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As células-tronco podem ser utilizadas no tratamento de diversas doenças, desde as mais comuns, como obesidade e osteoporose, até as mais graves, como o câncer por exemplo. Assim, as principais doenças que podem ser tratadas com as células-tronco são:

  • Doenças metabólicas, como obesidade, diabetes, doenças hepáticas, leucodistrofia metacromática, síndrome de Günther, adrenoleucodistrofia, doença de Krabbe e síndrome de Neimann Pick.
  • Imunodeficiências, como hipogamaglobulinemia, artrite reumatóide, doença granulomatosa crônica e síndrome linfoproliferativa ligada ao cromossomo X.
  • Hemoglobinopatias, que são doenças relacionadas à hemoglobina, como talassemia e anemia falciforme.
  • Deficiências relacionadas à medula óssea, que é o local em que as células tronco são produzidas, como anemia aplásica, doença de Fanconi, anemia sideroblástica, síndrome de Evans, hemoglobinúria paroxística noturna, dermatomiosite juvenil, xantogranuloma juvenil e doença de Glanzmann.
  • Doenças oncológicas, como leucemia linfoblástica aguda, leucemia mieloide crônica, doença de Hodgkin, mielofibrose, leucemia mieloide aguda e tumores sólidos.

Além dessas doenças, o tratamento com células tronco também pode ser benéfico em caso de osteoporose, doenças cardíacas, Alzheimer, Parkinson, displasia do timo, traumatismo craniano e anoxia cerebral, por exemplo.

Devido ao avanço das pesquisas científicas, o tratamento com células tronco tem sido testado em diversas outras doenças, podendo ser disponibilizado para a população caso os resultados sejam positivos.

Fonte: Portal Tua Saúde


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Pais devem guardar os dentinhos dos filhos para possíveis usos futuros

Atualmente, tratamentos com células-tronco são um dos temas mais recorrentes na Medicina. Por serem capazes de, em princípio, gerar qualquer outra célula do corpo humano, elas são alvo de inúmeras pesquisas, especialmente em relação às temidas doenças degenerativas, como Mal de Alzheimer. O que muitos não sabem é que guardar os dentes de leite são uma forma de preservar células-tronco, já que eles são importantes fontes desse material usado pela medicina regenerativa.

“A polpa dos dentes de leite contém células-tronco do tipo mesenquimal, que têm capacidade de, em laboratório, se transformar em uma variedade de outras células para a reparação de tecidos, como muscular, nervoso, ósseo, além de cartilagem, pele e outros tecidos epiteliais”, explica o hematologista Nelson Tatsui, diretor-técnico da Criogênesis.

O especialista lembra que as células-tronco que são encontradas nos dentes de leite são multipotentes e imunotolerantes, ou seja, servem tanto ao doador como para outras pessoas.

O bom que a coleta desse material não é invasiva, já que a queda do dente ocorre naturalmente nas crianças entre 5 a 12 anos de idade. tatsui alerta que, para que as células-tronco possam ser aproveitadas, a retirada deve ser realizada por um dentista. “O material deve ser acondicionado em um kit específico de transporte e enviado imediatamente à clínica para o devido processamento laboratorial. No entanto, caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte para o acondicionamento correto”, diz o especialista.

Revista: O Encontro


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Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, desenvolveram uma nova tecnologia que permite a criação de implantes de tecido totalmente personalizados usando células e biomateriais do próprio paciente. A grande vantagem do método é evitar a rejeição dos implantes pelo sistema imunológico, que ataca o que pensa ser um corpo estranho no organismo. A descoberta tem aplicações em potencial para transplantes cardíacos, medulares e corticais.

O artigo, publicado na revista Advanced Materials, afirma que a tecnologia permite a produção dos tecidos com uso de reprogramação celular e hidrogel 3D. Segundo a equipe, os tecidos criados com o novo método não são rejeitados pelo paciente, uma vez que são feitos com células do seu próprio organismo.

“Como as células e o material usado são derivados do paciente, o implante não provoca uma resposta imunológica, garantindo a regeneração adequada do órgão defeituoso”, explica o professor Tal Dvir, do Centro de Nanociência da Universidade de Tel Aviv.

