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Médicos explicam quais são os quatro tratamentos indicados antes do início da quimioterapia para uma gravidez no futuro

Para uma mulher que deseja ser mãe ou até mesmo estava no processo de tentar engravidar, descobrir um câncer de mama pede um diálogo sincero entre paciente e médico para que ela possa entender quais são as possibilidades para preservar sua fertilidade.

Essa discussão é necessária porque ainda que os tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, sejam destinados às células tumorais, eles podem acabar atingindo outras células sensíveis. Entre elas, as germinativas nos ovários, responsáveis pela produção dos óvulos.

A infertilidade não é obrigatoriedade para todas as mulheres com câncer de mama. Ela depende de condições prévias da paciente ao tratamento oncológico, como a sua idade ao iniciá-lo, qual era a reserva de óvulos no momento, o tipo de drogas usadas, a dose e quantidade de aplicações.

As variáveis que a medicina não consegue controlar faz com que não se tenha número exato de quantas mulheres acabam inférteis após a quimioterapia para o câncer de mama. Mas o especialista pontua que a média é alta – entre 40% a 60% das pacientes – e, por isso, os tratamentos destinados à fertilidade são importantes. Eles se dividem principalmente em quatro tipos.

Congelamento de óvulos – A primeira escolha e que tende a ser mais popular entre as mulheres é o congelamento de óvulos. De modo geral, ele é um processo rápido porque leva de oito a dez dias de algum estímulo sobre os ovários para preparar o crescimento dos folículos, que potencialmente possam estar amadurecendo um óvulo dentro. Junto com o intervalo curto para a preparação do corpo feminino para produção e coleta dos óvulos, a técnica tende a ser uma boa escolha por poder ser iniciada a qualquer instante ao descobrir a doença. Anteriormente, achava-se que era preciso esperar a mulher menstruar para começar o processo. Hoje, sabemos que esse ciclo pode ser iniciado em qualquer momento do período menstrual. Isso é possível devido ao tratamento hormonal usado para estimular o crescimento dos folículos.

Congelamento de embriões – A segunda técnica mais usada é a de congelamento de embriões, em que o processo de preparação é semelhante ao anterior. Em média, é preciso de duas semanas para induzir a ovulação, acompanhar o crescimento dos óvulos nos ovários e coletá-los. Mas a diferença é que, já no momento da coleta, o médico fertiliza esses óvulos com o espermatozoide.

Esta opção acaba sendo mais indicada para mulheres que estão dentro de relacionamentos estáveis e a decisão de uma gestação futura está esclarecida entre o casal, pois será necessário material genético do parceiro para formar o embrião.

Congelamento de tecido ovariano – Este terceiro método vem ganhando força nos últimos anos por demandar ainda menos tempo para acontecer – o que acaba sendo positivo na corrida contra o tempo para iniciar o tratamento contra o câncer de mama. Em praticamente dois a três dias, o médico consegue fazer uma videolaparoscopia (cirurgia minimamente invasiva) em que se retira parte de um ovário e o prepara para o congelamento. A ideia é que, uma vez que essa mulher passe por todo tratamento oncológico e fique infértil, ela pode transplantar o seu ovário para ela mesma no lugar que foi retirado o tecido. E ele voltaria a funcionar, e produzir óvulos.

Supressão ovariana – O nome científico para a quarta e última técnica pode trazer dúvidas, mas a sua explicação é simples: é um processo em que, com medicações específicas, o organismo feminino é induzido a um estado de menopausa precoce temporária. A ideia disso é que na menopausa o ovário já não funciona mais, ele fica em repouso. Deixando-o assim, ele seria menos atingido pela quimioterapia, já que ela afeta muito as células que se multiplicam, que se proliferam rapidamente. Portanto, quanto mais inativo estiver um órgão, menos a terapia vai atingi-lo.

Só que a garantia de eficácia desta técnica ainda traz resultados divergentes. Há casos em que a fertilidade da mulher é protegida, enquanto que em outros ela acaba perdendo os seus óvulos após o tratamento para o câncer de mama.

Fonte: Portal Bebê.com.br


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O desenvolvimento dos pequenos de até 6 anos depende de uma combinação de atividades e de uma alimentação rica e balanceada

Como garantir o equilíbrio da saúde das crianças em idade pré-escolar, especialmente em tempos de isolamento social e suspensão das atividades escolares presenciais?

Existem algumas alternativas. Entre elas, estabelecer uma rotina saudável, que inclua horários para atividades recreativas e lúdicas, intercalando com refeições e lanches que, somados, garantam uma alimentação saudável e equilibrada.

Afinal, existem diferentes categorias de grupos alimentares, com diferentes contribuições para o desenvolvimento dos pequenos. Entre eles estão os construtores, que são as proteínas animal e vegetal.

Também tem os energéticos, compostos por carboidratos e gorduras, que garantem a energia para a realização das atividades do dia a dia e do nosso próprio organismo, como respirar, por exemplo, e grupo dos reguladores, que são as vitaminas e minerais, que auxiliam em diversas funções do nosso organismo.

Mas como construir junto com as crianças uma rotina saudável?

