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Há 40 anos, casais inférteis (que tentaram engravidar, sem sucesso, no período de um ano) não tinham esperanças de ter filhos. Para eles, a única alternativa seria adotar. Mas em 1978 — há 40 anos — o nascimento do primeiro bebê de proveta mudou esse cenário e mostrou que a reprodução assistida poderia ser uma alternativa para pessoas com problema de fertilidade.

De lá para cá, cerca de 8 milhões de pessoas foram geradas por este procedimento, segundo dados divulgados no Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês). E estima-se que esse número aumente consideravelmente nos próximos anos. “As mulheres têm engravidado cada vez mais tarde, quando as chances de fertilidade são menores e é preciso recorrer à clínica assistida”, afirma Márcio Coslovsky especialista em reprodução humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da ESHRE.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada dez casais em idade fértil têm algum tipo de dificuldade para engravidar. No Brasil, são 8 milhões de casais. A Espanha é o país europeu mais ativo em reprodução assistida, com 119.875 ciclos de tratamento realizados, seguido pela Rússia (110.723), Alemanha (96.512) e França (93.918), de acordo com relatório da ESHRE divulgado em 2015.

Estima-se que sejam feitos 2 milhões de ciclos de fertilização in vitro anualmente em todo o mundo. No Brasil, o número de ciclos de fertilização in vitro (FIV) teve crescimento de 168,4% no período de 2011 a 2017, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em 2017 foram feitos 36.307 procedimentos do gênero. Um aumento de 7,4% em relação a 2016, quando houve uma queda no número de fertilizações in vitro motivada pela crise econômica e pelo medo do zika. Apesar do aumento expressivo no número de procedimentos nos últimos sete anos, a Anvisa informa que não é possível determinar quantos resultaram em nascimento uma vez que depois da fertilização, as pacientes são acompanhadas por outros profissionais e clínicas.

Como funciona a FIV

O início da fertilização in vitro se dá com a estimulação da ovulação na mulher através de hormônios durante 8 ou 12 dias. A partir daí, os óvulos maduros são retirados. A fecundação pelo espermatozoide acontece em laboratório (fora do organismo).

Na técnica clássica, os óvulos ficam 24 horas em meio de cultura com espermatozoides à espera de serem fecundados naturalmente. Já a injeção intracitoplasmática de espermatozoides envolve a injeção de um único espermatozoide diretamente no óvulo. Esta última, desenvolvida nos anos 1990 como opção de tratamento para infertilidade masculina, é a forma mais praticada.

Com a fecundação, formam-se os embriões. Alguns dias depois, avalia-se quantos deles se desenvolveram e são viáveis para implantação no útero da paciente e, possivelmente, gerar um bebê.

Fonte: Revista Veja


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Entre as causas mais comuns da deficiência mental infantil estão os fatores de ordem genética, complicações ocorridas na gestação, durante o parto e pós-parto. “A causa do atraso mental ainda é desconhecida na maior parte dos casos, mas existem muitos fatores durante a gravidez que podem causar ou contribuir para essa deficiência. Os mais frequentes são o uso de certos medicamentos, o consumo excessivo de álcool, os tratamentos com radiação, a desnutrição e certas infecções virais, como a rubéola”, afirma o neurocirurgião.

Deficiência Mental não é Doença Mental

É importante os pais não confundirem o atraso mental com a doença mental. “A diferença é que na doença mental a pessoa perde a noção de si mesma e da realidade a sua volta, apresenta alterações de humor, bom senso e concentração. Enquanto a deficiência mental apresenta um QI baixo e dificuldade para desenvolver atividades do dia a dia e também de se relacionar”, ressalta Mandel.

A deficiência mental pode ser de nível:

Leve – A criança pode desenvolver capacidades sociais e de comunicação, mas a coordenação muscular é um pouco deficiente. “A partir dos seis anos a criança tem um conhecimento semelhante ao do sexto ano de um ensino geral básico e, algumas vezes, necessitam de conselhos para realizar alguma atividade”, revela o médico.

