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Problemas afetam muitos casais que querem ter filho

Muitos casais desejam ter filho mas acabam esbarrando em dois problemas comuns: esterilidade e infertilidade. Segundo o urologista Silvio Pires, da Criogênesis, é preciso entender os fatores que diferenciam esses dois conceitos. “Tecnicamente, a infertilidade é resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores ou dos gametas. Já a esterilidade é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas [óvulos e espermatozóide] ou zigotos [fusão dos gametas] viáveis. Desta forma, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando há incapacidade de gerar filhos”, explica o especialista.

O médico ressalta ainda que, estatisticamente, a infertilidade representa 30% dos casos de casais que têm problemas para gerar filho. “A principal causa de infertilidade masculina é desconhecida [idiopática]. No entanto, infecções que levam à inflamação dos testículos, o uso de drogas, álcool e a exposição a substâncias tóxicas, como medicamentos usados em quimioterapia e a radiação ionizante, são fatores indutores da infertilidade. Dentre as causas de infertilidade nas mulheres, podemos destacar a endometriose e a tentativa de gravidez tardia, uma vez que após os 35 anos a fertilidade feminina tende a diminuir naturalmente”, comenta o urologista.

Atualmente as técnicas de reprodução assistida têm permitido, a um grande número de casais, a realização do sonho de ter filho. Entretanto, para que essas técnicas dêem resultados, é fundamental que o diagnóstico adequado, seja de infertilidade, seja de esterilidade, já que determinará o tratamento que deverá ser realizado. “Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade, como a ultrassonografia transvaginal e o espermograma, que visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, vitalidade e morfologia dos espermatozóides”, diz Silvio Pires.

Fonte: Revista O Encontro


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A fertilidade masculina pode ser verificada por meio de exames laboratoriais que têm como objetivo verificar a capacidade de produção de espermatozóides e suas características.

Além da solicitação dos exames, o médico normalmente verifica o estado de saúde geral do homem, avaliando-o fisicamente e realizando a investigação de doenças e possíveis infecções do trato urinário e nos testículos, por exemplo. Pode ainda questionar sobre o uso de medicamentos, drogas ilícitas e consumo frequente de bebidas alcoólicas, pois esses fatores podem alterar a qualidade e quantidade de espermatozóides e, assim, interferir na fertilidade masculina.

  1. Espermograma

O espermograma é o principal exame realizado para verificar a fertilidade masculina, pois tem como objetivo avaliar as características do sêmen, como viscosidade, pH e cor, além de quantidade de espermatozóides por ml de sêmen, motilidade, formato, mobilidade e concentração de espermatozóides vivos.

Assim, esse exame é capaz de indicar se está havendo produção adequada e se aqueles produzidos são viáveis, ou seja, se são capazes de fecundar um óvulo.

O material para a realização do exame é obtido no laboratório e é indicado o homem não ter relações sexuais entre 2 e 5 dias antes da coleta, além de lavar bem as mãos e o órgão genital antes da coleta.

  1. Dosagem hormonal

Os exames de sangue para a dosagem hormonal são também indicados para verificar a fertilidade masculina, uma vez que a testosterona estimula a produção de espermatozóides, além de garantir as características secundárias masculinas.

Apesar de ser um hormônio diretamente relacionado com a capacidade reprodutiva do homem, a avaliação da fertilidade não deve ser baseada apenas nos níveis de testosterona, uma vez que a concentração desse hormônio diminui naturalmente ao longo do tempo, comprometendo a produção de espermatozóides.

  1. Teste pós-coito

Esse exame tem como objetivo verificar a capacidade do espermatozóide de viver e nadar pelo muco cervical, que é o muco responsável pela lubrificação da mulher. Apesar de o exame ter como objetivo avaliar a fertilidade masculina, é feita a coleta do muco cervical na mulher 2 a 12 horas após o contato íntimo para verificar a motilidade do espermatozóide.

  1. Outros exames

Alguns outros exames laboratoriais podem ser solicitados pelo urologista para verificar a fertilidade do homem, como o exame de fragmentação do DNA e o exame de anticorpos contra os espermatozóides.

No exame de fragmentação do DNA é verificada a quantidade de DNA que é liberado dos espermatozóides e que fica no sêmen, sendo possível detectar problemas de fertilidade de acordo com a concentração verificada. Já o exame de anticorpos tem como objetivo avaliar se há anticorpos produzidos pela mulher que atuem contra os espermatozóides, promovendo a sua imobilização ou morte, por exemplo.