Para estimular as crianças a se alimentar bem, comentou Leo Filomeno, criador do blog Pai Moderno, é importante dialogar. “Como meu filho gosta muito de carrinho, explicamos para ele que o alimento é como o combustível. Ele absorveu muito bem esse paralelo”, afirmou.

Ampliar a criatividade também pode ajudar. Cortar frutas em formato de animais e caretas, além de fazer “bigode” com leite e danones divertem bastante os pequenos. Nutricionistas orientam que contar com a ajuda das crianças no preparo dos alimentos, os incentiva a comer mais. Para facilitar, chame os filhotes para fazer receitas simples e práticas, como bolos naturais, salada de frutas e gelatinas.

Fonte: revista Crescer


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Esposa de Lucas Lucco, Lorena Carvalho tirou algumas dúvidas de fãs nas redes sociais acerca da gestação. Nos Stories do Instagram, ela respondeu um seguidor que queria saber se ela e o cantor estão mantendo a vida sexual ativa durante o período gestacional.

A influencer ressaltou ser supersaudável. “O contato íntimo na gravidez não machuca o bebê e é supersaudável, desde que não haja contra-indicação do seu obstetra”, disse ela. Já quando o assunto foi o famoso ‘desejo de grávida‘, Lorena não pensou duas vezes ao contar o que mais tem consumido. “Queijo. (risos) fico me segurando um pouco, porque se deixar vai uns dois inteiros por semana. Mineira, né? Espero que a minha nutricionista não leia isso”, brincou.

Lorena e Lucco estão juntos há sete anos, entre idas e vindas. Os dois lidaram com um aborto espontâneo antes do casamento, que aconteceu neste ano. “Tivemos algumas idas e voltas no caminho. Acredito que o tempo trouxe amadurecimento para nós tanto como pessoas, quanto como casal. Tudo na hora certa”

Sexo na gravidez

Mesmo nos dias de hoje, o sexo durante a gestação ainda é um tabu. Algumas mulheres ficam receosas de ter relações por alguns medos e muuuitas dúvidas, mas a gente está aqui para te explicar que sexo nesse período pode (e deve), sim. Conversamos com Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da clínica Criogênesis, filho Evanildo e Rosária, e listamos quatro motivos para você não abandonar o sexo durante a gravidez.

Não machuca o bebê – Primeiramente, uma coisa precisa ser esclarecida: a prática não vai machucar seu filho. Então se esse era o motivo de você não ter relações durante a gravidez, agora você já pode ficar tranquila. “Isso é um mito. O bebê está protegido e, se o sexo causar bem estar para a gestante, o mesmo vai acontecer com a criança, que também se sentirá bem”, explicou Renato.

Fortalece os músculos – Saber que não machuca o bebê já dá até um alívio, a gente sabe, mas pode ficar ainda melhor. Isso porque a prática fortalece os músculos do períneo, região onde ficam os órgãos genitais e o ânus, o que dá uma mega facilitada na hora do parto. Ufa!

Lubrificação aumenta – Além disso, quando você está grávida, a lubrificação da vagina aumenta, o que causa muito mais prazer nas horas das relações sexuais e pode até mesmo aumentar a quantidade de orgasmos. Então por que não aproveitar esse momento, né?

Xô estresse! – Vale ressaltar que o ato também traz benefícios emocionais. “A vida sexual faz parte da qualidade de vida dos indivíduos, então se você não interrompe o sexo por conta da gravidez, mantêm seu bem estar físico e emocional”, disse o ginecologista. Isso significa que o estresse é deixado de lado, o que é ótimo levando em consideração que ele é um dos motivos que podem causar o parto prematuro.

Mas não esquece que quem dá a palavra final é o seu obstetra, ele é o único que saberá avaliar a sua situação e dizer se o sexo está liberado ou não. “A relação sexual na gravidez é recomendada a menos que a mulher corra algum risco de abortamento, então é sempre bom a gestante esclarecer suas dúvidas com seu médico”, explicou Renato.

E se mesmo com todos esses pontos positivos você ainda não foi convencida, vamos lá! É normal sentir medo, principalmente durante os primeiros três meses, quando o risco de aborto é maior, mas se o seu obstetra te liberar e estiver tudo certo, a relação pode acontecer, sim. A partir do segundo trimestre, nossa dica é: se joga! Você provavelmente já vai estar fora de risco, sua barriga ainda não estará enorme e provavelmente vai sentir muito prazer.

Já no último trimestre, é necessário ter muita conversa, mas não precisa ter medo. “É o mais desconfortável por conta do tamanho do abdômen, então as posições precisam ser mais cautelosas. Converse com seu obstetra e, claro, com o seu parceiro”, aconselhou o médico.

Fonte: revista Pais & Filhos


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Saiba como o pré-natal psicológico contribui para o emocional da gestante e após a chegada do bebê

A gravidez é um momento que traz muitas mudanças para a gestante, tanto físicas como emocionais. Além disso, a chegada do bebê interfere nos papéis desempenhados pela mulher, sendo necessária uma adaptação para a nova realidade como mãe. Para lidar com todas as mudanças desse período, o pré-natal psicológico é indicado.

Essa prática ajuda a lidar com as emoções, angústias e dúvidas comuns dessa fase. Dessa forma, contribui para deixar a mãe e também o pai mais preparados para lidar com esse momento de transição.

