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O procedimento é indicado para mulheres com problema nas trompas e homens com poucos espermatozóides e tem 50% de chance de resultar em gravidez

A fertilização in vitro é uma técnica de inseminação artificial que promove o encontro do óvulo com o espermatozóide fora do útero – é o famoso bebê de proveta. Para que a operação dê certo, não basta qualquer óvulo ou espermatozóide (genericamente chamados gametas). “Eles são postos à prova em várias etapas do processo e só os gametas com maior chance de fecundar chegam às finais”, conforme informações do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia. O procedimento, indicado para mulheres com problema nas trompas e homens com poucos espermatozoides tem 50% de chance de resultar em gravidez.

Ao iniciar o tratamento, a paciente precisa tomar doses diárias de hormônio para aumentar a quantidade e a qualidade dos óvulos, que são aspirados ao amadurecer e vão para uma incubadora. Enquanto isso os espermatozóides são colhidos. Na fertilização propriamente dita, os gametas femininos e masculinos são postos em contato. “Quando o espermatozóide não entra espontaneamente no óvulo, ele é inserido com uma microagulha no citoplasma”, afirma a Associação para Estudo da Fertilidade. No dia seguinte confirma-se a fecundação e prepara-se o reimplante. “Transferimos no máximo 4 embriões. Com mais do que isso, cresce o risco de gestação múltipla”, completa a Associação. O teste de gravidez é feito 11 dias depois.

Coleta

1A. Aspiração

Com uma agulha especial, os óvulos são aspirados de dentro dos ovários e colocados em placas com meio de cultura, uma solução nutritiva que imita as substâncias da trompa.

2ª. Seleção de óvulos

Os óvulos maduros são selecionados. Eles serão armazenados na incubadora por um período de 2 a 4 horas, tempo necessário para finalizar a maturação.

Fertilização

  1. Na base da injeção

Os espermatozóides que não entram espontaneamente nos óvulos são capturados individualmente e inseridos, com a ajuda de uma microagulha, no citoplasma do óvulo.

  1. Transferência para o útero

No dia seguinte verifica-se a fertilização, ou seja, a formação dos núcleos feminino e masculino. Quando os embriões desenvolvem de 4 a 8 células estão prontos para serem transferidos para o útero.

Coleta

  1. Recrutamento de sêmen

O sêmen é centrifugado. Descarta-se o líquido seminal e adiciona-se um meio de cultura aos espermatozóides que ficaram no fundo do tubo. Os espermatozóides com maior mobilidade (mais saudáveis) sobem ao topo.

Fonte: revista Super Interessante


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Como distrair as crianças em casa durante o período livre
Durante esse período de pandemia, a rotina de todo mundo ficou diferente e as famílias estão experimentando ficar mais tempo em casa. Mas para quem tem criança, outro desafio também entra em cena: como explicar aos pequenos o que está acontecendo e, principalmente, como distrair essa turminha nesse contexto?
É um período que exige cuidados, prevenção e muita paciência. Para ajudar nessa missão, vamos sugerir algumas atividades para distrair as crianças quando elas estiverem em casa. Mas antes vale destacar um tópico: 

Como explicar a doença?

Não dá para esconder a situação das crianças, mas também não precisa provocar pânico. O melhor caminho para explicar a doença é com objetividade e uma pitada de brincadeira. As crianças aprendem melhor brincando, então nada melhor que usar a criatividade para fazê-las entender o que está acontecendo.“Por que não posso beijar o vovô?”- É muito importante que os pais estejam bem informados, a partir de fontes seguras, atentando para não replicar informações falsas veiculadas nas mídias, para que não seja passada para as crianças nenhuma informação errada ou exagerada. Nessas horas, o importante é não transmitir medo e nem insegurança.

Os canais do Ministério da Saúde são as melhores e mais seguras fontes nesse período de crise, provocado pela pandemia de Coronavírus. É possível conferir dados atualizados sobre a doença no Brasil e no mundo acessando o site (www.saude.gov.br/coronavirus), ligando para o Disque Saúde (136), acompanhando pelo aplicativo Coronavírus-SUS (www.gov.br/pt-br/apps/coronavirus-sus) ou ainda pelas redes sociais oficiais, onde diariamente são publicadas as coletivas de imprensa realizadas pelo Ministério da Saúde.

 

Dicas para orientar pais e crianças 

1 – Mãos à obra!

 Agora, com mais tempo em casa, é possível reforçar a rotina de alimentação adequada e saudável. É um momento propício para fazer as refeições em família e principalmente cozinhar.A participação de todos no preparo das refeições também é importante nesse processo. Então, nada melhor que convocar os pequenos para a cozinha! Assim, eles podem desenvolver habilidades, despertar o interesse pelos alimentos e ampliar o paladar. Que tal fazer desse período um pontapé inicial na mudança de comportamentos da família toda?