Além disso, o médico pode solicitar uma ultrassonografia de testículos, para verificar a integridade do órgão e identificar qualquer alteração que possa estar interferindo na fertilidade masculina ou exame de toque retal com o objetivo de avaliar a próstata.

Fonte: Portal Tua Saúde


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Quando o casal tenta ter filhos por mais de um ano e a cegonha não dá as caras, é hora de consultar um especialista – e descobrir os entraves para iniciar a gravidez.

No lado masculino, a dificuldade pode ser flagrada por um espermograma. Para fazer o exame, o sêmen é colhido por meio de masturbação e vai ao laboratório, onde se analisam características  dos espermatozóides, como capacidade de locomoção e vitalidade.

Os homens devem ficar atentos a fatores externos, sem ignorar alterações em seu próprio corpo. Entenda dez desses vilões, alguns deles bem inusitados.

DST – Doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia e a gonorréia, causadas por bactérias, atrapalham o sonho de ser pai e mãe. Nos homens, desencadeiam inflamação nos testículos e no epidídimo, uma estrutura sobre o par de glândulas  masculinas. Com isso, travam a passagem do espermatozóides.

Peso – A cintura saliente aumenta a temperatura dos testículos, prejudicando a qualidade do sêmen. Adotar uma dieta saudável, rica em frutas e verduras, e a prática regular de atividade física são as primeiras atitudes para ampliar a família.

Telefone no bolso – Cientistas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, constataram que, ao  travar contato diário com a radiação do celular, a proporção de gametas masculinos normais caía 8%. “A radiacão parece causar estragos no DNA dessas células”, conta Fiona Mathews, líder do trabalho, que ainda demanda estudos prospectivos maiores para confirmar a ligação.

Produtos químicos – Detergente, sabão, sacos plásticos… De acordo com o Centro Europeu de Estudos Avançados, substâncias presentes nesses itens fomentam a infertilidade. Tudo porque a mistura de ingredientes químicos bagunçaria os hormônios que regulam a fabricação de espermatozoides. “Só que ainda não conhecemos muito bem quais os elementos capazes de comprometer a produção”, diz o urologista Sidney Glina, do Hospital Ipiranga, em São Paulo.

Idade – Até alguns anos atrás acreditava-se que o homem mantinha sua capacidade de gerar descendentes intacta a vida toda. Mas não é bem assim: a partir dos 50 anos, a qualidade e a quantidade dos espermatozoides começam a decair.

Anabolizantes – Substâncias à base de testosterona, usados por quem quer ganhar músculos ou aumentar a virilidade, têm, sim, repercussões negativas sobre a capacidade fértil. “O indivíduo pode sofrer uma redução no número de espermatozoides e até ficar estéril”, alerta o urologista Reginaldo Martello, chefe do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia.

Fumo, álcool e cia. – Os efeitos maléficos do cigarro aos órgãos sexuais já estão bem documentados. “Diversos componentes químicos prejudiciais, como o cádmio, se depositam nos testículos e não saem mais”, explica Renato Fraietta, professor de reprodução humana da Universidade Federal de São Paulo. O fumo ainda agride os vasos sanguíneos – finos e frágeis, eles sabotam o aporte de oxigênio e nutrientes ao saco escrotal. Pesquisas também depõem contra o álcool, a maconha e a cocaína.

Trauma – O homem que já levou uma bolada na região dos genitais sabe bem que a dor é intensa e demora para ir embora. Mas traumas leves  não têm repercussão na linha de produção dos gametas. Só se a colisão for muito intensa, há risco de ocorrer uma ruptura dos tecidos que recobrem os testículos. Então, caso o incômodo e o inchaço não passem logo, o melhor é ir direto ao pronto-socorro.

Ausência de espermatozóide – Em uma condição chamada azoospermia, o sêmen não apresenta nenhum espermatozóide. Isso acontece por duas razões: a primeira por obstrução, ou seja, os testículos até criaram as células sexuais, mas elas não chegam ao seu destino – aliás, a vasectomia, cirurgia de esterilização que fecha os tubos que levam o líquido dos testículos até o pênis, bloqueia justamente esse caminho. Um procedimento de desobstrução costuma reverter o quadro. Na segunda categoria da azoospermia, a escassez é fruto de defeitos  em algumas etapas da fabricação  das células reprodutivas – resultado de síndromes genéticas ou decorrente de radioterapia para debelar um câncer. O tratamento, muito mais complexo, vai variar de acordo com o caso.