O que é pré-natal psicológico?

A prática é um complemento do pré-natal convencional, em que a gestante recebe um acompanhamento médico para verificar sua saúde e a do bebê. O pré-natal psicológico tem como objetivo oferecer um suporte emocional às mulheres durante o período gestacional e o puerpério, de modo a informar e instruir as futuras mães.

Por meio de um acompanhamento psicoterapêutico, tanto a gestante quanto o pai do bebê podem passar por esse processo de preparação psicológica. O atendimento, que é feito para oferecer maior humanização no processo gestacional, ocorre desde o início da gravidez até um semestre após o nascimento da criança. O acompanhamento pode ser de maneira individualizada ou em grupos, permitindo até mesmo a presença de familiares.

O apoio psicológico no pré-natal é feito por profissionais capacitados e especializados nessa área, conhecidos como psicólogos perinatais. Por meio da escuta qualificada, mãe e pai são orientados em relação às suas novas funções, proporcionando seu desenvolvimento emocional e vínculo com o recém-nascido.

As dúvidas mais comuns trazidas pela gestante nesse acompanhamento envolvem questões relacionadas às mudanças que a chegada do bebê trarão à sua vida, além da preocupação se ela será capaz de dar conta de tudo e ser uma boa mãe. Outras dúvidas recorrentes têm ligação com o parto (normal ou cesárea) ou com a amamentação.

Quem pode participar do pré-natal psicológico?

Ao contrário do que algumas pessoas possam imaginar, o acompanhamento psicológico no pré-natal não é direcionado necessariamente para as mulheres que estão passando por dificuldades emocionais. Qualquer gestante que tenha o desejo de compartilhar momentos e sua experiência gestacional ou aprender mais sobre si mesma e instruir-se pode participar.

O atendimento pode ser feito individualmente, assim como acontece em uma sessão de terapia. O pai do bebê e outras pessoas que fazem parte do grupo de apoio da gestante (como os avós e outros familiares) também são convidados a participar. Outra modalidade é o acompanhamento em grupo, que é feito na presença de várias gestantes, que compartilham as suas experiências.

No caso do grupo, ele geralmente conta com cerca de dez pessoas, o que permite uma boa troca entre as gestantes. Nesses encontros, há uma conversa sobre assuntos relacionados à gravidez, com foco em como lidar com a ansiedade e as angústias pela espera e o nascimento do bebê. Assim, além de a gestante poder enxergar a maternidade como realmente é, torna-se capaz de tomar melhores decisões em relação ao parto e pós-parto.

Quais os benefícios desse tipo de programa?

Com o acompanhamento adequado, é possível minimizar e até mesmo evitar o surgimento de agravantes que podem surgir quando o lado psicológico da mulher encontra-se fragilizado na gravidez. Esse período da vida consiste numa transição que traz mudanças complexas em vários setores além do fisiológico, como psicológico, familiar, profissional e socioeconômico.

Além disso, o corpo passa por mudanças, assim como a relação entre o casal, e a mãe precisa lidar com as dificuldades que ocorrem durante e após o parto. Sendo assim, o acompanhamento ajuda a enfrentar a enxurrada de sentimentos e a prevenir diversos problemas, como estresse, ansiedade, depressão pós-parto e psicose puerperal.

Outro benefício está em contribuir para o empoderamento parental e a melhor compreensão das mudanças de identidade e múltiplos sentimentos que a gestante manifesta nesse período. Uma das etapas do trabalho consiste em combater as idealizações associadas à gravidez, ajudando a futura mãe a entender todo o seu processo individual e se preparar da melhor maneira para a chegada do bebê.

Infelizmente, o pré-natal psicológico não está presente em todas as regiões do Brasil e nem todas as futuras mamães têm acesso a esse acompanhamento. Apesar de não existirem psicólogos especializados em todo o país, é importante ressaltar que qualquer profissional empenhado em realizar processos terapêuticos pode realizar esse tipo de direcionamento.

As doulas, por exemplo, são responsáveis por fazer o acompanhamento das mulheres durante todo o período da gestação. Apesar de não serem habilitadas para realizar atendimentos psicológicos, podem oferecer apoio emocional tanto no momento do parto quanto após o nascimento do bebê. Além disso, também podem fornecer informações importantes para as gestantes lidarem com esse momento tão especial da sua vida.

Agora que você conheceu o que significa pré-natal psicológico e sua importância, não deixe de cogitar receber o acompanhamento durante sua gestação. Assim, estará mais preparada emocionalmente para cuidar de si mesma e dar ao seu bebê todo carinho e atenção que ele merece.

Fonte: portal BebêMamãe


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Fuja da adultização! A infância tem data para começar e acabar. Então, curta (de verdade!) cada momento dessa fase antes que ela termine

Antes de qualquer coisa, a criança tem o direito de ser criança. E isso significa poder brincar, estudar, fazer amigos e ter o amor e proteção da família. Em alguns lares, é comum vê-las assumindo papéis que não cabem à idade e ao preparo psicológico delas. Seu filho não deveria precisar se preocupar com os problemas do casamento ou financeiros, por exemplo. Por mais maduro que seja, ele não pode assumir alguns pesos e responsabilidades que cabem apenas aos adultos.

