caros. Varia de 8 mil a 20 mil. A média é 10, 12 mil”.

A partir disso, é possível alguém que tem, por exemplo 50 anos, engravide?

Dra. Flávia Fairbanks: “sim, pois os óvulos têm a idade biológica da época em que foram congelados”.

 



Para muitas mulheres, o período menstrual é o melhor termômetro do bom funcionamento do organismo e um sinal de que não ocorreu gravidez. No entanto, para boa parte do público feminino, a menstruação representa somente incômodos como dores, inchaços, cólicas e a temida tensão pré-menstrual (TPM). Ao longo da história, as mulheres tiveram diversas conquistas como o direito ao voto, ao estudo, ao trabalho e, recentemente, algumas delas descobriram outro: o de não menstruar.

De acordo com o Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, suspender a menstruação é um direito da mulher moderna e deve ser conversado com o ginecologista, respeitando as características e desejos de cada uma. “A prescrição de qualquer método deve considerar a segurança para cada paciente conforme os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, a procura médica é fundamental para evitar os riscos da automedicação”.

O especialista ainda ressalta que suspender a menstruação também pode ser tratamento para algumas doenças como mioma e endometriose. “Para o mioma, por exemplo, o possível sangramento intenso pode ser controlado pela suspensão da menstruação. No caso da endometriose, a qual se caracteriza pela presença de tecido de dentro do útero, denominado endométrio, implantado fora da cavidade, pode cursar para algumas pacientes durante sua menstruação com intensas dores, diarréia e até mesmo sangue na urina. Nesta situação, a suspensão seria uma excelente alternativa para aquelas pacientes que não desejam gravidez. Ressaltando que a endometriose também está relacionada com a infertilidade”, reitera o ginecologista.

Em relação aos riscos de suspender a menstruação em relação ao uso de anticoncepcionais com intervalos, Dr. Renato explica que os critérios de escolhas dos métodos anticoncepcionais em relação aos riscos para cada paciente não difere pelo fato de a paciente desejar ou não menstruar. “O útero não é um filtro que precisa eliminar algo. A menstruação é a consequência da falha do preparo do organismo para uma gravidez que não ocorreu. Mulheres que optaram por ter muitos filhos também não apresentam muitas menstruações. Além dos benefícios citados, o fato de não menstruar diminui o risco de câncer de endométrio”.

Para as mulheres que desejam inibir a menstruação, mas tem medo da infertilidade, o médico desmistifica o tema: “é muito importante frisar que os métodos hormonais não causam infertilidade permanente. A interrupção do método e o retorno dos ciclos menstruais sugere o retorno à fertilidade. No entanto, há outros fatores que podem associar-se á dificuldade de engravidar, como a idade. Dessa forma, não é o fato de ter usado 10 a 15 anos de anticoncepcional, por exemplo, que dificulta a gravidez. Mas o fato de ter esse tempo a mais para despertar o real desejo reprodutivo”, contemporiza o especialista.

MÉTODOS

“Existem alguns métodos que podem interromper a menstruação, como uso contínuo da pílula anticoncepcional por via oral. Neste caso, a paciente toma o medicamento, que pode ser uma combinação dos hormônios estrogênio e progesterona, ou somente a progesterona, sem interrupções. Outro método é o Diu liberador de levonorgestrel, opção que pode evitar a menstruação e a gravidez e aconselhado mantê-lo por até cinco anos. O implante subcutâneo, um pequeno bastão flexível, mais fino que um palito de dente, é fabricado à base de progesterona e deve ser colocado sob a pele no antebraço. A injeção trimestral de acetato de medroxiprogesterona seria outra opção”, finaliza Dr. Renato.