Varizes bem lá… – Uma das grandes vilãs da fertilidade masculina é a varicocele, conjunto de varizes que pode se formar no saco escrotal. O defeito em válvulas que deveriam drenar o sangue acarreta um aumento no calibre de algumas veias ali. O líquido vermelho fica represado e isso eleva a temperatura da bolsa que guarda os testículos. O calor excessivo e outras eventuais alterações interferem na produção dos espermatozóides. Para corrigir, recorre-se a uma cirurgia relativamente simples. O importante mesmo é detectar o problema o quanto antes, uma vez que a varicocele costuma aparecer na adolescência.

Fonte: Revista Saúde

 


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Condição diminui produção e quantidade de espermatozoides

Dentre as causas de infertilidade masculina, a varicocele é a principal. Esta condição, provoca a dilatação das veias do plexo pampiniforme dos testículos, criando uma espécie de varizes. Ela é responsável por aproximadamente 40% das causas de infertilidade masculina e atinge cerca de 15% dos homens, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

De acordo com Silvio Pires, urologista da Criogênesis, a varicocele caracteriza-se pela dilatação das veias presentes no cordão espermático, estrutura que une os testículos ao corpo, e que ficam no interior da bolsa testicular. “O desenvolvimento desta doença ocorre quando válvulas defeituosas, presentes no interior das veias, permitem o refluxo de sangue durante manobras de esforço. Desta forma, o sangue circula de maneira lentificada levando a um aumento de substâncias tóxicas e, consequentemente, à diminuição da produção, movimentação e funcionamento dos espermatozoides”, explica.

As primeiras manifestações da varicocele surgem entre os 15 e 25 anos e, como na maior parte dos casos trata-se de uma condição assintomática, é essencial fazer uma visita regular a um especialista para evitar problemas mais graves. “Alguns dos sintomas envolvem desconforto e dor local, aumento de tamanho, sensação de peso e piora desses sintomas com a prática de exercícios físicos. Com o tempo, a varicocele pode aumentar de tamanho e ficar mais visível. Em casos mais graves, pode ainda ocorrer hipotrofia testicular ou problemas de infertilidade”.

Paternidade – Nos casos em que o portador da doença desejar ser pai, alguns tratamentos podem ser realizados para correção da patologia, inclusive a intervenção cirúrgica. “A escolha vai se basear em fatores como o grau de alteração da produção de esperma e o tempo de subfertilidade, entre outros. Vale lembrar que os pacientes tratados cirurgicamente, mas que não tiveram melhoras nos parâmetros seminais, devem ser indicados para a reprodução assistida, seja a inseminação intrauterina ou a fertilização in vitro”, finaliza Pires.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 15 anos de experiência com células-tronco, é acreditada pela AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue) e certificada pela IQNet NBR ISO 9001:2015. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br


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Estudo mostra que qualidade do sêmen dos homens vem caindo nas últimas décadas

Sabe-se que cerca de 15% dos casais que tentam engravidar são inférteis, ou seja, não conseguem por pelo menos um ano de tentativa. Há diversas causas para dificuldade em engravidar, desde disfunções de ovulação, alterações nas trompas uterinas, no útero, endometriose, baixa qualidade do óvulo e baixa qualidade do sêmen, entre outros.

Em cerca de 10% dos casos a causa da infertilidade permanece desconhecida e cada vez mais, há estudos estão mostrando o impacto da vida moderna e dos hábitos de vida nas causas de infertilidade.

Uma pesquisa recente mostrou que a qualidade média do sêmen dos homens vem caindo nas últimas quatro décadas. Houve queda na concentração, motilidade e a piora da morfologia dos espermatozóides. Em relação a mulher, há também uma queda do estoque de óvulos e a idade média em que as mulheres entram na menopausa caiu em dois anos. Sabemos que ela nasce com todo o estoque de óvulos e esses óvulos vão sendo consumidos ao longo da vida reprodutiva, mas nas últimas décadas esse consumo está mais intenso e as mulheres tem menor tempo de vida reprodutiva.