 

2 – Brincar, jogar, dançar

Brincar, jogar, dançar e se divertir fazem bem para a saúde e entretêm as crianças. Mais do que nunca, é hora de tirar o foco dos eletrônicos e colocar o corpo em movimento. Tente resgatar as brincadeiras antigas, deixando um pouco de lado a tecnologia e explore a capacidade criativa e imaginária das crianças.Para quem dispõe de espaço em casa, dá para pular corda, brincar de amarelinha e até mesmo fazer jogos com bola. Mas quando esse não for o caso, opte por brincadeiras que não exijam um ambiente amplo, como as de roda, mímicas e esconde-esconde.Já para dançar, você só precisa de duas coisas: uma boa música e muita animação. Que tal elaborar um concurso de dança na sala de casa? O importante é usar a imaginação.

 

3 – Yoga para os pequenos

Além de ser uma atividade física que cabe em pequenos espaços, a prática do yoga com os pequenos relaxa, diverte e também pode ajudar a trabalhar o corpo físico dos pais. Envolvendo histórias, músicas, brincadeiras e posturas, a atividade física constrói consciência corporal nas crianças e ajuda a diminuir a ansiedade.

 

4 – Pequenas tarefas domésticas

Dependendo da faixa etária, algumas tarefas domésticas podem ser atribuídas às crianças. Vale organizar e limpar o próprio quarto e os brinquedos, ajudar a lavar e guardar a louça, jardinagem, varrer algum cômodo. Além de ser uma maneira de manter o corpo em movimento, a criança trabalha a coordenação motora e ainda desenvolve o senso de colaboração.

 

5 – Organização também na brincadeira

A organização é essencial para que as coisas não saiam do controle. Faça um acordo com as crianças sobre os horários das brincadeiras. Delimite um período para estar com as crianças e outro para alguma demanda pessoal.Se for preciso, marque um horário no despertador para que elas possam visualizar melhor que está na hora de começar ou encerrar a brincadeira. Nesse período de intervalo, vale orientar os pequenos a ler um livro, assistir a algum filme, desenhar, pintar ou até mesmo brincar sozinho com algum brinquedo.

Fonte: Saúde Brasil

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Especialista da Criogênesis esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

Considerado um grande avanço para a medicina, o tratamento com células-tronco tem se mostrado eficaz no combate à diversas doenças, dentre elas a COVID-19. E, a medicina regenerativa tem conquistado cada vez mais espaço no meio científico, evoluindo significativamente em estudos e tratamentos.

Entretanto, dada a complexidade do tema, é natural que surjam dúvidas sobre o assunto, e para ajudar a esclarecê-las o Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, selecionou os principais questionamentos acerca do procedimento. Confira:

  • O sangue do cordão umbilical, rico em células-tronco, deve ser coletado logo após o nascimento da criança.

Verdade. A coleta, que dura aproximadamente cinco minutos, deve ser feita logo após a separação do bebê e da mãe. A drenagem ocorre por meio de uma punção com agulha na veia umbilical e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Além disso, o tempo de transporte entre a coleta e o processamento do material não deve ultrapassar 48 horas.

  • A criança pode sentir dor durante o processo de extração das células.

Mito. Como o processo é realizado somente após o cordão umbilical já ter sido clampeado e cortado não trata-se de um procedimento invasivo, dessa forma se torna completamente seguro e indolor. Diferentemente da coleta  tradicional, na qual a extração é realizada da medula óssea, o que pode ocasionar desconforto.

  • Não é possível coletar células-tronco de prematuros ou em partos de emergência.

Mito. Como está descrito na legislação que rege o funcionamento dos bancos de cordão umbilical e placentário, o procedimento poderá ser realizado a partir da 32ª semana de gestação. Em casos de partos de emergência, as cidades que possuem escritório de coleta contam com enfermeiros treinados e a postos 24 horas por dia. Por ser um procedimento relativamente simples, pode ser facilmente executado por profissional capacitado. Além disso, o médico responsável pelo parto também pode realizar a coleta.

  • As células-tronco apresentaram eficácia do combate a COVID-19.

Verdade. As células-tronco mesenquimais podem se renovar ou se multiplicar, mantendo o potencial de se desenvolver em outros tipos de células, como a do osso, da cartilagem e da gordura. O material também possui habilidades imunorreguladoras, promovendo a formação de novos vasos sanguíneos, a proliferação e diferenciação celular e inibindo a resposta inflamatória. Segundo Sun Yanrong, vice-diretora do Centro Nacional de Desenvolvimento de Biotecnologia da China, o tratamento foi aplicado em mais de 200 casos em Wuhan e os ensaios clínicos apontaram um aumento da taxa de cura entre pacientes graves durante o período de reabilitação. Além disso, estudos mostram que o tempo de permanência desses indivíduos na UTI foram reduzidos significativamente em relação a outros grupos e que nenhuma reação contrária foi observada, reforçando assim, a eficácia e segurança do procedimento.