Moderado – Pode aprender algumas capacidades sociais e laborais, mas há baixa probabilidade que ultrapasse o segundo ano escolar.

Severo – É capaz de aprender algumas atividades como falar ou se comunicar e hábitos de limpeza. A coordenação muscular, no entanto, já se apresenta deficiente.

Profundo – A criança tem um atraso profundo (coeficiente intelectual 19 ou inferior), geralmente não consegue aprender a andar e a falar, nem sequer chega a compreender o que acontece em sua volta.

QI baixo – As crianças com um coeficiente intelectual entre 69 e 84 têm dificuldades de aprendizagem, mas não apresentam atraso mental. “Normalmente a deficiência mental é detectada na criança quando inicia a idade escolar, pois é na escola que começam a surgir os primeiros problemas educacionais e de comportamento. Com ajuda de tratamentos, estas crianças podem concluir seus estudos sem grandes dificuldades e até mesmo levar uma vida normal”, diz Mandel.

As crianças que apresentam um atraso mental, além da dificuldade em aprender e ler, ainda podem ser imaturas e não ter capacidade para o relacionamento social. Para tratar a dificuldade de aprendizagem é imprescindível a observação dos pais. “A criança com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Medicamentos são utilizados quando a deficiência mental é associada a doenças como a epilepsia”, conclui o neurocirurgião.

Fonte – Mauricio Mandel (CRM 116095), neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)


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O bebê necessita de um bom início de vida para se desenvolver física e psiquicamente saudável. Um ambiente estável e seguro é muito importante a fim de lhe proporcionar segurança. A mãe precisa estar voltada e disponível para o bebê e, para que isso aconteça, é importante estar inserida em um ambiente que lhe dê o suporte necessário. É nesse momento que a presença do companheiro se mostra imprescindível, pois a função do pai, logo no início de vida da criança, consiste em proporcionar segurança e tranqüilidade à mãe, de modo que ela possa prestar os devidos cuidados ao bebê. A presença do pai é fundamental para tornar esse ambiente confiável e propício ao recém-nascido.

Assumir a retaguarda de uma família não significa que o pai não possa conviver com o filho e dispensar-lhe alguns cuidados, mesmo que ainda seja recém-nascido, apesar de a mãe, por ser a pessoa mais apta a cuidar do bebê, acabar se tornando a responsável pela maior parte desses cuidados. E o ideal é que seja assim, porque o bebê necessita de rotina, principalmente nos primeiros meses de vida. À medida que ele vai crescendo o pai se mostra mais presente nesse convívio, e o lugar que ocupa na vida da criança se torna maior, pois a percepção que ela passa a ter da figura paterna aumenta com o tempo e a convivência.

Há muitos homens que se sentem desamparados e até deslocados no contexto familiar, e o que pode contribuir com isso é o fato de a relação da mãe com o bebê ser muito intensa. Nesse momento, a função do homem é ser a figura forte, capaz de prover e cuidar para que tudo transcorra bem com a mãe e o bebê, mas para alguns nem sempre isso é fácil. É importante deixar claro que a figura do pai é tão importante quanto a da mãe para o desenvolvimento do recém-nascido. Entretanto, essa relação de dependência do bebê com a mãe, que cuida dele o tempo todo, pode assustar e provocar até alguns sintomas em alguns homens, como tristeza, desânimo, ansiedade e irritabilidade, entre outros.

É preciso esclarecer que, neste texto, é citada uma família clássica, composta de pai, mãe e filhos. Contudo, é importante pensarmos nas novas configurações familiares também existentes. Atualmente nos deparamos com famílias constituídas de diversas formas, como aquelas com crianças filhas de pais solteiros ou separados, de produções independentes, ou famílias em que o homem assume os cuidados com os filhos enquanto a mulher arca com a responsabilidade financeira. Há ainda famílias de casais homossexuais (masculinos ou femininos), entre outras possibilidades.

Independentemente da configuração familiar, é preciso ter claro que o bebê necessita de muitos cuidados. As orientações devem ser dadas até mesmo antes de ele nascer, a fim de proporcionar um bom início de vida, o que sem dúvida favorecerá uma vida adulta emocionalmente saudável.