Mas o que mudou nas últimas décadas para a fertilidade cair tanto em homens e mulheres? É justamente os hábitos de vida que interferem nas chances de gravidez de um casal.

Observou-se que quanto maior a exposição à poluição do ar, maior a incidência de infertilidade. Por exemplo, homens e mulheres que trabalham ao ar livre em cidades grandes tem maior dificuldade em engravidar (agentes de trânsito, taxistas, motoristas de ônibus, etc). Um outro estudo mostrou a relação de um componente chamado Bisfenol- A,  presente nas garrafas plásticas com a infertilidade. Essa substância causa alterações nos genes de óvulos e espermatozóides.

Dentre todos os vilões da fertilidade tanto no homem quanto na mulher, destacam-se o tabagismo e a dieta inadequada, independente do peso.

O tabagismo com consumo acima de cinco cigarros ao dia diminui a fertilidade em 40%, aumenta em três vezes o risco de aborto (mesmo quando o homem é o tabagista) e está relacionado a óbito fetal e bebês com baixo peso quando consumido na gestação.  O cigarro afeta o DNA do espermatozóide e na mulher, aumenta o risco de alterações genéticas nos óvulos além de interferir no útero, diminuindo a implantação do embrião.

Um outro estudo mostrou que a ingestão de bebidas açucaradas diminui a chance de gravidez em até 25%, tanto em homens quanto em mulheres. Pessoas que ingerem refrigerantes diariamente tinham até 40% menor chance de concepção.

A obesidade feminina diminui a fertilidade em 60% e a masculina em 50%. O excesso de gordura corpórea interfere na produção adequada de hormônios e no homem, interfere também com um aquecimento maior da região genital, prejudicando a produção de espermatozóides.

Já o consumo de legumes, verduras,  frutas e alimentos ricos em gordura saudáveis ( salmão, sardinha) aumentam a chance de gravidez em até 30%.

Todos esses dados reforçam ainda mais que a nossos hábitos interferem na nossa saúde geral e também na saúde reprodutiva.

Por isso, um dos pilares para aumentar as chances de gravidez é a mudança do padrão alimentar. Comer fast-food, tomar refrigerantes e consumir alimentos ricos em gordura saturada não combinam com fertilidade.

Fonte: Revista Pais e Filhos


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Pesquisa afirma que aprimora o fluxo sanguíneo e a chegada de oxigênio à região

Percorrer a nado o canal vaginal, escalar o útero e, nas trompas de Falópio, ainda ter gás para um sprint final antes de penetrar o óvulo… Ufa! É um enorme desafio para a menor das células do homem cumprir sua prova de fogo. Só de preparo para o triatlo intrauterino, o espermatozóide malha por dois meses no testículo, do seu nascimento à ejaculação – o tiro de largada, por assim dizer. Como você pode ajudá-lo a vencer a corrida e, nove meses depois, receber um prêmio de valor inestimado? Ora, sirva de modelo e comece a suar a camisa.

As evidências a favor dos exercícios nasceram com os esforços de cientistas da Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, e de instituições iranianas. Eles coletaram o sêmen (ou seja, espermatozoides mais o fluido que os transporta; também chamado de esperma) de 261 marmanjos e, então, mandaram 193 fazerem exercícios aeróbicos.

Após um semestre, novas amostras foram analisadas. Aí os resultados saltaram aos olhos: nos ativos, a mobilidade e o formato dos espermatozóides haviam melhorado, o que não aconteceu com os 68 sedentários. Em resumo, os gametas masculinos estavam fortes e passaram a nadar mais rapidamente. “Nossas descobertas mostram que a atividade física pode ser uma estratégia simples, barata e eficiente de incrementar a qualidade do esperma”, conclui o fisiologista Behzad Maleki.

Mas os pesquisadores foram além. Entre os participantes que saíram do marasmo, 66 treinaram em intensidade moderada, 62 em ritmo vigoroso e 65 de maneira intervalada – alguns minutos de canseira extrema intercalados com outros mais leves.

Embora as três modalidades tenham gerado efeitos positivos, a primeira sagrou-se campeã. “Não estamos falando de uma caminhada devagar. Porém, é uma prática condizente com iniciantes dentro do peso adequado e sem doenças associadas”, interpreta o educador físico Tony Meireles, professor da Universidade Federal de Pernambuco.

