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Embora seja raro, é possível engravidar quando está menstruada e tem uma relação desprotegida, especialmente quando se tem um ciclo menstrual irregular ou quando o ciclo tem menos de 28 dias.

Num ciclo regular de 28 ou 30 dias essas chances são quase nulas porque, após o final do período menstrual ainda faltam cerca de 7 dias até à ovulação e os espermatozóides sobrevivem, no máximo, 5 dias dentro do corpo da mulher, não chegando a ter contato com o óvulo liberado. Além disso, mesmo que ocorresse fecundação, durante a menstruação, o útero já não se encontra preparado para receber o óvulo fecundado e, por isso, as chances de engravidar são muito baixas.

Porém, caso tenha ocorrido o contato íntimo desprotegido, a melhor forma de confirmar se se está grávida é fazendo o teste de farmácia, que deve ser feito a partir do primeiro dia do atraso menstrual.

Porque é possível engravidar num ciclo curto ou irregular

Ao contrário do que acontece num ciclo regular de 28 ou 30 dias, a ovulação de um ciclo mais curto ou irregular pode acontecer em até 5 dias após o final da menstruação e, por isso, existem maiores chances de algum espermatozóide, que tenha sobrevivido, conseguir chegar no óvulo, gerando uma gravidez.

Assim, idealmente, mulheres que têm um ciclo curto ou irregular devem utilizar sempre um método contraceptivo, caso não estejam a tentar engravidar, mesmo durante a menstruação.

Quais as chances de engravidar antes ou depois da menstruação?

As chances de engravidar são maiores quanto mais tarde ocorrer a relação desprotegida e, por isso, é mais fácil engravidar após a menstruação. Isso porque a relação ocorre mais perto da ovulação e, assim, os espermatozóides conseguem sobreviver tempo suficiente para fecundar o óvulo.

Já se o contato íntimo acontecer imediatamente antes do período menstrual as chances também são quase nulas, sendo ainda inferiores ao que acontece quando a mulher está menstruada.

Como evitar a gravidez?

A forma mais segura de evitar uma gravidez indesejada é utilizando um método contraceptivo, sendo que os mais eficazes são:

  • Preservativo masculino ou feminino;
  • Pílula anticoncepcional;
  • DIU;
  • Implante;
  • Anticoncepcional injetável;

O casal deve selecionar o método que melhor se adapta às suas necessidades e manter seu uso enquanto não desejem engravidar, mesmo durante a menstruação.


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De modo geral, o intervalo entre 20 e 30 anos é o período mais fértil da vida da mulher, quando a gravidez acontece mais rápido, embora o número de mulheres acima de 30 engravidando seja cada vez maior.

Como a idade afeta a fertilidade?

A fertilidade da mulher começa a diminuir por volta dos 30 anos, com as chances de gravidez caindo ainda mais significativamente a partir dos 35 anos.

Depois dos 35, aumenta a proporção de mulheres com problemas de fertilidade, abortos espontâneos ou outras complicações com o bebê. Portanto, do ponto de vista puramente biológico, o ideal é tentar engravidar antes dos 35.

Os homens continuam férteis por bem mais tempo. Hoje se sabe que a fertilidade masculina também é afetada pela idade, só que de modo mais gradual. O declínio da fertilidade masculina pode impactar, por exemplo, a saúde dos filhos que o homem venha a ter.

Quanto tempo vou demorar para engravidar?

Como já foi dito acima, as chances de ficar grávida mais rapidamente dependem bastante da idade.

O pico de fertilidade se dá entre 20 e 24 anos. A partir dos 35 anos, é um processo que pode levar mais tempo, e depois dos 40 fica mais complicado (o que não quer dizer impossível; leia mais sobre engravidar depois dos 40 anos).

Um simples ano pode fazer muita diferença quando a mulher está na casa dos 30 ou dos 40 anos.

A maioria dos casais (cerca de 92%) consegue engravidar em até dois anos se mantiver relações sexuais freqüentes e sem proteção. “Freqüentes” neste caso significa sexo a cada dois ou três dias, ao longo de todo o ciclo menstrual.