Fonte: Cynthia Boscovich, psicóloga clínica e psicanalista


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As células parecem sinalizar como as células vizinhas se desenvolverão e crescerão

Uma equipe de pesquisadores da Universidade McMaster descobriu um subconjunto único de células dentro de células-tronco humanas que parecem sinalizar como as células ao redor se desenvolverão e crescerão.

A descoberta, denominadas células fundadoras humanas pluripotentes, juntamente com o processo de identificação das células, deverá abrir um novo canal de pesquisa que visa melhor compreender o crescimento de tumores cancerígenos e como as células-tronco humanas tomam decisões sobre o que se tornar ou não se tornar.

“Essa classe de células-tronco humanas pluripotentes tem um conjunto muito diferente de genes e, portanto, segue um conjunto diferente de regras e responde a diferentes tipos de sinais”, disse Mick Bhatia, diretor do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco e Câncer.

As células-tronco pluripotentes humanas são consideradas células mestras e, com sua capacidade de se diferenciar em vários tipos de células, parecem estar no topo desse sistema de células-tronco.

A equipe passou mais de seis anos investigando o nível celular para examinar o que eles dizem ser células anteriormente negligenciadas que se formam nas bordas de colônias de células-tronco pluripotentes. Tendo caracterizado essas células, a equipe também observou que elas se formam nos estágios iniciais da reprogramação celular pluripotente de células adultas.

Ao entender e isolar essas células usando uma ferramenta chamada análise de expressão genética de sequenciamento de RNA de célula única, os pesquisadores descobriram um subgrupo de células com características que as diferenciavam do ecossistema celular que as cercava.

A equipe McMaster, junto com colaboradores da Universidade de Harvard, da Universidade Monash, na Austrália, e do Mount Sinai Hospital, em Toronto, comparou as características das células humanas fundadoras pluripotentes com células-tronco de camundongos, mas não encontrou semelhanças. Eles, no entanto, encontraram o mesmo subconjunto de células fundadoras em células-tronco de macacos.

“Fomos a diferentes espécies porque achamos que isso seria algo universal, mas ficamos chocados por não ter sido tão universal quanto pensávamos”, disse Bhatia.

“Passamos muito tempo tentando provar isso como um fenômeno generalizável, mas, como se viu, foi restrito a primatas. Isso pode ajudar a explicar as diferenças fundamentais na resposta a células-tronco em camundongos versus humanos, e faz parte do nosso futuro teste”.

A tecnologia mais recente usada pelos pesquisadores, em combinação com novas ferramentas e técnicas de mineração de dados, mostrou-se essencial para a descoberta da pesquisa.

“O avanço tecnológico que nos permitiu desmontá-lo foi essa técnica em que pudemos isolar células individuais da população e observar seu perfil genético”, disse Bhatia.

O laboratório de Bhatia agora está usando seus conhecimentos sobre células fundadoras e análise de sequenciamento de RNA unicelular nas questões do câncer humano.

Tony Collins, autor do estudo e gerente de pesquisa do laboratório Bhatia, da McMaster, disse que a sofisticada análise de big data usada é essencial para o aprendizado futuro.

“Estamos agora aplicando nossas experiências com essa tecnologia e técnicas para sistemas complexos de câncer”, disse Collins. “Por que uma célula individual se torna cancerosa em primeiro lugar? Quais são as diferenças entre as células cancerígenas? As características dessas células fundadoras, ou ‘chefes’, estão presentes em um tumor humano?

“Está abrindo todo um novo conjunto de critérios e uma maneira de olhar para o sistema celular, que não tínhamos pensado até agora”.

Fonte: Stem Cells Portal


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A gestante precisa sim acrescentar um maior número de calorias durante as refeições, mas não deve exagerar na alimentação. A dieta ideal deve ser individualizada para cada gestante, levando em conta nível de atividade física, idade, peso, tipo de gestação e presença de patologias.