 Gorduras que salvam

O método utiliza uma pequena biópsia do tecido adiposo, responsável por armazenar a gordura ingerida na alimentação, no processo de reprogramação celular, transformando-o em células-tronco pluripotentes. As novas células têm a capacidade de se desenvolver em todas as células de tecidos do corpo humano.

Em seguida, o material extracelular, igualmente importante para a construção dos tecidos do organismo, é moldado com um hidrogel 3D específico para cada paciente. “Fomos capazes de criar um hidrogel personalizado a partir dos materiais da biópsia para diferenciar as células de gordura em diferentes tipos de células e para projetar implantes cardíacos, medulares, corticais e de outros tecidos para tratar diferentes doenças”, acrescentou Dvir.

Driblando a rejeição

Atualmente, os métodos disponíveis de criação de tecidos para transplante utilizam materiais sintéticos ou células derivadas de animais e plantas, o que obriga os pacientes a serem medicados com remédios imunossupressores (inibidores da atividade do sistema imunológico), que oferecem certo risco à saúde, além da possibilidade de uma resposta imune levar à rejeição do tecido implantado.

Embora a equipe ainda não tenha transplantado os tecidos personalizados para um corpo humano, seus primeiros experimentos com animais e amostras humanas in vitro sugerem que a resposta imunológica do organismo será mínima.

Segundo o site de divulgação científica IFL Science, a equipe já conseguiu regenerar com sucesso o tecido funcional cardíaco, medular, cortical e adipogênico. Mais adiante, eles esperam regenerar outros órgãos usando as próprias células do paciente, como intestinos e olhos.

A descoberta traz esperanças à medicina, que projeta um cenário em que qualquer tipo de tecido ou órgão humano possa ser construído a partir das células do próprio corpo, substituindo órgãos doentes ou lesionados e tornando o processo de recuperação muito mais tranqüilo para os pacientes.

Fonte: Revista Exame


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Uma terapia de câncer baseada na fusão de dois tipos de células em uma única unidade mostrou a possibilidade de fortalecer os tratamentos existentes para a leucemia mielóide aguda. A abordagem une as plaquetas sanguíneas com células-tronco que transportam medicamentos contra o câncer que as guiam até a medula óssea, onde começa a leucemia.

Os pesquisadores descobriram que, quando injetados em camundongos que tinham leucemia mielóide aguda, a terapia combinada impediu que a doença se desenvolvesse ainda mais. Dos ratos que receberam o tratamento, 87,5% foram curados por 80 dias após a injeção das células combinadas e também ficaram todos resistentes a células de leucemia que foram reinjetadas dois meses após o período de 80 dias.

O estudo foi publicado na Nature Biomedical Engineering .

Zhen Gu, professor de bioengenharia da UCLA Samueli School of Engineering, que liderou o estudo, disse que a abordagem poderia ser usada em conjunto com outras terapias, como quimioterapia. Porém, disse que o método teria que ser testado e aprovado em testes clínicos em humanos antes que pudesse ser incorporado em tratamentos para pessoas com leucemia.

Leucemia mielóide aguda é um câncer que começa na medula óssea e pode se espalhar para a corrente sanguínea e outras partes do corpo. Com um sistema imunológico comprometido, uma pessoa com esse tipo de leucemia pode não resistir por complicações de outras doenças.

Os pesquisadores planejam continuar estudando a abordagem como uma terapia potencial.

Fonte: Science Daily News


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Pesquisadores do Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research descobriram que o crescimento das glândulas mamárias produtoras de leite e desencadeadas durante a puberdade, despertam também células-tronco adormecidas após receber uma proteína apelidada de FoxP1. A pesquisa foi publicada na revista Developmental Cell .

A pesquisa expande o conhecimento de como a glândula mamária – um componente da mama humana – se desenvolve a partir de células-tronco, sustentando uma melhor compreensão de que defeitos neste processo podem levar ao câncer de mama.