Por que a fertilidade decai tão rápido com a idade?

Há vários motivos que afetam a fertilidade. É preciso lembrar que a saúde em geral da pessoa também declina com o passar da idade. Certos problemas podem se agravar, e novas doenças podem surgir.

À medida que a mulher envelhece, fatores ligados à fertilidade mudam, como:

  • Reserva ovariana: é o número de folículos em bom estado estocado nos ovários. Os folículos se formaram quando você ainda estava na barriga da sua mãe, e desde então só foram se deteriorando (e sendo usados).
  • Quanto mais tempo passa, menos óvulos viáveis você tem. Para mulheres que sofrem de menopausa precoce, os óvulos acabam muito antes do normal.
  • Ciclo menstrual: conforme as mulheres se aproximam da menopausa, os ciclos menstruais podem começar a ficar irregulares e mais curtos, o que desfavorece a fertilização.
  • Revestimento do útero: o endométrio pode ir ficando cada vez mais fino, menos apropriado à implantação do embrião.
  • Secreção vaginal: o muco presente na vagina e no colo do útero pode ficar menos líquido e mais hostil aos espermatozoides.
  • Doenças que afetam o sistema reprodutivo: certos problemas podem ir danificando os órgãos reprodutivos com o passar do tempo, ou podem se agravar se não forem tratados. Entre eles estão a endometriose, a síndrome dos ovários policísticose a clamídia.
  • Peso: o excesso de peso pode afetar a fertilidade, e tende a ser mais comum à medida que a mulher fica mais velha.

Fonte: Portal Baby Center


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Síndrome de ovários policísticos pode ser gerado ainda na barriga da mãe

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) afeta 10% das mulheres e é a principal causa de infertilidade feminina no mundo. Embora haja uma especulação sobre sua origem, que poderia estar relacionada a um determinado gene ou à uma ação do meio ambiente, sua causa ainda é desconhecida.

Cada vez mais, pesquisadores estão considerando uma terceira alternativa: a vida no útero. Um estudo publicado na revista científica Science baseia-se nessa evidência. Segundo o estudo, a forma como o problema é transmitido de uma geração para outra pode estar relacionado ao desenvolvimento do bebê no útero da mãe.

O SOP tem sintomas bem característicos como deficiência na ovulação, presença de cistos nos ovários e excesso de pelos no rosto e no corpo. Sabe-se também que eleva riscos de problemas metabólicos, como o diabetes tipo 2, e que existe um fator hereditário. Segundo informações relatadas no estudo, a irmã de uma mulher afetada tem pelo menos 20% de chance de desenvolvê-la e o risco entre irmãs gêmeas idênticas é ainda maior.

Realizada com camundongos, a pesquisa sugere que as interações entre um hormônio produzido pelos ovários e um conjunto de neurônios no cérebro da mãe pode gerar um efeito cascata interrompendo enzimas na placenta e causando sintomas semelhantes aos da SOP em seus filhos, induzindo a síndrome do ovário policístico na idade adulta.

Os pesquisadores observaram que, a maioria das mulheres com SOP, apresenta níveis elevados do hormônio luteinizante (LH), que desencadeia a ovulação, indicando liberação aumentada em relação a mulheres saudáveis de mais dois hormônios: hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) e hormônio anti-Mülleriano (AMH).

O estudo observou um excesso de testosterona materno neuroendócrino e a diminuição do metabolismo placentário da testosterona em estradiol (outro hormônio), resultando em masculinização do feto feminino e um fenótipo reprodutivo e neuroendócrino parecido com o ovário policístico na idade adulta.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que hormônios como a testosterona, alimentados por AMH extras, podem estar pavimentando o caminho da síndrome do ovário policístico em fetos e isso pode ajudar a nortear o desenvolvimento de tratamentos mais adequados ao problema.