As mudanças hormonais contribuem para deixar a mamãe mais ansiosa nesse período. Fique atenta aos sintomas que podem desregular o seu sistema nervoso, eles influenciam na compulsão alimentar. Tal qual te confundi na hora de saber se você realmente está com fome, ou se está somente com vontade de comer. As situações são diferentes. Na segunda opção, não existe uma necessidade verdadeira de alimentar-se, é um desejo psicoemocional e não de estado fisiológico que requer consumo alimentício.

“Algumas mulheres, inconscientemente, tiram a responsabilidade delas próprias sobre o controle da alimentação e despejam na gravidez, dizendo que são obrigadas a comerem muito”, comenta Liliane.

Isso é resultado do aspecto psicoemocional provocado pelas emoções adversas. Preocupação com o corpo e se o filho vai nascer saudável, dor no parto, cuidados e responsabilidades que vão ser adquiridas daqui para frente, são muitas das dúvidas que afligem as mulheres ao longo dos nove meses, estimulando esse estado emotivo desmesurado.

No pré-natal o médico irá orientar qual a melhor maneira para controlar o peso, por isso é importante um acompanhamento especializado. Mas para não abusar da comida, o ideal é fazer pelo menos de 6 a 7 refeições leves por dia. Esse pequeno intervalo de tempo entre um lanche e outro impede que a mãe coma uma grande quantidade de alimentos. O adequado é comer nesses horários um pouco de queijo; leite; frutas; gelatina (renova o colágeno). Nos desjejuns prefira incluir na dieta uma lista sugestiva de legumes, proteína e vegetais: carne vermelha magra, frango ou peixe.

Quando tiver algum desejo, preste atenção no que vai ingerir, pois não é apropriado consumir alimentos gordurosos, então nada de doces, bolos, sorvetes, entre outros. Isso só vai fazer seu peso duplicar e não vai ser bom nem para você e muito menos para o bebê.

A obesidade na gravidez aumenta a possibilidade do filho ter alguma doença congênita. Para ter uma gestação saudável, o ideal é ganhar de 9 a 12 quilos. Um ou dois por mês.

Fonte- Nutróloga Liliane Oppermann


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Saiba quais procedimentos estéticos são permitidos ou não ao longo da gravidez

Durante a gravidez, é comum que a mulher passe por inúmeras mudanças. Emocionais e físicas, elas fazem parte da preparação do corpo para a jornada dos 9 meses e, não raramente, geram diversas dúvidas e algumas mudanças de hábitos.

Entre tantas recomendações e também proibições, a incerteza alcança o campo da beleza, deixando as gestantes sem saber o que pode ou não ser feito em termos de cuidados estéticos.

Para sanar essas dúvidas, Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis, preparou uma lista de contraindicações e tratamentos que podem ajudar a mulher a manter corpo e mente em equilíbrio durante a gestação.

O especialista enfatiza a importância do acompanhamento médico, independentemente do tipo de tratamento. “É muito importante conversar com o médico antes de iniciar qualquer técnica. Assim como existem procedimentos contraindicados, há aqueles que não prejudicam a gestação e favorecem o bem-estar da mãe”, explica.

Radiofrequência

Não pode. Apesar de estimular a produção de colágeno e deixar a pele mais firme, o aparelho pode exercer forte pressão e aumentar o estresse e as dores na gestante.

Tingir os cabelos

Não pode. Principalmente nas primeiras 16 semanas de gravidez, não é aconselhável utilizar tinturas para cabelo, pois o couro cabeludo é uma região bastante vascularizada, o que facilita a entrada da química da tintura na corrente sanguínea. Após este período, não temos evidências da segurança deste procedimento. Shampoos tonalizantes após as primeiras 16 semanas são uma opção mais segura.

Drenagem linfática manual

Pode. O procedimento é ótimo para aliviar as dores nas pernas causadas pela retenção de líquidos na gravidez. Algus cuidados devem ser tomados como evitar a drenagem do abdômen e não usar cremes corporais com nicotilato de metila e/ou cafeína.

Depilação

Depende. A depilação com cera morna ou feita com lâmina pode ser realizada. No entanto, a depilação a laser não é recomendada.