  • A chance de encontrar um doador compatível nos bancos públicos é baixa.

Verdade. Devido à grande variedade genética da população brasileira, as chances de encontrar um doador nos bancos públicos é pequena, varia de 1 em 10 mil a 1 em 1 milhão. Por isso, é importante não desperdiçar este material tão rico, seja doando para o banco público ou armazenando em um banco privado.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 17 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br


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Entenda como o método pode beneficiar quem sofre com o transtorno

No dia 18 de junho comemora-se o Dia do Orgulho Autista. Entre todas as simbologias da data, uma delas destaca a importância de conscientizar as pessoas sobre os avanços feitos acerca do tema. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que se apresenta de diferentes formas e graus e que são decorrentes de fatores genéticos e ambientais, comprometendo a comunicação social e restringindo atividades e interesses dos indivíduos.

“Embora não exista uma cura, alguns tratamentos podem contribuir para que a pessoa identificada com o distúrbio tenha uma melhora na qualidade de vida, como é o caso da terapia celular, que nos últimos anos tem sido estudada como intervenção terapêutica para pacientes com autismo”, informa Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP.

Estudos realizados na China mostram que 37 pacientes, com idades entre 3 e 12 anos, do Shandong Jiaotong Hospital e do Shandong Rehabilitation, foram submetidos ao tratamento e, no final da pesquisa, concluiu-se que a maior parte dos indivíduos monitorados demonstraram avanço em relações interpessoais, consciência corporal, dificuldade de fala, hiperatividade, entre outros aspectos.

Além disso, a Universidade de Duke, no estado de Carolina do Norte nos EUA, realizou um estudo com 25 crianças afetadas pelo TEA e 70% dos pacientes demonstraram melhoras nos sintomas como dificuldade de expressão verbal e não-verbal e comportamentos repetitivos.

Assim como o sangue do cordão umbilical, que vem apresentando importantes resultados clínicos no que diz respeito a diversas patologias, a polpa do dente de leite também tem se tornado uma grande aliada na terapia celular. Aqui no Brasil, pesquisadores do projeto Fada do Dente, da Universidade de São Paulo, extraem o material e buscam entender melhor seus efeitos para o autismo.

“É importante ressaltar que ainda que as pesquisas estejam em constante crescimento, já é possível perceber que o procedimento a partir das células-tronco já é uma esperança para famílias que enfrentam a situação do autismo”, finaliza Dr. Nelson.


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O DHA, um dos precursores do ômega 3, está envolvido no desenvolvimento da visão e do sistema nervoso por compor a bicamada fosfolipídica do cérebro assim como a melhora no desenvolvimento neurocognitivo. Estudos mostram que a ingestão e estoque de ômega 3 pela futura mãe influenciam significativamente na oferta deste nutriente ao feto. Ao nascer, o bebê também recebe essa substância por meio do leite materno. Foi verificado ainda que, quanto maior a duração do aleitamento, maior foi o QI das crianças, avaliado aos 8 e 9 anos. (Referência: Anuário de Nutrição e Pediaria 2006 – Edição 30, Centro de Pesquisa Valéria Pascoal)

Onde encontrar?

As melhores fontes de ômega 3 são: sardinha, semente e óleo de linhaça e semente de chia. O salmão e o atum são ditos ser fonte de ômega 3, porém sofrem contaminação por mercúrio, um metal pesado que é agressor tanto para a saúde da mãe como do bebê. Indico a semente e não farinha de linhaça e chia, já que, ao longo do processo de armazenamento, esta gordura pode oxidar e perdemos as propriedades do ômega 3. A suplementação só deve ser tomada pela gestante caso o médico que a acompanha sinta necessidade – cuja dosagem também varia de uma grávida para outra.

Uma dica legal é germinar a semente de linhaça e chia. Na forma germinada absorvemos o máximo de nutrientes possível que o alimento pode oferecer. O processo é simples: deixe em uma vasilha 1 colher (sopa) de semente de linhaça ou chia com 4 colheres (sopa) de água de um dia para o outro na geladeira. Geralmente acrescento essa mistura no meu suco verde no café da manhã ou no iogurte com frutas picadas. A sardinha consumo assada no forno com molho de tomate natural, bastante cebola e manjericão ou em forma de pasta para passar na torrada no lanche da tarde. Segue a receita do meu patê de sardinha, fica uma delícia!

Patê de sardinha

Ingredientes:
120 gramas de sardinha (opte pelas de embalagem de vidro)
2 colheres (sopa) de tomate picado
1 colher (sopa) de cebola
1 colher (chá) de alho
Suco de ½ limão
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de tofu cream
Sal e cheiro verde à gosto

Preparo:
Refogar a cebola e o alho no azeite, acrescente o tomate, e, em seguida, a sardinha previamente temperada no limão. Ajuste o sal e o cheiro verde. À parte, misture a sardinha refogada com o tofu cream e sirva com torradinhas ou no sanduíche.