Criança ocupada demais deixa de ser criança

Nas últimas décadas, é cada vez mais frequente a preocupação excessiva (mas legítima) dos pais com o futuro dos filhos. O problema não é a preocupação em si – afinal, você deseja sempre o melhor do mundo para o seu filho – mas sim as soluções buscadas. Uma pesquisa feita em 2018 pelo portal médico WebMD, nos Estados Unidos, mostrou que 72% das crianças entre 5 e 13 anos demonstram sinais de estresse e que 60% dos pais não notam. Em meio à correria do dia a dia, temos visto crianças pequenas superatarefadas e estressadas com tantas atividades. É aula de idiomas, robótica, natação, música, esportes, balé, aulas particulares de reforço. Na tentativa de preparar seu filho para o futuro e investir em uma educação de qualidade, você pode acabar esquecendo da verdadeira obrigação dele: ser criança, e não um miniadulto.

 Criança precisa se vestir como criança

A infância é aquele momento gostoso da vida em que somos livres para nos divertirmos e sermos quem quisermos. E as crianças têm que se vestir adequadamente para poder explorar o mundo que estão descobrindo. Afinal, o que queremos dizer é: criança deve se vestir como criança. Nada de adultização e vulgaridade, ok? Tudo tem a idade certa para acontecer. Ensinar seu filho a se vestir e a escolher sua própria roupa é uma tarefa que exige a educação e ajuda dos pais.

Não é tudo que pode e que você deve deixar seu filho usar. É normal para os pequenos o desejo de copiar a roupa e a maquiagem da mãe ou a fantasia daquele personagem de filme, por exemplo. Elas querem imitar quem admiram e brincar de ser gente grande. Mas é exatamente nesta fase que os filhos devem começar a entender que precisam crescer para poder usar ou fazer algumas coisas, como passar um batom forte, pintar as unhas da cor que quiser, usar salto ou gravata. Quando o assunto é roupa das crianças, tudo pode se resumir em conforto e diversão. Seja menino ou menina, seu filho pode usar camisetas e outras peças da cor que preferir. Criança precisa se sentir bem e confortável com a roupa que estiver vestindo, sempre de acordo com a idade que tem.

Brincadeira é coisa séria!

A ciência já comprovou que a criança, nos seus primeiros anos de vida, precisa de um bom tempo para brincar livremente. Pular, correr, imaginar, criar e estar em constante movimento, tanto mental quanto corporal, contribui para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo. “Toda e qualquer brincadeira é benéfica para o desenvolvimento da criança. É um equívoco pensar que as brincadeiras possam ter condições para melhorar um ou outro domínio do desenvolvimento humano”, explica Mônica Caldas Ehrenberg, professora doutora da Faculdade de Educação da USP, especialista em Cultura Corporal.

Pular corda, por exemplo, não é responsável somente pelo desenvolvimento motor. Essa brincadeira também desenvolve as noções de espaço e tempo – afinal, a criança precisa calcular o momento exato de pular – e a capacidade de respeitar regras, já que se ela tirar os pés do chão fora de hora, vai errar o movimento.

Nada melhor do que incentivar esse tipo de atividade longe do tablet e do celular. “Para que as crianças entendam que é preciso saber brincar sem os eletrônicos, os pais devem ser o exemplo, principalmente na primeira infância – que é até os 6 anos. Os pais também devem lembrar de reservar todos os dias, pelo menos meia hora para brincar somente com os filhos. Quando a família direciona esse tempo, o momento fica com cara de férias, a criança vai sentir esse período valorizado e criar uma estrutura emocional”, explica a pedagoga Maibí Mascarenhas.

 Esteja presente (de verdade) na vida do seu filho

Criar filhos é, sem dúvida, a tarefa mais difícil da vida. A família atual mudou muito de configuração e uma nova sociedade foi criada. Mas em meio aos novos papéis, uma coisa nunca muda: seu filho continua precisando do convívio com você. E a importância desse convívio não está na quantidade de tempo dedicado a ele, e sim na qualidade. Os responsáveis devem ser capazes de enxergar nos filhos as suas reais necessidades, e não encher a criança de mimos ou presentes para suprir algum tipo de culpa. “Os pais são a primeira referência das crianças. Sem eles, o filho cresce tentando se adaptar ao mundo sem essas referências. Os pais são o apoio, que ensinam a importância do limite”, explica Renata Bento, psicóloga e psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro.

A criança precisa se sentir amada e assistida, perceber a importância que tem para os pais. Aquela conversa clássica, mas que precisa ser resgatada e mantida, — Como foi o seu dia? O que fez na escola? — faz seu filho perceber que é muito importante para você, independentemente da quantidade de horas que passam juntos por dia.

Criança tem personalidade (e responsabilidade), sim!