A pesquisa foi conduzida por Dr. Nai Yang Fu, pela professora Jane Visvader e o professor Geoff Lindeman, também médico oncologista no Royal Melbourne Hospital e no Peter MacCallum Cancer Center, em colaboração com o professor Gordon Smyth e sua equipe de bioinformática.

Acordando as células-tronco

Células-tronco na glândula mamária existem em um estado amplamente adormecido ao longo da vida. Na puberdade, essas células-tronco precisam ser “acordadas” para impulsionar a rápida expansão da glândula mamária, disse o professor Visvader.

“As células-tronco mamárias estão prontas para um sinal para começar a se dividir. Descobrimos que um gene chamado FoxP1 é uma parte essencial deste sinal na puberdade e no adulto. Ele desliga a produção de outras proteínas dentro das células, reprimindo seus genes e as células-tronco acordam e começam a se dividir, aumentando o crescimento da glândula mamária”, disse professora Jane Visvade.

A importância do trabalho em equipe

O projeto contou com a colaboração entre cientistas com diversas habilidades, disse o professor Visvader.

“Este projeto reuniu especialistas em biologia celular, biologia do desenvolvimento, bioinformática e imagens para resolver a questão de como as células-tronco mamárias são despertadas na puberdade e no tecido mamário adulto. Ainda estamos procurando as conexões precisas que ligam os hormônios femininos e FoxP1, mas estamos um passo mais perto de compreender o processo detalhado de desenvolvimento da mama. Isso também está nos ajudando a conectar células defeituosas que contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama”, disse ela.

A pesquisa foi apoiada pelo Conselho Nacional Australiano de Pesquisa Médica e de Saúde, pela Fundação Australiana de Pesquisa do Câncer, pela Cure Cancer Australia, pela National Breast Cancer Foundation, pela Victorian Cancer Agency e pelo Governo de Victoria.

Fonte: Science Daily


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Paciente de 50 anos será monitorado nos próximos dois anos no Japão

Pesquisadores japoneses fizeram transplante de células-tronco para o cérebro de um paciente, em um ensaio inovador que busca curar o mal de Parkinson. A equipe da Universidade de Kyoto injetou células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) – que têm o potencial de se desenvolver em qualquer célula do corpo – no cérebro de um paciente com aproximadamente 50 anos.

O homem ficou estável depois da operação que durou cerca de três horas e será monitorado por dois anos, acrescentou a universidade. Os pesquisadores injetaram 2,4 milhões de células iPS no lado esquerdo do cérebro do paciente e se nenhum problema for observado nos próximos seis meses, eles irão implantar mais 2,4 milhões de células no lado direito.

As células iPS de doadores saudáveis foram desenvolvidas em precursores de células cerebrais produtoras de dopamina, que não estão mais presentes em pessoas com mal de Parkinson.

A operação aconteceu depois que a universidade anunciou em julho que realizaria o estudo com sete participantes de entre 50 e 69 anos. O mal de Parkinson é um distúrbio neurológico crônico degenerativo que afeta o sistema motor do corpo, muitas vezes causando tremores e outras dificuldades no movimento. Em todo o mundo, cerca de 10 milhões de pessoas são afetadas pela doença, de acordo com a Fundação da Doença de Parkinson.

As terapias atualmente disponíveis “melhoram os sintomas sem retardar ou interromper a progressão da doença”, diz a fundação e o ensaio com humanos chega após um teste anterior envolvendo macacos. Pesquisadores anunciaram no ano passado que primatas com sintomas de Parkinson recuperaram uma mobilidade significativa depois que células iPS foram inseridas em seus cérebros.

As células iPS são criadas estimulando células maduras e já especializadas, para que voltem ao estado juvenil – basicamente clonagem sem a necessidade de um embrião. As células podem ser transformadas em uma variedade de tipos de células, e seu uso é um setor-chave da pesquisa médica.

Fonte: PortalG1


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Problema que atinge de 35% a 45% das mulheres na faixa dos 50 anos poderá ser tratado de forma ambulatorial e, possivelmente, com menos custos

A incontinência urinária por esforço é um problema que afeta pessoas no mundo todo, especialmente as mais idosas. Causada por envelhecimento dos músculos e tecidos e também pelo trauma do parto, o problema gera constrangimento principalmente para as mulheres.