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A chegada de um bebê ao mundo é um momento inesquecível e carregado de expectativas e dúvidas. Como é feita a coleta das células-tronco? O parto faz diferença para a coleta? O que é melhor: cesárea ou natural? No conforto de casa ou com a estrutura de um hospital? De cócoras ou dentro da banheira? É inevitável que essas e tantas outras questões tirem o sono das gestantes.

Antes de mais nada, não há diferenças para a realização da coleta ou qualquer influência no procedimento obstétrico.

Independentemente do tipo de parto escolhido, para que a experiência seja positiva, é essencial que a opinião e a vontade da mãe sejam acolhidas e respeitadas em todas as etapas, mesmo quando há imprevistos.

Cada tipo de parto tem seus benefícios e desvantagens e pode ser mais ou menos adequado de acordo com as preferências da família e o desenvolvimento do bebê. Para fazer a melhor escolha, converse bastante com seu obstetra, e confira detalhes de 9 alternativas possíveis:

PARTO NORMAL OU VAGINAL

O que é: O bebê nasce pela via vaginal. A expressão é usada para indicar todos os tipos de nascimento que não são cirúrgicos. Um parto normal pode ser hospitalar, domiciliar, de cócoras, deitada, na banheira, com ou sem aplicação de anestesia. Também pode ser humanizado ou não.

Benefícios: A recuperação da mãe costuma ser mais rápida do que na cesárea por não ser uma cirurgia. Em condições ideais, orecém-nascido pode ir diretamente para os braços da mãe, tem contato pele a pele e é amamentado logo após o parto. Para o bebê, as principais vantagens são menos chance de problemas respiratórios, pois as contrações da vagina fazem com que os pequenos expulsem qualquer líquido retido nos pulmões e a aquisição de “boas bactérias”, que ajudam no fortalecimento do sistema imunológico, na passagem pelo canal vaginal.
Desvantagens: Para a mãe, existe o risco de laceração, que é quando a parte exterior da vagina é rasgada e pontos podem ser necessários para fechar os cortes. Há também maior chance de desenvolver incontinência urinária, principalmente durante o primeiro ano pós-parto, e dor no períneo (a região entre a vagina e o ânus), que geralmente desaparece em algumas semanas. Para o bebê, existe maior chance de traumatismo durante a passagem pelo canal vaginal.

PARTO NATURAL

O que é: É uma das versões do parto normal, ou seja, o bebê nasce pela via vaginal. O que caracteriza um parto natural é a ausência de intervenções médicas, como episiotomia, uso de fórceps, indução com ocitocina sintética ou outros medicamentos, como anestesia ou analgesia. Podem ser usados métodos naturais para o alívio da dor, como massagens, posições, água quente… O parto natural pode acontecer em casa, casas de parto, em hospitais…

Benefícios: Todos os benefícios do parto normal, sem a necessidade de o organismo precisar se recuperar depois de anestesia ou administração de medicamentos, como ocitocina sintética, por exemplo, já que não há exposição a nenhum fármaco ou intervenções médicas.
Desvantagens: Todas as desvantagens do parto normal. Além disso, as técnicas naturais amenizam a dor, mas nem sempre a eliminam por completo.

PARTO HUMANIZADO

O que é: Pode ser qualquer tipo de parto, normal ou cesárea, desde que seja respeitado o protagonismo da mulher. Nesta modalidade, o principal é que a equipe médica responsável fique atenta ao plano de parto e aos desejos da gestante e faça de tudo para mantê-la confortável durante todo o processo. Podem ocorrer intervenções médicas, como indução, anestesia e fórceps, desde que necessárias para a saúde e autorizadas pela mãe. Geralmente ocorre em hospitais ou casas de parto em um ambiente que lembre o útero materno: silencioso, de temperatura amena e com pouca iluminação.

Benefícios: Todos os benefícios do parto normal e a possibilidade de escolha durante o trabalho de parto sobre as intervenções médicas desejadas.
Desvantagens: Para ser humanizado, é preciso encontrar uma equipe que realmente acolha os princípios desse tipo de parto, o que pode ser um desafio, já que no Brasil ainda prevalecem práticas intervencionistas.

 CESÁREA

O que é: Cirurgia em que é feito um corte no abdômen da mulher para a retirada do bebê. Pode ser planejada ou de emergência. A cesárea planejada ou eletiva ocorre ou quando a mulher escolhe a cirurgia por vontade própria ou quando existe alguma condição de saúde, como hipertensão e gestação de múltiplos, que aumenta significativamente o risco do parto normal. Já a cesárea de emergência ocorre quando existe algum imprevisto durante o parto normal que coloca em risco a saúde do bebê e da mãe, como descolamento da placenta e prolapso do cordão umbilical.