Alisamento capilar

Não pode. “Os alisamentos devem ser evitados durante a gestação, bem como produtos à base de formol, chumbo, amônia, ureia, aromas intensos e componentes alergênicos”, alerta Renato. Porém, as hidratações podem ser feitas, desde que a composição de cada produto seja verificada.

Manicure e Pedicure

Pode. O grande cuidado a ser tomado é evitar infecções por bactérias, fungos e vírus. “Como prevenção, deve-se optar por profissionais que utilizem materiais descartáveis e auto clavados (mesmo processo de esterilização realizado nos hospitais). Esses cuidados valem independentemente de estar ou não grávida”, recomenda.

Peelings

Depende. A maioria dos peelings químicos é contraindicada durante a gestação. Porém, existem alternativas que podem ser avaliadas individualmente com seu dermatologista. Alguns peelings mecânicos podem ser avaliados em determinados casos.

Maquiagem definitiva

Não pode. Há o risco de os pigmentos introduzidos na pele acarretarem reações alérgicas ou anafiláticas. ”Além disso, o procedimento também é doloroso e provoca estresse, o qual aumenta o risco de trabalho de parto prematuro”, finaliza.

Fonte: Revista Claudia


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Pesquisadores de todo o mundo desenvolvem estudos em busca de um tratamento para o “transtorno do espectro autista”, denominação que deriva do autismo, quadro clínico que está associado a uma falha na regulação da maturação e capacidade de diferenciação dos neurônios. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a patologia atinge 80 milhões de pessoas no mundo (2 milhões delas no Brasil), sendo maior a incidência no sexo masculino, em uma proporção de quatro meninos para uma menina.

A boa notícia é que diversos estudos clínicos têm indicado que o transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical pode trazer melhorias dos sintomas comportamentais de indivíduos com autismo. Foram monitorados itens como relacionamento com outras pessoas, retraimento social, consciência corporal, letargia, hiperatividade, irritabilidade e dificuldades de fala. Uma pesquisa com pacientes do Shandong Jiaotong Hospital e do Shandong Rehabilitation Therapy Center, na China, incluiu 37 crianças de 3 a 12 anos com autismo. Quando comparados ao grupo controle, os pacientes submetidos à terapia obtiveram melhora nos parâmetros medidos 24 semanas após a infusão de células-tronco.

Nelson Tatsui, hematologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), acredita que essa pesquisa vai abrir portas para futuros estudos sobre o autismo. “Os protocolos de tratamentos com células-tronco estão cada vez mais frequentes, pois se trata de células adultas e livres de impurezas, o que garante maior eficiência em seu uso terapêutico”, explica. Após a coleta, as células-tronco são avaliadas e armazenadas e podem ficar congeladas por tempo indeterminado sem que haja a perda de suas propriedades. O sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. Dentre as principais estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids”, acrescenta Tatsui.

Fonte: Portal NSC Total


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O medicamento ameniza os sintomas da depressão pós-parto rapidamente, mas há restrições e cuidados

O tratamento atual para a depressão pós-parto é baseado em psicoterapia e antidepressivos tradicionais, que demoram um certo tempo para surtir efeito. Mas, recentemente o U.S. Food & Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, aprovou o primeiro medicamento específico para esse transtorno: a brexanolona.

O fármaco é intravenoso (aplicado diretamente na veia), foi desenvolvido pela farmacêutica Sage Therapeutics e funciona de forma diferente dos antidepressivos comuns. “Esses levariam de quatro a seis semanas para trazer algum resultado”, afirmou a psiquiatra Samantha Meltzer-Brody, professora da Faculdade de Medicina do Centro Médico UNC, nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, a brexanolona ajuda a regular alguns hormônios que contribuiriam para o problema. Além disso, interfere positivamente em neurotransmissores associados ao bem-estar, como os outros fármacos. “As semanas e os meses seguintes ao nascimento são um período crítico para a ligação mãe-bebê. Por isso, encontrar um tratamento de ação rápida é crucial. Nos testes vimos pacientes começando a se sentir melhor dentro de dias”, complementa a doutora, que liderou as pesquisas de desenvolvimento.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, em países de baixa renda, a média de casos de depressão pós-parto é de 19,8%. De acordo com levantamento de 2016 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma em cada quatro brasileiras sofre do transtorno.

