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Pesquisa revela que material coletado demonstra viabilidade celular adequada

O sangue do cordão umbilical do bebê é rico em células-tronco. Coletando e preservando o material no momento do parto, existe a possibilidade de dispor das células-tronco de forma imediata, o que pode ajudar o doador ou um integrante da família no tratamento de enfermidades graves como leucemias, falências medulares e outras doenças hematológicas. Além dessas, outras enfermidades estão em estudo avançado, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, tratamento da Aids.

O conceito tradicional de que o sangue de cordão umbilical só podia ser utilizado em crianças e que perdia a viabilidade nos primeiros 10 anos se modificou após um estudo da revista Transfusion, publicação oficial da Associação Norte-Americana de Bancos de Sangue (AABB). Os pesquisadores avaliaram 677 transplantes de sangue de cordão umbilical, em pacientes com idade entre 01 mês e 68 anos, ocorridos em 133 centros de 47 países diferentes e com armazenamentos variando de meses a 16 anos. Os resultados clínicos do transplante foram bons e não foram influenciados negativamente pelo tempo de estocagem, reforçando dados previamente reportados, que mostram viabilidade celular adequada em sangue de cordão umbilical estocado acima de 15 anos.

Para Nelson Tatsui, diretor-técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, estes resultados são extremamente positivos. “O uso crescente do sangue de cordão umbilical, principalmente na Europa e EUA, seja para uso hematológico ou regenerativo, prova clinicamente que as barreiras do tempo não existem. A doença pode aparecer em qualquer idade. Isso sugere que, se o processamento e a estocagem forem realizados adequadamente (mantidos em temperatura inferior a -150 C), a expectativa é que as células-tronco continuem boas e viáveis por muitos anos”, comenta.

O especialista ainda ressalta que as chances de uma pessoa vir a utilizar suas próprias células-tronco para tratamento não são nada desprezíveis. Estudos calculam que a probabilidade de uma pessoa necessitar de células-tronco para o tratamento ao longo da vida é de cerca de 1 para cada 200 pessoas. “As condições atuais do país, como a opção de um único filho e a crise financeira, que afeta diretamente os programas de saúde pública, são alertas importantes, pois o irmão consanguíneo é o melhor e mais provável doador biologicamente seguro. Além disso, os diversos estudos e investimentos na área, bem como a crescente alternativa do transplante autólogo, fazem da coleta de sangue de cordão umbilical um investimento preventivo para as famílias”, finaliza Tatsui.

CRIOGÊNESIS É CERTIFICADA COM ISO 9001

Certificação atesta a qualidade de todos os serviços prestados pela clínica, especializada em no armazenamento de células-tronco

A Criogênesis, referência em coleta e criopreservação de células-tronco, é certificada em Gestão de Qualidade IQNet NBR ISO 9001:2015.  A certificação, realizada pela Fundação Vanzolini – que avalia critérios, como a capacidade da organização em atender aos requisitos e nível de satisfação do cliente – autenticou todos os serviços da Criogênesis: sangue e tecido do cordão umbilical, polpa de dente, medicina reprodutiva e terapia celular.

“A certificação reflete o empenho das equipes em garantir serviços de qualidade e buscar continuamente a satisfação dos pacientes.”, comenta Cláudia Marques Bersi, responsável pela área de qualidade da Criogênesis.

Para o Diretor Administrativo da Criogênesis, Dr. Luiz César Espirandelli, a ampliação dos serviços prestados, a padronização e a melhoria da metodologia interna são fundamentais na clínica “Estamos muitos satisfeitos com essa conquista. Hoje, reafirmamos nossos valores, oferecendo atendimento com alto padrão de segurança e qualidade, além de estarmos continuamente em busca da excelência nos resultados”.