Muito mais do que uma faixa etária, a infância é uma etapa de grandes aprendizados. Ser criança também é ter o direito da autenticidade. Apesar de estar sob a responsabilidade dos pais, cada criança é única, com o direito de se descobrir individualmente e desenvolver sua personalidade. Seu filho precisa se sentir guiado, protegido e acompanhado, e não apenas comandado. “Os pais devem cuidar, educar, dar autonomia e limite. Tudo isso é proteger. Ao mesmo tempo em que essas crianças vão viver dentro de casa, elas também vão viver no mundo. Ser aberto não significa ser permissivo. Existe um equilíbrio”, aconselha Renata. A linha que separa a autonomia e o limite é bem tênue. A geração de hoje é uma das mais inteligentes, mas também uma das mais frágeis. Por isso, um bom caminho é ser aberto ao diálogo, oferecer apoio e carinho, mas também deixar que seu filho tenha contato com erros e frustrações sozinho. “O papel dos pais não é somente formar um filho feliz, mas sim preparado também para as perdas e angústias”, explica Camila Cury, psicóloga e especialista na Teoria da Inteligência Multifocal.

Fonte: revista Crescer


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Veterinários ainda não sabem se animal poderá retornar à vida selvagem

Atingida por um dardo com tranquilizador, a onça-pintada enjaulada se ergue com um rosnado angustiado nas patas queimadas e enfaixadas. A fêmea, batizada de Amanaci, é uma das incontáveis vítimas dos piores incêndios já registrados no Pantanal, o maior pântano do mundo. Verdadeira joia de biodiversidade, a região abriga a maior população de onças-pintadas da Terra.

Amanaci foi uma das sortudas. Resgatada por voluntários, ela foi levada a uma fazenda de Goiás administrada por uma ONG que se dedica a proteger felinos selvagens ameaçados de extinção. Ela está sendo tratada com a medicina veterinária mais avançada, recebendo injeções de células-tronco que aceleram a recuperação de tecido queimado e a regeneração de novos tecidos.

“O resultado é surpreendente. A gente espera colher ainda mais frutos positivos e vê-la se apoiando nas quatro patas, andando e comendo, com a qualidade de vida restabelecida dentro de pouco tempo”, disse a veterinária Patricia Malard.

As células-tronco foram tiradas de Amanaci duas semanas antes e cultivadas em um laboratório antes de a primeira injeção ser dada no sábado. Enquanto ela estava desacordada, seus curativos foram trocados. “O que eu sinto de ver os animais assim é revolta e muita tristeza por ver o que eles passam e por quanto eles sofrem e também um estranhamento de por que as coisas chegam nesse ponto? Por que não há uma prevenção?”, disse Cristina Gianni, fundadora do santuário Instituto NEX (No Extinction), onde 23 onças-pintadas estão sob cuidados.

“Com as queimaduras nas patas é fácil a gente se colocar no lugar e imaginar a dor que é estar pisando em brasas”, disse ela em uma entrevista.

Gianni disse que nunca viu tantas mortes e sofrimento causados à vida selvagem como os dos incêndios no Pantanal neste ano, e acusou as autoridades brasileiras de não fazerem o suficiente para evitá-los. O Pantanal ocupa mais de 150 mil quilômetros quadrados e se estende à Bolívia e ao Paraguai.

Os incêndios são os piores desde que os registros tiveram início, em 1998, e ameaçam a vida selvagem da região, que inclui antas, pumas, capivaras e onças-pintadas. A entidade World Wildlife Fund diz que o Brasil pode ter cerca de metade das 170 mil onças-pintadas que se acredita ainda viverem.

De acordo com a médica, o caso de Amanaci é de observação e cedo para dizer se ou quando ela poderá voltar à vida selvagem.

Fonte: portal G1


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1 – Nada de bojo

Um dos primeiros sinais da gravidez é o aumento dos seios, que pode começar duas semanas após a concepção. Aliás, mesmo antes de saberem que estão grávidas, é comum as mulheres perceberem que alguma coisa diferente está acontecendo no corpo ao sentirem as mamas mais sensíveis e inchadas. O crescimento é impulsionado pela deposição de gordura e pelos hormônios, principalmente o estrogênio, que tem ação sobre o desenvolvimento das glândulas mamárias, fazendo com que elas se preparem para produzir leite. E o tamanho dos seios pode ficar ainda maior no pós-parto por causa da prolactina, responsável pela produção efetiva do leite. Agora, quanto eles vão aumentar varia em cada caso: algumas mulheres vão do sutiã 40 para o 42, outras do 38 para o 44. Não há um padrão. Mas uma coisa é certa: a maioria sente uma falta imensa dos seios grandes depois. Então, abuse dos decotes enquanto puder!

2 – Redondamente feliz

Sabe aquela história de “encolhe a barriga e endireita as costas”? A partir do quarto mês de gravidez, esqueça a primeira parte. Nesse período, já é possível notar uma barriguinha saliente, pois o útero, que fica na região pélvica, sobe para a região abdominal umbilical. E, vamos combinar, uma das vantagens mais deliciosas da gestação é sair por aí exibindo os novos contornos como se você tivesse o rei (ou a rainha…) na barriga.  Para registrar esse momento de tanto orgulho, vale fazer ensaio de fotos do seu estilo para mostrar o barrigão e as roupas do bebê.