Fonte: Portal R7


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Condição está ligada a um desarranjo hormonal da mulher

Mulheres que estão sofrendo alterações no ciclo menstrual como, excesso de peso, muitas vezes acompanhados de acne e aumento da quantidade de pelos, podem ser vítimas da chamada Síndrome dos Ovários Policísticos. A doença costuma afetar cerca de 20% das mulheres em idade fértil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A condição é caracterizada por anormalidades hormonais que são, ao mesmo tempo, causa e consequência da doença. Segundo a ginecologista e obstetra Cláudia Navarro, o estado constante de amenorreia (ausência da menstruação) e oligomenorreia (irregularidade de ciclo) acabam gerando um desarranjo no padrão endócrino. “Algumas pacientes apresentam elevação dos níveis de insulina, aumentando o risco de diabetes, e a grande maioria delas tem aumento na produção de hormônios androgênios que dificultam a ocorrência da ovulação e, consequente, da gravidez”, comenta a médica.

De acordo com a especialista, a alteração nas taxas de insulina promove danos não apenas na área ginecológica, mas está relacionada também à incidência de obesidade e elevação da pressão arterial. A anovulação, característica nas mulheres que têm a síndrome, pode gerar quadros de infertilidade. Mas, ela explica que os resultados de uma fertilização in vitro pouco sofrem com a interferência da Síndrome dos Ovários Policísticos.

A ginecologista destaca que o tratamento pode ser feito com ênfase em três objetivos: a regularização do ciclo menstrual; o tratamento da infertilidade; ou a melhora da pele e do hirsutismo (excesso de pelos, com características masculinas).

“É preciso reduzir a produção e a circulação de hormônios androgênios. Quando necessário, há indicação de medicamentos que diminuam a resistência à insulina. O objetivo é proteger o endométrio dos efeitos da constante exposição de estrógenos, evitar os efeitos da superinsulinemia para o organismo, induzir a ovulação para alcançar e manter a gravidez e ainda oferecer suporte para controle do peso ideal”, afirma Cláudia Navarro.

Fonte: O Encontro


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As agulhas podem ser um complemento para as mulheres que querem engravidar

Até 20% do casais enfrentam dificuldades para engravidar, especialmente para as mulheres com mais de 35 anos. Existem inúmeros tratamentos que ajudam a estimular a gravidez e um deles pode até soar estranho para muita gente: a acupuntura.

Além da idade, existem outros fatores que prejudicam a fertilização: obesidade, distúrbios hormonais, doenças ginecológicas, genética, estresse, além de uso prolongado de anticoncepcional. Com a técnica chinesa da aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo, é possível reverter alguns desses problemas.

Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional Andressa Moraes, a acupuntura pode ser um tratamento isolado para ajudar na gravidez, mas também um complemento no caso de fertilização. “A acupuntura auxilia a fertilização como uma terapia complementar, ela ajuda a fortalecer o sistema reprodutor da paciente e, também, colabora na redução do estresse, uma das causas da infertilidade, favorecendo o relaxamento”, diz a especialista.

Dentre os diversos benefícios das agulhas para a fertilidade, destaque para o estímulo do sistema nervoso central, estabilizando os níveis hormonais, aumentando a circulação sanguínea nos órgãos do aparelho reprodutor e, assim, melhorando e regulando o ciclo ovulatório feminino, conforme a fisioterapeuta.

Andressa Moraes lembra que os tratamentos contra a infertilidade costumam ser bastante estressantes, pois demandam muitos processos, além da ansiedade natural da mulher. Por isso, a terapia com acupuntura é eficaz, proporcionando maior tranquilidade à paciente.

A recomendação da especialista é que o tratamento com as agulhas se inicie antes do processo de fertilização, para melhorar o estado geral da mulher, sempre com o acompanhamento médico. O tratamento pode ser realizado com duas sessões semanais.

Fonte: Revista O Encontro


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Magreza excessiva, exposição a produtos como esmaltes e exercícios físicos em excesso são alguns exemplos

A maioria das pessoas já tem consciência de que a fertilidade da mulher diminui à medida que ela fica mais velha. Dessa forma, quem deseja engravidar “de primeira”, se possível, deve evitar deixar para muito tarde.