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Estudos indicam que tumores sólidos e cânceres hematológicos têm, entre suas células, um tipo conhecido como células-tronco tumorais

Estudos indicam que tumores sólidos e cânceres hematológicos (como leucemia, mieloma e linfoma) têm, entre suas células, um tipo conhecido como células-tronco tumorais. Essas teriam características semelhantes às das células-tronco normais, especialmente a capacidade de originar qualquer um dos tipos de células encontradas nas diferentes formas de câncer.

Células-tronco tumorais (ou cancerígenas) são células que podem se dividir e originar várias células que constituem tumores. Por conta disso, representam um importante alvo de pesquisas em diversos países. Um grupo de pesquisadores da Universidad de la República (UDELAR), no Uruguai, não tem dúvidas da existência e destaca a importância de se realizar estudos com essas células. “As células-tronco tumorais têm grande interesse clínico por estarem envolvidas na metástase e na resistência às drogas, prejudicando tratamentos como a quimioterapia”, disse Maria Ana Duhagon, professora da Universidade.

Diversas terapias contra o câncer têm como base a capacidade de reduzir o tamanho de tumores, mas se elas não destroem as células-tronco tumorais, o tumor poderá crescer novamente.

Fonte: Revista Exame


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John Bracht, professor assistente de biologia da Universidade Americana, e seus alunos, descobriram um novo tipo de estado celular que poderia ajudar a garantir que sempre tenha a capacidade de gerar células de gordura saudáveis. A descoberta envolve células-tronco, que geralmente são consideradas como células replicadoras.

Para se transformar em uma célula especializada, uma célula-tronco deve receber instruções. À medida que a equipe cresceu células-tronco na placa de Petri, eles notaram que algumas células-tronco não seguiam ordens.

Se as células-tronco não se transformassem em células de gordura, então o que elas se tornariam? Eventualmente, a equipe descobriu que as células nocivas poderiam se diferenciar e se tornar células de gordura.

Enquanto a equipe examinava as células perigosas, eles encontraram uma mistura de características. As células invasoras não estavam replicando nem diferenciando. Curiosamente, sua expressão gênica foi semelhante às células de gordura.

Com todas essas pistas apontando para as células desgarradas sendo semelhantes a um tronco, a equipe deu continuidade ao trabalho. Finalmente, a equipe descobriu que as células dormentes poderiam despertar, se tornar células-tronco ativas e se transformar em gordura útil, osso ou cartilagem – preenchendo uma definição de células-tronco verdadeiras, apesar de seu comportamento incomum e expressão gênica.

“Os resultados da pesquisa nos dizem que as células-tronco não são tudo o que pensamos que são. Uma célula-tronco pode parecer muito diferente, molecularmente, do que pensávamos anteriormente”, disse Bracht. “Talvez as células-tronco estejam residindo em lugares inesperados”.

Fonte: Science Daily


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Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) que desenvolveram uma terapia pioneira para tratar diabete tipo 1 sem insulina, constataram que a técnica também impede sequelas graves da doença por um tempo ainda indeterminado. O método combina quimioterapia com o transplante de células-tronco e já era conhecido mundialmente por ter livrado grande parte dos pacientes das injeções por mais de dez anos – um feito sem precedentes.

No novo estudo, os pesquisadores dizem que o tratamento também reduziu a zero algumas complicações como cegueira, insuficiência renal e amputação. A diabete tipo 1 é uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina – hormônio responsável pelo controle do glicose – um tipo de açúcar – no sangue.

“Com esse tratamento, conseguimos suspender a insulina de pessoas, algo que ninguém imaginava ser possível. Mas ainda não havia sido feita uma comparação da evolução dos nossos pacientes com um grande número de diabéticos que fazem o tratamento convencional. Foi esse o objetivo do estudo”, disse o coordenador da pesquisa, endocrinologista e pesquisador da Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Carlos Barra Couri.