3 – Dez anos mais jovem

Durante a gestação, as células de gordura ficam mais inchadas, já que a mulher tem uma tendência maior a acumular líquidos. Ao mesmo tempo, elas se multiplicam mais rapidamente, com o objetivo de estocar reservas de energia para a mãe, sobretudo para o período de amamentação. Isso significa que a gestante deve abusar do hidratante na regiões que sofrem crescimento rápido, como seios e abdômen, para evitar estrias. Mas também quer dizer que a pele, quando bem cuidada, vai ficar muito mais bonita. “Como as células de gordura estão em maior número e mais gordinhas, a cútis tende a ficar mais esticada, o que causa um efeito de luminosidade e a deixa com uma aparência viçosa”, explica Amanda Alvarez, obstetra do Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia. O problema é que, se você tiver pele oleosa, pode desenvolver espinhas – se for o seu caso, o tratamento é lavar o rosto várias vezes ao dia com sabonete neutro, uma vez que, durante a gravidez, os ácidos devem ser evitados. Também é importante se precaver em relação à exposição solar, pois há tendência à hiperpigmentação. Isso ocorre porque existe uma ativação dos melanócitos, as células produtoras de melanina, que dão cor a pele. São elas que deixam os mamilos das gestantes mais escuros e que também podem produzir manchas profundas que não saem mais, chamadas de melasmas. Portanto, mesmo que a sua pele já esteja lindíssima, hidratante e protetor continuam indispensáveis.

4 – TPM, me esquece!

Cólicas, irritabilidade e um desejo incontrolável de devorar caixas de chocolate. Qualquer mulher conhece esses sintomas de cor: é a tensão pré-menstrual. As gestantes conseguem uma trégua de todo esse incômodo durante as 40 semanas e dá para ficar tão bem acostumada que algumas delas não querem mais abrir mão dessa felicidade. “Após o parto, é comum as mulheres procurarem métodos anticoncepcionais que evitam a menstruação, como o uso contínuo de progestagênios”, explica Jurandir Piassi Passos, obstetra da Unifesp, em São Paulo.

5 – Cabelo muso

Durante os nove meses, parece que você vai morar em uma propaganda de xampu: seus cabelos crescerão mais depressa e ficarão mais volumosos e brilhantes. Com o metabolismo acelerado, todo organismo funciona em ritmo mais rápido e, consequentemente, todas as funções que ele desempenha também aumentam de velocidade. Por isso, não estranhe se as visitas ao cabeleireiro ficarem mais frequentes para cortes. Além do mais, no período de gestação, a taxa de queda dos fios também diminui. Com o cabelo crescendo mais rápido e caindo menos, não é de se estranhar que o volume aumente. Já o fato de os fios ficarem mais brilhantes se deve à ação do estrogênio, que age sobre as glândulas sebáceas, aumentando a oleosidade dos fios. Vai ser duro encontrar um produto capaz de fazer tudo isso ao mesmo tempo pelo seu cabelo depois!

6 – Mulher de garra

Com o aumento da circulação sanguínea e do metabolismo, as unhas também passam a crescer mais rápido. A maioria das grávidas passa os nove meses com unhas fortes, porém algumas mulheres podem experimentar o efeito contrário – mas os médicos não sabem o motivo. Se esse for o caso, invista em bases fortalecedoras. Vale lembrar que não há restrições: grávidas podem usar esmaltes e acetona e tirar a cutícula sem problemas. Só é necessário ter cuidado com a higienização de alicates e empurradores, que devem ser esterilizados. E perto do dia previsto para o parto, evite esmaltes escuros e prefira uma base transparente. Se precisar de anestesia, um dos meios de acompanhar a paciente é colocando um monitor nos dedos – e a cor forte atrapalha.

7 – Libido em alta

No sexto mês de gravidez, um volume de sangue 50% maior do que o normal já está circulando pelo corpo feminino. Esse aumento está diretamente relacionado a uma maior vascularização na mulher e, com isso, a vagina fica mais sensível à estimulação. Sendo assim, a lubrificação ocorre com mais facilidade, ajudada também pela intensa atividade glandular. Além disso, ocorre também um aumento da flora e da espessura da mucosa vaginal, o que acaba facilitando a penetração. Será que precisa de algum outro incentivo para que a sua vida sexual fique a todo vapor? OK, temos mais um: para as grávidas, não existe preocupação em tomar a pílula direitinho, em ver se a camisinha estourou ou se está no período fértil. Como fica mais relaxada, a gestante consegue aproveitar (bem) mais o sexo. Mesmo no final da gravidez, quando a barriga já estiver grande, dá para manter a vida sexual numa boa (desde que a sua gestação não seja de risco) – só é preciso ter um pouco mais de paciência e criatividade para encontrar posições confortáveis! A mais recomendada é de lado, com a barriga apoiada em um travesseiro, pois o peso da barriga não atrapalha tanto e a mulher consegue controlar melhor a penetração.

8 – Passe livre para sonhar

Esqueça a insônia, os comprimidos para dormir e o chá de camomila antes de ir para a cama. Principalmente no primeiro trimestre, quando a mulher tende a ficar mais sonolenta por causa da queda de pressão. Então, aproveite para colocar o sono em dia e descansar bastante (você vai precisar dessa energia extra depois do parto!). Além disso, enquanto você dorme, os hormônios liberados pelo seu corpo facilitam o desenvolvimento do bebê. Já no último trimestre, o peso da barriga pode deixá-la mais cansada, porém vai ser difícil arrumar uma posição para o sono. Se tiver uma poltrona reclinável, vale experimentá-la, pois, às vezes, ficar semissentada pode ser mais confortável. Ou experimente dormir do lado esquerdo, o que ajuda a circulação a fluir melhor e evita o ronco. E aposte nos travesseiros: um entre as pernas, outro fininho embaixo da barriga e outro nas costas.