Porém, o que nem todo mundo sabe é que, até mesmo durante os anos mais férteis, algumas escolhas de estilo de vida e fatores externos podem afetar as chances de uma mulher engravidar. Abaixo você conhece fatores – alguns até inusitados – que podem afetar negativamente a fertilidade da mulher.

Magreza excessiva

Tanto a obesidade quanto a magreza excessiva, com IMC abaixo de 17 kg/m2, prejudicam a fertilidade feminina. A falta de peso interfere na produção hormonal, diminuindo a produção de estrogênio no organismo, e podendo levar a perturbações no ciclo menstrual e ovulatório, causando uma dificuldade na concepção.

Distúrbios da tireóide

Quando o hipotireoidismo (quando a quantidade de hormônios produzidos pela tireoide está abaixo do normal) é muito frequente nas mulheres e quando não controlado, pode diminuir a fertilidade ao interferir no chamado eixo hormonal hipófise-ovariano.

Cafeína em excesso

Você adora um cafezinho?! Tomá-lo com moderação não oferece problema nenhum, muito pelo contrário, pode até oferecer benefícios à saúde. Mas, em excesso, não é recomendado, devido à alta quantidade de cafeína.

Genética

A medicina explica que se a mulher possui uma alteração genética no seu conjunto cromossómico (cariótipo), esse pode ser um fator de infertilidade. Alterações genéticas podem causar, principalmente, abortos de repetição, considerados um problema após a ocorrência do terceiro consecutivo.

Profissões

Pouca gente sabe, mas algumas profissões, indiretamente, também podem interferir na fertilidade, principalmente aquelas com exposição excessiva a poluentes ambientais, contato com produtos químicos voláteis e aquelas submetidas a altas temperaturas.

Fonte: Portal Dicas de Mulher


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O urologista da Criogênesis, Silvio Pires e o ginecologista Joji Ueno, especialista em reprodução assistida, conversaram com o portal E+ do Estadão sobre o que é mito e o que é verdade quanto a fertilidade feminina e masculina.

Hábitos alimentares – Segundo os especialistas, uma alimentação equilibrada não atrapalha a fertilidade, mas os excessos sim. Tanto pessoas obesas quanto aquelas que estão muito abaixo do peso podem enfrentar dificuldades. De acordo com os médicos, a ligação da alimentação com a fertilidade está ligada na produção de hormônios.

Atividades físicas – O urologista Silvio Pires confirma que, mesmo que a pessoa faça exercícios todos os dias, de forma controlada, não há problemas com a fertilidade. A possibilidade nunca foi comprovada cientificamente.

Anabolizante – Segundo os médicos, o uso de anabolizantes é prejudicial para a fertilidade. “Isso afeta o metabolismo, que para de funcionar e diminui a produção de gametas, porque o corpo entende que não precisa mais produzir testosterona naturalmente”, diz o urologista. A longo prazo, o consumo frequente pode deixar o homem infértil definitivamente. Nas mulheres, o mecanismo é basicamente o mesmo.

Idade – É sabido que as mulheres têm mais dificuldade para engravidar conforme ficam mais velhas, porque os hormônios reprodutivos param de ser produzidos. Elas até continuam férteis, mas a chance de gravidez é menor. Nos homens, a fertilidade pode ser mais duradoura, mas eles não estão totalmente isentos do problema.

Álcool e cigarro – O ginecologista Joji Ueno diz que esses hábitos podem perturbar a ovulação, mas o caso é mais grave no início da gestação, principalmente quando a mulher ainda não sabe que está grávida. “Quem quer engravidar deve evitá-los, porque pode resultar em aborto”, diz.

Radioterapia e quimioterapia – Com esses tratamentos, as células reprodutivas sofrem alterações genéticas, afetando diretamente a fertilidade de homens e mulheres. Quando algum câncer é identificado, os especialistas orientam que os pacientes que ainda pretendem ter filhos façam o congelamento dos gametas antes de iniciar o tratamento.

Questões femininas – A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) não impede a mulher de engravidar.