Uma possível solução inovadora para o problema surge de uma pesquisa da Unifesp, em parceria com o Hospital Albert Einstein, que propõe o uso de células-tronco para reconstruir a região afetada.

“O objetivo principal é remodelar os tecidos da uretra que foram lesados”, explica Rodrigo Castro, médico responsável pela pesquisa. “A célula-tronco consegue restabelecer esses tecidos”, diz.

Entre os tratamentos usuais para a incontinência urinária de esforço estão a fisioterapia e a cirurgia. Segundo Castro, o novo método terá menos custos do que os já existentes. “Se fosse inviável do ponto de vista econômico, não faria sentido a pesquisa”, diz.

O método retira células-tronco adultas do próprio paciente, da medula óssea ou de um músculo, e as injeta na uretra da paciente em três sessões. Dez mulheres já fizeram o procedimento. Uma das voluntárias que está sendo acompanhada há seis meses apresentou melhora de 85%, informa o pesquisador. A meta é realizar a pesquisa com mais 40 mulheres, sendo que 20 delas receberão células-tronco da medula óssea e outras 20 do músculo esquelético.

O estudo está sendo feito apenas com mulheres, pois esta é a população mais afetada pela incontinência urinária de esforço. Segundo Castro, a incidência e prevalência do problema varia de 35% a 45% entre mulheres na faixa dos 50 anos.

Fonte: Revista Exame


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É muito comum as crianças sofrerem danos nos dentes com brincadeiras em que eles caem e tropeçam, mas o que a maioria dos adultos não sabem, é que essas lesões podem ter grandes conseqüências, como o impedir a circulação do sangue e o desenvolvimento da raiz, resultando no chamado dente “morto”.

Até então, o tratamento implicava com um procedimento chamado apicificação, que estimula o desenvolvimento das raízes, mas não substitui o tecido perdido da lesão e, mesmo no melhor dos casos, faz com que o desenvolvimento da raiz continue anormalmente.

Novos resultados de um estudo clínico, liderado por Songtao Shi, da Universidade da Pensilvânia, e Yan Jin, Kun Xuan e Bei Li, da Universidade de Medicina Militar, na China, sugerem que há um caminho mais promissor para as crianças com estes tipos de lesões: usando células-tronco extraídas dos dentes de leite do paciente.

“Este tratamento dá aos pacientes a sensação de volta dos dentes. Se você lhes der uma estimulação quente ou fria, eles podem sentir isso; de certa maneira eles “voltam a viver”. Sem dúvidas é uma terapia segura e eficaz”, diz Songtao Shi.

O estudo foi feito com 40 crianças que feriram cada um de seus incisivos permanentes e ainda tinham dentes de leite. Trinta foram designados para tratamento com células-tronco e 10 para o tratamento com apicificação.

As 30 crianças tiveram tecido extraído de um dente de leite saudável, as células-tronco dessa polpa foram reproduzidas em laboratório e as células resultantes foram implantadas no dente lesionado.

Após o acompanhamento, os pesquisadores descobriram que os pacientes tinham mais sinais do que o grupo que recebeu o desenvolvimento saudável das raízes e a dentina mais espessa, a parte mais difícil de um dente sob o esmalte. O fluxo sanguíneo também aumentou com o uso das células-tronco.

Um ano após o procedimento, apenas as 30 crianças recuperaram alguma sensação e examinando uma variedade de componentes do sistema imunológico, a equipe não encontrou evidências de preocupações de segurança.

“Estamos realmente ansiosos para ver o que podemos fazer na área odontológica e, em seguida, abrir canais para a terapia da doença sistêmica, como o lúpus”, disse Shi.

Fonte: Scienci Daily News


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Existentes até então somente em roedores, células-tronco esqueléticas que se tornam células ósseas, cartilaginosas ou estromais foram encontradas no ser humano após pesquisa feita pela University School of Medicine.