9 – Emoção boa

Muitas vezes, a gravidez mantém as mulheres em um estado de nirvana permanente. A felicidade em estar gerando uma nova vida é tão grande que muitas futuras mães dizem se sentirem inabaláveis durante a gestação, como se nada fosse motivo para mau humor ou aborrecimentos. Por outro lado, a sensibilidade pode aumentar bastante, deixando as gestantes mais emotivas. A expressão “chorar de alegria” nunca fez tanto sentido!

Fonte: revista Crescer

 


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Até o final de 2020, 66.280 mil novos casos da doença serão diagnosticados no Brasil. Falar sobre a importância de descobrir o problema precocemente, a partir de exames, pode diminuir a mortalidade em até 30%

Câncer de mama é papo sério e durante todo o mês de outubro é falado sobre a importância de identificar precocemente a doença. De acordo com dados da American Cancer Society, uma em cada oito mulheres que viveram até os 75 anos serão diagnosticadas e até o final de 2020, estima-se que 66.280 mil novos casos sejam identificados no Brasil.

Priscila Beatriz Oliveira dos Santos, mastologista e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, orienta que realizar exames de rotina é uma forma de identificar o problema cedo: “É sempre bom ressaltar que a mamografia é essencial para o diagnóstico precoce. Por isso, não deixe de realizá-la, já que este exame pode diminuir a mortalidade em até 30%, quando feito periodicamente”.

Segundo uma pesquisa recente realizada pelo Ibope Inteligência, a pedido da Pfizer, felizmente, cerca de 72% das mulheres entrevistadas vão ao ginecologista ou mastologista pelo menos uma vez ao ano. Entretanto, uma a cada quatro disseram que não falam com o médico sobre prevenção e não recebem orientações sobre a importância de um checkup anual ou de como realizar o autoexame.

Quais sinais preciso ficar de olho?

  • Edema da pele
  • Inchaço em uma parte ou em toda a mama, mesmo que não seja um nódulo
  • Vermelhidão na pele
  • Assimetria das mamas
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo
  • Secreção saindo pelos mamilos
  • Dor no mamilo ou na mama

É possível prevenir?

O câncer de mama, a partir de uma prevenção primária, pode estar relacionado à fatores hereditários e também àqueles que são modificados com o tempo como, por exemplo, inatividade física, consumo de álcool, terapia de reposição hormonal e excesso de peso corporal, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Na maioria dos casos de tumor na mama, cerca de 90% a 95% não estão associados a causas genéticas. A partir de hábitos de vida mais saudáveis, com uma alimentação adequada, nutrição e prática regular de exercícios, os riscos do desenvolvimento da doença podem ser diminuídos. Além disso, é recomendado também a amamentação como um fator protetor, segundo o instituto.

Como ficam os tratamentos em meio à pandemia?

Mesmo com a covid-19, é muito importante não adiar exames e consultas, como aconselha a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine. “Embora o momento exija cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, atrasar consultas e exames pode significar se expor a riscos desnecessários. O monitoramento da saúde precisa permanecer em dia, pois alguns tipos de cânceres mais agressivos podem se desenvolver rapidamente. Além disso, estamos falando de uma doença na qual um mês pode fazer toda a diferença no tratamento”.

Autoexame: como fazer?

De acordo com as orientações do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC), o autoexame deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação. Existem duas formas de fazer o autoexame, são elas:

No chuveiro ou deitada:

  • Coloque a mão direita atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda a mama Repita o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

Diante do espelho:

  • Levante os braços, colocando as mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico
  • Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração
  • Finalmente, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai qualquer secreção. A observação de alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos e de secreções mamárias não significa necessariamente a existência de câncer.

Fonte: revista Pais e Filhos


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A partir do procedimento, os materiais biológicos como, óvulos, tecido ovariano, espermatozoides e embriões são congelados em -196ºC para serem usados posteriormente pelos casais. Veja como funciona!

Ter filhos, hoje em dia, é uma escolha e o sonho de diversos casais. Apesar dos mais variados métodos, as técnicas de reprodução assistida ajudam quem tem dificuldades fisiológicas a realizar esse momento tão especial. Não é diferente com a criopreservação, focada no congelamento de materiais biológicos como, óvulos, tecido ovariano, espermatozoides e embriões em -196ºC.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 15% da população mundial enfrenta problemas de fertilidade, sendo a criopreservação uma opção de reprodução humana. Para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto, te contamos tim-tim por tim-tim do procedimento.

Para quem a criopreservação é indicada – Segundo Luiz César Espirandelli, anestesista e diretor da Criogênesis, a criopreservação é indicada “para quem: deseja preservar os seus gametas, sejam masculinos ou femininos, para futuras tentativas de concepção; por conta de tratamentos que prejudicam o sistema reprodutor, como a quimioterapia ou radioterapia; ou também por causa da idade avançada; essa técnica assegura a possibilidade de fecundação segura e eficaz. Além disso, permite o armazenamento de células que serão doadas à casais que não possuem óvulos ou espermatozoides saudáveis”.