Segundo o cientista, o resultado revela um enorme impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes submetidos ao transplante de células-tronco – mesmo entre os que voltaram a tomar insulina algum tempo depois do transplante. “A maioria dos que voltaram a usar precisam de apenas uma injeção diária, em vez das três ou quatro que precisariam tomar se não tivessem feito o tratamento – o que já é importante na qualidade de vida. Mas o principal é que todos os transplantados ficaram livres de sequelas graves – e é isso o que queremos para o paciente. Eu diria que parar de usar insulina é um bônus.”

Fonte: Revista Exame


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Um sistema automatizado que usa robôs foi projetado para produzir mini-órgãos humanos derivados de células-tronco. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Seattle, desenvolveram o novo sistema.

O avanço promete expandir enormemente o uso de mini-órgãos na pesquisa básica e na descoberta de medicamentos, de acordo com Benjamin Freedman, professor assistente de medicina da Divisão de Nefrologia da UW School of Medicine, que liderou a pesquisa.

“Esta é uma nova ‘arma secreta’ em nossa luta contra as doenças”, disse Freedman, cientista do Instituto UW para Células-Tronco e Medicina Regenerativa.

A maneira tradicional de cultivar células para pesquisa biomédica, explicou Freeman, é cultivá-las como folhas planas e bidimensionais, que são excessivamente simplistas. Nos últimos anos, os pesquisadores têm crescido com sucesso no crescimento de células-tronco em estruturas tridimensionais mais complexas, chamadas de mini-órgãos ou organoides.

Estes se assemelham a órgãos rudimentares e de muitas maneiras se comportam de maneira semelhante. Embora essas propriedades tornem os organoides ideais para a pesquisa biomédica, elas também representam um desafio para a produção em massa. A capacidade de produzir organoides em massa é a aplicação potencial mais excitante da nova tecnologia robótica, de acordo com os desenvolvedores.

No novo estudo, os pesquisadores usaram um sistema robótico para automatizar o procedimento de crescimento de células-tronco em organoides. Embora abordagens semelhantes tenham sido bem sucedidas em células-tronco adultas, este é o primeiro relato de sucesso na automação da fabricação de organoides a partir de células-tronco pluripotentes. Esse tipo de célula é versátil e capaz de se tornar qualquer tipo de órgão.

Nesse processo, os robôs de manuseio de líquidos introduziram as células-tronco em placas que continham até 384 poços em miniatura cada, e depois as persuadiram a transformar-se em organoides renais ao longo de 21 dias. Cada pequeno micropoço continha dez ou mais organoides, e cada placa continha milhares de organoides. Com uma velocidade que teria impressionado a linha de montagem de carros de Henry Ford, os robôs poderiam produzir muitas placas em uma fração do tempo.

“Normalmente, apenas montar um experimento dessa magnitude levaria um pesquisador o dia todo, enquanto o robô pode fazer isso em 20 minutos”, disse Freedman.

Fonte: Science Daily


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Acidente vascular cerebral é uma das principais causas de morte e incapacidade a longo prazo, afetando uma em cada seis pessoas em todo o mundo. O único tratamento farmacológico aprovado atualmente para o AVC isquêmico é o ativador do plasminogênio tecidual; porém, poucos pacientes podem fazer este tipo de terapia.

Após nova pesquisa, foi constatado que a infusão endovenosa (IV) de sangue de cordão umbilical alogênico (SCU) não associado melhora os resultados funcionais em pacientes com AVC isquêmico. Para investigar isso, foi feito um ensaio clínico de fase 1 aberto para avaliar a segurança e a viabilidade de uma única infusão intravenosa de SCU alogênico não relacionado a um antígeno leucocitário humano (HLA) e ABO homogêneo pareado com ABO em pacientes adultos com AVC.

O estudo foi feito com 10 participantes com AVC isquêmico de artéria cerebral média aguda e unidades UCB foram combinados para antígenos de grupo sanguíneo e raça e infundidos de três a nove dias pós-acidente vascular cerebral. O perfil de eventos adversos (EA) durante um período de 12 meses após a infusão indicou que o tratamento foi bem tolerado nesses pacientes.