Benefícios: Quando realizada para preservar a saúde de mãe e bebê, as cesáreas salvam vidas. No caso das cesáreas planejadas, a principal vantagem é saber exatamente quando o bebê vai nascer.
Desvantagens: A recuperação da mãe é mais lenta do que no parto normal e há maior risco de infecção e hemorragia. A cicatriz no abdômen pode provocar dor e, caso a mulher tenha mais de uma cesárea, há aumento de risco de ruptura uterina. Além disso, bebês que nascem via cesárea tem chance maior de apresentar alergias e problemas respiratórios.
PARTO DE LÓTUS

O que é: Também é uma categoria que está dentro do parto normal ou vaginal. A diferença aqui é que, após o nascimento, não é feita a ligadura do cordão e o bebê é mantido conectado à placenta até que o cordão se desprenda naturalmente do umbigo, o que geralmente ocorre uma semana depois do parto.

Benefícios: Esperar o cordão parar de pulsar para fazer o desligamento, o que acontece cerca de 3 minutos após o parto, diminui o risco de anemia para o bebê. Depois desse intervalo, porém, não existem vantagens comprovadas.
Desvantagens: É preciso ter alguns cuidados para diminuir o odor da placenta com o passar do tempo e a logística da amamentação pode ficar mais complicada por causa da ligação entre o bebê o órgão.

PARTO DOMICILIAR

O que é: Também é uma das modalidades de parto normal ou vaginal e, como o nome já diz, é quando o bebê nasce em casa, o que pode ser planejado, com uma equipe de assistência, com obstetrizes ou parteiras, e até sem, nos casos em que a mulher não consegue sair a tempo de o bebê chegar.

Benefícios: Por estar na própria casa, o ambiente é seguro e confortável para a mulher. Além disso, ela pode ter um contato mais próximo com o bebê após o nascimento do que o permitido em hospitais.
Desvantagens: Em caso de emergência, a estrutura hospitalar não está à disposição, o que, de acordo com a Federaçao Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aumenta duas vezes o risco de morte neonatal e três vezes a chance de complicações como convulsões e danos neurológicos neonatais.

 PARTO NA ÁGUA

O que é: O bebê nasce via vaginal geralmente dentro de uma banheira ou piscina de plástico cheia de água morna.

Benefícios: A água ameniza a dor das contrações e proporciona relaxamento. A saída do bebê costuma ser mais suave.
Desvantagens: Assim que o bebê nasce, é preciso ficar atento para evitar que ele perca calor. É importante secá-lo e aquecê-lo rapidamente.

PARTO DESASSISTIDO

O que é: Parto via vaginal, sem nenhum tipo de assistência de obstetras, enfermeiras ou doulas. Pode acontecer sem querer, quando não dá tempo de ir para a maternidade ou de a equipe chegar, ou propositalmente, quando a família opta por receber a criança sozinha, prática não recomendada por equipes de saúde, por conta dos riscos.

Benefícios: A mulher tem total controle sobre o trabalho de parto.
Desvantagens: Sem assistência profissional adequada os riscos de complicações são ainda maiores do que os do parto domiciliar assistido e podem resultar até na morte de mãe e bebê.

PARTO DE CÓCORAS

O que é: O bebê nasce via vaginal, mas a característica é a posição da mãe no momento do nascimento: ela fica agachada, posição que permite uma abertura melhor do períneo e facilita a saída do bebê.

Benefícios: Nessa posição, a gravidade atua a favor da passagem do bebê pelo canal vaginal e a pressão do fêmur na bacia facilita a abertura da pélvis.
Desvantagens: Ficar longos períodos de tempo nessa posição é desconfortável, mas há a possibilidade de utilizar apoios como banquetas e contar com o suporte físico da doula ou do parceiro.

Fonte: revista Crescer


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Mais da metade (56,2%) das crianças que têm livros responderam que “gostam de ler” e 42,5% afirmaram que “leitura é legal” comparado a, respectivamente apenas 18% e 16% entre aquelas que não possuem nenhuma obra.

De acordo com o pesquisador Jonathan Douglas, da Fundação Nacional pela Leitura, estimular o contato com livros desde cedo traz benefícios para toda vida. “Livros têm o poder de ampliar a capacidade de interpretação das crianças, seu bem-estar mental e imaginação”, disse.

Fonte: revista Crescer


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Uma das grandes descobertas da medicina, com certeza, foi o uso de células–tronco do cordão umbilical no tratamento de várias doenças hematológicas. No entanto, apesar dos benefícios da utilização dessas células muitas mamães ainda têm diversas dúvidas, como, por exemplo, Por que coletar as células-tronco do meu bebê?; É um procedimento seguro?; A coleta é dolorosa?; Por quanto tempo essas células podem ficar armazenadas?