Fonte: Revista Saúde


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Problemas hormonais, genéticos e infecções são algumas causas da infertilidade do homem

As principais causas de infertilidade masculina são varicocele, infecções no sistema reprodutor, alterações na produção de hormônios ou problemas genéticos. O tratamento normalmente é feito de acordo com a causa do problema, podendo ser feito com o uso de medicamentos, de hormônios ou através de cirurgia.

Varicocele: A varicocele é a causa mais frequente de infertilidade masculina, e é caracterizada por um aumento nos vasos sanguíneos dos testículos, o que faz com aumente a temperatura da região e prejudique o desenvolvimento dos espermatozoides.

Como tratar: Esse problema é diagnosticado através de exame físico no consultório médico e seu tratamento é feito através de cirurgia para retirar os vasos sanguíneos aumentados. A cirurgia é simples e o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento, podendo retomar as atividades normais após cerca de 1 semana.

Infecções no aparelho reprodutor: As infecções no aparelho reprodutor masculino afetam principalmente os testículos, prejudicando a produção de sêmen e a qualidade dos espermatozoides.

Como tratar: As infecções normalmente são causadas por bactérias, sendo tradadas com o uso de antibióticos. É importante destacar que em alguns casos a parceira do homem também precisa fazer o tratamento, para evitar a recorrência do problema.

Problemas na ejaculação: Problemas como ausência de ejaculação ou ejaculação retrógrada causam infertilidade porque o sêmen não consegue chegar ao corpo da mulher, impedindo a possibilidade de gravidez.

Como tratar: O tratamento dessas doenças pode ser feito com o uso de medicamentos que favorecem a saída do sêmen, como efedrina ou fenilpropanolamina. No entanto, quando o tratamento não funciona, pode ser necessário fazer coleta de espermatozoides e inseminação artificial.

Alterações hormonais: As principais alterações hormonais que causam infertilidade no homem são relacionadas a elevada produção do hormônio prolactina, baixa produção de testosterona, distúrbios da tireoide, uso de anabolizantes, radioterapia e tumores na hipófise.

Como tratar: Nestes casos, o tratamento para a infertilidade consiste em tomar injeções de hormônios regularmente por pelo menos 3 meses, para equilibrar a quantidade de hormônios no organismo e favorecer a produção normal de espermatozoides.

Problemas genéticos: Os problemas genéticos fazem com o que homem naturalmente não tenha espermatozoides no sêmen ou que produza espermatozoides em uma quantidade muito reduzida, fazendo com que não ocorre a fecundação do óvulo da mulher.

Como tratar: O tratamento para os casos de baixa produção de espermatozoides é feito com técnicas de reprodução assistida, onde os espermatozoides são retirados diretamente dos testículos com a ajuda de uma agulha, e depois são colocados no útero da mulher, para que ocorra a fecundação. Outra alternativa é fazer a chamada fertilização in vitro, em que os espermatozoides do homem são unidos ao óvulo da mulher em laboratório, formando um embrião que depois é colocado no útero da mulher.

O principal exame para avaliar a infertilidade no homem é o espermograma, através do qual o médico avalia a quantidade e a qualidade dos espermatozoides produzidos.

Fonte – Ministério da Saúde e Portal Tua Saúde


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O urologista da Criogênesis, Silvio Pires e o ginecologista Joji Ueno, especialista em reprodução assistida, conversaram com o portal E+ do Estadão sobre o que é mito e o que é verdade quanto a fertilidade feminina e masculina.

Hábitos alimentares – Segundo os especialistas, uma alimentação equilibrada não atrapalha a fertilidade, mas os excessos sim. Tanto pessoas obesas quanto aquelas que estão muito abaixo do peso podem enfrentar dificuldades. De acordo com os médicos, a ligação da alimentação com a fertilidade está ligada na produção de hormônios.

Atividades físicas – O urologista Silvio Pires confirma que, mesmo que a pessoa faça exercícios todos os dias, de forma controlada, não há problemas com a fertilidade. A possibilidade nunca foi comprovada cientificamente.

Anabolizante – Segundo os médicos, o uso de anabolizantes é prejudicial para a fertilidade. “Isso afeta o metabolismo, que para de funcionar e diminui a produção de gametas, porque o corpo entende que não precisa mais produzir testosterona naturalmente”, diz o urologista. A longo prazo, o consumo frequente pode deixar o homem infértil definitivamente. Nas mulheres, o mecanismo é basicamente o mesmo.