Os participantes do estudo também foram avaliados por meio de avaliações neurológicas e funcionais, incluindo o Rankin Score modificado (mRS) e o National Institute of Health Stroke Scale (NIHSS). Aos três meses pós-tratamento, todos os participantes melhoraram em pelo menos um grau na média (2,8 ± 0,9) e em pelo menos 4 pontos no NIHSS (média de 5,9 ± 1,4), em relação à linha de base.

Esses dados sugerem que uma única infusão endovenosa de células UCB humanas homogêneas é segura em adultos com acidente vascular cerebral isquêmico e apoia a realização de um estudo randomizado, controlado por placebo, de fase 2.

Fonte: Stem Cells Journals


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Estudo indica que a molécula aumenta o canal de comunicação entre neurônios.

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que tem origem da morte de células nervosas responsáveis pela produção de dopamina, substância indispensável para o bom funcionamento do cérebro e que atua no controle dos movimentos, memória e da sensação de prazer. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a condição afeta quatro milhões de pessoas no mundo todo e cerca de 200 mil só no Brasil.

Apesar do tratamento com medicamentos apresentar bons resultados, ainda não existe uma cura. Para isso, diversos estudos estão sendo realizados para amenizar os sintomas. Um deles, realizado por pesquisadores portugueses das universidades de Coimbra e do Minho, indica que uma molécula secretada por células-tronco do tipo mesenquimal aumenta o canal de comunicação entre neurônios. Os estudiosos usaram as substâncias secretadas por estas células-tronco e as aplicaram em neurônios. Após os testes, foi verificado que o crescimento dos axônios (fibra nervosa que permite transmitir sinais elétricos entre os neurônios) estimulados por estas substâncias era maior que o dos neurônios que não estimulados com tais substâncias. A experiência portuguesa torna-se mais enriquecida em virtude do isolamento de uma molécula que provavelmente é responsável por esta indução de crescimento axonal, denominado fator neurotrófico cerebral.

Para Nelson Tatsui, diretor-técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, a pesquisa estimula a implantação de novos estudos. “Os protocolos de tratamentos com células-tronco estão cada vez mais frequentes, pois utilizam-se, atualmente, células adultas e livres de impurezas, o que garante maior eficiência. A célula-tronco do tipo mesenquimal pode ser encontrada no tecido de cordão umbilical, na polpa de dente e no sangue de cordão umbilical”, destaca.

Doenças tratadas com o sangue do cordão umbilical, segundo a Fundação Parent’s Guide to Cord Blood, vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. “Dentre as principais estão a Leucemia, Talassemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids”, finaliza Tatsui.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 15 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.

www.criogenesis.com.br


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Um estudo publicado na revista Nature Communications mostra a promessa para o tratamento da doença de Parkinson com células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs).

Os pesquisadores descobriram que “as células progenitoras dopaminérgicas derivadas da iPSC humana sobreviveram e funcionaram como neurônios dopaminérgicos mesencéfalos, aumentando o movimento espontâneo dos macacos após o transplante.

Além disso, durante um período de dois anos, os pesquisadores não encontraram nenhum tumor derivado de células no cérebro dos primatas, nem registraram nenhuma resposta imune forte ao transplante.

As IPSCc são células que foram retiradas de um tecido de criança ou de um adulto e geneticamente modificadas para se assemelharem a células-tronco embrionárias – isto é, para poder tomar a forma de qualquer outro tipo de célula adulta.

No geral, os resultados sugerem que, embora sejam necessárias mais pesquisas, essas técnicas de tradução podem ser usadas em breve para tratar pacientes humanos.