As pesquisas para aprovação do remédio

Foram realizados dois estudos pela faculdade de Medicina do UNC: um avaliou mulheres com depressão pós-parto severa e outro se concentrou nas com a condição em nível moderado. Todas haviam acabado de ter um filho.

Em ambas as pesquisas, uma parte das participantes recebeu infusão intravenosa de brexanolona por 60 horas no hospital; a outra, placebo (um tratamento sem efeito, para servir de comparação). As turmas foram acompanhadas por quatro semanas.

Para medir a eficácia, os especialistas levaram em consideração os sintomas, medidos por uma escala de classificação de depressão. Nas duas análises, o medicamento se mostrou superior ao placebo no fim do período de infusão. A melhora também foi observada quando os 30 dias de acompanhamento chegaram ao fim. As reações adversas mais reportadas pelas voluntárias foram sonolência, boca seca, súbita perda de consciência e rubor.

Como será aplicado e quais as restrições

Apesar do avanço, a brexanolona será administrada apenas em um programa clínico restrito e supervisionado devido aos riscos. O fármaco deve ser aplicado continuamente na veia durante 60 horas em um ambiente hospitalar e com acompanhamento do especialista, com autorização prévia das mulheres.

Por quê? Entre outras coisas, o remédio pode causar perda de consciência por sedação excessiva, o que é perigoso se a mamãe estiver, por exemplo, com o bebê no colo. O nível de oxigênio no sangue das pacientes e os momentos de interação com o filho precisam ser monitorados de perto.

Recomenda-se que os cuidadores considerem alterar o regime terapêutico e até abortá-lo caso a depressão pós-parto piore ou se surgirem pensamentos e comportamentos suicidas. “Diante dos resultados dos testes clínicos, acreditamos que essa será uma importante opção de tratamento que pode proporcionar alívio às mulheres com depressão pós-parto, um distúrbio com uma série de gravidades”, conclui Samantha Meltzer-Brody.

Ainda não há previsão de chegada desse remédio ao mercado brasileiro.

Fonte: Revista Saúde


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O tão esperado momento chegou! Você será mãe! Mas e agora? Junto com a gravidez, vem uma série de sentimentos, incertezas, dúvidas e ansiedades!

O que devo fazer agora? Qual médico devo procurar? Qual a melhor maternidade? Será menino ou menina? Será perfeito e sem problemas? Será que vou enjoar ou sentir dores? Será que devo tomar alguma vitamina? Quanto vai custar tudo isso? E por aí vai.

A grávida inicialmente feliz com o resultado positivo da gravidez apresenta inúmeras dúvidas sobre seu futuro incerto. Vários estudos demonstram que a maioria das gestações não foi programada pelo casal, e este fator traz muitas consequências negativas para o casal e o bebê.

“Já está comprovado que a maioria dos traumas dos adultos foi originada nos primeiros meses de gestação, exatamente a fase em que a mamãe descobre que está grávida. É neste período em que os casais mais discutem e brigam, por diversos motivos: gravidez não programada ou indesejada, problemas financeiros, familiares, dentre muitos outros”, afirma o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho

Se a sua gravidez não foi programada, não se desespere, o ginecologista dá algumas dicas para você ter uma gravidez mais tranqüila e saudável.

1-Casais que brigam, discutem, gritam e ofendem-se durante esse período de gestação, passam todos estes sentimentos e emoções negativas para o bebê, que inconscientemente incorpora-os, e isso irá repercutir futuramente na sua vida adulta, aparecendo como traumas e inibições e muitos problemas psicológicos aparentemente sem origem. Por vezes até um perfil psicótico ou psicopata pode ter tido origem durante a fase da gravidez. Dica: Tente sempre conversar com o seu parceiro para não se estressar e não passar esses sentimentos negativos para a criança.