Abortos, quando ocorrem naturalmente, não atrapalham futuras gestações. Porém, se forem frequentes, a mulher pode sofrer de alguma má formação uterina e deve procurar o especialista.

A pílula anticoncepcional também não interfere na fertilidade da mulher, mas também não preserva os óvulos pelo fato de ela não menstruar. Mesmo tomando o comprimido, o ginecologista diz que a mulher perde até mil óvulos por mês.

Por conta de todas as dificuldades que podem implicar na fertilidade feminina, a mulher pode fazer um exame que avalia a reserva ovariana, ou seja, a quantidade de óvulos que ela tem. Dependendo do resultado, ela pode optar por congelar os gametas, mesmo não tendo problemas e caso queira engravidar mais futuramente.

Fonte – http://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,conheca-alguns-fatores-que-influenciam-ou-nao-a-fertilidade-de-mulheres-e-homens,70001874971


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Para que o sistema reprodutivo de homens e mulheres funcione bem, é necessário existir um equilíbrio hormonal, além dos órgãos reprodutores desempenharem adequadamente seus papéis.

Porém, doenças crônicas como o diabetes podem comprometer a fertilidade, resultando na dificuldade para engravidar. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo.

Segundo o ginecologista Renato de Oliveira, responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, o fato de ter diabetes nem sempre interfere na fertilidade, mas o diabético deve tomar certos cuidados. “Controlar a doença é importante para evitar complicações que poderiam, inclusive, diminuir as chances de gravidez. No caso de mulheres diabéticas que já estão grávidas, não controlar o índice glicêmico nas primeiras semanas de gestação pode gerar má formação do embrião. Além disso, as futuras mamães estão mais sujeitas a partos prematuros”, alerta.

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Para evitar que a fertilidade seja afetada pela doença, é necessário acompanhamento médico e controle dos índices glicêmicos

No caso das mulheres, o diabetes pode comprometer a fertilidade na medida em que aumenta a intolerância à insulina. “O diabetes tipo 2 geralmente está associado à obesidade e resistência à insulina. Essas duas condições podem causar deficiência hormonal, assim como ciclo menstrual irregular e infertilidade”, explica. Já o diabetes tipo 1 ocorre quando as células no pâncreas, que produzem insulina, são destruídas por anticorpos. “Esse processo também pode afetar outros órgãos endócrinos, incluindo os ovários, e impossibilitar a gravidez”, complementa o especialista.

Mas engana-se quem pensa que apenas mulheres diabéticas têm problemas com relação à fertilidade. Os homens também podem ser afetados. “Devido à alta taxa de glicose, a produção de radicais livres aumenta, o que pode resultar em problemas no material genético. No caso de diabetes tipo 2,  os pacientes podem desenvolver ejaculação retrógrada, que ocorre quando o sêmen, que normalmente sai através da uretra, flui em direção à bexiga urinária. Dessa forma, não há espermatozoides para fecundar o óvulo”, diz Renato.

Para evitar que a fertilidade seja afetada pela doença, é necessário acompanhamento médico e controle dos índices glicêmicos. “Geralmente, com a doença controlada, os diabéticos têm as mesmas chances de engravidar que uma pessoa que não tenha a doença. Vale lembrar que nem sempre o diabetes é a causa de infertilidade. Por isso, sempre consulte um especialista”, finaliza.



A endometriose é uma doença feminina na qual o tecido que reveste o útero, chamado de endométrio, aparece em outros locais do corpo. Nestes locais ele se implanta e passa a funcionar como se estivesse dentro do útero. Quando ocorre a menstruação ele também “menstrua” causando a formação de uma ferida interna. Isso pode levar a formação de aderências e pode causar dor. Dependendo do local a endometriose pode causar dor durante a relação sexual chamada de Dispareunia, pois o pênis “encosta” na ferida. Do mesmo modo uma lesão no corpo do útero pode causar dor durante as contrações uterinas levando a uma menstruação dolorosa chamada de Dismenorréia.