Fonte: Medical News Today

 


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84% dos doentes que se submeteram ao transplante ficaram livres das picadas de insulina em algum momento
Estudo relacionado ao transplante de células-tronco para o tratamento de diabete tipo 1 mostra melhora da qualidade de vida dos pacientes, deixando boa parte deles livres de insulina. O trabalho também aponta redução do risco de sequelas quando comparados com pacientes submetidos ao tratamento tradicional.

Os dados pertencem a uma pesquisa publicada recentemente na revista Frontiers of Endocrinology, realizada por pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) e a  Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A diabete tipo 1 é uma doença autoimune que acomete mais comumente crianças e adolescentes. Os pacientes precisam de várias injeções diárias de insulina para sobreviver, com medição de glicose.

A Federação Internacional de Diabete (IDF) aponta que o Brasil é o terceiro colocado no mundo em número de pessoas com diabete tipo 1, cerca de 100 mil crianças e adolescentes. As doenças autoimunes se desenvolvem porque o sistema imunológico (anticorpos e células de defesa, como os linfócitos) reconhece um determinado órgão como inimigo, e isto faz com que o organismo tente se autodestruir.

Segundo o médico endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, o transplante de células-tronco para a diabete tipo 1 possibilita um reset imunológico. “Neste nosso estudo, os pacientes têm o sistema imunológico desligado quase completamente com altas doses de quimioterapia e reiniciado do zero, com infusão, pela veia, de células-tronco da medula óssea do próprio doente (que haviam sido coletadas e congeladas antes do início do procedimento), explica o pesquisador. Após o procedimento, o sistema imunológico para de agredir as células produtoras de insulina localizadas no pâncreas.

Durante o estudo foram comparados 24 pacientes que participaram do transplante de células-tronco no Hospital das Clínicas da FMRP, com 144 pacientes com diabete tipo 1, seguidos por médicos endocrinologistas, e que fazem tratamento convencional com insulina. Os doentes que utilizaram o tratamento convencional integram um grande banco de dados chamado BRAZDIAB1, com informações de mais de 5 mil pessoas de todo o Brasil. As atividades foram realizadas durante oito anos, com o pareamento dos grupos. Todos os pacientes tinham diabete tipo 1 recém-diagnosticada.

“Quando comparamos os dados vimos que 84% dos doentes que se submeteram ao transplante ficaram livres das picadas de insulina em algum momento. A pessoa com maior tempo livre de insulina neste estudo estava há oito anos sem usar o remédio. No outro grupo, nenhum paciente em tratamento convencional ficou livre de insulina. Além disso, quando se avaliou sequelas da diabete nos olhos, rins e nervos dos pés, o grupo transplantado não apresentou problemas, diferentemente de 25% do grupo com tratamento convencional”, destaca Couri.

Fonte: Jornal da USP


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A terapia celular ajuda na recuperação do pet, mas é preciso que o especialista avalie caso a caso

Tratamentos com células-tronco ajudam não só os seres humanos, mas também os animais. Segundo o médico veterinário Jorge Morais, diretor da Animal Place, a terapia celular já é largamente utilizada para a cura de enfermidades em cães e gatos e também em outras espécies, como equinos e coelhos, por exemplo. “As células-troncos dão origens a todas as outras e possuem um enorme poder anti-inflamatório”, explica o especialista.

As células-mães, como também são chamadas, são retiradas do corpo do animal, levadas para um laboratório, separadas e transformadas em novas células para, então, serem implantadas novamente no local da enfermidade ou por via endovenosa. “Elas regeneram as células doentes. Os resultados são sentidos após três sessões, em média. A melhora é gradativa e contínua mesmo após o término do tratamento, já que continuam atuando nos tecidos após as aplicações”, comenta o veterinário.

Mas, apesar da grande eficácia e do sucesso em muitos casos, Jorge Morais lembra que, infelizmente, as células-tronco não fazem milagre. “A terapia é um importante coadjuvante no tratamento de algumas enfermidades, mas, cada caso deve ser avaliado separadamente”, afirma o especialista.

Fonte: Revista Encontro