Os pesquisadores também foram capazes de derivar as células-tronco esqueléticas de células-tronco pluripotentes induzidas pelo homem, abrindo novas possibilidades terapêuticas. “Dada a tremenda carga médica imposta pelos distúrbios esqueléticos degenerativos, neoplásicos, pós-traumáticos e pós-cirúrgicos, acreditamos que a identificação dessa célula-tronco esquelética humana e a elucidação de seu mapa de linhagem permitam o diagnóstico molecular e tratamento de doenças esqueléticas”, diz autor sênior do estudo Michael Longaker.

Os tecidos esqueléticos como, por exemplo, o osso possui um potencial regenerativo excepcional. Os defeitos ósseos se curam prontamente e alguns vertebrados podem regenerar porções inteiras de seus membros. Mas as capacidades regenerativas dos tecidos esqueléticos em outros vertebrados são mais restritas. Por exemplo, ossos em camundongos e humanos podem se recuperar de defeitos de tamanho pequeno a moderado, mas os tecidos de cartilagem de adultos possuem pouca ou nenhuma habilidade regenerativa. Além disso, tanto camundongos quanto humanos apresentam degeneração severa relacionada à idade dos tecidos esqueléticos ao longo do tempo.

A disfunção esquelética pode levar a um amplo espectro de condições de saúde que vão desde doenças relacionadas à idade, como osteoporose e osteoartrite, até lesões esqueléticas não cicatrizadas, distúrbios sangüíneos e até mesmo câncer. Apesar de seu impacto significativo na saúde e na doença, as opções de tratamento destinadas a melhorar a função esquelética são atualmente limitadas. Um grande obstáculo é que a regulação das células-tronco no sistema esquelético humano permanece amplamente inexplorada.

No novo estudo, Longaker e seus colaboradores abordaram essa lacuna no conhecimento, identificando e caracterizando células-tronco esqueléticas humanas e descendentes de ossos e cartilagens a jusante em uma variedade de tecidos. Estas células auto-renovadoras e multipotentes estavam presentes tanto nos tecidos da medula óssea humana fetal como no adulto e poderiam ser derivadas de células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs). Ao definir as relações entre as células-tronco esqueléticas humanas e as progenitoras esqueléticas a jusante, os pesquisadores criaram um mapa de linhagem detalhado da formação de tecidos esqueléticos mediada por células-tronco em humanos.

Fonte: Portal Scienci Daily


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Diagnóstico precoce é responsável pela cura de cerca de 70% das crianças e adolescentes acometidos pela doença

Segundo relatório da International Agency for Research on Cancer (IARC), são diagnosticados aproximadamente 300 mil casos de câncer em crianças e em adolescentes até 19 anos em todo o mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima o surgimento de 12.500 casos novos por ano, sendo a primeira causa de morte por doença na população desta faixa etária.

Os cânceres mais comuns na infância e na adolescência são as leucemias (doença que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (que atinge o sistema linfático). “Para o câncer infanto-juvenil não há uma causa específica em que se possa atuar prevenindo. Dessa forma, os responsáveis devem estar atentos a quaisquer sinais relacionados a nódulos ou inchaços, convulsões, dores progressivas, febres persistentes, perda de peso ou alterações súbitas de visão, assim como qualquer outro mal-estar persistente”, comenta Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Por ser diferente do câncer adulto, a patologia infanto-juvenil exige tratamento específico e quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, melhores são as perspectivas de cura. “Nas últimas décadas, o progresso na busca pela cura foi grande. Atualmente, cerca de 70% das crianças e adolescentes com câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados”, ressalta Tatsui.

Avanços na medicina – Uma importante inovação para o tratamento de alguns tipos de cânceres é a utilização do sangue do cordão umbilical, que assim como a medula óssea, é rico em células-tronco que podem originar diversos tipos de tecidos.  “As células-tronco são células ‘mães’, capazes de criar os componentes principais do sangue humano e do sistema imunológico do corpo. A partir dessas células, formam-se glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos; glóbulos brancos, que combatem infecções; e plaquetas, que atuam na coagulação”, explica.

O especialista ainda destaca que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. “Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento, diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, finaliza. 

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 15 anos de experiência com células-tronco, é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.