2- Outro fator muito comum e importante, é a gestante que rejeita a gravidez nos primeiros meses- chora muito, e muitas vezes chega até a falar sobre abortamento com o parceiro. Isso tudo, além dos traumas para o inconsciente do bebê, causa uma série de consequências para a gestante.
Muitas vezes ela encontra-se clinicamente sem alterações, mas mesmo assim apresenta sinais e sintomas como vômitos, náuseas, sangramento vaginal, fortes dores, cólicas, contrações, cefaléias, sem causa aparente. Isso nada mais é do que um mecanismo inconsciente da mãe para tentar expulsar essa gravidez indesejada! Vale lembrar que a maioria das gestações são ACEITAS, e não PROGRAMADAS.
Essa mulher terá, portanto, uma gravidez muito mais problemática, cheia de sintomas e alterações, além dos muitos traumas que seu bebê poderá ter na vida adulta. Com 3 semanas de gestação o coração do bebê já está batendo, e com 7 semanas inicia-se o desenvolvimento do seu sistema nervoso, e o bebê já começa a responder a estímulos externos. Se a mamãe leva um susto por exemplo, esse bebê já responde fisicamente com um aumento em sua freqüência cardíaca ou aumentando sua movimentação, mostrando claramente que ele também sentiu o que a mamãe sentiu.

Com apenas 8 semanas (2 meses) de gestação e cerca de 3 cm, o bebê já tem todos os tecidos e órgão formados. Daqui pra frente, ele somente vai amadurecer. Dica: Olhando a gravidez por este prisma, tente diminuir ao máximo esses mecanismos de rejeição fetal e suas consequências. Para isso, existem inúmeras técnicas que o Obstetra pode lançar mão, para juntamente com o casal, e com um pré-natal bem feito, possam lograr êxito nessa batalha contra a rejeição fetal e seus traumas provocados na vida adulta.

Uma dessas técnicas é o chamado “FEEDBACK POSITIVO”.
Mas o que seria este feedback positivo?
Feedback positivo consiste em dizer palavras carinhosas, elogios, transmitir amor e carinho para o seu bebê, ainda dentro do ventre materno.
Já está mais do que comprovado que os bebês, mesmo em fase inicial de gestação, têm o poder de compreensão, mesmo que inconsciente, e sentimentos próprios, absorvendo nesse inconsciente tudo o que a gestante sente ou fala, bem como tudo o que acontece ao seu redor do lado de fora da barriga. E não é só isso! Tudo que é ingerido pela gestante, também repercute não só na parte física do bebê, como também na esfera psicológica do adulto.

Como exemplo: um caso de um bebê que passou a gestação inteira ouvindo uma pessoa brigando e gritando com sua mãe. Ao nascer, sempre que esta pessoa que brigava se aproximar e a criança ouvir sua voz, ela irá começar a chorar e a se desesperar, e ninguém entenderá o motivo! Simples: A criança ficou com aquela voz gravada no seu inconsciente, sempre brigando, gritando, associando-a a momentos ruins, daí ao ouvi-la novamente, a criança chora e se desespera.

3- Passe a mão com carinho sobre o ventre/ abdômen, tanto a própria grávida quanto o papai do bebê, dizendo palavras agradáveis e bonitas para o futuro filho, são um ótimo feedback positivo. Além de criar e estabelecer um vínculo afetivo entre pai, mãe e bebê faz com que o filho já reconheça a voz dos pais e a associe à momentos felizes, culminando com o nascimento de um ser humano com muito mais saúde física e psicológica.

4-É importante também a gestante evitar frequentar lugares muito barulhentos, dando preferência a escutar músicas calmas ao invés de músicas agitadas. Evitar o estresse é fundamental. Ele é um dos grandes responsáveis por uma gestação turbulenta e agitada e também por um bebê agitado e com problemas psíquicos futuros.