Dor na relação

A mulher se queixa de dor na relação relacionada principalmente quando a posição sexual propicia uma penetração mais profunda. Não se deve confundir este tipo de dor com as causadas por patologias vaginais. Nas patologias vaginais ocorrem outros sintomas como vermelhidão, corrimento de cor branca, amarelada, avermelhada ou esverdeada, e coceira ou ardor no local.

Dor menstrual

A dor na menstruação pode ser muito intensa levando a paciente ao pronto socorro. De um modo geral as dores cessam com uso de medicações específicas para dor, mas algumas pacientes necessitam de internação. Ela ocorre quando a endometriose está localizada na parte de fora do útero e durante a contração para expulsão da menstruação a “ferida” é ativada.

Tratamento clínico

O tratamento clínico é paliativo e temporário uma vez que não há regressão completa da doença. Utiliza-se em conjunto com a cirurgia de Videolaparoscopia e se a paciente não quiser engravidar se mantém até que ela chegue à menopausa. De um modo geral segue se a máxima de que a gravidez curaria a endometriose. Isso não é verdade pois uma revisão algum tempo depois do parto mostra que a endometriose volta a aparecer. Os tratamentos clínicos usam medicações que simulam uma gravidez com ausência de menstruação por nove meses.

Tratamento cirúrgico

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O tratamento cirúrgico faz uma “limpeza” dos focos, porém também não resolve o problema em definitivo. Pode ser feita de modo tradicional abrindo o abdômen, mas a técnica mais usada é a Videolaparoscopia onde se opera com auxilio de uma câmera interna. Em muitos casos a limpeza não é suficiente para engravidar e a paciente tem que se submeter a um tratamento de Reprodução Assistida.

Locais

Normalmente os locais de inserção estão localizados na pelve principalmente nas paredes do abdome, no útero ou nos ovários. Entretanto já foram encontrados focos no ouvido e nariz.

Gravidez

Para quem quer engravidar recomenda-se o uso de uma das técnicas de Reprodução Assistida, sendo que nos casos mais graves recomenda-se a Fertilização In Vitro ou Bebe de proveta.

Para mais informações sobre os procedimentos realizados na Reprodução Humana, como fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial, congelamento de óvulos, congelamento de sêmen, agende uma consulta: 08007732166 / 11 5536-9246



O fator tubário é um dos fatores mais comum de infertilidade na mulher, acomete aproximadamente 30% dos casos. Muitas pessoas pensam que este fator está associado somente à obstrução das trompas, mas outros fatores também podem influir no processo. De modo geral temos as obstruções, as aderências e fatores externos. Em todos eles ocorre um processo inflamatório que danifica a tuba uterina. Entre esses processos estão às cirurgias (não necessariamente só ginecológicas), as infecções, as inflamações, a endometriose, ovulações com hemorragia e etc.

Um erro comum que encontramos no dia a dia ocorre no exame de histerossalpingografia. Nesse exame, se injeta um contraste no útero que preenche a cavidade uterina e as tubas uterinas geralmente para verificar se há alguma obstrução. Muitas vezes, erroneamente observamos que no laudo está escrito dentro da normalidade porque houve passagem do contraste, mas não é possível detectar qualquer movimentação das tubas ou verifica-se que estão em posições altas e fixas significando que não pérvias, ou seja; passa o contraste, mas são fixas diminuindo a chance de captação dos óvulos e conseqüentemente da fertilidade. Esses casos são chamados de fator tubário menor.

Quando ocorre um fator tubário não obstrutivo aumenta as chance de uma gravidez ectópica tubária. A incidência de gravidez tubária na população em geral é de 5% e quando existe um fator tubário menor a chance aumenta para 50%.

A indicação dos tratamentos depende sempre da qualidade das tubas. No coito programado e na inseminação artificial sempre precisamos das tubas íntegras. No caso de obstrução ou laqueadura indica-se a Fertilização In Vitro.

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Para mais informações sobre os procedimentos realizados na Reprodução Humana, tratamentos como fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial, congelamento de óvulos, congelamento de sêmen, agende uma consulta: 08007732166 / 11 5536-9246