Idade – É sabido que as mulheres têm mais dificuldade para engravidar conforme ficam mais velhas, porque os hormônios reprodutivos param de ser produzidos. Elas até continuam férteis, mas a chance de gravidez é menor. Nos homens, a fertilidade pode ser mais duradoura, mas eles não estão totalmente isentos do problema.

Álcool e cigarro – O ginecologista Joji Ueno diz que esses hábitos podem perturbar a ovulação, mas o caso é mais grave no início da gestação, principalmente quando a mulher ainda não sabe que está grávida. “Quem quer engravidar deve evitá-los, porque pode resultar em aborto”, diz.

Radioterapia e quimioterapia – Com esses tratamentos, as células reprodutivas sofrem alterações genéticas, afetando diretamente a fertilidade de homens e mulheres. Quando algum câncer é identificado, os especialistas orientam que os pacientes que ainda pretendem ter filhos façam o congelamento dos gametas antes de iniciar o tratamento.

Questões femininas – A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) não impede a mulher de engravidar.

Abortos, quando ocorrem naturalmente, não atrapalham futuras gestações. Porém, se forem frequentes, a mulher pode sofrer de alguma má formação uterina e deve procurar o especialista.

A pílula anticoncepcional também não interfere na fertilidade da mulher, mas também não preserva os óvulos pelo fato de ela não menstruar. Mesmo tomando o comprimido, o ginecologista diz que a mulher perde até mil óvulos por mês.

Por conta de todas as dificuldades que podem implicar na fertilidade feminina, a mulher pode fazer um exame que avalia a reserva ovariana, ou seja, a quantidade de óvulos que ela tem. Dependendo do resultado, ela pode optar por congelar os gametas, mesmo não tendo problemas e caso queira engravidar mais futuramente.

Fonte – http://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,conheca-alguns-fatores-que-influenciam-ou-nao-a-fertilidade-de-mulheres-e-homens,70001874971


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Para que o sistema reprodutivo de homens e mulheres funcione bem, é necessário existir um equilíbrio hormonal, além dos órgãos reprodutores desempenharem adequadamente seus papéis.

Porém, doenças crônicas como o diabetes podem comprometer a fertilidade, resultando na dificuldade para engravidar. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo.

Segundo o ginecologista Renato de Oliveira, responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, o fato de ter diabetes nem sempre interfere na fertilidade, mas o diabético deve tomar certos cuidados. “Controlar a doença é importante para evitar complicações que poderiam, inclusive, diminuir as chances de gravidez. No caso de mulheres diabéticas que já estão grávidas, não controlar o índice glicêmico nas primeiras semanas de gestação pode gerar má formação do embrião. Além disso, as futuras mamães estão mais sujeitas a partos prematuros”, alerta.

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Para evitar que a fertilidade seja afetada pela doença, é necessário acompanhamento médico e controle dos índices glicêmicos

No caso das mulheres, o diabetes pode comprometer a fertilidade na medida em que aumenta a intolerância à insulina. “O diabetes tipo 2 geralmente está associado à obesidade e resistência à insulina. Essas duas condições podem causar deficiência hormonal, assim como ciclo menstrual irregular e infertilidade”, explica. Já o diabetes tipo 1 ocorre quando as células no pâncreas, que produzem insulina, são destruídas por anticorpos. “Esse processo também pode afetar outros órgãos endócrinos, incluindo os ovários, e impossibilitar a gravidez”, complementa o especialista.

Mas engana-se quem pensa que apenas mulheres diabéticas têm problemas com relação à fertilidade. Os homens também podem ser afetados. “Devido à alta taxa de glicose, a produção de radicais livres aumenta, o que pode resultar em problemas no material genético. No caso de diabetes tipo 2,  os pacientes podem desenvolver ejaculação retrógrada, que ocorre quando o sêmen, que normalmente sai através da uretra, flui em direção à bexiga urinária. Dessa forma, não há espermatozoides para fecundar o óvulo”, diz Renato.

Para evitar que a fertilidade seja afetada pela doença, é necessário acompanhamento médico e controle dos índices glicêmicos. “Geralmente, com a doença controlada, os diabéticos têm as mesmas chances de engravidar que uma pessoa que não tenha a doença. Vale lembrar que nem sempre o diabetes é a causa de infertilidade. Por isso, sempre consulte um especialista”, finaliza.