Como o processo é feito?

Na mulher: o anestesista explica que o primeiro passo é realizar exames para descartar qualquer possibilidade de doenças que comprometem a fertilidade. Depois disso, a estimulação ovariana é feita com medicamentos para aumentar o número de óvulos no corpo. “A coleta é feita, sob sedação, através de uma espécie de agulha acoplada a um aparelho de ultrassom. Eles são armazenados em nitrogênio líquido por tempo indeterminado e quando a mulher decide engravidar, a amostra é retirada”.

No homem: neste caso, é checado a quantidade de espermatozoides a partir de um espermograma. “Após o resultado médico, o material é colhido através da estimulação. Homens que possuem ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado devido alguma obstrução, como por exemplo, vasectomia, podem coletar através de um procedimento médico de punção testicular”, comenta Luiz.

Depois que o sêmen é recolhido, parte da amostra é separada e outra congelada. Em seguida, inicia-se o processo de cristalização, que com um congelamento contínuo chega à temperatura de -100ºC, armazenando o material em nitrogênio líquido.

Embriões: o processo é realizado quando se passa por uma tentativa de fertilização in vitro e os excedentes são de boa qualidade. Durante a criopreservação, é analisado também os embriões que possuem alto potencial de se desenvolverem.

As células do cordão umbilical podem prevenir doenças – Por causa da alta capacidade de se regenerarem e dividirem infinitamente, as células tronco do sangue do cordão umbilical podem se transformar em células nervosas, cardíacas, do sangue, entre outras. Além de terem uma grande importância, são usadas para tratar doenças oncológicas, hemoglobinopatias, imunodeficiências, doenças metabólicas e deficiências medulares.

Transplante autólogo – Como forma de tratamento, o paciente também pode receber a própria medula óssea. Antes do procedimento de quimioterapia, por exemplo, as células tronco hematopoiéticas são recolhidas e criopreservadas para serem usadas logo após o término da intervenção.

Fonte: revista Pais e Filhos


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Pesquisas demonstraram recuperações significativas de movimentos em ratos e macacos com algum tipo de paralisia. Para isso, os cientistas criaram uma espécie de novo circuito neural com células-tronco

Os neurônios são as células mais especializadas e complexas do corpo humano. É por isso que quando eles sofrem algum tipo de trauma, o processo para recuperá-los é difícil e deixa sequelas, até agora, vitalícias. Há séculos, cientistas pesquisam tratamentos eficazes que auxiliem paraplégicos e tetraplégicos a recuperar os movimentos e a sensibilidade. No entanto, foi a partir do final do século XX que os estudos mais avançaram e começaram a apresentar resultados promissores.

É o caso da pesquisa com células-tronco do biólogo Paul Lu e do neurologista Mark Tuszynski, que ao longo de 15 anos dedicaram-se a investigar mecanismos de regeneração da medula espinhal. A motivação da pesquisa para eles é ainda mais pessoal, já que Paul Lu sofreu um acidente de carro no Natal de 1996, deixando-o paraplégico.

A medula espinhal é um meio de comunicação do cérebro com o corpo humano, repleta de neurônios. Quando partes específicas dela são danificadas, o corpo dos neurônios (chamado de axônio) rompe e para de enviar os estímulos do cérebro para o resto do corpo. Assim, Paul Lu se questionou se era possível usar um relé neuronal para estimular o crescimento de axônios na área danificada e reconectar corpo e cérebro.

Resultados promissores em ratos e macacos

Como explica o neurocirurgião pediátrico Eduardo Jucá, as células-tronco são as mais primitivas no corpo humano. Isso significa que elas têm potencial para se transformar em qualquer célula do organismo. A partir dessa lógica, a equipe de Lu e Tuszynski começou a testar o uso de células-tronco para estimular a regeneração de axônios e criar um novo circuito neural.

Em 2012, eles publicaram um artigo no periódico científico Cell demostrando uma intensa regeneração dos axônios e recuperação funcional de um rato paraplégico. Para isso, eles usaram células-tronco de fetos de ratos e as enxertaram no rato com paraplegia. É importante ressaltar que esse enxerto tinha várias intervenções para proteger as células-tronco e estimular o crescimento delas.

Segundo Walace, essa resposta “mudou para sempre a história da neurociência”. Afinal, além da regeneração das células, houve também o surgimento de novos neurônios – justamente o tal relé neuronal.

Em outra pesquisa, em 2018, eles fizeram o mesmo procedimento com um macaco rhesus semitetraplégico. No experimento, o macaco teve metade do corpo paralisado e em até dez dias após o trauma recebeu o transplante do enxerto de células-tronco humanas. “No macaco, eles encontraram que cerca de 300 mil novos axônios saíram do enxerto”, conta o neurocientista.

Os resultados começaram a surgir após nove meses de tratamento: o macaquinho já conseguia apertar uma laranja e movimentar os dedos. Para saber que o avanço foi influência direta das células-tronco, os cientistas compararam os resultados com o de um macaco controle, no qual as células do enxerto não sobreviveram. Ele ainda não conseguia se movimentar, diferente do macaco com células-tronco.

Fonte: Portal O Povo