5-A gestante deve procurar tratar o seu bebê dentro da barriga, da forma como ela o trataria após ele já ter nascido, ou seja, com todo amor e carinho que ele merece, pois dentro da barriga, ele já sente tudo e absorve tudo, desde o início de sua formação. E neste ponto, a participação do pai e dos familiares é indispensável, dando apoio à gestante e carinho ao bebê.

6-Uma gestação sem ansiedades ou medos, garante um futuro adulto com menos traumas, mais confiança e tranqüilo.

7-Outro momento de extrema importância é o parto. Normal ou cesárea? Como? Onde? Quando? Independente desses questionamentos acima, o momento do parto também tem que ser especial, afinal de contas, será um dos momentos mais importantes e felizes de toda a vida da mulher e do futuro papai. Então é importante, tanto os pais como o obstetra e sua equipe, proporcionarem para que este momento seja único e especial, para que o bebê venha ao mundo em um ambiente agradável, menos hostil e seja muito bem recebido com todo amor e carinho que ele merece.

E como isso pode ser feito? Através de um Parto mais HUMANO!
“Veja bem, eu disse mais HUMANO e não HUMANIZADO! Parto HUMANIZADO é o termo utilizado para denominar o tipo de parto recomendado pela Organização Mundial de Saúde, e este tipo de parto deve realmente ser estimulado, porém um parto mais HUMANO, diz respeito à parte psicossomática desse parto, com uma participação ativa do casal, silêncio da equipe médica ao nascimento, feedback positivo ao nascimento dado pelos pais, ao som de uma música relaxante (de preferência a mesma utilizada durante o pré-natal para fazer relaxamento), dentre outros métodos empregado pelo obstetra e sua equipe, para tornar esse momento o mais agradável e menos traumático para os pais e principalmente para o bebê”, explica o médico. Dica: Cabe à gestante e às pessoas que acompanharem o parto, fazerem com que ele seja muito especial e o menos traumático possível para todos. O relaxamento durante a gestação é de suma importância para o bem estar materno-fetal. Isso inclui exercícios físicos para gestante, seções de meditação, leituras, músicas suaves e exercícios de respiração.
Essas mesmas técnicas também devem ser colocadas em prática no momento do parto.

Fonte- Ginecologista e Obstetra Domingos Mantelli Borges Filho


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O tubo viajou do Texas até a Inglaterra salvar a vida de Jenson

Depois de ter enfrentado o câncer duas vezes com apenas nove anos, o britânico Jenson Wrigh finalmente recebeu a notícia que está curado. A vitória na batalha contra à doença foi conquistada graças a um cordão umbilical que estava congelado no Texas e foi doado ao tratamento do menino. Jenson foi diagnosticado aos 4 anos com Leucemia e mesmo depois de nove meses de quimioterapia intensiva, o câncer voltou e tomou 70% do corpo da criança.

A mãe percebeu um inchaço no pescoço do filho e o levou imediatamente ao hospital. Depois de fazer alguns exames de imagem, os médicos pediram uma biópsia de urgência. Os especialistas diagnosticaram a doença e iniciaram o tratamento. Como a quimioterapia é agressiva, ele perdeu o cabelo e precisou usar uma sondapara se alimentar. O tratamento não foi o suficiente e o câncer acabou voltando. O corpo médico disse que a única chance do garoto era o tratamento com células tronco de um cordão umbilical. O tudo foi doado por anonimamente e a família nunca saberá quem ajudou o garoto a ser curado. Jenson começou esse tratamento alternativo em 2016 e depois de apenas cinco dias já apresentava melhoras. O resultado deixou os médicos surpresos.

Hoje, um pouco mais do que 2 anos depois do início do tratamento com células tronco, o menino recebeu a notícia de que está completamente curado. A mãe, Carolyn, de 46 anos comentou sobre isso: “Nós temos muita sorte, ele era tão novo na época em que foi diagnosticado. Então Jenson realmente não entendia como um adulto faria. Foi um choque quando disseram que ele estava curado e que não queriam vê-lo novamente – é realmente surreal. Ele pode ser como qualquer outra criança de novo agora”, disse à Agência de Notícias de South West.

Fonte: Revista Pais e Filhos