Listamos as dúvidas mais frequentes das mamães sobre a coleta das células-tronco. Confira:

1) O procedimento é seguro?

O procedimento de coleta do sangue de cordão umbilical é seguro tanto para mãe quanto para o bebê, não interfere em nada na hora do parto, após o médico cortar o cordão umbilical, o bebê vai para os procedimentos habituais e a coleta é realizada em cerca de 5 minutos retirando o sangueque ficou no resto do cordão e na placenta.

2) É indolor?

Sim, é completamente indolor para a mamãe e para o bebê.

3) Como é feita a coleta e armazenagem?

Assim que a criança nasce o cordão umbilical é cortado e o sangue coletado é colocado dentro de uma bolsa de coleta de sangue, esta bolsa é enviada para o laboratório onde as células-tronco serão separadas. Utilizamos um equipamento de última geração (SEPAX). Após este procedimento as células-tronco são armazenadas geralmente em 2 bolsas de 25 ml e guardadas em tanque de nitrogênio líquido a -196 °C.

4) Quais as vantagens de se guardar as células-tronco do cordão umbilical?

Atualmente existem mais de 89 doenças tratáveis com células-tronco e mais de 200 em estudos com grandes resultados. Ao guardá-las o bebê possui a garantia que terá 100% de compatibilidade e utilização imediata no caso de necessitar de um transplante usando estas células. Hoje em dia podem ser usadas células-tronco dos próprios órgãos, gordura, pele e dentes. Mas uma das vantagens em usaras células-tronco do cordão umbilical coletadas no momento do nascimento é que estas são consideradas “virgens”, pois não sofreram nenhum tipo de influência do meio externo, como medicamentos, estresse e outras, além de ser uma das áreas da medicina em que as pesquisas mais evoluem, ou seja, certamente novas aplicações surgirão ao longo do tempo.

Portanto, ao fazer a coleta das células-tronco do bebê os pais têm a chance de fazer um tratamento mais eficiente caso o filho seja acometido por alguma doença hematológica que já pode ser tratada pela terapia das células-tronco.

5) Quais doenças já são tratadas?

Mais de 89 doenças já podem ser tratadas com as células-tronco do cordão umbilical. Dentre elas é possível citar: Anemias, leucemias, linfomas, talassemia, doenças linfoproliferativas e doenças mieloprofilativas.

6) Quanto tempo elas podem ficar armazenadas?

Graças à tecnologia utilizada atualmente as células-tronco podem ficar armazenadas por tempo indeterminado. As primeiras células-tronco coletadas e criopreservadas já têm 23 anos e estão aptas para utilização.

7) Quanto custa?

Com o aumento no número de coletas devido à maior acessibilidade o custo diminuiu. Sendo que o valor para coletar e armazenar as células-tronco do cordão umbilical é acessível para as classes A, B e C (com diversas formas de pagamento). O fato da concorrência também possibilitou aos pais poderem escolher entre as vantagens e desvantagens que cada uma oferece.

8) É possível coletar sangue do cordão umbilical em prematuros?

Sim. O procedimento poderá ser realizado a partir de 32 semanas de gestação, conforme descrito na legislação que rege o funcionamento dos bancos de cordão umbilical e placentário (RDC 214, fevereiro de 2018).

9) Qual a diferença entre armazenar as células-tronco num banco privado ao invés de um público?

No banco privado o armazenamento das células visa ao uso da própria pessoa que teve as células coletadas ou de familiares. Dessa forma, é permitida a disponibilidade imediata das células – tronco sem a necessidade de espera por uma compatibilidade. Já no banco público o processo de coleta e armazenamento é idêntico aos privados, mas o uso é diferente. Pois a pessoa que necessitar das células – tronco para um transplante dependerá de uma compatibilidade para seu uso, ou seja, terá que enfrentar uma fila de espera.


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Há muito tempo o avental todo sujo de ovo não define o significado de ser mãe. A mulher de hoje é dinâmica e multifacetada e a maternidade é apenas mais uma de suas facetas, provavelmente a mais importante, a mais complexa e a mais apaixonante delas.

A luta das mulheres pela conquista de seu espaço na sociedade, em especial no mercado de trabalho, é uma história que permeia a trajetória da humanidade. Esta história ainda tem muitos capítulos a serem escritos, e, no momento, um capítulo com cara de ficção científica parece cobrar ainda mais força e braveza das mulheres, em especial das mulheres mães.

Este capítulo seria mais ou menos assim: de repente um vírus novo, potente, de efeitos catastróficos e características desconhecidas atingiu todo o mundo. O isolamento social parecia ser a única estratégia de guerra possível e o lar o único refúgio minimamente seguro. Então, as estruturas da vida cotidiana ruíram…

E, na vida real, as crianças ficaram sem poder ir às escolas, creches, casas dos avós. Pais e mães, desde que possível, tiveram que se adaptar à nova rotina de trabalho remoto e de trabalho doméstico. A maternidade agora precisa ser exercida 24 horas por dia e nem sempre as tarefas podem ser divididas com alguém. Lavar, passar, cozinhar, cuidar, brincar, distrair, ensinar, preocupar e não surtar.  Muitas mães estão trabalhando de casa, portanto, precisam lavar, trabalhar, passar, trabalhar, cozinhar, trabalhar, cuidar, trabalhar, brincar, trabalhar, distrair, trabalhar, ensinar, trabalhar, preocupar, trabalhar e não surtar. E, na maioria das vezes, as atividades são feitas todas ao mesmo tempo.

A imagem que ilustraria este capítulo da história poderia ser uma mãe com um filho num braço e um notebook no outro. Esta realidade se aplica à grande parte das mães do IF Sudeste MG, que, devido à natureza de suas funções, podem exercê-las em esquema de home office, ou melhor, de homãe office.

Vamos conhecer algumas das mães para saber de seus medos e desafios em meio à tarefa de ser mãe em tempos de pandemia:

Mãe porreta

Sandra Esteves é daquelas mulheres “porretas”, como se diz em Novo Cruzeiro, cidade onde nasceu e se criou, no norte de Minas Gerais. Foi lá que também ganhou aquele que considera ser o melhor presente da sua vida: o filho Wesley Esteves, hoje com oito anos. Sozinha, decidiu partir para Juiz de Fora, quando ele tinha dois anos, deixando amigos e família, mas a necessidade falou mais alto. “Ser mãe é descobrir forças que você achava que não tinha e lidar com medos que você achava que não existiam. É uma verdadeira prova de coragem”.

Logo de cara conseguiu um emprego como terceirizada no Campus Juiz de Fora, onde está até hoje. Em seis anos, Sandra montou sua casa e ajudou suas irmãs, Leidiane e Selma, que vieram morar com ela. E neste tempo de quarentena, haja criatividade para o tempo passar mais rápido. Além de se revezarem em ajudar Wesley nas lições escolares, também se aventuram na cozinha. E é assim, em volta da mesa, diante de um delicioso prato, que a família vai estreitando os laços. “Minha maior felicidade é ter o amor do meu filho e mais do que isso, é saber que ele reconhece e valoriza a força de uma mulher e sabe do que ela é capaz, independente da dificuldade”.

Mãe de muitos

Quem também está aproveitando a quarentena para ficar mais próxima do filho é a professora Vânia Xavier, do Campus Rio Pomba. Em sala de aula, Vânia é a “mãe” de seus alunos. Em casa, ela é a mãe do Guilherme, de 5 anos, e da Mariah, que deve nascer em agosto.

Mesmo trabalhando em casa, a rotina da professora passou a ser mais árdua. Os horários dela e do marido estão em função do filho. “Um fica com ele na parte da manhã, o outro à tarde. Nestes horários, a gente faz as tarefas da escola, brinca de carrinho. A gente procura fazer sempre alguma coisa diferente”.

A quarentena tem aproximado Vânia e Guilherme. Quando está dando aula, ela sai de casa antes de o filho acordar e só o encontra ao final do expediente. “Acho que, quando eu voltar, vou sentir muita falta de acordar com ele, de levá-lo para escovar os dentes, de tomar o café da manhã. Estamos cada dia mais próximos, ainda mais com a gravidez”.

A gravidez durante a quarentena ainda fez Vânia redobrar os cuidados com a saúde. Ela só tem saído de casa para ir às consultas médicas. “A gente fica doida para mostrar o barrigão (risos). Mas eu estou presa em casa, só saindo para o essencial”.

Mãe com fé

Suellen Caetano Moreira é aluna do curso de Pós-graduação em Práticas Pedagógicas na Educação Contemporânea e Licenciatura em Matemática do Campus Santos Dumont. Além disso, é mãe de duas meninas: Luiza, 7 anos; e Maria, 1 ano e 8 meses.

“Ser mãe em meio a esta pandemia que assombra o mundo é dormir e acordar todos os dias orando e pedindo a Deus que nos permita ter saúde. É manter a rotina mesmo querendo dormir até meio-dia, pois a saúde mental e física da família depende destes esforços. É fazer mil planos pessoais e ver muitos deles (a maioria) irem ralo abaixo, pois neste momento priorizamos os momentos em família. São estas lembranças que queremos guardar.  Ser mãe em meio à pandemia, é também se reinventar na cozinha e nas atividades educativas, fazer tudo que era inimaginável dentro de um apartamento, e, de presente, ganhar sorrisos e abraços. Ser mãe, e ser humano, nesta pandemia nos faz pensar e perceber que os tempos são difíceis, mas são mais leves quando temos quem amamos junto de nós fisicamente, ou mesmo que só em pensamento”.

Mãe amiga

Valeska Aparecida de Almeida Silva é Coordenadora de Execução Orçamentária e Financeira do Campus Muriaé e mãe da Alice, de 7 anos. Para ela, ser mãe é algo maravilhoso na vida de uma mulher. “Enfrentamos desafios diários, mas nunca pensei em viver dias como estamos vivendo. Esta pandemia nos trouxe o distanciamento e o isolamento social e com isso nós temos que nos reinventar a cada dia. Além de ser mãe, agora eu sou a professora, a amiga, sim, tenho somente uma filha e eu sou a pessoa com que ela pode contar para brincar, para conversar e até mesmo para “brigar”.  Tenho vivido um dia de cada vez, na certeza de que tenho feito o melhor por ela, não só por ela, mas pela nossa família”.

Valeska trabalha de casa e aposta na manutenção de uma rotina para fazer tudo funcionar: “Tenho trabalhado no home office e isso foi o que aquietou o meu coração. Poder estar em casa executando meu trabalho me deu a oportunidade de estar por perto e no controle de tudo dentro de casa. Não é fácil, mas também não é impossível. Eu criei uma rotina como se tivesse que ir trabalhar presencialmente, tanto para mim como para a Alice. Então pela manhã ela tem as aulas on-line, e eu tenho o meu trabalho. Ela tem a hora de brincar e eu de fazer o almoço. Concilio as tarefas de casa e vamos dando um jeito para tudo. À tarde é a mesma rotina, ela assiste às aulas e eu fico atendendo à demanda do serviço. E juntas temos dado conta e nos adaptado a cada dia, sempre tentando ter uma rotina mais leve, para no final do dia podermos ser apenas mãe e filha”.

Mãe do coração

“Meu nome é Amanda, sou técnica em assuntos educacionais no campus São João del-Rei e tenho uma filha chamada Ana Júlia. Ela tem 3 anos. Ser sua mãe é, sem dúvida, a experiência mais linda, transformadora e potente que eu poderia viver. Costumo dizer que ela não nasceu de mim mas nasceu para mim, porque foi um verdadeiro encontro de almas!

A adoção sempre foi meu “plano A” ,e, por isso, minha gravidez do coração, apesar de muito longa, foi bonita e serena, vivida com muito amor por toda a família! Quando a Ana Júlia chegou para mim, com apenas 3 meses de vida, encheu minha vida de cor, ternura e esperança! Sempre procuro estar conectada emocionalmente com ela e, nesta pandemia, esta experiência está ainda mais intensa. Não tenho medido esforços para estar o máximo possível presente em suas brincadeiras e descobertas, mesmo em meio ao trabalho remoto e à toda insegurança que este momento nos impõe. Tem sido também um exercício diário de acolhimento e cuidado em tempo integral. Sou profundamente grata pela dádiva de ser sua mãe e por a Ana Júlia ter me escolhido naquele dia inesquecível do nosso encontro!”.

Fonte: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais


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As terapias celulares não atacam o vírus ou impedem a sua entrada nas células, mas diminuem o quadro inflamatório provocado pela reação imunológica

Os estudos em curso avaliam a eficácia por meio de modelos animais e infecções in vitro e também são de uso compassivo, no qual o tratamento é testado em pacientes em estado grave sem chance de terapias alternativas.

Os resultados têm sido promissores, e agora os hospitais devem iniciar os ensaios clínicos. Só na plataforma ClinicalTrials, que reúne pedidos em andamento, são mais de 30, de diversos países, incluindo China, EUA, França e Irã.

A maioria dos estudos utiliza as células mesenquimais estromais (MSC, na sigla em inglês), mais conhecidas como células-tronco. A escolha da fonte das células varia de estudo para estudo, sendo que a medula óssea é a mais frequente, mas outras fontes celulares podem incluir o tecido adiposo, o cordão umbilical e até a placenta.

Os efeitos colaterais da terapia com células-tronco são poucos, como febre baixa. Outra vantagem é que as células-tronco não necessitam de compatibilidade genética com o indivíduo receptor.

Existem drogas em estudo para Covid-19 formadas por agentes anti-inflamatórios, como o anti-IL-6R (Tocilizumab), que têm sua quantidade aumentada na infecção, mas vantagem da terapia celular em relação a esse medicamentos é que elas servem como um coquetel, uma combinação de vários mediadores anti-inflamatórios distintos, e não apenas um.

Os pacientes tiveram índice de recuperação de 100% em um período de 14 dias, e metade deles teve alta dos ventiladores mecânicos em menos de uma semana.

O presidente e CEO da Pluristem Yaky Yanay disse à Folha de S. Paulo que a vantagem do seu tratamento é a produção em larga-escala -uma única placenta pode fornecer o tratamento para até 20 mil pacientes.

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